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Durante o primeiro semestre: CEMAL registou mais de 300 casos de conflitos laborais em Nampula

Nampula (IKWELI) – O Centro de Mediação e Arbitragem Laboral na província de Nampula (CEMAL) registou durante o primeiro semestre do ano em curso, um total de 356 (trezentos e cinquenta e seis) processos de petições, resultado de vários conflitos laborais com mais destaque para despedimentos sem justa causa, destes, 266 (duzentos e sessenta e seis) processos forma mediados, sendo que 238 (duzentos e trinta e oito) processos tiveram desfecho final.

A informação foi partilhada pelo Chefe de Repartição de recursos Humanos do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral a nível da capital do Norte de Moçambique, Gonçalves Gomes Nivahiene Naponta, onde, sem avançar números reais dos processos registados durante o mesmo período do ano passado, considerou haver uma redução devido as palestras que àquela instituição tem levado a conscientizar os empregadores de modo as respeitarem os direitos dos seus trabalhadores.

“Tivemos 28 (vinte e oito empasses, 24 (vinte e quadro) transitados e 66 (sessenta e seis) desistidos. No primeiro semestre foi registado um pagamento total de dois milhões e quatrocentos e quarenta mil, seiscentos e oitenta oito meticais, vinte e oito centavos referente a indeminizações, salários atrasados e outras compensações que beneficiaram um total de trezentos e quarenta e cinco trabalhadores,” elucidou Naponta.

O nosso entrevistado sublinhou que muitos trabalhadores das diversas empresas que aproximam o centro de Mediação e Arbitragem laboral são casos ligados a despedimentos sem que haja a observância da lei em relação aos direitos dos trabalhadores.

“Nós envolvemos todas as partes que regulam e observam a lei para podermos debater como melhorar a situação laboral. Sempre levamos palestras para as instituições privadas e conscientizamos ambas as partes dos direitos e deveres a observar para evitar o aumento de conflitos nas instituições,” frisou a fonte.

Naponta apela o diálogo nas instituições porque muitos casos que aparecem no centro são por causa de falta de conversas entre o trabalhador e empregadores. “As pessoas devem pautar pelo diálogo enquanto existir uma situação, muitas vezes os empregadores por causa do poder económico não dão espaço aos seus trabalhadores de expressar suas opiniões ou fazer uma reclamação,” exortou o responsável. (Francisco Mário)

PRM desmantela quadrilha de assaltantes em Nampula e recupera bens roubados

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, apresentou, na segunda-feira (17), 15 indivíduos suspeitos de envolvimento em diversos crimes, incluindo roubos e furtos de acessórios de viaturas, assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, nos arredores da cidade de Nampula

Segundo o porta-voz da PRM em Nampula, Dércio Samuel, as detenções resultam das operações de prevenção e combate à criminalidade realizadas nas áreas de jurisdição das 1.ª, 2.ª e 7.ª esquadras.

“Na 1.ª esquadra, um indivíduo foi detido em flagrante após vandalizar uma viatura, tendo sido apreendidas quatro velas, duas chaves falsas de ignição e outros acessórios. Na 7.ª esquadra, na Rua 3 de Fevereiro, três indivíduos foram igualmente detidos enquanto supostamente vandalizavam uma viatura, sendo apreendidos diversos bens e instrumentos usados nos crimes”, explicou.

Já na área da 2.ª esquadra, um homem que se fazia transportar numa motorizada foi detido após furtar um espelho retrovisor num parque de estacionamento. Com ele foram recuperados 12 espelhos retrovisores, além da motorizada usada na prática dos crimes.

Samuel explicou ainda que, na madrugada do dia 15, quatro indivíduos assaltaram uma residência em Muahivire, onde, após arrombarem a porta e ameaçarem a proprietária, roubaram mais de 5 mil meticais e outros bens. Quatro suspeitos foram detidos, enquanto um quinto continua foragido. Os bens foram recuperados e aguardam os procedimentos para serem devolvidos à vítima.

Acrescentou que na madrugada do dia 16, nove indivíduos assaltaram uma barraca no bairro do Belenenses. O grupo fez de reféns os clientes, roubou uma pasta com 17 mil meticais, dois telemóveis e outros bens além de um cliente ter sido golpeado com uma catana e perdeu 5 mil meticais e a sua motorizada.

