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Já há detidos no Gilé em conexão com os tumultos que iriam tirar a vida a um chinês

Quelimane (IKWELI) – Dois cidadãos nacionais estão detidos no distrito de Gilé, província da Zambézia, acusados de incitação à violência e vandalização de bens de uma empresa chinesa de exploração mineira na região de Moneia.

Segundo a porta-voz do Comando Provincial da PRM [Polícia da República de Moçambique] na Zambézia, Belarmina Henriques, os suspeitos fazem parte de um grupo que invadiu as instalações da empresa, tendo vandalizado equipamentos, agredido trabalhadores e subtraído combustível.

Belarmina Henriques revelou ainda que um dos três indivíduos apontados como cabecilha dos tumultos foi baleado durante a intervenção policial e encontra-se internado no Hospital Central de Nampula.

Apesar de estar hospitalizado, anotou a fonte, a Polícia já emitiu um mandado de captura contra o suspeito.

De acordo com Belarmina Henriques, na mesma ocorrência, um cidadão de nacionalidade chinesa ficou gravemente ferido e se encontra a receber tratamento numa clínica privada, igualmente na província de Nampula.

“Indivíduos criminosos invadiram uma concessão mineira onde, munidos de instrumentos contundentes como catanas, azagaias, flechas, paus e maretas, invadiram a concessão, agrediram os funcionários que estavam lá a trabalhar e a agrediram gravemente um dos cidadãos de nacionalidade chinesa. Com isto, a polícia foi accionada, fez-se ao local, foi possível socorrer aquele cidadão para o hospital da província de Nampula e naquele momento foi obrigado a polícia a disparar e alvejou no membro superior de um dos cabecilhas daquele grupo de criminosos.”

A porta-voz da polícia salientou que os danos são maiores. “Quando se fizeram àquela concessão, eles queimaram algumas máquinas escavadoras, também saquearam vários bens de trabalho e litros de combustível″, disse, avançando que uma das possíveis motivações dos tumultos estará relacionada com a contestação à presença de cidadãos estrangeiros envolvidos na exploração de recursos minerais naquela região.

A Polícia garante que a ordem e tranquilidade públicas já foram restabelecidas em Moneia, enquanto prosseguem as diligências para esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos e responsabilizar os envolvidos. (Malito João)

Criança com deficiência física clama por apoio em Nahene 1

Nampula (IKWELI) – Uma criança, de 9 anos de idade, com deficiência física nos membros inferiores e superiores, natural da localidade de Nacavala, distrito de Meconta, província de Nampula, clama por apoio na unidade comunal de Nahene-1, posto administrativo de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula.

Dona Cláudia Armando, mãe da pequena Judite Afonso, disse ao Ikweli que a família não tem condições para pagar tratamento médico, habitação condigna, alimentação, incluindo a aquisição de material escolar para a sua filha prosseguir com os estudos.

Cláudia Armando contou à nossa reportagem que andou no Hospital Central de Nampula de 2017 a 2020, depois de receber alta, os médicos teriam definido a realização de uma cirurgia, alegadamente até a criança completar 10 anos de idade para evitar complicações.

“Os médicos disseram que esta criança terá complicações para ser como as outras crianças, mas isso foi depois de a operarem e lhe colocarem gesso. Só disseram que tinha de voltar quando ela completar 10 anos de idade. Assim, fico com medo. Será que não vão piorar a situação dela?”

Ainda durante a entrevista, a nossa fonte, desesperada, disse que a cadeira de rodas que alguma vez recebeu não está a servir devido ao estado da saúde da menor sendo necessária uma ajuda dos pais para se deslocar.

Por outro lado, o secretário da unidade comunal de Nahene-1, Vasconcelos Rachide, fez saber que a família além de precisar um tratamento especializado para a criança, passa momentos difíceis no acesso a alimentação e que localmente o apoio das autoridades não é suficiente.

