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Arrancou processo de elaboração do Plano de Estrutura da Ilha de Moçambique

Ilha de Moçambique (IKWELI) – A cidade da Ilha de Moçambique que no ano passado completou duzentos anos vai contar com um novo Plano de Estrutura a partir dos próximos oitos meses.

Com efeito, no passado dia 5 do corrente mês de Março, foi efectuado o lançamento do processo da elaboração deste instrumento preparado, conjuntamente, pelo município da Ilha de Moçambique e pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER).

Segundo publica o Conselho Autárquico da Ilha de Moçambique no seu sítio de internet, “o lançamento do processo da elaboração do Plano de Estrutura da Cidade da ilha de Moçambique teve como objectivo o desencadeamento do processo de elaboração do Plano de Estrutura da Cidade”.

O Plano de Estrutura tem um prazo de execução de 8 meses e conta com o apoio financeiro do MITADER e assessoria técnica de consultores da COWI, José Forjaz Arquitectos e Vedor, empresas moçambicanas com longa experiência no planeamento físico.

Igualmente, estão previstas três sessões de consulta e auscultação públicas aos munícipes locais, sociedade civil, religiosos, agentes económicos, políticos, académicos, jovens, mulheres e crianças para a harmonização do plano. (Redacção)

Sporting e Benfica de Monapo unificam-se

Nampula (IKWELI) – As direcções dos clubes Sporting e Benfica ambas da vila municipal de Monapo, na província de Nampula, decidiram deixar as suas diferenças e se uniram formando uma única equipa que a partir deste ano passa a representar a vila no campeonato nacional da 2ª liga zona norte.

Foram muitos anos de muita violência no campo da vila municipal de Monapo sempre que acolhesse os encontros entre estes dois rivais. Alias, como podemos ficar recordados, mesmo sem o confronto entre Sporting e Benfica nos bairros até nos postos de trabalhos as confusões não acabavam, porque cada um defendia o seu emblema.

Um dos sinais de “ódio” entre desportistas da vila de Monapo foi vivido na época passada, onde a contar para mais uma jornada da segunda liga nacional entre o Benfica de Nampula e o Ferroviário de Pemba, a direcção encarnada terá ordenado que fossem aplicados preços altos do custo de bilhetes de ingresso, como forma de não permitir que os sportinguistas se rendessem e não tivessem acesso ao jogo, isso porque, no lugar de apoiar a equipa local, os leoninos iriam apoiar os forasteiros.

O Futebol Clube de Monapo é o nome da equipa que surge em resultado da união dos rivais do conselho autárquico de Monapo.

A iniciativa segundo apuramos foi do actual presidente do Conselho Autárquico de Monapo, Abdul Amed, ou simplesmente Medinho, como é conhecido na arena futebolística nacional, o qual antes de entrar no mundo político foi presidente do Sporting de Monapo.

“Este ano unificamos a equipa, porque vimos que a equipa é indivisível. Pedi as duas direcções a se unirem e concordaram”, disse Medinho.

O autarca de Monapo acredita que com aquela união é o princípio do fim dos conflitos entre os apoiantes das duas anteriores equipas. Sinal disso é o jogo do pretérito fim-de-semana realizado na vila de Monapo onde a equipa local perdeu diante do Desportivo de Nacala, inserido na super taça provincial, prova que marca o inicio oficial da época futebolística na província de Nampula.

Outra motivação desta união é para minimização dos gastos, uma vez que os dois emblemas careciam de um apoio extra para o prosseguimento dos seus trabalhos. Este ano por exemplo, os dois conjuntos estariam a militar na 2ª liga nacional zona norte para disputar a única vaga do Moçambola do próximo ano.

Para esta época constitui objectivo principal qualificar a equipa para o Moçambola, edição de 2020 e para o efeito, o autarca de Monapo promete ajudar a equipa na procura de parcerias para disputar a 2ª liga em pé de igualdade com os adversários. “Vamos pedir parcerias aos comerciantes e outros agentes económicos, para que a equipa não enfrente dificuldades durante a competição”, concluiu o autarca. (Constantino Henriques)

Aumentam casos de violência doméstica contra a mulher em Nampula

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, norte de Moçambique, tem vindo a registar aumento de casos de violência doméstica contra a mulher, nos últimos tempos, facto que preocupa as autoridades locais, incluindo organizações de defesa dos direitos humanos.

