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Mototaxistas continuam a sofrer agressões em Nampula 

Nampula (IKWELI) – Os operadores de moto táxi na cidade de Nampula continuam a sofrer agressões protagonizadas por malfeitores que se fazem passar por clientes, com más intenções, colocando assim em risco a vida dos mesmos que têm na actividade como sua principal fonte de sustento.

O mototaxista Álvaro António, que opera na zona da Gorongosa, conta que um colega seu quase perdeu a vida, após um bandido disfarçado de cliente ter solicitado seus serviços. “Apareceu um senhor que dizia que precisava ser levado para zona do Vieira, por volta das 19h, mas, segundo o que o colega contou, quando chegaram no lugar apareceram três pessoas com catanas levaram a mota. Não é fácil saber quem é o verdadeiro cliente, por isso damos graças a Deus todos os dias em que voltamos para as nossas casas com a vida,” disse.

A situação é testemunhada com tristeza por um cidadão residente na zona de Muatala, bairro de Mutauanha, que presenciou uma agressão de mototaxista. “Na semana passada, no período da noite, um jovem carregou um senhor, mas quando chegou nesta zona apareceram alguns homens que estavam em comunicação com o suposto cliente, mas parece que os bandidos reconheceram e não levaram a moto dele, mandaram sair nas corridas só levaram o seu dinheiro e telefone,” relatou Acácio Anastácio.

“Não temos como evitar, nós estamos a arriscar as nossas vidas para sustentar a família em casa, portanto, estamos na estrada, mesmo sabendo que podemos voltar a casa ou não. Confiamos a protecção de Deus,” disse um dos operadores da zona do trim trim. (Francisco Mário)

Mogovolas conta com novos dirigentes locais

Nampula (IKWELI) – O governo do distrito de Mogovolas, a sul de Nampula, está a renovar a sua estrutura administrativa com a entrada em funções de 11 novos dirigentes, entre chefes de repartições, directores de escolas e chefes de secretaria.

A medida, enquadrada no processo de consolidação e revitalização da administração local, pretende reforçar a capacidade de resposta das instituições e aproximar os serviços públicos aos cidadãos.

A cerimónia de tomada de posse realizou-se na segunda-feira (31.08), sob orientação da administradora de Mogovolas, Felisberta Armando Joaquim. Dos 11 dirigentes empossados, três passam a chefiar repartições, seis assumem a direcção de escolas e dois ficam responsáveis por secretarias, sobretudo nos sectores da Educação e Actividades Económicas.

Durante a cerimónia, Felisberta Joaquim deixou como orientação central a necessidade de os novos dirigentes trabalharem mais próximos das comunidades, com transparência e maior rapidez na resolução dos problemas. A governante defendeu que a administração deve encontrar soluções para os desafios enfrentados pelos sectores, instituições e população, em alinhamento com as orientações do governo central.

“O cargo que hoje assumem não é um privilégio, é uma missão de servir, com respostas rápidas, atendimento humanizado e tolerância zero à burocracia e à corrupção”, sublinhou a Administradora, numa mensagem dirigida aos novos responsáveis.

As mexidas abrangem áreas consideradas essenciais para o funcionamento dos serviços públicos, com destaque para a Educação e a Saúde.

No encerramento, a Administradora apelou aos empossados para trabalharem em equipa, com abnegação e sentido de Estado, defendendo que o reforço da liderança nas instituições deve traduzir-se em serviços mais eficientes e em melhores condições de vida para a população de Mogovolas. (Malito João)

UniRovuma abre caminho para formação de doutores em educação

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) passa a oferecer uma nova oportunidade de formação avançada na área da Educação, com o lançamento do Doutoramento em Educação Interinstitucional (DINTER), uma iniciativa que junta académicos moçambicanos e brasileiros para reforçar a investigação e a produção de conhecimento no país.

O novo curso foi lançado no último fim-de-semana pela Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), numa cerimónia realizada no Centro Cultural da UniRovuma, Segundo escreve a universidade nas suas redes sociais. O programa será ministrado presencialmente, em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), do Brasil.

O lançamento foi marcado por uma aula inaugural apresentada pela académica brasileira Maria Isabel Moura Nascimento, que falou sobre as relações históricas entre Brasil e Moçambique e os efeitos do passado colonial nos sistemas de educação dos dois países.

Na ocasião, a directora da FEP, Ana Maria Chiluvane, explicou que a criação do DINTER pretende responder à necessidade de formar mais quadros moçambicanos ao nível de doutoramento, além de incentivar a investigação científica e a produção de conhecimentos capazes de responder aos problemas da sociedade.

