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Renamo denuncia deslocação e transferência de postos de votação em Nampula e aprecia pontualidade de brigadistas

Nampula (IKWELI) – Ao fim de três dias dos quarenta e cinco do recenseamento eleitoral em curso no país, o partido Renamo, na província de Nampula, convidou a imprensa nesta quarta-feira (17) para denunciar situações que não estão a decorrer segundo manda a lei.

Arnaldo Chalaua, porta-voz da perdiz em Nampula, disse que unilateralmente alguns postos fixos foram transformados em móveis e vice-versa.

“O facto que constatamos, nesses três dias, é que houve uma pontualidade dos brigadistas no terreno”, reconheceu Chalaua, para depois prosseguir denunciando que “outro facto é que tivemos dificuldades em termos de material. Constatamos a deslocação de mesas. Constatamos a deslocação de postos fixos, os quais foram mudados para postos móveis, o que irá contribuir na dificuldade de obtenção de cartões eleitorais”.

Arnaldo Chalaua, porta-voz da Renamo em Nampula

A fonte disse que locais de recenseamento não podem ser alterados “por uma vontade localista” pois, assim procedendo concorre-se para “a viciação de mapas. No passado alguns desses postos eram fixos mas, agora são móveis”.

Chalaua referiu-se há dois casos no distrito de Mossuril, nomeadamente nas Escolas Primárias e Completas de Jigoma e Varinha que passaram de postos fixos a móveis.

“A EP1 de Senhote passou a ser um posto fixo em substituição dos postos que estavam nas EPC´s de Jigoma e Varinha”, precisou o nosso interlocutor que depois apontou que “isso é um vício. Do ponto de vista material a EP1 de Senhote não existe pois, ela funciona na residência do chefe do posto administrativo de Matibane [Antinane Omar] ”.

Num outro desenvolvimento, Chalaua referiu-se a outros três postos que estavam previstos como sendo fixos mas que passaram a ser móveis. Estes postos estão localizados no distrito de Erati. “Um posto foi extinto na zona de Namachupa. Pela distância que fica o posto mais próximo pessoas poderão não se recensear”.

“O posto de Machupa passou para Samora Machel e, Samora Machel não existe no mapa”, prosseguiu o porta-voz do partido Renamo em Nampula, para de seguida afirmar que “o recenseamento interessa a todos e se excluirmos parte da população o mesmo não será inclusivo”.

A Renamo, segundo Chalaua, constatou, também, constantes avarias dos computadores, bem como brigadistas de idade avançada que não tem domínio em manusear os equipamentos.

STAE refuta as acusações

Em contacto com o nosso jornal, Príncipe Lino Uataia, director provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em Nampula disse que as acusações do partido Renamo não fazem sentido.

“Todos os postos foram aprovados e publicados em Boletim da República. Nenhum director é tão ousado em trocar um posto móvel com fixo”, disse o director Uataia.

A fonte reconhece alguns constrangimentos normais do inicio de qualquer um processo desta natureza mas, garantiu ao Ikweli que, gradualmente, estão sendo ultrapassados. (Aunício da Silva e Teresa Paposseco)

Trabalhadores da extinta empresa estatal Avícola encerram direcção da Agricultura de Nampula por dois dias

Nampula (IKWELI) – Os portões que dão acesso as instalações da direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar (DPASA) de Nampula estão bloqueados desde ontem, terça-feira (16), por trabalhadores da extinta empresa estatal Avícola que reivindicam o pagamento dos seus ordenados em atraso a data da privatização da instituição.

Até ao meio dia desta quarta-feira (17), os trabalhadores da DPASA não tinham acesso as instalações e, por isso não podiam trabalhar.

Pereira Traves, representante dos trabalhadores reivindicantes, justifica a postura tomada pelo grupo como mecanismo de pressão para que sejam satisfeitos os seus direitos.

