Nampula (IKWELI) – O sector de saúde no distrito de Malema, na província de Nampula, mostra-se preocupado com a resistência de algumas mães daquela circunscrição geográfica em levar os seus bebés para que possam receber a vacina contra o sarampo, situação que pode dificultar o alcance da meta para o primeiro trimestre do ano em curso (2026).
Segundo fez conhecer o técnico de medicina preventiva do centro de saúde de Malema, Enoque Zito, a unidade sanitária esperava vacinar, de Janeiro a Março, 2.350 (duas mil, trezentas e cinquenta) crianças, mas com a recusa das mães em levar as crianças para as unidades sanitárias, foi possível vacinar, apenas, 709 (setecentos e nove) crianças, estando abaixo dos 50% da meta. “Comparativamente com o ano passado (2025), este ano estamos mais baixo, porque no ano passado conseguimos vacinar um número de, pelo menos, 785 (setecentos e oitenta e cinco) crianças com a meta de 1351 (mil, trezentos e cinquenta e um), portanto, o primeiro trimestre do ano passado tivemos sucesso que este,” disse.
No entanto, Zito apela a sensibilização por parte dos líderes comunitários, religiosos assim como outras camadas sociais para tentar perceber o que está a acontecer. “Em algum momento nós fazemos brigadas móveis, mas mesmo com as brigadas, temos dificuldades de presença dessas crianças com sarampo. Por exemplo, a zona de Namati, Nayari, Namitata e outras, têm privilégio, mas quando chegamos lá, as mães não trazem as crianças para as unidades sanitárias,” anotou Zito.
Lembre-se que o sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa, e a vacinação é a principal e mais eficaz medida para a prevenção. (Francisco Mário)
Lichinga (IKWELI) – A cidade de Lichinga foi apresentada como um verdadeiro “Município do Futuro” pelo seu edil, Luís Jumo, destacando suas potencialidades e condições favoráveis que posicionam o município para um crescimento sustentável, organizado e competitivo.
Falando na segunda-feira (27), durante o II Fórum de Investimento em Agricultura e Agro-processamento, o autarca sublinhou que acolher o evento representa mais do que hospitalidade.
Segundo Jumo, trata-se da confirmação de que Lichinga está preparada para desempenhar um papel estratégico no crescimento económico da província do Niassa.
O dirigente municipal reforçou que a cidade reúne condições para se tornar um ponto de convergência de investidores e empresários, graças ao seu potencial agrícola e às oportunidades no sector de agro-processamento.
Para o autarca, Lichinga pode posicionar-se como um destino preferencial para investimentos que impulsionem a economia local e regional.
O evento contou ainda com a presença do antigo Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, cuja participação conferiu maior relevância ao fórum.
A sua presença simboliza o interesse contínuo no desenvolvimento do sector agrícola e no fortalecimento de iniciativas que promovam o crescimento económico sustentável no país. (Malito João)
Maputo (IKWELI) – Moçambique registou, em 2025, um total de 767 acidentes de trabalho, dos quais resultaram em 77 casos de incapacidade permanente total, 184 de incapacidade permanente parcial, 490 de incapacidade temporária e 16 óbitos, evidenciando a necessidade urgente de reforçar medidas de prevenção, fiscalização e promoção da saúde e segurança no trabalho.
Os dados foram avançados esta terça-feira (28) pelo secretário permanente, Paulo Francisco da Silva Beirão, por ocasião do dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, cerimónia que decorreu em Maputo, sobre o lema: “Garantir um Ambiente de Trabalho Saudável e o Bem-Estar Psicossocial.”
Segundo a ministra, estes dados reflectem não apenas a exposição contínua a riscos físicos, mecânicos e ambientais, mas também a crescente influência de factores psicossociais na ocorrência de acidentes, como o stress, a pressão por resultados, a insegurança no emprego, a fadiga mental e relações laborais fragilizadas que têm contribuído para a diminuição da atenção e o aumento de erros no desempenho das tarefas.
A ministra apontou que ambientes de trabalho caracterizado por pressão excessiva, assédio, insegurança e falta de apoio, tendem a gerar stress, ansiedade e outras perturbações que afectam directamente o desempenho e a qualidade de vida.
Alane admitiu que o país ainda tem muitos trabalhadores que enfrentam desafios como longas jornadas de trabalho, recursos limitados e fraca integração de serviços de apoio psicológico, o que agrava os riscos psicossociais, culminando com ambiente de trabalho não saudáveis.
Para colmatar estes desafios considerou que é fundamental adoptar uma abordagem integrada baseada na prevenção, na educação e na promoção do bem-estar “a formação contínua deve incluir temas relacionados à saúde mental, gestão do stress e comunicação interpessoal.”
