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Parlamento Infantil condena actuação da polícia contra crianças em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Presidente do Parlamento Infantil (PI), em Nampula, Yasser Muterrua, condena a actuação da Polícia da República de Moçambique (PRM), naquele ponto do país, contra crianças na vigência do estado de emergência, decretado pelo Presidente da República para fazer face ao cumprimento das medidas da prevenção do novo coronavírus.

A actuação de alguns agentes da PRM contra as crianças estende-se da violência física a extorsão, sendo as principais vítimas os menores que, também, são vítimas do trabalho infantil.

“Nós não sabemos qual é o tipo de tratamento que os menores são dados quando são levados para os postos policiais, porque na polícia tudo funciona na ditadura, e isso nos preocupa muito, como órgão que luta, diariamente, pela defesa dos direitos das crianças em Moçambique”, precisou o presidente do Parlamento Infantil em Nampula.

Para reduzir estes casos, Yasser disse que o PI enviou um ofício ao comando da corporação denunciado estes actos, e solicitando a protecção da criança.

Por outro lado, a nossa fonte assegurou que, em breve, a agremiação de menores vai levar a cabo acções de sensibilização dos pais e encarregados de educação para que não abusem as crianças com o trabalho infantil, contribuindo assim na redução da circulação de crianças, de forma indefesa, pelas ruas.

“Os pais devem perceber que os seus filhos não estão de férias, mas sim as aulas foram suspensas devido a pandemia do novo coronavírus que está a assolar o nosso país e o mundo todo”, anotou Yasser Muterrua.

Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor deu a conhecer que na semana passada, o Parlamento Infantil, na província de Nampula, distribuiu mais de 150 máscaras a igual número de crianças, com destaque para as desfavorecidas do distrito de Monapo.

“Nós acreditamos que é possível proteger as crianças da covid-19, mas para tal os pais e encarregados de educação tem uma tarefa muito fundamental, porque tudo começa com eles. Primeiro não podem deixar as crianças saírem de casa, segundo devem sentar com elas e explicar o que o coronavírus é, e terceiro ensinar como devem se prevenir da mesma”, concluiu o nosso entrevistado.  (Celestino Manuel)

Para identificar focos de contaminação: Arranca testagem rápida da covid-19 em Nampula

Nampula (IKWELI) – Arrancou na manhã de ontem, quarta-feira (17) na cidade de Nampula, norte de Moçambique, o primeiro inquérito sero – epidemiológico, visando avaliar a exposição das pessoas a pandemia do novo coronavírus, doença que já contribuiu na morte de, pelo menos, quatro pessoas ao nível do país, num universo de 651 pessoas infectadas pela enfermidade.

Recorde-se, e de acordo com Eduardo Samo Gudo, Diretor-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde, a escolha da cidade de Nampula para a implementação do referido inquérito, é por conta desta parcela moçambicana registar uma preocupante velocidade de transmissão, tendo, inclusive, atingido o nível de transmissão comunitária.

“Queremos chamar atenção que o inquérito não serve para diagnosticar as pessoas, o que estamos a fazer é avaliar as pessoas que foram expostas, o teste para diagnosticar é outro teste”, recordou Samo Gudo, para depois reiterar o seu apelo de maior colaboração por parte das pessoas seleccionadas para o efeito, porque “só com este inquérito é que poderemos perceber o impacto deste coronavírus ao nível das comunidades”, precisou a fonte durante o lançamento do referido inquérito no mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula.

Entretanto, o custo da actividade que será realizada durante os próximos dez dias, será improvisado, porque, em conformidade com Eduardo Samo Gudo, ainda não foi planeado o orçamento que poderá cobrir as despesas inerentes a este processo que, segundo apuramos, envolve cerca de 100 técnicos da saúde.

“Nós, neste momento, não temos custos precisos. Estamos ainda a calcular porque, para cada região do país os custos variam em função do cenário local em termos da logística, dificuldade de mobilidade, aglomeração de pessoas, entre outros, então, é um trabalho que ainda está a ser feito em relação aos outros locais”, disse Samo Gudo, respondendo as questões dos jornalistas em Nampula.

Refira-se que a divulgação dos resultados do inquérito está prevista para até o primeiro dia do mês de Julho do ano em curso.

