Namige (IKWELI) – Sexta-feira, 18 de setembro de 2026. Dia com céu pouco nublado, enquanto a vila de Namige, sede do distrito de Mogincual, a sul de Nampula, comemora os seus 64 anos de elevação à categoria, Maria António está, quase, em desespero na maternidade da unidade sanitária, necessitando de transporte para a sua transferência, porque o seu parto complicado não encontrava solução local.
Um desespero paira na equipa médica, incluindo nos parceiros que apoiam o sector da saúde no distrito.
Quis a sorte que Eduardo Mariamo Abdula, governador de Nampula, de que se conhece tio Salim, visita-se hoje, sexta-feira, o distrito de Mogincual.
Para Mogincual, Abdula mobilizou um carro ambulância e uma viatura operativa para a Polícia da República de Moçambique (PRM).
Com a urgência de Mariamo António, que chegou da comunidade de Xa-Momade no dia anterior, a partir posto administrativo de Namige, a ambulância nem se quer esperou para ser entregue em cerimónia pública, tratou, de imediato, de desempenhar o papel para o qual o governador mobilizou o meio.
Pouco depois das 11h30, Mariamo foi preparada por uma equipa médica para seguir, na nova ambulância, para a vila de Monapo, com hospital em condições para assistir o seu parto.
“Essa ambulância entrou bem,” comentava-se no pátio do centro de saúde de Namige, enquanto a parturiente seguia para a ambulância.
De outros cantos ainda ouvia-se: “obrigado tio Salim. Esse sim, é mesmo governador. Está a fazer que o povo se sinta mesmo povo. Estamos felizes.”
Os acompanhantes de Mariamo António, que já se encontravam em desespero, comentavam que “se não fosse o governador, estaríamos muito mal, muito mal mesmo. Muito obrigado ao nosso governador.” (Redação)
Maputo (IKWELI) – O ministro moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, disse, nas discussões do XII Conselho Coordenador do sector, que o país necessita de 4 mil milhões de dólares para a implementação efectiva do Programa Nacional de Segurança Hídrica (PROÁguaS) 2026/2036.
Segundo o ministro, até ao momento apenas estão disponíveis 750 milhões, estando em mobilização, junto de parceiros, o remanescente.
Com financiamento garantido, serão possível expandir e melhorar os serviços de abastecimento de água e saneamento, reduzir perdas e reforçar a segurança hídrica no país, por isso exigiu maior colaboração e coordenação entre as instituições do sector de água e saneamento no país.
O XII Conselho Coordenador decorre no segundo ano de implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029, em alinhamento com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 e os respectivos instrumentos anuais de planificação e orçamentação.
No âmbito do Programa Quinquenal do Governo e do PESOE 2025, o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos programou 54 acções, traduzidas em 62 indicadores.
De acordo com a avaliação realizada, dos 62 indicadores, 34 foram integralmente cumpridos, correspondendo a 55%, três foram cumpridos com sucesso, representando 5% enquanto 25 não foram cumpridos, equivalentes a 40%. O desempenho médio global do MOPHRH situou-se em 62%.
No âmbito do abastecimento de água e saneamento, foram construídos 44 sistemas de abastecimento de água nas zonas rurais e 500 fontes de água, ampliando as possibilidades de acesso das comunidades à água segura.
Nas zonas urbanas, foram estabelecidas 10.743 ligações domiciliárias de água, que beneficiam 197.400 pessoas, das quais 102.648 mulheres e 94.752 homens.
Na província do Niassa, foram construídos quatro sistemas de abastecimento de água, nos distritos de Mavago, Majune, Muembe e Mandimba. Em Sofala, foi construído o Centro Distribuidor de Estoril, no Dondo.
