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Médicos tradicionais tentam sem sucesso resgatar “mulher cobra” em Nampula

Nampula (IKWELI) – As lideranças comunitárias do regulado Muthita, na cidade de Nampula, norte de Moçambique, solicitaram a intervenção de um grupo de médicos tradicionais, na última segunda-feira (13), para alegadamente investigar e tentar resgatar a mulher que se transformou em cobra.

A referida senhora perdeu a forma humana para a de réptil no sábado de manha, depois que na noite anterior retirou da carteira do seu marido 2.000,00Mt (dois mil meticais).

Segundo constataram os membros da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) a cobra já não se encontrava no local, mas também a enchente popular dificultou a inspiração e bom trabalho dos curandeiros.

Desde o último sábado que as margens do rio Muepelume tem registado a presença de muitos curiosos que se deslocam de vários pontos da autarquia de Nampula para, alegadamente, verem a mulher que se transformou em cobra.

O régulo Miguel Rui, conhecido por régulo Muthita, que também é médico tradicional, revelou que a situação está a ficar cada vez mais difícil, mas avançou, por outro lado, que a família da vítima bem como a do esposo, ora foragido, depois de um encontro, decidiram procurar outras alternativas tradicionais no distrito de Lalaua. (Celestino Manuel)

“Não podemos criticar nos outros aquilo que achamos aceitável a nível pessoal” – Filipe Nyusi, PR durante o seu discurso inaugural para o segundo mandato

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República de Moçambique (PR), Filipe Nyusi, disse nesta quarta-feira (15), durante o seu discurso inaugural para o segundo mandato de cinco anos na direcção do estado que é preciso respeitar a diversidade de opiniões e pensamentos no país.

“Pensar diferente é uma riqueza e é nela que encontramos a solução dos nossos problemas”, disse Nyusi na Praça da Independência, na cidade de Maputo, para depois avançar que “não podemos criticar nos outros aquilo que achamos aceitável a nível pessoal”.

Inicialmente, Nyusi garantiu que vai actuar como presidente de todos os moçambicanos, sem olhar pela cor partidária, por isso agradeceu “os que não votaram em mim, em respeito da democracia que queremos”. “Ninguém venceu, ninguém perdeu. Ganhou o povo moçambicano e ganhou a nossa democracia”, referiu-se o PR, confortando os seus adversários nas eleições de 15 de Outubro do ano passado de 2019.

Ademais, Filipe Nyusi recordou-se dos que trabalharam, afincadamente, para as eleições em que venceu para um segundo mandato, destacando recenseadores eleitorais, Membros de Mesa de Voto, jornalistas, polícias, entre outros.

“A nossa agenda é desenvolver Moçambique”, garantiu o PR, apontando que vai fazer “prevalecer a cultura de diálogo com todas as forças vivas da sociedade e ainda acelerar o processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração dos homens armados da Renamo”.

Maioritariamente, durante a primeira metade da sua intervenção Nyusi foi suficientemente poético. Falou de questões da compreensão humana entre os moçambicanos, e apontou a necessidade de “deixar de culpar aos outros para justificar o nosso fracasso”.

Caça as bruxas

Mais uma vez, Nyusi voltou a carregar o botão para o combate a corrupção e garantiu que haverá “caça as bruxas” contra aqueles que querem substituir a acção da justiça.

O estadista prometeu uma aplicação da lei por igual, não escolhendo-se a condição política e/ou financeira do prevaricador.

Por fim, tal como prometeu durante a campanha eleitoral, voltou a falar do que vai ser a sua governação nos próximos cinco anos que, maioritariamente, estará voltada ao trabalho e promoção do emprego.

Igualmente, tratou, no seu discurso inaugural, de referir-se as atribuições do governo e o seu cometimento no respeito aos órgãos descentralizados. (Aunício da Silva)

Detidos 18 surumáticos em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM) exibiu na manha desta segunda-feira (13), na cidade de Nampula, dezoito indivíduos indiciados de consumo e venda de cannabis sativa, vulgo suruma.

Contra o mesmo o grupo pesa acusações de furto e assalto em estabelecimentos comerciais protagonizados na chamada capital do norte.

Segundo Zacarias Nacute, porta-voz da PRM em Nampula, na posse do grupo foram apreendidas três quilogramas de suruma, numa operação que, também, envolveu o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Um dos indiciados é desmobilizado de guerra, de 56 anos de idade, e vive no bairro de Carrupeia, disse a imprensa que esta é a primeira vez que cai nas malhas da corporação, mas que vende suruma há mais de cinco anos.

