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Cinco escolas vão para semi-final do concurso escolar de poesia em Quelimane

Quelimane (IKWELI) – Cinco escolas da cidade de Quelimane que participam no concurso escolar de poesia “OKWERETA” foram apuradas para a primeira semi-final que vai decorrer no dia 10 de Outubro próximo.

Trata-se da Escola Secundária São Carlos Lwanga, Escola Comunitária Mártires de Inhassunge, Escola Secundária de Sangariveira, Escola Secundária Patrice Lumumba e Escola Secundária de Quelimane que vão disputar para garantir o lugar na final junto com os que vão passar da segunda semi-final.

O concurso “Okwereta” é uma iniciativa dos Serviços Distritais da Educação, Desporto, Juventude e Tecnologia (SDEJT) daquela parcela do país, que tem como objectivo impulsionar os alunos a combaterem diferentes males através da poesia.

Cliff Fahardine, técnico da educação e coordenador da iniciativa, disse ao Ikweli que o concurso está a trazer resultados desejados uma vez que os alunos conseguem interpretar os fenómenos que acontecem na actualidade. “É extremamente positivo na medida em que eles conseguem trazer textos de intervenção social que despertam atenção a comunidade escolar e aos participantes, também argumentam porque estão a trazer um determinado tema,” disse.

“Nós achamos que os meninos estão a tomar consciência e responsabilidade de influenciar aos demais colegas para não aderirem a determinados comportamentos. A aderência é um mito positivo, nós introduzimos o voto plateia onde a escola do candidato em dois pontos por atribuir e argumentar o porque de votar os restantes pontos ficam com o corpo jurado,” esclareceu. (Francisco Mário)

Nampula capacita membros da Assembleia Provincial sobre desenvolvimento da primeira infância

Nampula (IKWELI) – A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) realizou, na manhã desta segunda-feira (14) em Nampula, uma capacitação dirigida aos membros da Assembleia Provincial local, com o objectivo de reforçar suas capacidades para integrar o Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI) nas políticas públicas, na planificação e no orçamento provincial.

A formação decorre sob o lema “Nampula pela primeira infância” e pretende melhorar a capacidade dos membros da Assembleia Provincial para compreender os desafios que afectam as crianças e contribuir para a definição de políticas públicas mais adequadas às necessidades das comunidades.

O director nacional de programas da FDC, Adelino Xirinda, destacou a importância do investimento na primeira infância para o desenvolvimento de capital humano e para a redução das desigualdades sociais.

“O Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI) constitui um pilar estratégico para o fortalecimento do capital humano e para a promoção do desenvolvimento socioeconómico sustentável.”

De acordo com os dados apresentados durante a capacitação, 37% das crianças moçambicanas menores de cinco anos sofrem de desnutrição crónica, enquanto apenas 39% das crianças dos 24 aos 59 meses apresentam desenvolvimento adequado para a idade.

Em Nampula, a situação é considerada preocupante, com 47% das crianças menores de cinco anos afectadas pela desnutrição crónica e 84% das crianças dos 6 aos 59 meses a apresentarem anemia. Apenas 14,8% das crianças dos 6 aos 23 meses atingem a diversidade alimentar mínima e 24,1% das crianças dos 24 aos 59 meses estão no bom caminho em termos de saúde, aprendizagem e bem-estar psicossocial.

“Estes dados mostram que o Desenvolvimento da Primeira Infância exige uma abordagem integrada, que vá além da saúde e nutrição, envolvendo educação, protecção, saneamento, água, segurança alimentar, cuidados responsivos e participação das famílias e comunidades.”

Já Amisse Ibraimo Mahando, presidente da assembleia Provincial de Nampula saudou a iniciativa daí que na sua opinião deve haver envolvimento das famílias no desenvolvimento da primeira. ″Precisamos do envolvimento das famílias, das comunidades, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, valorizando os conhecimentos práticos e valores culturais positivos das comunidades e garantidas intervenções culturalmente adequadas e sensíveis a diversidade da província.”

Mahando entende ainda que a capacitação irá constituir uma oportunidade para “aprofundar o conhecimento, partilhar experiências e fortalecer mecanismos de intervenção em defesa do desenvolvimento da primeira infância, com particular enfoque na advocacia baseada em evidências capaz de influenciar políticas, planos, prioridades e investimentos para o desenvolvimento integral da criança. Ao longo dos cinco dias pretende-se reforçar a capacidade de deliberação política garantindo que as necessidades da primeira infância sejam integradas nos processos de planificação, orçamentação e tomada decisões da província.”

