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Larde regista primeiro caso positivo da covid-19

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula registou, neste domingo (5), mais dois novos casos positivos da covid-19, em resultado das amostras processadas na últimas 24h, sendo um (1) na cidade de Nampula e um (1) no distrito de Larde.

Ao todo, o país registou 18 novos casos positivos, do total de 627 amostras testadas. “Das amostras testadas nas últimas 24h nos laboratórios do sector público, 12 provêm da Província de Cabo Delgado, 148 de Nampula, 53 da Zambézia, 26 de Tete, 40 de Manica, 2 de Inhambane, 225 da Província de Maputo e 121 da Cidade de Maputo”, refere a actualização diária do ministério da Saúde tornado público na tarde deste domingo.

Com estes dois casos, a província de Nampula conta com 284 casos positivos.

Em relação aos restantes 16 casos, o comunicado refere que dois (2) foram registados na província de Cabo Delgado, um (1) na província de Inhambane, seis (6) na província de Maputo e sete (7) na cidade de Maputo. (Redação)

Nampula regista mais um novo caso positivo da covid-19

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa do país, testou positivo para a covid-19 um (1) novo caso nesta quinta-feira (2), de um total de 57 amostras testadas nas últimas 24h.

Ao todo, o país, nesta quinta-feira, registou 15 novos casos, sendo que 1 é da província do Niassa (na cidade de Lichinga), 10 na província de Cabo Delgado (6 na cidade de Pemba e 4 no distrito de Mueda), 1 na província de Gaza (cidade de Xai-Xai), 2 na província de Maputo (1 no distrito da Manhiça e um na cidade da Matola) e 1 na cidade de Nampula. Dos 15 casos novos, 11 são do sexo masculino e 4 do sexo feminino.

“Até hoje, 02 de Julho de 2020, em Moçambique foram testados, cumulativamente,30.939 casos suspeitos, dos quais 666 nas últimas 24 horas. Destes,538 foram testados em laboratórios do sector público e 128em laboratórios do sector privado. Das amostras testadas nas últimas 24h nos laboratórios do sector público, 30 provêm da Província de Niassa, 53 de Cabo Delgado, 57 de Nampula, 2 da Zambézia, 37 de Tete, 74 de Manica, 131 de Gaza, 119 da Província de Maputo e 35 da Cidade de Maputo”, refere um comunicado do Ministério da Saúde enviado a nossa redação.

O comunicado concluiu que “até ao presente momento existe no nosso país um cumulativo de 24 indivíduos internados devido a COVID-19, dos quais 7 continuam sob cuidados hospitalares. Os indivíduos que continuam internados, tem patologias crônicas diversas, associadas a COVID-19”.(Redação)

Finalmente: Vahanle paga salários em atraso

Nampula (IKWELI) – Finalmente, o conselho autárquico de Nampula, dirigido por Paulo Vahanle, eleito em 2018 pela lista da Renamo, pagou, até ao passado dia 1 do corrente mês de Julho, os dois meses de salários em atraso aos pouco mais de dois mil trabalhadores da edilidade.

Desde que tomou posse, primeiro para terminar o mandato do malogrado Mahamudo Amurane e segundo para o seu mandato regular, o autarca do maior centro urbano do norte de Moçambique nunca pagou salários com regularidade, facto que provocava um mau estar nos funcionários e agentes em serviço na edilidade.

Na última terça e quarta-feira, segundo apurou o Ikweli, o edil da terceira maior cidade moçambicana ordenou o pagamento dos trabalhadores. Primeiro pagou o salário atrasado de Maio e seguidamente, na quarta-feira (01), ordenou o pagamento do salário de Junho findo.

Mensalmente, segundo fonte do Ikweli, a edilidade gasta, em salários, pouco mais de 19.000.000,00Mt (dezanove milhões de meticais), o que significa que para os dois meses o município despendeu 38.000.000,00Mt (trinta e oito milhões de meticais).

Coincidência ou não, o certo é que o alívio das dívidas salariais só iniciou depois da exoneração dos vereadores das Finanças e Património (o suposto sobrinho da esposa do edil Vahanle), e o Institucional e Cooperação (o suposto genro do autarca), bem como com a criação da comissão de auditoria interna que investiga as falcatruas no BAÚ (Balcão de Atendimento Único) Municipal, que já resultou na detenção de pelo menos cinco trabalhadores.

