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Vahanle “acorda” para a reposição de tampas de manilhas vandalizadas e danificadas na autarquia

Nampula (IKWELI) – O concelho autárquico de Nampula decidiu repor as tampas de manilhas e grelhas metálicas que estavam danificadas e/ou roubadas no sistema de saneamento da urbe, o que periga a segurança dos automobilistas e transeuntes.

No último sábado (28), Paulo Vahanle, autarca do maior centro urbano do norte de Moçambique, liderou o primeiro acto da substituição de uma grelha metálica que tornava quase que inacessível a rua de Tete, no coração da cidade.

O autarca reconhece que a edilidade vinha recebendo várias queixas por parte dos automobilistas, por isso, por fim, decidiu reparar a situação. “Nós vimos que se continuarmos a repor as grelhas metálicas passaríamos os mesmos transtornos causados pelo roubo por pessoas de má-fé. Daí que recorremos as grelhas de betão armado (feitas de cimento) e acreditamos que não serão mais roubadas”, justificou Vahanle a decisão de substituição de grelhas metálicas por de betão.

Para a produção destas grelhas de betão armado, de acordo com Vahanle, foram alocados do cofre do Conselho Autárquico de Nampula 400.000,00Mt (quatrocentos mil meticais”. No entanto, prevê-se acrescentar esta soma de dinheiro, na medida em que vão colocando as tampas nos devidos lugares.

Pretende-se ainda que, até nos finais do mês de Abril do ano em curso, a reposição seja totalmente concluída, de maneiras que a situação seja acautelada para o bem dos residentes desta cidade.

As grelhas que estão sendo colocadas sobre as maninhas e valas de drenagem têm como objectivo facilitar a transitabilidade dos automóveis e peões, assim como a retirada dos resíduos sólidos quando estes enchem nas manilhas.

Na autarquia de Nampula as ruas e avenidas que mais apresentam problemas sérios da falta de grelhas nas valas de drenagem e manilhas são as da Rua de Tete, Avenidas Eduardo Mondlane, Josina Machel e a Francisco Manyanga. (Esmeraldo Boquisse)

Estabelecimentos hoteleiros poderão encerrar em Nampula por causa do coronavírus

Nampula (IKWELI) – Um total de 667 estabelecimentos turístico na província de Nampula, no norte do país, poderá encerrar as portas em consequência do novo coronavírus, covid-19, segundo dados fornecidos pela Repartição de Estudos e Planificação da direcção provincial da Cultura e Turismo.

Igualmente, de acordo com chefe do sector, Diamantino Manuel, nos últimos dias várias reservas que tinham sido marcadas nos distritos da Ilha de Moçambique, Nacala-Porto e na cidade de Nampula foram canceladas.

Esta situação poderá colocar no olho da rua vários trabalhadores, e o impacto na vida das famílias e receitas do estado, também, poderá ser grave. “Quando os estabelecimentos encerrarem são pessoas que poderão perder o emprego”, disse a fonte.

Dados constantes da base de informação da direcção da Cultura e Turismo referem que, pelo menos, na cidade de Nampula, um estabelecimento decidiu encerrar as suas portas, o que vai implicar o despedimento de 100 trabalhadores.

Referente aos movimentos de hóspedes a província de Nampula registou, de Janeiro a Março de 2020,   um total de 440 hóspedes, dentre eles 40 estrangeiros e 400 nacionais. E quando comparado com o mesmo período do ano passado arrola-se um decréscimo, onde foram registados 17.321 hóspedes, entre eles 6.274 estrangeiros e os restantes nacionais.

Face a esta situação, o chefe da Repartição de Estudos e Planificação da direcção provincial de Cultura e Turismo avança que a taxa de ocupação neste momento situa-se em 6% com uma estadia média de um dia, contra 57 por cento do mesmo período do ano passado. Todavia, maior parte dos hóspedes que se encontra nos estabelecimentos estão alojados em regime de contrato de longo prazo.

