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Município de Nampula: órfão de Amurane e cada vez mais degradado

Nampula (IKWELI) – Durante os primeiros cerca de quatro anos do quarto mandato na história das autarcizações, a cidade de Nampula, conhecida como sendo a capital do Norte de Moçambique, tinha mudado positivamente, com ruas transitáveis e um ambiente de higiene e saneamento do meio cada vez mais agradável.

Os visitantes já nutriam respeito pela mais importante autarquia do norte do país, tudo porque a direcção executiva da mesma, chefiada pelo malogrado Mahamudo Amurane, dedicou-se a um trabalho cujos resultados faziam inveja a qualquer um mau gestor público.

Os recursos adquiridos localmente em resultado das receitas próprias eram, devidamente, aplicados para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes. Outras formas de rendimentos externos da autarquia, ainda que não fossem decisivos de espera para execuções de programas, também, ajudavam na administração do município.

Quis a maldade reinar sobre o bem e o presidente Mahamudo Amurane fosse assassinado no princípio da noite do dia 4 de Outubro de 2018 e com ele, muitos projectos, também, foram a sepultura. A equipa do presidente Amurane foi seviciada e muitas vezes perseguida durante a vacatura, período que o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) assaltou a edilidade, começando mesmo por povoar as ruas com vendedores ambulantes que já tinham se dado por convencido que “ruas não são lugar para a prática de actividades comerciais”.

Foi durante a vacatura que os centros das avenidas de duas faixas conheceram um crescente número de infra-estruturas para o comércio de comida confeccionada no modelo “fast food”.

Em Dezembro de 2017 começou uma nova corrida para a gestão da autarquia com a marcação da eleição intercalar do presidente do conselho municipal de Nampula.

Numa primeira ronda, realizada em Janeiro de 2018, mais de cinco candidatos disputaram a eleição mas, nenhum deles chegou a obter 50% mais um voto, segundo preconiza a lei eleitoral de então, para ser declarado novo autarca de Nampula.

Duas caras suportadas pelos partidos Renamo e Frelimo, nomeadamente Paulo Vahanle e Amisse Cololo António foram a uma segunda volta realizada em Março do ano de 2018.

Paulo Vahanle, então deputado da Assembleia da República e membro da Comissão Permanente, cidadão residente no município de Nampula e sem popularidade alguma até a data, foi eleito o quarto autarca do mais importante centro urbano do norte de Moçambique, para dar cobro ao mandato interrompido de Mahamudo Amurane.

Vindo da Renamo e pela experiência que a urbe viveu com um gestor vindo de um outro partido da oposição, a esperança era mesmo de dias melhores para a cidade de Nampula. Facto que não aconteceu, pelo menos, até aos dias de hoje.

Meses após tomar posse como autarca, Vahanle foi um cidadão que durante as suas intervenções públicas apenas, notabilizou-se com “queixinhas”, dentre dívidas avultadas e inércia dos trabalhadores do município, incluindo a falta de meios.

O autarca encontrou quase toda a equipa que brilhou com o seu antecessor mas, tratou de descartar a todos e montou a sua própria máquina. Até a realização das quintas eleições autárquicas ainda reinava alguma experiência no seio dos munícipes de Nampula sobre um possível retorno de uma excelente qualidade de vida na autarquia.

Compreendia-se na altura que “Vahanle ainda estava a estudar a casa e não teve tempo suficiente para implementar as suas promessas eleitorais”, enquanto isso o lixo foi assaltando as ruas, incluindo os buracos tomando de conta as estradas da urbe.

Em quase um ano da gestão de Paulo Vahanle, para além de promessas, pouco se pode gabar o autarca de bem-fazer para os seus eleitores.

Também, os munícipes já o acusam de “ser incompetente e longe de poder alcançar os êxitos de Mahamudo Amurane”, bastando, por exemplo, ver as obras do mercado grossista do Waresta que pararam faz tempo.