“Nós somos trabalhadores da extinta empresa avícola. A cabeça era a direcção provincial da Agricultura que em conjunto com o governo provincial encerrou a nossa empresa. Quando encerraram a nossa empresa não nos chamaram para continuarmos a trabalhar com os novos patrões aliás, quando encerraram não nos avisaram. Venderam não nos avisaram e não nos chamaram. Não trouxeram um documento que se chama trespasse para estarmos juntos com os novos patrões. Nós fizemos a nossa escrita e entregamos aqui na agricultura e estavam a pôr este assunto como um problema antigo e sem solução. Quando enviamos os nossos documentos para o Ministério do Trabalho, eles levaram para a Assembleia da República”, conta-nos Pereira Traves, que aponta que o parlamento deliberou a favor dos trabalhadores da extinta empresa Avícola.

“No concreto já se debateu o caso, já se analisou e estamos a espera do nosso dinheiro para recebermos. Basta recebermos o nosso dinheiro não verá mais pessoa aqui”, garantiu a nossa fonte.

Traves disse que no total eram seiscentos trabalhadores mas, alguns acabaram por perder a vida e nem familiares têm para reivindicar pelos seus direitos.

“Não bloqueamos. Avisamos a eles que se o prazo de pagamentos garantido para acontecer no passado dia 15 do corrente mês não fosse comprido, aqui não se trabalharia”, apontou o nosso interlocutor, que prossegue dizendo que “neste momento o senhor director provincial da Agricultura deu-nos aquele pedido [apontando para uma carta em papel A4 colada no peito de todos os manifestantes]. Ele prometeu que até no dia 15 viria uma informação qualquer de Maputo e até esse dia não apareceu nenhuma informação. Neste momento, quando vimos que não aparece nenhuma informação de Maputo viemos aqui impedir a entrada dos trabalhadores. Isto, declaro eu”.

Pereira Traves disse que a Polícia da República de Moçambique (PRM) tentou, em vão, persuadi-los a abandonarem a entrada do edifício.

O que mais deixa desgastado aquele grupo de trabalhadores da extinta empresa estatal Avícola é o facto de depois de vencido o prazo do dia 15 de Abril, o director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, Jaime Chissico, não os ter dirigido se quer uma única palavra.

“O director não falou connosco. Indigitou alguém (o Janeiro) para só nos informar coisas que não cabem na cabeça de um homem. Nós somos homens, grandes homens somos idosos, 14 anos quando ouvimos que a empresa foi vendida não retorna a funcionar nós quisemos, entretanto, reivindicar essa situação”, concluiu a nossa fonte. (Aunício da Silva)

Arrancou recenseamento eleitoral: STAE continua com os erros de sempre

Arrancou recenseamento eleitoral: STAE continua com os erros de sempre

 

Nampula (IKWELI) – Arrancou na última segunda-feira (15) a escala nacional o recenseamento eleitoral com vista as eleições de 15 de Outubro próximo e ao nível do maior círculo eleitoral do país, Nampula, o começo não foi dos melhores, segundo reportam nossos correspondentes espalhados por vários pontos.

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) continua a cometer os erros de sempre, especialmente na contratação de brigadistas que não dominam o equipamento informático utilizado no processo, envio tardio de materiais, falta de corrente eléctrica, incluindo desordem resultante de uma provável má planificação.

Ao nível da cidade de Nampula, capital provincial, casos arrepiantes verificaram-se até em centros de recenseamento localizados no centro da urbe, como é o caso das Escolas Primárias e Completas (EPC´s) dos Limoeiros, Parque Popular e 7 de Abril. Já na periferia, concretamente nas EPC´s de Mutomote, Namutequeliua e Belenenses há indicações de que os brigadistas não dispunham das senhas para o desbloqueio dos computadores, o que levou ao arranque tardio do recenseamento.