A capacitação enquadra-se no processo de reforço das capacidades dos órgãos de governação descentralizada, procurando dotar os membros da Mesa da Assembleia Provincial de conhecimentos para analisar evidências, influenciar decisões públicas e assegurar que as necessidades das crianças sejam consideradas na planificação, orçamentação e fiscalização dos investimentos provinciais. (Malito João, Foto: Belto Samuel)

Membros do Policiamento Comunitário pedem colaboração para estancar onde de criminalidade em Carrupeia

Nampula (IKWELI) – Os membros do Comité de Policiamento Comunitário (CPC) da zona da CTT, no bairro de Carrupeia, nos arredores da cidade de Nampula, pedem maior colaboração da comunidade e outras autoridades locais para combater a onda de criminalidade que vem assolando aquela população.

O apelo foi feito nesta segunda-feira (14) pelo representante do CPC daquela circunscrição da cidade de Nampula, Fernando Adelino, quem referiu que por conta da marginalidade a população optou em escolher algumas pessoas de modo a reestabelecer a segurança na calada da noite.

“Desde que a população nos confiou estamos a trabalhar arduamente e agora os ladrões mudaram um pouco de estratégia e estão a operar durante o dia e não a noite como antigamente actuavam. Por isso, estou a pedir maior colaboração de toda a comunidade para unidos tentarmos travar na totalidade a situação,” disse.

A fonte pediu, igualmente, as autoridades competentes o fornecimento do “material de trabalho, pois é um pouco complicado trabalhar. Nós não estamos a fazer a actividade por iniciativa própria, somos conhecidos, então o que fizemos é em prol da nossa comunidade por isso pedimos um pequeno apoio.”

Arminda Rodrigues, residente do bairro em destaque, disse a nossa equipa de reportagem que antes da polícia comunitária começar a actuar, a situação era lastimável, porque “dormíamos a noite com tampas de panelas em cima da porta para, pelo menos, despertarmos quando um ladrão aparece, mas com o trabalho que acontece, os bandidos têm medo de circular fora da hora. Apareciam em maior número de noite, estrangulavam pescoços de alguns vizinhos que achavam que têm dinheiro.”

“Nós os pais e encarregados de educação temos que viajar com os nossos filhos, apesar de ser difícil porque não sabemos como eles se comportam quando estão fora porque as vezes em casa mostram uma certa atitude e fora outra forma de se comportar. O perigo agora está de tarde porque de noite tende a reduzir graças ao trabalho de algumas pessoas que se sacrificam para tentar colocar ordem,” sublinhou outro morador da zona do CTT, abairro de Carrupeia. (Francisco Mário)

Nampula acolhe feira jurídica para aproximar justiça laboral do cidadão 

Nampula (IKWELI) – O Ministério Público em Nampula realizou, na sexta-feira (11), uma feira jurídica para aproximar os cidadãos da lei laboral em vigor.  

Segundo a magistrada do Ministério Público afecto a secção laboral, Lucinda da Fonseca, a feira jurídica contou com a cooperação interinstitucional composta pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Inspeção Geral do Trabalho (IGT), Centro de Medição Laboral (CEMAL) e o Ministério Público, visando aproximar e garantir a proteção dos trabalhadores.

Da Fonseca acredita que há muitos cidadãos em Nampula que desconhecem a lei laboral que protege os seus interesses. “Alguns não sabem que tipo de contratos celebram e outros factores, desta feita esperamos solucionar estes problemas e atendemos algumas pessoas que apresentaram preocupações de conflitos laborais, falta de inscrição no INSS e outros factores.”

“Esta é a 1ª feira jurídica laboral e pretendemos replicar para os próximos anos ao nível de diferentes distritos da província de Nampula, queremos continuar a cooperação entre as instituições,” concluiu esta fonte, que afirmou que “entre o mês de janeiro até agosto, a procuradoria registou 70 processos associados a conflitos laborais e alguns tiveram o seu desfecho.” (Nelsa Momade)

Mais de 20 mil refugiados vivem há 15 anos sem estatuto em Moçambique

Nampula (IKWELI) – A Associação de Refugiados em Moçambique (ARM) denuncia morosidade na concessão do estatuto de refugiados no país, situação que obriga cerca de 22 mil refugiados a viverem de forma insegura há 15 anos.

