Maputo (IKWELI) – O governo moçambicano pretende estabelecer 876.335 novas ligações domiciliárias de água até 2036, das quais mais de 801 mil nas zonas urbanas e cerca de 75 mil nas zonas rurais. O plano prevê ainda a construção de 5.336 fontanários e de 20.074 fontes dispersas, com o objectivo de assegurar que nenhuma comunidade fique excluída do acesso à água potável.
A meta foi anunciada esta segunda-feira (20) pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, durante a abertura da Reunião Nacional de Indução e Alinhamento Institucional da Águas de Moçambique, Instituto Público.
Segundo o governante, as metas integram o Programa ProÁguas 2026–2036, considerado o principal instrumento do Governo para acelerar a expansão do acesso à água potável e ao saneamento no país, no âmbito da nova etapa das reformas do subsector de água e saneamento.
No domínio do saneamento, Fernando Rafael afirmou que o Executivo pretende viabilizar cerca de 2,8 milhões de novas infraestruturas de saneamento melhorado, abrangendo tanto as zonas urbanas como as rurais. Paralelamente, será reforçado o programa de eliminação da defecação a céu aberto, com a meta de transformar 3,69 milhões de agregados familiares em agregados LIFECA (Livres de Fecalismo a Céu Aberto), contribuindo para a melhoria da saúde pública, da dignidade das comunidades e da protecção do ambiente.
O ministro acrescentou que as metas do ProÁguas incluem, igualmente, o reforço das condições de Água, Saneamento e Higiene (ASH) nas escolas e nas unidades sanitárias, garantindo ambientes mais seguros para a aprendizagem, a prestação de cuidados de saúde e o desenvolvimento humano.
“O ProÁguas 2026–2036 representa uma mudança de paradigma. Não é apenas um programa de construção de infraestruturas. É um programa de transformação institucional, operacional, tecnológica e financeira do subsector”, afirmou.
O governante defendeu que o sucesso do programa dependerá da capacidade das instituições responsáveis de executar os investimentos previstos com rapidez, rigor, transparência e sentido de responsabilidade, assegurando que os recursos públicos produzam resultados concretos na melhoria do acesso da população aos serviços de abastecimento de água e saneamento.
Por outro lado, o ministro orientou as Sociedades Empresariais de Água e Saneamento a acelerarem a implementação dos projectos de abastecimento de água e saneamento, evitando atrasos em obras consideradas essenciais para milhares de famílias.
Como segunda orientação, determinou a realização de um levantamento exaustivo da situação dos sistemas de abastecimento de água existentes em todos os distritos, com vista a conhecer, com rigor, o estado de funcionamento de cada sistema, a sua capacidade instalada, o número de beneficiários, os principais constrangimentos, as perdas existentes, as necessidades de reabilitação e o potencial de expansão.
A terceira recomendação incide sobre o redimensionamento dos sistemas que já não respondem ao crescimento populacional, defendendo a sua expansão, modernização ou substituição, de modo a garantir soluções sustentáveis para os próximos anos.
A quarta orientação consiste em assegurar mais água para as pessoas “Este deve ser o principal indicador do nosso desempenho”, afirmou.
O governante apelou à valorização dos quadros locais, sublinhando que cada província possui técnicos competentes, experientes e conhecedores da realidade dos seus sistemas.
Fernando Rafael sublinhou ainda que os acordos de mandato de gestão assinados pelos administradores-delegados representam um compromisso com o Estado e com os cidadãos, devendo servir como instrumentos efectivos de monitoria e avaliação do desempenho das empresas. (Antónia Mazive)
Nampula (IKWELI) – O director do Centro de Saúde 25 de Setembro, na cidade de Nampula, Benito Moiane, garantiu, na manhã desta segunda-feira (20), que a unidade sanitária adoptou uma política de tolerância zero contra os actos de cobranças ilícitas praticados por alguns funcionários, após recentes denúncias dessas práticas.
Em entrevista ao Ikweli, Moiane manifestou o seu descontentamento face às constantes denúncias apresentadas pelos utentes que procuram aquela unidade sanitária para tratamento de diversas enfermidades, por isso, o dirigente apelou à população para denunciar qualquer caso de corrupção ou cobrança ilegal.
