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Otheka mata fome da população em Mecubúri

Nampula (IKWELI) – Parte da população no distrito de Mecubúri, na província de Nampula, decidiu abraçar a comercialização de bebidas de produção local, precisamente a Otheka, fabricada na base de mapira e mandioca, como forma de aumentar a renda familiar e a independência económica.

A informação foi avançada durante uma entrevista ao Ikweli, nesta quarta-feira (16), pelo Secretário Permanente do distrito de Mecubúri, José Topeleque, no âmbito dos preparativos das comemorações do V edição do Festival Otheka, sob lema “Mecubúri, 60 anos unidos, rumo a independência económica”, que se assinalou nesta quinta-feira (17).

Segundo esta fonte, acredita-se que cerca de 47 mil habitantes, dos mais de 207 mil, praticam o fabrico e consumo da Otheka. A maioria são viúvas e mulheres solteiras.

“A mandioca e mapira são alimentação básica para a população de Mecubúri,” disse a fonte, garantido que mais de 100 mil produtores desenvolvem esta cultura. (Virgínia Emília)

Na cidade de Nampula: Sociedade civil denuncia violação do código de postura municipal

Nampula (IKWELI) – A Rede de Governação, na Plataforma Provincial das Organizações da Sociedade Civil de Nampula veio ao público, nesta quinta-feira (17), denunciar os atropelos ao código da postura municipal, situação que coloca em causa os direitos difusos dos cidadãos da capital do norte.

Em carta de denúncia, a rede aponta a obstrução da faixa de rodagem na Avenida Eduardo Mondlane, o que de certa forma devia ser protegida.

Entendem os denunciantes que o pior é a finalidade da empreitada da construção que são bombas de combustíveis o que pela localização e dimensão do espaço, não é aceitável que haja o tipo de empreendimento.

Gamito dos Santos, porta-voz da rede, disse que a cidade tem sido o apanágio do município de Nampula facilitar a ocupação desordenada dos espaços porque para além da avenida Eduardo Mondlane há possível atribuição ilegal e fraudulenta da Feira Agroindustrial de Nampula (FAINA), onde existem obras a nascerem e este tipo de atribuições devem passar pela consulta pública dos cidadãos.

“Já estamos a submeter documentos nas entidades competentes, como o Tribunal Administrativo, a Procuradora e o Gabinete de Combate a Corrupção no sentido de investigarem esta situação para, de certa forma, apurar o que efectivamente está a acontecer. Ao se apurar que há uma ilicitude vamos solicitar para que a procuratoria possa abrir um processo, seja crime ou de responsabilização das pessoas implicadas neste tipo de práticas que atentam a boa governação, gestão do bem e do património público,” afirmou dos Santos.

A fonte sublinhou, ainda, que na zona da FAINA tem uma obra que foi construída na berma da estrada e o seu muro está encostado ao posto da linha de alta tenção que pode constituir um perigo e exorta a Eletricidade de Moçambique (EDM) a se pronunciar. 

Por sua vez Sismo Eduardo, representante da Associação de Paralegais para Assistência no Apoio do Desenvolvimento sustentável da Comunidade (APAADEC), referiu que a inexistência de placas em algumas obras é uma violação e se o município fica indiferente significa que existe pessoas com obrigação de cumprir a lei e outras não.

“Não há sombras de dúvidas que há indícios de cobertura, violação clara de código de postura municipal, fragilidade na gestão da autarquia. Por isso, recomendamos que as autoridades do município devem tomar conta do seu puder porque se deixar que alguém tome decisões por influência política ou financeira, os resultados que vamos ter são estes que verificamos,” disse Eduardo.

Para Eduardo, para além de falta de placas, há maus procedimentos ambientais, sendo necessário respeitar os direitos de uso e aproveitamento de terra, “independentemente da cor da pele, bandeira política, status pois ninguém deve estar acima da lei.”

Já António Mutoua, director da Solidariedade de Moçambique, disse na ocasião que quando os interesses colectivos estão em causa deve se destruir a obra porque não está em condições de avançar. “Não estamos a dizer que a cidade de Nampula não deve haver desenvolvimento, mas tem que ser um desenvolvimento sustentável,” rebateu. (Francisco Mário, foto: Higino Carlos)

Educação a distância já alcança mais de 150 mil estudantes em Moçambique

Nampula (IKWELI) – Mais de 150 mil estudantes frequentam actualmente programas de Educação a Distância em Moçambique, entre o ensino secundário e superior, dados que reflectem a crescente expansão desta modalidade de ensino no país.

