Nampula: Guarda viola criança que é cunhada do seu patrão

Menor de 15 anos foi violado sexualmente pelo tio em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um indivíduo de 22 anos de idade, por sinal guarda nocturno de uma residência no bairro de Marrere Expansão, nos arredores da cidade de Nampula, é acusado de violar sexualmente a cunhada do seu patrão, uma criança de 14 anos de idade.

O acto ocorreu na noite do dia 18 de novembro corrente, e a vítima encontrava-se a dormir num alpendre no local dos factos.

Ao Ikweli, o indivíduo assumiu a prática do acto criminal, e aponta o azar como sendo um dos motivos que orientou a prática do sexual contra a cunhada do seu próprio patrão e diz estar arrependido.

“Estou aqui porque violei a cunhada do meu boss, isso aconteceu na altura em que na casa do meu patrão tinha uma festa, então aquelas horas das 22 horas me mandaram levar colchão para guardar no alpendre e mandei ela foi dormir na mesma cama, eram duas depois eu dormi com uma menina de 14 anos, sou eu que tirei roupa a força para fazer o que eu queria fazer, por isso que estou aqui na cadeia”, contou.

Enina Tsinine porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula, afirmou que há um trabalho junto ao Ministério Público no sentido de responsabilizar exemplarmente o cidadão. “O acto ocorreu no dia 18 no bairro de Marrere, num sábado onde o indivíduo se aproveitou da distração do seu patronato e teria forçado uma rapariga de 14 anos de idade que estava a descansar num alpendre para violar sexualmente, o autor tem 22 anos de idade”. (Malito João)

Marrere tira da circulação um malfeitor

Nampula (IKWELI) – Um suposto malfeitor que semeava terror na unidade comunal Mucopoa A, no bairro de Marrere Expansão, nos arredores da cidade de Nampula, foi linchado na madrugada desta quarta-feira (22) pelos moradores locais, após tentativa frustrada de roubo em uma residência.

Segundo contam os moradores, meliantes têm feito das suas sem dó e nem piedade, encontrando espaço fértil para actuação por conta do fraco patrulhamento policial e deficiente iluminação pública.

“O pouco que acompanhei, este jovem saia lá, de cima na via de Marrere, aquela horas das 0h00. Estava sendo perseguido, eram dois homens e lhe perguntaram está a sair de onde e não estava a dizer nada. Ele falava o nome da família dele, mas nem por isso foi perdoado”, conta Fernando Paulo, moradores daquela circunscrição, o qual diz que não pode narrar efectivamente o que teria acontecido por medo de ser responsabilizado, porque “hoje em dia basta você saber contar um episódio corres o risco de entrar na cadeia”.

Esta mesma fonte lamenta que “a situação da polícia aqui em Mucopoa A é deplorável. Os membros do policiamento comunitário que deveriam nos socorrer estão todo momento bêbados, assim não é possível combater o crime, por isso estamos mal mesmo”.

Uma outra fonte que não quis se identificar comentou que “aquele [malogrado] é ladrão, lhe pegaram lá em baixo, amarraram e vieram lhe queimar aqui, dias passados ocorreu outra situação porque, neste bairro, ladrões gostam muito, mesmo ali em cima vieram atacar um jovem que fez E-mola e foi esfaqueado e foram embora. Eram muitos e agora não sei qual é o trabalho desses comunitários”.

O secretário daquela unidade comunal, Alberto Lugela, conta que esta é a terceira vez que fenómeno do género ocorre naquele ponto. “Como sendo o terceiro caso, sempre esperamos a reação das autoridades competentes”, anota, comentado que “essa falta de energia nas noites é preocupante”.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, diz que ainda encontra-se no terreno a apurar a veracidade dos factos, segundo a porta-voz da instituição, Enina Tsinine. (Malito João)

No IFP de Marrere: FRELIMO recolhe cartões em troca de material de propaganda eleitoral

Nampula (IKWELI) – Um grupo de alegados membros do partido FRELIMO se concentrou na tarde desta quinta-feira (21) no Instituto de Formação de Professores (IFP) de Marrere, nos arredores da cidade de Nampula, onde estava a recolher cartões de eleitores aos estudantes e de supostos seus membros, com a promessa de oferecer capulana, camisetas e bonés de propaganda eleitoral.

O Ikweli que vivenciou o cenário, após denúncia de um formador que tinha sido solicitado para ceder os formandos em pleno período de aulas, ouviu a sensibilidade de alguns visados e afirmaram que os seus cartões foram recolhidos, e os nomes e números registados com promessas de beneficiar materiais de propaganda.

