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Greve na UniRovuma: estudantes finalistas da recém-criada universidade contra medidas tomadas pela direcção

Nampula (IKWELI) – A direcção da Universidade Rovuma (UniRovuma), uma das instituições de ensino superior pública criada a luz da extinção da Universidade Pedagógica, decidiu retirar o direito ao estágio integral aos estudantes do 4º ano com cadeiras em atraso, medida que não agradou os visados e decidiram por promover uma greve por tempo indeterminado, boicotando aulas e as actividades normais da mesma.

Os estudantes dizem-se injustiçados pela direcção por, a prática ser nova naquele estabelecimento de ensino superior.

A medida, também, proíbe aos estudantes de terem acesso ao estágio profissionalizante.

O campus de Napipine, segundo observou o Ikweli está, praticamente, deserto no seu interior, apenas do lado exterior, logo pela manhã viam-se estudantes protestando a medida.

 

Campus da UniRovuma no bairro de Napipine está deserto porque estou grevistas bloquearam acesso ao seu interior
Interior do Campus universitário da UniRovuma em Napipine, Nampula

“Faltou informação. Recebeu-se um documento da reitoria em 2018, referindo que os estudantes com cadeiras em atrasos não vão ao estágio mas, a mesma informação só foi tornada pública hoje. No ano passado estudantes nesta situação foram ao estágio. Então, depois de nos termos inscrito nas mesmas cadeiras em que ficamos chumbados, não ultima hora é quando nos comunicam sobre esse assunto. Nós pensamos que esse posicionamento é uma injustiça porque, a ser assim a medida apenas poderia abranger aos colegas que estão no primeiro ano não o nosso grupo. Se não resolver a nossa situação nós vamos continuar em greve até as últimas consequências. Aqui, durante este período ninguém terá aulas”, disse um dos manifestantes.

“Eles deviam anunciar no acto da nossa inscrição no sistema de que quem tiver uma cadeira em atraso não terá direito de estágio. Isto devia acontecer logo no primeiro ano. Não só, eles dizem que é uma norma que sai do Maputo, então porque é que apenas é aplicada apenas aqui em Nampula? Outras delegações tem colegas nas mesmas situações mas que tem direito ao estágio, mesmo aqui tem colegas com cadeiras atrasadas mas foram ao estágio. Nessas circunstâncias pergunto quais são os critérios usados para a selecção dos estudantes para irem ao estágio? Então, como eles nos pegaram de surpresas, peço para reverterem a nossa situação”, disse uma estudante do curso de Física, cuja identidade omitimo-la em sua protecção.

“É uma injustiça. Nós pertencemos a UniRovuma, uma instituição grande, e somos proibidos de ir ao estágio, enquanto os nossos colegas de Nacala estão nos estágios. Porque é que deve apenas acontecer apenas em Nampula?”, pergunta um outro estudante, para depois apontar que “tivemos uma reunião com o reitor e prometeu dar-nos uma resposta no intervalo de duas semanas mas, até agora não temos resposta. Isso revela uma incompetência por parte deles. Assim sendo enquanto não nos atenderem aqui não haverão aulas”.

A directora adjunta pedagógica da UniRovuma, Maria Luísa Lopes, desvaloriza a greve dos estudantes por entender que os mesmos não têm motivo para o efeito.

“Trata-se de um grupo de estudantes do 4º ano que reprovaram uma ou duas disciplinas do 1º ao 3º ano e neste momento estando no 4º ano deviam ir ao estágio mas que não podem ir porque tem cadeira em atraso. Essa medida foi tomada a partir de Maputo porque até ao momento o nosso sistema académico é gerido a partir de lá e, apercebeu-se que haviam muitos estudantes que estão a dever disciplinas por isso, emanou-se uma medida segundo a qual esses estudantes não deviam ir aos estágios, e os estudantes consideram que esta medida é injusta porque foram informados tarde. Mas na nossa perspectiva não houve uma informação tardia porque era, simplesmente, recordar a eles porque isso está no regulamento académico”, explicou a fonte ao Ikweli.

Maria Luísa Lopes disse, também, que o reitor da UniRovuma teria revogado a medida mas, a mesma produzirá efeitos quando aprovada pelo Conselho Científico da instituição, o que ainda não aconteceu.

