Acadêmicos de Nampula exigem maior actuação de SADC 

Nampula (IKWELI) – Acadêmicos da cidade de Nampula, entrevistados pelo Ikweli, entendem que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve sair da gaveta e trabalhar mais para a paz entre os africanos, sobretudo nos países onde ainda persistem conflitos armados, assim como proporcionar a independência económica.

Nesta segunda-feira, a SADC comemorou o seu dia de criação, sob lema “promover a qualidade, fortalecendo o bem-estar das comunidades da SADC.”

Para o docente universitário Felizardo Pedro Nicula, a SADC deve lutar para independência económica, criando melhores condições para todos os países africanos. “É preciso que os nossos Estados criem riqueza porque assim torna-se possível a partilha da mesma para todos os cidadãos. A criação de capacidade para que haja oportunidades, pois quando há riqueza consequentemente há independência económica, o que se verifica é que pouca gente é que se encontra em situação de bonança,” disse.

Nicula, sublinhou que a SADC devia ser assumida com um grande compromisso, patriotismo e com sentido de pertença.

No que diz respeito a segurança em países africanos, o nosso entrevistado anotou que a SADC deve criar mecanismos necessários na reposição da paz em regiões de conflitos, como por exemplo na Província de Cabo-Delgado.

“A SADC já cumpriu a primeira fase em Cabo-delgado, e penso que a presença da SADC é muito importante, mesmo que não seja de forma presencial. Todos os países africanos devem se unir para que em nenhuma parte esteja efectada, precisamos nos comprometer, estarmos empenhados porque a questão da SADC não é somente dos líderes,” frisou.

Na mesma senda, o pesquisador social Marchal Manufredo, entende que o debate sobre a África teve estar em prol a independência económica. “Devemos nos interrogar como podemos tornar a África independente sem o ocidente. Hoje a China consegue sobrevoar ao espaço, a Europa consegue fazer o impossível. O que é que os africanos fazem?” questionou a fonte.

“Temos uma missão no quadro da SADC de debatermos sobre a nossa situação, pensar sobre Cabo-Delgado, pensar sobre Congo e pensarmos sobre a insegurança política económica que está rodeada sobre as políticas públicas em vários países. Devemos parar para nos interrogar o nosso papel na economia internacional, saber qual o interesse da França connosco e outros porque no fundo, qualquer política que não controlar a independência africana, não está a se fazer política,” disse.

De acordo com Manufredo, deve se debater no quadro da SADC, como transformar as universidades africanas num campo de produção do saber, assim como acabar com a violência entre os africanos.

Na percepção da fonte, “há um distanciamento entre o papel da SADC e a sua actuação. Portanto, temos que nos encontrar e nos juntar enquanto africanos para que os nossos problemas sejam resolvidos internamente e deixar de usar réguas estranhas para medir os problemas da África,” frisou Manufredo. (Francisco Mário)

Hot this week

Escritor propõe investimento literário para as crianças

Nampula (IKWELI) – O escritor moçambicano Nelson Lineu exorta...

ONU aponta pobreza e falta de serviços como factores que alimentam terrorismo em Moçambique

Nampula (IKWELI) – O Relator Especial das Nações Unidas...

Em Alto Molócuè: Incêndio destrói parte do Instituto Politécnico de Ciências Humanas de Moçambique

Alto Molócuè (IKWELI) – Um incêndio consumiu, na manhã...

Topics

spot_img

Related Articles

Popular Categories

spot_imgspot_img