“Até agora não iniciamos com o recenseamento porque quando queremos usar o computador aparece uma chave no canto superior esquerdo e com uns espaços para ser introduzido o código que vai nos permitir imprimir os cartões. Assim estamos parados a espera do técnico do STAE para descodificar. Se não fosse isso essas pessoas da fila já teriam acabado uma vez que não são muitas”, disse-nos um dos brigadistas afecto a EPC de Namutequeliua.

“Dizem que estão a espera de um técnico, mas nós estamos aqui desde de manha”, contou-nos um dos cidadãos que pretendia se recensear em Namutequeliua.

“Ainda não chegou a hora de recenseamento? É que vejo tudo calmo e a fila de mulheres não vejo andar, da maneira que deixei é a mesma que encontro. Assim o que faço sabendo que a fome está tomar conta de mim?”, questionou uma cidadã que pretendia recensear-se na EPC do Belenenses.

“Já recenseei mas não tenho cartão. Eles dizem que há problemas de impressão, assim me disseram para voltar a tarde ou amanha”, disse Matias António, um dos recenseados do primeiro dia no posto da EPC de Mutomote.

Outrossim é que o problema da qualidade dos serviços de fornecimento de energia eléctrica oferecidos pela empresa Electricidade de Moçambique (EDM), também, está a comprometer o recenseamento no maior círculo eleitoral do país.

No distrito de Malema, por exemplo, informações em nosso poder indicam que tractores que transportavam o material de recenseamento enterraram durante a sua ida para os postos, facto que fez com que 15 de Abril não fosse data de início do processo em algumas comunidades.

Os problemas registados deixaram os cidadãos eleitores irritados com a situação, por terem deixado de fazer os seus haveres e quanto cedo se dirigiram aos postos de recenseamento.

Na zona de Mulila, no populoso bairro de Namicopo, até as 11horas o processo ainda não tinha iniciado, segundo observou o Ikweli no local. Neste local todos os computadores ali afectos estavam avariados.

Os brigadistas responderam aos cidadãos eleitores que nada podiam fazer enquanto não houvesse intervenção dos técnicos de informática do STAE.

Ficamos a saber que o posto de recenseamento da EPC de Namutequeliua observou maior enchente logo nas primeiras horas, mas muitos acabaram por desistir devido aos problemas técnicos. Entretanto, na Escola Primaria Completa de Mutomote, o processo não arrancou logo as sete horas por causa da falta da corrente eléctrica naquele estabelecimento de ensino. Depois do seu restabelecimento, os brigadistas depararam-se com os problemas de impressão de cartões, e a saída encontrada foi de inscrever os eleitores para oportunamente passarem a levantar os respectivos cartões.

Entretanto, por volta das nove horas desta segunda-feira passamos no posto de recenseamento localizado no pavilhão dos desportos do Clube Ferroviário de Nampula, onde o processo decorria normalmente, e com mais de vinte pessoas na fila.

De referir que maior parte das pessoas que acorreram aos postos de recenseamento na cidade de Nampula são as que pretendiam actualização de cartão

CPE reconhece os problemas

As autoridades de gestão e administração eleitoral na província de Nampula, maior círculo eleitoral do país, admitem os problemas registados no primeiro do dia do processo de recenseamento eleitoral mas, minimizam como sendo normais e que não poderão comprometer o alcance da meta de inscrever mais de dois milhões e quinhentos mil eleitores.

“Dificuldades da primeira hora sempre vão acontecer e, nós vamos resolvendo poucos aos poucos até terminar o processo”, disse Daniel Ramos, presidente da Comissão Provincial de Eleições (CPE) de Nampula, para depois prosseguir “a nossa acção agora é, primeiro mobilizar as pessoas para afluírem massivamente e depois, contornar todas as dificuldades que tivermos ao longo do processo”. (Constantino Henriques, Sitoi Lutxeque e Teresa Paposseco)

Tesouraria do INSS pega fogo em Nampula

Nampula (IKWELI) – Um incêndio de grandes proporções deflagrou, no princípio da tarde de hoje, segunda-feira (15 de Abril), parte do edifício da delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social de Nampula (INSS), no norte de Moçambique.