Para combater o problema, prosseguiu a fonte, “estão a ser implementadas várias medidas, entre elas a intensificação de palestras na maternidade e o reforço da colaboração com o Gabinete Central de Combate à Corrupção. Estamos a incentivar, sobretudo, os utentes a denunciarem todos os casos de cobrança ilícita.”
A fonte acrescentou que a instituição também decidiu responsabilizar os utentes que tentem aliciar profissionais de saúde com ofertas ou pagamentos indevidos, de acordo com a Lei. “Optámos por uma medida segundo a qual os próprios funcionários devem denunciar qualquer paciente que tente aliciá-los. A lei será aplicada a todos. Não vamos tapar o sol com a peneira. Existem, sim, casos de cobrança ilícita, mas muita coisa está a mudar. Qualquer acto de corrupção resulta em processo disciplinar, expulsão e processo-crime. Tivemos recentemente o caso de uma enfermeira da Saúde Materno-Infantil que trabalhava na maternidade e foi expulsa por envolvimento em actos de corrupção. Continuaremos a aplicar medidas administrativas contra qualquer infractor”, declarou.
Mais adiante, Moiane revelou que, recentemente, o Centro de Saúde realizou uma auscultação comunitária para compreender as preocupações da população relativamente aos serviços da maternidade.
Segundo o dirigente, durante o encontro, alguns membros da comunidade reconheceram que, em determinadas situações, são os próprios utentes que iniciam actos de “agradecimento”, oferecendo dinheiro ou outros benefícios aos profissionais de saúde.
A unidade sanitária atende diariamente cerca de 80 parturientes. Contudo, o director reconheceu que o número de camas continua insuficiente para responder à procura.
Questionado sobre os casos de violência obstétrica, Moiane explicou que as utentes recebem acompanhamento clínico e psicológico sempre que necessário. (Fátima Mugaveia)
Nampula (IKWELI) – O Tribunal Judicial do Distrito de Lalaua, em Nampula, que na sequência das manifestações pós-eleitorais em 2024 foi vandalizado está em pleno exercício desde o dia 7 de julho corrente.
Durante o período de paralisação, cerca de 22 meses, os magistrados judiciais, e funcionários de justiça tiveram de recorrer a instalações provisórias ou deslocar-se para outras jurisdições para a tramitação processual, facto que limitou o rápido acesso dos cidadãos aos serviços de justiça.
De acordo com uma nota em nosso poder, a Delegação Provincial dos Cofres dos Tribunais é a instituição que financiou a reabilitação das infraestruturas judiciais do distrito de Lalaua, bem como de Eráti.
No distrito de Lalaua, as intervenções compreenderam a recuperação do edifício do Tribunal Judicial, das instalações da Procuradoria da República, bem como das residências oficiais do juiz e do procurador, garantindo condições adequadas para o exercício das funções judiciais e do Ministério Público.
A nota destaca que, apesar dos elevados custos que a reconstrução das referidas infraestruturas representou num contexto económico desafiante, a recuperação destes serviços é considerada essencial para assegurar o funcionamento do sistema de justiça e a prestação de serviços à população.
Sublinha ainda que a reabertura do Tribunal Judicial do Distrito de Lalaua simboliza não apenas a recuperação de um edifício público, mas também o restabelecimento da confiança dos cidadãos nas instituições da justiça e o compromisso do Estado com a reposição da legalidade, da paz social e do Estado de Direito. (Redacção)
Songo (IKWELI) – A Hidroeléctrica de Cahora Bassa, S.A. (HCB), uma das maiores produtoras independentes de energia hidroeléctrica na África Austral, registou um desempenho operacional sólido no primeiro semestre de 2026, produzindo 6.399,03 GWh de energia eléctrica. Este resultado representa um crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2025 e supera, em cerca de 10%, a produção prevista para o semestre.
O desempenho, segundo um comunicado de imprensa da empresa, foi alcançado através de uma estratégia de exploração e operação baseada numa gestão criteriosa dos recursos hídricos, que permitiu conciliar o aumento da produção de energia com a recuperação das reservas da Albufeira de Cahora Bassa, reforçando a sustentabilidade da operação e a segurança energética.
