Alegando maior distância: Moto-taxistas aumentam o preço cobrado para o Hospital de Marrere

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Nampula (IKWELI) – As obras de construção de raiz da via que liga a Estrada Nacional Número (EN1) e o Hospital Geral de Marrere, na autarquia de Nampula, está a abrir espaço de oportunismo por parte dos operadores de táxi de mota, resultando no aumento substancial do preço praticado.

Actualmente, para chegar a referida unidade sanitária, os operadores de táxi de mota são obrigados a dar uma volta em torno da habitual, razão que está sendo usada para justificar a subida do preço.

Se no passado o preço praticado variava entre 20,00Mt (vinte meticais) a 30,00Mt (trinta meticais), nos dias que correm o mesmo passou de 30,00Mt (trinta meticais) a 50,00Mt (cinquenta meticais) durante o dia, e nas noites o mesmo sobe para entre 70,00M (setenta meticais) a 100,00Mt (cem meticais).

A utente deste serviço, Josefa Arlindo está indignada, ainda que entenda que a via já não é a mesma, porque a ponte já está destruída, mas não era preciso eles subiram tanto assim”.

Quem, também, anda desiludida com a situação é a senhora Márcia Nhauleque, que avança que é “pior quando sabem que estamos com pressa por causa de testes ou exames. Eles pioram subir o preço e não nos resta outra opção se não pagar o valor que eles querem para nos fazer chegar ao nosso destino”.

“Esses estão a gingar, porque já não passam carros aqui e nós não temos como pedir boleia de pessoas singulares”, entende a senhora Nina da Lúcia.

Os operadores deste serviço apontam ser a razão da subida dos preços o aumento da distância.

“Esse caminho já não se passa, e nós estamos a violar a norma e se estamos a violar a norma temos que ter algum benefício, porque se formos multados os clientes não estarão aí para ajudar a pagar a multa. Se acham que estão sendo roubados podemos passar por outra via da fábrica de cerveja, lá os preços são mais elevados, ainda porque é distante para chegar ao hospital de Marrere ou na faculdade”, justifica-se o operador Hélio Jorge.

Clemente Orlando, outro operador de táxi de mota, reage nos seguintes termos: “esses clientes gostam de reclamar, não valorizam o trabalho do taxista. Essa via não está boa e todos nós sabemos dessa realidade, passar daí já é perigoso não só para nós que podemos ser multados, mas também, para os clientes que podem cair na nossa motorizada por deficiência da via e nós seremos responsabilizados. Se olharmos na lógica, os preços não subiram, estão razoáveis conforme as dificuldades que passamos para chegar ao destino”.

A direcção da AVOTANA (Associação dos Operadores de Táxi de Mota), em Nampula, desconhece este fenómeno, por isso garante inteirar-se da situação.

“Para mim, isso é uma chamada de atenção para ir ao terreno e perceber junto deles os reais motivos. Sei que a via não está boa para passagem, mas do momento não posso avançar com detalhes, mas aqui temos uma questão muito importante que são as despesas do combustível, visto que a via está prolongada”, concluiu Albertino José, presidente da AVOTANA. (Elisabeth José)

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