Por outro lado, o reforço do quadro legal e institucional surge como um passo importante, destacando inclusão de disposições sobre assédio na Lei do Trabalho (Lei n.º 13/2023, de 25 de Agosto) e a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho representam avanços no reconhecimento e combate à violência e ao assédio no local de trabalho, anotou a ministra. (Antónia Mazive)
Nampula (IKWELI) – A proximidade do Dia Internacional dos Trabalhadores, que se assinala a 1 de Maio, está a impulsionar uma corrida intensa às lojas de camisetas na cidade de Nampula, onde muitos estabelecimentos já enfrentam escassez de stock devido à elevada procura.
Em vários pontos da urbe, o cenário é marcado por longas bichas e um movimento incomum de clientes, contrastando com anos anteriores.
Consumidores de diferentes bairros e distritos deslocam-se à cidade com um objetivo único garantir camisetas para celebrar a data.
Segundo apurou o Ikweli, este ano a mobilização ganhou maior dimensão, com pequenas e grandes associações a demonstrarem um interesse crescente em valorizar os seus membros, adquirindo camisetas personalizadas para marcar o dia.
É o caso de Calton Maurício, responsável de uma cooperativa agrária no distrito de Ribáuè, que integra um grupo de agricultores. Ele conta que, pela primeira vez, decidiram unir esforços para adquirir camisetas para todos os membros da associação.
“Nós sempre ficamos atrás, sempre ouvimos sobre o Dia dos Trabalhadores, conversamos entre nós e percebemos que aquilo que fazemos, produzir e vender, também é trabalho. Mesmo usando parte da produção para alimentação, vimos que merecemos ser reconhecidos,” disse.
Calton acrescentou ainda que o grupo sentiu a necessidade de se equiparar a outros trabalhadores de instituições públicas e privadas, razão pela qual decidiu participar activamente nas celebrações deste ano. “Por isso estou aqui na bicha à procura de camisetas, depois vamos estampar num local,” explicou.
Gildo Felizardo, responsável de uma oficina de motorizadas na cidade de Nampula, disse que “eu tenho 4 jovens que trabalham comigo então esse ano decidi ser igual aos outros porque esse é nosso trabalho, então se nós não consideramos, ninguém vai levar a sério, por isso que na sexta-feira, dia 1 de Maio, estaremos na cidade com nossas motorizadas a desfilar pelas ruas.”
Entretanto, a elevada procura também se faz sentir nas serigrafias, onde clientes recorrem para personalizar as camisetas. Muitos destes estabelecimentos estão a operar no limite da sua capacidade, com prazos apertados para entrega das encomendas.
Titos Bendito, responsável de uma serigrafia na praça, afirma que o volume de trabalho aumentou significativamente. “Estamos a trabalhar muito, temos muitas camisetas para bordar e estampar. Como as empresas deixam tudo para a última hora, acumulamos muitas encomendas, mas prometemos entregar tudo até quinta-feira,” garantiu. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – A província de Nampula exportou, durante o ano 2025, um total de 40.900 toneladas de feijão bóer para o mundo, o que resultou numa receita avaliada em 14.2 mil milhões de meticais.
Benécio Artur, chefe da repartição de Estudos e Planificação na direcção provincial da Indústria e Comércio de Nampula, disse ao Ikweli que os distritos de Meconta, Ribáuè, Malema, Muecate e Nacarôa têm se destacado na produção da cultura.
Para além da Índia, Artur apontou Vietnam como outro mercado do feijão bóer produzido em Nampula.
Entretanto, segundo esta fonte, no mesmo período, a província de Nampula importou 9 mil toneladas de produtos alimentares, com destaque para o arroz semi-branqueado, sal, ervilha e congelados. (Nelsa Momade)
Pemba (IKWELI) – O congelamento de actos administrativos, destacadamente a progressão na carreira, preocupa sobremaneira professores da província de Cabo Delgado, a norte de Moçambique, os quais sentem-se desmotivados para o exercício de suas actividades.
Na segunda-feira (27), Uahiti Azito, secretário Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) em Cabo Delgado, falou ao Ikweli sobre a situação, tendo afirmado que lhes têm justificado que “existem algumas incongruências no âmbito da implementação da Tabela Salarial Única [TSU], então primeiro devem corrigir essas irregularidades e depois é que vão retornar os actos administrativos.”
Entretanto, esta explicação não convence a classe dos professores porque, no entender do secretário provincial, “é uma resposta política porque a Tabela Salarial Única foi implementada em 2022 e está a ser arrastada até hoje 2026, o que não faz sentido. Então, esta questão da morosidade dos actos administrativos é justificada pela questão da TSU.”
