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Giquira não tem dinheiro para “fechar” a Nova Chaves

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, justifica que a fraca execução das obras de construção da Rua Nova Chave, no bairro de Napipine, é por insuficiência de fundos, uma vez que o valor em aplicação depende das receitas diárias da edilidade.

De acordo com Luís Giquira, mesmo com essas complexidades ainda há trabalhos que estão a ser levados a cabo no sentido de terminar as obras dentro do prazo delimitado pelo empreiteiro.

“Nós também soubemos que temos dificuldades financeiras, os dinheiros vão entrando gota a gota, nós estamos a trabalhar, vamos fazer de tudo para ver se conseguimos concluir dentro dos prazos, apesar já tem um atraso, estávamos a contar que até essa altura já teríamos produzido acima de um quilómetro, mas ainda não fizemos, ainda esta tarde vamos ter uma reunião com o empreiteiro, vamos perceber, mas soubemos que temos dificuldades financeiros, mas estamos cientes que vamos conseguir ultrapassar este obstáculo″, expressou.

O presidente do conselho municipal da cidade de Nampula salientou, por outro lado, a necessidade de mais rigor na fiscalização, ″no sentido de tirar mais receita onde a gente estava a dormir, e ver se tiramos dinheiro suficiente para ver se conseguimos concluir as obras″, garantiu Luís Giquira.

A justificação de Luís Giquira acontece numa altura em que os residentes do bairro Napipine dizem estar enganados pela edilidade, uma vez que depois do lançamento da primeira pedra tudo ficou parado e ninguém trouxe uma justificação plausível. (Malito João)

Município de Pemba reage posição da Procuradoria Provincial negando vantagens que o autarca local ia tirar do concurso

Pemba (IKWELI) – O porta-voz do Conselho Municipal da cidade de Pemba, Albano Natal, nega as acusações da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, sobre a existência de conflito de interesse do presidente Satar Abdulgani por conta de um contrato milionário para fornecimento de material para construção de estradas e outras obras pela empresa municipal (EMCP, SA).

Segundo o porta-voz, o presidente do Município da cidade de Pemba, Satar Abdulgani, não é sócio apenas representante.

“O presidente não é sócio e muito menos proprietário da empresa municipal da cidade de Pemba e não recebe, assim como não receberá, nenhum lucro pelo exercício da empresa, tanto que não desviou nenhum fundo a não ser que se prove”, disse o porta-voz Albano Natal.

Este justificou que houve procedimentos administrativos que o município seguiu antes da adjudicação do contrato dos cerca de 25 milhões. “O regimento é claro, no seu artigo 71 ao referir que as empresas públicas autárquicas são geridas em termos empresariais por conta do risco das autarquias, gozando da autonomia administrativa e financeira”, disse, avançando que o presidente do conselho municipal da cidade de Pemba tem toda autonomia de envolver-se na gestão da empresa municipal de Pemba, isto porque, ele é único accionista daquela instituição.

Contudo, na mesma conferência de imprensa, na segunda-feira, o porta-voz do conselho municipal de Pemba anotou que ao esclarecer o público sobre a situação, a instituição não está em “luta” com a Procuradoria Provincial, tanto que irá seguir as recomendações deixadas por aquele órgão. (Hermínio Raja)

Trabalhadoras de sexo também cuido do lixo na cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – A recolha de resíduos sólidos na cidade de Nampula está a avançar para novos paradigmas, envolvendo novos actores, que durante as noites, também, dedicam-se ao serviço.

Parte desses actores são as trabalhadoras de sexo, que nas noites limpam a cidade, em troca do que possa a edilidade local pode pagar no âmbito do projecto “lixo de ouro”.

Há quem esteja feliz com esta medidas, mas, como não deixaria de ser, há também descontentes, tal como é o caso de Macário Januário, que entende ser uma situação preocupante, ainda que reconheça que a actividade pode ajudar na geração de renda condigna para estas mulheres.

