Início Site Página 25

Luís Vasconcelos denuncia irregularidades nos postos de trânsito

Nampula (IKWELI) – O director provincial dos Transportes e Comunicações de Nampula, Luís Vasconcelos, denuncia a falta de seriedade por parte das autoridades nos postos de controlo, apontando a situação como um dos motivos que contribuem para as causas da sinistralidade rodoviária na província.

O número um dos Transportes na província, que trabalhou na manhã desta segunda-feira (21) em vários postos de controlo durante uma fiscalização, lançou a culpa para os fiscais e agentes em serviço, considerando que estes têm sido coniventes com as irregularidades, uma vez que não deveria passar somente um carro irregular.

“Uma das constatações é que há uma negligência, quer dos nossos colegas fiscais, mas também dos proprietários de viaturas porque aqui, em pouco tempo, conseguimos ver viaturas não licenciada, mas a carregar um universo de 29 pessoas á 30 um minibus de 15 lugares e estes minibus tem reboque e com pneus careca com muita carga, o que pode condicionar um acidente visto que estamos em tempo de muito calor e o tipo de pneu não aguentam,” disse o director.

Nesta ocasião, um individuo que negou entregar os seus documentos a autoridade escapuliu-se, deixando o seu meio e os passageiros que transportava. Esta situação não agradou ao director Vasconcelos.

Vasconcelos disse não ter dúvidas que há supostos transportadores com padrinhos nos controles, que fazem e desfazem, situação que prometeu dar ponto final nos próximos tempos.

“Muitos passam aqui sem licença, viaturas sem seguro e não têm carta de condução compatível e as viaturas em mau estado de conservação, não têm ficha de inspecção, porque são pessoas da nossa convivência, então passa aqui sem nenhum documento, a levar passageiros de forma deplorável, porque vimos aqui crianças ensardinhadas, vimos tudo isso nesse posto de trânsito”.

Luís Vasconcelos assegurou que os trabalhos de fiscalização vão continuar em vários postos de controlo, no sentido de descobrir os coniventes e responsabilizar os culpados. (Malito João)

Nampula regista “catástrofe obstétrica”

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN), maior unidade sanitária do norte do país, diz-se preocupado com o número de casos de roptura uterina que se registam na maternidade local, tendo a maioria das vítimas mulheres que nunca foram submetidas a uma cirurgia de parto à cesarina.

Nesta segunda-feira (21), os médicos do HCN foram recebidos pelo governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, pois, preocupados com a situação, foram apresentar ao governante o que chamam de catástrofe obstétrica.

O Doutor Denis Viegas, director do departamento de Genecologia no HCN, disse, na ocasião, que no ano em curso, aquela unidade sanitária registou o total de 103 casos de roptura uterina, que resultaram em 49 óbitos, 6 dos quais no bloco operatório.

“A maioria que sofre a roptura nunca teve uma intervenção cirúrgica,” anotou a fonte, explicando, ainda, que “maior delas vem dos distritos de Nampula, Mecubúri, Murrupula e Mogovolas,” os quais não dispõem de salas de operações.

Das mulheres que sofreram roptura uterina, segundo o Dr. Viegas, “94% perderam o útero” e “as com útero preservado voltaram duas semanas depois com infecção, o que obriga a remoção [do útero],” como também, “97% [das vítimas], os bebés perderam a vida, por isso chamamos isso catástrofe obstétrica.”

Outra preocupação do HCN tem a ver com aumento crescente de partos. Só no primeiro semestre, aquele hospital registou 60 mil partos, dos perto de 140 mil partos registados em toda a província de Nampula.

Na periferia, os centros de saúde 25 de Setembro e Muhala Expansão estão numa situação de esgotamento, pois chegam a ter mais de 50 partos ao dia, o que concorre para que duas a três parturientes estejam na mesma cama em serviço de parto. (Aunício da Silva)

Mocuba: Menor de 16 anos escapa da morte após ataque de crocodilo no rio Licungo

Nampula (IKWELI) – Um menor de 16 anos, residente no bairro Samora Machel, em Mocuba, na província da Zambézia, sobreviveu ao ataque de um crocodilo no rio Licungo, depois de ter sido surpreendido pelo réptil enquanto lavava roupa.