“Foi no mês passado que ela foi apoiada com uma cadeira de rodas e alguma alimentação, juntamente com outras seis crianças com deficiência. Mas nós, como liderança local, também estamos a tentar procurar mais apoios junto dos nossos superiores, porque não temos condições para ajudar.” (Virgínia Emília)

ANAMOLA desvaloriza desistência dos membros em Nacala

Nampula (IKWELI) – O Partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), a nível da província de Nampula, desvaloriza a suposta saída de cerca de 300 membros daquela organização no distrito de Nacala, alegando tratar-se de um jogo político que não afecta o funcionamento normal do partido.

Castro Niquina, coordenador do ANAMOLA em Nampula, é que desvaloriza essa desistência, segundo disse em entrevista ao Ikweli.

“Trata-se de um jogo político, é verdade que existe alguns membros que saíram do ANAMOLA como o caso de Novinte, mas também nós nunca sentimos o seu impacto porque desde a construção do ANAMOLA, ele nunca contribuiu em nada. Novinte apenas gritou, ou seja, ficou ao lado de Venâncio Mondlane quando ele queria que Mondlane fosse presidente do partido RENAMO, fora disso nunca fez parte de forma efectiva nas actividades do movimento do ANAMOLA,” disse.

De acordo com o político, no vídeo que está a circular nas redes socias vindo de Nacala, a maior parte são mulheres de vários grupos culturais alegadamente pagas para participar no evento, fruto de incursão de um determinado partido que quer a todo custo tirar ANAMOLA no jogo político moçambicano.

“O partido a nível da província de Nampula não se sente abalado porque tudo isso que está a acontecer em Nacala é uma frustração de um dos candidatos que queria dirigir o partido naquele distrito e quando perdeu as eleições começou a retaliação porque não gostaria que perdesse. Isso significa que ele não aceita o processo democrático no partido.  É preciso sublinhar que não se trata de trezentas pessoas, se formos a fazer o somatório do número das pessoas que fizeram parte não vão acima de 15 (quinze) membros efectivos que estavam no ANMOLA, não estamos preocupados, porque a verdade vai aparecer” reiterou Niquina. (Francisco Mário)

Governo quer transformar direitos das pessoas com deficiência em mudanças concretas

Maputo (IKWELI) – O governo moçambicano defende uma aceleração na implementação dos direitos das pessoas com deficiência, com foco na inclusão económica e social, acessibilidade e participação nas políticas públicas.

Paulo da Silva Beirão, Secretário Permanente no Ministério do Trabalho, Género e Acção Social (MTGAS), disse, nesta quarta-feira (16), na cerimónia de abertura da 4.ª Conferência Anual sobre Deficiência e Direitos Humanos, que Moçambique entrou numa nova fase da agenda de inclusão, marcada pela necessidade de transformar os instrumentos aprovados em resultados concretos.

O evento que decorre até esta quinta-feira (17) é realizado sob o lema “Da Reforma à Implementação: Transformando Direitos em Mudanças Reais”.

O dirigente destacou a aprovação da Lei n.º 10/2024, sobre a Protecção dos Direitos e Liberdades Fundamentais da Pessoa com Deficiência, bem como o respectivo regulamento, aprovado em 2026, que prevê o reforço da promoção da igualdade, inclusão e participação.

A fonte reconhece que os avanços alcançados ainda não são sentidos de forma uniforme por todas as pessoas com deficiência. “Por isso, esta Conferência é importante para identificarmos onde precisamos de acelerar e definirmos, em conjunto, como transformar os instrumentos aprovados em resultados concretos”, afirmou.

Entre as prioridades apontadas estão a revisão da Política Nacional da Pessoa com Deficiência e do III Plano Nacional da Área da Deficiência, paralelamente à finalização da III Estratégia Nacional de Segurança Social Básica. A intenção é que estes instrumentos tenham prioridades claras, responsabilidades definidas e mecanismos efectivos de acompanhamento.