Neste ano, as autoridades governamentais nesta província, ainda, não divulgaram o número real, mas deram a conhecer que a província no passado registou, pelo menos, 4.103 casos, contra 3.775 de 2017, o que significa que houve aumento em cerca de 9%.

Segundo apuramos, os casos de violência doméstica ocorrem com maior incidência nos distritos de Nampula, Erati, Rapale, Mogovolas, Moma e Angoche.

De acordo com a chefe do departamento do Género, na direcção Provincial da Género, Criança, e Acção Social de Nampula, Hermenegilda Jorge, como forma de erradicar esta problemática, o seu sector e parceiros têm vindo a desencadear diversas acções de sensibilização a nível das comunidades para desmotivar a prática.

Além de violência, também, aumentam com preocupação os casos de casamentos prematuros na província de Nampula acompanhados por gravidezes precoces. A situação vem mais uma vez desafiar os esforços das autoridades governamentais e parceiros.

Segundo a nossa entrevistada, “apesar dos esforços e resultados que a província tem merecido, registamos 686 casos de práticas sociais nocivas as crianças em 2018, contra 682, verificando-se um aumento de 0,5%, dos quais 429 de gravidezes precoces e 257 de casamentos prematuros”.

Para minimizar o problema, a fonte referiu que a sua instituição e parceiros “priorizou a divulgação da Estratégia Nacional de Combate e Prevenção de casamentos prematuros, ente outros instrumentos que protegem os direitos da criança que precisam ser tomados em consideração, através de palestras, debates radiofónicos e televisivos assim como seminários, com o envolvimento dos líderes comunitários, religiosos, matronas e mestres de ritos de iniciação”. (Teresa Paposseco)

Renamo não vai tolerar edis incompetentes

Nampula (IKWELI) – O Partido Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, adverte aos seus oitos presidentes dos Conselhos Autárquicos, eleitos como cabeças-de-lista da sua formação política em Outubro do ano passado, que poderão deixar de exercer tais funções, caso governem à sua maneira, contrariando ao que não consta do programa e das orientações superiores.

Esta informação foi tornada pública por Abiba Aba, delegada política provincial da Renamo em Nampula, a margem do seminário de capacitação dos oito autarcas e respectivos vereadores dos conselhos Autárquicos de Chiúre (Cabo Delgado), Cuamba (Niassa), Nampula, Ilha de Moçambique, Angoche, Nacala-Porto, Malema (Nampula) e Quelimane (Zambézia).

“Devem criar acontecimentos que estejam alinhados com os projectos e programas que o vosso superior hierárquico vos propor a cumprir. Significa, se fazerem algo com vícios e ou de má-fé poderão ser intimados por culpa sua, deixando de exercer as respectivas funções e chamados a responsabilização civil e criminalmente”, precisou a fonte, para depois apontar que “exigimos resultados positivos dos vossos trabalhos”.

Abiba Aba entende que os fracassos da governação da Renamo nestes conselhos autárquicos serão usados pelos seus adversários directos para colocarem a imagem do partido em baixo.

“Sempre que justificar poderão contar com o apoio do partido para o vosso sucesso. Vamos todos cooperar para o bom nome do partido que vos vai assessorar direita e indirectamente”, garantiu a fonte.

Por outro lado, a nossa interlocutora apelou para que haja uma melhor relação com os munícipes governados por isso, “é fundamental que a relação entre o partido e os autarcas seja das melhores, quer na verticalidade quer na horizontalidade e haja complementaridade. Em termos de hierarquia, o partido está cima de vos, uma vez membros e na vossa qualidade devem estar submissos a orientação desse partido”.

A preocupação da Renamo, neste momento, é que todos os presidentes dos Conselhos Autárquicos tenham domínio das posturas camarárias e outras legislações adversas em matéria de administração pública.