O incidente ocorreu na quinta-feira passada, quando o adolescente se deslocou ao rio acompanhado por alguns amigos. Segundo o próprio, ao chegar ao local, colocou os pés na água sem perceber que havia um crocodilo escondido nas proximidades.

“Quando cheguei ao rio, a água estava calma e coloquei os meus pés na água para começar a lavar a minha roupa. Não sabia que ali estava escondido um crocodilo. Senti um puxão para baixo com muita força. Quando vi o crocodilo, pedi socorro. Os meus amigos vieram ajudar-me. Sou grato aos meus amigos por me terem salvo”, contou o menor.

Durante o ataque, o crocodilo agarrou a perna direita do adolescente e tentou arrastá-lo para dentro da água, porém os amigos que o acompanhavam intervieram imediatamente e conseguiram retirá-lo das mandíbulas do animal.

Um dos amigos, que presenciou o ataque, descreveu momentos de grande tensão. “Quando vimos o nosso amigo a ser arrastado, não pensamos duas vezes. Tomámos coragem e lutámos com o crocodilo. Puxámos o braço do nosso amigo enquanto outro bateu na cabeça do crocodilo. Estávamos com medo, mas não podíamos deixar o nosso amigo ser levado por aquele bicho”, relatou.

Após o resgate, o menor foi encaminhado para o Hospital Distrital de Mocuba, onde permaneceu internado durante alguns dias devido aos ferimentos provocados pelo ataque. Uma fonte da família, disse que seu estado de saúde melhorou e encontra-se fora de perigo.

O pai do adolescente, visivelmente abalado, disse que o filho lhe tinha comunicado que pretendia ir ao rio, decisão que aceitou devido à falta de água que afecta a cidade durante o período de estiagem “o menino despediu-se dizendo que ia ao rio. Mesmo não concordando, aceitei porque temos um grande problema de falta de água por causa do verão que assolou a cidade de Mocuba. Chegando lá, colocou os pés na água e, de repente, sentiu que algo o puxava para baixo. O crocodilo apertou-lhe a perna direita e começou a puxá-lo com força. Graças a Deus, estava acompanhado pelos amigos, que tiveram coragem e o socorreram na hora”, contou o progenitor.

O secretário da zona onde a vítima reside afirmou que ataques de crocodilos já provocaram vítimas na região e tem alertado para os perigos do rio Licungo, enquanto clama por intervenção definitiva

“Não é a primeira vez que os crocodilos deixam pessoas sem membros. Este miúdo teve muita sorte porque estava acompanhado. O meu conselho é que evitem mandar crianças pequenas ao rio. Em 2024, três mulheres foram mortas por crocodilos neste rio. Parece calmo, mas é bastante perigoso”, alertou.

O responsável acrescentou que, apesar da escassez de água e do período de verão, a população deve reforçar as medidas de segurança ao aproximar-se dos rios.

O Ikweli apurou que há três semanas, no mesmo rio foi um cidadão foi vítima de crocodilo, mas o ataque não resultou em morte apesar da gravidade do caso. (Fátima Mugaveia)

Crise de combustível em Nampula: Retalhistas denunciam cobranças de comissões para terem acesso

Nampula (IKWELI) – Vendedores retalhistas de combustíveis na cidade de Nampula denunciam cobranças de comissões nos produtos fornecidos a partir da terminal oceânica de Nacala, prática que se encobre no pretexto de transporte, sendo que são os compradores que garantem o exercício

Um grupo de retalhistas procurou ao Ikweli para denunciar a situação, contextualizando que “no âmbito da actual escassez de combustíveis, foi aberta a possibilidade de os retalhistas procurarem soluções alternativas de fornecimento, como forma de garantir a continuidade das suas operações e minimizar o impacto da crise sobre a população e a economia. Contudo, a realidade que estamos a acompanhar no terreno levanta sérias preocupações entre os retalhistas nacionais.”