“Nós informamos a presidente dos estudantes que a UniRovuma reclamou a UP sede no sentido de que essa medida não seria conveniente e o magnifico reitor desde o dia 26 já tinha o despacho pronto para anular a medida mas, a comunicação entre a presidente e os estudantes não foi efectiva. Então, se eles querem continuar com a greve podem mas, dentro de poucos dias será divulgado o documento. Mas, também, não estamos preocupados com isso porque de princípio eles estão a reclamar uma coisa que está regulamentada”, concluiu a directora adjunta pedagógica para área de pós-graduação da UniRovuma. (Constantino Henriques e Redacção)

Referente ao mês de Janeiro: Último edil da Frelimo em Angoche fez sumir dinheiro de salário em dois dias

Angoche (IKWELI) – O concelho autárquico de Angoche, no norte de Moçambique, procura a todo o custo reerguer-se da situação deixada pelos últimos gestores que tinham sido eleitos pela lista do partido Frelimo em 2013.

A nova direcção, oriunda do partido Renamo, encontrou uma situação lastimável e com dívidas avultadas, incluindo salários não pagos. Pior ainda é que não havia se quer condições mínimas de trabalhos pois, nem se quer uma esferográfica, papel de resma e recibos de cobranças de receitas nos mercados havia.

Em entrevista exclusiva ao Ikweli, o actual autarca, Ossufo Raja, disse que as dívidas incluem a não canalização para a segurança social dos descontos feitos aos funcionários.

Raja denuncia que “apareceu vencimento para o mês de Janeiro e as pessoas não foram pagas. O dinheiro sumiu em dois dias porque foi depositado no dia 5 e até ao dia 7 quando estavam a nos entregar na havia nenhuma quinhentas. Estava tudo zero”.

A nossa fonte refere que a sua direcção herdou dívidas avultadas que incluem credores públicos e privados.

Em virtude disso, alguns serviços foram cortados, como é o caso de água fornecida pelo Fundo do Investimento e Património de Água (FIPAG).

“Encontramos muitas dívidas. Dívidas, essas que não eram pagas mesmo àqueles trabalhadores de Instituto Nacional de Segurança Social, no valor de um milhão, cento e vinte e seis mil e trezentos e cinquenta meticais (1.126.350,00Mt). Há dívidas com as Finanças que não foram canalizados há dois”, fez saber o nosso entrevistado.

“Temos, também, dívidas com o FIPAG, avaliada em pouco mais de um milhão”, disse o autarca para depois acrescentar que por isso, “temos água já cortada nesta intuição e na urbanização, incluindo a residência oficial do próprio edil. Eu estou a viver na minha casa”.

Dado curioso é que a antiga direcção, chefiada por Américo Adamugi (actual administrador de Monapo), contraiu dívidas com fornecedores de peixe num valor estimado em 256.000,00Mt (duzentos e cinquenta e seis mil) no período de um mês.

“Eles contraiam no mesmo dia dívidas com fornecedores de peixe em pouco mais de trinta mil meticais”, disse Raja.

Para se começar a trabalhar, o autarca viu-se obrigado a reestruturar, profundamente, a casa, incluindo recorrer a pequenos empréstimos para garantir o funcionamento a meio gás da autarquia.

“Para eu começar o trabalho tinha que me deslocar a Nampula para contactar certos amigos para, pelo menos, obtermos caneta e resmas, aquilo que é da primeira necessidade do concelho municipal. Tive que batalhar para termos livros de taxas. Não havia livros de taxas. Nós começamos a cobrar as taxas de mercado no dia 19 de Fevereiro. Tivemos de recorrer a outros amigos para termos material de limpeza porque nem catana, nem ancinho, nem enxada, nem vassoura não encontramos. A cidade já estava em inundada de lixo. Os carros estavam estragados e tínhamos de recupera-los. Recuperamos os tractores, carros da urbanização que diziam que estava em condições, recuperamos carros de polícia municipal e ainda solicitamos um motor que estamos a espera para recuperar um outro carro que era novo e eles trabalharam com ele só três meses”, esclareceu a nossa fonte.

Na entrevista, o autarca disse que continua a usar meios próprios para poder se locomover pois, a viatura protocolar foi sabotada e encontra-se em recuperação na cidade de Nampula.

Com taxas próprias está a se recuperar

 “Pouco a pouco, com as nossas taxas, estamos a tentar levantar este concelho municipal. Pelo menos em termo de lixo já dominamos. Estamos a construir novos gabinetes porque estamos congestionados, não sei como eles trabalhavam com vários sectores no mesmo sítio”, anunciou o autarca para depois prosseguir que “estamos a construir a estrada do mercado da Metal Box e o seu respectivo mercados. É um mercado submerso e moderno. Estou a sair agora  de uma nova estrada que estamos a abrir em Cuanha e vai ligar a estrada que vai a praia nova. Uma alternativa que reduz a distância para a praia nova em cerca de 3 quilómetros”.