A responsável destacou ainda que a parceria entre a UniRovuma e a UEPG deverá crescer para outras áreas, incluindo investigação conjunta, mobilidade de estudantes e docentes, publicação científica e actividades de extensão universitária.

Chiluvane pediu aos doutorandos para encararem a formação como uma oportunidade de produzir conhecimento com impacto real nas comunidades. “O Doutoramento não deve ser visto, apenas, como um título académico, mas uma oportunidade de aprofundar competências de investigação e contribuir para a resolução de problemas sociais,” afirmou.

Durante a aula inaugural, Maria Isabel Moura Nascimento chamou atenção para as desigualdades que marcaram a educação no Brasil e em Moçambique, defendendo que as diferenças no acesso ao ensino contribuíram para manter desigualdades sociais que ainda hoje se reflectem nos dois países. (Malito João)

Cebola inunda mercado grossista do Waresta em Nampula

A produção em quantidade da cebola na Província de Nampula está a dificultar a venda no maior mercado da zona norte do país, gerando um clima de medo entre os vendedores que não conseguem obter o seu lucro diário.

Actualmente, uma latinha que estava a 100 MTS (Cem meticais) passou a custar 50 MTS (Cinquenta meticais) uma situação considerada como perda do valor do negócio da venda de cebola naquele grande mercado da região norte do país.

Dário Manuel, produtor e vendedor disse que ″nesses dias essa cebola não tem preço porque produzimos muito, então por isso estás a ver aqui muita gente a vender cebola porque não tem preço, e nós não fizemos levantamento porque o lucro que sai é muito pouco então preferimos assim mesmo avulso, mas nem por isso não compensa.″

Titos Carlitos, outro vendedor disse que o problema aumenta por conta de alguns agricultores que querem comercializar o produto mesmo sem estar pronto uma situação que coloca o mercado cheio de cebola.

″Se formos a ver muita cebola que está a ser vendida ainda não está pronta, mas aqui na resta você pode encontrar todo tipo de cebola pequeno também que deveria servir como mudas estão aqui a venda, isso também mata o nosso negócio nós como vendedores que estamos aqui a vender há mais anos, os que estão a estragar o nosso negócio são esses esfomeados que trazem cebola que ainda não cresceu e vendem barato.″

A situação que preocupa os vendedores alegra os consumidores que acolhem como um alívio, Tânia Raul, disse que com a cebola abundante na resta vida mudou um pouco ″Estamos bem agora cebola uma grande compramos por 5 MTS (cinco meticais) então isso de encher cebola aqui na resta é um alivio, não é cebola só, repolho também está cheio, somente dinheiro é que está difícil, mas fome aqui na cidade não temos não posso mentir, falando de feijão cote antigamente a gente comprava por 10 MTS agora compramos a 5 mts o copo então alguma coisa mudou da nossa parte.″ (Malito João)

Falsos curandeiros colocam em risco saúde da população em Nampula

A Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) em Nampula, mostra-se preocupada com a existência de falsos curandeiros, factor que coloca em risco a vida das pessoas que acedem aos seus serviços.

A informação foi tornada pública nesta segunda-feira (31) de Agosto por ocasião do dia da Medicina Tradicional Africana que assinala-se anualmente nesta data.

” o nosso maior desafio é a existência de pessoas que se fazem de médicos tradicionais para lucrar, este é um problema antigo que abre espaço de debate e em busca de soluções, quando o médico tradicional não consegue o tratamento de um certo problema deve encaminhar a uma unidade sanitária e não ainda continuar a cobrar valores monetários aos pacientes,” disse o responsável.

Nacimo ainda esclareceu que o estatuto da medicina tradicional vela pelo respeito e preserva valores, “o médico tradicional foi sempre uma figura importante nas comunidades , mas nos últimos tempos a situação tende a mudar devido a má conduta de alguns,  actualmente há médicos que fazem publicidade de tratamento via telefónica e isso não é recomendável,” disse reiterando que, “A organização trabalha em coordenação com a PRM , SERNIC e tem intensificado o combate a denúncia contra falsos curandeiros, também muitas vezes estrangeiros em situação ilegal que utilizam publicidade enganosa, prometem curas milagrosas e extorquem dinheiro da população.”

Por outro lado, Isabel Muianga, representante da administradora do distrito de Nampula, afirma que a medicina tradicional fortalece o sistema de saúde ao ampliar o acesso aos cuidados básicos, aliviar a sobrecarga dos hospitais convencionais e oferecer abordagens holísticas

” a medicina tradicional é para muitos, é o primeiro contacto e principal fonte de tratamento para grande parte da população  em locais distantes dos centros urbanos. A Medicina tradicional é um património cultural e social para o povo moçambicano.”