A Polícia conseguiu deter três suspeitos, enquanto seis continuam foragidos. Um dos detidos foi alvejado num membro inferior durante a fuga e recebeu assistência médica no Hospital Central de Nampula, avançou a fonte.

Entretanto, alguns acusados admitem enquanto que outros negam acusando a PRM de os incriminar injustamente. (Fátima Mugaveia)

UniRovuma coloca qualidade no centro do debate académico em Nangala

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma), através do Instituto Superior de Desenvolvimento Rural e Biociências (ISDRB), promoveu, no último fim-de-semana, no Campus Universitário de Nangala, em Lichinga, uma reflexão sobre os desafios e as responsabilidades associados à construção de uma cultura de qualidade no ensino superior.

Realizado no âmbito do “Dia da Cultura de Qualidade”, o encontro juntou dirigentes, docentes, estudantes e convidados, num espaço dedicado à análise da qualidade dos serviços académicos, da avaliação institucional e das condições oferecidas à comunidade universitária.

A directora do ISDRB, Prof.ª Alice Binda Freia, defendeu que a qualidade da instituição não pode ser atribuída exclusivamente aos gestores ou professores, considerando que todos os membros da comunidade académica têm um papel determinante na melhoria do ensino e na construção da excelência.

“A avaliação institucional deve ser entendida como um processo permanente de diagnóstico e melhoria, e não como uma mera formalidade burocrática,” sublinhou a responsável, apelando aos estudantes para assumirem uma participação mais activa, crítica e responsável no processo de formação.

Na mesma ocasião, o director-adjunto para Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Prof. Almeida Meque Gomundanhe, apontou a existência de condições adequadas de aprendizagem como um dos pilares para uma universidade de excelência. Segundo explicou, materiais didácticos, serviços académicos eficientes e infra-estruturas apropriadas devem acompanhar os esforços de melhoria da qualidade do ensino.

O responsável chamou igualmente a atenção para a necessidade de a comunidade universitária conhecer e observar o quadro legal que orienta o funcionamento do ensino superior em Moçambique, considerando que esse conhecimento contribui para o exercício consciente de direitos e deveres e para uma gestão mais transparente.

O debate abordou ainda a diversidade cultural e o respeito entre os membros da comunidade académica, considerados elementos essenciais para a criação de um ambiente universitário inclusivo, saudável e capaz de estimular novas formas de aprendizagem e inovação pedagógica.

A iniciativa terminou com o reforço da ideia de que a cultura de qualidade deve deixar de ser apenas um tema de reflexão institucional e transformar-se numa prática diária, envolvendo dirigentes, docentes, estudantes e demais intervenientes no funcionamento da UniRovuma. (Malito João)

Mogovolas: Governo vai resolver problema de acesso a água potável para mais de 300 habitantes

Nampula (IKWELI) – Dos 467 516 habitantes residentes no distrito de Mogovolas, 340 mil continuam a ressentir-se da falta de água potável, um problema que tem dias contados, segundo a administradora daquele distrito Felisberta Joaquim.

A administradora do distrito explicou que a conclusão das obras de reforço do sistema de abastecimento de água poderá aumentar significativamente o número de beneficiários e contribuir para a redução dos problemas relacionados com doenças de origem hídrica, incluindo a cólera, que tem preocupado as autoridades locais.

A dirigente considera que o projecto representa uma oportunidade para melhorar a cobertura de água no distrito, sobretudo numa altura em que Mogovolas enfrenta desafios relacionados com o acesso a fontes seguras de abastecimento.

“Nós como distrito estamos bastante expectantes neste grande projecto, acreditamos que até ao final deste projecto vai reduzir drasticamente a questão da taxa de cobertura de água que é um desafio para nós como distrito de um lado, mas de outro lado teríamos aqui a redução da questão do saneamento do meio, é sabido que o distrito de Mogovolas é um dos distritos propensos a doenças hídricas e estamos satisfeitos com este grande projecto que vai ser implementado aqui ao nível do nosso distrito, o nosso desafio é que nos próximos tempos consiga se expandir até aos postos administrativos e localidades.”

Questionada sobre a possibilidade do reforço do abastecimento de água em Nametil poder contribuir para o combate à cólera, a administradora mostrou-se optimista quanto aos resultados que poderão ser alcançados com a implementação do projecto. “Com esta água acreditamos que vamos resolver a situação da cólera no nosso distrito.”