É nessa senda que aquela formação política formou, recentemente, na cidade de Nampula, os autarcas em matéria de gestão, onde as legislações não foram relegadas no último plano.

Num outro desenvolvimento, a delegada do principal partido da oposição no país no maior círculo eleitoral pediu aos autarcas para que tenham capacidade na resolução de conflitos que são originados no trabalho diário de cada um deles. (Sitoi Lutxeque)

Nampula vai ter Plano de Estrutura Urbana

Nampula (IKWELI) – O conselho Autárquico de Nampula e o Ministério da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural procederam ao lançamento do processo de elaboração do Plano de Estrutura Urbana ontem, quinta-feira (07), o qual visa definir os princípios e modelos de ordenamento do território autárquico.

“Uma gestão do território autárquico que não tenha um plano de estrutura fica sem uma estratégia de desenvolvimento. Se não tem um plano, o município não sabe definir as prioridades”, considera Victor Tomás, um dos arquitectos envolvidos na elaboração do referido plano.

O plano de estrutura urbana é um guião onde nele constam as descrições das necessidades de cada bairro, e através do mesmo, o município pode elaborar outros planos específicos e pormenorizados.

Para a elaboração do referido plano estarão envolvidas treze empresas de arquitectura, todas moçambicanas, que durante os próximos meses estarão nos postos administrativos para juntos das comunidades perceber a realidade da cidade para depois traçar e propor as estratégias de desenvolvimento.

A cidade de Nampula é um dos centros urbanos de Moçambique desafiado com problemas de abastecimento de água potável, erosão, saneamento do meio adequado, desemprego, assim como a construção desordenada das habitações.

As autoridades municipais esperam que com a elaboração do plano em referência possa contribuir para a definição de soluções aos mesmos problemas.

O vereador de Finanças, Património e Planificação, Samuel Suire, considera o plano de estrutura urbana como um instrumento que visa orientar e regrar a ocupação do território urbano, melhoramento dos assentamentos informais, valorização do património histórico, cultural e paisagístico.

“De uma forma específica queremos que sejam projectados o melhoramento da rede de infra-estruturas, equipamentos e serviços urbanos, nomeadamente a rede viária, abastecimento de água e saneamento, energia, bem como um sistema de gestão e cadastro de solo urbano de todos os postos administrativos, estabelecer uma base para orientar o desenvolvimento de infra-estruturas essenciais da vida urbana, reduzindo os impactos resultantes de uso desordenado do espaço como tem acontecido nos diferentes bairros da nossa autarquia sobretudo saindo da zona cimento para os bairros de expansão”, apontou o dirigente. (Constantino Henriques)

Conselho Autárquico de Nampula sem dinheiro para pagar funcionários

Nampula (IKWELI) – Mais de dois mil funcionários do Conselho Autárquico de Nampula (CAN), no norte do país, ainda não receberam os seus salários referentes ao mês de Fevereiro findo devido a falta de verbas nos cofres da autarquia motivada pelo não desembolso do Fundo de Compensação Autárquica (FCA) pelo governo central.

O vereador do pelouro de Finanças, Património e Planificação da edilidade, Samuel Dias Siure, foi quem confirmou a informação à imprensa depois que rumores soavam pela autarquia desde a semana passada.

A fonte disse que esta situação dos atrasos sistemáticos no desembolso de fundos pelo governo central afecta, sobremaneira, o funcionamento normal da autarquia. Localmente, segundo Siure, com fundos provenientes da colecta de receitas próprias é possível pagar os salários dos funcionários mas, tal deve ser feito observando-se todos os pressupostos que possam afectar o funcionamento normal da entidade.

“Quando demoram esses fundos torna difícil pagar os salários aos trabalhadores. Temos um grupo de quadros do estado que recebem via fundo de compensação autárquica, e os outros que recebem através das receitas próprias. Para nós não fica bem pagarmos uns e deixar outros”, disse o vereador.

Em receitas próprias, o Conselho Autárquico de Nampula chega a colectar, diariamente, pouco mais de quinhentos mil meticais, segundo o relatório diário que tem sido publicado pela autarquia.