O entrevistado deu a conhecer que a receita arrecadada no sector privado do turismo decresceu acima de 100 por cento quando comparado com o ano transacto, ou seja, neste primeiro trimestre que está prestes a terminar o sector privado arrecadou cerca de 1.760.000.00Mt (um milhão, setecentos e sessenta mil meticais), enquanto que no mesmo período do ano passado foram arrecadados 69.284.000.00Mt (sessenta e nove milhões, duzentos e oitenta e quatro mil meticais). (Esmeraldo Boquisse)

Justino Cardoso envolve-se na sensibilização para a prevenção do coronavírus

Nampula (IKWELI) – O artista gráfico Justino Cardoso, na cidade de Nampula, junta-se aos esforços actuais de sensibilização para a prevenção do novo coronavírus, o covid-19, através de uma exposição sobre a doença.

A obra faz parte de um dos capítulos de África Futuro das Europas, uma obra sobre as lideranças africanas, cuja intenção era de expor a banda desenhada que retrata sobre Coronavírus juntamente com a de Ebola, mas devido ao alastramento rápido desta primeira doença, o artista preferiu expor as obras de forma isolada.

“O coronavírus é um problema transversal que deve ser tratado em pé de igualdade e de forma urgente, uma vez que constituí elemento fundamental que ceifa vidas humanas de forma rápida em todo o canto do mundo”, disse Justino Cardoso para depois acrescentar que “é preciso que as pessoas comecem a levar a sério os efeitos desta doença antes que seja tarde demais”.

O mestre Cardoso, como é carinhosamente tratado, sustenta que uma exposição de banda desenhada é fixa, pode ser vista a qualquer altura em relação as outras formas de comunicação, como é o caso de discursos, áudios, entre outras, daí que considera de extrema importância uma exposição que traz um conteúdo de sensibilização sobre como e onde surge o Covid-19 e quais são as medidas de prevenção que as organizações mundiais recomendam, sobretudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A banda desenhada é único género considerado a nível do mundo como a arte de das massas, poucas pessoas resistem a uma exposição colocada num corredor, isto porque suplanta o que as pessoas representam”, sublinhou.

Em entrevista exclusiva ao Ikweli, o artista Justino Cardoso defende a aplicação de medidas coercivas as pessoas que não querem acatar com as recomendações do governo perigando, deste modo, a vida de muita gente no nosso país.

“Quando chegarmos ao limite extremo, eu penso que é essencial tomar-se medidas coercivas para que as pessoas acatem as medidas de prevenção desta doença, no caso concreto o isolamento social. Ainda continuamos a ver pessoas concentradas em muitos sítios e que se houvesse um grupo de voluntários preparados para sensibiliza-los estas pessoas poderiam seguir os conselhos”, precisou o nosso entrevistado para depois sublinhar que “precisamos de trabalhar muito, pouco discurso e vamos ao trabalho e a prática”.

Entretanto, ele refere que antes é preciso lembrar-se que existem pessoas pobres e vulneráveis que não têm condições para estar em isolamento social ou mesmo em quarentena, caso tenham sido desconfiadas de ter a doença, daí que é necessário criar-se condições para esta camada de maneiras que não passem o pior e que seja o fim das suas vidas. (Esmeraldo Boquisse)

Enquanto ministros das FDS visitam Mocímboa da Praia: Insurgentes terroristas assaltam Quissanga e deixam a vila destruída

  • As famílias procuraram refúgio na Ilha do Ibo, perto de 14 quilómetros, num percurso que se faz a pé quando a maré está baixa, e há relato de crianças que se perderam nesta fuga.

Pemba (IKWELI) – Em menos de 48h depois de tomarem e abandonar a vila autárquica da Mocímboa da Praia, grupos armados tomam de assalto a vila de Quissanga, outro distrito localizado a norte de Cabo Delgado, levando a fuga da população local para a Ilha do Ibo.

Quissanga dista, apenas, a pouco mais de cem quilómetros da cidade de Pemba, e perto de duzentos do epicentro dos mega-projectos de gás na bacia do Rovuma.

Nossas fontes na Ilha do Ibo, 14 quilómetros de Quissanga, contam que várias famílias encontraram refúgio naquele ponto insular de Cabo Delgado, e muitos pais procuravam pelas suas crianças. Ainda não há vítimas confirmadas.

Em finais de Janeiro último, o grupo de insurgentes terroristas escalou o distrito de Quissanga, concretamente no posto administrativo de Bibiliza, onde destruiu parte do Instituto Agrário local.