“As coisas vão melhorar…”

Para aferir a veracidade sobre os pagamentos, o Ikwelicontactou o Conselho Autárquico de Nampula, através do seu respectivo director do departamento de Comunicação e Imagem, Nelson Carvalho, o qual confirmou os pagamentos de todos os trabalhadores, desta vez sem as supostas exclusões.

Nelson Carvalho disse, visivelmente satisfeito, que “o presidente está a fazer de tudo para a melhoria da vida dos munícipes e dos funcionários, também. Por isso, já foi resolvida a questão de salários e a partir de já as coisas vão melhorar”, frisou.

Por outro lado, Carvalho diz que os problemas salariais sempre estiveram relacionados com a demora da transferência do Fundo de Compensação Autárquica (FCA), mas acredita que, apesar disso, a crise salarial será resolvida em definitivo.

“Não era do nosso agrado ter dívidas com os funcionários, mas o FCA tem atrasado em transferir o dinheiro”, disse, para quem daqui em diante o panorama do desenvolvimento da cidade poderá mudar, pois há moralização dos funcionários. (Sitoi Lutxeque)

Governador de Nampula está contra a reabertura das escolas antes da criação de condições apropriadas

Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues, defende a não reabertura das escolas, enquanto não forem criadas condições necessárias nos estabelecimentos de ensino, para evitar o surgimento de novos focos de contaminação pela covid-19.

Para Manuel Rodrigues, reabrir as escolas, numa altura em que Nampula continua sendo o epicentro de propagação do novo coronavírus, é pôr em risco a vida das crianças, quando tomada em consideração as precárias condições em que maior parte das escolas desta parcela moçambicana se encontram.

Por isso,  “mais do que a preparação para a reabertura das aulas, deve-se criar condições para que as escolas ou centros de ensino tenham as condições necessárias para a prevenção dos alunos, para que não haja situações de eles correrem o risco de contaminação e propagação rápida da covid-19”, disse Rodrigues, sublinhando que “temos que ter consciência de que, só com as condições criadas nos estabelecimentos de ensino é que se pode reabrir o processo de ensino e aprendizagem”, porque “caso contrário, nós estaríamos aqui a criar ainda mais problemas para a nossa província que já está em estado crítico de subida galopante de casos de coronavírus”, referiu.

Para monitorar o processo de preparação de condições nos estabelecimentos de ensino para a retoma das aulas, o governador de Nampula criou equipas multissectoriais composta pelas direcções Provinciais de Educação e de Infra-estruturas.

“Em segundo lugar, queria que em todos esses estabelecimentos de ensino o sistema de fornecimento de água esteja lá disponível porque, a parte fundamental para a prevenção e mitigação deste mal que se chama coronavírus é a higiene e, como sabem de que, as escolas que nós temos, tem tido turmas numerosas e um número de efectivo de alunos em determinado local sem as condições criadas, é um risco a partida para a propagação do coronavírus”, precisou o chefe do executivo provincial de Nampula.

“Vamos assumir com muita responsabilidade, vamos assumir com a determinação de que enquanto não tivermos condições, não vamos arriscar a vida dos nossos educandos”, reiterou a fonte.

A característica com que o coronavírus se propaga em Nampula é outro ponto que conduz ao governador Rodrigues a antever perigo iminente, com o provável regresso às aulas porque “como sabem, os alunos provêm de vários bairros da nossa cidade de Nampula e o foco de contaminação em Nampula é variado de bairro em bairro, portanto, cada contaminação não tem sido igual em todos bairros da nossa cidade de Nampula, algo igual aconteceria em outras cidades, outras vilas e distritos”, frisou Rodrigues.

“Temos que ter muita atenção a necessidade de criação de condições objectivas e seguras, para que os nossos filhos se sintam seguros e salvos, sem correr o risco de servir a escola como epicentro de contaminação do coronavírus. Portanto, sublinhar esse aspecto para que a implementação da terceira fase de estado de emergência, na nossa província de Nampula, seja feita com a necessária responsabilidade e também haja vigilância para que não haja mais contaminação”, concluiu.

