Nampula (IKWELI) – A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia – Moçambique 2019 entende que a ausência de observadores nacionais em quase metade das assembleias de voto observadas não contribuiu para a transparência do processo.
Um comunicado de imprensa recebido na nossa redacção refere que “no dia da das eleições os procedimentos de votação foram bem implementados”, ainda que tenha sido “precedida por uma campanha marcada por violência, limitações das liberdades fundamentais, e dúvidas sobre a qualidade do recenseamento eleitoral”.
Ao todo, a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia esteve presente em 807 mesas de assembleias de voto com mais de 150 observadores, incluindo o Canadá, Suíça e Noruega.
Para esta fase do processo, segundo a mesma nota, “o processo decorreu num ambiente polarizado e complexo no qual a violência interpartidária foi prevalente assim como uma desconfiança entre os principais partidos políticos e falta de confiança que a administração eleitoral e os órgãos judiciais fossem independentes e livres de influência política”.
Por outro lado, concluem os observadores da União Europeia que “na maioria das mesas de votos não foram respeitados os procedimentos para reconciliação dos boletins de voto”. (Aunício da Silva)
Nampula (IKWELI) – Depois de três sucessivos adiamentos no mesmo dia, a Comissão Provincial de Eleições de Nampula (CPE), finalmente, no princípio da noite deste domingo (20), anunciou os resultados de apuramento intermédio das eleições de 15 de Outubro corrente.
Os números apresentados na ocasião dão vantagem ao candidato presidencial Filipe Nyusi e ao seu partido, a Frelimo, estando Ossufo Momade e a Renamo como os segundos bem posicionados. Segue-se o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e o seu candidato, Daviz Simango, e por fim está colocado o Mário Albino e o seu Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI).
Daniel Ramos, presidente da CPE de Nampula, foi a figura que leu o edital de apuramento, o que mais tarde viria a ser disponibilizado a imprensa presente, e segundo o mesmo documento “para a eleição presidencial, Filipe Nyusi, candidato do partido Frelimo, conseguiu 546.484, o equivalente a 59,51%, Ossufo Momade, da Renamo, obteve 314.445 (34,13%), Daviz Simango, do MDM, obteve 34.266 (3,95%) e o Mário Albino, do AMUSI, 17.204 (1,87%).
Para a eleição referente aos deputados da Assembleia da República, os dados do apuramento intermédio apontam que a Frelimo obteve 495.644 votos (58,50%), a Renamo conseguiu 300.151 (35,43%), o MDM teve 28.611 (3,38%) e o AMUSI apenas amealhou 13.987 (1,65%). Os restantes concorrentes não conseguiram nem se quer atingir 1% dos votos.
No que se refere a eleição dos membros da Assembleia Provincial e, consequentemente, o governo provincial, a Frelimo adquiriu 555.204 (58,00%), Renamo teve (314.605 (36.20%), o MDM obteve 33.060 votos (3.80%) e o AMUSI ficou apenas com 17.368 (2,00%). (Redacção)
Nampula (IKWELI) – Passadas 24 horas após o encerramento das urnas e o início do processo de contagem dos votos, no âmbito das eleições gerais e para as assembleias provinciais ontem realizadas, o rescaldo que se faz no maior círculo eleitoral do país, Nampula, não é dos melhores.
Há registo de mortes e de detidos justa e injustamente, dependendo do ângulo dos interesses na análise do contexto e da situação, incluindo suspeitas de enchimento de urnas a favor de determinado candidato e partido. Disso há relato de cidadãos detidos na posse de boletins pré-votados na cidade de Nampula, Ilha de Moçambique e Angoche.
A Sala da Paz, uma plataforma conjunta de observação eleitoral, convocou a imprensa na manhã desta quarta-feira (16) para informar que os seus observadores registaram pelo menos duas mortes, vítimas de baleamento protagonizado por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM). As tragédias foram registadas nos concelhos autárquicos de Nacala-Porto e Angoche, sendo que no primeiro caso, o acto foi registado na Escola Secundária São Vicente.
A PRM, através do seu porta-voz no comando provincial de Nampula, Zacarias Nacute, confirmou estas ocorrências, incluindo a detenção de 22 indivíduos indiciados de perturbação da ordem pública e da prática de ilícitos eleitorais.
Esta fonte policial nega o baleamento mortal registado em Nacala-Porto, mas confirmou o caso de Angoche, ainda que haja evidências sobre o caso ocorrido no mais importante entreposto comercial do norte do país.
“Ao nível do distrito de Nacala-Porto não tivemos dados de mortes, tivemos sim cinco detidos em conexão com a perturbação da ordem pública que se verificou durante a contagem de votos, mas não existiram vítimas humanas. Tivemos um registo [de morte] em Angoche onde um indivíduo, no processo ainda de votação, tentou arrancar uma arma de fogo a um agente da polícia e sem sucesso acabou sendo alvejado, uma vez que os outros membros da Polícia tiveram que intervir para garantir que este instrumento não se mantivesse em mãos alheias”, precisou Nacute, para quem, “num cômputo geral, o processo de votação decorreu sem sobressaltos”. Na óptica da polícia, tudo correu bem na votação de 15 de Outubro.
