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No último fim-de-semana: Sarampo matou 5 crianças no HCN

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária da região norte do país, confirmou o registo de cinco óbitos de menores, provocados por complicações associadas ao sarampo, durante o fim-de-semana, período que foram diagnosticados 11 novos casos da doença.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28), durante uma conferência de imprensa convocada pela direcção do HCN. O porta-voz da instituição, António Carlos, explicou que os casos foram registados no Serviço de Urgência de Pediatria, alertando para a necessidade de reforçar as medidas de prevenção e controlo da doença.

Perante o cenário, o responsável apelou às autoridades do Sistema Nacional de Saúde para intensificarem as campanhas de vacinação contra o sarampo, defendendo a adopção de novas estratégias e mecanismos que permitam aumentar a cobertura vacinal, sobretudo entre as crianças, grupo mais afectado pela doença.

António Carlos apelou igualmente aos pais e encarregados de educação para redobrarem os cuidados na vigilância das crianças, especialmente nas proximidades de poços tradicionais, riachos e outros locais de risco, de modo a prevenir casos de afogamento.

Além dos casos de sarampo, o porta-voz do Hospital Central de Nampula acrescentou que durante o fim-de-semana deu entrada um corpo sem vida de uma criança de cinco anos, vítima de afogamento. O banco de socorro da unidade sanitária registou ainda três óbitos em consequência de um acidente de viação envolvendo uma motorizada e uma viatura.

Segundo a mesma fonte, uma criança que seguia na motorizada sobreviveu ao acidente e permanece internada na Pediatria, onde recebe cuidados médicos. (Virgínia Emília)

Conflitos laborais levam 8ª Comissão da Assembleia da República à Nampula

Nampula (IKWELI) – A 8ª Comissão da Assembleia da República de Moçambique, responsável por tratar questões ligadas a petições, queixas e reclamações, encontra-se, desde esta terça-feira, (28), na província de Nampula com o intuito de averiguar algumas queixas relacionadas a conflitos de trabalho com vista a fazer o possível para a devida resolução.

Helena Música, deputada da Assembleia da República e relatora da Comissão em alusão, afirmou que a cada dia que passa têm recebido várias petições no país e a província de Nampula sendo a que apresenta maior número de reclamações de vários concidadãos.

“Na Província de Nampula, os cassos com mais destaque estão relacionados com os conflitos laborais entre trabalhadores de algumas empresas. Também com alguns funcionários do Estado que não estão satisfeitos que recorrem para terem alguma solução. Nós recebemos queixas da província de Nampula, dois (2) grandes grupos de antigos trabalhadores de uma antiga empresa estatal que entendem que o processo de indemnização não foi bem feito e recorreram a sede da Assembleia da República para terem alguma resposta.” disse.

A deputada referiu, igualmente, que a 8ª Comissão recebeu um grupo da antiga empresa de pecuária do distrito de Ribáuè que reclama também o processo de indeminização. “Nós ouvimos esses dois grupos e o passo a seguir é de colher informações por parte das entidades de Nampula, como por exemplo, o governador assim como o secretário do Estado,” referiu Música.

“A comissão quando vai ao terreno, é para colher mais elementos com vista a encaminhar na Assembleia da República. Para além desse trabalho local, iremos ao nível do governo central, notificar os ministros, de acordo com cada matéria, que é para puderem vir na casa do povo e prestarem a devida informação em relação aos casos que chegaram,” garantiu a fonte. 

Por seu turno, o governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, mostrou abertura de resolver os conflitos, caso estejam a nível da competência do governo provincial, pressionando junto com a Assembleia da República. “Em relação a essas empresas, temos acompanhado, recebemos alguns casos e num momento próprio iremos partilhar aquilo que são as possíveis soluções imediatas ou que esteja em curso,” disse.

“A minha missão é trabalhar com o povo e temos trabalhado de uma forma aberta e sincera envolvendo todos extratos sociais, trabalhando com inclusão, independentemente da filiação partidária, religiosa,” sublinhou Abdula.

A 8ª Comissão da Assembleia da República vai trabalhar em diferentes pontos de Nampula até 4 de agosto próximo. (Francisco Mário)

Nazira Abdula leva esperança e carinho às crianças internadas em Angoche

Angoche (IKWELI) – A visita da esposa do governador de Nampula, Dra. Nazira Abdula, ao Hospital Rural de Angoche, esta terça-feira, (28) foi marcada por momentos de emoção e solidariedade, destacando-se a oferta de produtos alimentares diversos.

No local, Nazira Abdula percorreu o Banco de Socorro, onde conversou com crianças internadas, familiares e outros doentes. Com um sorriso acolhedor e gestos de carinho, procurou transmitir esperança a quem enfrenta momentos difíceis, tornando a visita num momento de proximidade humana.