Os números foram apresentados nesta quarta-feira (16) pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, durante a abertura da IV Conferência Nacional de Educação a Distância, que decorre de 16 a 18 de Setembro, na Cidade de Maputo.

Segundo os dados apresentados, entre 2014 e 2021, o número anual de estudantes matriculados em programas de Educação a Distância aumentou de 83.861 para 172.683, enquanto os cursos e programas passaram de 45 para 129. Em 2026, os dois ciclos do Programa de Ensino Secundário a Distância contam com 77.667 alunos. No ensino superior, dados preliminares de 2025 indicam a existência de 75.200 estudantes nesta modalidade, correspondentes a 26,6% do total nacional.

Para Tovela, os números demonstram que a Educação a Distância está a tornar-se uma alternativa importante para cidadãos que enfrentam limitações de acesso ao ensino presencial. “A distância entre uma comunidade e uma instituição de ensino não pode transformar-se numa distância entre essa comunidade e o conhecimento”, afirmou a ministra de Educação, defendendo que a modalidade deve ser encarada como instrumento de justiça social, coesão territorial, formação de capital humano e fortalecimento da unidade nacional.

Tovela apontou ainda a capacidade de resposta da Educação a Distância perante situações que podem interromper as aulas presenciais, como ciclones, cheias, deslocações populacionais e emergências sanitárias. “Resiliência não significa improvisar durante a crise. Significa possuir, antes dela, conteúdos preparados, profissionais capacitados, plataformas funcionais, alternativas de baixa conectividade e sistemas de apoio capazes de assegurar a continuidade da aprendizagem”, sublinhou a fonte. Tovela. (Malito João)

Nampula prepara 13° Congresso com uma perspectiva económica

Nampula (IKWERLI) – O partido FRELIMO, em Nampula, oficializou nesta quarta-feira (17), o Gabinete Provincial de preparação do 13° Congresso a ter lugar na cidade de Nampula entre os dias 20 e 25 de julho de 2027, com um olhar para o desenvolvimento socioeconómico.

O Membro da Comissão Política e chefe da Brigada Central de Assistência à província de Nampula, Filipe Paunde, disse que além de ser um período de união no seio do partido dos camaradas, é preciso aproveitar as potencialidades económicas do evento.

“O Congresso deve ser um momento de muita festa, união e vamos evitar ladrões e drogas, aos empresários e a população em geral esta é uma oportunidade ímpar também de se realizarem economicamente porque a província vai receber vários convidados. É preciso nos prepararmos nós residentes em Nampula”, disse.

Entretanto, Paunde recordou que “realizamos a conferência nacional de quadros em Manica com satisfação e deixou várias recomendações, daí que o Comité Central na sua 4ª sessão extraordinária, está a dar o início formal a um processo que deverá mobilizar as estruturas do partido em todo o país.”

A fonte afirmou que no âmbito da preparação do referido Congresso, a província acolhe nos próximos dias um seminário de capacitação de estudo de vários documentos relacionados com o congresso.

“Vai se oficializar também os gabinetes distritais, estas e outras serão as grandes tarefas que vamos realizar e Nampula está honrada por ter recebido este grandioso evento”. (Nelsa Momade)

Mogincual aposta no “Nicussi” e Caracata para valorizar cultura e economia local

Nampula (IKWELI) – O distrito de Mogincual, a sul de Nampula, viveu nesta quarta-feira, (16) dum momento de celebração da sua cultura e das actividades que sustentam as comunidades locais, com a realização do I Festival de Nicussi (peixe miúdo) e Caracata, evento que juntou pescadores, produtores, jovens, agentes económicos e membros do governo do distrito.

Realizado sob o lema “Mogincual, do mar à terra nasce a nossa esperança”, o festival procurou colocar em destaque o potencial do distrito, sobretudo nas áreas da pesca, agricultura, gastronomia e cultura.

A iniciativa que foi orientada pelo administrador de Mogincual, João Bento Zampula, foi caracterizada por actividades de corrida de barcos e prosseguiu com uma conferência sobre os desafios e oportunidades das comunidades costeiras.

