
Nampula (IKWELI) – Alunos da Escola Secundária de Namialo, no distrito de Meconta, marcharam no sábado (18), em repúdio a venda e consumo de droga no ambiente escolar e na sociedade em geral, uma iniciativa promovida pelo governo do distrito em coordenação com o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT).
No evento, o administrador do distrito de Meconta, Orlando Muaevano, apelou a vigilância no seio familiar para detetar atitudes dos membros e perceber os indícios de consumo de “makha”. “Encaminhem o vosso membro da família que vocês descobrirem que consome “makha” para os médicos no sentido de receber tratamento. Como as orientações médicas dizem que quando o vosso irmão começa a ter olhos vermelhos ou quando senta em casa isolada ajudem-no informando os professores, os médicos e outras autoridades que acharem necessárias,” apelou o administrador.
“Não podemos continuar com o espírito de consumo de droga porque se continuarmos assim, estaremos perturbados mentalmente e alguém que está perturbado mentalmente não vai realizar o seu sonho de ser médico, de ser enfermeiro, de ser professor, de ser administrador, de ser polícia, de ser militar, de ser engenheiro, de ser agrónomo entre outras actividades. A responsabilidades está em vossas mãos, denunciem quem vende e quem consome, porque esta luta não é apenas do governo, por isso estamos aqui com a sociedade civil, com a polícia, e outras entidades,” sublinhou Pedro.
Por sua vez, a Associação Nacional dos Professores (ANAPRO), na província de Nampula, destacou que o combate do consumo e tráfico de drogas exige envolvimento conjunto das famílias, escolas, das organizações da sociedade civil e de toda a comunidade, “Nós como organização, percebemos que o consumo de drogas nas escolas vem infernizando as crianças e afectando o próprio processo de ensino e aprendizagem. Nós como professores, temos notado comportamentos não familiares por parte dos alunos que é resultado de consumo dessas drogas e achamos melhor lutar para tentar estancar este mal,” disse Arnaut Naharipo, Coordenador Regional Norte da ANAPRO. (Francisco Mário)