“É preciso que o presidente Vahanle seja ousado. Ele precisa descentralizar algumas decisões, como é o caso da aprovação de licenças e outros documentos, deixando para se as coisas mais sensíveis”, conta-nos um funcionário afecto a Direcção de Construção e Urbanização (DCU), numa perspectiva de que “nada está a acontecer para a dinâmica e o nível de exigências actual dos munícipes de Nampula”.

“Faz favor, quanto tempo leva um documento para ser despachado pelo director”, pergunta um munícipe ao funcionário da DCU que se encontrava no guiché da instituição. Para este utente a resposta de um pedido de legalização da sua parcela de terra nunca veio e foi-lhe recomendado a marcar uma audiência que, habitualmente, acontece em todas as quintas-feiras.

Quem, também, reclama sobre a gestão do actual autarca de Nampula são os jornalistas que entendem que o mesmo é inacessível e de pouca relação com a mídia.

A memoria de alguma tentativa de aproximação de Paulo Vahanle com a imprensa de Nampula remota dos finais do ano passado de 2018 mas, o mesmo viria a gazetar o encontro, alegadamente, por “razões de segurança”, segundo teria alegado, na altura, a assessoria de imprensa do autarca.

Maioritariamente, Paulo Vahanle tem se dedicado a umas saídas para in-loco observar pequenos conflitos de terra nos bairros da urbe, sobretudo os das zonas de expansão, bem como uma “saidinhas” para os mercados locais. Estes eventos têm sido reportados na página do Facebook do município, cujos gestores são campeões em erros ortográficos. (Aunício da Silva)

Mãe queima filha por marido não prover capulana para o dia 7 de Abril

Nampula (IKWELI) – Assinala-se no próximo domingo, 7 de Abril, o dia da mulher moçambicana, data instituída em homenagem a Josina Machel, uma das esposas do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, pela sua bravura e entrega as causas nacionalistas e a mobilização de outras mulheres para tomarem parte do processo da luta de libertação nacional.

No país, após a independência, as mulheres tem dedicado a data para homenagear a heroína através de diversas manifestações culturais e não só.

Igualmente, com vestimentas coloridas, as mulheres juntam-se em diversos grupos e lugares para celebrar a data que é um feriado nacional.

Como é de praxe, as histórias sobre os acontecimentos que tem palco no dia 7 de Abril são, habitualmente, contadas a partir do princípio da noite do mesmo mas, quis, no corrente ano de 2019 que o quadro mudasse de figura e os relatos pré-festivos indicam que a situação não é para menos.

No bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade de Nampula, chegam-nos notícias tristes, tudo porque um marido não tem condições para comprar uma capulana para a sua esposa passar bem vestida o dia 7 de Abril.

Uma menor de apenas 7 anos de idade foi vítima de uma retaliação da sua mãe contra o seu pai. Na tentativa de queimar o seu marido com água, uma senhora de 33 anos de idade vitimou a sua filha com o mesmo liquido em estado de ebulição.

Segundo apurou o Ikweli naquele ponto, o pai da vítima preteriu a capulana com a aquisição de comida para a família, atitude que não agradou a cônjuge.

João Bernardo, marido que devia ter sido queimado, conta que quando chegou a casa com o rancho da família e sem capulana notou uma mudança no comportamento da esposa que, de forma premeditada, tratou de aquecer água para atirar nele mas, porque no momento a filha menor do casal estava ao lado do pai a água quente foi sobre ela, certamente porque a mãe não notou com clareza de que lado da cama estava a criança.

A fonte conta que, imediatamente, com a ajuda de um vizinho encaminharam a esposa para uma subunidade policial e a menor para um centro de saúde com vista a ter assistência médica.

Bernardo acredita que o comportamento da parceira pode estar ligado com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, uma prática que passou sendo regra da mulher que queimou a sua própria filha nos últimos tempos.

As vizinhanças do casal contaram ao Ikweli que o casal vivia, ultimamente, brigando, motivados pelo comportamento da mulher que pouco se dedicava a família, senão ao consumo de álcool.