Segundo denuncia chegada a nossa redação, “a Petromoc, empresa nacional, passou a atender um número significativo de retalhistas de diferentes origens, incluindo operadores estrangeiros, vulgarmente conhecidos por somalianos. Porém, em sentido contrário, constatamos que determinados distribuidores privados de capital estrangeiro, nomeadamente a Camel Oil, não têm disponibilizado combustível aos retalhistas nacionais fora da sua rede habitual, mesmo quando existe disponibilidade de produto e no actual contexto de emergência e escassez.”

Com esta situação, os retalhistas questionam os critérios que estão sendo usado nesta prática. “Não questionamos o direito de qualquer operador legalmente estabelecido em Moçambique exercer a sua actividade. O que defendemos é que, perante uma crise que afecta toda a sociedade, os critérios de fornecimento sejam transparentes, equitativos e não discriminatórios, permitindo que os retalhistas nacionais também tenham condições de manter os seus postos operacionais.”

Igualmente, os retalhistas denunciam que, nos terminais oceânicos de Nacala-Porto, há incremento no valor pago por litro, sem justificação oficial, pois “o acesso ao combustível estaria, em determinados casos, associado ao pagamento de valores adicionais na ordem dos 3,00Mt (três meticais) a 4,00Mt (quatro meticais) por litro, para além das condições normais de comercialização. Não apresentamos estes relatos como factos definitivamente apurados. Pelo contrário, solicitamos que as autoridades competentes investiguem e esclareçam se tais práticas efectivamente ocorrem, quem delas beneficia e quais são os critérios utilizados para a disponibilização do produto aos diferentes retalhistas.”

E Terminal da Petromoc em Nampula, “existem retalhistas nacionais com contratos de fornecimento válidos com a própria Petromoc que, mesmo perante disponibilidade limitada de produto, enfrentam reduções significativas ou ficam sem fornecimento. Em contrapartida, observamos o abastecimento de determinados operadores estrangeiros, circunstância que tem levantado dúvidas sobre os critérios utilizados para definir quem recebe ou não o combustível disponível. Chegam-nos igualmente relatos de que alguns destes operadores conseguem acesso ao produto por alegadamente “obedecerem aos critérios recomendados”. Pela gravidade que esta expressão pode representar, entendemos que compete às autoridades esclarecer publicamente quais são, afinal, esses critérios, quem os estabelece e se são aplicados de forma igual a todos os clientes da Petromoc.”

A grande questão que colocam estes operados tem a ver com o modus operandi da Petromoc.

“Não pretendemos impedir ou limitar o fornecimento a qualquer operador, nacional ou estrangeiro,” clarificam os retalhistas, apontando que “defendemos, sim, que as mesmas regras sejam aplicadas a todos, com transparência e sem favorecimentos. Por isso, apelamos à intervenção urgente das entidades competentes para que seja analisada a forma como o combustível disponível está a ser distribuído nos terminais de Nacala-Porto e Nampula, sejam investigados os relatos de pagamentos adicionais e sejam esclarecidos os critérios utilizados na selecção dos retalhistas beneficiários.”

“Esta não é apenas uma preocupação dos proprietários de postos de abastecimento. É uma questão económica e social que afecta transportadores, comerciantes, empresas, trabalhadores e famílias,” apelam os retalhistas.

Entretanto, pouco depois do meio dia desta segunda-feira (21), os retalhistas iam recebendo confirmação da disponibilidade de, pelo menos, gasolina, em quantidades ínfimas. Essa situação, segundo receiam, pode afectar a segurança deles, porque os consumidores poderão ataca-los, por entenderem que possam ser vandalizados. (Redação)

Roubo de algemas e arma de fogo leva dois indivíduos à cadeia

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, deteve dois indivíduos, de 23 e 30 anos de idade, respectivamente, indiciados no crime de roubo de algemas e arma de fogo do tipo pistola, marca Norinco, com um carregador contendo 14 munições.

Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC em Nampula, disse a imprensa que os detidos tomaram o material após arrombarem uma viatura de um agente da Polícia da República de Moçambique, na rua dos Continuadores.

“A arma tinha 15 munições, mas agora só temos 14 munições, ainda estamos a investigar o sumiço desta munição em falta, ainda não temos informações que arma estava a ser usada para actos criminosas, ainda não temos esta queixa”, disse Tsinine, que garantiu estar a trabalhar para a recuperação da munição em falta.

“Nós não encontramos tudo num só local, isto porque, era um grupo composto por 4 indivíduos espalhados por bairros, a arma encontramos com esses dois que estão aqui connosco e as munições encontramos com um outro indivíduo”, anotou.

Os indiciados assumem o roubo, afirmando que pretendiam vender o material a 80.000,00Mt (oitenta mil meticais)

“Eu quando soube que a arma era de um agente da Polícia da República de Moçambique, pensei em ir entregar na esquadra”, disse um dos membros da quadrilha, que intitulou-se de técnico de meios frios no bairro de Natikiri.

“Não é minha primeira vez eu a pegar uma arma de agente da PRM, já recuperei 3 meses atrás uma arma e levei a esquadra e logo na hora fui preso, porque a PRM me acusou de ter roubado a mesma arma, por isso que, desta vez eu tinha que pensar se poderia fazer o mesmo gesto, sei muito bem que porte de arma ilegal é crime no nosso país”. (Hermínio Raja)

“Viemos falar com nosso pai, ele vai resolver esse problema de combustível,” motoqueiros da cidade de Nampula pedindo para aceder ao governador Eduardo Mariamo Abdula.

Nampula (IKWELI) – Mais de seiscentos motoqueiros da cidade de Nampula, na sua maioria operadores de táxi de mota, abordaram, na manhã desta segunda-feira (21), o governador da província, Eduardo Mariamo Abdula, para queixar-se do problema da falta de combustíveis.

Segundo disseram, a crise está afectando as suas vidas de forma drásticas, reduzindo as suas capacidades de geração de renda para as suas famílias.

“Viemos falar com nosso pai, ele vai resolver esse problema de combustível,” disseram os motoqueiros, convictos que, em Nampula, apenas o governador Abdula consegue prover solução para os problemas da população.

Antes de irem pedir solução ao governador, os motoqueiros colocaram barricadas com troncos, pedras e as próprias motorizadas nas zonas de Trim trim, Sipal, CFM e na estrada nova de acesso ao mercado do Matadouro, impedindo a circulação de viaturas privadas e de transportes semicolectivos de passageiros do município e privadas, onde obrigavam descarregamento de passageiros. 

A nossa equipa de reportagem deparou-se com o protesto por volta das 8 horas de hoje. No local, havia uma fila enorme de viaturas paradas em pleno semáforo e populares a registar a situação com telemóveis para partilhar nas redes sociais.

De acordo com os manifestantes, a falta de combustível dura há mais de quatro meses e tem dificultado o sustento das suas famílias. Alguns afirmam ser obrigados a passar noites nas bombas à espera de conseguir, pelo menos, dois litros de gasolina.

Um dos taxistas explicou que “estamos mal com esse assunto de combustível. As bombas não querem nos abastecer e nós comprovamos que o combustível existe. Eles aceitam só com requisições e nós não temos, então vamos fazer como? Eu, pelo menos, estou há uma semana que não consigo combustível e a pernoitar nas bombas”.

O mesmo taxista acrescento que “não tenho como fazer a receita. As nossas famílias estão a passar fome porque não conseguimos trazer comida. Por isso viemos manifestar aqui na estrada, como forma de pressionar os nossos dirigentes a regularizar este assunto, caso contrário isso vai piorar cada vez mais”.

Os motoqueiros suspeitam que o combustível esteja a ser vendido durante a noite a cidadãos estrangeiros e a viaturas governamentais, e reclamam da falta de explicação por parte dos gerentes das bombas.