As condições hidrológicas mais favoráveis verificadas na Bacia do Zambeze, particularmente na bacia própria de Cahora Bassa, associadas às medidas de gestão operacional, de engenharia e de manutenção implementadas pela empresa, contribuíram, segundo o documento, para uma recuperação significativa da capacidade de armazenamento da Albufeira. Entre Janeiro e o final de Junho, o armazenamento útil aumentou cerca de 35 pontos percentuais, passando do mínimo histórico de aproximadamente 20% para um máximo de 56%, o que corresponde à cota de 316,22 metros. Este resultado assinala uma mudança significativa após dois anos hidrológicos consecutivos marcados por seca severa e cria condições para um levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024.
“Dados ainda por auditar indicam que as receitas da HCB atingiram cerca de 263 milhões de dólares americanos e um resultado líquido acima de 115 milhões de dólares americanos, num cenário de zero acidentes de trabalho. Estes resultados demonstram a capacidade da empresa de responder aos desafios operacionais, preservando simultaneamente a sustentabilidade dos recursos hídricos. Assim, o desempenho alcançado reflecte a conjugação de condições hidrológicas mais favoráveis, de uma gestão operacional rigorosa, do reforço dos programas de engenharia e de manutenção e da dedicação dos nossos colaboradores. Produzir mais energia, enquanto recuperamos as reservas estratégicas da Albufeira, revela a capacidade da HCB de garantir um fornecimento de energia fiável, o que vai ao encontro da nossa visão para o futuro da HCB, em que, até 2034, a empresa esteja consolidada como uma referência incontornável no sector energético, contribuindo, deste modo, para a estabilidade energética de Moçambique e da região”, afirmou Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, citado no comunicado.
O desempenho operacional da HCB continuou, igualmente, a reflectir-se na dinâmica do mercado de capitais. No primeiro semestre de 2026, as acções da empresa negociadas na Bolsa de Valores de Moçambique atingiram uma cotação máxima de 3,00 meticais por acção, tendo sido transaccionadas cerca de 27.538.315 acções, correspondentes a um volume financeiro aproximado de 80,5 milhões de meticais.
No que concerne a projectos de impacto local e nacional, a HCB, de acordo com o documento, “encontra-se neste momento a investir em infraestruturas sócio-económicas vitais na Província de Tete, tais como a reabilitação da Estrada Nacional 301, com 112 km, que liga as localidades de Matambo e Maroeira; a construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Cahora Bassa, que irá beneficiar os habitantes dos distritos de Cahora Bassa, Changara, Marávia, Mágoe e Marara; a implementação do Projecto Transformar, uma iniciativa que visa desenvolver infraestruturas essenciais e sistemas de produção agrícola e pecuária sustentáveis; e a Iniciativa de Desenvolvimento da Economia Local, um projecto que visa estimular o desenvolvimento económico do distrito de Cahora Bassa, através da criação de empresas que passarão a prestar serviços à HCB em regime contratual, fomentando, assim, o empreendedorismo local, a criação de oportunidades de emprego e o desenvolvimento sustentável das comunidades.” (Redação)
Nampula (IKWELI) – O Director dos Serviços Distritais de Educação, Desporto, Juventude e Tecnologia (SDEJT) no distrito de Liupo, Júlio António, afirma que o sector que dirige enfrenta défice de professores, sendo necessário a alocação de educadores para responder a demanda daquela parcela do país.
A informação foi avançada em exclusivo ao Ikweli, tendo destacado que “temos défice dos professores, olhando aquilo que é a procura.”
“Precisamos de mais professores nas escolas e neste preciso momento temos a indicação de uma média de 120 (cento e vinte) professores que precisamos,” disse.