“Eu vendo suruma para alimentar aos meus quatro filhos e manda-los a escola. Também, quando fico muito tempo sem fumar sinto-me mal”, disse o indiciado.

Um outro detido disse que está no negócio há mais de dois anos e recebe o produto a partir da província de Cabo Delgado, mas esta é a sua segunda detenção pela polícia.

No grupo dos detidos está uma menor de 17 anos de idade, cuja identidade, também, a omitimos por presunção de inocência, ainda que confesse que “fui encontrada na casa do meu namorado. Eu, ele e o amigo fomos todos recolhidos”. (Celestino Manuel)

Insólito em Nampula: Mulher transforma-se em cobra por roubar dinheiro do seu marido

Nampula (IKWELI) – Uma mulher de 36 anos de idade, no bairro de Natikiri, no norte de Moçambique, transformou-se em cobra, aparentemente, por ter subtraído da carteira do seu marido 2.000,00Mt (dois mil meticais) na noite da última sexta-feira (10).

O caso estranho está a dominar as conversas de café e de equina na cidade de Nampula, e o marido da “mulher – cobra” encontra-se foragido.

Segundo contaram ao Ikweli fontes próximas do evento, na manha deste sábado (11), quando a senhora foi ao rio Muepelume lavar roupa em companhia com outras mulheres começou-se a notar uma transformação do seu corpo, facto que fez com as companheiras fugissem do local e solicitassem a intervenção das autoridades tradicionais locais.

Carlos Simão, um dos residentes de Muthita, disse ao Ikweli que apercebendo-se da situação, pela agitação popular, dirigiu-se ao local, onde encontrou a “mulher – cobra” a seguir o leito do rio.

“Senhor jornalista, esta situação é de lamentar”, disse Simão, para depois apontar que “essas nossas mulheres de hoje gostam muito de dinheiro e isto que estamos a ver hoje é uma das consequências”.

A senhora Sandra Ali contou, também, que a mulher após transformar-se em cobra fixou-se numa ponte sobre o mesmo rio, onde várias pessoas acorreram para verem o acontecimento insólito.

O líder comunitário local, Miguel Rui, avançou a nossa reportagem que quando chegou ao sítio, a mulher ainda era metade pessoa e metade cobra.

“De seguida liguei para os meus superiores para lhes por a par da ocorrência”, disse o régulo Rui, para depois contar que “a mulher já estava a seguir o rio para a zona onde tem uma barragem com muita água. Até mesmo eu que sou líder não sei o que fazer, porque já tentamos procurar o tal marido junto com a família, e ele já não existe, e nem se quer o telefone dele chama”.

Os vizinhos do casal viram-se obrigados a abandonarem as suas casas, com o medo de a “mulher – cobra” fazer-lhes algum mal. (Celestino Manuel)

Abdurremane toma posse como administrador de Nacala-Velha

Nampula (IKWELI) – Com 32 anos de idade, o jovem Abdurremane Selemane tomou posse na manha desta sexta-feira (10) como novo administrador do distrito de Nacala-Velha, na província de Nampula, em substituição de Armindo Gove, recentemente exonerado.

Professor de carreira, Selemane era, até a data da sua nomeação, docente em vários estabelecimentos de ensino na capital provincial.

O novo dirigente de um dos distritos que fazem parte da Zona Económica Especial de Nacala prometeu focar as suas energias no melhoramento de infra-estruturas económico e social daquele ponto de Nampula.

Nacala-Velha é um dos distritos mais pobres da província e debate-se com problemas sérios nos sectores da saúde, educação, abastecimento de água, bem como produção agrária.

Quem, também, tomou posse na mesma ocasião é o novo delegado provincial do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Alfredo Saul, que substitui no cargo Pedro Francisco.

INE tem novo delegado em Nampula
Alfredo Saul, novo delegado do INE em Nampula

Victor Borges, governador de Nampula, que empossou os dois novos dirigentes, desafiou-os a darem o seu máximo para fazer valer a nomeação. (Celestino Manuel)

“Governar é informar” – Victor Borges, governador de Nampula, no seu “adeus” com a imprensa

Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Victor Borges, já em fim de mandato convocou a imprensa na tarde de ontem, quinta-feira (9), para, dentre vários propósitos, agradecer a colaboração que sempre teve por parte desta classe profissional.

Victor Borges, um governante de fácil trato e reconhecido pela sua capacidade de eloquência e discurso, não escondeu a sua satisfação quanto ao que acha de ter sido uma boa relação que manteve com os jornalistas de Nampula durante os cinco anos que dirigiu a mais populosa província do país.

“Neste mandato muito não se fez tal como gostaríamos, mas fizemos o que podemos e, ainda com o vosso contributo fez-se o possível”, reconheceu, já de saída, o chefe do executivo de Nampula.