Siure disse que os fundos referentes a receitas próprias tem sido aplicados, ultimamente, em acções de emergência, tendo em conta a época chuvosa que se regista naquele ponto do país.

“Neste tempo que estamos, por exemplo, gastamos para situações de emergências e outras necessidades. Mas estamos a fazer diligências junto das finanças para vermos se conseguimos ultrapassar o assunto”, garantiu a nossa fonte. (Constantino Henriques)

Albinos voltam a ter dias difíceis em Nampula

Nampula (IKWELI) – O rapto e assassinato de pessoas com falta de pigmentação da pele, conhecidas como albinas, continuam sendo um crime que tira sossego aos cidadãos de Nampula, sobretudo as vítimas e seus parentes.

Uma situação que, aparentemente, estava calma volta a ter novos contornos e o nível de perseguição volta a criar pânico na mais populosa província do país.

Foi em 2015 que a prática criminosa atingiu o seu pico no país, observando-se uma constante violação dos direitos humanos das pessoas albinas, incluindo o assassinato (violação do maior direito) e tráfico de partes dos corpos das vítimas.

Na semana passada, segundo relatos em nosso poder, um menor de seis anos de idade, com falta de pigmentação na pele, foi raptado no distrito de Larde, por indivíduos desconhecidos e até agora o paradeiro é desconhecido.

Recorde-se que foi em Larde, onde malfeitores teriam assassinado um técnico de saúde albino para satisfazer suas intenções maléficas e prejudicando-se assim a comunidade que por ele era assistida, incluindo os seus parentes.

O rapto do menor, cuja identidade não apuramos, ocorreu entre a noite e a madrugada do dia 28 de Fevereiro último, na região de Pacone, Posto Administrativo de Mucuali, e os protagonistas são três indivíduos que, também, desconhecemos as suas identidades.

Segundo nossas fontes na região, os três indivíduos teriam iniciado com uma sondagem para perceber com quem vivia o menor, tendo constado que o mesmo estava na noite daquele dia apenas com a sua avô, uma idosa, o que fez com que os malfeitores aproveitassem da fragilidade da anciã e arrombassem as portas.

De acordo com as nossas fontes, a idosa não conseguiu distinguir as pessoas que raptaram o seu neto, mas o certo é que sabe falar que eram três homens.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Nampula, diz que já está a investigar o caso para a possível detenção e responsabilização criminal dos autores do rapto.

“Já encaminhamos este caso ao Ministério Público mas, também, continuamos a investigar o caso”, disse Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula.

Entretanto, este novo rapto já está a preocupar a Associação Amor a vida, uma agremiação constituída, maioritariamente, por pessoas albinas e defende os direito e interesses das mesmas, a nível da província de Nampula.

Segundo Melvim Ernesto, este novo caso de rapto vem deitar abaixo todos os esforços que a sua colectividade tem feito na luta contra o mal e cria, de certo modo, medo no seio daquela camada social, que agora já sente-se na vulnerabilidade.

“Estávamos a ficar descansados, mas agora a preocupação e o medo voltou. Nós estávamos confiantes de que este problema já era do passado”; disse a fonte que, também, é albino.

O nosso entrevistado entende que este problema poderá fazer com que muitas famílias comecem a recear deixar as suas crianças a frequentar a escola, com medo dos seus filhos serem raptados, devido a insegurança instalada.

Contudo, o nosso entrevistado pede maior resposta, por parte das autoridades governamentais e não só, no sentido de travar em definitivo este fenómeno de caça ao homem. (Sitoi Lutxeque)

Chuvas desalojam cerca de 300 famílias em Nampula

Nampula (IKWELI) – Cerca de trezentas famílias dos bairros de Muatala e Namutequeliua, no conselho autárquico de Nampula, viram as suas casas de construção precária destruídas pelas chuvas intensas que se registaram naquele ponto do país nos últimos dias.

Para além da destruição das casas, as condições de higiene e saneamento do meio, também, deterioram-se nos mesmos bairros, chegando a situação de famílias conviverem com águas negras que inundaram as respectivas zonas residenciais.