Outro compromisso é o reforço da inclusão económica e social das pessoas com deficiência.

Actualmente, 25.217 pessoas com deficiência são abrangidas no âmbito da assistência social, disse o secretário permanente, defendendo uma maior ampliação da cobertura e da qualidade da protecção social das pessoas com deficiência, bem como o seu reconhecimento como trabalhadores, profissionais, empreendedores e agentes activos do desenvolvimento do País.

Paulo Beirão apelou ao sector privado para criar mais oportunidades e valorizar as competências e capacidades das pessoas com deficiência.

Explicou que, no âmbito da iniciativa “Nada sobre nós, sem nós”, foi destacada a necessidade de fortalecer o diálogo com as organizações, desde a formulação das políticas até à sua implementação, monitoria e avaliação.

Sublinhou ainda “Esperamos que esta Conferência, ao discutir a implementação da Lei, protecção social, inclusão económica, dados, acessibilidade, contratação pública e prestação de contas, nos ajude a definir caminhos concretos para acelerar a mudança”.

Já o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Albashir Macassar, defendeu que o sucesso da Conferência não deve ser avaliado apenas pela qualidade dos debates realizados ao longo dos dois dias, mas sobretudo pelos resultados que serão alcançados posteriormente.

“Que compromissos serão assumidos? Quem ficará responsável? Que prioridades serão estabelecidas? Como serão acompanhadas? E que mudanças poderemos demonstrar, daqui a um ano, na vida concreta das pessoas com deficiência?”, questionou.

Tendo salientado que, se conseguirmos responder a essas perguntas, estaremos verdadeiramente a passar da reforma à implementação e dos direitos consagrados a mudanças reais.(Antónia Mazive)

PODEMOS está em crise no maior círculo eleitoral do país

Nampula (IKWELI) – O partido PODEMOS na província de Nampula, maior círculo eleitoral no país, tem vindo a enfrentar uma crise interna, situação sobre a qual pouco se fala, mas que, nos próximos tempos, poderá dividir aquilo que era considerado, no passado, como uma casa de esperança para o povo moçambicano.

Há meses, o secretário-geral do partido, Caetano Mussacaze, durante a sua visita à província de Nampula, anunciou a realização de uma conferência provincial, inicialmente prevista para o dia 11 de Setembro, para se “exprimir a roupa molhada”, evento que acabou por não acontecer. A situação está a preocupar vários membros do partido, que consideram que esta seria a única via para resolver os problemas daquela formação política.

A promessa da conferência provincial tinha sido feita pelo secretário-geral na Ilha de Moçambique, depois de um trabalho com jornalistas, evento que ficou para a história, enquanto a situação de murmúrios entre os membros continua a ferver nos bastidores.

Numa entrevista, Caetano Mussacaze justificou que a realização da conferência provincial para o dia 11 de Setembro era somente uma promessa que não tinha “pernas para caminhar″. “Foi uma proposta do secretariado-geral, não tinha sido ainda aprovado, o que nós queríamos não é só juntar as pessoas para o conselho provincial especificamente, queríamos racionalizar os custos, a partir de hoje vamos ter uma conferência de imprensa para comunicar as primeiras reuniões de formação e planificação a nível nacional. Nessas formações estarão todas estruturas do distrito, elas vão aproveitarem essa oportunidade para que também tenham um espaço para que as estruturas provinciais possam se reunir nesse conselho provincial. Então naquela altura, quando dizemos dia 11 foi uma proposta, mas, no entanto, a sede política só veio a provar no final de agosto, não dava jeito de realizar essa formação e acontecer em Nampula, e não só a outra vertente é que deveria iniciar em Maputo cidade e província, então mudou o calendário foi aprovado outro calendário pelo conselho político para 16 e 17 de Outubro”.

A fonte explicou que a alteração do calendário está relacionada com a morosidade na aprovação do plano de formação pelo Conselho Político do partido e não pelo congelamento dos fundos financeiros como vem se falando por alguns membros do partido na província de Nampula. “O conselho político só aprovou isto no final de agosto, fomos obrigados a refazer o calendário”.