Com mais de 20 anos a praticar a actividade, Ámina Virauene, pede o fim das bvurlas, ” há 27 anos tenho vindo a praticar o serviço de medicina tradicional e tem sido maior fonte de rendimento da minha família, porém, nos últimos tempos esta prática tem sido sabotada por jovens que se vestem de curandeiros para no final lograrem seus interesses, pedimos socorro a é de quem de direito.”

Cândida Fernando, também médica tradicional, mostra-se preocupada e exige um enquadramento jurídico claro para legitimar a profissão e combater a desvalorização.

De acordo com a AMETRAMO em Nampula, a província conta com pelo menos dois mil e cinquenta e três (2053) médicos tradicionais inscritos, dos quais mil e vinte (1020) são mulheres. (Nelsa Momade)

Petizes de Nampula querem soluções concretas na VIIIª Sessão do Parlamento Infantil

Representantes das crianças da província de Nampula sentem-se expectantes com a participação na VIIIª sessão do parlamento Infantil que vai decorrer nos dias 2 e 3 de Setembro do presente ano, na Província de Maputo.

Falando a imprensa na tarde deste domingo (30), durante a despedida com o Secretário de Estado em Nampula, a Presidente do Parlamento Infantil Katija Alide, disse que leva na bagagem os problemas que assolam Nampula, “Há vários problemas, mas aquilo que vimos como prioridade é garantir a saúde das crianças, no sentido de que haja melhores condições. Também melhorar-se a questão da educação, pois sabemos que existem crianças que não vão para escola por certos factores e é necessário que a criança vá para escola no sentido de realizar todos os seus sonhos porque é possível o estudando.”

A representante apontou ainda que “a desnutrição é um dos problemas que queremos que possa ter a solução porque quando alguém sente fome não há nada de fazer, portanto queremos que o governo possa garantir a criança a ter uma alimentação saudável, seja nutrida e saudável,” frisou.

As uniões prematuras também fazem parte dos assuntos a serem debatidos pelos deputados mirins, “Uma das preocupações que o parlamento infantil enfrenta é a questão das uniões prematuras porque é um dos casos que afectam as crianças de Nampula, fazem que as crianças não consigam ir à escola e isso é uma das preocupações que o governo deve levar a cabo,” disse Jenisse André secretária do parlamento Infantil da Província de Nampula.

Por sua vez, o representante do secretário do Estado na Província de Nampula, José Luís, apelou a união de todos os representantes das crianças na província de Nampula para trazerem soluções sem olhar as diferenças.

“Queremos sentir a presença de Nampula na sala, vocês tem uma missão de apresentar questões, e soluções importantes sobre a província de Nampula. Cada distrito tem sua preocupação, mas trabalhem como província, não se preocupem com as coisas individuais.” (Francisco Mário)

Nampula deixa “de rastos” Sofala com vitória de 2-0 na abertura dos jogos desportivos escolares

Inhambane (IKWELI) – A seleção sénior feminina de futebol 11 da delegação de Nampula começou com o “pé direito” a XVIª edição dos jogos desportivos escolares, ao vencer a homónima de Sofala com duas bolas sem resposta. 

O jogo disputado no domingo (30.08) serviu para um acerto de contas entre as duas seleções femininas que haviam se defrontado nos jogos escolares do ano passado, tendo Nampula saído derrotada.

Esidie Castro e Sulmira Omar são as responsáveis pelo resultado final, quem após quase 50 minutos sem qualquer pontuação, resolveram mudar a situação com dois golos sem resposta.  

Em entrevista ao Ikweli, Tadeu Alberto, treinador da seleção feminina de futebol 11, delegação de Nampula, mostrou-se satisfeito com os resultados, alegando que “foi um jogo disputado, tivemos algum desequilíbrio, por conta do nível de ambientação por causa da natureza do campo, mas a equipe trabalhou arduamente e a equipe não veio para brincar.”

As artilheiras mostraram-se felizes com o resultado e reiteraram que estão em Inhambane para vencer.

Já o treinador da seleção feminina de Sofala, Manuel Eduardo, felicitou a delegação de Nampula pela sua conquista no local da disputa, e garantiu fazer o seu melhor nos próximos jogos. “A nossa equipe cometeu erros clássicos na primeira e segunda parte, sobretudo o guarda-redes, e é frustrante vir para desfrutar uma vitória e sair como a derrota, mas nós aceitamos a derrota, apenas vamos motivar-nos para ver se manhã fazemos um jogo melhor, a equipe da arbitragem cometeu alguns erros,” Explicou o treinador da seleção feminina de Sofala.