PRM exibindo musculatura na Av. do Trabalho
Nacute refutou-se a comentar os vários assuntos ocorridos durante o dia de ontem, incluindo os casos em que as vítimas foram agentes policiais. Por exemplo, o baleamento entre colegas em Angoche e o auto-baleamento registado na Escola Primária de Muegane, nos arredores da cidade de Nampula. Em Muegane, um agente policial que tentava dispersar eleitores baleou-se sozinho, dando-se três tiros no pé.
A Sala da Paz insiste que houve duas mortes e que as eleições não decorreram num ambiente de cordialidade e muito menos pacífico, bastante reparar o exibicionismo policial que ditou a retirada dos seus quartéis parte significante dos seus meios circulantes, incluindo blindados e carros de assalto/combate militar.
“Morte existiu [em Nacala-Porto], sim, mas a ser verdade a maneira como ouvimos, achamos que é muito triste num país democrático como o nosso, onde a polícia nós achávamos que seria a nossa segurança, por pagarmos e treinarmos com os nossos impostos para nos proteger, é ela que depois vira-se contra nós”, disse António Mutoua, presidente da Sala da Paz em Nampula.
Segundo Mutoua, “estas foram as piores eleições que eu assisti aqui em Moçambique. De liberdade não tem nada e muito menos de justiça. Então, vamos esperar o resultado [definitivo] para falarmos da transparência. Mas, nós como moçambicanos, deixa-nos a desejar. O epicentro dessa confusão em Moçambique é a Comissão Nacional de Eleições e do STAE”. (Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – Depois de uma relativa calmia durante quase toda a tarde deste dia de votação, 15 de Outubro, a situação começou a ganhar contornos alarmantes ao nível do maior círculo eleitoral do país, Nampula, quando passavam das 17h.
As informações que os nossos correspondentes nos distritos avançam é que há casos de disparos de armas de fogo protagonizados por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Em termos concretos, ao nível da cidade de Nampula, há o registo de eleitores que foram impedidos de votar nas assembleias localizadas na EPC de Mutauanha, Parque Popular, Escola Industrial e Comercial de Nampula, EPC de Napipine, entre outros.
Quanto ao encerramento das mesas, apuramos que até perto das 19h, nas EPC´s de Muthita e de Napipine, ainda havia filas de eleitores com pouco mais de cinquenta pessoas a esperarem do seu momento de votar em três mesas.
Na EPC 7 de Abril, onde se registou um ambiente conturbado durante as primeiras horas do dia, a tranquilidade estava garantida, até pelo menos as 19h30 que os nossos repórteres passaram do local.
Já no posto administrativo de Anchilo, concretamente na zona da Cerâmica, a população local espancou dois agentes da PRM e retirou-lhes as suas armas de fogo. Os dois membros da corporação puseram-se em fuga, e por momentos o trabalho das mesas ficou paralisado. A população reclamava o controlo dos seus votos, mas a polícia impedia essa pretensão.
Já logo depois das 18h, a cidade de Nampula registava a circulação de viaturas policiais do modelo Humer.
Na zona de Mecua, localidade de Corrane, no distrito de Meconta, nossos contactos locais confirmaram o disparo de tiros, bem como a queimada de duas viaturas e a casa do chefe do posto local.
Também em Angoche, as coisas não estão lá grande coisa. Nosso correspondente na região aponta que a residência do chefe do posto de Namaponda foi incendiada. A polícia foi para o local espalhar gás lacrimogéneo e retirar as urnas para a cidade de Angoche, onde os votos deverão ser contados no STAE local.
Já no bairro da horta, a população decidiu bloquear o acesso da EPC Eduardo Mondlane, local onde durante o período de manha foram encontrados boletins pré-votados a favor da Frelimo e do seu candidato presidencial, Filipe Nyusi.
Outro dado menos democrático chega-nos de Nacala-Porto, onde, em pelo menos duas escolas, a polícia foi para lá disparar. O Ikweli registou incidentes desta natureza na EPC de Mathuapué e no Orfanato. Neste último local, a população colocou barricadas e queimou pneus.
Na EPC de Muhuve, no distrito de Nacarôa, nosso correspondente apurou que um grupo de indivíduos, alegadamente do partido Frelimo, deu instruções aos presidentes das mesas ali localizadas para não colarem os editais após o término das actividades.
O local onde o candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, votou na Ilha de Moçambique, a população decidiu acampar, prometendo abandonar depois que os resultados forem publicados.