O sector da tesouraria da maior instituição de pagamento de diferentes pensões foi um dos mais afectados pelas chamas e que, até ao momento, desconhecessem os reais danos.

Segundo apurou o Ikweli no terreno, o incêndio começou por volta das 13 horas,  na casa de banho que não estava a ser usado, de seguida o fogo foi se alastrando pelo departamento da tesouraria.

Assane Isidro, funcionário de INSS afecto ao departamento de tesouraria, explicou que o momento foi de pânico e presume que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito. “Foi tudo rápido! Todo departamento ficou agitado e toda instituição paralisou as actividades, porque a fumaça foi maior mas, graças a Deus não houve vítimas humanas nem feridos”, referiu a fonte.

Arone Wamba, delegado do INSS em Nampula, disse ao Ikweli que “no momento é difícil saber, de concreto, o que originou o incêndio”, não obstante aventar-se a possibilidade de se tratar de um curto-circuito.

Todavia, Wamba avançou que por agora é prematuro detalhar os prejuízos causados e que o Corpo de Salvação Pública estava, ainda, a fazer o seu trabalho e nos próximos dias será criada uma equipa de monitoria para apurar as reais causas do incêndio.

“Não é normal que do nada, uma casa de banho que não estava em uso pegue fogo, daí que precisa-se um trabalho profundo dentro da instituição”, disse Arone Wamba.

Aquele responsável acredita que se não fosse a pronta intervenção dos bombeiros o pior poderia ter acontecido. Por outro lado, a fonte acusou o empreiteiro que esteve a construir a obra de ter usado material não apropriado, sendo este um dos motivos que poderá ter precipitado a penetração do fogo. (Celestino Manuel)

Sporting de Nampula quebra o jejum de vitórias

Nampula (IKWELI) – O Sporting de Nampula registou a sua primeira vitória da pré-época futebolística 2019, ao receber e vencer, no passado fim-de-semana, a equipa do Futebol Clube Porto de Namialo por duas bolas a zero.

A partida que teve lugar no campo de Namutequeliua, estava inserida na quarta jornada do torneio de preparação das equipas da província de Nampula para a época desportiva do corrente ano.

Para esta partida, o Sporting alinhou com Aníbal (guarda-redes), Barros, Hipólito, Silva, Ramires, Bene, Josemar, Gildo, Anrane, Chico e Fortinho, enquanto que o Futebol Clube de Porto contou com Buffo (na baliza), Toninho, Antunes, Baby, Erneu, Cassimo, Sidy, Naimo, Rafael, Buchele e Delima.

O quarteto de arbitragem esteve constituído por Paulo Abudo (principal), Paulino dos Santos (1º assistente), Horácio Fernando (2º assistente) e Feliciano dos Santos (4º arbitro).

Ao longo da primeira parte o Sporting de Nampula defendeu na baliza do top sul do campo de Namutequeliua e o Porto na parte simétrica.

Logo no primeiro som do apito, em plena luz do dia da mulher moçambicana, os pupilos do mister Uzaras Mahomed evitaram que o cenário amargo do jogo anterior diante dos homónimos da vila municipal de Monapo (3-1) voltasse a acontecer. O que se viu foram jogadas de contra-ataque, o que obrigou aos portistas a tomarem uma postura defensiva.

Mesmo assim, os donos de Namutequeliua encontraram muitas facilidades de penetração na área de baliza de Buffo, com recurso aos corredores laterais mas, a fragilidades dos avançados negou o surgimento dos golos nos primeiros minutos daquele encontro.

Por exemplo, aos 24 minutos da etapa inicial, houve uma jogada combinada que partiu da linha do meio campo, entre Chico, Bene e Fortinho. Os rapazes tiveram bom tratamento da bola até entrarem na grande área de Buffo, onde Fortinho bateu, inesperadamente, para o lado do poste direito. Diga-se, foi um lance de dar esperança aos seguidores que acompanhavam, atentamente, a partida nas bancadas.