Ainda neste domingo Nampula esteve frente a frente com a província de Sofala na modalidade de futebol 11 em masculinos, onde igualmente sagrou-se vencedora com duas bolas sem resposta.  (Virgínia Emília, em Inhambane))

Arlinda Chaquisse denuncia falsificação de idades dos atletas por delegações nos jogos escolares de 2026

Inhambane (IKWELI) – A directora nacional de Saúde Escolar e Assuntos Transversais, Arlinda Chaquisse, denunciou nesta segunda-feira (31.08), casos recorrentes de falsificação de idades dos atletas de diferentes modalidades seleccionados para participar do XVI° Festival dos Jogos Desportivos Escolares Nacional de 2026, que decorre na província de Inhambane, facto que, segundo conta, fere o regulamento do Ministério da Educação.

Chaquisse cita a província de Gaza como a que tem mais atletas nesta situação, tendo sido obrigada a devolver um número significativo de atletas.

Ainda na sua intervenção, aquela dirigente apelou aos pais e encarregados de educação a distanciarem-se dos actos de falsificação de identidades dos atletas que são seleccionados para participar das festividades desportivas escolares ao nível nacional, com vista a evitar casos piores.

Apesar dos desafios enfrentados devido as irregularidades, Arlinda Chaquisse, disse estar a trabalhar com vista a garantir protecção e bem-estar das delegações que participam desta actividade. (Virgínia Emília, em Inhambane)

Inhambane: Governo garante comida e promete que nenhum atleta passará fome nos jogos escolares

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Inhambane (IKWELI) – O governo garante que nenhum dos alunos-atletas que participam no XVI Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, em Inhambane, passará fome durante o evento.

A garantia foi dada pela ministra da Educação e Cultura (MEC), Samaria Tovela, após visitar os centros de acomodação nas cidades de Maxixe e Inhambane.

A governante efectuou a visita na tarde de domingo (30.08), um dia depois do arranque oficial da competição, para verificar de perto as condições oferecidas às delegações das 11 províncias participantes.

Durante a visita, Samaria Tovela assegurou que a alimentação dos alunos está garantida, numa operação que envolve o Executivo e as autoridades locais para assegurar o bem-estar dos participantes durante todo o festival.

“Estamos a acompanhar de perto para garantir que os nossos meninos tenham todas as condições. A acomodação está assegurada, a alimentação é de qualidade, temos equipas de saúde em prontidão, transporte garantido e segurança permanente nos centros,” afirmou a ministra.

Samaria Tovela explicou que a prioridade é evitar que questões relacionadas com as condições de permanência desviem a atenção dos atletas, permitindo que estes se concentrem nas provas e na convivência com colegas de outras regiões do país.

“Queremos que vivam este festival com alegria e tranquilidade. O desporto escolar é também um momento de formação, e por isso o cuidado com os nossos alunos é prioridade,” acrescentou.

O XVI Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares decorre na província de Inhambane sob o lema “Desporto Escolar Inclusivo, promovendo o Patriotismo, o Talento e a Solidariedade,” reunindo jovens atletas das 11 províncias do país numa jornada de competição, formação e confraternização. (Malito João)

“Em meio a crise o talento se revela,” defende escritora Machava

Nampula (IKWELI) – A escritora moçambicana Moséstia Machava defendeu, no sábado (29.8), na cidade de Nampula, que as adversidades da vida e momentos de crise podem revelar talentos e capacidades humanas muitas vezes desconhecidas.

Machava, falava na apresentação da sua obra intitulada “O Talento que a Crise Revela,” um evento que juntou escritores e amantes da literatura moçambicana onde afirmou que as turbulências são em parte um momento em que surgem algumas oportunidades de se reinventar para sobreviver, e que para tal é preciso auto motivação.

No entender da escritora, há habilidades que devem ser procuradas para desenvolver, no sentido de estar apto em olhar o que a crise traz de oportunidades porque se antes da crise, a pessoa não consegue resolver pequenos problemas, “Nós temos que criar alternativas, criar espaços onde eu vou ter esta capacidade. E isto começa com a mudança de mentalidade, se eu olho um problema e não reflicto o que está por de trás, será muito difícil enfrentar crises, mas se tenho uma mentalidade muito flexível, busco conhecimento, capacitar-me, aprender outras áreas do saber, acredito que facilmente consigo ser mais flexível a enfrentar crises,” disse sublinhando que, “mesmo sendo jovens, devemos pensar em desenvolver algumas habilidades e competências porque muitas vezes chegamos um tempo em que por exemplo a juventude termina faculdade e fica frustrada por falta de emprego porque ao longo da formação não foi pensando em alternativas do que fazer em caso de não ter o emprego da área de formação,” sublinhou Machava.

Na visão da escritora, é necessário uma mudança de mentalidade “e não ficarmos fixos, não pensar que se sou electricista não posso fazer mais outra coisa,” anotou. (Francisco Mário)