No sector de saneamento, foram reabilitados oito quilómetros da rede de esgotos da cidade de Maputo, construídos 3.500 sanitários domiciliários na cidade de Tete e 15 sanitários escolares. (Antónia Mazive)
Maputo (IKWELI) – O Governo de Moçambique prepara um Plano de Mitigação avaliado em cerca de 401 milhões de dólares norte-americanos para fazer face aos possíveis impactos do fenómeno El Niño durante a época chuvosa 2026/2027, com foco no abastecimento de água, agricultura, pecuária, saúde, educação, protecção social e assistência alimentar.
A informação foi avançada esta quinta-feira (17) pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), Fernando Rafael, na abertura do 12.º Conselho Coordenador da instituição que se realiza em Maputo.
Segundo explicou o ministro, o plano prevê prover assistência alimentar de emergência para 343.773 pessoas, correspondentes a cerca de 68.755 famílias, enquanto a protecção social contempla cerca de 234 mil famílias. As intervenções na agricultura abrangem mais de 155 mil agricultores, além de 90.500 criadores de gado, considerados grupos-alvo face ao fenómeno El Niño.
As intervenções previstas incluem a construção e reabilitação de sistemas de abastecimento de água, represas, reservatórios e furos multiusos, a distribuição de sementes resistentes à seca, a protecção do efectivo pecuário, o reforço da alimentação escolar; a assistência nutricional e sanitária, o apoio às famílias mais vulneráveis e o fortalecimento dos sistemas de monitoria hidrometeorológica e de alerta prévio.
O ministro assegurou que o Governo mobilizou 125 milhões de dólares através de apoio externo, destinados aos recursos hídricos, abastecimento de água, saneamento e higiene, agricultura, pecuária e pescas.
Fernando Rafael fez saber que a resposta será implementada de forma faseada, começando pela preparação e resposta imediata, seguindo-se a recuperação e estabilização e, posteriormente, o reforço da resiliência e da prevenção.
“Queremos proteger as populações, assegurar água, alimentos e serviços essenciais, mas também aproveitar esta resposta para construir infra-estruturas e comunidades mais resilientes às secas e a futuros eventos climáticos extremos”, frisou.
O ministro apelou à população para o uso racional da água, evitando desperdícios, protegendo as fontes de água, conservando alimentos e sementes, seguindo as orientações das autoridades e acompanhando permanentemente os avisos meteorológicos e os sistemas de alerta prévio.
Apesar dos desafios associados ao El Niño, o Governo prevê, para 2027, a continuidade dos investimentos destinados ao aumento da capacidade de armazenamento de água, à segurança das infra-estruturas hidráulicas, à protecção contra cheias e ao aprofundamento do conhecimento sobre os recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
Na província de Cabo Delgado está prevista a continuação dos trabalhos relacionados com a Barragem de Muera, no distrito de Mueda, devendo o estudo atingir 40 por cento de execução.
Na província de Nampula, prevê-se a conclusão do estudo de avaliação de impacto ambiental e social da Barragem de Macuje, no distrito de Rapale, bem como a continuidade dos estudos relativos à Barragem de Saua-Saua.
Segundo disse o ministro, na província de Maputo, um dos investimentos de maior dimensão previstos é o início da construção do descarregador auxiliar da Barragem de Corumana, em Moamba, cuja execução física deverá atingir 20 por cento em 2027, mobilizando cerca de 665,6 milhões de meticais de financiamento externo. Em Matutuíne, deverá avançar a avaliação dos recursos hídricos subterrâneos em Salamanga.
“Prosseguiremos igualmente com a actualização da Carta Hidrogeológica Nacional, que deverá atingir 70 por cento, reforçando a nossa capacidade de conhecer e gerir de forma sustentável as reservas de água subterrânea do país. Na Bacia do Limpopo, daremos continuidade à reabilitação dos diques de defesa, particularmente na secção sul de Chókwè, com a meta de reabilitar 20 quilómetros de diques.”