Na mesma ocasião, sensibilizou mulheres e mães para a importância do planeamento familiar, destacando que o investimento na educação, na saúde e no bem-estar das crianças constitui um dos caminhos para garantir famílias mais saudáveis e um futuro melhor para as novas gerações.

A direcção do Hospital Rural de Angoche agradeceu o gesto solidário da Dra. Nazira Abdula, sublinhando que iniciativas desta natureza fortalecem a esperança dos pacientes e complementam os esforços da unidade sanitária na assistência aos doentes.

A instituição manifestou ainda votos de saúde e sucessos à família Abdula, incentivando a continuidade de acções que aproximam os dirigentes das comunidades e promovem a solidariedade. (Malito João)

Presidente da AP de Nampula reconhece défice orçamental para fiscalização de actividades

Nampula (IKWELI) – O presidente da Assembleia Provincial (AP) de Nampula, Amisse Mahando, reconhece deficiências na fiscalização de actividades que decorrem nos diferentes pontos da província devido a falta de disponibilização de fundos por parte do Governo Central.

A informação foi cedida a imprensa, na manhã desta quarta-feira (29), no âmbito da formação dos membros da AP de Nampula sobre Negócios e Direitos Humanos.

Mahando explicou que devido ao défice orçamental, a Assembleia Provincial viu-se obrigada a reduzir as sessões das 4 consagradas por lei para 3.  “As nossas fiscalizações normalmente antecedem as sessões, por lei, temos que fazer 4 sessões ordinárias ao ano, o que tem sido um desafio, porque não é fácil cumprir com isso, só pra dar um exemplo, no ano passado só conseguimos realizar 3 sessões, o orçamento para as fiscalizações não tem sido inferior a 2 milhões de meticais, os membros residem nos distritos, devem deslocar-se a sede provincial e depois institucionalmente se deslocam aos distritos, temos que garantir a sua estadia, alimentação, todas as ajudas de custo,” disse aquele responsável

Segundo o número um da AP em Nampula, o valor de 2 milhões pode aumentar se equacionado as sessões ordinárias. “O valor pode ultrapassar 2 milhões de meticais junto as sessões, por isso não é possível realizar 4.”

O presidente da AP de Nampula ainda declarou que as condições financeiras têm condicionado o tempo no terreno. “Nós gostávamos de ficar no terreno uma semana a 10 dias para aprofundarmos mais.”

Mas apesar dos impasses registrados, disse avaliar a situação na positiva, uma vez que o órgão consegue fiscalizar as acções do CEP [Conselho Executivo Provincial]. “Apesar de não conseguirmos realizar as 4 sessões, avaliamos isso na positiva, porque temos conseguido fiscalizar as acções do Conselho Executivo Provincial executadas no terreno, e conseguimos alcançar o nosso objetivo.”

A Assembleia Provincial de Nampula conta com 101 membros, representando as bancadas da FRELIMO, RENAMO, PODEMOS e MDM e tem por missão fiscalizar a actividade executiva do Governo Provincial, Direções Provinciais, Serviços Descentralizados, entre outros órgãos a nível da província.  (Felismina Maposse, Foto: Hermínio Raja)

Duzentos e Sessenta jovens vão receber formação internacional para a indústria do gás

Nampula (IKWELI) – Um total de 260 jovens moçambicanos será formado em competências técnicas especializadas para responder às exigências da indústria do Gás Natural Liquefeito (GNL), no âmbito de uma parceria avaliada em mais de 191,5 milhões de meticais entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC), a TotalEnergies EP Mozambique e o Instituto Industrial e Comercial da Matola (IICM).

Para o efeito, um acordo assinado esta terça-feira (28) e prevê a implementação de um programa de formação de nível internacional, totalmente financiado pela TotalEnergies, com o objectivo de aumentar a qualificação da juventude e criar oportunidades de inserção no mercado de trabalho ligado aos grandes projectos energéticos.

Além da formação dos 260 jovens, a iniciativa inclui a capacitação e certificação internacional de 10 formadores do Instituto Industrial e Comercial da Matola, permitindo reforçar a qualidade do ensino técnico e garantir a sustentabilidade do programa.

A parceria contempla igualmente a reabilitação e modernização das oficinas, laboratórios, salas de aula e outros espaços de aprendizagem, transformando o IICM num centro de referência para a preparação de profissionais destinados aos sectores da energia e da indústria.

Na ocasião, Leo Elias Jamal, Secretário de Estado do Ensino Técnico Profissional, afirmou que o investimento representa um passo estratégico para fortalecer o ensino técnico em Moçambique, assegurando mão-de-obra qualificada capaz de responder às necessidades da indústria do GNL e de outros sectores produtivos.