Minutos depois, o Sporting de Nampula voltou a possuir um momento importante de chegar ao golo. É que a poucos metros da entrada da área, no lado esquerdo, os anfitriões beneficiaram de um livre. Chamado a cobrar, Ramires bateu de maneiras que a bola descreveu uma trajectória curvilínea e caiu na pequena área, por onde, na altura, Anrane veio a correr e sem jeito no lugar de tabelar para o golo bateu com muita forca para as nuvens.

Foi uma primeira parte onde se viu “os dragões” mais defensivos do que se imaginava. A única situação do representante do distrito de Meconta aconteceu aos 26 minutos, só que Antunes não teve concentração suficiente para fazer o golo ao rematar por cima do travesso, mesmo quando este se encontrava frente-a-frente com o guarda-redes Aníbal.

Entretanto, depois de muitas situações desperdiçadas o Sporting chegou ao primeiro golo mesmo no primeiro minuto de compensação das neutralizações do primeiro período através da cobrança de um livre pelo Gildo sobre a linha limite da grande área de Namialo.

O segundo tempo iniciou com forças equilibradas. Porto que ao longo dos primeiros quarenta e cinco minutos limitava-se a defender, nesta parte passou a jogar virado ao ataque, o que conferiu ao jogo uma outra dinâmica.

Os misteres dos dois conjuntos fizeram mexidas nos seus onzes. Do lado de Nampula, Uzaras fez sair Chico, Anrane, Josemar, Bene, Barros (por lesão), para as entradas de Julinho, Isaac, Ibraimo, Nazir, Quaresma e Mussa. Por parte de Namialo entraram, Nordigo, Isaac e Ribery, para os lugares de Naimo, Rafael e Sidy.

A primeira situação de golo nesta última parte pertenceu aos forasteiros. Nordigo partiu com o esférico na esquerda, tocou curtinho para Buchehe e por sua vez atrasa para Delima este que devolve ao Buchehe que ensaiou um remate a queima-roupa com uma pronta intervenção do guarda-redes Aníbal.

O segundo golo da turma leonina veio por intermédio de Fortinho com uma assistência de Julinho. Foi um lance muito protestado pelos visitantes porque, para aquela colectividade o autor do tento estava em posição irregular, não assinalada por Paulo Abudo.

Para a mesma jornada, o Ferroviário de Nampula teve muitas dificuldades para conquistar três pontos ante Asante Sport Club de Nampula, por 1-0. O golo dos locomotivas foi apontado aos 79 minutos por intermédio de Imo.

Já na cidade portuária de Nacala registou-se uma igualdade no marcador de 2-2 no encontro entre os dois rivais, Desportivo e Ferroviário ambas de Nacala. (Constantino Henriques)

Nampula vai ter centro de atendimento integrado da mulher vítima de violência

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Victor Borges, anunciou, no último domingo (7 de Abril), que a província vai dispor, ainda no corrente ano de 2019, de um Centro de Atendimento Integrado a Mulher Vítima de Violência.

O centro será constituído por diversas instituições públicas, precisamente a direcção do Género, Criança e Acção Social, Saúde, Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) e tem em vista garantir uma assistência imediata e qualificada às vítimas.

Borges garantiu que as vítimas vão beneficiar-se de assistência jurídica e psico-social de modo a superar os traumas.

O governante acredita que com a criação do Centro de Atendimento Integrado a Mulher Vítima de Violência, os casos de violência doméstica poderão reduzir em particular nas mulheres, visto é camada que tanto sofre.

O dirigente, também, mostrou a sua preocupação com os casamentos prematuros que tem vindo a se registar na província por isso, tratou de apelar as mulheres para se envolver no combate deste mal.

Borges apontou um outro fenómeno que o deixa preocupado. Trata-se da violação sexual a rapariga. “Educar uma rapariga é educar uma nação”, recordou o dirigente.