Igualmente, o nosso entrevistado avança que “aumentamos a fasquia daquilo que eles cobravam de receitas. Eles diziam que anualmente colectavam 9 milhões. Mas, colectar 9 milhões em um ano era pouco aqui na cidade. Nós, até neste momento, conseguimos em dois meses e meio cerca de 6 milhões”.

Num outro desenvolvimento o nosso interlocutor anunciou que está para breve a reabilitação do parque infantil localizado no centro da cidade.

“Nós estamos a tentar o possível de conseguirmos uma taxa que possa equilibrar as nossas contas”, disse Raja.

Entretanto, o edil de Angoche fez saber que várias obras serão construídas no corrente ano na autarquia que dirige, incluindo a pavimentação de vias de acesso.

Rombo financeiro denunciado à Procuradoria

“O assunto do dinheiro dos salários de Janeiro desaparecido já está na procuradoria”, fez saber Raja, para prosseguir que “nós fizemos um levantamento e estamos a espera do relatório da conta de gerência para depois submetermos ao ministério de tutela. Já escrevemos a procuradoria a denunciar todas estas situações”.

Desembolsos centrais não efectuados

Rajá disse ao Ikweli que há salários em atraso porque o Fundo de Compensação Autárquica ainda não foi desembolsado e a situação compromete os pagamentos na autarquia.

“Eles nos deram o valor do mês de Fevereiro incompleto e nós ainda não mexemos esse valor porque não chega para pagarmos os salários. Usamos o nosso dinheiro que é de cobrança e pagamos o mês de Fevereiro. O valor que transferiram para o mês de Fevereiro não está completo e nós não podemos mexer o valor que não é completo. Os donos das Finanças quando chegarem aqui vão encontrar o dinheiro deles porque não podemos pegar o dinheiro que não chega para pagar a quem e ficar quem”. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)

HCN: O hospital da morte

 

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária e de referência na região norte de Moçambique, está a passar por uma crise sem precedentes e jamais vista, motivada, maioritariamente, por uma suposta má gestão.

Segundo apurou o Ikweli os problemas daquele centro de saúde vão desde as cobranças ilícitas, mau atendimento ao paciente, falta de água nas enfermarias e na morgue, bem como cortes constantes no fornecimento da energia eléctrica.

Os utentes dizem que o acesso aos serviços de saúde naquele hospital chegam a ser, praticamente, cobrados o mesmo valor que os das clínicas privadas.

No último fim-de-semana, o Ikweli testemunhou momentos em que o HCN ficou momentaneamente as escuras. Primeiro porque a energia fornecida pela empresa Electricidade de Moçambique sofreu um corte e, segundo porque o grupo gerador ali instalado não tinha combustível.

Já no dia 1 de Maio corrente, a nossa equipa de reportagem observou familiares de parentes ali internados a transportaram água em diferentes recipientes de fora para dentro do hospital porque o precioso líquido não jorrava nas torneiras.

Um acompanhante de um paciente disse ao Ikweli que uma das alternativas encontradas para suprir a falta de água foram as valas de drenagem que correm nas imediações do hospital.

“Não se justifica que um hospital de referência, ao nível da zona norte de Moçambique, tenha problemas deste género. Isso é uma vergonha para os dirigentes. Água está cheia na barragem, pior neste tempo chuvoso”, lamentou uma das nossas fontes, cuja identidade omitimo-la.

A situação torna-se mais grave para os pacientes que vêm transferidos de outras províncias e que não conhecem a cidade.

M. Saíde é um desses casos. Acompanhando um parente, vindo da província de Cabo Delgado, este senhor vê-se, muitas vezes, obrigado a comprar água nas cercanias do hospital pois, segundo disse “nem sempre sai água nas enfermarias”.

“Deste que eu e o meu tio chegamos neste hospital regista-se o mesmo problema e, até, fui obrigado a comprar baldes para cartar água na vala que encontra-se em frente da Pediatria. Para mim, esta situação não é novidade aqui”, denunciou a fonte.