“Ela até devia agradecer pelo facto de o marido comprar comida para casa, porque os outros homens quando recebem os seus ordenados preferem comprar bebidas alcoólicas deixando para atrás as necessidades de casa”, refere Ilda Américo, vizinha do casal.

O chefe da unidade comunal 7 de Setembro (circunscrição onde reside o casal), Daniel Francisco, lamenta o sucedido e apela as mulheres para que não destruam as suas famílias por causa de um dia festivo. Alias, recorda o líder local que este comportamento não enaltece as lutas das mulheres moçambicanas.

Por via do Ikweli e da Rede de Comunicadores Amigos da Criança (RECAC), o Gabinete de Atendimento a Família e Menor Vítimas de Violência (GAFMVV), uma unidade da Polícia da República de Moçambique (PRM), tomou conhecimento do caso e prometeu dar seguimento ao mesmo. (Celestino Manuel)

Acesso ao aeroporto de Nampula: Utentes discordam com cobranças na portagem “fictícia”

Nampula (IKWELI) – Utentes do aeroporto internacional de Nampula, no norte do país, sentem-se injustiçados e burlados pela taxa cobrada pela utilização do recinto da infra-estrutura pela empresa Aeroportos de Moçambique.

Para ter acesso ao parque desguarnecido do aeroporto, o cidadão fica obrigado a pagar uma taxa de vinte meticais (20,00Mt), por cada vez que ali se fizer presente.

Os utentes contam que o mais caricato é que a taxa não é única diária, mas sim, por apenas uma única entrada, sendo que se a pessoa fizer mais de uma ida para o aeroporto deverá efectuar pagamentos equivalentes as suas entradas.

“Está a ser cobrada uma taxa de 20,00 meticais por cada saída de uma viatura ao munícipe no aeroporto sem motivo aparente e sem período mínimo de estadia dentro do aeroporto”, conta-nos Henriques Anastácio, um dos utentes entrevistados pelo Ikweli.

Vários munícipes entrevistados pelo nosso jornal defendem que a cobrança devia ser banida, ou então melhorados os critérios fixados para a sua aplicação, como, por exemplo, a introdução de máquinas para pagamentos directos e um tempo mínimo para o inicio da cobrança da taxa.

Com a crise económica e financeira que o país vive, as queixas aumentam ainda mais e, os utentes defendem que a situação piora a situação financeira das famílias pois, há casos em que “as pessoas que trabalham com entrega e recebimento de encomendas chegam a pagar 60,00Mt a 100,00Mt por dia”.

Os empregados da cancela não aceitam falar a imprensa, apenas confirmam que tem orientações para não deixar passar nenhuma viatura sem o pagamento da taxa dos 20.00Mt.

Para contrapor as queixas dos utentes, o Ikweli tentou sem sucessos ouvir a direcção dos Aeroportos de Moçambique em Nampula para compreender os contornos do negócio. A secretária do delegado alegou que o seu chefe estava ausente em viagem de serviços e que ao seu regresso contactaria a nossa redacção. (Teresa Paposseco)

PRM neutraliza assaltante de armazéns de comida em Nampula

Nampula (IKWELI) – Finalmente, a Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula, neutralizou na semana passada o meliante Rasta que se dedicava a assaltos em armazéns de comida nos bairros da urbe.

Rasta, como é carinhosamente tratado no mundo do crime, foi detido em flagrante delito e na posse de diversos produtos alimentares, com destaque para o arroz, farinha de milho e açúcar. O indiciado portava, na ocasião, diverso material contundente que se acredita que seja o mesmo que utilizava no arrombamento dos estabelecimentos.

Ainda nas malhas da PRM e com elementos bastante que indicam o seu envolvimento nos actos de que é acusado, o individuo nega o seu envolvimento em actos criminais e justifica-se que os mantimentos que serviram para ditar a sua detenção em flagrante delito tinham lhe sido oferecidos pelo seu tio e no momento da sua recolha saia da residência do mesmo.

Rasta disse que no seu regresso a casa terá visto jovens a retirar, sem autorização, produtos alimentares de uma mercearia. Foram membros do policiamento comunitário que o detiveram e mais encaminharam-no a PRM.