Num outro desenvolvimento, o director apelou a sociedade a prevenirem as raparigas das uniões prematuras ao entender que, “retarda o processo de ensino e aprendizagem, compromete a nossa missão de ensinar as crianças, é uma grande preocupação,” realçou. (Francisco Mário)
Maputo (IKWELI) – A Associação Moçambicana para a Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM) celebra dois marcos históricos no seu percurso institucional e no fortalecimento do movimento cooperativo nacional. Trata-se da aprovação do Regulamento da Lei Geral sobre as Cooperativas, ocorrida a 28 de Abril de 2026, e a recente aprovação, em meados de Julho de 2026, da Resolução que aprova o Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo (PNDC). A AMPCM foi constituída em 2010 como uma organização nacional vocacionada para a promoção, representação e defesa dos interesses das cooperativas moçambicanas. Desde a sua criação, tem trabalhado para modernizar o movimento cooperativo, fortalecer as organizações dos produtores, promover a profissionalização da gestão cooperativa e influenciar a criação de políticas públicas adequadas às características específicas deste modelo empresarial. Actualmente, a AMPCM afirma-se como organização de cúpula e principal interlocutora do movimento cooperativo em Moçambique, congregando cerca de 500 cooperativas, representativas de diferentes sectores económicos e sociais, e com alcance directo e indirecto sobre aproximadamente 1,5 milhão de membros, na sua maioria pequenos produtores e suas famílias.
Impacto na economia e na sociedade moçambicana Ao longo da sua existência, a AMPCM tem contribuído para que as cooperativas sejam reconhecidas não apenas como organizações sociais, mas também como empresas económicas pertencentes aos seus membros, capazes de gerar rendimento, emprego, produção, comercialização e desenvolvimento local. Por meio das suas cooperativas filiadas e dos programas implementados com parceiros nacionais e internacionais, a AMPCM tem promovido a organização dos produtores, o acesso a insumos, assistência técnica, financiamento, tecnologias, infra-estruturas produtivas e mercados. Este trabalho tem contribuído para melhorar a produtividade, a qualidade dos produtos, a agregação e comercialização colectiva da produção, bem como o poder de negociação dos pequenos produtores. O impacto da AMPCM estende-se igualmente à inclusão económica e social das mulheres e dos jovens, à criação de oportunidades de emprego e auto-emprego, ao fortalecimento da segurança alimentar, à resiliência climática e à dinamização das economias rurais. Uma parte significativa das cooperativas filiadas actua na agricultura e no agronegócio, sectores fundamentais para a subsistência e o rendimento de milhões de famílias moçambicanas. Deste modo, a AMPCM tem demonstrado que as cooperativas são instrumentos importantes de combate à pobreza e às desigualdades, promoção da solidariedade, fortalecimento da participação democrática e construção de comunidades mais pacíficas, resilientes e economicamente sustentáveis.
Dezasseis anos de luta por um quadro legal adequado Um dos principais pilares da actuação da AMPCM tem sido a construção de um quadro jurídico, institucional e fiscal que reconheça a identidade, os princípios e as especificidades das cooperativas. A Lei n.º 23/2009, de 8 de Setembro – Lei Geral sobre as Cooperativas, foi aprovada como resultado de um longo processo de mobilização e participação dos actores do movimento cooperativo. Contudo, durante cerca de 16 anos, a lei vigorou sem o respectivo regulamento, situação que dificultou a aplicação efectiva das suas disposições e criou incertezas para as cooperativas, instituições públicas, parceiros e demais entidades envolvidas na promoção do sector. Perante esta lacuna, a AMPCM assumiu uma posição firme e persistente, desenvolvendo um trabalho contínuo de diálogo, lobby e advocacia junto do Governo, da Assembleia da República, das instituições públicas, dos parceiros de cooperação, das organizações da sociedade civil e de outros intervenientes estratégicos. Este processo envolveu a preparação e apresentação de propostas, participação em consultas, realização de encontros de alto nível, mobilização das cooperativas, sensibilização dos decisores e demonstração da contribuição efectiva do cooperativismo para o desenvolvimento económico e social do país.