Diante dos anúncios e queixas do governante, Maria Elisa, secretária provincial da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) apontou que o desafio da mulher na actualidade é combater o analfabetismo e os casamentos prematuros, bem como outras formas de violação dos direitos das mulheres. (Celestino Manuel e Teresa Paposseco)

UN-HABITAT defende integração de refugiados nas comunidades de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) defende uma integração espacial dos refugiados acantonados no centro de refugiados de Maratane nas comunidades de Nampula, onde o mesmo se localiza.

A UN-HABITAT é uma agência especializada da ONU dedicada à promoção de cidades mais sociais e ambientalmente sustentáveis.

A ideia, segundo disse Dinis Dinis, representante da instituição em Nampula, é promover um desenvolvimento sustentável para os indivíduos que ali vivem junto das comunidades circunvizinhas.

Dinis entende que a integração poderia permitir o melhoramento das condições de vida e socioeconómicas, quer dos refugiados oriundos de vários países, quer das comunidades que vivem a muito tempo na zona.

Na semana passada foi inaugurada uma exposição dos ensaios de Maratane no território de Nampula, incluindo um projecto de integração espacial e económica na região do grande Nampula, uma iniciativa da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Lúrio (UniLúrio) em parceria com a UN-HABITAT.

Os trabalhos expostos no Museu Nacional de Etnologia são produtos de dois anos de pesquisas e elaboração de planos estratégicos territoriais de desenvolvimento e director da região de grande Nampula.

A fonte da UN-HABITAT referiu que com a implementação de um plano espacial de ordenamento territorial, espera-se o surgimento de assentamentos sustentáveis e adaptados ao contexto moçambicano.

A UniLúrio, através da vice-reitora para área académica, Sónia Maciel, anunciou que existem projectos de arquitectura para o melhoramento das infra-estruturas no desenvolvimento espacial de Maratane.

Estas infra-estruturas compreendem centros comunitários de emponderamento da mulher e de transferência de tecnologias de transição de desenvolvimento agrário, incluindo mercados.

O centro de refugiados de Maratane acolhe cidadãos oriundos de diversos países, especialmente a República Democrática de Congo, Burundi, Ruanda, Somália e Etiópia. (Celestino Manuel)

 

Reduz fecalismo a céu aberto em Nampula

Nampula (IKWELI) – Mais de trezentas comunidades dos distritos da província de Nampula, no norte de Moçambique, foram declaradas livres do fecalismo ao seu aberto por terem abandonado a prática que por muito tempo comprometia a saúde pública local.

Esta declaração corresponde, apenas, as comunidades que abandonaram esta má prática do saneamento do meio no ano passado com a construção e uso de latrinas melhoradas.

O fecalismo a céu aberto é apontado, em pesquisas, como estando por detrás do surgimento de muitas doenças de origem hídrica e, a província de Nampula é vista como líder nesta prática.

Uma comunidade é declarada Livre do Fecalismo a Céu Aberto (LIFECAS) quando todas as famílias, ali residentes, dispõem de uma latrina.

As comunidades declaradas livres do fecalismo a céu aberto, no ano passado de 2018, estão localizadas nos distritos de Meconta, Rapale, Mogovolas, Memba, Lalaua, Larde, Angoche, Mogincual, Liupo e Erati e, fazem parte do Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento rural (PRONASAR).

Os números foram anunciados na última sexta-feira (05) durante a realização da 7ª reunião do Comité de Supervisão do PRONASAR, que teve lugar no distrito de Rapale, em Nampula. Participou do encontro o governo provincial e seus parceiros, com o objectivo de avaliar as actividades desenvolvidas na província na área de saneamento e abastecimento de água e projectar o futuro.

Durante o mesmo evento o distrito de Larde foi anunciado como sendo o melhor exemplo no combate ao fecalismo a céu aberto, onde 33 comunidades foram declaradas LIFECAS.