Para permitir a abrangência de maior número de pessoas no primeiro dia de inquérito, três equipas foram criadas e eram integradas, respectivamente, pelo Presidente do Concelho Autárquico de Nampula (Paulo Vahanle), Secretário de Estado da província de Nampula (Mety Gondola) e pelo Governador de Nampula (Manuel Rodrigues). (Constantino Henriques)

Chefe do gabinete de Victor Borges constituído arguido pelo GPCC por não querer devolver viatura do estado

Nampula (IKWELI) – O chefe do antigo gabinete do então governador de Nampula, Victor Borges, foi constituído arguido pelo Gabinete Provincial de Combate a Corrupção de Nampula (GPCC), indiciado de apoderamento ilícito de uma viatura a coberto de um processo irregular de abate.

Domingos Nacohi, é co-arguido no processo nº 82/0301/P/GPCCN/2020, no qual, também, foram indiciados o antigo chefe da UGEA (Unidade Gestora de Aquisições) e mais outros 3 funcionários, perfazendo o total de cinco, todos afectos ao gabinete do governador.

Em colectiva de imprensa, realizada na manhã desta terça-feira (16), o porta-voz do GPCC de Nampula, José Sopa Wilson, disse que foram “recuperadas um total de cinco viaturas do estado, afectas ao gabinete do governador” cessante.

Igualmente, a fonte fez saber que “no dia 4 de Junho de 2020, 12:00 horas, na cidade de Nampula, foram detidos três cidadãos, dos quais, dois agentes da PRM (Polícia da República de Moçambique), indiciados na prática de crimes de corrupção activa e passiva. Os agentes da polícia, na altura, tinham detido um cidadão por violação do decreto que regula o estado de emergência em vigor, entretanto o cidadão entregou dinheiro aos agentes da autoridade, em troca de soltura”.

Sobre o aproveitamento de agentes da PRM ao estado de emergência para extorquir cidadãos, queixas são recorrentes, a respeito, em Nampula, ainda que a própria corporação não confirme os casos.

Professores desviam mais de cinco milhões de meticais

 O Doutor José Sopa Wilson, também, falou do processo número 25/0301/GPCCN/2020, no qual são indiciados de desvio de mais de cinco milhões de meticais 4 funcionários públicos afectos a Escola Primária Completa de Namigonha, no distrito de Nampula, entre os quais três professores e um auxiliar administrativo.

“Os cidadãos, sendo funcionários ligados ao sistema de pagamento de salários, de forma coordenada, alteraram as suas categorias no sistema e passaram a auferir acima das suas categorias profissionais, desde 2013”, anunciou o Dr. Wilson, para depois explicar que “um auxiliar administrativo passou a auferir salário de docente DN1, dois docentes DN3 passaram a auferir salários de docente DN1, e um docente DN4 passou a auferir salário de docente DN1”.

Por fim, o porta-voz do GPCC de Nampula, concluiu que “os mesmos funcionários alteraram as categorias profissionais de outros funcionários no sistema, que igualmente passaram a auferir salários acima das suas categorias, e no final de cada mês, davam parte dos seus rendimentos aos detidos, a título de gratificação”. (Aunício da Silva e Constantino Henriques)

Município de Nampula adquire asfalto fora do prazo

Nampula (IKWELI) – O conselho municipal da cidade de Nampula, no norte de Moçambique, é referenciado como tendo adquirido 600 tambores de asfalto fora do prazo, alegadamente, para a reabilitação e manutenção das vias da urbe.

Ao todo, segundo apurou o Ikweli, a edilidade teve de desembolsar 11,8 milhões de meticais para o produto.

Fontes do nosso jornal, que nos pediram o anonimato, confidenciaram-nos que o mesmo produto estava no estaleiro de uma empresa na cidade de Nacala-Porto há bastante tempo, facto que concorreu para o mesmo estivesse fora do prazo.

A 26 de Maio do corrente ano de 2020, a edilidade, na sua página da rede social Facebook, anunciou que “desembolsou mais de onze milhões de meticais para a aquisição de 600 tambores de asfalto que será usado para a reabilitação de vias de acesso na urbe”.