Segundo apuramos, a caça ao homem já vinham acontecendo há tempo mas, não tinha ainda sido encontrado pelas autoridades competentes.

Zacarias Nacute, a cara que comanda a exibição de supostos meliantes a imprensa e, também, porta-voz da corporação em Nampula afirma que o mesmo indivíduo “é um perigoso no mundo do crime”.

O mesmo indivíduo tem cadastro e foi instituído a liberdade em Dezembro último por um indulto presidencial de Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique. (Celestino Manuel)

EUA tem novo embaixador para Moçambique

Maputo (IKWELI) – O Embaixador dos E.U.A. Dennis Walter Hearne apresentou na última quarta-feira (3) as suas cartas credenciais ao Presidente Filipe Jacinto Nyusi na Presidência da República.

Durante a cerimónia, o Embaixador Hearne expressou as suas condolências ao Presidente Nyusi e aos cidadãos de Moçambique à medida que recuperam das inundações catastróficas e efeitos climáticos do Ciclone Idai.   Ele reiterou o compromisso do Governo dos Estados Unidos em colaborar nos esforços contínuos de assistência humanitária em resposta ao Ciclone Idai, e de continuar a fortalecer as relações entre os Estados Unidos e Moçambique num amplo leque de questões nas quais as duas nações cooperam.

O Embaixador Hearne é um membro de carreira dos Serviços Superiores Diplomáticos, com a classe de Ministro Conselheiro.   Foi nomeado pelo Presidente Donald J. Trump a 7 de Janeiro de 2019 como Embaixador para a República de Moçambique.   Mais recentemente, exerceu o cargo de Alto Representante Adjunto Principal, no Gabinete do Alto Representante, em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina.  Outros cargos de liderança sénior que ocupou incluem a de Chefe-Adjunto da Missão na Embaixada dos Estados Unidos em Cabul, Afeganistão, conselheiro sénior para o Sub-Secretário para os Assuntos Políticos e Cônsul Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Brasil.  O Embaixador Hearne fala Português e Croata.  É natural da Carolina do Norte e residente na Virgínia.   Possui uma Licenciatura em Artes pela Wake Forest University e um Mestrado em Ciências pelo National War College. (Redacção)

Inicio do recenseamento eleitoral 15 dias após o Idai: Renamo acusa o governo de tentar fragiliza-lo

Nampula (IKWELI) – O partido Renamo acusa o governo moçambicano de tentar fragiliza-lo com a afixação do 15 de Abril como data do inicio do recenseamento eleitoral depois da situação do ciclone Idai que assolou o centro de Moçambique, umas potenciais regiões que a perdiz tem aceitação no contexto eleitoral.

Inicialmente, o inicio do recenseamento eleitoral tinha sido marcado para o dia 1 de Abril corrente mas, viria a ser adiado para 15 dias depois para garantir que os eleitores vítimas do Idai possam participar com alguma tranquilidade mas, o maior partido da oposição defende que o período dado é bastante curto e que, no mínimo, o mesmo devia ter lugar entre 45 e 60 dias depois do evento natural.

Augusto Magaure Fernando, chefe do departamento nacional de Organização e Estatísticas da Renamo, disse em conferência de imprensa, na cidade de Nampula, que o governo desonrou os acordos alcançados com os partidos políticos e sociedade civil sobre o processo com vista as eleições de 15 de Outubro próximo.

“O governo ao marcar para 15 de Abril para o inicio do processo de recenseamento eleitoral tem em vista a redução de mandatos das quatro províncias. Aliás, viola grosseiramente a nossa constituição ao querer privar cidadãos, deliberadamente, do direito de eleger e de ser eleito”, disse Fernando, para depois avançar que “queremos reafirmar, aqui e agora, que o partido Renamo não concorda com a dilatação de 15 dias do inicio de recenseamento eleitoral pois esse procedimento é pouco e obscuro, pois tem por fim promover uma inscrição deficitária de eleitores se tivermos em conta que houve muita movimentação da população nos seus principais locais de habitação”.