Esta segunda grande investida dos insurgentes terroristas acontece numa altura em que os ministros da Defesa e do Interior, entidades que constituem as Forças de Defesa e Segurança (FDS) encontravam-se na vila autárquica de Mocímboa da Praia, procurando apurar o nível dos estragos provocados com a última acção destes grupos àquele local.

Em relação ao ataque ocorrido em Mocímboa da Praia, há vozes no mundo condenando o acto. A Amnistia Internacional (AI) emitiu uma repudiando a situação. Na mesma nota, a AI exige que “o governo de Moçambique deve fazer tudo o que for necessário para proteger legalmente as pessoas em Cabo Delgado”.

Citada na nota, a directora – adjunta da Amnistia Internacional para a África do Leste e África Austral, Muleya Mwananyanda, refere que “esta violenta escalada em Mocímboa da Praia é o culminar de um trágico fracasso do governo moçambicano em proteger as pessoas nesta área volátil”.

“Por quase três anos, grupos armados atacam moradores de Cabo Delgado, causando sofrimento humano incalculável sem serem responsabilizados. Estes ataques contínuos são agravados pelo fato de o governo moçambicano proibir jornalistas, pesquisadores e observadores estrangeiros de acessar a área para avaliar a situação”, lê-se, continuamente, na nota cujo conteúdo temos vindo a citar.

“As autoridades devem tomar medidas imediatas e eficazes para proteger todos na região, inclusive aumentando medidas legais de segurança e realizando investigações sobre todos os ataques recentes, com o objectivo de levar os suspeitos a autores da justiça”, concluiu a nota. (Aunício da Silva)

Mety Gondola receia que o conflito de Cabo Delgado possa alastrar-se para Nampula

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SE) da província de Nampula, Mety Gondola, disse na manhã de hoje, terça-feira (24) que há todo um receio que o conflito armado que assola a vizinha província de Cabo Delgado se alastre para a mais populosa província do país.

O distrito de Mocímboa da Praia, epicentro dos ataques armados terroristas, foi, praticamente, tomado pelo grupo de terrorista entre a madrugada de ontem, segunda-feira (23), até ao fim do mesmo dia, altura em que ainda era possível manter comunicação telefónica, entendendo que mais tarde as comunicações foram interrompidas.

Na província de Nampula, vários jovens têm sido neutralizados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) a caminho de Cabo Delgado, aparentemente, com o objectivo de engrossarem as fileiras dos insurgentes, designação que o governo moçambicano decidiu adoptar para os atacantes armados que fustigam o norte daquela província, ainda que com condimentos terroristas.

“Há receio sim”, respondeu Gondola, quando questionado pelo Ikweli se o governo receia que o conflito se alastre para Nampula. “Do nosso lado, o esforço é que Nampula não seja o epicentro que alimenta Cabo Delgado, e há um esforço enorme para que haja garantia da segurança”, prometeu o SE de Nampula, esclarecendo que “o que acontece em Cabo Delgado preocupa a todos e devemos dar o nosso apoio”, ao que nos seus contactos com as Forças de Defesa e Segurança “houve discussão da situação real e o que se pode fazer para garantir segurança”.

A agenda do homem que representa o Presidente da República em Nampula, no dia de hoje (24 de Março), estava reservada a encontros com diferentes classes profissionais e sociais, incluindo jornalistas e um grupo identificados de influentes nas redes sociais, sobretudo o Facebook.

Foi no encontro com os escribas que Gondola referiu-se a este e outros aspectos, incluindo as realizações levadas a cabo durante este curto período que é Secretário de Estado.

A fonte defendeu que o encontro era de familiarização, por que “somos recém -chegados e precisamos do apoio de todos”, e que “aqueles que estão na área de informação acabam conhecendo muitas mais coisas. Nós precisamos de conhecer melhor a nossa província”.

“Pedimos esse apoio reconhecendo que Nampula é uma província complexa do ponto de vista de dimensão populacional e extensão”, avançou Gondola, reconhecendo que a posição que ocupa “é uma tarefa nova sem referências próprias”, por isso “estamos a construí – lá”.

Chuvas e Calamidades

Na revista que fez dos seus primeiros dias de governação, Mety Gondola fez saber que realizou vários encontros de coordenação com instituições que lidam com assuntos de calamidades e chuvas, incluindo outros eventos climáticos, nomeadamente o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Obras Públicas, Saúde e Educação.