Remita Nacuvaneque, directora dos Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) de Larde, disse ao Ikweli que aquele distrito costeiro conseguiu facturar estes resultados através da sensibilização às famílias, líderes comunitários, assim como as confissões religiosas sobre a necessidade de construção e uso de latrinas.

Alias, a nossa entrevistada disse que a aderência das comunidades na construção e uso de latrinas é uma das formas de prevenir o distrito das doenças de ordem hídrica, uma vez garantido o saneamento do meio.

“Diante desta sensibilização colocamos como requisito que para eles terem fonte de água devem aceitar o saneamento do meio. Então, as comunidades que aderiram a construção de latrinas tradicionais passaram a ter uma fonte de água, no âmbito do lote atribuído ao distrito pelo PRONASAR. Porque não adianta ter uma fonte de água enquanto não tem latrina. São duas actividades que concorrem para o mesmo fim”, disse a fonte

Entretanto, nem todos residentes do Larde vêm com bons olhos a construção e utilização de latrinas.   A governante revelou ao Ikweli que os moradores da vila – sede, por questões culturais, preferem ao fecalismo a céu aberto em detrimento as latrinas.

“Estamos a lutar para a mudança do comportamento para Larde – sede, porque eles estão com aquela concepção de que não podem usar a mesma latrina para todas pessoas da família por isso, recorrem a praia para satisfazerem suas necessidades. Este é um desafio”, reconhece Nacuvaneque.

A seguir a Larde estão os distritos de Lalaua e Erati. Neste ultimo, por exemplo, foram declaradas LIFECAS, as comunidades de Munheia, Munheia Mulapane, Eticue, Murothoni, Eticue Nihapiha, Mpuehi – Sede, Javano, Mpuehi Minheuene, Javano Ratane, Maconca – Sede, Corio – A, Meliva e Posto Administrativo de Alua.

O desafio da província mais populosa de Moçambique é a erradicação do fecalismo a céu aberto, uma pratica que representa um atentado a saúde pública.

“Continuaremos ainda a envidar esforços para que as comunidades melhorem cada vez mais as condições de higiene e saneamento, através da construção e uso correcto de latrinas familiares e públicas, principalmente, a nível das escolas, onde o acesso dos alunos a serviços de saneamento e higiene adequados e inclusivos constituem ainda um desafio. Para este ano a meta é a declaração de 260 comunidades LIFECAS ao nível da província”, concluiu Victor Borges, governador de Nampula. (Constantino Henriques)

Inaugurado novo sistema de abastecimento de água em Namaita

Nampula (IKWELI) – Os moradores do posto administrativo de Namaita, distrito de Rapale, em Nampula, já respiram de alívio com a entrada em funcionamento, no último fim-de-semana, de um sistema de abastecimento de água canalizada.

Com capacidade para fornecer cerca de 20 mil pessoas, o referido sistema foi construído no âmbito do Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural (PRONASAR), uma iniciativa do governo moçambicano e parceiros.

Numa primeira fase serão efectuadas 150 ligações para igual número de casas, meta que se espera que venha aumentar futuramente. Aliás, também, serão construídos outros 15 fontanários públicos para vencer a escassez deste líquido, segundo garantias dadas pelo governador de Nampula, Victor Borges, entidade que procedeu a inauguração da infra-estrutura.

“Com o passar de tempo vamos aumentar o sistema de abastecimento de água aqui em Namaita e o distrito de Rapale em geral, visto que esse sistema tem apenas a capacidade de abastecer 20 mil pessoas. Vamos ligar, também, nas escolas, na secretária do posto administrativo para que a água não falte”, disse Borges para depois exortar “o que nós pedimos é que usem bem esse sistema, use bem os fontanários para ficarem muito tempo a usar essa água”.