“Sei que para elas pode não ter problema, mas é sentimental. A noite você encontra essas senhoras a varrerem e de lado estão a vender pão e outras coisas comestíveis,” comenta esta fonte, que afirma ser “muito arriscado”, pela “hora que elas voltam para casa.”

Outros munícipes olham a mudança do horário na limpeza durante a noite como uma estratégia de município para manter a cidade sempre limpa.

Por sua vez, o autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, explica que a introdução do turno nocturno está relacionada com a necessidade de recolher o lixo produzido pelos vendedores informais que permanecem nas ruas até tarde. “Nós fizemos esse horário porque os vendedores informais durante a tarde estão na rua a produzir lixo, e nós temos um horário que temos que carregar o lixo que é das 15h as 15:30h, então nós decidimos mudar um bocadinho a forma de trabalhar, introduzimos o turno nocturno que é das 18horas para 23 horas exactamente para manter a cidade limpa”.

“Cada trabalho tem riscos, então nós temos autocarro que leva e devolve [as mulheres], mas infelizmente não devemos afirmar que não há risco mesmo meu trabalho tem riscos”, afirmou Luís Giquira. (Malito João)

Vulcan reúne mais de 1.000 colaboradores na Caminhada pela Saúde

Tete (IKWELI) – No âmbito do Programa de Qualidade de Vida, a Vulcan Mozambique organizou, no dia 12 Setembro, a Caminhada pela Saúde sob o lema “A Sua Saúde Importa”, que reuniu mais de 1.000 num momento dedicado à promoção da actividade física, à prevenção de doenças e à adopção de hábitos de vida mais saudáveis.

A iniciativa realizou-se em Maputo e em Tete, reunindo colaboradores próprios e contratados, membros da liderança da Vulcan e, na cidade de Tete, também contou com a presença de representantes do Governo e do Município. O evento contou ainda com uma Feira de Saúde, que proporcionou aos participantes um espaço de sensibilização e acesso à informação sobre prevenção e cuidados com a saúde, reforçando a importância de práticas que contribuam para uma melhor qualidade de vida.

Para o CEO da Vulcan, Dr. Mukesh Kumar, o evento tinha como objectivo promover uma vida mais saudável para gerar famílias e comunidades mais felizes. “Quando falamos de Caminhada pela Saúde, queremos que a nossa comunidade seja mais saudável, que a nossa sociedade seja mais saudável, que o nosso local de trabalho seja mais saudável (…) Se seguirmos estes pequenos hábitos, conseguimos controlar a tensão arterial, fortalecer o sistema imunitário e melhorar o sistema digestivo, tornando a nossa vida mais saudável. Uma vez saudáveis, as nossas famílias serão mais felizes”, afirmou.

Na ocasião, a Gerente de Saúde, Higiene Ocupacional e Ergonomia da Vulcan, Dra. Delmira Petersburgo, explicou que a caminhada não é uma acção isolada, mas parte de um trabalho de longa data. “A caminhada pela saúde está inserida num grande leque de acções que a Vulcan já vem levando a cabo há muitos anos, em parceria com o sector de saúde do Governo, e está, de facto, dentro daquilo que é o Programa de Qualidade de Vida”, referiu, descrevendo o programa como uma iniciativa de carácter preventivo, de diagnóstico precoce e de acompanhamento de pacientes com doenças crónicas, como diabetes, hipertensão e excesso de peso.

Por sua vez, a Directora Clínica do Hospital Provincial de Tete, Dra. Julieta Xavier Agy, saudou a iniciativa e destacou o seu valor para a saúde pública. “É com grande satisfação que o sector de saúde de Tete abraça esta actividade, que a Vulcan promove anualmente na cidade. Não se trata apenas de uma caminhada, mas de um evento de promoção de saúde e de prevenção de doenças”, afirmou.

Com esta iniciativa, a Vulcan reafirma o seu compromisso com a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores, contratados e das comunidades onde opera. (Redação)

Município de Nampula decidiu pela expulsão do seu director da EMUSANA por corrupção

O conselho autárquico da cidade de Nampula decidiu pela expulsão do director da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), Nuno Ibraimo, pela prática de actos de corrupção.