Com esta iniciativa, o Governo e a TotalEnergies pretendem aproximar a formação profissional das exigências do mercado, contribuindo para a criação de emprego e para o desenvolvimento sustentável do país através da valorização do capital humano. (Malito João)

IMD exige aprovação urgente do Plano Nacional de Acção sobre Negócios e Direitos Humanos

Nampula (IKWELI) – A coordenadora de Programas no Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Lorena Mazive, defendeu, esta terça-feira (28), na cidade de Nampula, a aprovação urgente do Plano Nacional de Acção sobre Negócios e Direitos Humanos (PNANDH), considerando que o instrumento será determinante para reforçar a protecção das comunidades e responsabilizar o Estado e as empresas na prevenção de violações de direitos humanos.

A posição foi manifestada durante uma mesa-redonda promovida pelo IMD, em parceria com a Solidariedade Moçambique (SoldMoz) e o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

Na ocasião, Mazive explicou que o encontro pretendia recolher contribuições das organizações da sociedade civil e das comunidades locais para fortalecer a agenda nacional sobre negócios e direitos humanos. “É fundamental escutar as vozes dos que estão no terreno e vivem os problemas, sejam mulheres, jovens ou pessoas com deficiência e outros grupos sociais,” afirmou.

A responsável alertou que muitas organizações da sociedade civil enfrentam dificuldades de acesso à informação e à justiça, o que limita a sua capacidade de participar na formulação de políticas públicas e na monitoria independente dos direitos humanos.

Defendeu, por isso, uma maior inclusão dos grupos vulneráveis no processo de implementação das políticas públicas.

Mazive considerou que Moçambique deve avançar das intenções para acções concretas. “Chegou o momento de Moçambique dar mais um passo de qualidade, saindo de declarações de manifestação de interesse para uma acção prática e vinculativa, exortar formalmente ao Governo à célere e urgente aprovação formal do Plano Nacional de Acção sobre Negócios e Direitos Humanos,” declarou.

Segundo a coordenadora, o plano permitirá operacionalizar os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, garantindo regras claras para o Estado e para o sector privado, além de mecanismos acessíveis de reparação para as comunidades afectadas por eventuais violações. “A aprovação do PNANDH não é um mero formalismo burocrático. É uma exigência estratégica de Estado,” sublinhou. (Malito João)

8 Anos depois: Dois Centros de saúde de Muidumbe voltam a funcionar

Pemba (IKWELI) – Dois centros de saúde foram reconstruídos no distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, graças a um investimento de cerca de 200 milhões de meticais do Governo e seus parceiros, no âmbito do programa de reconstrução de infraestruturas destruídas por ataques terroristas.

As unidades sanitárias de Muatide e Ntchinga voltaram a funcionar oito anos depois de terem sido destruídas durante incursões terroristas, situação que deixou mais de 60 mil pessoas sem acesso a serviços de saúde e medicamentos.

Para os moradores locais, a reabertura dos centros de saúde representa um alívio e um importante passo para a recuperação da vida nas comunidades afectadas pelo conflito.

“Ainda se registam alguns movimentos de terroristas nesta região, mas a coragem dos nossos dirigentes em reconstruir estes hospitais dá-nos esperança e confiança para permanecer aqui”, afirmou um dos líderes comunitários durante a cerimónia de inauguração de uma das unidades sanitárias.

O líder acrescentou que a ausência dos centros de saúde agravava o sofrimento da população. “Não era fácil para as nossas famílias. Quando alguém adoecia, era obrigado a percorrer longas distâncias até ao distrito de Mueda. Em muitos casos, os doentes graves corriam o risco de morrer pelo caminho. Por isso, estamos muito agradecidos pela devolução destes serviços de saúde à nossa comunidade,” disse.

O governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, presidiu a cerimónia de entrega das duas infraestruturas reabilitadas no âmbito do Projeto de Recuperação da Crise do Norte. “Esta unidade sanitária vai beneficiar diretamente cerca de 64 mil habitantes, abrangendo aldeias, localidades e postos administrativos da área de cobertura do distrito de Muidumbe”, afirmou o governador.

Segundo Valige Tauabo, o Centro de Saúde de Muatide é a maior unidade sanitária do distrito de Muidumbe, dispondo de diversos serviços de saúde essenciais e de equipamentos modernos para garantir um atendimento de maior qualidade à população. (Hermínio Raja)

Para enfrentar desafios de desenvolvimento em Moçambique: UniRovuma aposta em novos doutoramentos

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) poderá passar a oferecer, ainda este ano, programas de Doutoramento em Agro-ecologia, Gestão de Sistemas Alimentares e Nutricionais, e Planeamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, numa iniciativa que visa reforçar a investigação científica e formar especialistas capazes de responder aos principais desafios de desenvolvimento do país.

A criação dos novos cursos depende da avaliação em curso, realizada por uma equipa de especialistas do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade (CNAQ), que desde segunda-feira inspecciona as condições de funcionamento da instituição em Nampula, incluindo salas de aula, bibliotecas, laboratórios, balneários e campos de experimentação.