Fernando fez saber que “nós, partido Renamo, havíamos proposto que houvesse uma suspensão na zona centro e o recenseamento continuasse no norte e sul, e que depois de estarem resolvidos os problemas observados na zona centro pudesse começar o recenseamento, e todas brigadas do sul e norte podiam ajudar no recenseamento na zona centro mas, tudo isso foi ignorado pelo governo”

No entender deste político “é uma data encontrada politicamente. O governo acha que quer aproveitar essa situação de ciclone para fins políticos. O que vai acontecer é que até hoje estão a acontecer reassentamentos, principalmente, na cidade da Beira, e dai teremos uma abstenção propositada”. (Teresa Paposseco e Constantino Henriques)

Sobe o número de clubes inscritos para época futebolística 2019 em Nampula

Nampula (IKWELI) – Subiu para quinze o número de clubes e equipas filiadas à Associação Provincial de Futebol de Nampula (APFN) para disputarem as competições oficiais da presente temporada futebolística, antes eram apenas sete inscritos.

“Este número significa que estamos a evoluir e isso é de louvar”, disse Samuel Tagir, secretário-geral da Associação Provincial de Futebol de Nampula.

Espera-se que este número venha a crescer uma vez que, a entidade que regula o futebol na província de Nampula, garante que vai continuar a admitir novos clubes ou equipas que manifestarem interesse até a realização do sorteio do campeonato provincial em futebol, vulgo nampulense, cuja data ainda continua uma incógnita.

Para já estão inscritos na APFN o Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala e Desportivo de Nacala, formações que vão militar no campeonato nacional, o Moçambola, Sporting de Nampula, Sporting de Monapo e Angoche Clube de Desportos para a segunda liga e as restantes colectividades, nomeadamente Asante Spot Club de Nampula, Goleadores de Nametil, Sporting de Angoche, Benfica de Nampula, Futebol Clube Porto de Namialo, Associação Desportiva de Muecate, União Desportiva da Ilha de Moçambique, Espeinhos Venenosos de Nametil e União Desportiva da Cavalaria, vão participar do campeonato provincial.

Com este número, os dirigentes da APFN já respiram fundo e por conta disso este sábado (06) vai-se fazer o sorteio para a taça de Moçambique, fase provincial, cujo arranque está previsto para próxima semana.

A Associação Provincial de Futebol de Nampula pretende que a primeira fase desta competição seja disputada em zonas, no sistema a eliminar com a excepção dos clubes que militam no Moçambola que poderão entrar a partir da segunda eliminatória da prova. A ideia segundo Samuel Tagir, visa diminuir os custos das equipas. “Imagine só, para filiação as equipas tiveram dificuldades, problemas financeiros, o que por essas alturas pode ser complicado para eles terem que percorrer muitas distâncias de carro mas, tudo vai depender dos próprios clubes sobre as modalidades da disputa da prova”, concluiu aquele dirigente desportivo. (Constantino Henriques)

No cruzamento entre locomotivas: Nacala descarrila diante de Nampula

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Nampula (IKWELI) – O Ferroviário de Nacala perdeu, no domingo passado, diante do seu homónimo de Nampula por duas bolas a uma (2-1), em desafio da terceira jornada do torneio de pré-época disputado no estádio 25 de Junho na cidade de Nampula.

Tratou-se do primeiro encontro entre estas duas colectividades na presente temporada futebolísticas.

Logo no apito inicial do senhor Pachela e com um estádio menos concorrido, o Ferroviário de Nacala começou melhor a partida. Foi notável que o mister Sérgio Faife terá instruído aos seus rapazes a começar o jogo a pressionar ao adversário para o seu sector mais recuado.

Do outro lado, estava uma locomotiva da capital provincial com uma defesa bem composta por Zabula, Cleiton e Edson, que não permitiu que a baliza de Acácio fosse precocemente violentada.

Foi quase toda uma primeira parte de maior pressão dos locomotivas da cidade portuária de Nacala, por essas ocasiões, os donos da casa apenas estavam bem representados defensivamente porque a partir do meio campo para o ataque estava as “moscas”.