Actualmente, o abastecimento de água cobre aproximadamente 127 mil habitantes, deixando uma parcela significativa da população de Mogovolas sem acesso regular ao recurso. As autoridades esperam que a conclusão das obras permita elevar progressivamente a taxa de cobertura e responder a crescente procura.

“Olhando aquela que é a taxa de cobertura de água no distrito de Mogovolas estamos a 127.8% e este número beneficiamos um total 127 mil habitantes, acreditamos que dentro dos próximos meses vamos superar.”

Além do aumento da cobertura na sede distrital, a administração de Mogovolas pretende que, numa fase posterior, os benefícios do projecto sejam estendidos aos postos administrativos e localidades, de modo a reduzir as desigualdades no acesso à água potável e melhorar as condições de saúde da população. (Malito João)

Turmas superlotadas e insuficiência de material didático marcam primeiro dia de avaliações em Nampula

Nampula (IKWELI) – As avaliações do II⁰ trimestre do ano lectivo de 2026 estão a decorrer em meio a diferentes desafios nas escolas da cidade de Nampula, com destaque para a superlotação nas turmas e insuficiência de material didático como os quadros de giz.

A situação foi constatada nesta segunda-feira (17), pela directora dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) de Nampula, Gracinda de Lurdes Venâncio, durante uma visita de acompanhamento à Escola Secundária de Muatala e às Escolas Básicas de Muthita e Cerâmica.

A responsável que percorreu as salas onde decorriam as provas manteve contacto com alunos, professores e equipas de gestão, numa acção destinada a verificar as condições em que está a decorrer o processo de avaliação e o nível de organização das instituições.

Na Escola Secundária de Muatala, a visita revelou a existência de turmas numerosas, além de aulas que chegam a ser realizadas ao ar livre, factores que constituem desafios para o processo de ensino e aprendizagem e podem dificultar o acompanhamento individual dos alunos.

Já na Escola Básica de Muthita, a dimensão reduzida dos quadros de giz foi apontada como uma das dificuldades enfrentadas pelos professores durante as avaliações, uma vez que obriga a repetição da transcrição das questões das provas.

Apesar dos constrangimentos, Gracinda Venâncio considerou positivo o trabalho desenvolvido pelas direcções das escolas e pelos professores para assegurar a realização das avaliações. Nas instituições visitadas, os calendários das provas encontravam-se afixados e os alunos estavam na posse dos respectivos enunciados.

Durante a interação com os estudantes, a dirigente apelou ao compromisso com os estudos, encorajando-os a encararem a educação como uma ferramenta para alcançar os seus objectivos e melhorar as suas perspectivas de futuro.

A visita do SDEJT surge como parte das acções de supervisão do processo de ensino e aprendizagem, permitindo identificar dificuldades existentes nas escolas e acompanhar de perto as condições em que os alunos estão a ser avaliados. (Malito João)

Esperança da população de Nampula está no governador de Nampula

Lalaua (IKWELI) – A população do distrito de Lalaua, localizado a oeste da província de Nampula, afirmaram, nesta segunda-feira (18), que a esperança para um crescimento e desenvolvimento harmonioso da circunscrição depositam no governador Eduardo Mariamo Abdula, figura que a tratam como carismática e querida entre os residentes locais.

Em mensagem apresentada no comício popular orientado pelo governador, a população apresentou as dificuldades e desafios que o distrito enfrenta, desde infra-estruturas administrativas e sociais, bem como o melhoramento da principal via de acesso que conecta a vila distrital ao vizinho distrito de Ribáuè que o conecta a capital provincial.

Esta foi a primeira visita de Abdula à Lalaua, por isso a esperança renasceu na população, que recordou a necessidade de existência de um hospital distrital e a reconstrução de infra-estruturas destruídas a quando das manifestações havidas no país em 2024, sob pretexto de questões eleitorais.

No meio dessas dificuldades, a população voltou a sorrir, porque, para eles, “tio Salim [como é carinhosamente tratado o governador] resolve os problemas da população e temos esperança que Lalaua será outro.”

“Uma mensagem real”

Eduardo Abdula reconheceu os problemas apresentados pela polícia, garantindo soluções a curto, médio e longo prazos.