Marcelo Bandjene, chefe do Banco de Socorro do HCN, confirmou ao Ikweli o problema da oscilação da corrente eléctrica mas, quanto a água diz não haver problema, ainda que o sistema de drenagem da morgue tenha tido problemas recentemente. (Celestino Manuel e Redacção)

 

Docente universitário baleado em Nampula

Nampula (IKWELI) – José Salina, docente da Universidade Rovuma, UniRovuma, na cidade de Nampula, norte do país, foi baleado por desconhecidos no princípio da noite desta terça-feira (30 de Abril) na zona do prédio Carvalheira, próximo a sua residência.

Segundo apurou o Ikweli, o docente de 37 anos de idade sofreu o atentado quando regressava do serviço, momentos antes de entrar na sua moradia.

Nossas fontes no local apontam que o meliante disparou quatro tiros, dos quais três atingiram a vítima que mais tarde foi socorrida para o Hospital Central de Nampula. Depois de consumar o acto, o protagonista meteu-se numa viatura e abandonou o local.

“Fui surpreendo quando ouvi os tiros, até pensei que fosse trovoada mas, de seguida ouvi mais três disparos seguidos e ele a gritar por socorro. Fui a correr e encontrei-lhe estatelado no chão. Levei-lhe ao carro para o hospital central de Nampula”, disse-nos um morador do mesmo prédio, cuja identidade omitimo-la pela sua segurança.

“Ao longo da caminhada para o hospital central”, prossegue a nossa fonte, “tentei perguntar-lhe o que está a acontecer e ele me respondeu que não sabe e não tem noção de quem está por de trás de tudo”.

A família da vítima não se pronunciou sobre o cedido por se encontrar em estado de choque e, exige que a justiça seja feita. (Celestino Manuel e Redacção)

Nampula indica Secretário-Geral da Renamo

Nampula (IKWELI) – A margem do 2º Conselho Nacional do partido Renamo realizado na última segunda-feira na cidade de Nampula, capital do maior círculo eleitoral do país, o presidente daquela formação política indicou André Magibire para desempenhar as funções de secretário-geral.

Ossufo Momade orientou a reunião do seu partido via teleconferência, a partir da serra da Gorongosa, alegadamente, por razões de segurança.

Magibire, de 50 anos de idade, substitui do cargo Manuel Bissopo, destituído durante o congresso do partido realizado ainda no corrente ano nas matas de Gorongosa, reduto da Renamo.

O percurso de André Magibire na Renamo esteve sempre ligado ao malogrado líder do partido, Afonso Dhlakama, tendo o servido, inclusive como seu secretário particular.

O novo secretário-geral da Renamo notabilizou-se, também, por ser mandatário nacional do presidente e do partido desde o ano de 2012.

Natural do distrito de Búzi, província central de Sofala, Magibire começou a ganhar maior notabilidade interna no seio da perdiz desde 1990 quando lhe é confiado, por Afonso Dhlakama, para trabalhar no departamento de Informação, como técnico da Agência de Informação Pública de Moçambique e Locutor da Rádio Voz da Renamo, na Base da Massala – Gorongosa, uma missão que durou um ano.

Em 1992, Dhlakama voltou a apostar em Magibire ao nomeá-lo seu secretário particular, função que desempenhou até Setembro de 1993, ano que foi lhe colocado num périplo presidencial aos países baixos, nomeadamente Itália, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Alemanha, Portugal e França, com único propósito de transformar a Renamo de movimento armado em partido político. De lá para cá, foi desempenhando várias funções, dentre elas a de deputado da Assembleia da República, onde na presente legislatura pertence ao Conselho da Administração do órgão. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)

Ossufo Momade recomenda ao governo a pedir apoio de outros actores no combate aos insurgentes de Cabo Delgado

Nampula (IKWELI) – O presidente da Renamo, Ossufo Momade, recomenda ao governo moçambicano para que solicite apoios de outras forças vivas da sociedade no combate aos ataques armados que há mais de dois anos destroem o norte da província de Cabo Delgado, precisamente os distritos de Macomia, Quissanga, Palma, Mocímboa da Praia, Nangade e a Ilha do Ibo.

“Se as Forças de Defesa e Segurança não conseguem devolver a paz e estabilidade social em Cabo Delgado que o governo solicite o apoio de outras forças vivas, porque o que está em causa é a nossa soberania, a vida do nosso povo, o bem mais precioso”, disse o temível general Ossufo Momade, aos participantes do 2º Conselho Nacional da Renamo iniciado nesta segunda-feira (29), na cidade de Nampula.