Apesar destas inconveniências, os pupilos de Antero Cabanco foram os primeiros a chegar ao golo, porque numa primeira visita a baliza do adversário foi criada uma falta na área das grandes penalidades e o árbitro assinalou o castigo máximo e Zabula fez o que lhe cabia por o 1-0.

A festa nas bancadas durou pouco tempo, porque minutos depois, Malate viria a empatar a partida, num lance que partiu com um excelente trabalho individual de Nuno no corredor intermediário que sucedeu com um remate a queima-roupa para uma defesa incompleta de Acácio e na recarga Malate fez o juízo final.

Depois daquele golo só deu de falar o Ferroviário de Nacala, com trabalhos de excelência de Malate, Chelito na ala esquerda, Nuno a jogar em todos sectores do campo, e na direita Kamuliua e Pai a serem destaques.

De frisar que nesta etapa os representantes da cidade de Nacala – Porto tiveram duas oportunidades de adiantar-se no placar, mas o árbitro da partida interrompeu os momentos por considerar posição irregular dos dianteiros. Foram decisões menos acolhidas pelos nacalenses.

Na etapa complementar, o Ferroviário de Nampula entrou transfigurado para o jogo, pensa-se que o mister Cambaco terá desenvolvido um bastante trabalho psicológico aos seus pupilos. O Emanuel que não teve desempenho ao longo da etapa inicial começou a aparecer nesta parte de jogo. Aliás foi graças ao próprio Emanuel que marcou o golo de vitória dos axinenes de Nampula, mesmos nos instantes iniciais deste período.

O Ferroviário de Nacala tentou reagir o golo da desvantagem mas, o nervosismo dos seus dianteiros acabou sendo fatal. Por exemplo, mesmo nos instantes finais Matola que acabava de entrar na quadra esteve frente-a-frente com o guarda-redes Acácio mas bateu desenquadrado a baliza. Situação similar aconteceu com Zinho, também, recém – entrado, só este no lugar de bater a bola quando se encontrava na grande área limitou-se a assistir o esférico a passar para o pontapé de baliza.

A equipa técnica de Nacala voltou a queixar-se da má actuação da equipa de arbitragem, porque o seu atleta foi, intencionalmente, derrubado pelo guarda-redes adversário na área das penalidades, mas o Pachela não atendeu a situação a favor da equipa visitante.

Outra novidade no jogo do último domingo foi o facto de Antero Cambaco convidar alguns jovens da equipa B para se juntar aos mais velhos naquele encontro.

No final do jogo, perguntamos ao mister Cambaco as razões de convidar aqueles “miúdos”, ao que respondeu “é para dar oportunidade a estes jovens para terem esperanças que um dia podem jogar na equipa principal, e é fundamental vestir aquela camisola. Aliás, todos jogadores podem jogar aqui desde que me mostrem trabalho de qualidade”.

Os referidos jogadores experimentados no passado Domingo são Nelinho, Pedro, Viegas, Stefan, Edy e Baza.

Entretanto o mister Faife não quis falar a imprensa por excesso de inconformismo com o trabalho da equipa de arbitragem. Alias, depois do apito final, o mister Faife foi ao encontro do mesmo quarteto com cara de poucos amigos e os seus jogadores amainaram os ânimos do técnico.

Para a mesma ronda o Sporting de Nampula deslocou-se a vila municipal de Monapo para somar mais uma derrota nesta fase de preparação por 3-1 diante do Sporting local. E o Desportivo de Nacala optou pela falta de comparência no jogo que teria diante do Asante Sport Club de Nampula, no campo de Namutequeliua. (Constantino Henriques)

 

 

Produção de comida em Moma pode estar comprometida

Moma (IKWELI) – A queda irregular de chuvas no distrito de Moma, província de Nampula, pode comprometer a produção de alimentos e outras culturas na presente campanha agrícola.