O processo de avaliação teve início na Reitoria da UniRovuma, onde os avaliadores foram recebidos pelo reitor da UniRovuma, Mário Jorge Brito dos Santos, que apresentou a visão da instituição para o fortalecimento da formação pós-graduada e da investigação científica.

Na ocasião, o reitor destacou que a universidade continuará a investir na qualificação dos seus recursos humanos e na expansão da oferta académica. “A UniRovuma vai continuar a desenvolver cursos que contribuam para a resolução dos problemas das comunidades e para o desenvolvimento nacional”, afirmou Brito dos Santos.

O dirigente explicou que a introdução deste novo pacote de doutoramentos faz parte da estratégia institucional de criar mais oportunidades de formação avançada para docentes e investigadores, contribuindo para uma resposta mais eficaz aos desafios sociais, económicos e ambientais que afectam Moçambique.

Brito dos Santos acrescentou que, caso os cursos sejam aprovados pelo CNAQ, serão assegurados por docentes nacionais e estrangeiros com grau de Doutoramento e reconhecida experiência nas respectivas áreas de especialização, garantindo elevados padrões de qualidade no ensino e na investigação. (Malito João)

Mutomote-2 desafia sector da Educação com milhares de alunos ao relento

Nampula (IKWELI) – A Escola Primária de Mutomote 2, no distrito de Nampula, continua a enfrentar sérios desafios de infra-estruturas para responder à elevada procura por ensino, numa altura em que acolhe cerca de oito mil alunos, muitos deles em condições adversas de falta de infraestruturas próprias e condignas.

A realidade foi constatada esta terça-feira (28), durante uma visita de trabalho do Director Provincial da Educação em Nampula, William Simão Tunzine, numa deslocação teve com objectivo acompanhar o processo de ensino-aprendizagem e avaliar as condições em que decorrem as actividades lectivas.

Antes de visitar as salas de aula, Tunzine participou na concentração escolar e na entoação do Hino Nacional, momento em que apelou aos alunos para cultivarem a disciplina, a pontualidade e o empenho nos estudos.

Dirigindo-se aos professores e à direcção da escola, o responsável destacou a importância da assiduidade e da pontualidade do corpo docente, defendendo igualmente a realização regular de reuniões de turma e um contacto permanente entre a escola e os encarregados de educação, como forma de melhorar o acompanhamento pedagógico dos estudantes.

Na mesma ocasião, William Simão Tunzine alertou aos alunos para os riscos associados ao consumo de drogas e de outras práticas que possam comprometer o seu desenvolvimento académico e social, incentivando-os a fazerem escolhas responsáveis para garantir um futuro promissor.

Durante a visita, o director provincial assistiu a uma aula de Matemática da 3.ª classe, turma E, leccionada pela professora estagiária Atanásia Cândido, sob orientação do professor Luciano Armando Tarieque, procurando aferir a dinâmica do ensino nas salas de aula.

Por sua vez, o director da Escola Primária de Mutomote 2, Adelino Rafael, explicou que o estabelecimento funciona com 100 turmas distribuídas por três turnos e conta com 111 professores. Contudo, a instituição dispõe de apenas 26 salas de aula, situação que obriga 29 turmas a estudarem ao ar livre.

Além do défice de salas, a escola enfrenta escassez de carteiras e insuficiência de livros escolares. Segundo a direcção, são necessárias pelo menos mais 20 salas de aula para eliminar o ensino ao relento e criar melhores condições para o processo de ensino-aprendizagem. (Malito João)

Refugiados passam fome há mais de 2 anos em Maratane

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 7.000 (sete mil) famílias refugiadas dizem estar a passar tempos difíceis no centro de Acolhimento de Refugiados de Maratane, localizado no distrito de Nampula, onde falta alimentação, assistência médica e acesso a água potável.

O director da Associação dos Refugiados em Moçambique (ARM), Ismael Abrão, entrevistado pelo Ikweli, explicou que a maioria dos refugiados acolhidos naquele centro estão em situação de vulnerabilidade e sobrevivem com base na solidariedade de pessoas de boa-fé.

“Estamos em Maratane há dois anos que não recebemos nenhuma comida,” disse a fonte, prosseguindo que a situação não é recente, mas tem se agravado após cortes financeiros de certos países parceiros e agências que apoiam pessoas refugiadas em quase todo o mundo.

Segundo esta fonte, em consequência dessa situação, 151 crianças abandonaram a escola.

“A maioria daquelas pessoas [refugiados] têm doenças crônicas, e outros são idosos, crianças, mulheres viúvas e grávidas, nesta situação de fome, acabam sendo difíceis assegurar aquelas famílias,” Abrão. (Virgínia Emília)