Só que, as fontes dizem que não sabem que tipo de camiseta irão beneficiar, mas foram prometidos que um dia irão receber. “Cada um deve aparecer com seu cartão de eleitor para receber roupas”, disse uma das intervenientes que alega ser membro do partido Frelimo.

“Já fomos inscritos os nossos nomes, disseram que cada um deve ir na mesa onde recenseou para entregar o seu cartão de eleitor, a gente pensava que é para receber outro tipo de roupa, porque eu também não sabia que assunto é FRELIMO, mas eu estou muito estressada porque estou aqui desde de manhã, não comi nada, mas como já cheguei vou esperando para ver”, contou uma senhora que vive nas imediações do IFP de Marrere.

Quem, também, estava na bicha foi o cidadão Ramiro Eusébio. Este disse chegou naquele local porque ouviu um barulho sobre camisetas, mas quando chegou foi deixar o seu cartão de eleitor.

“Eu quando terminei 12ª classe tudo que ouço costumo a seguir, porque não tenho o que fazer, mas assim não estou a ver essas camisetas”, disse Eusébio, saindo do local.

O Ikweli tentou ouvir as pessoas envolvidas no processo de recolha de cartões, mas foi sem sucesso, alegando que somente o seu chefe que estava num carro é deveria falar. Quando aproximamos ao alegado chefe para ouvir em que se enquadra aquela actividade o mesmo saiu imediatamente do carro, mas apontou uma senhora de camisa branca, que estava na estrada, como responsável, porém quando aproximamos a ela, disse somente os chefes do nível mais alto do seu partido é que deveriam dar qualquer depoimento.

Antes da chegada da nossa equipa de reportagem no local, o processo estava a decorrer normalmente, mas quando se apercebeu da presença, o processo ficou interrompido por alguns instantes. (Malito João)

No dia do seu aniversário: Vahanle inaugura estrada com obras ainda por terminar

Nampula (IKWELI) – O autarca de Nampula, Paulo Vahanle, que celebrou nesta terça-feira (4) o seu aniversário natalício, acabou por se presentear com a inauguração de uma via de acesso ainda em obras.

Trata-se de 1.200 quilómetros da rua que dá acesso ao Hospital Geral de Marrere, cujas obras, em atraso de conclusão significativo, estão avaliadas em 40,500,000.00Mt (quarenta milhões e quinhentos mil meticais) e a execução está a cargo da ZAC Construções, empreitada que viu o seu outro contrato na execução das obras da segunda faixa da avenida Eduardo Mondlane cancelado.

Ainda assim, os utentes não escondem a sua satisfação, por entender que a estrada vai aliviar um sofrimento que prevalece desde o tempo colonial, sendo mais caótica na época chuvosa.

Nesta terça-feira, comentários em conversas de esquina, nos “chapa-100” e nas redes sociais, eram mesmo em torno da inauguração, sendo uns mais críticos e outros nem por isso.

Na ocasião, Vahanle disse que “o empreendimento irá dinamizar a circulação de pessoas e bens aqui na zona de Marrere, na cidade de Nampula. A circulação de viaturas, bens e munícipes destacando ambulâncias que levam doentes para o Hospital Geral de Marrere está a tornar-se cada vez mais melhor com a asfaltagem desta via. Queremos, ainda, garantir que, neste primeiro trimestre de 2022, vamos iniciar a construção da segunda fase da estrada, cujos processos estão bem encaminhados, significa que não nos falta quase nada, senão iniciarmos”.

Igualmente, o autarca não escondeu o seu desagrado com as transferências tardias de verbas por parte do governo central, mas diz que isso não o desmotivará. “Eles guardaram o fundo de investimento todo o ano, apenas trouxeram no mês Novembro, e nós já tínhamos arrancado”. Entretanto, “construir vias de acesso e melhorar serviços básicos que todos os munícipes possam beneficiar é e será, durante a nossa governação, a agenda de trabalho. É tendo em conta a este aspecto que foram construídas vias de acesso em 2021. Enquanto estivermos com vida, mostraremos como vale a nossa governação, promovendo mais projectos de construção das vias de acesso”.

Consta no plano de acção do município de Nampula a reabilitação e construção de outras vias de acesso, como a “Rua Filipe Samuel Magaia, mais conhecida por Rua das Flores, ligando a sede do partido FRELIMO na avenida Eduardo Mondlane, Rua Mártires de Mueda, a estrada que liga bairro de Mutauanha e Muatala, pavimentação da rua do antigo Matadouro municipal até a escola primária de Muatala, estrada da Mucuache, pavimentação da estrada que liga o posto de saúde de Namicopo a escola secundária Marcelino dos Santos. Abertura da estrada cabo Lourenço ligando com a estrada de Angoche, entre outros”.