“Aqui foi olhar para aquilo que estava acontecendo, em termos de prioridades transitadas e novas prioridades”, disse, para depois apontar que “mapeamos as principais bacias hidrográficas e as com tendência de transbordar”, e “fomos orientando as instituições para irem dando o seu máximo”.

Para mitigar os efeitos das chuvas, Gondola disse que “a decisão que tomamos é a da identificação de zonas altas para a movimentação das populações que estavam em zonas de risco, e fizemos o pré – posicionamento de medicamentos e mantimentos para as zonas de risco”.

Infra-estruturas

Um outro ponto, a que Gondola dedicou tempo na sua locução, estava ligado com o sector de infra-estruturas, e informou que as chuvas destruíram um nível considerável de pontes e casas da população em vários distritos da província.

A fonte falou de 4 pontes destruídas no distrito de Memba, a situação de transitabilidade comprometida no posto administrativo de Aube, distrito de Angoche, bem como as pontes nas regiões de Nanhupo Rio e Luaze, na estrada para Angoche.

No que se refere a construções resilientes, Gondola disse que pelo menos cinco escolas construídas nos últimos cinco anos ficaram destruídas, e neste momento decorre um levantamento técnico para apurar sobre as reais causas e se é que as mesmas podem ser imputadas ao empreiteiro, fiscal da obra ou ao governo.

“Estamos a ver quem foram os empreiteiros e fiscais, para vermos as responsabilidades das partes, incluindo a nossa como governo”, disse.

Saúde

As doenças de origem hídricas, também, mereceram destaque na intervenção de Gondola, reconhecendo que, para os casos de malária e cólera, “precisamos fazer um pouco mais de esforço para colmatar os casos”.

Quanto ao coronavírus, o Secretário de Estado não partilhou nada de novo, apenas limitou-se a informar que “é nossa responsabilidade, como governo, partilhar em caso de registo/ocorrência. Não temos caso positivo registado em Nampula, mas o trabalho é em volta de prevenção e preparação para mitigação em caso de ocorrência. Temos um centro montado na zona da Faina preparado para lidar com a doença em caso de ocorrência. Montamos dois postos de controlo (Nampula e Nacala) ”.

Igualmente, a fonte disse que “há reforço de medidas de controlo das pessoas em quarentena”, as quais “foram mapeadas as moradias onde elas estão e a informação está disponível para todos para melhor controlo. A polícia já tem essa informação”. (Aunício da Silva)

Mocímboa da Praia: Terroristas obrigam população a refugiar-se nas mesquitas como forma de se salvar

Pemba (IKWELI) – A vila autárquica de Mocímboa da Praia, no norte da província de Cabo Delgado, encontra-se, praticamente, ocupada por terroristas, apelidados pelo governo como sendo insurgentes, desde as primeiras horas de hoje, segunda-feira (23).

Confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS), ali estacionadas, e o grupo desconhecido de terroristas estão a resultar em mortes e destruição de bens públicos e privados.

Nossas fontes naquele ponto do norte de Moçambique, em contacto telefónico, contam que, pelo menos até as 14h, os terroristas passeavam a sua classe na autarquia e obrigavam a população a refugiar-se nas mesquitas para não serem mortos.

“Estão a nos obrigar a ir para as mesquitas, senão seremos mortos”, disse uma fonte cuja identidade omitimos por razões de segurança.

Um professor secundário que se deslocou a cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, a fim de adquirir mantimentos para a sua família em cumprimento do isolamento social decretado pelo governo do país como forma de prevenção do coronavírus, também, conversou com o Ikweli. “Irmão as coisas estão mal por lá. A sorte é que tudo começou quando era de madrugada e as pessoas não puderam estar fora. Até as 6h ninguém tinha saído senão as mortes seriam em massa”, disse esta fonte.

Perto das 14h voltamos a contactar algumas das nossas fontes e ficamos a saber que o ambiente era ainda tenso.

“Queimaram carros e outros bens. Mataram pessoas civis e militares. Agora eles colocaram uma bandeira num quartel”, escreveu-nos uma fonte já instalada numa mesquita na vila autárquica de Mocímboa da Praia.