O líder do maior partido da oposição em Moçambique criticou, igualmente, a inércia das Forças de Defesa e Segurança no combate aos insurgentes e, na sua disponibilidade em reprimir cidadãos indefesos.

“A situação de ataques armados em Cabo Delgado está a tomar contornos alarmantes e preocupantes para a sociedade moçambicana e para a Renamo, em particular”, reconheceu Momade, para de seguida afirmar que “como consequência desses ataques, cujas motivações ainda são desconhecidas, assistimos o assassinato bárbaro de centenas de cidadãos indefesos, perante olhar impávido e impotente das Forças de Defesa e Segurança”.

No entender do presidente da Renamo, “o mais caricato é que essas mesmas forças, quando é para reprimir manifestações pacíficas, perseguir, prender, torturar e assassinar cidadãos indefesos, particularmente os membros da Renamo, são altamente estrategas, fortes e competentes”.

“Porquê as Forças de Defesa e Segurança não conseguem parar com os ataques em Cabo Delgado? A quem interessa a onda de assassinatos e destruição de casas e machambas em Cabo Delgado?”, pergunta Ossufo, para depois exortar ao governo “para defender o nosso povo e não aos interesses de um grupo”. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)

Presidente da Renamo exige demissão do director-geral do STAE

Nampula (IKWELI) – O presidente do partido Renamo, Ossufo Momade, exigiu na manhã desta segunda-feira (29), a margem da abertura do 2º Conselho Nacional daquela formação política, a demissão do director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Felisberto Naife, por, de forma manifesta, estar a pôr em causa o processo de recenseamento eleitoral em curso no país.

A reunião magna da Renamo decorre na cidade de Nampula, norte do país, e tem o seu término previsto para a amanhã dia 30.

Ossufo, falando em teleconferência para os conselheiros, recordou que “por causa das calamidades naturais que assolaram as regiões centro e norte do país, apelamos em tempo útil, ao governo para que o recenseamento eleitoral fosse adiado por 45 dias, de modo a permitir que a nossa população pudesse reassentar-se e reerguer as suas vidas”.

Quanto a este apelo, segundo Momade, “por causa da arrogância, o regime fez ouvidos de mercador e hoje se assiste um autêntico fiasco do recenseamento eleitoral com muitos problemas técnicos no terreno e uma operacionalização abaixo do desejável. Constata-se a falta de painéis solares, cabos e inversores para além de avarias constantes dos mobiles ID, o que significa que há muitas brigadas de recenseamento que não funcionam devidamente” por isso, “exigimos a demissão do Director Geral do STAE e apelamos à Comissão Nacional de Eleições para desmantelar essas práticas que são uma violação à legislação eleitoral, de modo que o processo de recenseamento seja o mais transparente e abrangente”.

Ainda assim, o presidente da Renamo está convicto que o seu partido sairá vencedor das eleições de 15 de Outubro próximo.

“As eleições de 15 de Outubro de 2019, serão realizadas sob um novo figurino e reguladas por um quadro jurídico de descentralização, proposto pela Renamo, um legado deixado pelo nosso saudoso e carismático presidente Afonso Dhlakama”, recordou o general Momade, para concluir que “estamos certos que a vitória vem do sacrifício, por isso apelamos a todos os quadros, membros e militantes do partido a dar o máximo de si na mobilização para que os potenciais eleitores adiram massivamente aos postos de recenseamento eleitoral de modo a concretizar o grande imperativo nacional, a vitória esmagadora, retumbante e asfixiante da Renamo”. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)

Ciclone tropical Kenneth: Mais de 400 mil pessoas poderão ser afectadas em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pouco mais de quatrocentas mil pessoas dos distritos da Ilha de Moçambique, Monapo, Nacala-Porto, Nacala-Velha, Memba e Erati, na província nortenha de Nampula, poderão ser afectadas pelo ciclone tropical Kenneth, que se espera que atinja a costa moçambicana a partir desta quinta-feira (25).

A província de Cabo Delgado, também, vai ser afectada por este evento climático.

Nesta quarta-feira, o governo provincial de Nampula esteve reunido em Conselho técnico de emergência para avaliar o nível de preparação para responder a este evento climático.

Victor Borges, governador de Nampula, apelou para que haja rápida troca de informação entre os diferentes sectores.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), delegação de Nampula, garantiu que todos os equipamentos e meios disponíveis para socorro e salvação das pessoas a serem afectadas estão em prontidão.