As nossas fontes, entendidas na matéria, revelaram que o referido asfalto é de produção paquistanesa com a referência de 80/100, e foi importado há bastante tempo, estando guardado na cidade portuária de Nacala.

Paralelamente, os nossos interlocutores revelaram que vezes sem conta, algumas empresas do ramo de importação e venda de asfalto, sedeadas na província de Nampula, foram contadas pelos “donos” do referido produto para a respectiva compra a um preço simbólico, sendo que o último contacto foi feito no mês de Abril findo. Aliás, as fontes deram a entender que, ao todo, as referidas empresas gastariam 7,8 milhões de meticais para adquirir a mesma quantidade que o elenco de Paulo Vahanle desembolsou os alegados 11,8 milhões de meticais.

“Pelas fotos publicadas no Facebook do município, dá para entender que são os mesmo tambores de asfalto que outrora haviam enviado nessas empresas, são tambores velhos. E como sabes, localmente as nossas refinarias não operam, pelo que o asfalto é importado. Sabemos que não somos nada, talvez com um trabalho da alfândega podia apurar-se a veracidade da validade ou não do asfalto adquirido pelo município”, precisaram as nossas fontes.

Para além de alertar que o produto está fora do prazo, as nossas fontes foram mais longe ao preverem o possível interesse extra por parte da própria edilidade, quando analisado o resultado do concurso público.

Informação que o Ikweli teve acesso, através de fontes seguras, dão conta que o referido concurso público, lançado no mês de Dezembro de 2019, duas empresas concorreram. Trata-se das empresas Izac – Construções, que entrou com uma proposta de 11.817.000,00 Meticais, e a Casa Fabião, com uma proposta de 11.175.857,55 meticais, tendo sido adjudicada a Izac – Construções.

Segundo a mesma informação, ao se lançar aquele concurso público, a edilidade pretendia adquirir 150 tambores de asfalto com a referência de 70/80/100, 300 tambores de emulsão e 50 tambores de cola. Entretanto, a informação é contrária a que foi publicada na página oficial do município, segundo a qual “dos 600 tambores 350 são de emulsão asfáltica, 150 tambores de 70/80/100 e 100 de MC30”.

“O que sabemos é que quando há um concurso destes, eles fornecem 100 ou 200 tambores, e o resto de dinheiro vai para o bolso dos dirigentes”, recordam as nossas fontes.

Edilidade sem informação sobre a validade do asfalto

Chamado a reagir a denúncia, o vereador do pelouro de Manutenção e Obras no Conselho Municipal de Nampula, Yazido Izidine Muhindine, disse, entretanto, não precisar avançar sobre a qualidade do asfalto, uma vez que ainda não foram feitos os ensaios no terreno. Aliás, a fonte não descarta a possibilidade de os denunciantes se socorrerem em meras suposições.

“São suposições, talvez as pessoas que fazem suposições tenham tido feito testes, mas nós não estamos a trabalhar com suposições. Temos o asfalto e vamos usar porque nos serve, se por eventualidade não nos servir, estamos num concurso que tem contrato estatal que são passíveis de ser reclamados ou qualquer outra coisa”, disse, para depois concluir que “ainda não recebemos todo material, assim que recebermos vamos aplicar e fazer a experiência, depois vermos o que é, mas nós temos adquirido o asfalto e nos serve para as nossas estradas”. (Constantino Henriques)

 

Diva Malambi promove gastronomia moçambicana através da música

Nampula (IKWELI) – A jovem cantora moçambicana, Diva Malambi, acaba de lançar um trabalho intitulado “ithu sowani”, uma faixa musical de ritmo tradicional, com o objectivo de promover a gastronomia nacional dentro e fora do país.

Nascida no distrito de Monapo, Posto Administrativo de Monapo Sede, Localidade de Mucujua, província de Nampula, Glória Machanguia, de seu nome completo, tem se destacado na arena cultural através de diversos trabalhos a solo e com participações de músicos de diferentes gerações e quadrantes.

Um comunicado de imprensa enviado pela assessoria da artista ao Ikweli, refere que “o objectivo do ithu sowani é mostrar as diversidades gastronómicas do nosso país Moçambique e promovê-las dentro e fora do nosso belo Moçambique, através da música, incentivando assim a sua valorização”.