A preocupação foi manifestada recentemente ao Ikweli, pelo diretor executivo da ARM, Ismael Abrão, quem explicou que Moçambique acolhe refugiados de diferentes nacionalidades que fugiram de conflitos nos seus países de origem. “Temos refugiados que estão aqui desde 2001 requerendo asilo e ainda não receberam resposta. Outros fizeram triagem em 2011 e até hoje, 15 anos depois, não tiveram resposta do Ministério do Interior. Vivemos sem saber se fomos aceites ou não neste país.”

Aquele dirigente apontou ainda que a falta de estatuto impede principalmente os jovens a acederem a oportunidades de emprego. “Temos jovens refugiados que se formaram aqui, mas não conseguem ter acesso a oportunidades de trabalho porque são chamados como outros e não como nós. Isso acaba dificultando o futuro dessas crianças.”

Ainda segundo o diretor executivo da ARM, a morosidade também cria barreiras no acesso a soluções duradouras como reassentamento em outros países. “Enfrentamos desafios eternos com a determinação de estatuto. Moçambique assinou a Convenção de Genebra de 1951 e aderiu em 1973, assumindo a responsabilidade de receber e determinar o estatuto de quem pede asilo.”

Apesar dos desafios, aquele responsável reconheceu que o governo, em coordenação com parceiros de cooperação, tem promovido repatriamentos voluntários, e só nos últimos seis meses do ano em curso foram repatriados 94 refugiados. (Virgínia Emília)

Conflito de interesse no município da cidade Pemba: Procuradoria Provincial cancela contracto milionário de fornecimento de material de construção

Pemba (IKWELI) – A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado mandou cancelar um contracto de 25 milhões de meticais que estava destinado para fornecimento de material de construção de estradas no conselho municipal da cidade de Pemba (CMCP).

Segundo o Ikweli, o contracto colocava em situação de conflito de interesses o autarca local, Satar Abdulgany.

“Assim não pode ser, primeiro há conflito de interesse, isto por que dois dos contractos ultrapassam um valor de 5 milhões de meticais,” disse Gilroy Fazenda, porta-voz da Procuradoria da República em Cabo Delgado, explicando que “pelo que o procedimento legal e correcto devia ser o lançamento de um concurso público, mesmo que fosse lançado o concurso público ainda teriam sido violados os parâmetros legais. Em face a esta situação, o Ministério Público de Cabo Delgado interpelou por meio de intimação ao Conselho Municipal da Cidade de Pemba, na pessoa do seu presidente, a revogar todos os actos administrativos que culminaram com esta situação que se revelou ser ilegal.”

O porta-voz entende, ainda, que é prematuro concluir se no acto existam acções criminais, mas garante que a investigação ainda não terminou. “O que estamos a dizer neste momento é que tudo que temos é sobre conflito de interesse, se for reunido informação suficiente para seguir esta alternativa criminal, nós vamos chamar a imprensa para dar mais detalhes, o certo é que estamos a reunir informação e queremos esgotar este processo e se encontramos que há actos criminais, ai sim, nós poderemos decidir quais são os parâmetros legais que poderemos seguir, por que o único benificiário desta empresa municipal da cidade de Pemba é o próprio presidente.”

“Designação de empresa Municipal da Cidade de Pemba é na verdade um artifício fraudulento criado de forma ardilosa para criar confusão na opinião pública, repara que esta adjudicação foi feita num sábado que é um dia que, por natureza, não tem muita atenção por parte da sociedade, mas feliz ou infelizmente a sociedade apercebeu-se e houve vários questionamentos. Como podem ver, não pode, de forma alguma, um presidente do Conselho Municipal criar uma empresa em que ele mesmo é único benificiário,” concluiu o porta-voz da Procuradoria da República em Cabo Delgado. (Hermínio Raja)

UniRovuma prepara portal para denúncias de corrupção e assédio sexual

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) prepara a criação de um portal digital destinado à denúncia de casos de corrupção e assédio sexual, numa iniciativa que pretende reforçar a ética, a transparência e a protecção dos membros da comunidade académica.