Aprovação do Regulamento da Lei Geral sobre as Cooperativas O esforço desenvolvido ao longo de mais de uma década alcançou um resultado histórico no dia 28 de Abril de 2026, quando o Conselho de Ministros, reunido na sua 11.ª Sessão Ordinária, aprovou o Regulamento da Lei Geral sobre as Cooperativas. A aprovação deste instrumento permite operacionalizar, de maneira mais clara e eficaz, os princípios, direitos, deveres, procedimentos e mecanismos previstos na Lei n.º 23/2009, de 8 de Setembro. O Regulamento constitui, assim, um passo decisivo para a criação de um ambiente jurídico mais seguro, previsível e favorável à constituição, ao funcionamento, à supervisão e ao desenvolvimento sustentável das cooperativas moçambicanas. Para a AMPCM, esta conquista representa não apenas uma vitória institucional, mas também uma vitória de todas as cooperativas, dos seus membros e das comunidades que dependem das actividades económicas desenvolvidas por estas organizações. “Este é um momento de grande alegria e orgulho para a AMPCM e para todo o movimento cooperativo moçambicano. São mais de 16 anos de espera, diálogo construtivo, persistência e trabalho de influência positiva, que hoje produzem resultados concretos para as cooperativas e para o país”, refere a Direcção da AMPCM.
Aprovação do Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo Outro resultado importante deste processo de advocacia foi alcançado em meados de Julho de 2026, com a aprovação da Resolução que institui o Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo (PNDC). O PNDC representa um instrumento estratégico para orientar a intervenção do Estado e dos demais actores na promoção e no desenvolvimento do cooperativismo em Moçambique. O Programa deverá contribuir para melhorar a coordenação institucional, fortalecer as capacidades das cooperativas, estimular a sua profissionalização e integração nos mercados e ampliar o acesso a financiamento, tecnologias, infra-estruturas, informação e serviços de desenvolvimento empresarial. A aprovação do PNDC demonstra o crescente reconhecimento, por parte do Governo, do papel das cooperativas na implementação das políticas nacionais de desenvolvimento, na transformação da economia rural, na geração de emprego e rendimento e na promoção de um crescimento mais inclusivo e sustentável. Este novo marco complementa os esforços que permitiram integrar o cooperativismo na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044, reforçando a necessidade de posicionar as cooperativas como actores económicos relevantes para a transformação estrutural de Moçambique.
Uma conquista colectiva do movimento cooperativo A AMPCM reconhece que estes resultados são fruto de um esforço colectivo, envolvendo o Governo de Moçambique, as instituições públicas competentes, as cooperativas, os seus membros, as federações e uniões cooperativas, os parceiros de cooperação e as organizações que têm apoiado o desenvolvimento do sector. A aprovação do Regulamento e do PNDC cria novas oportunidades, mas também exige um trabalho amplo de divulgação, capacitação e acompanhamento. Torna-se necessário assegurar que as cooperativas, os técnicos, os dirigentes, as autoridades locais e os demais actores compreendam os novos instrumentos e estejam preparados para os aplicar correctamente. A AMPCM continuará a colaborar com o Governo na divulgação e implementação destes instrumentos, garantindo que as conquistas alcançadas se traduzam em benefícios concretos para as cooperativas e para os seus membros. A luta continua: um regime fiscal específico para as cooperativas Apesar destes avanços significativos, a AMPCM sublinha que o quadro legal e institucional do cooperativismo ainda não está completo. Permanece pendente a aprovação de um regime fiscal específico para as cooperativas, adequado à sua natureza e ao princípio segundo o qual estas organizações são propriedade dos seus membros e funcionam prioritariamente para satisfazer as suas necessidades económicas e sociais. A inexistência de um regime fiscal ajustado continua a constituir um dos principais obstáculos ao crescimento, à sustentabilidade e à competitividade das cooperativas. Em determinadas situações, as cooperativas são tratadas fiscalmente como sociedades comerciais convencionais, sem que sejam consideradas as diferenças relacionadas com a propriedade colectiva, a gestão democrática, a participação económica dos membros e o retorno dos resultados aos cooperadores. Por essa razão, a AMPCM reafirma o compromisso de prosseguir com o trabalho de advocacia e mobilização até que Moçambique disponha de um quadro legal, institucional e fiscal completo, coerente e favorável ao desenvolvimento do cooperativismo.