“Por causa da falta de gasolina não está a ser fácil trabalhar. Quando entramos nas bombas percebemos que gasolina existe, mas não querem abastecer motorizadas. O problema é de mais de quatro meses e esperávamos que em setembro tivéssemos combustível. Dormimos lá até o dia seguinte, mas não conseguimos”. disse um dos manifestantes.

“Há duas semanas não consegui fazer a minha viagem em Caramacha, porque não conseguia abastecer a minha motorizada. Se não regularizarem, poderão enfrentar as consequências”, afirmou Castro Domingos, taxista numa das praças da cidade.

Outro motoqueiro que participava no protesto na EN1 comentou que “estamos há mais de quatro dias sem combustível. Somos pais, jovens e precisamos de dinheiro para sustentar. Quando procuramos saber com os gerentes, nunca nos dão resposta. Notamos que existem viaturas com matrícula estrangeira a transportar o mesmo combustível para os seus países. Se queres combustível de 200,00Mt (duzentos meticais) és obrigado a pagar mais 100,00. Se queres 6 litros, és obrigado a pagar 700,00Mt (setecentos meticais), por isso saímos para a rua para manifestar”.

Em menos de meia hora, uma força da Polícia da República de Moçambique (PRM) chegou ao local para desbloquear a estrada, removendo os obstáculos colocados pelos manifestantes para repor a transitabilidade de viaturas e pessoas. Apesar disso, os motoqueiros, acompanhados por alguns munícipes, insistiam em colocar pedras na via.

Posto esta situação, a esperança dos motoqueiros ficou o governador de Nampula, figura que eles explicam ser o governante sensato e com coração bom para resolver os problemas da sua população.

Nessa esperança, os motoqueiros foram parar em frente a residência oficial do governador, e este os recebeu, dialogou com os eles, para a satisfação dos mesmos.

Abdula pediu calma e explicou, em parte, a origem da crise de combustíveis, como também deixou claro que tal situação não deve dar espaço para oportunismo.

O governador prometeu continuar a defender o seu povo, dentro da justiça e honestidade. (Virgínia Emília)

Reitor da UCM desafia 690 graduados a servirem a comunidade

Nampula (IKWELI) – O reitor da Universidade Católico de Moçambique (UCM), Filipe Sungo, exortou, na sexta-feira (18), na cidade de Nampula, 690 (seiscentos e noventa) recéns-graduados nos níveis licenciatura, mestrado e doutoramento de diferentes áreas do saber, a usarem o conhecimento adquirido ao longo da formação em benefício do país.

Durante o seu discurso, Sungo afirmou que a formação não pode servir apenas para aumentar o currículo, mas sim, para que a sociedade tenha comunicadores que informem com veracidade, escolas com quadros qualificados e sobretudo, para que o cidadão mais desfavorecido tenha alguém que o represente e o julgue com imparcialidade.

Para a materialização desses objetivos, de acordo com o reitor, exige-se um perfil profissional diferente daquele que bastava há 20 (vinte) anos, pois é preciso em primeiro lugar, uma base científica sólida porque nenhuma tecnologia substitui o domínio dos fundamentos, e em segundo lugar, exige a capacidade de aprender ao longo da vida porque o conhecimento é renovado ao longo da caminhada.

“Exige ainda um domínio da língua oral e escrita porque, nas vossas profissões, a palavra não é apenas acessório, é um instrumento de trabalho, dominem a literacia digital e capacidade crítica no uso das novas ferramentas tecnológicas, competências de comunicação, conhecimento real do território, das comunidades e das línguas em que essas comunidades pensam e vivem,” exortou o reitor.

“A passagem pela essa universidade não foi apenas um tempo de aprendizagem e convivência, foi também um tempo de sacrifico vosso e das vossas famílias. Num mundo marcado pela interdependência, incerteza e pela precariedade, a formação adquirida na universidade não será suficiente, aquilo que vai manter relevante no vosso percurso não é o que sabem neste momento, mas a vossa capacidade de continuar a aprender, questionar investigar e sem abdicar do rigor,” apontou o académico.