De referir que as constatações de Manuel Rodrigues, foram feitas na última terça-feira (30 de Junho), no decurso da terceira sessão ordinária do Conselho Executivo provincial de Nampula alargada aos administradores distritais. Aliás, na ocasião, uma das inquietações dos administradores foi a falta de água nos estabelecimentos de ensino como que podia dificultar a reabertura das escolas. (Constantino Henriques)

Nampula regista mais 6 casos positivos para a covid-19

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, no norte do país, registou nesta terça-feira (1), mais seis (6) novos casos positivos para a covid-19, resultantes da vigilância nas unidades sanitárias.

Os casos foram registados na cidade de Nampula (2), e nos distritos de Nacala-Porto (2), Murrupula e Mogovolas com de cada.

Assim, Nampula conta, actualmente, com 274 casos positivos da covid-19, de acordo com um comunicado de imprensa tornado púbico nesta tarde do dia 1 de Julho de 2020 pelo ministério da Saúde. Destes, pelo menos dois encontram-se internado. (Redação)

Funcionário da direcção de Migração de Nampula condenado há dois anos de prisão por prática de corrupção

Nampula (IKWELI) –A 1ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Nampula, no norte de Moçambique, condenou, na manhã desta quarta-feira (1), um funcionário da direcção provincial de Migração de Nampula a dois anos de prisão substituída por multa, e seis meses de multa pela prática dos crimes de corrupção activa para acto ilegal e furto de processos, destruição ou descaminho de documentos.

Bana Manuel Afonso, a data dos factos, desempenhava a função de Polícia de Migração e estava afecto a repartição do Movimento Migratório, e com facilidades de aceder documentos apreendidos.

Da sentença, cuja leitura o Ikweliacompanhou, ficou provado que o réu furtou três passaportes de igual número de cidadãos de nacionalidade indiana, os quais tinham entrado ilegalmente no país. Os mesmos abandonaram o país em Dezembro de 2018, na posse dos mesmos passaportes tidos como desaparecidos da repartição do Movimento Migratório.

Dos factos, consta que em meados de 2018, no posto de controle número 1, foram apreendidos cidadãos estrangeiros cuja entrada no país era ilegal, os quais estavam na posse de vistos falsos.

“Pese embora que os passaportes se encontravam a guarda da repartição do Movimento Obrigatório, e sob a responsabilidade do réu, após o movimento de 11 de Outubro de 2018, estes foram dados como desaparecidos. Os referidos cidadãos indianos abandonaram o país no dia 30 de Dezembro de 2018 pelo aeroporto internacional de Nampula na posse dos passaportes dados como desaparecidos”, consta da sentença proferida pelo colectivo de juízes da 1ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Nampula.

O sector de Migração, em Nampula, é referenciado muitas vezes como sendo uma das principais áreas onde ocorrem actos de corrupção. (Aunício da Silva)

“Governo deve garantir assistência humanitária aos mais de 200 mil deslocados em Cabo Delgado”

  • Exige o CDD, uma organização não – governamental moçambicana

Maputo (IKWELI) – O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma organização da sociedade civil, exige que o governo de Moçambique garanta assistência humanitária as mais de 200 mil pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado, no norte do país.

“Trata-se de homens, mulheres e crianças que precisam de todo o tipo de ajuda, desde comida, água, abrigo, roupa e assistência sanitária”, escreve o CDD no seu boletim sobre direitos humanos.

Por outro lado, a agremiação escreve que “além de fixarem-se nos distritos mais a sul de Cabo Delgado, os deslocados estão a movimentar-se para as províncias do Niassa e Nampula, onde a maioria é acolhida em casas de familiares ou de pessoas conhecidas. Trata-se de uma situação que revela, por parte do Governo, a ausência de uma estratégia para lidar com os milhares de deslocados que fogem do terror que se vive no centro e norte de Cabo Delgado”.

A Convenção da União Africana sobre a Protecção e Assistência às Pessoas Deslocadas Internamente em África – Convenção de Kampala, que Moçambique ratificou em Novembro de 2017, defende que a responsabilidade de prevenir o deslocamento interno, proteger e assistir os deslocados e encontrar soluções duradouras cabe ao Estado.

Nos termos da Convenção de Kampala, a assistência humanitária adequada, segundo o CDD, inclui “alimentação, água, abrigo, cuidados médicos e outros serviços de saúde, saneamento básico, educação e todos outros serviços sociais necessários”.

“Mas nas situações em que o Estado não tem capacidade ou disposição de cumprir efectivamente com tais obrigações, como parece ser o caso de Moçambique, a Convenção de Kampala aconselha que o Governo facilite a assistência da União Africana, de organizações internacionais e de agências humanitárias”. Lê-se na mesma análise do CDD.