Do distrito de Malema, apuramos que durante perto de duas horas registou-se corte no fornecimento da energia eléctrica. O acto ocorreu há cinco minutos do fecho das mesas (17h55) e o restabelecimento chegou as 19h15. (Coordenação: Abrão Chemane, Celestino Manuel, Constantino Henriques, Elisabeth José, Miguel Teodósio e Sitoi Lutxeque *Fotos: Hermínio Raja)
Nampula (IKWELI) – As primeiras seis horas do processo de votação na província de Nampula foram caracterizadas por um ambiente calmo com tendência para agitação, pela quantidade de ilícitos eleitorais que se foram verificando sucessivamente.
Na Ilha de Moçambique, local onde votou o candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, o nosso correspondente observou que na mesma mesa registou-se uma contenda, por ter sido flagrado um eleitor com boletins pré-votados a favor da Frelimo e do seu candidato, Filipe Nyusi.
Na cidade de Nampula, o mais importante centro urbano do norte de Moçambique, o relato é que há detenções ligadas a casos de ilícitos eleitorais, mormente a posse de boletins pré-votados a favor da Frelimo. Na Escola Primária e Completa (EPC) 7 de Abril, no centro da autarquia, um jovem foi recolhido por agentes da polícia moçambicano por ter sido encontrado na posse de uma quantidade não especificada de boletins de votos. O mesmo indivíduo pretendia votar na mesa com o número 03005-08/03330-01.
No distrito de Rapale, bem próximo a cidade capital provincial, o ambiente é calmo, segundo constatamos na EPC de Nicuia, no posto administrativo de Namaita, onde estão montadas quatros mesas.
Pelo menos, segundo constatamos, as mesas visitadas pelos nossos repórteres abriram pontualmente As 7h, segundo manda a lei e a maioria dos eleitores na fila eram mulheres, sobretudo idosas.
“Já votei e não vejo o que dizer. O processo foi simples”, disse a senhora Muavilela Chapila, idosa que acabava de exercer o seu direito cívico em Namaita.
As reclamações dos concorrentes
O partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI) queixa-se da exclusão dos seus delegados de candidatura nas mesas de voto, sem motivo aparente protagonizado pelos presidentes das mesas.
Alves António, mandatário provincial do AMUSI em Nampula, disse ao Ikweli que nos distritos de Memba, Mossuril, Monapo e Rapale, o partido não tem os seus delegados de candidatura operacionais, alegadamente, por falta de número de ordem nas respectivas credenciais.
Outrossim, é que alguns delegados de candidatura do AMUSI foram acreditados como sendo da Renamo no distrito de Mossuril, concretamente na zona de Matibane.
“Neste momento, os nossos fiscais estão fora em algumas escolas de Memba, Monapo, Mossuril e Rapale, sobretudo nas EPC´s de Cava, Chipene, Meculimpa, Namitatar, Matibane, Monapo-Rio, EPC de Monapo em Rapale onde neste momento apenas esta o na sala de votação os fiscais da Frelimo. Os meus colegas já falaram com as respectivas Comissões Distritais de Eleições. Eu, também, já falei com o presidente da Comissão Provincial de Eleições, mas até agora não resolveu o problema. Além disso, em Carrapira muitos eleitores estão a voltar sem votar porque os seus nomes não constam nos cadernos, mesmo na posse de cartões de eleitor. Estes actos dão sinais claros de uma preparação de fraude eleitoral”, anotou Alvés António, mandatário provincial do AMUSI.
A outra reclamação sai do cabeça-de-lista da RENAMO a governador de Nampula, Luís Mecupia, que denuncia uma suposta intimidação aos cidadãos eleitores por parte das Forcas de Defesa e Segurança, fortemente armada.
Jornalistas e observadores com trabalho dificultado
Um Membro de Mesa de Votação (MMV) afecto a Assembleia de voto número 03008-05, na Escola Primária Completa de Muatala, arredores do Concelho Autárquico de Nampula, está impedir a entrada dos jornalistas e observadores nas salas onde decorre o processo de votação.
Segundo aquele escrutinador, no acto da sua formação foi instruído para não deixar entrar nas assembleias de votação aos jornalistas, observadores nacionais e internacionais.
O escrutinador, cuja identidade não apuramos, agrediu psicologicamente ao nosso repórter, quando este tentava aceder a sala de votação, e graças a intervenção dos eleitores o pior não aconteceu.
Enquanto isso, na Escola Primaria Completa de Mutauanha um observador nacional, cuja organização não conseguimos apurar devido a danificação do seu credencial, escapou de pancadarias depois de ser encontrado com três cartões de eleitores de proveniência duvidosa.
Os eleitores que falaram ao Ikweli lamentaram a situação. “Quando questionamos a proveniência dos cartões ele disse-nos que estava a ajudar os escrutinadores, porque a fila era enorme. Voltamos a questionar se o seu serviço era exactamente aquele, mas não respondeu”, contou um cidadão que participou da intentona.
“Eu estava a ajudar aos eleitores, porque nas três filas havia muitas pessoas e a confusão já estava a ganhar contornos alarmantes, e foi daí que pensei em ajudar aos escrutinadores. Também, não são cartões de proveniência duvidosa como dizem os eleitores”, defendeu-se o indiciado, Januário Alberto.