“É também neste horizonte de 2027 que o ProÁguas deverá ganhar maior velocidade de implementação. A reforma institucional do abastecimento de água e saneamento deverá produzir resultados mensuráveis, enquanto a iniciativa presidencial de Terra Infra-estruturada deverá avançar para uma escala cada vez maior e a ANOP, IP deverá consolidar a sua capacidade institucional e técnica,” disse o ministro.
O dirigente referiu que essas metas só serão possíveis se for possível fazer convergir a planificação, o orçamento, a execução e a monitoria, sublinhando que a planificação para 2027 deve, por isso, começar pela articulação. (Antónia Mazive)
Nampula (IKWELI) – Parte da população no distrito de Mecubúri, na província de Nampula, decidiu abraçar a comercialização de bebidas de produção local, precisamente a Otheka, fabricada na base de mapira e mandioca, como forma de aumentar a renda familiar e a independência económica.
A informação foi avançada durante uma entrevista ao Ikweli, nesta quarta-feira (16), pelo Secretário Permanente do distrito de Mecubúri, José Topeleque, no âmbito dos preparativos das comemorações do V edição do Festival Otheka, sob lema “Mecubúri, 60 anos unidos, rumo a independência económica”, que se assinalou nesta quinta-feira (17).
Segundo esta fonte, acredita-se que cerca de 47 mil habitantes, dos mais de 207 mil, praticam o fabrico e consumo da Otheka. A maioria são viúvas e mulheres solteiras.
“A mandioca e mapira são alimentação básica para a população de Mecubúri,” disse a fonte, garantido que mais de 100 mil produtores desenvolvem esta cultura. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – A Rede de Governação, na Plataforma Provincial das Organizações da Sociedade Civil de Nampula veio ao público, nesta quinta-feira (17), denunciar os atropelos ao código da postura municipal, situação que coloca em causa os direitos difusos dos cidadãos da capital do norte.
Em carta de denúncia, a rede aponta a obstrução da faixa de rodagem na Avenida Eduardo Mondlane, o que de certa forma devia ser protegida.
Entendem os denunciantes que o pior é a finalidade da empreitada da construção que são bombas de combustíveis o que pela localização e dimensão do espaço, não é aceitável que haja o tipo de empreendimento.
Gamito dos Santos, porta-voz da rede, disse que a cidade tem sido o apanágio do município de Nampula facilitar a ocupação desordenada dos espaços porque para além da avenida Eduardo Mondlane há possível atribuição ilegal e fraudulenta da Feira Agroindustrial de Nampula (FAINA), onde existem obras a nascerem e este tipo de atribuições devem passar pela consulta pública dos cidadãos.
“Já estamos a submeter documentos nas entidades competentes, como o Tribunal Administrativo, a Procuradora e o Gabinete de Combate a Corrupção no sentido de investigarem esta situação para, de certa forma, apurar o que efectivamente está a acontecer. Ao se apurar que há uma ilicitude vamos solicitar para que a procuratoria possa abrir um processo, seja crime ou de responsabilização das pessoas implicadas neste tipo de práticas que atentam a boa governação, gestão do bem e do património público,” afirmou dos Santos.
A fonte sublinhou, ainda, que na zona da FAINA tem uma obra que foi construída na berma da estrada e o seu muro está encostado ao posto da linha de alta tenção que pode constituir um perigo e exorta a Eletricidade de Moçambique (EDM) a se pronunciar.
Por sua vez Sismo Eduardo, representante da Associação de Paralegais para Assistência no Apoio do Desenvolvimento sustentável da Comunidade (APAADEC), referiu que a inexistência de placas em algumas obras é uma violação e se o município fica indiferente significa que existe pessoas com obrigação de cumprir a lei e outras não.
“Não há sombras de dúvidas que há indícios de cobertura, violação clara de código de postura municipal, fragilidade na gestão da autarquia. Por isso, recomendamos que as autoridades do município devem tomar conta do seu puder porque se deixar que alguém tome decisões por influência política ou financeira, os resultados que vamos ter são estes que verificamos,” disse Eduardo.
