Mutomote-2 desafia sector da Educação com milhares de alunos ao relento

Nampula (IKWELI) – A Escola Primária de Mutomote 2, no distrito de Nampula, continua a enfrentar sérios desafios de infra-estruturas para responder à elevada procura por ensino, numa altura em que acolhe cerca de oito mil alunos, muitos deles em condições adversas de falta de infraestruturas próprias e condignas.

A realidade foi constatada esta terça-feira (28), durante uma visita de trabalho do Director Provincial da Educação em Nampula, William Simão Tunzine, numa deslocação teve com objectivo acompanhar o processo de ensino-aprendizagem e avaliar as condições em que decorrem as actividades lectivas.

Antes de visitar as salas de aula, Tunzine participou na concentração escolar e na entoação do Hino Nacional, momento em que apelou aos alunos para cultivarem a disciplina, a pontualidade e o empenho nos estudos.

Dirigindo-se aos professores e à direcção da escola, o responsável destacou a importância da assiduidade e da pontualidade do corpo docente, defendendo igualmente a realização regular de reuniões de turma e um contacto permanente entre a escola e os encarregados de educação, como forma de melhorar o acompanhamento pedagógico dos estudantes.

Na mesma ocasião, William Simão Tunzine alertou aos alunos para os riscos associados ao consumo de drogas e de outras práticas que possam comprometer o seu desenvolvimento académico e social, incentivando-os a fazerem escolhas responsáveis para garantir um futuro promissor.

Durante a visita, o director provincial assistiu a uma aula de Matemática da 3.ª classe, turma E, leccionada pela professora estagiária Atanásia Cândido, sob orientação do professor Luciano Armando Tarieque, procurando aferir a dinâmica do ensino nas salas de aula.

Por sua vez, o director da Escola Primária de Mutomote 2, Adelino Rafael, explicou que o estabelecimento funciona com 100 turmas distribuídas por três turnos e conta com 111 professores. Contudo, a instituição dispõe de apenas 26 salas de aula, situação que obriga 29 turmas a estudarem ao ar livre.

Além do défice de salas, a escola enfrenta escassez de carteiras e insuficiência de livros escolares. Segundo a direcção, são necessárias pelo menos mais 20 salas de aula para eliminar o ensino ao relento e criar melhores condições para o processo de ensino-aprendizagem. (Malito João)

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