Enquanto isso, a plataforma de observação eleitoral que congrega organizações da sociedade civil, Polícia da República de Moçambique, confissões religiosas, academia e órgãos de gestão eleitoral, lamenta a exclusão dos seus observadores no processo de credenciação, facto que está a condicionar o trabalho das organizações da sociedade civil membros da mesma.
“Os 300 observadores previstos pela Sala da Paz não foram, até ao momento, credenciados, o que nos preocupa bastante. Mas estamos a espera dos órgãos eleitorais porque sabemos que continua o processo de emissão de credenciais”, refere a plataforma em comunicado de imprensa enviado a nossa redacção, para depois escrever ainda que “em relação a abertura das mesas, a plataforma Sala da Paz, tem a dizer que o processo de votação na província de Nampula, arrancou na maioria dos postos as sete horas, e foi notória uma maior afluência de eleitores nas filas de votação que priorizaram as primeiras horas do dia para exercer o seu direito cívico”.
“Em alguns postos de votação, vários eleitores tiveram dificuldades em localizar as suas mesas, mas a equipe do STAE esteve presente para ajuda-los, o que louvamos”, lê-se ainda no documento cujo conteúdo temos vindo a citar.
Por outro lado, preocupa a Sala da Paz que “haja eleitores recenseados que não estejam a votar por terem perdido o cartão eleitoral”.
“Lamentamos o caso dos boletins de voto já assinalados encontrados na posse de um cidadão na EPC de Farlah, no distrito de Angoche, e desencorajamos tal comportamento porque pode manchar o processo. Contudo, apelamos que mais eleitores se dirijam as assembleias de votação. E que se mantenha a calma que caracterizou o inicio da votação”, conclui a posição da plataforma.
Órgãos eleitores satisfeito com o decurso da votação
“Avaliamos de forma positiva como o processo está a decorrer. Há muita afluência dos cidadãos eleitores e não há problemas até aqui”, disse Daniel Ramos, presidente da Comissão Provincial de Eleições de Nampula.
Quanto aos problemas que foram registados nas primeiras horas do dia, Ramos acredita que serão ultrapassados. (Abrão Chemane, Celestino Manuel, Constantino Henriques, Elisabeth José, Miguel Teodósio e Sitoi Lutxeque. *Fotos: Hermínio Raja)
Nampula (IKWELI) – Um jovem de 19 anos de idade, cuja identidade omitimos por razões éticas, viu os seus órgãos genitais estrangulados quando tentava acudir uma briga que opunha duas jovens do sexo feminino.
O trágico incidente para o jovem de boa-fé teve palco nas proximidades do mercado 25 de Junho, vulgo “Mercado do Matadouro”, no bairro de Mutauanha, nos arredores do concelho autárquico de Nampula.
Segundo apurou o Ikweli, a briga entre as duas jovens foi resultado da provocação de uma delas, a qual proferiu palavras injuriosas contra a sua adversária que na ocasião regressava da Escola Comunitária do ADEMO, local onde estuda.
A autora da contenda entre as duas mulheres encontrava-se numa cangala, local de venda de Kabanga, uma bebida de fabrico caseiro, de onde foi lançando as suas palavras pouco civilizadas contra a outra jovem que, vendo-se impaciente, partiu para a agressão.
Estando a briga a tomar proporções alarmantes, o jovem herói decidiu acudir as duas “artistas”, só que, para o seu azar, o disferimento de golpes virou contra ele. Na tentativa de se defender, deu com os seus órgãos genitais na boca de uma das lutadoras, a qual mordeu-o com alguma gravidade.
Socorrido para os Serviços de Urgência do Hospital Central de Nampula (HCN), a conclusão não podia lhe ser grave como tal, os ferimentos mereceram cuidados intensivos.
A mãe da vítima, Alzira Alfa, aparentemente preocupada com o facto e por recear que não possa vir a ser avó, pede para que a justiça seja feita e promete que “se a polícia tardar em recolher a ela, nós vamos fazer justiça com as próprias mãos”.
Moradores da mesma zona disseram ao Ikweli que a jovem que começou a briga é de conduta duvidosa, e o seu comportamento é socialmente repudiável, sobretudo quando consome bebidas alcoólicas.
O acto não trouxe nenhum remorso a autora, a qual continuou a consumir bebidas alcoólicas depois de desferir mordeduras aos órgãos genitais do jovem.
Mais tarde, segundo apuramos, a senhora tentou suicidar-se, não sabendo-se se por ligação com o último acto por ela praticado ou não. (Celestino Manuel)
Há um sentimento de revolta e preocupação por parte dos cidadãos locais e não só, pelo não esclarecimento do hediondo crime volvidos dois anos após a interrupção macabra da vida de um autarca que o seu povo ainda o mantém como herói, ou então Mópoli (salvador).