O Ciclone tropical Kenneth pode evoluir para o nível 4, a mesma proporção do ciclone IDAI que fustigou em Março último a região centro do país. (Redacção)

Finalmente: Amade e Germano foram soltos

Nampula (IKWELI) – Os jornalistas Amade Abubacar e Germano Daniel, ambos da Rádio Comunitária Nacedje, da vila de Macomia, foram hoje restituídos à liberdade sob termo de identidade e residência.

A detenção dos dois escribas era tida como sendo ilegal e, durante o tempo em que ficaram encarcerados sofreram, gravemente, a violação dos seus direitos fundamentais, incluindo a proibição de manutenção de contactos directos com amigos e familiares.

“Numa longa batalha jurídica que o MISA tem vindo a travar sobre este processo, acompanhado de várias acções de advocacia empreendidas por organizações nacionais e internacionais, os dois jornalistas só vieram a ser acusados formalmente no dia 16 de Abril de 2019”, refere um comunicado de imprensa do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA), distribuído a partir de Maputo, acrescentando que “para o caso de Germano, a acusação foi feita violando o prazo de 90 dias previstos pela Lei para a Prisão Preventiva”.

Contrariamente ao que o Germano era acusado, prossegue o comunicado, no processo inicial que legalizou a sua prisão preventiva, de estar “envolvido na prática de crimes de violação de segredo de Estado por meios informáticos e instigação pública a um crime com uso de meios informáticos; em despacho de acusação, a 16 de Abril de 2019, os dois jornalistas já são acusados de difundir mensagens desabonatórias contra os membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique – FADM, através de conta do Facebook que anunciava que ocorriam ataques nas aldeias do distrito de Macomia, tendo como editor Germano de Sousa”.

O MISA garante que vai continuar a prestar todo o apoio necessário para que os jornalistas tenham uma defesa a medida e, provar-se em tribunal a sua inocência. (Redacção)

Esposa estrangula órgãos genitais do marido por causa de 30 meticais

Nampula (IKWELI) – Uma cidadã, cuja identidade não apuramos, tentou dissipar os órgãos genitais do seu próprio esposo, supostamente, por este lhe ter acusada de subtrair, sem o seu consentimento, 30 meticais do bolso de uma das roupas usada pela vitima no dia anterior. O caso correu na manhã desta quinta-feira (18), na Unidade Comunal de Muthita, bairro de Mutauanha, na cidade de Nampula.

Segundo apurou o Ikweli no terreno, tudo começou quando a vítima, que responde pelo nome de Manuel Armando, questionou a sua esposa se tivera conhecimento sobre o valor que desaparecera, estranhamente, do bolso de uma das suas calças, e que em resposta a agressora referiu que não precisaria de um valor daqueles, uma vez que já tinha consigo cerca de 100 meticais que conseguira fruto de adultério.

Para evitar brigas, Armando contou-nos que tinha de se afastar da sua casa e decidiu ir a casa do seu vizinho mas, foi se apercebendo que a esposa, com nervos na flor da pele, danificava alguns electrodomésticos. Como forma de evitar o pior, Armando dirigiu-se a casa para tentar a calmar a esposa, eis que lhe é recebido com agressões com recurso a almofariz.

“Quando tentei lhe arrancar o almofariz me empurrou e deixou-me cair por cima do congelador, e de seguida mordeu o meu sexo. Quando gritei a pedido de socorro, meus vizinhos vieram e me levaram para o Posto Policial, onde foi me passada uma guia para vir aqui no hospital”, contou a vítima.

O nosso entrevistado explicou que o seu casamento, nos últimos dias, vai do mal ao pior, tudo por causa do comportamento da sua esposa que não o respeita. “Eu sou guarda domiciliar e quando vou trabalhar, segundo informações, ela fica a trazer outros homens dentro da nossa casa, e por várias vezes já sentamos junto com a família para tentar resolver, mas ela nunca muda e é assim que já estou nesta situação”, disse para depois, aparentemente inconsolável, que acrescentar que “não sei se hei-de continuar a praticar sexo”.

Entretanto, o nosso jornal ouviu alguns vizinhos do casal que presenciaram o sucedido e afirmaram que a relação de ambos há muito que andava em crise e acusam a esposa de ser uma das que protagonizava desordem.

As fontes sugerem que as autoridades governamentais punam severamente estes tipos de casos para disciplinar os criminosos.

Este caso, recorde-se, é do conhecimento das autoridades do bairro, sobretudo do Regulo Marrere. (Celestino Manuel)