Questionado sobre a logística do evento, o secretário-geral disse que “neste momento estamos concentrados da formação de Maputo logo após, estou a dizer a partir de segunda-feira, começamos a tratar a logística de Nampula, será Nampula e Zambézia. Esta sexta-feira e sabido para Maputo província e Maputo cidade”.

Neste conselho que supostamente prevê-se acontecer no mês de Outubro, o número de participantes estima-se em cerca de 500, contando com formadores que vêm de Maputo e Sofala.

Enquanto o tempo não chega, os conflitos no partido PODEMOS vão se arrastando, e o secretário-geral do partido aponta a falta de entendimento sobre a dinâmica da formação política. “Não estão a entender esta dinâmica, porque o membro deve ser capaz de perceber porque que nós não realizamos dia 11 e vamos realizar no dia 16 de Outubro, então isso não pode gerar confusão, temos estrutura em Nampula funcional e não pode ser uma imposição”, terminou. (Malito João)

IMD está a fortalecer capacidades dos deputados da AR e membros da AP no pacote legal de indústria extractiva

Nampula (IKWELI) – O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), em parceria com Ministério de Energia e Recursos Minerais, está a capacitar deputados da Assembleia da República e Membros da Assembleia Provincial em matérias ligadas ao pacote legal de indústria extractiva e minerais estratégicos em Moçambique.

Segundo Lorena Mazive, coordenadora de programas no IMD, o evento visa igualmente reforçar as capacidades conceptuais, analíticas, jurídicas e práticas dos participantes para o exercício das suas funções da legislação, fiscalização, representação e a acompanhamento.

Mazive disse ainda que o evento acontece numa altura em que, recentemente, foram aprovados os três instrumentos basilares da área, nomeadamente a Lei de Minas, Petróleo e Conteúdo Local.

“Este momento será estratégico para difundir estes três instrumentos. E durante este evento há uma advocacia que nós estamos a fazer que é no sentido de seja aprovado com celeridade os instrumentos regulatórios destas leias. Moçambique passe a ter, de igual forma, a listagem sobre minerais estratégicos, quais são os minerais que Moçambique acha efectivamente que podem contribuir para catapultar o desenvolvimento de Moçambique e para a industrialização.”

Questionada sobre razão de abranger deputados da Assembleia da República de Moçambique e todos representes da Assembleias Provinciais do país, a coordenadora de programas do IMD acredita que ″abrangência dos deputados da Assembleia da República por serem legisladores e fiscalizadores, e como nós temos ditos eles representam o circulo eleitoral em Moçambique como tal tem o dever de fiscalizar a acção governativa, essas essas leis que serão implementadas trazem um conjunto de acções que devem ser efectivamente fiscalizadas pela Assembleia da República, a mesma acontece em relação as Assembleias Provinciais, tem o seu circulo eleitoral de fiscalização que é a província e devem fiscalizar a acção das empresas para que o beneficio social, beneficio económico reverta em favor das comunidades″.

Luís Moiane, director do Gabinete do Secretário de Estado na província de Nampula, disse que os minerais que correm em todas províncias do país, particularmente na província de Nampula, constituem recurso para assegurar a soberania económica, a segurança energética, bem como a protecção dos interesses estratégicos do Estado, dai que, no seu entender, a provação da Lei de Minas vai permitir que os ganhos resultem da distribuição entre o Estado, empresas mineradoras e a população.

Matias Nhongo, deputado da Assembleia da República, membro da Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente, disse que quando se fala de recursos mineiros também está se a falar da parte económica, daí que o envolvimento desta comissão é fundamental na discussão dos mineiros no país. (Malito João)

Zambézia: Cidadão chinês escapa da morte após ser espancado pela população em Gilé

Quelimane (IKWELI) – Um cidadão de nacionalidade chinesa escapou da morte na terça-feira (15), no distrito de Gilé, norte da província da Zambézia, depois ter sido violentamente espancado pela população local.