Situação mais desoladora vivem as famílias que ergueram as suas habitações em zonas de alto risco, como é o caso das imediações do rio Mutomote, o qual escoa maioritariamente águas escoadas no centro da cidade cimento.

O grande problema, segundo notou o “IKWELI” é que as famílias constroem as suas casas em pontos de escoamento de águas, o que impossibilita tal actividade em épocas chuvosas.

“Passamos mal nesta época. Só agradecemos quando a chuva pára”, disse António Anlaue, morador do bairro Namutequeliua, para depois acrescentar que “ficamos preocupados com o silêncio das autoridades competentes que nada fazem para minimizar a situação”.

Anlaue está disposto a abandonar o local onde, actualmente, reside, em troca de um outro mais seguro mas, diz que não dispõe de condições para adquirir um outro talhão.

A zona de Textáfrica, no populoso bairro de Muatala, é uma das, também, afectadas pela situação das construções desordenadas, fraco saneamento do meio e falta de vias de escoamento de águas.

Amede Moma, residente naquela unidade residencial, conta-nos que em épocas chuvosas a situação torna-se mais drástica e, juntamente com o seu agregado, é obrigado a refugiar-se em residências de seus familiares pois, fica tudo inundado e imundo.

O secretário da unidade residencial da Textáfrica, Gamito Issufo, disse ao nosso jornal que a situação de erosão naquela zona é remonta e agrava-se em época das chuvas mas, os gestores da autarquia sabem do problema.

Segundo este dirigente comunitário, o autarca de Nampula, Paulo Vahanle, visitou aquela unidade residencial e prometeu prover solução para o problema da erosão que afecta centenas de famílias.

A promessa do autarca compreende a retirada das famílias das zonas de risco e recolocação em outras mais seguras e livres da erosão.

Oficialmente, o conselho autárquico de Nampula ainda não se pronunciou sobre esta situação mas, das vezes que Paulo Vahanle visitou aos bairros afectados recomendou aos munícipes para sempre pautarem em erguer suas habitações em zonas de menor risco a eventos climáticos. (Celestino Manuel)

Sporting de Nampula implacável contra a saída de seus jogadores a custo zero

Nampula (IKWELI) – Pelo menos três atletas que durante as últimas épocas futebolísticas estiveram a representar o Sporting Clube de Nampula em várias frentes podem estar em risco de não competir na presente temporada futebolística, tudo porque a direcção do clube leonino não os quer dispensar para militarem em outros conjuntos a custo zero.

Segundo apurou o nosso jornal, os atletas Chai, Anrane e o guarda-redes Aníbal já oportunidades de militarem em outros clubes mas, sem a sua compra não será possível a sua “libertação”.

“Enquanto eu for presidente do clube Sporting de Nampula, ninguém sairá de borla”, garante Mussito Júnior, presidente da colectividade.

Depois das boas exibições na temporada passada, apesar da despromoção do Sporting de Nampula na fina flor do futebol moçambicano, alguns emblemas nacionais pretendiam contar com os préstimos dos atletas da fileira sportinguista para a presente época mas, o processo para transferência dos atletas por eles preferidos não foi transparente na óptica da direcção do antigo Namutequeliua.

Segundo apuramos, a maioria desses clubes optaram por tratar o negócio de saída apenas com os atletas sem o conhecimento e/ou consentimento dos dirigentes do clube onde os mesmos atletas tem contrato firmados, alguns até valido para quatro anos.

Chai por exemplo, segundo informações da direcção, estava sendo pretendido pelo Clube de Chibuto e, “eu na qualidade de presidente não recebi nenhum sinal do Chibuto, e disse ao Chai, que se querem te contratar devem entrar em contacto com o Sporting de Nampula, mas o miúdo insistiu, e disse que estava-lhe cortar pernas. Eu disse-lhe que não deveria forçar ir ao Chibuto sem ninguém ligar para mim”.

“Pelo que eu saiba quando um jogador tem contrato com um clube, qualquer um que precisar-lhe deve entrar em contacto com o mesmo clube. Nós tínhamos o contrato com o Chai de quatro anos, e como é que ele vai querer sair do nada?”, comenta Júnior.