Entre os assuntos discutidos, estiveram em voga a cadeia de valor do pescado, conservação da biodiversidade marinha e costeira, agricultura como negócio, emprego para jovens e acesso ao financiamento. ″Nós na verdade estamos a realizar esse festival denominado Nicussi e Caracata, primeiro é por reconhecermos que á nossa alimentação principal do nosso distrito é Caracata e Nicussi, então esses dois elementos tem feito muito para o nosso distrito, quando estamos a falar de Nicussi não estamos a falar de Nicussi só e só, estamos a incluir o pescado no seu geral, então essa é que potencia a nossa economia. A outra razão de nós realizarmos [o festival] é para chamarmos a tenção as outras entidades e investidores a aproximar o nosso distrito para potenciar nessa área do pescado, o nosso distrito é um dos distritos com grande potencial do pescado e achamos que com a vinda dos outros investidores o nosso pecado pode vir a melhorar″, salientou o administrador Zampula.

O festival contou ainda com uma Feira onde foram expostos pescado, produtos agrícolas e pratos da gastronomia local.

Para o Governo distrital, a valorização do Nicussi e da Caracata pode contribuir para manter vivas as tradições locais e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas oportunidades de rendimento, principalmente para jovens, produtores e pescadores. (Malito João)

SINED em Nampula exige aplicabilidade do novo estatuto do trabalhador doméstico

Nampula (IKWELI) – O secretário do Sindicado Nacional dos Empregados Domésticos (SINED) na província de Nampula, Macário Lourenço Rassimo, quer que o novo estatuto que vai reger aquela classe de trabalhadores seja prático e não permanecer apenas no papel.

A reacção é porque o governo moçambicano aprovou, na semana passada, um novo regulamento para o trabalhador doméstico onde estes passarão a ter o contrato escrito obrigatório, inscrição na segurança social, 30 (trinta) dias de férias anuais, protecção reforçada contra assédio sexual, estipulação do salário mínimo, entre outras garantias introduzidas.

“Como o regulamento está feito, penso que alguma coisa vai mudar para o melhor, uma vez que haverá tabela salarial mínima porque será pela primeira vez em Moçambique existir pela salário mínimo do empregado doméstico. Gostaríamos que isso não ficasse apenas no papel, mas implementado na prática, não estamos interessados no papel,” exortou Rassimo.

O responsável da classe dos trabalhadores domésticos, argumentou que o grupo que dirige na província de Nampula, há muitos que não têm direito de férias, entre 20 a 30 anos sem descanso.

“Neste novo regulamento deve ser respeitado a mulher grávida onde deve ter interrupção de 90 dias e tempo para amamentar a criança no seu local de trabalho, o que acontecia é que a mulher nascia e no mesmo mês continuava a trabalhar e o estatuto está a perseguir a lei mãe de trabalho e espero funcionalidade”, desejou.

Crianças no trabalho doméstico

De acordo com a fonte, na província de Nampula há muitos menores que estão a perder um tempo rico, colocando assim o país com estatísticas maiores de analfabetismo, porque ao invés das crianças estudarem ficam ocupadas com trabalhos de casa.

“Há uma situação em que as crianças são levadas lá no campo com um contracto verbal com os encarregados sob pretexto de que vai-me ajudar e vai estudar, mas chegando na cidade fica como um empregado doméstico e consequentemente a praticar o trabalho infantil. Por exemplo, eu consegui detectar no prédio Branco e na Romon, nos arredores da cidade de Nampula, onde crianças de 12 (doze) anos estão a trabalhar no quintal,” denunciou o secretário

No que concerne ao assédio sexual aos trabalhadores domésticos, o nosso entrevistado asseverou que “é muito frequente, até no mês de Janeiro do ano em curso registamos um caso em que um empregador praticou o crime e não assumiu porque para acontecer prometeu em casamento, ia construir casa para a vítima e não cumpriu nem uma promessa. A vítima denunciou e encaminhamos para a mediação de conflitos laborais e por sua vez, o caso foi encaminhado para o tribunal, mais depois de toda esta ginástica o infractor está doente e no momento está no Maputo, aguardamos o seu regresso para continuar a mexer o processo, sublinhou a fonte.