O incidente ocorreu depois de o cidadão ter, alegadamente, disparado contra um morador que procurava explicações sobre o desvio do curso normal da água numa zona próxima do rio Namirue, na região de Namihale.

Segundo relatos de moradores, o cidadão chinês encontra-se envolvido na exploração de recursos naturais, incluindo ouro, nas proximidades do rio, uma actividade que terá provocado o bloqueio do curso de água utilizado pela população local para lavar roupa e tomar banho.

Um dos moradores contou que a água teria ficado bloqueada durante cerca de uma semana e que, quando um residente procurou esclarecimentos junto dos exploradores, um dos cidadãos chineses efectuou disparos, criando susto e intimidação da população.

“São chineses que vinham explorando ouro. Fecharam toda a água durante uma semana e, quando questionados, um deles atirou. A população, quando se apercebeu, também agiu violentamente, espancando-o. Ele escapou da morte graças à intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM)”, relatou o morador.

De acordo com a mesma fonte, o cidadão chinês terá sido atingido por vários golpes durante o confronto. O mesmo morador afirmou ainda que a vítima foi despida, arrastada e agredida fisicamente pela população.

“O chinês foi tirado a roupa, arrastado como Jesus Cristo e partiram-lhe o braço. Também queimaram duas máquinas escavadoras e dois carros. Se não fosse a intervenção da polícia, o cidadão de nacionalidade chinesa já teria sido morto”, frisou a fonte.

Por enquanto, até pelo menos ao meio-dia desta quarta-feira, não há uma confirmação oficial sobre o número de pessoas feridas, a identidade dos envolvidos ou as circunstâncias exactas dos disparos.

A nossa de reportagem tentou, sem sucesso, contactar a Polícia da República de Moçambique (PRM), na província da Zambézia, para obter a sua versão dos factos. (Francisco Mário)

Município de Ribáuè procura mecanismo de ordenamento territorial na UniLúrio

Nampula (IKWELI) – O Conselho Autárquico da vila de Ribáuè, em Nampula, e a direcção da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Lúrio (UniLúrio), assinaram um memorando de entendimento nesta segunda-feira (14), para o estabelecimento de uma parceria de cooperação na área do ordenamento territorial.

A assinatura enquadra-se no compromisso do conselho autárquico de Ribáuè de promover parcerias estratégicas com instituições de ensino superior, tendo em vista o desenvolvimento de soluções técnicas e sustentáveis para os desafios do ordenamento territorial.

“Temos várias necessidades, o município é um território muito complexo e um dos problemas que enfrentamos é que a população ocupa algumas ruas com argumentação de que o município futuramente vai nos recompensar, portanto, nós como município queremos que tenhamos um memorando com a UniLúrio de modo a ultrapassarmos está situação,” disse os Osvaldo António Celestino, autarca de Ribáuè, pouco depois da assinatura do documento.

Por seu turno, Celso Luís Fernando, director da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da UniLúrio, prometeu dar o apoio que estiver no alcance da instituição uma vez que “nós temos apoiados com capacitação e ordenamento do território, nós também temos o lado académico em que fazemos o levantamento de dados e assim como o lado profissional que responde as necessidades mais específicas dos municípios,” anotou.

A cooperação entre as duas instituições poderá contribuir para o reforço das capacidades técnicas, a melhoria da planificação urbana e o desenvolvimento de um Município mais organizado, inclusivo e sustentável. (Francisco Mário)

Mocuba: Obras financiadas pelo Banco Mundial correm a ritmo satisfatório

Mocuba (IKWELI) – As obras financiadas pelo Banco Mundial no município de Mocuba, na província da Zambézia, decorrem a bom tento, segundo constatação da Secretária do Ministério das Finanças, Albertina Fruquia, que visitou aquela circunscrição.