Nampula (IKWELI) – Passam hoje, 4 de Outubro de 2019, dois anos após o assassinato a tiro, por desconhecidos, do primeiro autarca da cidade de Nampula eleito através de uma candidatura suportada por um partido político da oposição, Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Mahamudo Amurane foi barbaramente assassinado, no princípio da noite do dia 4 de Outubro de 2017, em frente da sua residência particular, no bairro de Namutequeliua, nos arredores da autarquia que dirigia com gosto e paixão. É a 4 de Outubro de cada ano, desde 1992, que o país assinala mais uma passagem do dia dos Acordos Gerais da Paz, compromisso que pôs termos os 16 anos de guerra civil opondo o governo da Frelimo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
As investigações que poderiam conduzir ao esclarecimento e a responsabilização caíram por terra, quando o tribunal de Nampula decidiu não pronunciar os arguidos acusados pelo Ministério Público, como sendo autores do crime.
A pressão e o repúdio deste acto chegaram de todos os cantos do mundo, e os munícipes eram os mais inconsoláveis pois, durante os perto de quatro anos que Amurane dirigiu a autarquia, a qualidade de vida dos cidadãos aqui residentes mudou significativamente. O saneamento do meio, a higiene, o transporte público e outros serviços básicos fazem jus aos indicadores de desenvolvimento humano.
Milagres de Amurane…
Amurane encontrou uma cidade com sérios problemas, desde a recolha e tratamento de resíduos sólidos, acesso rodoviário, comunicação terrestre com os bairros periféricos, incluindo o sistema de saneamento do meio que não era gerido devidamente.
O autarca anterior é Castro Sanfins Namuaca, do partido Frelimo, o qual fez dois mandatos, e a sua gestão foi sempre alvo de críticas, e o legado deixado para o eleitor local não passou de uma cidade em “ruínas”. Na boca do povo, Namuaca não passa do pior edil que Nampula já teve.
Contra todas as expectativas, Mahamudo desafiou a disciplina partidária, apostando na constituição de uma equipa técnica e profissional com os mais altos padrões de cometimento e entrega na boa gestão da coisa pública, sem precisar olhar pela cor partidária do confiado. Esta coragem valeu-lhe divórcio com o MDM, incluindo ameaças de morte em praça pública.
Como um bom gestor, o então autarca decidiu ampliar o conceito da descentralização a letra da legislação em vigor na altura. Criou empresas municipalizadas, respectivamente para os sectores de saneamento e transportes, e ainda abriu um serviço específico de assistência a pequena e média empresa com vista a garantir que a inclusão no processo de desenvolvimento na autarquia de Nampula tivesse resposta vertical e horizontal.
“Warya Wa Wamphula” foi um célebre programa de limpeza da urbe com que o malogrado se destacou. Era a sua bandeira, e os resultados não se fizeram rogados em aparecer. Nampula tornou-se numa das cidades mais limpas do país, senão mesmo a melhor neste aspecto.
A imagem com que Amurane deixou o Parque dos Continuadores em Nampula
Através de uma concessão bancária, Amurane adquiriu 40 autocarros para a Empresa Municipalizada de Transportes de Nampula, com vista a melhorar o transporte público urbano de passageiros, e como tal garantir que os seus munícipes fossem transportados com dignidade.
Por outro lado, foram criadas a Empresa Municipalizada de Saneamento (EMUSANA) e a Companhia Municipal de Canto e Dança, sem deixar de referir-se a um modelo de gestão informatizado e capaz de detectar, com alguma facilidade, qualquer desvio de fundos públicos.
A segurança dos munícipes foi sempre prioridade para o autarca e em todas as vertentes. Como tal, em parceria com as empresas do Corredor do Norte foi construído o primeiro viaduto do norte de Moçambique, ligando a avenida do Trabalho e a Rua da Unidade, respectivamente nos bairros de Mutauanha e Napipine.
Como forma de garantir uma maior participação dos cidadãos no processo de governação, o autarca introduziu o “Orçamento Participativo”, uma ferramenta através da qual os munícipes decidiam, de acordo com o orçamento disponível para cada posto administrativo municipal, os sectores prioritários para investir no desenvolvimento local. Como resultados, foram construídas pontes nos bairros do Belenenses, Mutauanha e na ligação entre Jardim e Nampaco.
Ponte que liga os bairros de Nampaco e Jardim
Outrossim, Amurane envolveu grupos de mulheres na limpeza da cidade e como resultado, elas iam auferindo ordenados no fim de cada mês, um incentivo que ajudou muitas famílias a melhorarem as suas rendas.
Ainda no que se refere ao melhoramento das rendas das famílias, todos os vendedores ambulantes que desafiavam a beleza urbanística da cidade aceitaram acomodar-se em espaço preparados para a prática do comércio. Os registos indicam para a construção de vários mercados e melhoramentos dos existentes.