Todavia, o secretário apela os trabalhadores a procurarem se informar sobre os direitos, assim como os respectivos deveres para melhor harmonia porque muitas das vezes não se preocupam em se dirigir em ambientes que se debatem questões das suas actividades. (Francisco Mário)

Instituto Industrial e Comercial de Nampula ganha novos equipamentos e infraestruturas

Nampula (IKWELI) – O Instituto Industrial e Comercial de Nampula conta, desde esta quinta-feira (17), com novas infraestruturas e equipamentos destinados a reforçar a qualidade do ensino e da formação profissional.
Segundo o Secretário de Estado do Ensino Técnico e Profissional, Leo Jamal, os investimentos foram realizados entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, no âmbito dos esforços do Governo para melhorar a qualidade do ensino técnico-profissional e adequá-lo às exigências do mercado de trabalho.
Os equipamentos abrangem áreas como soldadura, eletricidade, construção civil e informática, incluindo laboratórios equipados com tecnologia moderna para apoiar o processo de ensino e aprendizagem.
“Estamos a pôr à disposição dos nossos formandos a mais alta tecnologia na área de informática, criando facilidades no processo de ensino e aprendizagem”, explicou Leo Jamal.
O investimento inclui também o apetrechamento das salas dos professores, com o objetivo de proporcionar melhores condições de trabalho aos funcionários e formadores da instituição.
De acordo com o governante, a melhoria das condições de formação pretende garantir que os centros de ensino técnico-profissional estejam preparados para responder não apenas às necessidades do mercado de trabalho nacional, mas também às oportunidades do mercado internacional.
A entrega dos equipamentos e infraestruturas enquadra-se, segundo Leo Jamal, nas orientações do Governo para elevar a qualidade da formação técnico-profissional e aproximar as competências dos formandos às necessidades reais do mercado.
Nesta quinta-feira aquela instituição graduou novos técnicos nas áreas que ministra as formações, os quais foram desafiados a apostar no autoemprego.
Dos graduados, 98 são mulheres e 166 são homens, que receberam os seus certificados após concluírem o processo de formação.
Na ocasião, Leo Jamal destacou que a conclusão da formação não deve ser encarada como o fim do percurso profissional, mas como o início de uma nova etapa, marcada pela aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
“O diploma que acabaram de receber hoje não é o fim, mas o princípio de um novo ciclo. O conhecimento que adquiriram aqui só vai ser útil se tiver um efeito multiplicador. Não vejam esse conhecimento como uma saída apenas para ter emprego, mas vejam também como uma saída para o autoemprego, para poderem, com o conhecimento que têm, produzir rendimentos e disponibilizar os vossos conhecimentos nas nossas comunidades”, disse.
Leo Jamal aconselhou igualmente os recém-graduados a encararem o mercado de trabalho como um espaço de aprendizagem contínua, onde poderão adquirir novas experiências, trocar conhecimentos e aperfeiçoar as competências desenvolvidas durante a formação. (Fátima Mugaveia)

Já há detidos no Gilé em conexão com os tumultos que iriam tirar a vida a um chinês

Quelimane (IKWELI) – Dois cidadãos nacionais estão detidos no distrito de Gilé, província da Zambézia, acusados de incitação à violência e vandalização de bens de uma empresa chinesa de exploração mineira na região de Moneia.

Segundo a porta-voz do Comando Provincial da PRM [Polícia da República de Moçambique] na Zambézia, Belarmina Henriques, os suspeitos fazem parte de um grupo que invadiu as instalações da empresa, tendo vandalizado equipamentos, agredido trabalhadores e subtraído combustível.

Belarmina Henriques revelou ainda que um dos três indivíduos apontados como cabecilha dos tumultos foi baleado durante a intervenção policial e encontra-se internado no Hospital Central de Nampula.

Apesar de estar hospitalizado, anotou a fonte, a Polícia já emitiu um mandado de captura contra o suspeito.

De acordo com Belarmina Henriques, na mesma ocorrência, um cidadão de nacionalidade chinesa ficou gravemente ferido e se encontra a receber tratamento numa clínica privada, igualmente na província de Nampula.

“Indivíduos criminosos invadiram uma concessão mineira onde, munidos de instrumentos contundentes como catanas, azagaias, flechas, paus e maretas, invadiram a concessão, agrediram os funcionários que estavam lá a trabalhar e a agrediram gravemente um dos cidadãos de nacionalidade chinesa. Com isto, a polícia foi accionada, fez-se ao local, foi possível socorrer aquele cidadão para o hospital da província de Nampula e naquele momento foi obrigado a polícia a disparar e alvejou no membro superior de um dos cabecilhas daquele grupo de criminosos.”