Segundo o nosso entrevistado, a problemática dos actos administrativos deve-se a falta de vontade política, porque se não fosse o caso, alguns teriam sido atendidos.
Azito anotou igualmente que a classe sofre também transferências sem devida justificação. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – O jovem, de 19 anos de idade, que tirou a vida de seus três irmãos no dia 26 de abril corrente no bairro de Naherenque, no distrito de Nacala, nega que tenha praticado tal acto, como também afirma sofrer perturbações mentais.
Em conferência de imprensa, o indiciado, também, inventa a sua idade e diz ser de 13 anos de idade e não de 19, como a polícia reporta no seu auto de notícias.
“Estou aqui na esquadra e não sei porquê. Tenho 13 anos e fui acusado de consumir makha. Os meus irmãos não estão mortos e os deixei em casa, nunca fiz nada mal a ninguém, minha mãe tem vindo visitar-me aqui nesta esquadra,” disse o detido, comentando que “nunca consumi drogas, estou sendo acusado injustamente, não sei pequê estou nas celas e estou sendo maltratado por isso tenho ferimentos quase todo o corpo.”
A porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nacala, disse a imprensa que ocorrência foi confirmada no terreno. “Foi confirmada a ocorrência e diligências feitas foi possível a neutralização e detenção do indivíduo de aproximadamente 20 anos de idade, na altura com efeitos de substâncias psicoativas do tipo metanfetamina vulgo makha.” (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – As equipas do Ferroviário de Nampula, Ferroviário de Nacala, e Desportivo de Nacala garantiram no pretérito fim-de-semana, a sua qualificação à fase regional norte da Taça de Moçambique, segunda principal prova do futebol nacional, após conseguirem resultados satisfatório nos jogos diante dos seus adversários.
O Sporting de Nampula também está na fase regional, apesar de não ter competido no passado fim-de-semana.
Os antigos Namutequeliuas beneficiaram-se do número ímpar das equipas participantes da competição, pelo que após duas eliminatórias tiveram o passaporte ao regional da contenda.
No último fim-de-semana, coube ao Ferroviário de Nampula descer ao relvado do Estádio 25 de Junho. Num jogo que, também, serviu para apresentação do plantel desta época dos chamados axinenes, derrotou ao combinado da Associação Desportiva de Angoche por nada mais nada menos, 6-0.
Trata-se um bom começo da equipa comandada por Nacir Armando, colectividade que esta época traçou como um dos objectivos a conquista do troféu da prova, para repetir o feito conseguido na época desportiva de 2003.
Na mesma tarde desportiva, o Desportivo de Nacala defrontou e venceu a Académica de Nacala-à-Velha, por 2-0, partida realizada na casa dos estudantes.
Já no domingo, no prosseguimento da eliminatória, o Ferroviário de Nacala recebeu e venceu a equipa de Águia Azul de Nampula, por 4-1. Esta foi a partida que o Ikweli testemunhou. Tratou-se, na verdade, de um jogo bastante disputado, com a Águia Azul que desceu ao relvado com tudo para mostrar que, apesar de estar na segunda divisão, tem tudo para dar certo nesta época desportiva.
Entretanto, a experiência do Ferroviário de Nacala, colectividade que milita na primeira divisão moçambicana, o Moçambola, foi determinante para o alcance do resultado que inspira confiança aos adeptos nacalenses.
Gildo, Sataca Júnior e Belito, foram os autores dos golos do Ferroviário de Nacala, e o golo de honra da Associação Desportiva Águia Azul Futebol Clube de Nampula foi apontado por intermédio de Ofélio.
Zainadine Mulungu, treinador do Ferroviário de Nacala parabenizou a sua rapaziada pelo resultado conseguido. Por outro lado, rasgou vários elogios a equipa de Águia Azul de Nampula pelo futebol demonstrado, sobretudo na segunda parte em que dominou quase por completo a partida.
“Há que parabenizar ao próprio adversário porque na segunda parte, aliás desde os 20 minutos da primeira parte até toda segunda parte nós deixamos crescer, aliás eles melhoraram muito por mérito próprio. Há que continuar a reflectir e melhorar alguns aspectos, sobretudo aspectos defensivos. Mas no geral foi um bom jogo, as duas equipas bateram-se bem. Os apectos tácticos acabaram se encaixando muito bem, tanto do nosso lado, assim como do outro lado, porque em termos de jogo foi bem aproveitado”, referiu o mister Mulungo.