Neste contexto, entende a organização que o governo de Moçambique não está a cooperar a luz da Convenção de Kampala, estando a fechar-se ao problema e procurando soluções desconhecidas, por isso apela para que “o governo de Moçambique solicite ajuda internacional para fazer face à crise humanitária que se vive em Cabo Delgado”.

A pesquisa do CDD aponta que “até aqui, o Governo criou centros de acomodação no distrito de Metuge que acolhem perto de 10 mil deslocados, um número de longe insignificante quando comparado com o total de 200 mil pessoas que fugiram das suas zonas de origem. Nos últimos dias, algumas pessoas estão a abandonar os centros de acomodação devido à falta de comida e de condições básicas de saneamento de meio, situação que já provocou a ocorrência de doenças diarreicas. Além dos deslocados que estão em zonas relativamente seguras, há́ dezenas de milhares de pessoas que continuam nas aldeias afectadas por ataques e que também precisam de assistência humanitária urgente”.

Igualmente, o mesmo documento, cujo conteúdo temos vindo a citar, refere que os governos dos distritos onde ocorrem os ataques terroristas ao obrigarem o regresso de funcionários e agentes do estado, em momentos que há abrandamento de ataques, estão a violar, também, a Convenção de Kampala, por retirar o direito a segurança a estas pessoas.

“Além do sofrimento humano, a crise humanitária em Cabo Delgado está a revelar as fragilidades institucionais de lidar com os deslocados”, sublinha o CDD.

Por fim, o CDD conclui que “para garantir uma resposta rápida e coordenada a uma eventual crise de deslocados, Moçambique deve aprovar, futuramente, uma legislação específica e designar o INGC como a entidade do Estado responsável pela coordenação das actividades de protecção e assistência dos deslocados”. (Redação)

Encerramento e transferência do mercado do Waresta provoca subida ilegal do preço de “chapa-100”

Nampula (IKWELI) – Os operadores de transportes semi-colectivos urbanos na cidade de Nampula, no norte do país, decidiram, unilateralmente, por incrementar o preço cobrado aos utentes da rota que tem como terminal o mercado grossista do Waresta, sob pretexto de que o encerramento e transferência do mesmo provocou a extensão da distância.

Actualmente, os passageiros são obrigados a pagar 20,00mt (vinte meticais), contra os anteriores 10,00mt (dez meticais) que tinham a chancela da Assembleia Autárquica de Nampula, entidade responsável pela aprovação de taxas e outros pagamentos municipais no mais importante centro urbano do norte de Moçambique.

Esta situação já está a gerar revolta nos munícipes, os quais acusam as autoridades reguladoras da actividade de nada estarem a fazer para travar aquilo que consideram como sendo roubo.

O maior mercado da região norte de Moçambique, lembre-se, foi transferido temporariamente, para um outro ponto não tão distante do antigo, para dar lugar às obras de requalificação, no âmbito cumprimento das medidas de prevenção da covid-19.

Segundo contaram os nossos entrevistados, os automobilistas cobram de Muhala – Expansão até antigo Waresta, local onde presentemente decorrem as obras de requalificação, o valor de 10,00Mt (dez meticais), mas de lá para novo espaço comercial os passageiros são obrigados a pagar mais 10,00Mt (dez meticais), totalizando 20,00Mt (vinte meticais).

Em entrevista ao Ikweli, Nordine Vacunle Fernando, um dos utentes dos transportes semi-colectivos, disse que os automobilistas alegam que a distância é longa e o preço de 10,00Mt (dez meticais) não recompensa.

Fernando considera que o aumento do preço é ilegal, uma vez que não houve uma informação formal sobre o agravamento das tarifas de transportes semi-colectivos, sobretudo os que fazem o trajecto Waresta.

Justina Alfredo é uma outra utente que, ao nosso jornal, diz ter sido colhida de surpresa com a informação sobre o agravamento, e lamenta pela decisão brusca dos automobilistas. Contudo, Justina pede as autoridades de direito no sentido de travar o cenário, antes que seja tarde demais.

“Nós já estávamos habituados com o preço de dez meticais, mas hoje estamos a ser cobrados um outro valor diferente do habitual. Isso é muito preocupante, este país tem leis e eu acredito que para o aumento do preço dos transportes públicos carece de algum debate e não de um dia para outro”, lamentou.