A concepção, produção, composição e arranjos contaram com a participação do pianista Nelo João, em coordenação com Delc Producer, nos estúdios da Ganga Produções, entidade que patrocina a Diva Malambi. (Redação)

Prevenção contra a covid-19: Jovens de Nampula produzem viseiras e dispensadores de álcool

Nampula (IKWELI) – Dois jovens empresários da cidade de Nampula, no norte do país, estão a produzir viseiras e dispensadores de álcool e gel com recurso à material local, por forma a contribuir na prevenção e mitigação da pandemia da covid-19, causada pelo novo coronavírus.

Trata-se de Hilton Charas e Rafique Juma, respectivamente, proprietários das empresas “Bue de Mídia” e “SoPinta, Lda”.

Actualmente, a capacidade instalada é de produção de 500 viseiras por dia e 30 dispensadores de álcool e gel movidos pelo pé.

De acordo com Hilton Charas, a iniciativa visa contribuir para a prevenção da pandemia e garantir que Nampula não atinja níveis alarmantes da doença, tendo em conta que já se regista a transmissão comunitária.

Hilton Charas, empresário envolvido na iniciativa

“A nossa ideia é contribuirmos para o bem-estar de todos”, disse Charas, para depois avançar que “nós notamos que com recursos locais podemos contribuir na prevenção do coronavírus, e ainda oferecer trabalho a jovens que estavam no olho da rua, como é o caso de alfaiates, serralheiros e eletricistas”.

Dispensador de álcool e gel

Num outro desenvolvimento, a fonte referiu que “como nossa responsabilidade social, e como membros da Associação de Jovens Muçulmanos, vamos oferecer 20 viseiras ao pessoal da saúde, como forma de eles se protegerem, também”. (Texto: Aunício da Silva *Fotos: Hermínio Raja)

Operação “usa máscara”: PRM em Nampula está a reter crianças para forçar a sua retirada das ruas

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, no norte do país, está a retirar forçosamente crianças que estão na rua por razões tidas como sendo desnecessárias, e na manhã desta quarta-feira (10), pelo menos 150 menores estavam retidos no recinto do comando provincial a espera de serem recuperados pelos pais.

Esta medida, segundo avançou o porta-voz da corporação na última segunda-feira (8), Zacarias Nacute, visa forçar aos pais e encarregados de educação a serem rigorosos no cumprimento das medidas de prevenção da covid-19, pandemia que tem a província de Nampula como o primeiro círculo de transmissão comunitária no país.

A maioria dos petizes que foi recolhida pela polícia dedica-se a venda de produtos diversos nas ruas do maior centro urbano do norte de Moçambique, com destaque para água e produtos alimentares confeccionados.

Todavia, a população reclama que a retenção dos petizes pela polícia só tem lugar quando o mesmo não dispõe de dinheiro para pagar ao agente, acusando assim aos membros da corporação de estarem a extorquir as crianças.

Ainda assim, neste momento de pandemia global, nota-se que os pais e encarregados de educação não protegem as crianças contra a doença, violando, também, os direitos dos seus filhos.

Por seu turno, Zacarias Nacute disse que “mais de 150 pessoas foram retiradas das ruas e solicitados os seus encarregados de educação, para que possam ser aconselhados sobre a necessidade de se prevenir as crianças contra a pandemia que assola o mundo”, para depois avançar que “a província tem registado um número elevado de casos nos últimos dias”.

Quanto as acusações sobre cobranças efectuadas por membros da PRM a pessoas sem máscaras, a fonte disse que “não há cobranças feitas pela PRM”, para depois concluir que “acredito muito que não seja uma acção levada acabo por um agente da polícia, porque a instrução que foi dada a todos os membros da PRM é fazer cumprir as medidas”. (Texto: Elisabeth José *Fotos: Hermínio Raja)

Matata desafia aos desportistas a serem activos no combate a covid-19

Nampula (IKWELI) – O administrador do distrito de   Nampula, Alfredo Matata, desafiou, recentemente, aos desportistas locais, num encontro por si orientado, a serem actores principais na disseminação de mensagem de prevenção da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a covid-19.