Em Mocuba, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento Urbano e Local (PDUL), o Banco Mundial financia a construção do Centro de Saúde de Matebe 1, a Escola Primária de Cunheia, a ponte sobre o Rio Licungo, na zona de Iyaso Marques, o troço entre a Rua das FPLM e a Praça da Paz, o troço entre a Praça da Paz e o Quartel, bem como as intervenções nas zonas de Emília Daússe e Francisco Manyanga

De forma geral, a Secretária Permanente manifestou satisfação pelo nível de execução das obras visitadas, reconhecendo os progressos alcançados pelo município de Mocuba na materialização dos investimentos, embora algumas intervenções tenham registado ligeiros atrasos.

A visita constituiu igualmente uma oportunidade para reforçar a necessidade de continuar a assegurar o rigor na gestão dos recursos disponibilizados, o acompanhamento permanente das empreitadas e a observância dos padrões de durabilidade e sustentabilidade das infra-estruturas.

Na mesma ocasião, a autarca da Cidade de Mocuba, Manuela Opincai, manifestou a sua satisfação pela concretização dos projectos financiados pelo Banco Mundial, salientando que cada obra representa muito mais do que uma simples infra-estrutura, constituindo um investimento directo na melhoria da qualidade de vida dos munícipes e no desenvolvimento harmonioso da cidade de Mocuba. (Fátima Mugaveia)

Governo aprova Estatuto dos Serviços Sociais das Forças Armadas

Maputo (IKWELI) – O governo moçambicano aprovou, nesta terça-feira (15) durante a 27ª sessão de Conselho de Ministros, o Estatuto dos Serviços Sociais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (SSFADM) e revogou o Decreto n.º 44/2008, de 4 de Novembro sobre o mesmo assunto.

Segundo o porta-voz do governo, Salim Valá, a nova legislação pretende ajustar a estrutura e a organização dos SSFADM aos desafios actuais, aproximando aos beneficiários através da implantação das Delegações Provinciais.

Entre as principais mudanças está a actualização do quadro legal, orgânico e funcional dos SSFADM, bem como a aplicação da lista dos beneficiários incluindo membros das FADM na situação de reserva, reforma e, em situações especificas, os Prestadores do Serviço Cívico de Moçambique e funcionários do Ministério da Defesa Nacional.

Na mesma sessão, o Governo aprovou igualmente o Regulamento de Segurança Postal, que estabelece normas e procedimentos destinados a garantir a integridade, inviolabilidade, confidencialidade e resiliência da rede postal nacional.

No sector marítimo aprovou o decreto que altera o número 6 do artigo 16 do Regulamento de Ajudas à Navegação Marítima, aprovado pelo Decreto n.º 25/2026, de 2 de Abril, uma medida que permitirá nova redistribuição das receitas provenientes das Taxas de Ajuda à Navegação, com vista a assegurar que as instituições intervenientes da prestação de serviços de apoio à navegação marítima e operações portuárias possam realizar integralmente as suas actividades sectoriais.

Na área ambiental e de gestão de riscos, foi aprovada a Estratégia de Desenvolvimento da Meteorologia 2026–2030, um instrumento que visa modernizar a rede nacional de observação meteorológica de modo a tornar o sistema de aviso prévio mais inclusivo e conducente à criação de resiliência nas comunidades face às mudanças climáticas.

Foi igualmente aprovado o Plano de Mitigação dos Impactos do Fenómeno El Nino, para garantir a reposição e reforço da segurança hídrica, assegurar água para consumo humano, irrigação e abeberamento do gado, proteger a agricultura e a pecuária.

A medida visa igualmente o reforço da capacidade dos sistemas de abastecimento e saneamento, preparar os sectores da saúde, educação, energia e indústria, proteger as populações vulneráveis, reforçar a monitoria e o alerta prévio, e mobilizar atempadamente os recursos necessários à implementação das medidas prioritárias. (Antónia Mazive)