“Como governo, temos vindo a realizar várias acções visando basicamente estimular o crescimento da nossa cidade, este é o nosso desafio. Hoje testemunhamos, com enorme satisfação, a entrega desta estrada, é o maior sonho tornado realidade, pois nenhum de nós imaginavam, muito menos a FRELIMO, porque para eles era um mostro de sete cabeças”, gabou-se o governante.

“O facto desta estrada de Marrere aglutinar vários beneficiários, responde a visão da nossa governação, a de aproximar cada vez mais às comunidades os serviços que podem reduzir o tempo gasto em transporte de um ponto para outro. Esta estrada concorre para transformar a zona de Marrere em uma zona referencial e um bairro moderno de padrão invejável e apetecível para morar e instalação de vários serviços. Por isso alegra-nos o facto de esta infra-estrutura termos concebido para aliviar o sofrimento dos munícipes, funcionários de várias instituições”, concluiu Paulo Vahanle. (Hermínio Raja e Redação)

Alegando maior distância: Moto-taxistas aumentam o preço cobrado para o Hospital de Marrere

Nampula (IKWELI) – As obras de construção de raiz da via que liga a Estrada Nacional Número (EN1) e o Hospital Geral de Marrere, na autarquia de Nampula, está a abrir espaço de oportunismo por parte dos operadores de táxi de mota, resultando no aumento substancial do preço praticado.

Actualmente, para chegar a referida unidade sanitária, os operadores de táxi de mota são obrigados a dar uma volta em torno da habitual, razão que está sendo usada para justificar a subida do preço.

Se no passado o preço praticado variava entre 20,00Mt (vinte meticais) a 30,00Mt (trinta meticais), nos dias que correm o mesmo passou de 30,00Mt (trinta meticais) a 50,00Mt (cinquenta meticais) durante o dia, e nas noites o mesmo sobe para entre 70,00M (setenta meticais) a 100,00Mt (cem meticais).

A utente deste serviço, Josefa Arlindo está indignada, ainda que entenda que a via já não é a mesma, porque a ponte já está destruída, mas não era preciso eles subiram tanto assim”.

Quem, também, anda desiludida com a situação é a senhora Márcia Nhauleque, que avança que é “pior quando sabem que estamos com pressa por causa de testes ou exames. Eles pioram subir o preço e não nos resta outra opção se não pagar o valor que eles querem para nos fazer chegar ao nosso destino”.

“Esses estão a gingar, porque já não passam carros aqui e nós não temos como pedir boleia de pessoas singulares”, entende a senhora Nina da Lúcia.

Os operadores deste serviço apontam ser a razão da subida dos preços o aumento da distância.

“Esse caminho já não se passa, e nós estamos a violar a norma e se estamos a violar a norma temos que ter algum benefício, porque se formos multados os clientes não estarão aí para ajudar a pagar a multa. Se acham que estão sendo roubados podemos passar por outra via da fábrica de cerveja, lá os preços são mais elevados, ainda porque é distante para chegar ao hospital de Marrere ou na faculdade”, justifica-se o operador Hélio Jorge.

Clemente Orlando, outro operador de táxi de mota, reage nos seguintes termos: “esses clientes gostam de reclamar, não valorizam o trabalho do taxista. Essa via não está boa e todos nós sabemos dessa realidade, passar daí já é perigoso não só para nós que podemos ser multados, mas também, para os clientes que podem cair na nossa motorizada por deficiência da via e nós seremos responsabilizados. Se olharmos na lógica, os preços não subiram, estão razoáveis conforme as dificuldades que passamos para chegar ao destino”.

A direcção da AVOTANA (Associação dos Operadores de Táxi de Mota), em Nampula, desconhece este fenómeno, por isso garante inteirar-se da situação.

“Para mim, isso é uma chamada de atenção para ir ao terreno e perceber junto deles os reais motivos. Sei que a via não está boa para passagem, mas do momento não posso avançar com detalhes, mas aqui temos uma questão muito importante que são as despesas do combustível, visto que a via está prolongada”, concluiu Albertino José, presidente da AVOTANA. (Elisabeth José)

Vahanle vai gastar perto de 30 milhões de meticais para asfaltar metade da estrada do Marrere

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Paulo Vahanle, efectuou o lançamento da primeira pedra das obras de asfaltagem da estrada do Marrere, ligando a Estrada Nacional Número 1 (EN1) ao Hospital Geral de Marrere.