É na vila autárquica de Cabo Delgado onde, a 5 de Outubro de 2017, foi registado o primeiro ataque perpetrado por este grupo de terroristas, que mais tarde viria a escalar os distritos de Palma, Macomia, Quissanga e Meluco, destruindo bens e assassinando pessoas. (IKWELI)

Administrador de Murrupula acusado de venda ilegal de terra

  • O processo 11/2019 vai a julgamento no próximo dia 26 do corrente mês no Tribunal Judicial do Distrito, e envolve ainda um secretário de bairro.

Nampula (IKWELI) – O administrador do distrito de Murrupula, Crisanto Estêvão Impila, é acusado de ter atribuído ilegalmente uma concessão de terra a um agente económico, usurpando-a de uma cidadã que a tinha adquirido anteriormente e obedecendo todos os procedimentos.

Esta acção do administrador Impila concorreu para a abertura de um processo judicial, o qual teve início no Gabinete Provincial de Combate a Corrupção (GPCC) de Nampula, segundo disse ao Ikweli o respectivo porta-voz, Dr. Freddy Jamal.

Instruído e acusado, o processo com o número 11/2019 vai a julgamento na próxima quinta-feira (26), no Tribunal Judicial do Distrito de Murrupula, e contra o dirigente pesa acusação da prática de actos de corrupção, na forma de abuso de cargo ou função.

“Não conseguimos provar se ele [o administrador] recebeu dinheiro de um dos lesados ou não”, disse Jamal, para depois referir que “o que conseguimos provar é que ele atribuiu um espaço pertencente, legalmente, a uma cidadã a um outro indivíduo”.

Da fase da instrução, ficou provado que a cidadã tinha seguido todos os procedimentos legais para aquisição da porção de terra em litígio, quando naltura Alzira Manhiça era a administradora de Murrupula. Ainda que com todos os documentos de prova da ocupação do espaço, que constam dos arquivos dos Serviços Distritais de Planeamento Infra-estruturas, o administrador ignorou-os cedendo o espaço a um empresário que pretende construir bombas de combustível no mesmo espaço.

Quem, também, acompanha o administrador no banco dos réus é o secretário do bairro onde fica localizada a concessão. (Aunício da Silva)

Desinformação sobre cólera leva a vandalização da residência do chefe do posto administrativo de Corane

Nampula (IKWELI) – Um grupo de moradores da localidade sede do posto administrativo de Corane, no distrito de Meconta, em Nampula, vandalizaram a residência oficial do respectivo chefe do posto na última segunda-feira (16), alegadamente, por serem as autoridades governamentais locais responsáveis pela eclosão de doenças diarreicas naquela circunscrição geográfica.

Para além da destruição parcial da residência do chefe do posto, com recurso a materiais contundentes, segundo apuramos, a liderança comunitária, também,  não escapou a fúria dos populares e, vandalizaram e incendiaram cerca de 16 residências, tanto do régulo Mucupera e o seu respectivo cabo, assim como de algumas pessoas que eram desconfiadas de “distribuir cólera na zona”.

Segundo Arlindo Muacigaro, primeiro secretário do comité do círculo 1º de Maio de Corane, que falou em exclusivo ao Ikweli, tudo começou quando na mesma zona três menores perderam vida na semana finda, vítimas de doenças de origem hídrica, um evento considerado estranho pelos populares.

“Eles foram e destruíram parcialmente a residência do chefe do posto daqui de Corane, foram também destruir a casa do cabo e do régulo e as residências de outros populares. Como a  terceira casa do régulo é de construção não convencional, eles até queimaram. Foi muito triste o que aconteceu”, lamentou Arlindo Muacigaro.

“Nós sempre sensibilizamos as pessoas que nenhuma doença é criada pelo homem, todas doenças vem de Deus. Imagine agora essa doença que agita o mundo (Covid-19), alguém mesmo vai dizer que é o governo que trouxe? Penso que não”,  disse a fonte.

Em conformidade com Arlindo Muacigaro, que cita os pronunciamentos das autoridades de saúde locais, Corane ainda não registou casos de cólera. As mortes das três menores, segundo ele, estão  associadas, sim, às diarreias agudas, não a cólera.

De acordo com a fonte, não houve vítimas humanas resultantes da referida acção mas, refira-se que os ânimos dos populares, foi possível controlar graças a forte presença da Unidade de Intervenção Rápida, no local.