“Temos alguns sítios que a energia não chega, quando chega, a nossa população não anda, fica fechada aqui dentro,” disse, recordando que “eu sofri muito no ano passado, fiquei muito triste no ano passado. Choveu aqui e a minha população não conseguia sair, eu comecei a receber mensagens da população, vossas mensagens, a dizerem que a comida está a ficar cara, porque não conseguimos trazer. Não se entrava nem por Ribáuè, nem por Malema, tinha que se andar de mota, fazer-se muitos quilómetros.”

Em consequência da destruição das vias de acesso, a “ambulância não andava, perdemos algumas crianças, perdemos alguns adultos. A única ambulância que tínhamos aqui caiu na ponte, teve acidente, ficamos pior ainda. Eu sofri muito, sofri com vocês, estava muito triste. Temos muitos problemas.”

“O nosso comando está destruído, três Mahindra queimados, não temos administração, não temos gabinete do Secretário Permanente, não temos lugar para trabalhar,” anotou, comentando que “isso me deixa triste, mas a partir de hoje vamos começar, todos juntos, começar a trabalhar, resolver todos os problemas. Vamos começar com o nosso comando distrital, vamos fazer levantamento, vamos procurar dinheiro, não quero que termine esse ano sem comando distrital. Não quero que termine esse ano sem que a polícia tenha o seu gabinete, por isso vim hoje com quase todos os meus directores. Vamos lá trabalhar em Lalaua e a partir de hoje começarmos a resolver os todos os problemas.”

Em Lalaua, Eduardo Mariamo Abdula levou uma ambulância, um carro de polícia de um tractor, tendo destacado que tais actos decorrem sob direcção do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo.

“Disseram-me, também, que ambulância caiu na ponte, estragou ambulância. Não temos ambulância, então, agora, trouxemos uma ambulância nova.”

A recepção dos meios fez pular a população de alegria, não poupando cânticos e elogios ao governador de Nampula e ao Presidente da República. (Redação)

Cem jovens de Lalaua vão receber apoio para produção agrícola

Lalaua (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, fez a entrega de um tractor a população do distrito de Lalaua, a oeste da província, com vista a aumentar a produção e produtividade, bem como a apoiar jovens locais a iniciarem a sua própria produção.

Com efeito, Abdula explicou que com a iniciativa a orientação é que o governo local identifique 50 jovens, os quais serão assistidos na abertura de seus campos de produção em bloco.

“Nesta primeira fase os jovens não têm dinheiro, então o administrador tem de mandar fazer [abrir os campos de produção] para os jovens. Não tende de ser um hectare aqui, um hectare ali. Tem de ser 100 hectare juntos. Depois tende de procurar saber o que devemos produzir e vamos conseguir vender,” apelou o governante.

“Protejam esse tractor, é vosso,” disse, referindo que ser necessário que os jovens garantam o seu auto-sustento.

Para ligar o campo de produção para os centros de consumo, Abdula afiançou que “esse trator deve apoiar na manutenção de estradas.” (Redação)

Lalaua: Políticos da oposição garantem apoio e colaboração ao governador de Nampula

Lalaua (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, que se encontra de visita de trabalho ao distrito de Lalaua, reuniu-se, nesta terça-feira (18), com membros de partidos políticos da oposição, nomeadamente MDM, PODEMOS, ANAMOLA e RENAMO, tendo deles recebido garantias de apoio e colaboração no projecto de desenvolvimento da província.

Segundo afirmaram os políticos de Lalaua, nunca antes tinham tido uma colaboração e abertura de um governador como actual.

“Agradecer por essa reunião,” começou por dizer o representante do MDM na reunião, prosseguindo que “há pessoas que tinham acostumado trabalhar para único grupo, mas tio Salim demonstrou que é possível trabalhar com todos e para todos.”

O líder local do ANAMOLA disse que o trabalha que desenvolve é por Lalaua, porque é filho de Lalaua, por isso “quando um outro político que quer o nosso bem nos aborda, só temos a agradecer.”

Abdula recordou aos políticos que “fazer a sua parte não significa fechar o caminho do outro, não significa complicar o outro,” tanto é que “sozinho como governador não posso fazer nada, precisamos de todos para ter solução dos nossos problemas. Vocês são filhos de Lalaua, donos de Lalaua. Queria pedir a todos para juntos trabalharmos para a nossa terra.”

