Marrere tira da circulação um malfeitor

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Nampula (IKWELI) – Um suposto malfeitor que semeava terror na unidade comunal Mucopoa A, no bairro de Marrere Expansão, nos arredores da cidade de Nampula, foi linchado na madrugada desta quarta-feira (22) pelos moradores locais, após tentativa frustrada de roubo em uma residência.

Segundo contam os moradores, meliantes têm feito das suas sem dó e nem piedade, encontrando espaço fértil para actuação por conta do fraco patrulhamento policial e deficiente iluminação pública.

“O pouco que acompanhei, este jovem saia lá, de cima na via de Marrere, aquela horas das 0h00. Estava sendo perseguido, eram dois homens e lhe perguntaram está a sair de onde e não estava a dizer nada. Ele falava o nome da família dele, mas nem por isso foi perdoado”, conta Fernando Paulo, moradores daquela circunscrição, o qual diz que não pode narrar efectivamente o que teria acontecido por medo de ser responsabilizado, porque “hoje em dia basta você saber contar um episódio corres o risco de entrar na cadeia”.

Esta mesma fonte lamenta que “a situação da polícia aqui em Mucopoa A é deplorável. Os membros do policiamento comunitário que deveriam nos socorrer estão todo momento bêbados, assim não é possível combater o crime, por isso estamos mal mesmo”.

Uma outra fonte que não quis se identificar comentou que “aquele [malogrado] é ladrão, lhe pegaram lá em baixo, amarraram e vieram lhe queimar aqui, dias passados ocorreu outra situação porque, neste bairro, ladrões gostam muito, mesmo ali em cima vieram atacar um jovem que fez E-mola e foi esfaqueado e foram embora. Eram muitos e agora não sei qual é o trabalho desses comunitários”.

O secretário daquela unidade comunal, Alberto Lugela, conta que esta é a terceira vez que fenómeno do género ocorre naquele ponto. “Como sendo o terceiro caso, sempre esperamos a reação das autoridades competentes”, anota, comentado que “essa falta de energia nas noites é preocupante”.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, diz que ainda encontra-se no terreno a apurar a veracidade dos factos, segundo a porta-voz da instituição, Enina Tsinine. (Malito João)

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