AMPCM reafirma o seu compromisso com Moçambique Com a aprovação do Regulamento da Lei Geral sobre as Cooperativas e do Programa Nacional de Desenvolvimento Cooperativo, a AMPCM reforça o seu papel como uma voz activa, legítima e credível do movimento cooperativo moçambicano. Estes resultados confirmam que a persistência, o diálogo e a advocacia baseada em propostas concretas podem produzir mudanças estruturantes. Demonstram, igualmente, que o cooperativismo deve ocupar um lugar central nas políticas públicas de desenvolvimento económico, inclusão social, criação de emprego, segurança alimentar e transformação das comunidades rurais e urbanas. A AMPCM continuará firme na representação e defesa das cooperativas e dos seus membros, promovendo um movimento cooperativo moderno, profissional, democrático e sustentável, capaz de contribuir cada vez mais para a construção de um Moçambique inclusivo, próspero, solidário e pacífico. (Redação)
Nampula (IKWELI) – Alunos da Escola Secundária de Namialo, no distrito de Meconta, marcharam no sábado (18), em repúdio a venda e consumo de droga no ambiente escolar e na sociedade em geral, uma iniciativa promovida pelo governo do distrito em coordenação com o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT).
No evento, o administrador do distrito de Meconta, Orlando Muaevano, apelou a vigilância no seio familiar para detetar atitudes dos membros e perceber os indícios de consumo de “makha”. “Encaminhem o vosso membro da família que vocês descobrirem que consome “makha” para os médicos no sentido de receber tratamento. Como as orientações médicas dizem que quando o vosso irmão começa a ter olhos vermelhos ou quando senta em casa isolada ajudem-no informando os professores, os médicos e outras autoridades que acharem necessárias,” apelou o administrador.
“Não podemos continuar com o espírito de consumo de droga porque se continuarmos assim, estaremos perturbados mentalmente e alguém que está perturbado mentalmente não vai realizar o seu sonho de ser médico, de ser enfermeiro, de ser professor, de ser administrador, de ser polícia, de ser militar, de ser engenheiro, de ser agrónomo entre outras actividades. A responsabilidades está em vossas mãos, denunciem quem vende e quem consome, porque esta luta não é apenas do governo, por isso estamos aqui com a sociedade civil, com a polícia, e outras entidades,” sublinhou Pedro.
Por sua vez, a Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), na província de Nampula, destacou que o combate do consumo e tráfico de drogas exige envolvimento conjunto das famílias, escolas, das organizações da sociedade civil e de toda a comunidade, “Nós como organização, percebemos que o consumo de drogas nas escolas vem infernizando as crianças e afectando o próprio processo de ensino e aprendizagem. Nós como professores, temos notado comportamentos não familiares por parte dos alunos que é resultado de consumo dessas drogas e achamos melhor lutar para tentar estancar este mal,” disse Arnaut Naharipo, Coordenador Regional Norte da ANAPRO. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, recolheu para as suas celas e apresentou publicamente na manhã desta segunda-feira (20), três indivíduos indiciados de adquirir farinha de milho com recurso a cheques falsos.
O caso resultou em prejuízos avaliados em cerca de 300.000,00Mt (trezentos mil meticais) para um comerciante da cidade.
Segundo a polícia, os indivíduos dedicavam-se à falsificação de cheques e dirigiam-se a uma loja vocacionada à venda de produtos alimentares, onde conseguiram levantar aproximadamente 200 sacos de farinha de milho utilizando cheques falsificados.
O chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, explicou que “quando os proprietários se aperceberam que o mesmo cheque que era falso não reflectia, comunicaram as autoridades competentes policiais e efetuaram diligências no bairro de Namutequeliua que culminou com a detenção desses três indivíduos e foi possível recuperar 95 sacos de farinha de milho, faltando 105 sacos. Os trabalhos continuam em curso com vista a recuperar os produtos em falta.”
Na mesma ocasião, a PRM apresentou outros seis indivíduos acusados de integrar um grupo conhecido por “águias”, suspeito de protagonizar vários assaltos e fazer diversas vítimas na via pública, na cidade de Nampula.
Entretanto, os acusados negam qualquer envolvimento no crime. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – O director do Gabinete do Governador de Nampula, Calquer Nuno de Albuquerque, procedeu a entrega, na última sexta-feira (17), de 15 motorizadas para igual número de extensionistas do sector pesqueiro, de forma a reforçar e impulsionar o desenvolvimento do sector.