A porta-voz da polícia salientou que os danos são maiores. “Quando se fizeram àquela concessão, eles queimaram algumas máquinas escavadoras, também saquearam vários bens de trabalho e litros de combustível″, disse, avançando que uma das possíveis motivações dos tumultos estará relacionada com a contestação à presença de cidadãos estrangeiros envolvidos na exploração de recursos minerais naquela região.

A Polícia garante que a ordem e tranquilidade públicas já foram restabelecidas em Moneia, enquanto prosseguem as diligências para esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos e responsabilizar os envolvidos. (Malito João)

Criança com deficiência física clama por apoio em Nahene 1

Nampula (IKWELI) – Uma criança, de 9 anos de idade, com deficiência física nos membros inferiores e superiores, natural da localidade de Nacavala, distrito de Meconta, província de Nampula, clama por apoio na unidade comunal de Nahene-1, posto administrativo de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula.

Dona Cláudia Armando, mãe da pequena Judite Afonso, disse ao Ikweli que a família não tem condições para pagar tratamento médico, habitação condigna, alimentação, incluindo a aquisição de material escolar para a sua filha prosseguir com os estudos.

Cláudia Armando contou à nossa reportagem que andou no Hospital Central de Nampula de 2017 a 2020, depois de receber alta, os médicos teriam definido a realização de uma cirurgia, alegadamente até a criança completar 10 anos de idade para evitar complicações.

“Os médicos disseram que esta criança terá complicações para ser como as outras crianças, mas isso foi depois de a operarem e lhe colocarem gesso. Só disseram que tinha de voltar quando ela completar 10 anos de idade. Assim, fico com medo. Será que não vão piorar a situação dela?”

Ainda durante a entrevista, a nossa fonte, desesperada, disse que a cadeira de rodas que alguma vez recebeu não está a servir devido ao estado da saúde da menor sendo necessária uma ajuda dos pais para se deslocar.

Por outro lado, o secretário da unidade comunal de Nahene-1, Vasconcelos Rachide, fez saber que a família além de precisar um tratamento especializado para a criança, passa momentos difíceis no acesso a alimentação e que localmente o apoio das autoridades não é suficiente.

“Foi no mês passado que ela foi apoiada com uma cadeira de rodas e alguma alimentação, juntamente com outras seis crianças com deficiência. Mas nós, como liderança local, também estamos a tentar procurar mais apoios junto dos nossos superiores, porque não temos condições para ajudar.” (Virgínia Emília)

ANAMOLA desvaloriza desistência dos membros em Nacala

Nampula (IKWELI) – O Partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), a nível da província de Nampula, desvaloriza a suposta saída de cerca de 300 membros daquela organização no distrito de Nacala, alegando tratar-se de um jogo político que não afecta o funcionamento normal do partido.

Castro Niquina, coordenador do ANAMOLA em Nampula, é que desvaloriza essa desistência, segundo disse em entrevista ao Ikweli.

“Trata-se de um jogo político, é verdade que existe alguns membros que saíram do ANAMOLA como o caso de Novinte, mas também nós nunca sentimos o seu impacto porque desde a construção do ANAMOLA, ele nunca contribuiu em nada. Novinte apenas gritou, ou seja, ficou ao lado de Venâncio Mondlane quando ele queria que Mondlane fosse presidente do partido RENAMO, fora disso nunca fez parte de forma efectiva nas actividades do movimento do ANAMOLA,” disse.

De acordo com o político, no vídeo que está a circular nas redes socias vindo de Nacala, a maior parte são mulheres de vários grupos culturais alegadamente pagas para participar no evento, fruto de incursão de um determinado partido que quer a todo custo tirar ANAMOLA no jogo político moçambicano.

“O partido a nível da província de Nampula não se sente abalado porque tudo isso que está a acontecer em Nacala é uma frustração de um dos candidatos que queria dirigir o partido naquele distrito e quando perdeu as eleições começou a retaliação porque não gostaria que perdesse. Isso significa que ele não aceita o processo democrático no partido.  É preciso sublinhar que não se trata de trezentas pessoas, se formos a fazer o somatório do número das pessoas que fizeram parte não vão acima de 15 (quinze) membros efectivos que estavam no ANMOLA, não estamos preocupados, porque a verdade vai aparecer” reiterou Niquina. (Francisco Mário)