Para Eduardo, para além de falta de placas, há maus procedimentos ambientais, sendo necessário respeitar os direitos de uso e aproveitamento de terra, “independentemente da cor da pele, bandeira política, status pois ninguém deve estar acima da lei.”
Já António Mutoua, director da Solidariedade de Moçambique, disse na ocasião que quando os interesses colectivos estão em causa deve se destruir a obra porque não está em condições de avançar. “Não estamos a dizer que a cidade de Nampula não deve haver desenvolvimento, mas tem que ser um desenvolvimento sustentável,” rebateu. (Francisco Mário, foto: Higino Carlos)
Nampula (IKWELI) – Mais de 150 mil estudantes frequentam actualmente programas de Educação a Distância em Moçambique, entre o ensino secundário e superior, dados que reflectem a crescente expansão desta modalidade de ensino no país.
Os números foram apresentados nesta quarta-feira (16) pela ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, durante a abertura da IV Conferência Nacional de Educação a Distância, que decorre de 16 a 18 de Setembro, na Cidade de Maputo.
Segundo os dados apresentados, entre 2014 e 2021, o número anual de estudantes matriculados em programas de Educação a Distância aumentou de 83.861 para 172.683, enquanto os cursos e programas passaram de 45 para 129. Em 2026, os dois ciclos do Programa de Ensino Secundário a Distância contam com 77.667 alunos. No ensino superior, dados preliminares de 2025 indicam a existência de 75.200 estudantes nesta modalidade, correspondentes a 26,6% do total nacional.
Para Tovela, os números demonstram que a Educação a Distância está a tornar-se uma alternativa importante para cidadãos que enfrentam limitações de acesso ao ensino presencial. “A distância entre uma comunidade e uma instituição de ensino não pode transformar-se numa distância entre essa comunidade e o conhecimento”, afirmou a ministra de Educação, defendendo que a modalidade deve ser encarada como instrumento de justiça social, coesão territorial, formação de capital humano e fortalecimento da unidade nacional.
Tovela apontou ainda a capacidade de resposta da Educação a Distância perante situações que podem interromper as aulas presenciais, como ciclones, cheias, deslocações populacionais e emergências sanitárias. “Resiliência não significa improvisar durante a crise. Significa possuir, antes dela, conteúdos preparados, profissionais capacitados, plataformas funcionais, alternativas de baixa conectividade e sistemas de apoio capazes de assegurar a continuidade da aprendizagem”, sublinhou a fonte. Tovela. (Malito João)
Nampula (IKWERLI) – O partido FRELIMO, em Nampula, oficializou nesta quarta-feira (17), o Gabinete Provincial de preparação do 13° Congresso a ter lugar na cidade de Nampula entre os dias 20 e 25 de julho de 2027, com um olhar para o desenvolvimento socioeconómico.
O Membro da Comissão Política e chefe da Brigada Central de Assistência à província de Nampula, Filipe Paunde, disse que além de ser um período de união no seio do partido dos camaradas, é preciso aproveitar as potencialidades económicas do evento.
“O Congresso deve ser um momento de muita festa, união e vamos evitar ladrões e drogas, aos empresários e a população em geral esta é uma oportunidade ímpar também de se realizarem economicamente porque a província vai receber vários convidados. É preciso nos prepararmos nós residentes em Nampula”, disse.
Entretanto, Paunde recordou que “realizamos a conferência nacional de quadros em Manica com satisfação e deixou várias recomendações, daí que o Comité Central na sua 4ª sessão extraordinária, está a dar o início formal a um processo que deverá mobilizar as estruturas do partido em todo o país.”
A fonte afirmou que no âmbito da preparação do referido Congresso, a província acolhe nos próximos dias um seminário de capacitação de estudo de vários documentos relacionados com o congresso.