O referido encontro acontece numa altura em que a situação de transmissão do coronavírus em Nampula, está quase fora do controlo das autoridades governamentais. Alias, segundo o ministro da Saúde de Moçambique, a província de Nampula encontra-se no nível de transmissão comunitária da pandemia de coronavírus tendo registado, até no último sábado, um cumulativo de 115 pessoas que acusaram positivo para a doença e um óbito.

Para Alfredo Matata, o envolvimento activo dos fazedores do desporto na luta contra o coronavírus, pode influenciar, positivamente, no cumprimento das recomendações constantes do decreto presidencial, tendo em conta a popularidade que estes têm nas comunidades.

“O nosso distrito está sendo um baluarte, por isso pedimos que a massa associativa do desporto, os jogadores em particular, façam o trabalho de mobilização em Namicopo, Muahivire, Natikiri, Anchilo, e em todos os bairros que compõem o distrito de Nampula”, referiu o administrador de Nampula, acrescentando que “é importante esse trabalho porque nós queremos a saúde de todos para que, passada essa doença, possamos retomar as nossas actividades desportivas, o mais importante neste momento é de tudo fazer para a saúde de todos”.

“Tivemos este encontro para que cada um reforce a sua capacidade de mobilização, para que seja o eco de comunicação que é para no bairro e ali onde reside informar os pais, os vizinhos, os nossos amigos que são jogadores, para que façamos um trabalho de monitorar este assunto. Não é só deixarmos com a polícia, nós também podemos aconselhar as pessoas que não usam máscara e aos que vendem produtos nos bairros, aos operadores de táxi – mota que realizam suas actividades sem o uso da máscara, assim como aos transportadores semi-colectivos que não observam com as medidas de prevenção contra covid-19”, precisou Alfredo Matata a imprensa.

Dirigindo-se aos desportistas Matata disse que “nós somos jovens desportistas, agora não estamos a jogar, mas vamos atacar o problema de coronavírus, quando passar vamos retomar os nossos trabalhos. Nós queremos que vocês tenham saúde, que todos nós tenhamos saúde, e esta doença de coronavírus, a maneira mais fácil de combater é adoptar medidas de prevenção, porque se estivermos doentes fica muito complicado a coisa. Ficar em casa, sair só e só quando for necessário, este é que tem que ser a nossa postura. Cada um de vós tem que ser actor principal, devem mobilizar, informar as pessoas, partindo de mamã e papá de que a situação é séria. Amigos jogadores, vamos trabalhar para a coisa passar, aqui em Nampula os números já estão a subir, para baixar depende do nosso trabalho”.

Na ocasião, os desportistas comprometeram-se em tudo fazer de forma a contribuir no combate da pandemia. “Nós que somos jovens, se chegarmos nas zonas devemos sensibilizar as pessoas, como ouvimos com o administrador, sensibilizar os nossos vizinhos e não só, porque esta doença ataca principalmente as vias respiratórias. O que estou a pedir, também, aos colegas, é que devemos fazer de tudo para pararmos com o que temos visto lá no bairro em que muitas pessoas estão nas bebedeiras, verifica-se, também, muitos aglomerados de jovens, aquilo deve terminar de forma a contribuir na prevenção desta doença e voltarmos às nossas actividades desportiva que tanto temos saudades de praticar”, disse Albano Júlio um treinador de futebol nos escalões inferiores, no bairro de Namicopo.

Assanito Alde, treinador de futebol no bairro de Namicopo, disse estar preocupado com existência de pessoas que ainda consideram a doença como uma simples diversão fazendo com que menosprezem as medidas de prevenção. “O meu bairro de Namicopo muitos são teimosos, acordam de madrugada e vão nos campos e, mesmo com a chegada das autoridades não querem ouvir. Muitos pensam que esta doença é uma brincadeira, mas nós como treinadores temos que falado para os jogadores para que parem com a actividade por algum tempo, para que a doença acabe. Apesar disso, vamos continuar a sensibilizar as pessoas, sobretudo os desportistas, para que sigam com as recomendações do governo sobre a prevenção desta doença”, disse o desportista.

“Vamos continuar a sensibilizar aos colegas e todos amantes do futebol para que possamos dar uma pausa temporária nas nossas actividades desportivas e atender esta doença que ameaça o país inteiro para que junto com o governo trabalhemos para superarmos esses desafios”, garante Bone Eusébio, representante do núcleo de futebol de Napipine.