Em conexão com o caso, de acordo com a nossa fonte, 17 integrantes do grupo estão sob custódia policial nas esquadras do distrito de Meconta. Segundo a fonte, esse número poderá registar um incremento, pois que, neste momento decorrem trabalhos tendentes a neutralização dos outros “desestabilizadores”,  uma vez que parte são conhecidos, mas que se encontram em partes incertas.

A nossa reportagem ouviu Alberto Alexandre, chefe do posto administrativo de Corane. Esta fonte, também, confirma o incidente mas “eles não entraram dentro da residência do chefe  do posto, mas sim, estiveram a distância e lançaram objectos sobre a casa e destruíram seis janelas de vidros, e queimaram as casas de outros populares incluindo a do régulo Mucupera”, explicou a fonte para quem “neste momento os infractores estão  a ser ouvidos pelas autoridades”, disse.

O Ikweli tentou sem sucesso obter os contornos sobre este acontecimento junto do comando Provincial da República de Moçambique, em Nampula. Aliás, quando interagimos com Dércio Samuel, chefe das Relações Públicas da corporação, ficamos a saber que a entidade ainda desconhecia o incidente. (Constantino Henriques)

Covid-19: Pelo menos 25 pessoas cumprem quarentena em Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo nomes 25 pessoas, de um total de 1.554, rastreadas cumprem a medida de isolamento (quarentena) na cidade de Nampula, alguns dos quais provenientes de país com confirmação da pandemia.

Na manha da última quarta-feira (18), o Sindicato Nacional de Jornalista em Nampula organizou uma sessão de reflexão e esclarecimento com especialistas na matéria, no sentido de garantir que os escribas saibam informar aos cidadãos sobre a pandemia com precisão.

Neste período, as entidades competentes indicam que do total dos rastreados, 42 são provenientes de países onde a pandemia está a sufocar a população e os governos, e que 17 indivíduos que foram submetidos a quarentena foram libertos.

Américo Barata, chefe do Departamento de Saúde Pública na Direcção Provincial da Saúde de Nampula, disse que é fundamental que o jornalista esteja bem informado para saber informar devidamente ao público.

“Nos preocupa ter estado a ouvir e verificar que há informações não muito correctas. Mais do que informar, educar e comunicar a comunidade tem-se estado a criar desinformações e desestabilidade, o que acaba não permitindo que as pessoas concentrem-se em obter informações dos procedimentos para se prevenir. E pensamos que com esse encontro vai se melhorar  bastante a forma de comunicar sobre a pandemia do novo coronavírus que tem estado assolar todo mundo”, anotou Barata.

A fonte concluiu afirmando que a aplicação das medidas de prevenção deve ser desde já,  lavando as mãos com água e sabão sempre que estiver fora de casa e evitar contactos directos com as outras pessoas. (Elisabeth José)

É falsa a capa atribuída ao Ikweli sobre o registo do coronavírus em Nampula

A administração, direcção editorial, redacção e demais colaboradores foram surpreendidos com profunda preocupação a circulação de uma capa do jornal Ikweli nas redes sociais dando conta do registo e confirmação da ocorrência do coronavírus em Nampula.

Este facto fez com que ao princípio da noite de ontem, sexta-feira (13), toda a equipa, incluindo a Agência de Comunicação e Informação R&A, Lda (entidade proprietária do Ikweli) se reunisse de emergência, ao que a conclusão, depois de uma breve pesquisa, que chegamos é que a capa é da autoria de pessoas de má-fé, cujos objectivos desconhecemos.

Igualmente, entendemos que seja um grupo de pessoas que se sente incomodada com a boa imagem que o Ikweli dispõe junto dos seus clientes, leitores e admirados.

Ademais na data em referência, o Ikweli saiu a rua com o número de edição 403, e os malfeitores atribuíram o número 412, portanto, estão muito avançados.

Outrossim é que o layout utilizado por estes indivíduos o Ikweli deixou de utiliza-lo em Dezembro de 2019.

A todos os nossos clientes, leitores e admiradores endereçamos os nossos votos de agradecimento pela confiança que mantém e pelo facto de imediatamente terem-nos alertado da situação.

Capa falsa, cujo modelo de layout já não está em uso no Ikweli
Capa da edição 403, do 13 de Março de 2020