“Vai se oficializar também os gabinetes distritais, estas e outras serão as grandes tarefas que vamos realizar e Nampula está honrada por ter recebido este grandioso evento”. (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – O distrito de Mogincual, a sul de Nampula, viveu nesta quarta-feira, (16) dum momento de celebração da sua cultura e das actividades que sustentam as comunidades locais, com a realização do I Festival de Nicussi (peixe miúdo) e Caracata, evento que juntou pescadores, produtores, jovens, agentes económicos e membros do governo do distrito.
Realizado sob o lema “Mogincual, do mar à terra nasce a nossa esperança”, o festival procurou colocar em destaque o potencial do distrito, sobretudo nas áreas da pesca, agricultura, gastronomia e cultura.
A iniciativa que foi orientada pelo administrador de Mogincual, João Bento Zampula, foi caracterizada por actividades de corrida de barcos e prosseguiu com uma conferência sobre os desafios e oportunidades das comunidades costeiras.
Entre os assuntos discutidos, estiveram em voga a cadeia de valor do pescado, conservação da biodiversidade marinha e costeira, agricultura como negócio, emprego para jovens e acesso ao financiamento. ″Nós na verdade estamos a realizar esse festival denominado Nicussi e Caracata, primeiro é por reconhecermos que á nossa alimentação principal do nosso distrito é Caracata e Nicussi, então esses dois elementos tem feito muito para o nosso distrito, quando estamos a falar de Nicussi não estamos a falar de Nicussi só e só, estamos a incluir o pescado no seu geral, então essa é que potencia a nossa economia. A outra razão de nós realizarmos [o festival] é para chamarmos a tenção as outras entidades e investidores a aproximar o nosso distrito para potenciar nessa área do pescado, o nosso distrito é um dos distritos com grande potencial do pescado e achamos que com a vinda dos outros investidores o nosso pecado pode vir a melhorar″, salientou o administrador Zampula.
O festival contou ainda com uma Feira onde foram expostos pescado, produtos agrícolas e pratos da gastronomia local.
Para o Governo distrital, a valorização do Nicussi e da Caracata pode contribuir para manter vivas as tradições locais e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novas oportunidades de rendimento, principalmente para jovens, produtores e pescadores. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – O secretário do Sindicado Nacional dos Empregados Domésticos (SINED) na província de Nampula, Macário Lourenço Rassimo, quer que o novo estatuto que vai reger aquela classe de trabalhadores seja prático e não permanecer apenas no papel.
A reacção é porque o governo moçambicano aprovou, na semana passada, um novo regulamento para o trabalhador doméstico onde estes passarão a ter o contrato escrito obrigatório, inscrição na segurança social, 30 (trinta) dias de férias anuais, protecção reforçada contra assédio sexual, estipulação do salário mínimo, entre outras garantias introduzidas.
“Como o regulamento está feito, penso que alguma coisa vai mudar para o melhor, uma vez que haverá tabela salarial mínima porque será pela primeira vez em Moçambique existir pela salário mínimo do empregado doméstico. Gostaríamos que isso não ficasse apenas no papel, mas implementado na prática, não estamos interessados no papel,” exortou Rassimo.
O responsável da classe dos trabalhadores domésticos, argumentou que o grupo que dirige na província de Nampula, há muitos que não têm direito de férias, entre 20 a 30 anos sem descanso.
“Neste novo regulamento deve ser respeitado a mulher grávida onde deve ter interrupção de 90 dias e tempo para amamentar a criança no seu local de trabalho, o que acontecia é que a mulher nascia e no mesmo mês continuava a trabalhar e o estatuto está a perseguir a lei mãe de trabalho e espero funcionalidade”, desejou.
Crianças no trabalho doméstico
De acordo com a fonte, na província de Nampula há muitos menores que estão a perder um tempo rico, colocando assim o país com estatísticas maiores de analfabetismo, porque ao invés das crianças estudarem ficam ocupadas com trabalhos de casa.