A plataforma deverá permitir que estudantes, docentes e técnicos administrativos apresentem denúncias de forma digital e confidencial, com mecanismos destinados a proteger os denunciantes e apoiar as vítimas de assédio sexual.

A informação foi avançada pelo Reitor da UniRovuma, Prof. Mário Jorge Brito dos Santos, durante a abertura da sessão do Conselho de Direcção, realizada semana passada, na cidade de Nampula, na sede da instituição.

Segundo o dirigente, citada numa publicação da instituição, a criação do portal representa “um marco importante na consolidação da ética e da responsabilidade académica.”

Concebido pelo Gabinete do Provedor do Estudante, em coordenação com a Direcção de Tecnologias de Informação e Comunicação (DTIC), o sistema deverá permitir também o acompanhamento de cada denúncia ao longo do seu processamento.

O funcionamento da plataforma está estruturado em quatro etapas principais, precisamente o registo digital, análise preliminar, investigação e decisão. A ferramenta deverá ainda incorporar mecanismos de protecção contra possíveis actos de retaliação.

Para os casos de assédio sexual, a plataforma prevê igualmente assistência psicológica e jurídica às vítimas. O portal estará disponível de forma permanente, permitindo o acesso dos utentes durante 24 horas. Durante os debates sobre a iniciativa, diferentes sectores da universidade propuseram melhorias ao funcionamento do sistema.

Entre as sugestões apresentadas, está a definição de prazos rigorosos para a resposta às denúncias, a criação de canais alternativos, incluindo linhas telefónicas e SMS, e a extensão do acesso a utentes externos. Entre os potenciais utilizadores externos estão candidatos aos exames de admissão, que poderão igualmente ter acesso aos mecanismos de denúncia.

Numa primeira fase, a UniRovuma prevê lançar uma versão piloto do portal, com o objectivo de avaliar a experiência dos utilizadores e introduzir os ajustes necessários antes da sua implementação mais abrangente.

Com a iniciativa, a instituição pretende reforçar os mecanismos internos de responsabilização e contribuir para um ambiente académico mais seguro, inclusivo e humanizado nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa. (Malito João)

Choque entre motorizadas mata funcionária do Hospital Distrital de Mocuba

Mocuba (IKWELI) – Um acidente de viação do tipo choque entre duas motorizadas, ocorrido na tarde de sexta-feira (11), na cidade de Mocuba, província da Zambézia, provocou a morte de uma funcionária do Hospital Distrital de Mocuba.

A vítima foi identificada como Maria da Graça Abdala, responsável pelo sector da Pediatria daquela unidade sanitária, onde trabalhou durante mais de 30 anos.

Segundo testemunhas, Maria da Graça Abdala encontrava-se numa motorizada, regressando do bairro Samora Machel, onde teria ido visitar um familiar, quando a motorizada em que seguia se envolveu numa colisão com outra, que transportava dois jovens.

Uma testemunha, que pediu anonimato, contou ao Ikweli que os jovens circulavam em alta velocidade e que, após a colisão, abandonaram o local sem prestar socorro à vítima. “Ela estava numa mota, voltando para a cidade, quando esses miúdos, que nós chamamos de badueiros, vinham em grande velocidade e bateram na mota. Ela caiu e nós ficámos em choque. Pensámos que tinha desmaiado. Ganhámos coragem, colocámo-la numa outra mota e levámo-la ao hospital, mas infelizmente já era muito tarde. Chegou morta ao banco de socorros”, relatou a testemunha.

A mesma testemunha lamentou ainda a alegada fuga dos jovens envolvidos no acidente, considerando preocupante a falta de assistência à vítima.

A morte de Maria da Graça Abdala deixou consternados os colegas do Hospital Distrital de Mocuba. Capitolina Hélias, sua colega de trabalho, descreveu a malograda como uma profissional dedicada e uma figura maternal para os trabalhadores da unidade sanitária.

“Perdemos uma profissional que também era uma mãe para este hospital. Conheci-a há quase 20 anos e sempre foi uma profissional dedicada. Fazia o seu trabalho com muito amor e dedicou a sua vida inteira à saúde. Era sempre prestativa e afável. O nosso sector da Pediatria não será o mesmo sem a Mamã Graça”, lamentou.