Uma nobre iniciativa de construção de infra-estruturas para o comércio doméstico está montada no mais populoso bairro do país, Namicopo. É o famoso Shoping do Povo, uma imponente infra-estrutura que dentre vários serviços, para além de bancas para o comércio a retalho, incluiu sala de cinema, cafés e restaurantes.
Um bairro modelo estava sendo projectado na zona de Mucuache, através de um plano de estrutura modernizada para um bairro que se preze característico para qualquer um centro urbano civilizado.
As saudades que ficaram
Em homenagem aos dois anos do seu assassinato, o Ikweli decidiu produzir esta reportagem, e conversou com muitos cidadãos do maior centro urbano do norte de Moçambique, e as saudades são enormes, na esperança de verem os actuais gestores da autarquia a trilhar por caminhos de governação similares ou melhores para o melhoramento da qualidade de vida dos residentes.
Para os moradores de Namicopo, o mais populoso bairro de Moçambique segundo estatísticas oficiais, dizem que a morte do autarca constitui uma perda irreparável.
Diamantino Cardoso é residente de Namicopo e ao Ikweli afirmou que o desaparecimento físico de Amurane trouxe retrocesso ao bairro, sobretudo no que se refere a transitabilidade rodoviária e segurança pública, incluindo a remoção e tratamento de resíduos sólidos.
“Se o presidente Amurane estivesse vivo acredito que não estaríamos nessas condições. Estávamos a caminhar muito bem como cidade”, disse Cardoso, para quem “rogo que o presidente Vahanle tenha o espírito do malogrado em continuar com aquelas actividades que colocavam a cidade a brilhar”.
A outra moradora de Namicopo que se encontra desiludida com o não esclarecimento do assassinato do autarca é a Linda Fernando, que defende que “os munícipes têm o direito de saber quem acabou com a vida do presidente Amurane”.
“Em Moçambique não há justiça, porque até então não foram encontrados os culpados. Esse assunto não está bem e nós queremos saber quem foram os autores que mataram o nosso presidente”, exige a senhora Linda, terminando que “a justiça deve ser feita”.
Estas exigências ouvem-se em todos os bairros da cidade. Por exemplo, na zona do Matadouro, no bairro de Mutauanha, dizem os munícipes que “não há vontade política para esclarecer este crime”.
“Apelamos para que trabalhe-se a sério neste assunto. Para além da família, todos nós temos direito de saber quem matou a pessoa que nós tínhamos confiado os destinos da cidade e estava a fazer o trabalho de forma espectacular. Sabemos que não o teremos de volta, mas que nos esclareçam quem foram as pessoas e porque”, disse Cândida Salimo, do bairro Mutauanha.
A residência particular do malogrado autarca, local onde foi assassinado, fica localizada no bairro Namutequeliua, concretamente na zona de Cotocuane, e os moradores locais, também, exigem justiça.
No entender de Abdul Amade, um jovem mecânico de motorizadas cuja oficina fica a escassos metros do local dos factos, a morosidade no esclarecimento do caso parece algo propositado.
Amade recorda-se que Mahamudo Amurane era um cidadão de fácil trato, mesmo depois de ter sido eleito autarca da terceira mais importante cidade do país.
“Eu estava aqui fora, de repente senti que devia ir a casa de banho. De lá ouvi o disparo de dois tiros, desconfiei que de bandidos se tratassem. Dali fui a mesquita e de lá me disseram que o meu vizinho foi baleado. Depois um rapaz que estava aqui nessa hora disse-me que viu a pessoa e que ninguém podia lhe tocar, continuou caminhando em direcção do cemitério”, contou a fonte.
A dona Amina pratica comércio na mesma zona e disse que tudo aconteceu quando já tinha largado, mas quer ver os culpados responsabilizados. “O assassinato aconteceu depois de eu ter fechado o meu negócio, depois recebi ligação que Amurane foi baleado. Senti muito. Eu gostaria que fosse descoberta a pessoa que tirou a vida ao presidente Amurane”.
“Como munícipe gostaria que o caso fosse esclarecido, tinha que haver uma informação para se esclarecer o que aconteceu para que houvesse este acto macabro, para que todos munícipes desta cidade, assim como os familiares, pudessem descansar, e a própria alma dele”, defende um outro munícipe que pediu para não ser identificado na matéria.
A homenagem dos antigos colaboradores
O assassinato de Amurane foi fatal para todos, sobretudo para aqueles que com ele planificavam o dia-a-dia da cidade e projectavam uma autarquia cada vez mais urbana, onde os serviços básicos fossem prestados na melhor qualidade possível.
Mais da metade dos principais colaboradores directos foram caçados, desde a vacatura com a presidência interina, assim como nos dias que correm. O conhecimento em torno de gestão adquirido na altura não está sendo, devidamente, explorado e, em virtude disso, estão quase todos marginalizados em posições que nem para consulta servem.
Lamentando de canto em canto e de esquina em esquina, os antigos colaboradores de Mahamudo Amurane decidiram homenageá-lo hoje, como forma de imortalizar os seus ideais, segundo contou ao Ikweli Gamito dos Santos, antigo director de Mercados e Feiras no reinado do malogrado.