Igualmente, a fonte, também, reconheceu o papel do comité provincial do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) de Nampula, que consistiu em sempre procurar juntar o governador e os escribas.

Hermínia Francisco, secretária provincial do SNJ em Nampula, disse, na ocasião que o governador Borges vai deixar uma enorme saudade, mas o seu contributo no desafiante acesso às fontes de informação no maior círculo eleitoral do país foi notório. (Aunício da Silva)

Anúncio de fim de concessão: Porto de Nacala fecha com produção de mais de 2 milhões de toneladas em 2019

Nampula (IKWELI) – Mais de 2 milhões e 200 mil toneladas métricas é a produção alcançada pela CDN Porto no manuseamento de carga geral no Porto de Nacala, em 2019, em resultado dos investimentos da empresa em recursos humanos e técnicos, para além da aquisição de equipamentos e absoluta dedicação dos colaboradores.

“É um aumento de mais de 100 mil toneladas comparativamente ao ano de 2018, onde foram manuseadas 1.902,245 toneladas métricas, o que representa uma evolução de 16%”, refere um comunicado de imprensa da empresa enviado ao Ikweli.

Mesmo com os trabalhos da reabilitação que decorrem no recinto portuário, prossegue a nota, o que de certa forma limita a realização de algumas actividades operacionais, a CDN Porto conseguiu alcançar o orçamento previsto para o ano de 2019 e superar a produção realizada no ano de 2018.

Falando sobre a evolução da produção, o PCA das empresas do Corredor Nacala, Welington Soares, explica que, a produção de 2 milhões e 200 mil toneladas métricas de 2019, mais do que ser fruto dos investimentos em equipamentos e Recursos Humanos, resultou do empenho de colaboradores próprios e terceiros.

“Estamos orgulhosos de contar com o apoio e profissionalismo dos nossos colaboradores, durante todo esse tempo que estivemos em frente dos destinos das operações do Porto de Nacala. Por isso, enaltecemos o empenho e dedicação deles, o que nos ajudou a conhecermos resultados operacionais extraordinários, em 2019, mesmo com o processo de reabilitação das infra-estruturas. Registamos uma clara e significativa evolução do volume de carga manuseada, bem como os navios recebidos no Porto de Nacala”, anotou Soares, citado no comunicado em referência, que esclarece que “a CDN Porto sempre se pautou por trabalhar com obsessão em relação a segurança e valorização dos seus colaboradores e na contratação de mão-de-obra local, no sentido de contribuir para o desenvolvimento sustentável da região norte, em particular, e do país em geral”.

De salientar que a relação entre as infra-estruturas Porto e Ferrovia vão continuar no âmbito intermodal de transporte e, sendo assim, a empresa reafirma o seu compromisso de continuar a trabalhar com altos padrões de saúde e segurança e desenvolver as comunidades no Corredor de Nacala. (Redacção)

Professor suicida-se em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um professor de 28 anos de idade, que em vida trabalhava no distrito de Memba, decidiu pôr fim a sua própria vida por motivos passionais, alegadamente porque a sua esposa envolvia-se sexualmente com um outro homem na sua casa.

O caso registou-se na noite da última segunda-feira (6), na unidade comunal do Muacowanvela, no bairro de Mutauanha, nos arredores do concelho autárquico de Nampula.

Nossas fontes próximas ao finado contam que a vítima recorreu a um cabo de transporte de corrente eléctrica, depois que, em flagrante, encontrou a sua esposa e o amante mantendo relações sexuais na sua cama.

“Ele disse-me que estava cansado e que tinha tomado a decisão de pôr fim a sua vida”, contou ao Ikweli Ramos Muitha, amigo e colega de trabalho do finado, uma das últimas pessoas com quem falou ao telefone.

Os vizinhos do casal confirmaram a conduta da esposa do finado, a qual quando este se ausenta-se, em serviço, sempre ia para as barracas e de lá regressava acompanhada com um homem, com o qual se envolvia sexualmente na sua casa.

“Ela não consegue ir ao bar, beber e voltar para casa sem homem. Nós sempre aconselhamos a ela para evitar levar homem para casa dela, e ela ignorava-nos. O resultado é esse que estamos a assistir aqui hoje, mas é triste”, disse a senhora Irene Alide, vizinha do casal.

Os familiares do professor que se suicidou tentou linchar a esposa do mesmo, mas graças a intervenção popular tal não sucedeu. (Celestino Manuel)

Vai continuar a chover em Nampula até ao dia 11 de Janeiro corrente

Nampula (IKWELI) – O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que a situação das chuvas que assola a província de Nampula, no norte do país, poderá atenuar a partir do dia 12 do corrente mês de Janeiro, segundo previsão tornada pública na semana passada.