Por sua vez, o director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social em Mocuba, Dionísio Maitor, visivelmente abalado, considerou a morte uma perda irreparável para o hospital e para a sociedade.

“É uma perda irreparável, não só para o hospital, mas também para a nossa sociedade. Perdemos uma enfermeira dedicada e que amava o seu trabalho”, afirmou. (Fátima Mugaveia)

Governo defende responsabilidade colectiva para combater a desnutrição e reforçar segurança alimentar em Moçambique

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Chapo, defendeu, esta segunda-feira (14) em Maputo, a necessidade de uma acção conjunta entre Estado, produtores, sector privado, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para combater a fome e a desnutrição em Moçambique.

Durante a abertura da Primeira Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Chapo destacou a importância de aumentar a produção agrícola, reduzir perdas pós-colheita, melhorar a comercialização e garantir alimentos seguros e nutritivos a preços acessíveis, com vista à redução da desnutrição crónica infantil para 30% até 2029.

Segundo Chapo, nenhum Governo, nenhuma instituição ou sector pode, isoladamente, vencer a fome e a desnutrição. “Alimentar bem o nosso povo é uma responsabilidade de todos nós, uma prioridade de Estado e uma condição para construirmos um Moçambique mais saudável, produtivo, próspero e sobretudo resiliente.”

O chefe do Estado referiu que a prevalência da  desnutrição crónica em crianças menores de 5 anos situa-se ainda em cerca de 37%, por isso, “perante esta realidade, devemos ter a coragem de colocar uma pergunta simples, mas cuja resposta é determinante: como podemos ter tanta terra, tanta água, tantos produtores e tantas potencialidades e, ao mesmo tempo, continuarmos a ter tantas crianças privadas das condições nutricionais necessárias para desenvolver plenamente o seu potencial”?,  questionou

Segundo Chapo, o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029 estabelece uma meta de reduzir este nível de desnutrição, para 30% até 2029.

Para alcançar a referida meta, Chapo diz que “precisamos de produzir mais, reduzir as perdas pós-colheita, melhorar a conservação, o armazenamento, a transformação, a logística e mercados, garantindo que alimentos seguros, diversificados e nutritivos cheguem às famílias a preços acessíveis”. (Antónia Mazive)

Época chuvosa 2026/2027: INAM alerta para risco muito alto no Norte do país

Maputo (IKWELI) – O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alertou, na sexta-feira (11), para um risco moderado a alto de ocorrência de cheias em várias bacias hidrográficas do país, com particular preocupação para as bacias de Licungo, Raraga e Nipiode, nas regiões norte e centro do país, durante a época chuvosa 2026/2027.

Segundo o diretor nacional de Gestão de Recursos Hídricos, Agostinho Vilanculos, o cenário resulta da combinação do alto nível de humidade do solo, do armazenamento das barragens e a probabilidade de ocorrência de ciclones tropicais entre janeiro e março.

A fonte informou que na região sul o risco é baixo para o primeiro período da época chuvosa, mas, contudo, existe uma preocupação na bacia de Maputo devido às descargas previstas da barragem de Pongolapoort, na África do Sul, na segunda semana de Outubro.

Vilanculos assegurou que nas principais barragens, a situação está estável com nível de armazenamento até 75%, tendo destacado que a situação que mais preocupa no momento é a da Hidrelétrica de Cahora Bassa (HCB), que apresenta actualmente cerca de 52% de armazenamento.

Segundo esta fonte, caso as chuvas fiquem significativamente abaixo do normal, o nível de armazenamento da HCB poderá baixar para entre 30% e 37% até ao final de um período semelhante ao actual. Ao mesmo tempo estima-se uma afluência do caudal em cerca de 61 mil milhões de metros cúbicos durante uma procura elevada de água para a produção de energia.

O cenário poderá obrigar à adopção de medidas para optimizar a produção de eletricidade e reduzir o desperdício de água, evitando que o país enfrente posteriormente restrições mais severas na geração de energia.

Nas barragens dos pequenos libombos, o INAM prevê uma redução de até 80%, e uma entrada de cerca de 117 milhões de metros cúbicos. “Não vamos fazer descarga agora para criar capacidade de encaixe.” (Antónia Mazive)