Antes desta infra-estrutura, os residentes de Namaita, em particular mulheres, eram obrigados a interromper o sono nas madrugadas para percorrer longas distâncias de forma a conseguir uma lata de vinte litros deste precioso líquido e, ao longo do caminho, refira-se, os malfeitores aproveitavam-se para satisfazer os seus intentos. O cenário era mais acentuado no tempo seco, segundo depoimentos de alguns moradores daquela zona.

“Esta água vai ajudar a diminuir a falta de higiene na nossa povoação. Passávamos mal por causa de doenças diarreicas, assim acredito que vão diminuir essas doenças. No tempo que não chove as pessoas passavam mal nesta zona, assim estamos contentes, e vou mobilizar meus homens para cuidarmos bem desta água”, considerou, na ocasião, o Régulo Namaita.

“Assim, acredito que as nossas mulheres vão descansar. Elas passavam muito mal, saiam muito cedo em busca de água e, no caminho eram agredidos pelos marginais. Sendo assim, peço para que continuem com essa ideia de trazer água na nossa comunidade”, disse Sozinho Silvério, residente de Namaita.

Por seu turno, Laurinda Germano, também, residente de Namaita disse ao Ikweli que “passávamos mal por causa da falta de água. Acordávamos entre as três e quatro horas a procura de água. A partir do mês de Setembro começava o sofrimento para nós, mulheres, saiamos em busca de água para voltarmos entre as dez e doze horas, dependendo das bichas das mulheres lá no poço. Contraíamos várias doenças. Assim estamos agradecidos porque o sofrimento vai diminuir”.

Com a entrada em funcionamento daquela infra-estrutura passou para 89 o número de sistemas de abastecimento de água canalizada ao nível da província de Nampula, construídos desde o ano de 2015, de acordo com dados avançados durante a 7ª reunião do comité de supervisão do PRONASAR realizada em Namaita no passado fim-de-semana.

Entretanto, ainda existem comunidades sem acesso a água potável, e que para a sua sobrevivência recorrem a fontes tradicionais incluindo os riachos e consome-a sem o devido tratamento, situação que contribui na eclosão de doenças de origem hídrica.

Segundo previsões do governo de Nampula, este ano serão construídas nesta parte do país cerca de 320 fontes de água. “A reabilitação de 259 fontes dispersas e intervenção em 54 sistemas de abastecimento de água, incluindo estudos e elaboração de projectos executivos para a melhoria do abastecimento de água e saneamento em quinze unidades sanitárias dos distritos de Ribáuè, Monapo, Nacala-Velha, Murrupula e Muecate”, anunciou Victor Borges, governador da província de Nampula.

Refira-se que o Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural abrange dez distritos da província de Nampula, nomeadamente, Meconta, Rapale, Mogovolas, Memba, Lalaua, Larde, Angoche, Mogincual, Liupo e Erati. (Constantino Henriques)

 

Ecos do 7 de Abril: Marido cola sexo da mulher para evitar traição em Nampula

Nampula (IKWELI) – O 7 de Abril de 2019 é mesmo um dia a não esquecer na cidade de Nampula. Antes mesmo da data, no bairro de Mutauanha já se registaram dois casos insólitos.

Primeiro foi uma senhora que queimou a sua própria filha com água quente, quando tentava retaliar-se do marido que não tinha, ainda, comprado a capulana alusiva ao evento.

Já no dia 6, um senhor na unidade comunal do Piloto, também, no bairro de Mutauanha, depois de manter relações sexuais com a esposa optou por colar os órgãos genitais da companheira para evitar uma provável traição hoje, 7 de Abril.

Uma fonte próxima do casal que confirmou o sucedido ao Ikweli disse que “aconteceu próximo ao rio Naphuta. O homem depois de manter relações sexuais com a mulher colou-lhe com super blue”.

Segundo a mesma fonte, a mulher encontra-se, neste momento, em tratamento no Hospital Central de Nampula (HCN) e o marido está sob custódia policial.

Zacarias Nacute, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, não confirmou a ocorrência, relegando para consultas a sala de operações da corporação. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)