Sungo advertiu, igualmente, para que os recéns-graduados pautem pela ética na vida, porque “o conhecimento adquirido hoje não foi produzido apenas por vós e nem apenas para vós, beneficiaram do esforço das vossas famílias, do trabalho dos vossos docentes, entre outros parceiros. O grau académico não sirva apenas para o bem-estar pessoal, mas é um mandato para servir dai que “procurem que as vossos os conhecimentos se traduzam para o benefício das vossas comunidades e para o nosso país. Levem o vosso conhecimento rumo ao Moçambique, não sejam apenas testemunho do tempo que vivem,” disse.

O reitor sublinhou que Nampula tem uma população jovem e com uma pluralidade linguística que constitui ao mesmo tempo, uma riqueza e uma exigência pedagógica, sendo um espaço crucial na zona Norte, daí que uma província sem comunicadores comprometidos, professores qualificados, arrisca-se a não converter o seu potencial humano em desenvolvimento real.

A fonte anotou  que há quase uma década que a violência armada em Cabo-Delgado ceifa vida, destrói comunidades e obrigada milhares de famílias a abandoarem suas terras, muitas das quais encontraram acolhimento precisamente na província de Nampula “não podemos permitir que está violência se transforme numa paisagem habitual da nossa consciência, não podemos normalizar o terrorismo, da vida perdida, cada família deslocada, cada comunidade destruída, representa uma ferida aberta do corpo da nossa nação,” rebateu.

Em representação aos graduados, Felizarda Mussupaia, prometeu honrar com um compromisso que assumiram depois de muito tempo de sacrifício “hoje estamos aqui, não carregamos apenas um diploma na mão, mas carregamos noites de estudos, trabalhos intermináveis, duvidas cansaço, sacrifício e sobretudo, determinação de nunca desistir,” afirmou. (Francisco Mário)

Ministro da Economia desafia indústrias de Nampula a produzir mais para responder à procura do país

Nampula (IKWELI) – O ministro da Economia, Basílio Muhate, desafia as indústrias da província de Nampula a produzirem mais e a importarem menos, de modo a responder à procura de produtos alimentares e de outras matérias-primas.

Muhate falava no sábado (19), durante uma visita ao grupo empresarial GEIN, que se dedica à indústria transformadora, localizado no posto administrativo de Netia, no distrito de Monapo, província de Nampula.
“Estamos aqui para nos inteirarmos do funcionamento da nossa economia e sentimos que, na província de Nampula, a produção industrial está a acontecer. Nos últimos anos, estamos a registar um decréscimo da produção industrial no país, e isso preocupa-nos”, afirmou.
O ministro assegurou que a indústria em causa constitui um exemplo, com uma capacidade instalada de 600 toneladas de produção diária. “Notamos que há capacidade e há ações que precisamos de levar a cabo em conjunto, como Governo e sector privado. As questões de vistos e fiscais foram preocupações levantadas por estas empresas. Porém, estamos satisfeitos por saber que o país, particularmente Nampula, tem capacidade em termos de parques industriais, maquinaria e respeito pelos padrões”, disse.

Por outro lado, afirmou que o grupo empresarial GEIN dispõe de uma produção de óleo satisfatória e de marcas registadas
“Estamos a desafiar esta indústria a produzir mais para o país. Nampula já se afirma como capital económica pela dinâmica da sua economia. O Governo está a dar o seu suporte e, neste primeiro ano de mandato, estamos a investir em reformas para tornar as indústrias mais competitivas”, anotou.