Por fim, o governador pediu a eles para que amem o seu distrito. “Eu dou a minha vida por Nampula, quero que vocês façam o mesmo por Lalaua.” (Redação)

Acadêmicos de Nampula exigem maior actuação de SADC 

Nampula (IKWELI) – Acadêmicos da cidade de Nampula, entrevistados pelo Ikweli, entendem que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve sair da gaveta e trabalhar mais para a paz entre os africanos, sobretudo nos países onde ainda persistem conflitos armados, assim como proporcionar a independência económica.

Nesta segunda-feira, a SADC comemorou o seu dia de criação, sob lema “promover a qualidade, fortalecendo o bem-estar das comunidades da SADC.”

Para o docente universitário Felizardo Pedro Nicula, a SADC deve lutar para independência económica, criando melhores condições para todos os países africanos. “É preciso que os nossos Estados criem riqueza porque assim torna-se possível a partilha da mesma para todos os cidadãos. A criação de capacidade para que haja oportunidades, pois quando há riqueza consequentemente há independência económica, o que se verifica é que pouca gente é que se encontra em situação de bonança,” disse.

Nicula, sublinhou que a SADC devia ser assumida com um grande compromisso, patriotismo e com sentido de pertença.

No que diz respeito a segurança em países africanos, o nosso entrevistado anotou que a SADC deve criar mecanismos necessários na reposição da paz em regiões de conflitos, como por exemplo na Província de Cabo-Delgado.

“A SADC já cumpriu a primeira fase em Cabo-delgado, e penso que a presença da SADC é muito importante, mesmo que não seja de forma presencial. Todos os países africanos devem se unir para que em nenhuma parte esteja efectada, precisamos nos comprometer, estarmos empenhados porque a questão da SADC não é somente dos líderes,” frisou.

Na mesma senda, o pesquisador social Marchal Manufredo, entende que o debate sobre a África teve estar em prol a independência económica. “Devemos nos interrogar como podemos tornar a África independente sem o ocidente. Hoje a China consegue sobrevoar ao espaço, a Europa consegue fazer o impossível. O que é que os africanos fazem?” questionou a fonte.

“Temos uma missão no quadro da SADC de debatermos sobre a nossa situação, pensar sobre Cabo-Delgado, pensar sobre Congo e pensarmos sobre a insegurança política económica que está rodeada sobre as políticas públicas em vários países. Devemos parar para nos interrogar o nosso papel na economia internacional, saber qual o interesse da França connosco e outros porque no fundo, qualquer política que não controlar a independência africana, não está a se fazer política,” disse.

De acordo com Manufredo, deve se debater no quadro da SADC, como transformar as universidades africanas num campo de produção do saber, assim como acabar com a violência entre os africanos.

Na percepção da fonte, “há um distanciamento entre o papel da SADC e a sua actuação. Portanto, temos que nos encontrar e nos juntar enquanto africanos para que os nossos problemas sejam resolvidos internamente e deixar de usar réguas estranhas para medir os problemas da África,” frisou Manufredo. (Francisco Mário)

Escritor propõe investimento literário para as crianças

Nampula (IKWELI) – O escritor moçambicano Nelson Lineu exorta o maior investimento literário para a camada infantil porque representa um elemento de crescimento e descoberta do mundo, sendo necessário investir na iniciativa para impulsionar os petizes a engrenarem na arte literária.

No entender de Lineu, a leitura para a camada juvenil permite o conhecimento de si, do mundo em que vive, impulsiona o lado criactivo, imaginação e isso influência muito no campo estudantil, no dia-a-dia e permite uma sensibilidade estética.

De acordo com o nosso entrevistado, existe uma dificuldade para que as crianças tenham contactos com o livro porque “há falta de mecanismo de modo a incentivar os meninos, pois mesmo existindo bibliotecas são pouco frequentadas por essa classe social. Então, é preciso um grande incentivo aos alunos no sentido de além de se apegarem somente aos livros didáticos, olhem também livros de literaturas,” disse.

A fonte exortou aos educadores escolares para que procurem estratégias de modo a ministrarem aulas que permitam os alunos a terem o prazer pelo texto e “acho que as instituições de formação de professores também procurarem formas de munir os futuros professores na vertente literária,” realçou.

Lineu argumentou igualmente que os pais e encarregados de educação devem perceber e começar a impulsionar os seus educandos da vantagem que a literatura traz para os meninos e criar formas de modo que a camada juvenil, particularmente a primeira faixa etária exercitem a mente. (Francisco Mário)