Dentre as actividades planificadas, segundo Gamito dos Santos, o destaque vai para uma visita e limpeza na campa onde jazem os restos mortais do autarca, deposição de uma coroa de flores, bem como uma reflexão pública sobre a vida e obra de Mahamudo Amurane.
“Vamos visitar o túmulo do falecido e esta é uma actividade primordial. Estamos a pensar em sentar e reflectirmos em torno daquilo que eram os projectos do presidente Amurane, sobre o que nós pensamos e como é que será a sua efectivação, uma vez que o presidente já se foi”, anotou Dos Santos.
Populares no funeral de Mahamudo Amurane
As voltas da justiça
O assassinato macabro de Mahamudo Amurane fez com que meio mundo prometesse esclarecer o caso, desde a Polícia da República de Moçambique (PRM), Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), incluindo a autoridades judiciais da província.
Mas, volvidos dois anos, nem água vai e nem água vem. Os dois suspeitos que tinham sido constituído arguidos pelo Ministério Público, o tribunal decidiu não pronuncia-los.
Para o tribunal de Nampula, os elementos elencados no processo nº 12/19 pela Procuradoria da República não são bastante para que o mesmo chegue a fase de julgamento, e por isso recomendou produção de melhores provas.
“O facto de os co – arguidos Saíde Aly Abdulremane Abdala e Zainal Abdina Abdul Satar, terem respondido que o atirador veio do lado frontal e efectuou os disparos mesmo em frente e bem assim, o facto de ao se fazer a reconstituição dos factos ter se demonstrado que os co – arguidos Saíde Aly Abdulremane Abdala e Zainal Abdina Abdul Satar Daúdo, eram os únicos que se encontravam próximo da vítima e, por sinal, a mesma distância a que o projéctil foi disparado tais factos, no nosso entender, não podem constituir elementos suficientes de prova para que os arguidos sejam considerados os autores do crime”, lê-se no despacho de não pronuncia na posse do Ikweli e data de 8 de Agosto passado.
Enquanto tarda o esclarecimento e a responsabilização, a família, os amigos e os munícipes continuam a sofrer com esta perda. (Aunício da Silva, Celestino Manuel, Constantino Henriques e Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – O partido Movimento Alternativo de Moçambique (MAMO) está a promover uma campanha de persuasão dos eleitores no país para que não possam ir votar no dia 15 de Outubro próximo, em reivindicação da exclusão da sua candidatura pelo Conselho Constitucional (CC) para o mesmo escrutínio.
A campanha eleitoral para o mesmo evento está em curso desde o dia 31 de Agosto findo, e os partidos e seus candidatos já palmilham o país caçando a simpatia do seu eleitorado através de promessas.
De acordo com Estêvão de Fátima, Secretário-Geral do MAMO, a exclusão do seu partido pelo CC é a clara demonstração do autoritarismo a que o estado moçambicano se tornou, bem como uma alegada perseguição permanente que os seus membros sofrem por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).
A forma que o MAMO encontrou para reivindicar a decisão do CC é a persuasão dos eleitores para que gazetem a votação. Esta actividade arrancou no mesmo dia com a campanha eleitoral, 31 de Agosto.
Com o propósito de desmobilizar as pessoas a não votarem, Estêvão de Fátima já percorreu alguns distritos de Cabo Delgado, nomeadamente Namuno e Balama. Ontem, quando o entrevistamos, encontrava-se no distrito de Murrupula, na província de Nampula, para depois seguir para as províncias da Zambézia, Niassa e Maputo, onde o partido está inserido.
“Nós fizemos de tudo para podermos concorrer, mas fomos retirados sem explicação nenhuma. Então, achamos que o processo está viciado, por isso estamos a dizer aos nossos membros e simpatizantes que nós não vamos participar e pedir a todos aqueles que são os nossos apoiantes para não votarem em nenhum partido; ficar em casa até que o processo termine”, disse o responsável.
De Fátima disse que o seu partido não está a apoiar a nenhum candidato presidencial e nem a qualquer um outro partido concorrente, pelo facto de não ter lhes sido solicitado este apoio, ou então vontade de coligação. Ainda que nestes dias algum deles manifeste essa vontade, segundo o SG do MAMO, nada pode acontecer porque a decisão de boicotar as VIª eleições já foi tomada pelo colectivo do partido.
A nossa fonte avança que até ao momento, o partido que dirige já despendeu, pelo menos, 30.000,00Mt (trinta mil meticais) na sua campanha ilegal, com a qual pretende alcançar mais de 20 mil membros da sua formação política.
Sem relação com o Nhongo
Estêvão de Fátima deixou claro que não tem nenhuma relação com Mariano Nhongo, um militar do partido Renamo descontente com o rumo gerado pelas negociações de paz que culminaram com a assinatura de dois acordos políticos.