Enquanto isso, o responsável jurídico da empresa GEIN, Carlos Soares, denuncia desafios estruturais, com destaque para a falta de acesso a vistos e a reintegração do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado]. “Esses desafios devem ser repensados para que, igualmente, a indústria possa melhorar a sua produção. A empresa conta com 350 trabalhadores e possui uma capacidade instalada considerável. No entanto, a visita do Governo a esta empresa demonstra que há uma preocupação e interesse em impulsionar a economia do país”, afirmou. (Nelsa Momade)

Nos distritos de Liupo e Lalaua: Procuradoria da República continua sem instalações físicas

Nampula (IKWELI) – A Procuradoria da República nos distritos de Liupo e Lalaua, na província de Nampula, continua sem instalações, por conta da destruição das respectivas infra-estruturas nas manifestações de 2024, alegadamente de reivindicação de resultados eleitores.


Lucinda Carlos da Fonseca, magistrada do Ministério Público, afecta a 4ª secção na Procuradoria Provincial de Nampula, neste momento decorrem trabalhos com vista a repor o funcionamento das procuradorias que foram destruídas.


A magistrada falava na manhã de sábado (19), durante as comemorações dos 37 anos da institucionalização da Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o lema “Justiça, Legalidade e Cidadania”.


As celebrações incluíram diversas actividades, entre elas uma feira de saúde e de livros, atribuição de NUIT [Número Único de Identificação tributária] e Bilhete de Identidade (BI), emissão de passaportes, registo de nascimento e assistência jurídica. As actividades tiveram lugar na cidade de Nampula.


Esta fonte anota que “apesar disso [destruição de infra-estruturas], elas [as instituições] nunca estiveram realmente paradas, porque tivemos magistrados que continuaram a desempenhar as suas funções.”
Na ocasião, a fonte acrescentou que a Procuradoria de Larde, que também não estava em funcionamento, foi recentemente reaberta. (Virgínia Emília)

PRM em Nampula exorta agentes a “caçar” condutores sem habilidades

Nampula (IKWELI) – O comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Miquichone Afonso, exortou aos agentes da corporação e as entidades ligadas à segurança rodoviária a redobrarem a vigilância e a identificarem condutores que circulam nas vias públicas sem habilitação legal ou sem as devidas licenças de condução.

Afonso considera que a circulação de automobilistas sem conhecimentos e habilidades adequadas de condução constitui um dos factores que contribuem para a ocorrência de acidentes de viação na província de Nampula.

A preocupação foi manifestada este sábado, durante a cerimónia de encerramento da 34.ª Jornada Nacional da Polícia de Trânsito, que decorreu sob o lema “Na estrada, cada viagem segura é uma família feliz”.

Durante a jornada, iniciada no dia 14 deste mês, foram registados, segundo a PRM, dois casos de acidentes de viação na província, que resultaram em óbitos e dois feridos graves, envolvendo camiões e outras viaturas.

Para além da condução sem habilitação, o comandante provincial apontou o uso do telemóvel durante a condução, o excesso de velocidade, o comportamento dos condutores e as condições das vias como alguns dos factores associados à sinistralidade rodoviária.

“Durante a nossa jornada registámos um acidente de viação, no posto administrativo de Anchilo, envolvendo dois camiões que transportavam combustível, onde perdemos um cidadão. Os nossos cidadãos não acataram as nossas mensagens, infelizmente”, lamentou Miquichone Afonso.

O dirigente apelou igualmente à sociedade para que seja mais vigilante e responsável na utilização das vias públicas, defendendo que o respeito pelas regras e pelos sinais de trânsito pode contribuir para a prevenção de acidentes e para a preservação de vidas humanas.

O comandante da PRM em Nampula avaliou positivamente o trabalho realizado durante a jornada, destacando as acções de sensibilização e fiscalização desenvolvidas para enfrentar os principais factores que influenciam a ocorrência de acidentes, nomeadamente o homem, as condições do meio e a via pública.

A cerimónia de encerramento foi marcada por uma marcha que envolveu agentes da PRM e representantes de associações ligadas à segurança rodoviária, tendo percorrido as principais avenidas da cidade de Nampula, incluindo a Avenida Eduardo Mondlane, com término na Praça da Organização da Mulher Moçambicana (OMM). (Virgínia Emília)