Na ocasião, foi explicado que a iniciativa visa reforçar o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável do sector pesqueiro na província.
Calquer Albuquerque reconheceu os desafios enfrentados pelos extensionistas de pesca e afirmou que a entrega das motorizadas irá melhorar a mobilidade destes profissionais, facilitando a prestação de assistência técnica e garantindo respostas mais rápidas e eficazes às necessidades dos pescadores.
Apelou aos beneficiários para que façam o uso responsável dos meios circulantes, pautando pelo zelo, conservação e espírito de serviço público, colocando sempre os equipamentos ao serviço das comunidades.
Por sua vez, o director provincial de Agricultura e Pescas, Joaquim Tomás, esclareceu que a iniciativa enquadra-se no projecto do Governo de Moçambique denominado PRO-PESCA, implementado pelo Fundo de Fomento da Economia Azul (ProAzul)
Os extensionistas provenientes dos distritos costeiros manifestaram satisfação pela atribuição dos novos meios circulantes, afirmando que estes irão reduzir as dificuldades provocadas pelas longas distâncias percorridas durante as actividades de assistência técnica e fiscalização nos centros de pesca.
Benedita Plácido, extensionista de pesca no distrito de Mossuril, concretamente no posto administrativo de Matibane, disse que percorria entre 8 e 16 quilómetros para alcançar os centros de pesca. “Quero acreditar que esta motorizada vai melhorar significativamente o nosso trabalho, porque exercer actividades de extensão sem um meio de transporte não é nada fácil. Éramos obrigados a recorrer a táxi-mota, boleias de colegas e, muitas vezes, a fazer o percurso a pé”, afirmou.
Por sua vez, Emílio João, extensionista de pesca há 15 anos no distrito de Nacala-à-Velha, onde acompanha actualmente 14 centros de pesca situados entre 10 e 11 quilómetros da sede distrital, disse que o novo meio facilitará o seu trabalho.
“Antes fazia o meu trabalho a pé, percorrendo cerca de 10 quilómetros até aos centros de pesca. Com esta motorizada, será muito mais fácil prestar assistência aos pescadores artesanais”, concluiu.
A província de Nampula possui um dos maiores potenciais pesqueiros do país, contando com cerca de 460 quilómetros de costa, que se estendem do distrito de Moma ao de Memba, abrangendo diversas comunidades cuja principal fonte de subsistência é a pesca. De acordo com os dados do Censo Artesanal e de Aquacultura de 2022, a província de Nampula possui 219 centros de pesca, mais de 99 mil pescadores, entre homens e mulheres, cerca de 6.200 embarcações e aproximadamente 14 mil artes de pesca. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, prestou, na sexta-feira (17), a sua última homenagem a Adolfo Absalão Siueia, membro da Assembleia Provincial, falecido vítima de doença no Hospital Central de Nampula.
Durante a cerimónia fúnebre, realizada no salão nobre do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, o Governador destacou o percurso e a dedicação do malogrado ao serviço da província e do país.
Na ocasião, Eduardo Abdula afirmou que a partida de Adolfo Absalão Siueia representa a perda de uma figura que marcou a vida política e social da província. “A província despede-se de um homem que dedicou uma parte importante da sua vida ao serviço de Nampula e do País”, declarou.
O Governador recordou que Absalão Siueia desempenhou funções como membro da Assembleia Provincial de Nampula e militante da FRELIMO, assumindo diferentes responsabilidades com elevado sentido de missão e compromisso. Acrescentou que o seu percurso constitui um exemplo de entrega ao serviço público e de defesa das causas em que acreditava.
Dirigindo-se aos presentes, Eduardo Abdula sublinhou que “a memória do camarada Absalão Siueia permaneça como inspiração para que todos continuem a servir o povo com dedicação, humildade e sentido de responsabilidade”, apelando para que o legado do malogrado seja preservado.
Além de apresentar condolências à família enlutada, o Governador manifestou solidariedade à Assembleia Provincial, ao Partido FRELIMO, à Universidade Rovuma e a todos os que conviveram com Adolfo Absalão Siueia, formulando votos de que descanse em paz. (Malito João)