“O INAM, prevê para toda a província de Nampula até 11 de Janeiro, ocorrência de chuvas fracas a moderadas e localmente fortes acompanhadas de trovoadas locais e por vezes ventos a soprar com rajadas. A precipitação acumulada poderá estar entre 150 a 200 milímetros”, disse a imprensa Alberto Colarinho, delegado INAM em Nampula.

A fonte fez saber que este facto deve-se a influência de um sistema de baixas pressões associado a zona de convergência inter tropical.

Face aos estragos motivados pelas chuvas, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) tem vindo a prover assistência a famílias afectadas, e como resultado o director de Reconstrução da instituição, Higíno Rodrigues, trabalhou na semana passada em Nacala-Porto, onde mais de trinta famílias perderam as suas casas.

“A situação de Nacala-Porto é dramática, o que não é de hoje, a erosão dos solos que vai piorando à medida que o tempo passando. Estamos a trabalhar no sentido de encontrar soluções com as autoridades locais, principalmente para o reassentamento das famílias afectadas”, disse a fonte do INGC, acrescentando que “algumas casas desabaram por ravinas e outras pela qualidade de material de construção. Assim, estamos a incentivar e a sensibilizar as pessoas para que construam casas mais resistentes com material de melhor qualidade”.

O delegado do INCG em Nampula, Armando Alberto, disse que desde o início da época chuvosa 2019/2020, pelo menos 1.800 famílias foram afectadas na mais populosa província do país.

“Desde o início da época chuvosa até o momento, (30 de Dezembro passado), cerca de nove mil pessoas, 16 delas feridas, correspondentes a 1,800 famílias foram afectadas, sete casas de culto e 31 celeiros, desabaram, isto em nove dos 23 distritos de Nampula a quem o INGC já providenciou assistência”, fez saber o delgado do INGC. (Redacção)

Falha a última encomenda da agressão à liberdade de imprensa em 2019: Editor Executivo do Canal de Moçambique escapa de rapto, mas contrai ferimentos

Nampula (IKWELI) – O jornalista moçambicano Matias Guente, editor executivo do diário electrónico Canalmoz e do semanário Canal de Moçambique, escapou da tentativa de um rapto na tarde do dia 31 de Dezembro de 2019, na cidade de Maputo, capital do país.

Um comunicado do MISA Moçambique refere que o escriba sofreu golpes protagonizados pelos três malfeitores, com recurso a tacos de base ball e golf, que seguiam-no até ao bairro do Alto-Mãe.

Estranhamente é que o acto teve palco atrás do Estado Maior General, local que pela natureza da instituição devia ser um dos lugares mais seguros do país.

Guente foi socorrido numa oficina, algures próximo ao local do incidente, depois que as denúncias da população com pedidos de socorro afugentar os três “brutos”.

As publicações Canalmoz e Canal de Moçambique têm se destacado na arena informativa nacional pela verticalidade com que trata assuntos que mexem com a elite política e governamental.

Foi Matias Guente que dirigiu a única entrevista que Filipe Nyusi, Presidente da República, deu a um órgão de comunicação privado no país.

Segundo informações obtidas pelo MISA-Moçambique, Matias Guente encontrava-se nos seus afazeres, na zona do Alto-Maé, quando indivíduos não identificados tentaram obriga-lo à força a entrar para a viatura em que se faziam transportar, mas que também não foi positivamente identificada.

“Na luta que se seguiu, Matias Guente sofreu algumas escoriações, tendo sido levado para uma clínica privada, onde viria a receber tratamentos”, lê-se ainda na nota do MISA – Moçambique, que prossegue avançando que “não se sabe ainda a extensão dos danos sofridos pelo jornalista, e o MISA-Moçambique continuará a seguir o caso”.

O atentado contra Matias Guente surge na sequência de outros actos de agressão ou de assassinato contra jornalistas ou dirigentes da sociedade civil, o que representa uma afronta à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, e em última instância à própria Constituição da República de Moçambique.

“O MISA-Moçambique apela mais uma vez às autoridades policiais, à Procuradoria-Geral da República e aos demais órgãos de administração da justiça para que investiguem este caso e que tomem as medidas apropriadas contra os agressores. Ao governo, o MISA-Moçambique apela para que sejam tomadas medidas concretas visando pôr fim à impunidade de que têm gozado indivíduos envolvidos em crimes que atentam contra as liberdades fundamentais dos cidadãos”, conclui o comunicado. (Redacção)