Luís Giquira, autarca da cidade de Nampula, confirmou o acto, tendo dito que “tomamos a decisão ontem [14 de setembro] de cancelar o seu contrato de trabalho, agora vamos lançar [concurso] para admitir um novo director para dar a continuidade que ele exercia no conselho municipal. Agora o processo vai continuar, já não é director da EMUSANA. Conforme as nossas investigações vamos verificar, mas assim que tiver novos funcionários envolvidos vamos tomar medidas, o que nós não queremos é abuso de cargo, abuso de direcção, nós não vamos admitir enquanto dirigentes do conselho municipal, acabamos expulsando o director da EMSANA″, disse.

Luís Giquira garante medidas duras a todos que no seu mandato se envolverem em esquemas de corrupção e outras situações, de modo a evita sujar o bom nome da autarquia. (Malito João)

MP defende que seguir o dinheiro e recuperar activos seja prioridade da justiça criminal

Maputo (IKWELI) – O Ministério Público defende que o combate à criminalidade deve ir além da identificação e responsabilização dos autores dos crimes, devendo incluir o rastreio do dinheiro, a identificação e localização do património adquirido de forma ilícita e a sua recuperação pelo Estado.

A posição foi defendida esta terça-feira (15), em Maputo, pelo Procurador-Geral da República, Américo Letela, durante a abertura das reuniões nacionais do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), do Gabinete Central de Recuperação de Activos (GCRA) e do Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT).

O encontro que decorre de 15 a 18 de Setembro, sob o lema “Ministério Público no Reforço da Legalidade”, reúne magistrados e outros intervenientes do sistema de Justiça criminal.

Segundo Letela, o rastreio dos recursos financeiros e a recuperação de activos devem constituir uma prioridade estratégica do sistema de Justiça criminal, numa abordagem que procura retirar aos criminosos os benefícios económicos resultantes das suas actividades ilícitas.

Para o Procurador-Geral da República, esta abordagem exige uma nova cultura de investigação criminal, orientada para resultados concretos. Desde o início das investigações, magistrados e investigadores devem procurar responder não apenas à pergunta “quem praticou o crime?”, mas também a questões relacionadas com as vantagens obtidas através da actividade criminosa.

“É preciso saber onde estão os recursos, quem os controla, como foram movimentados, que património foi adquirido e como esse património pode ser recuperado nos termos da lei”, defendeu Letela.

O dirigente considerou indispensável uma maior articulação entre o combate à corrupção, o combate à criminalidade organizada e transnacional e a recuperação de activos.

Segundo explicou, estes três domínios não podem continuar a ser encarados de forma isolada, uma vez que as redes criminosas exploram fragilidades institucionais, infiltram-se nas instituições e nos circuitos económicos e recorrem a tecnologias modernas, tornando a sua detecção cada vez mais complexa.

Neste contexto, Letela defendeu que seguir o dinheiro, identificar o património, localizar os activos e retirar aos criminosos os benefícios económicos das suas actividades ilícitas deve passar a constituir uma prioridade estratégica do sistema de Justiça criminal.

“A recuperação de cada bem ou recurso obtido ilegalmente representa não apenas uma perda para as organizações criminosas, mas também uma vitória do Estado na defesa da legalidade e do património público”, referiu o Procurador-Geral da República. (Antónia Mazive)

ANAPRO continua a denunciar cobrança de taxas de matrículas exorbitantes em Cabo Delgado

Pemba (IKWELI) – A Associação Nacional dos Professore (ANAPRO), na província de Cabo Delgado, voltou a denunciar cobranças de taxas exorbitantes para matrícula nas escolas e pede a uniformização das mesmas para garantir que toda os interessados tenham acesso a educação.

A denúncia foi feita nesta terça-feira (15) ao Ikweli pelo secretário provincial da organização, Uahiti Azito, quem referiu que a preocupação teria sido encaminhada logo no princípio do ano em curso à Direcção Provincial de Educação de Cabo Delgado e por sua vez prometeu fazer uma revisão, o que não aconteceu.