Para o treinador de Águia Azul de Nampula, Benjamim Albino, aspectos psicológicos por parte dos seus jogadores, sobretudo nos minutos iniciais, foram determinantes para a equipa que dirige sofrer os golos que conduziram na sua eliminação da competição.
Para o mister, os dias subsequentes as atenções estarão viradas para o campeonato provincial, sendo o próximo alvo, a Académica de Ribáuè.
Apesar de as quatro equipas garantirem o acesso à fase regional, nos próximos dias vão se defrontar entre si, para ser conhecido o vencedor provincial desta edição. (Constantino Henriques)
Nampula (IKWELI) – O professor de dança, baterista, percussionista, activista social e diretor fundador da Academia Mais Arte em Nampula, Celso Maquissuca, afirma que está difícil viver através da dança motivado pela falta de valorização da arte no seu todo.
De acordo com Maquissuca, a dança é uma das áreas mais desprezadas, os bailarinos, os coreógrafos vivem no anonimato porque as pessoas não olham como sendo um negócio, ou de tradição na província de Nampula e no país em geral, apesar de algumas províncias estarem a levar seriamente, mas na capital do Norte os dançarinos já estão a ser esquecidos.
Para Maquissuca, é possível viver da dança, tendo sustentabilidade, porque para viver da arte, o artista precisa ser criativo, mas também ter suporte e “a ideia pode existir, mas ter dificuldade de como ir buscar recursos.”
Segundo o nosso entrevistado, “é preciso um trabalho de campo, criar workshops para promover danças de Nampula, por exemplo, mussope já está a ser esquecida. É preciso que a dirreção de cultura crie equipas para se encarregar de passar em zonas em que são praticadas algumas danças e que por consequência não são conhecidas. Criarmos uma parceria para submeter cartas em ONGs entre outras organizações;” exortou a fonte.
“As veze nós como bailarinos temos o lado social para os acontecimentos que enfermam a sociedade, mas sem suporte fica difícil se deslocar para alguns pontos no sentido de descobrir jovens com talentos. Portanto, sem um suporte, é complicado trabalhar, mas se a Direcção de cultura e turismo se abraçar fortemente, iremos fazer diferente porque nós temos capacidades para tal,” realçou Maquissuca. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – A cidade de Nampula viveu, no fim-de-semana, um momento marcante de mobilização social, com centenas de jovens e adolescentes a aderirem a uma marcha de sensibilização contra o consumo de drogas.
A iniciativa, promovida pelo Conselho Municipal da Cidade de Nampula, através do Posto Administrativo de Napipine, destacou-se pela forte participação juvenil e pelo apelo à mudança de comportamentos.
A caminhada teve início na Escola Básica de Carrupeia e percorreu várias artérias da cidade até ao Campus de Napipine, transformando as ruas num espaço de reflexão e consciencialização.
Ao longo do trajecto, os participantes exibiam mensagens educativas, reforçando a importância de dizer não às drogas e de adoptar estilos de vida saudáveis.
Mais do que uma simples marcha, o evento serviu como plataforma de diálogo directo entre as autoridades e a juventude, sobretudo alunos.
Na ocasião, a chefe do Posto Administrativo de Napipine, Abiba Miguel, lançou um alerta sobre os impactos negativos com o consumo das drogas, sublinhando a necessidade de escolhas responsáveis para garantir um futuro melhor.
“Esta iniciativa surge porque há uma necessidade de nos unirmos para combater as drogas. O objectivo é, juntos, clamarmos pela união da comunidade, líderes comunitários, instituições públicas e privadas, e confissões religiosas, para combatermos este mal que está a atingir não só a sociedade do Posto Administrativo Municipal de Napipine, mas também toda a cidade de Nampula, a província e o país em geral.”
Por seu turno, Isabela Sanfins, directora do Gabinete Provincial de Combate à Droga, disse que, com esta acção conjunta, o governo reforça o seu compromisso em investir na sensibilização comunitária, apostando na educação e no engajamento juvenil como ferramentas-chave no combate ao consumo de estupefacientes.
“É verdade que muitos jovens se perdem, e nós estamos muito preocupados como Governo. Acredito que toda a sociedade da província de Nampula também está preocupada. Este é um grito de socorro em todas as vertentes possíveis. Já realizamos outras marchas, e esta é mais uma que acreditamos que vamos continuar a realizar, para consciencializar cada vez mais os nossos jovens a distanciarem-se do consumo de droga, a entender que o consumo de droga não é a solução, e que o país precisa deles, pois são a esperança para o seu desenvolvimento.”
A iniciativa surge num contexto em que cresce a preocupação com o envolvimento de jovens em práticas nocivas devido ao consumo de drogas. (Malito João)