Nhongo, auto-proclamado presidente da Junta Militar da Renamo, também, já disse que, enquanto não for ouvido, no dia 15 de Outubro não se realizarão eleições no país.
“Nós temos um objectivo, eu penso que o Nhongo não explica o seu objectivo. Formamos o partido para concorrer as eleições, sem explicações nenhuma o partido é retirado [da corrida] e isso nos deixou indignado. A justificação de Nhongo [na anulação da votação] é tipo tribalista, porque ele aponta que não querem o seu líder e isso é diferente do que nós reivindicamos”, esclareceu o político.
Estêvão de Fátima pode ir a cadeia
Entretanto, a Comissão Nacional de Eleições (CPE), através do seu porta-voz Paulo Cuínica, que tomou o conhecimento da situação pelo Ikweli, quando instado a pronunciar-se a propósito, disse que o acto é uma autêntica violação da lei.
“Esta é uma violação. Deve ser levado as autoridades competentes. Este é assunto de polícia. Ninguém deve negar o direito de votar a outra pessoa. É um crime. Este assunto tem de ser levado a polícia”, esclareceu Cuínica.
Quem, também, não sabia dessas intentonas é a própria PRM. Zacarias Nacute, porta-voz da corporação em Nampula, disse, quando chamado pelo Ikweli, que a polícia vai agir.
“É obrigação da PRM agir face a essa situação, mas tem de haver uma denúncia formal, ou a polícia tem de flagrar este acto a acontecer. Uma vez que já nos foi notificado por sua parte vamos mobilizar os colegas lá de Murrupula [local onde até ao fecho da reportagem trabalhava o SG do MAMO] para ver se sensibilizam estes indivíduos a não pautarem por este comportamento e, provavelmente, os seus cabecilhas sejam responsabilizados pelo acto”, concluiu Nacute. (Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – Assinalou-se nesta quarta-feira (25) o dia das Forças Armadas de Moçambique, em resultado de na mesma data, em 1964, ter iniciado a luta armada de libertação nacional, e em todo o país vários eventos foram organizados para marcar a efeméride.
Na cidade de Nampula, a população em geral, membros e simpatizantes de partidos políticos, antigos combatentes, turistas, jovens e crianças acorreram para a praça dos heróis moçambicanos para homenagearam os combatentes.
Sucede, porém, que os partidos Frelimo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM) decidiram tomar aquela praça pública para promover actividades de caça ao voto. Por lei, os monumentos fazem partes dos espaços públicos proibidos para a realização da campanha eleitoral.
Os primeiros a chegar foram os membros e simpatizantes da Frelimo, incluindo organizações sociais do partido, que munidos de camisetas, bonés, capulanas, panfletos e bandeiras apelavam o voto para o seu candidato Filipe Nyusi, bem como a própria formação política na votação de 15 de Outubro próximo.
Uma caravana do MDM invadiu a praça minutos após a deposição da coroa de flores, cantando e exaltando a figura do seu presidente, Daviz Simango, e apelando ao voto no dia 15 de Outubro.
O Ikweli apurou que a aparição dos membros e simpatizantes da Frelimo na praça dos heróis foi resultado de uma mobilização ao propósito.
Por sua vez, o MDM tentou atravessar o cordão de segurança e aproximar-se do local onde o governador Victor Borges saudava os membros das Forças de Defesa e Segurança, mas a pretensão caiu por terra porque foram, imediatamente, impedidos pelos agentes da polícia moçambicana que se encontravam no local.
Para evitar que mais uma tragédia se registasse foi necessária a mobilização de diferentes especialidades da Polícia da República de Moçambique (PRM), incluindo agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). (Celestino Manuel)
Desta vez informações indicam que em Nacala-Porto a residência de um secretário de célula do partido Frelimo foi incendiada por membros da Renamo em consequência de uma confusão entre opositores.
Nacala-Porto (IKWELI) – Uma casa incendiada, vinte e três feridos e dois presos é o resultado de uma confusão instalada no bairro de Matalane, no distrito de Nacala-Porto, norte do país, opondo membros da Renamo e da Frelimo.
Sucede-se que em processo de caça ao voto, segundo nossas fontes na região, um grupo de membros e simpatizantes da Renamo quis beber água de uma fonte pública instalada na residência de um cidadão local. Para a surpresa dos simpatizantes da Renamo, a fontenária pública foi construída na casa de um secretário de célula do partido Frelimo, o qual tentou impedir o acesso do precioso líquido aos membros da perdiz.
Esta situação provocou uma revolta por parte dos membros da Renamo, os quais na tentativa de reagirem foram recebidos com pancadarias e agressões diversas. Em sua defesa, os componentes da caravana, também, foram por cima dos agressores, e como resultado uma casa ficou incendiada.
No local, apuramos ainda que agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) que acompanhavam a caravana da Renamo detiveram dois indivíduos e socorreram vinte e três feridos, dos quais seis da Renamo, para um hospital local. (Redacção)