O evento teve lugar na manhã da última sexta-feira (5), e o dado surpreendente é que a edilidade vai gastar 29,000,000.00Mt (vinte e nove milhões de meticais) para asfaltar, apenas, um quilometro e duzentos metros, ou seja quase a metade da estrada. O troço que será melhorado começa no cruzamento, junto da EN1, até as instalações da direcção da Ciência e Tecnologia.

“Este projecto compreende a construção da estrada que dá acesso ao Hospital Geral de Marrere, em apenas uma extensão de um quilómetro e 200 metros nesta primeira fase, isto porque nós achamos que tínhamos de fazer a construção em fases, de acordo com as nossas capacidades financeiras. Este projecto surge no âmbito da nossa responsabilidade social como gestores deste município, e porque conhecemos as preocupações dos nossos munícipes, esta via sempre teve dificuldades de transitabilidade”, explicou Paulo Vahanle.

O plano, segundo apuramos no local, compreende, para além da asfaltagem, a abertura de valas de drenagem e uma ponte com a dimensão de 10 metros. Está ainda previsto o término da obra num decurso de seis meses.

“O que nós pedimos, neste momento, aos nossos munícipes é que eles evitem vandalizar e roubar o nosso material, e que a empresa responsável que nos seja honesta e cumpra com o prazo, e nós estaremos prontos para cumprir aquilo que são as nossas obrigações com o empreiteiro”, concluiu o autarca do maior centro urbano do norte de Moçambique.

O início da asfaltagem da referida via de acesso pegou se surpresa aos seus utentes, os quais não escondem a sua satisfação.

“Realmente era e até agora continua a ser um grande sofrimento da população, porque sempre houve destruição das pontes e degradação da estrada da via de Marrere. Por isso, louvo a iniciativa porque vai se aliviar o nosso sofrimento e esperamos que seja feito um trabalho de qualidade, de maneiras que seja duradouro, porque será um ganho para todos nós da cidade de Nampula, entre outros cidadãos”, disse Alberto Bandeira, entrevistado no local. (Esmeraldo Boquisse e Hermínio Raja)

Da governação descentralizada à centralizada: Rodrigues e Gondola “disputam” abertura do ano lectivo

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa e maior círculo eleitoral do país, já começa a oferecer sinais de dissonância e desarticulação entre os órgãos de governação descentralizada e os indicados, em representação do estado, para garantir a estrutura central.

Nesta sexta-feira (31), último dia do mês de Janeiro, está agendada a abertura do ano lectivo a escala nacional e Nampula prevê duas cerimónias principais, sendo uma a ter lugar no distrito de Nacarôa e a outra no distrito de Nampula, sendo orientadas pelo governador e Secretário de Estado (SE), nomeadamente Manuel Rodrigues e Mety Gondola.

Ainda que os convites distribuídos para a imprensa, com sede e/ou representação na cidade de Nampula, não levem a assinatura do punho da Judite Mussacula Faria, o nome da actual SE da Zambézia está lá, mas um substituto assinou os documentos.

A nota com a referência 38/993/GDPEDH-NP/19, de 24 de Janeiro de 2020, solicita cobertura jornalística para as cerimónias de abertura ao nível da província de Nampula que “terão lugar na Escola Primária do 1º e 2º Grau de Napueia, distrito de Nampula, a qual será dirigida por Sua Excelência Manuel Rodrigues – Governador de Nampula”. Uma outra nota, com a referência 39/993/GDPEDH-NP/19, datada de 24 de Janeiro de 2020, também, solicita cobertura jornalística para as cerimónias da abertura do ano lectivo que “terão lugar na Escola Secundária de Muchico, Posto Administrativo de Saua Saua, Distrito de Nacarôa, a qual será dirigida por Sua Excelência Mety Oreste Gondola – Secretário de Estado da Província de Nampula”.

Nos corredores protocolares governamentais em Nampula, a situação está a dividir opinião e a quem diga que o convívio entre as duas entidades não será algo fácil, sobretudo porque os dois dirigentes reivindicam as mesmas acções, no mesmo espaço temporal e físico, e com os mesmos beneficiários.

Outro dado fundamental e que leva murmúrios é sobre a quem o responsável máximo do sector da Educação e Desenvolvimento Humano vai acompanhar nestas duas cerimónias, mas o certo é que fundos públicos deverão ser mobilizados para abastecer carros de alta cilindrada, prover ajudas de custo e alimentação para as duas comitivas.

A cerimónia de Gondola será, pelos vistos a mais destacada, bastando notar que a sua deslocação é a mais aturada, não menos de 200 quilómetros da capital provincial, enquanto que a de Rodrigues será mesmo no círculo autárquico chefiado por Paulo Vahanle, algures no bairro de Marrere. (Aunício da Silva)