Chale Ossufo, administrador de Moma, disse ao Ikweli que nos últimos meses o distrito não tem registado quedas fluviométricas como era de esperar e isso pode afectar, negativamente, a produção de culturas diversas naquele ponto de Nampula.

“Estamos com um sol que não encoraja sorriso, e se continuar assim algumas culturas podem desaparecer devido a falta de chuva nos últimos tempos. Aquelas sementes lançadas depois daquele período que chovia regularmente as plantas podem sofrer”, disse o governante, para quem, “Moma apenas registou chuvas na mesma época em que toda a província, também, registava”.

O governo de Moma tem como meta produzir mais de 460 mil toneladas de culturas diversas, numa área estima em 5.460 hectares. “Se continuar a não chover até em finais de Maio vai trazer alguns constrangimentos nas nossas metas de forma drástica”, antevê o governante.

As principais culturas que podem ser seriamente afectadas pela escassez de chuvas, segundo o Chale Ossufo, são as que se encontram nas zonas altas e as não resistentes ao sol intenso.

Outro problema que poderá contribuir negativamente na produção agrária em Moma na campanha agrícola em curso está relacionado com a lagarta de funil de milho, a podridão radicular da mandioca, para além da praga de gafanhotos da mandioca. Por causa destas pragas mais de 400 hectares destas culturas foram destruídas.

Mas, nem tudo corre mal no distrito de Moma, Chale Ossufo falou com optimismo durante a conversa que mantivemos que apesar desses problemas aquele ponto da província de Nampula não irá registar bolsas de fome este ano.

Ossufo disse que o seu distrito apresenta bons sinais para uma boa colheita das culturas de Arroz e de mandioca, embora essa última cultura esteja afectada por pragas em algumas zonas.

“As culturas de arroz e de mandioca tem grande impacto no distrito e temos em quantidades encorajadoras e poderá colmatar qualquer situação anormal que possa acontecer no distrito”, disse a fonte.

As zonas baixas que o distrito dispõe permitiram o armazenamento de grandes quantidades de água das primeiras chuvas que garante a produção e produtividade do arroz.

Por fim, Ossufo acredita que se voltar a cair chuva, o distrito de Moma estará a liderar ao nível das culturas de rendimento com destaque para o algodão e gergelim, ao avaliar o maior empenho dos produtores locais para com estes tipos de culturas. (Constantino Henriques)

Talapa sonha com uma recuperação da Frelimo nas gerais em Nampula

Nampula (IKWELI) – A chefe da brigada central da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Margarida Talapa, diz que as derrotas que a sua formação política averbou em cinco dos sete municípios da província de Nampula não vão influenciar nas eleições gerais, legislativas e presidenciais deste ano por isso, sonha com uma vitória no maior círculo eleitoral do país.

Talapa fez esses pronunciamentos em uma conferência de imprensa realizada na última segunda-feira (1) na cidade de Nampula, marcando assim o fim da sua visita de trabalho à Nampula.

“Não se pode fazer a avaliação das próximas eleições em função das do ano passado. As eleições do ano passado eram autárquicas e estavam apenas em sete municípios e nem eram em todos os distritos. Nós estamos a trabalhar e temos a certeza de que as eleições gerais, legislativas e presidenciais iremos ganhar”, disse convencida a também chefe da bancada parlamentar da Frelimo na Assembleia da República.

Margarida Talapa está confiante na vitória pelo facto de, segundo ela, a máquina partidária da Frelimo estar a trabalhar afincadamente em toda a província de Nampula com vista nos bons resultados.

Com isso, Talapa fez transparecer que o seu partido não perdeu popularidade na província de Nampula cujos municípios, actualmente, são controlados, maioritariamente, pela RENANO, principal partido da oposição.

“A FRELIMO não perdeu visibilidade na província de Nampula e no país em geral, os nossos membros continuam a trabalhar e havemos de vencer as eleições”, assegurou a recém-nomeada chefe da brigada central do partido dos camaradas que substitui a equipa de Tomas Salomão e Caifadine Manasse, que caíram depois da queda da FRELIMO na província, no ano passo. (Sitoi Lutxeque e Teresa Paposseco)