“Há uma situação em que as crianças são levadas lá no campo com um contracto verbal com os encarregados sob pretexto de que vai-me ajudar e vai estudar, mas chegando na cidade fica como um empregado doméstico e consequentemente a praticar o trabalho infantil. Por exemplo, eu consegui detectar no prédio Branco e na Romon, nos arredores da cidade de Nampula, onde crianças de 12 (doze) anos estão a trabalhar no quintal,” denunciou o secretário
No que concerne ao assédio sexual aos trabalhadores domésticos, o nosso entrevistado asseverou que “é muito frequente, até no mês de Janeiro do ano em curso registamos um caso em que um empregador praticou o crime e não assumiu porque para acontecer prometeu em casamento, ia construir casa para a vítima e não cumpriu nem uma promessa. A vítima denunciou e encaminhamos para a mediação de conflitos laborais e por sua vez, o caso foi encaminhado para o tribunal, mais depois de toda esta ginástica o infractor está doente e no momento está no Maputo, aguardamos o seu regresso para continuar a mexer o processo, sublinhou a fonte.
Todavia, o secretário apela os trabalhadores a procurarem se informar sobre os direitos, assim como os respectivos deveres para melhor harmonia porque muitas das vezes não se preocupam em se dirigir em ambientes que se debatem questões das suas actividades. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – O Instituto Industrial e Comercial de Nampula conta, desde esta quinta-feira (17), com novas infraestruturas e equipamentos destinados a reforçar a qualidade do ensino e da formação profissional. Segundo o Secretário de Estado do Ensino Técnico e Profissional, Leo Jamal, os investimentos foram realizados entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, no âmbito dos esforços do Governo para melhorar a qualidade do ensino técnico-profissional e adequá-lo às exigências do mercado de trabalho. Os equipamentos abrangem áreas como soldadura, eletricidade, construção civil e informática, incluindo laboratórios equipados com tecnologia moderna para apoiar o processo de ensino e aprendizagem. “Estamos a pôr à disposição dos nossos formandos a mais alta tecnologia na área de informática, criando facilidades no processo de ensino e aprendizagem”, explicou Leo Jamal. O investimento inclui também o apetrechamento das salas dos professores, com o objetivo de proporcionar melhores condições de trabalho aos funcionários e formadores da instituição. De acordo com o governante, a melhoria das condições de formação pretende garantir que os centros de ensino técnico-profissional estejam preparados para responder não apenas às necessidades do mercado de trabalho nacional, mas também às oportunidades do mercado internacional. A entrega dos equipamentos e infraestruturas enquadra-se, segundo Leo Jamal, nas orientações do Governo para elevar a qualidade da formação técnico-profissional e aproximar as competências dos formandos às necessidades reais do mercado. Nesta quinta-feira aquela instituição graduou novos técnicos nas áreas que ministra as formações, os quais foram desafiados a apostar no autoemprego. Dos graduados, 98 são mulheres e 166 são homens, que receberam os seus certificados após concluírem o processo de formação. Na ocasião, Leo Jamal destacou que a conclusão da formação não deve ser encarada como o fim do percurso profissional, mas como o início de uma nova etapa, marcada pela aplicação prática dos conhecimentos adquiridos. “O diploma que acabaram de receber hoje não é o fim, mas o princípio de um novo ciclo. O conhecimento que adquiriram aqui só vai ser útil se tiver um efeito multiplicador. Não vejam esse conhecimento como uma saída apenas para ter emprego, mas vejam também como uma saída para o autoemprego, para poderem, com o conhecimento que têm, produzir rendimentos e disponibilizar os vossos conhecimentos nas nossas comunidades”, disse. Leo Jamal aconselhou igualmente os recém-graduados a encararem o mercado de trabalho como um espaço de aprendizagem contínua, onde poderão adquirir novas experiências, trocar conhecimentos e aperfeiçoar as competências desenvolvidas durante a formação. (Fátima Mugaveia)