O mais preocupante, no entender da nossa interlocutora, é o facto de a distância onde foram transferidos os vendedores ser curta, o que lhe leva a discordar com a especulação das tarifas.

Por seu turno, os automobilistas entrevistados reconhecem que o agravamento das tarifas é ilegal, mas culpam a distância como a principal causa.

Rajabo Issa, um dos automobilistas de semi-colectivo, que frequentemente opera naquela via, disse que o patronato exige o cumprimento das metas das receitas completas e o reajuste do preço, por mais ilegal que seja, visa permitir equilibrar a produção. “Sentimo-nos obrigados a aumentar o preço do transporte, como forma de responder os anseios dos nossos patrões”, explicou.

Por outro lado, o presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários (ASTRA), em Nampula, Luís Vasconcelos, disse que o aumento do preço dos transportes semi-colectivo, principalmente os que operam a via do Waresta, é ilegal e garante que há um trabalho desencadeado pela sua agremiação com vista a apurar as reais causas e, possivelmente, responsabilizar os automobilistas.

“Os dez meticais vão até no posto administrativo de Natikiri, daí que esses operadores que entendemos que eles estão a se aproveitar da transferência do mercado do Waresta para aumentar os preços, e poderão responder criminalmente”, avisou. (Celestino Manuel)

Mety Gondola chama atenção para que não se acolham insurgentes como deslocados de guerra de Cabo Delgado

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) da província de Nampula, Mety Gondola, defende a necessidade de se tratar os deslocados de guerra de Cabo Delgado com cuidado, sob risco de dar-se segurança a quem estava envolvido em actos de insurgência nos distritos de proveniência.

Na tarde da última sexta-feira (26), Gondola reuniu com a imprensa, no contexto dos encontros mensais que realizada com esta classe de profissionais, e foi neste âmbito que ele, também, disse que uma parte dos problemas que levam a situação de Cabo Delgado pode estar ligado ao rendimento, defendendo que nalguns casos jovens não tem como ganhar a vida, e não dominam as oportunidades de criação do auto – emprego.

“É preciso ter cuidado com os deslocados para não darmos segurança a quem estava a fazer confusão lá”, anotou o SdE de Nampula, terminando o capítulo sobre segurança, cuja abordagem foi limitada, assegurando que há trabalhos em curso para a identificação devida dos deslocados que se encontram na província que dirige.

Covid-19

Um outro tema que chamou uma elaboração longa do Mety Gondola é a pandemia da covid-19, provocada pelo novo coronavírus. Aqui, o dirigente lamentou o facto de os hospitais andarem vazios, pelo facto de a população ter medo desta nova doença.

Este facto, segundo a fonte prejudica a vacinação de crianças, o acompanhamento de mulheres grávidas, bem como o acompanhamento de doentes crónicos.

“Estamos a fazer de tudo para não perder em vista a malária e a colera”, disse o governante, para depois comentar que “parece um assunto pequeno, mas corremos o risco de ter crianças que não tomaram todas as vacinas e mulheres grávidas que não tiveram acompanhamento”.

Para uma maior resposta a pandemia, a província de Nampula criou subgrupos para dar maior dinâmica ao processo de prevenção.

Com isso, segundo Gondola, “a colaboração entre as instituições melhorou bastante”. Outra boa nova anunciada na ocasião, tem a ver com a entrada em funcionamento do laboratório de testagem da covid-19 na província. “O laboratório já está e no dia 1 de Julho será, oficialmente, aberto. Neste momento, já começou a fazer a colecta de amostras”.

Mais adiante, a fonte não escondeu a preocupação sobre a circulação intensa de pessoas que a província, ainda, regista. “A circulação de pessoas ainda está intensa. Isso é um problema grave.  Diariamente entram em Nampula perto de 5.000 (cinco) mil pessoas, e nós começamos a discutir com os nossos colegas sobre como travar os movimentos”.

Abastecimento de água

 Gondola disse que “estamos a trabalhar no acesso a água”, mas os custos que foram apresentados para a reabilitação e ampliação da barragem sobre o rio Monapo que abastece a cidade de Nampula são elevadíssimos.

No caso, são necessários 800.0000.000,00USD (oitocentos milhões de dólares norte-americanos) para a reabilitação e ampliação da infra-estrutura.