Segundo a fonte, a direcção optou em criar taxas de 1.000,00Mt (mil meticais) na cidade, nas zonas periurbanas 800,00Mt (oitocentos meticais) e nas zonas rurais   600,00Mt (seiscentos meticais), com a finalidade de aquisição de diverso material para o funcionamento das escolas, manutenção das infraestruturas, equipamentos, bem como para o pagamento de guardas.

“Com a decisão tomada, não há uniformização porque a direcção provincial de Educação não sabe explicar quais são essas zonas periurbanas e as respectivas escolas, e sendo um serviço público, na minha óptica, era bom que houvesse um preço unificado. Neste momento, as escolas continuam a aplicar taxas anteriores de 1.500,00Mt (mil e quinhentos meticais), 1.700,00Mt (mil e setecentos meticais) para lá em diante. Nós fizemos uma comparação com a província de Nampula, em que as mesmas classes têm preços que variam de 200,00Mt (duzentos meticais) a 400,00Mt (quatrocentos meticais), não passam de 500,00Mt (quinhentos meticais), ou seja, o valor que paga um aluno de Cabo Delgado chega para fazer a matrícula de quatro alunos na província de Nampula,” disse Azito.

De acordo com a fonte, quando confrontou a direcção provincial de Educação, esta argumentou que se fez a proposta e estão à espera da resposta do Ministério da Educação e Cultura, mas pelo seu espanto os preços estão a ser aplicados nas escolas da província.

No entender do nosso entrevistado, uma vez que a educação é um direito do cidadão moçambicano, as taxas não podem definir quem deve estudar e quem não pode usufruir do direito, pior ainda que a província se encontra uma situação de vulnerabilidade em que se calhar deveria ter menores taxas a nível do país e se possível isenção total de matrículas. (Francisco Mário)

Obras Públicas reforçam capacidade de técnicos para garantir qualidade da água

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial de Obras Públicas (DPOP) em Nampula iniciou, na manhã de segunda-feira (14), uma capacitação de técnicos dos Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas, Saúde e Acção Social e de empresas que actuam no sector de água e saneamento, com foco na melhoria da qualidade da água fornecida às comunidades.

A formação decorre com o objectivo de fortalecer as capacidades técnicas dos participantes em matérias de colheita e análise microbiológica da água, contribuindo para um melhor controlo dos sistemas de abastecimento existentes na província.

Paulo José Pio Júnior, chefe do departamento de Administração e Recursos Humanos na DPOP, que representou o director provincial, explicou que a capacitação aborda conceitos básicos sobre qualidade da água e saúde pública.

Segundo Pio Júnior, os participantes estão igualmente a aprofundar conhecimentos sobre os principais parâmetros de qualidade da água relevantes para os sistemas de abastecimento de água.

A capacitação envolve também técnicos responsáveis pelo controlo da qualidade da água nos sistemas de abastecimento das cidades, vilas e alguns sistemas rurais seleccionados que utilizam cloro para o tratamento do precioso líquido.

“O objectivo dessa formação é fortalecer as suas capacidades e no domínio de água e saneamento sobretudo na perspectiva de poder fenecer água com qualidade das nossas comunidades. A UNICEF está como um parceiro estratégico para impetração em várias componentes e tem abraçado essas causas de formação”.

O representante do director provincial das Obras Públicas espera que os conhecimentos adquiridos sejam posteriormente partilhados com outros profissionais, permitindo ampliar o impacto da capacitação nos sectores de água, saúde e saneamento. (Malito João)

Mulheres vão beneficiar de cirurgias de cancro do colo do útero no HCN

Nampula (IKWELI) – Uma equipa de especialistas oriundos do Hospital Central de Maputo devera, no Hospital Central de Nampula (HCN), submeter a cirurgias de cancro do colo do útero, pelo menos, oito mulheres nos próximos dias.