Não ficando conformado a posição da direcção, ainda segundo apuramos, Chai emitiu uma carta de rescisão de contrato com o clube Sporting, como forma de flexibilizar com o processo da sua contratação na equipa da província de Gaza.

O que sucedeu depois da resposta positiva a carta, as possibilidades do defesa do ex-Benfica de Nampula ir ao Chibuto estavam esgotadas.

Para Anrane, Mussito conta que o jogador estava sendo cobiçado pelo Ferroviário de Nacala. “Com Anrane aconteceu o mesmo, ele, também, meteu uma carta de rescisão de contrato porque o Sporting não deixava-o sair, e nós respondemos a carta dele, e já não temos nenhum vínculo com ele, e está sentado em casa”, sublinhou o dirigente desportivo.

Para além de Chai, o número um do Sporting clube de Nampula revelou-nos que o Chibuto estava igualmente interessado com as habilidades do guarda-redes Aníbal. Para com este atleta, o representante de Gaza tratou o negócio de maneira secreta, apenas com o jogador. “Eu lhe disse, fale com essas pessoas para entrarem em contacto comigo, e não recebi nenhum contacto do Chibuto, e Aníbal, também, está sentado em casa”.

Outro caso faz referência ao atacante Líneo Maquina, ou simplesmente Nick, que despertou o interesse da Liga Desportiva de Maputo (LDM). A nossa fonte conta que inicialmente os dirigentes da liga entraram em contacto com clube, mas na hora certa virou um processo secreto, ao tratar apenas com o atleta.

“Estava a negociar com Shaf Sidat, só que o Nick fintou-me e acabou assinando com a LDM sem o consentimento da direcção do Sporting de Nampula. Quando chegou a vez de viajar eu disse que não podia porque tinha contrato com Sporting. O Nick só tem que jogar no Sporting de Nampula porque já tem contrato assinado”, pontapeou a nossa fonte.

Por outro lado, Mussito Júnior louva a postura manifestada pelas direcções do ENH de Vilanculos e Baia de Pemba na transferência de Xalito e Marcelo, respectivamente. “A direcção do ENH, também, entrou em contacto comigo, e emprestei o jogador por uma época. O Marcelo, também, já está no Baia de Pemba, porque o presidente do clube entrou em contacto comigo e acabei emprestando o jogador. As coisas são assim”, esclareceu Mussito Júnior.

Refira-se que durante as primeiras semanas dos treinos do pré – época, os jogadores do ano passado não se fizeram presentes. Segundo apuramos, eles reivindicam os salários atrasados do ano passado. (Constantino Henriques)

30% de Nampula estará iluminada com energia eléctrica até finais do corrente ano

Nampula (IKWELI) – A direcção provincial dos Recursos Minerais e Energia de Nampula (DPRMEN) prevê que, até finais do corrente ano de 2019, 30% deste território estará iluminado com a energia eléctrica da rede pública nacional.

Segundo dados daquele sector, actualmente, apenas 25% da província mais populosa do país encontra-se ligada a rede pública de energia eléctrica.

Olavo Deniasse, director da DPRMEN, garantiu que pouco mais de sessenta mil novas ligações serão efectuadas ainda neste ano, mesmo diante dos constantes cortes e oscilações que a rede pública regista.

Por outro lado, a fonte avançou que o governo está, também, apostado na expansão do consumo de energias renováveis por isso, o Fundo Nacional de Energia (FUNAE) vai efectuar a colocação de três centrais fotovoltaicas de 200 quilowatts cada nos distritos de Erati, Larde e Ribáuè, de modo a fazer cobertura os locais onde a rede pública de energia eléctrica não abrange.

Dos planos, segundo o dirigente prevê-se a implantação de uma subestação na localidade de Namitória, no distrito de Angoche, e o reforço do sistema de fornecimento da cidade de Nampula com mais dois potentes transformadores.

Neste sentido, o governo está tentando correr atrás da meta da iluminação global através do acesso universal da energia em 2030. (Celestino Manuel)