Por seu turno, Abdul Hanane referiu que “se nós queremos voltar a jogar o mais rápido, então temos uma responsabilidade. O nosso administrador nos pede para fazermos a sensibilização, disseminação de mensagens que vem no decreto presidencial.  Temos que parar de jogar, sei que é doloroso deixar de fazer aquilo que tanto gostamos, mas este é o momento de sacrifício, é o momento de pararmos de jogar mesmo que gostemos. Por isso façam os exercícios físicos no vosso quintal. Pedirmos também ao governo para continuar a apertar o cerco no controlo das entradas e saídas de pessoas, porque se recuarmos a nossa cassete, Nampula foi uma das províncias que demorou de chegar o coronavírus, mas hoje Nampula está a concorrer para ser a província mais afectada isso porque nos últimos dois meses não cumprimos com as medidas anunciadas no decreto presidencial”, disse o presidente da Associação dos Treinadores de Futebol de Nampula.(Constantino Henriques)

Reduz o número de operadores florestais furtivos em Nampula

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, no norte de Moçambique, regista a redução da actividade de exploração ilegal de recursos florestais, sobretudo a madeira, incluindo os operadores furtivos que promoviam a prática.

De acordo com o director dos Serviços Provinciais do Ambiente de Nampula, Luís Tomás Sande, nos últimos anos a situação mudou significativamente, registando-se 10 casos, contra 120 que se registavam em 2015.

Esta redução, segundo fonte, deveu-se ao bom trabalho de fiscalização desenvolvido pelo governo, bem como a crise que se regista no mercado madeireiro.

“Nos estaleiros dos agentes asiáticos ou mesmo dos nacionais, deixamos que eles tragam a madeira e depois de entrar a madeira vamos lá apreender, ninguém gosta de perder dinheiro. Agora, os compradores não querem comprar madeira sem documento”, avançou o engenheiro Sande.

Num outro desenvolvimento, aquele dirigente fez saber que a província, através dos serviços provinciais de florestas, prevê fazer o reflorestamento com mais de 2 mil mudas de diferentes espécies, uma actividade cujo início está previsto para o próximo mês de Outubro.

Na última sexta-feira (5), o mundo celebrou o dia do ambiente, e foi por essa ocasião que o director do Serviços Provinciais do Ambiente de Nampula de uma colectiva de imprensa para anunciar os planos do governo no que se refere a protecção e preservação do ambiente.

Para assinalar a efeméride, respeitando as medidas de prevenção da covid-19, o governo promoveu diversas actividades em Nampula, incluindo o plantio de mangal no distrito costeiro de Mogincual.

Outra preocupação apresentada pelo engenheiro Sande tem a ver com as queimadas descontroladas, cujo pico regista-se no verão. E para reverter o cenário, a fonte referiu que estão em curso trabalhos de sensibilização com as lideranças comunitárias e tradicionais no sentido de dissuadirem as suas comunidades na promoção destas práticas. (Celestino Manuel)

Em 24h: Nampula regista 47 casos novos da covid-19

Nampula (IKWELI) – A província mais populosa do país, Nampula, começa a desenhar um quadro triste e preocupante face a contaminação pela covid-19, causada pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24h, a província registou mais 47 (quarenta e sete) novos casos positivos de contaminação para a covid-19, segundo dados do ministério da Saúde tornados públicos no fim do dia de hoje (2), no habitual briefing diário.

Recorde-se que, na semana passada, o governador de Nampula, Manuel Rodrigues, em reunião do Centro Operativo de Emergência (CENOE), mostrava-se preocupado em a circunscrição tornar-se no epicentro do coronavírus, devido ao não cumprimento das medidas de prevenção contra a pandemia.

Ao todo, o país registou, nas últimas 24h, 53 novos casos positivos para a covid-19. Assim, Moçambique passa a contar com um cumulativo de 307 casos positivos, dos quais 281 são de transmissão local e 26 importados.

Em Nampula, os principais pontos são a cidade capital (Nampula) e o distrito de Mogovolas. Os casos resultam de duas cadeias de transmissão, e 30 casos resultam da vigilância sanitária activa.

A vizinha província de Cabo Delgado registou, no mesmo período, apenas um único caso positivo. (Redação)