Produção agrária

Estando-se no fim da cadeia de valores da produção agrária (comercialização), Mety Gondola informou que há motivos para que a província sorria.

“Este momento tem sido mais de gestão da época passada e a preparação para a próxima época”, disse o nosso interlocutor, para depois referir-se que “a comercialização começou cedo [sobretudo do milho], e isto estava a prejudicar aos produtores. O nível de humidade era alto, o que provocavaa baixa de preços. Em Março tinha sido suspenso a retirada do milho para fora da província. Na altura o quilograma custava a 6,00Mt(seis meticais), mas agora custa a 11,00Mt(onze meticais). Para produtos como o algodão e o tabaco estamos atrabalhar paragarantir que haja transparência na sua comercialização. Há rondas de controlo para ver como é feita a comercialização”.

Para a próxima campanha, Gondola disse que “os distritos foram instruídos para abriremmil hectares de blocos de produção colectiva. Também,serão introduzidos pomares colectivos,no âmbito do combate da desnutrição crônica”.(Aunício da Silva)

Moradores invadem reservas municipais de terra e Vahanle ameaça demolir casas em Muthita

Nampula (IKWELI) – A crescente procura de terra para habitação, aliada a inércia no processo de parcelamento e distribuição aos munícipes, por parte das autoridades municipais na cidade de Nampula, nos últimos anos, tem vindo a ganhar espaço e a forçar muitos cidadãos a adquirem, ilegalmente, espaços para a sua moradia.

Como consequência disso, segundo apurou o Ikweli, muitos cidadãos têm invadido até as zonas reservadas para construção de infra-estruturas para serviços públicos básicos, nos bairros de expansão a nível do terceiro maior centro urbano de Moçambique.

As unidades comunais de Muthita, no posto administrativo de Muatala, Namiepe-Namicopo e Mualhako, em Natikiri, são exemplos de locais onde a invasão popular é notória, dado o nível de desenvolvimento e expansão.

Na unidade comunal Muthita, por exemplo, os últimos talhões foram parcelados e distribuídos no último mandato de Castro Namuaca, autarca eleito pela FRELIMO. E, actualmente, todas as reservas que tinham sido concebidas foram ocupadas, e foram construídos edifícios convencionais, incluindo prédios.

“As reservas começaram a ser invadidas logo que o falecido dr. Amurane (edil) entrou. Cada pessoa ocupava onde lhe convinha. Há muitos que se intitulavam secretários que viram a oportunidade para vender os terrenos nas áreas reservadas”, disse Andrade Carlos, um cidadão que testemunhou o nascimento daquela unidade residencial.

Nesta zona, os espaços reservados pela autarquia serviriam para a construção de uma unidade sanitária, um posto policial, escola, parques infantis, campos, biblioteca municipal, entre outras infra-estruturas.

Um outro morador que não quis ser identificado disse que, até ao momento, a venda de terra na reserva continua, sob um olhar cúmplice do chefe do posto administrativo de Muatala, que o acusam de, também, colaborar com os vendedores de terra.

Os moradores da zona da reserva, que se escusaram em se identificar, alegadamente por temerem uma possível perseguição, disseram que adquiriram as parcelas de terra de forma “lícita”, e que para a construção das suas moradias as licenças todas foram avalizadas pelo município, observando todos os procedimentos de licenciamento.

“Na verdade, muitos de nós residentes, na altura que compramos os espaços não sabíamos que eram áreas reservadas. E não fomos alertados, nem com os vendedores e muito menos com as autoridades locais”, disse.

Vahanle e as suas ameaças… 

O Ikweliquestionou ao autarca de Nampula, Paulo Vahanle, se tinha o conhecimento da invasão de zonas de reserva municipal, principalmente a localizada na unidade comunal de Muthita, no posto administrativo autárquico de Muatala.

“Temos conhecimento, mas brevemente havemos de resolver este problema. Nós temos bulldozer e havemos de trabalhar’’, ameaçou Vahanle. O autarca disse que o problema não só acontece no bairro de Muatala, mas também em outros bairros da cidade e que o seu governo não vai tolerar ilegalidades.

Num outro desenvolvimento, o edil deu a conhecer que a prorrogação do prazo estabelecidos para a preparação dos operadores dos quiosques, vulgo take away, termina ainda em finais deste ano e que fim do prazo a edilidade será chamada a agir. (Sitoi Lutxeque)