As vítimas são da idade compreendida entre os 25 e 35 anos e, de acordo com Pedro Ernesto, especialista em ginecologia e obstetrícia no HCN, as oito mulheres vão beneficiar de uma campanha de tratamento do cancro do colo do útero.

“Recebemos uma equipa de profissionais provenientes de Maputo e, devido à complexidade do cancro do colo do útero, o HCN está a beneficiar de formação de médicos de ginecologia e obstetrícia para responder aos casos desta doença. Neste momento, há um médico com formação avançada e habilidades para realizar a cirurgia, contando com o apoio de outros profissionais.”

A campanha de cirurgia para o tratamento do cancro do colo do útero decorre entre os dias 14 e 19 de Setembro. “Na província de Nampula, concretamente nos distritos de Monapo e Ribáuè, regista-se o maior número de pacientes com cancro do colo do útero. Temos também uma paciente proveniente de Cabo Delgado, que procura tratamento”, salientou a fonte.

Por outro lado, a fonte afirmou que, ao nível do Hospital Central de Nampula, a falta de materiais, insumos e equipamentos para o diagnóstico e tratamento do cancro de colo de útero é um dos principais obstáculos que levam ao diagnóstico tardio, impactando directamente as chances de cura das pacientes. (Nelsa Momade)

Docentes da UniRovuma reforçam conscientização da prevenção ao suicídio

Nampula (IKWELI) – Docentes do Centro de Estudos de Psicologia Aplicada (CEPA) da Universidade Rovuma (UniRovuma) promoveram, nesta terça-feira (15), uma palestra naquela instituição com intuito de conscientizar a comunidade académica e a sociedade em geral sobre a importância de procurar apoio e evitar suicídio.

O evento que decorreu sob lema: “Entre a Dor e a Esperança: Desafios da Prevenção do Suicídio em Moçambique,” é alusivo ao Setembro Amarelo, um mês que o mundo reflecte sobre o comportamento suicida.

“Nós escolhemos esse dia para fazer prever os estudantes, docentes e até o público em geral de que há possibilidade de procurar apoio, porque muitos dos que tiram a vida passam uma situação de sofrimento psicológico como é o caso da depressão e outros. portanto, antes que a pessoa chegue a este ponto, deve procurar espaço para receber ajuda,” disse Rosário Sunde, psicólogo e docente universitário.

De acordo com Sunde, tirar a vida não é solução para ultrapassar um determinado problema, pois existem muitas alternativas que a pessoa pode accionar para diminuir a dor ou o sofrimento psicológico. “São vários os problemas que podem levar uma pessoa a cometer suicídio, como o caso de violência, desemprego, alguns abusos, perdas de bens ou pessoas mais próximas e não conseguir superar, decidindo em tirar a própria vida,” sublinhou a fonte.

Por sua vez, Dulce João Nunes, psicóloga e directora do Centro de Estudo de Psicologia aplicada da Universidade Rovuma, disse a nossa equipa de reportagem que o Setembro Amarelo representa um mês de esperança por ter acontecido um evento extremo nos Estados Unidos de América onde um jovem conhecido pela sua energia acabou por tirar a sua própria vida.

“É preciso que os jovens tenham esperança, aquele que precisar algum apoio não exit em procurar o outro. Não é necessariamente que alguém que está a passar dificuldade procurar um psicólogo, qualquer um pode ajudar com uma simples escuta pode fazer uma diferença para alguém,” disse Langa.

A nossa entrevistada frisou que, nos últimos tempos, as causas que mostram a motivação do cometimento do suicídio é o consumo de drogas na camada juvenil, assim como causas sociais em destaque para os desentendimentos nos lares. “Nós, como universidade, não gostaríamos de deixar passar a data porque sabemos que a nossa comunidade académica é composta maioritariamente por jovens, então, são estes que no dia-a-dia acabam atravessando os problemas sociais, económicos e é preciso que fiquem em alerta sobre este mal,” sublinhou Langa. (Francisco Mário)