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Professor encontrado morto em Mocuba

Mocuba (IKWELI) – O corpo de um jovem professor, que em vida respondia pelo nome de Hélder, de aparentemente 30 anos de idade, foi encontrado estatelado e sem vida a poucos metros da residência da sua mãe, com sinais claros de agressão, não se conhecendo até o momento os responsáveis pelo sucedido.

Falando ao Ikweli nesta segunda-feira (31.08), uma fonte próxima do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) disse que o jovem “Derito”, como carinhosamente era tratado pelos mais próximos, saiu para passear e acabou assassinado. “Trata-se de um docente que saiu e foi passear, no seu regresso não se sabe bem, mas na madrugada foi assassinado e o seu corpo foi deixado ao ar livre e foi encontrado no dia seguinte, os autores desse assassinato são desconhecidos, mas ainda estamos a trabalhar para deter os malfeitores, não podemos adiantar mais sobre isso porque é de carácter sigiloso.”

Os residentes daquela zona lamentam o assassinato e pedem as autoridades para que faca justiça, “Mocuba é uma cidade pequena não vai ser difícil localizar esses malfeitores, não vamos nos calar até que a polícia traga esses assassinos. Queremos mais vigilância nocturna nos bairros e esses malfeitores não podem ser de longe, temos que trabalhar em conjunto policia-comunidade para rápida neutralização, é triste o que aconteceu ao nosso vizinho e nós estamos com medo.”   

Informações avançadas e que já circulam nas redes sócias indicam que o corpo do professor foi deixado próximo a casa da sua mãe e se especula, também, que os malfeitores conheciam o jovem Hélder. (Fátima Mugaveia)

Recrudescimento da criminalidade preocupa moradores de Muthita

Nampula (IKWELI) – Os moradores da unidade comunal de Muthita, quarteirão número quatro (4), bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade de Nampula, mostram-se agastados com a onda de criminalidade que tem assolado aquela população, como resultado da falta de patrulhamento policial, sobretudo noturno, e pedem as autoridades a tomarem medidas para estancar o fenómeno. 

Trata-se de uma situação que vem se arrastando há alguns meses e que agora toma contornos alarmantes, uma vez que os meliantes tentam arrombar as portas a luz do dia sem qualquer receio. A título de exemplo, n0 domingo (30.08), um dos meliantes invadiu à luz do dia uma residência, tendo fugido quando apercebeu-se da chegada da dona da casa.

“A situação de criminalidade está pior nesta nossa zona, um ladrão entrou na minha casa por volta das 18 horas enquanto havíamos nos ausentado, minha mulher foi uma das primeiras a entrar, mas quando o bandido apercebeu-se da chegada de um dos donos da casa, escondeu-se num canto para que não o vissem, tendo aproveitado a distracção para cobri-la com um saco e fugir.”

Evidentemente abalado, o dono da casa suspeita que sejam jovens de outros bairros que actuam em conivência com os daquela circunscrição para controlar os movimentos de quem sai e entra. “São jovens que saem de outros pontos da cidade e vem actuar aqui porque em caso de ser pegue um não conseguimos reconhecer. É uma estratégia que usam porque os marginais desse bairro vão para outros sítios, estamos a pedir ajuda,” pediu um dos residentes daquela zona.

A problemática é confirmada pelo chefe daquele quarteirão que pediu a intervenção das autoridades de modo a estancar o sofrimento daquela população que não encontra sono devido as barbaridades dos bandidos. (Francisco Mário)

Segundo Chapo: O futuro de Moçambique está nas mãos dos atletas dos Jogos Escolares

Inhambane (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, disse no sábado (29) que o futuro de Moçambique está nas mãos da diligência, disciplina e responsabilidade dos jovens atletas que participam no XVI⁰ Festival dos Jogos Desportivos Escolares Nacionais, na província de Inhambane.

O chefe de Estado falava na cerimónia de abertura oficial do evento, que decorre na província de Inhambane de 29 de agosto a 6 de setembro sob o lema, “desporto escolar inclusivo, promovendo o patriotismo, o talento e a solidariedade.”

Para Daniel Chapo, o desporto escolar tem um papel extraordinário na construção da nação, acrescentado que a competição vai além das medalhas e representa um espaço de sonhos, talentos e formação de caráter.

“O campo desportivo é uma extensão da sala de aulas, onde aprendemos que ninguém vence sozinho, que a disciplina vale mais do que o improviso e que a persistência vence, muitas vezes, o talento. Perder faz parte do caminho para vencer e, sobretudo, respeitar o adversário é demonstração de grandeza e não de fraqueza,” afirmou.

O Presidente apelou igualmente aos atletas a cultivarem a humildade na vitória e a dignidade na derrota. “O verdadeiro campeão não é apenas aquele que conquista medalhas, mas sim aquele que vence as suas próprias limitações,” sublinhou.

Daniel Chapo considerou ainda o desporto escolar como o “primeiro viveiro” dos grandes talentos nacionais. “Cabe-nos criar condições para que nenhum talento moçambicano permaneça escondido e para que cada jovem possa transformar o seu potencial numa contribuição efetiva para o desenvolvimento do nosso país, nas escolas, clubes, federações e nas seleções nacionais,” disse.

O Presidente destacou ainda que o lema do evento apela à reflexão sobre a inclusão de pessoas com deficiência no desporto escolar, para que tenham oportunidade de superar, competir e vencer.

O PR terminou garantindo maior investimento na melhoria das infraestruturas desportivas, na massificação da prática desportiva e na formação de treinadores.

Já a ministra da educação e cultura, Samaria Tovela, considerou que aquele evento desportivo movimentou um total de 2500 participantes provenientes de diferentes pontos do país, entre eles atletas, médicos, jornalistas, treinadores, alunos, professores, delegados, massagistas, árbitros, chefes das delegações e motoristas. (Virgínia Emília)

Reitores reforçam cooperação entre universidades públicas durante visita ao campus de Nángala

Lichinga (IKWELI) – O reitor da Universidade Rovuma (UniRovuma), Prof. Mário Brito dos Santos, visitou, no último final de semana o Campus Universitário de Nángala, na província do Niassa, num encontro que juntou igualmente os reitores das Universidades Licungo e Zambeze.

A deslocação de Brito dos Santos ao Niassa ocorre no âmbito da sua participação na cerimónia de graduação da Universidade Lúrio (UniLúrio), que decorreu esta sexta-feira, em Sanga.

Durante a passagem pelo Campus de Nángala, o Reitor da UniRovuma esteve acompanhado pelos seus homólogos da Universidade Licungo, Prof. Boaventura Aleixo, e da Universidade Zambeze, Prof. Miguel Cristóvão.

Mais do que uma visita às instalações, a presença dos três dirigentes universitários serviu para aproximar as instituições e consolidar as relações já existentes através de parcerias. A iniciativa enquadra-se nos esforços de reforço da colaboração entre universidades públicas que actuam nas regiões centro-norte de Moçambique.

Depois da visita, o reitor da UniRovuma participou numa sessão do Conselho de Direcção Alargado, que analisou vários assuntos ligados ao funcionamento da instituição. Entre os temas discutidos esteve a descentralização da gestão financeira para as unidades académicas, apontada como uma medida destinada a aumentar a autonomia, melhorar a eficiência e permitir uma resposta mais rápida às necessidades dos diferentes sectores.

“Estamos muito preocupados com o desenvolvimento da Universidade e temos feito de tudo para acelerar os pagamentos, reduzir o tempo de espera e resolver os problemas pontuais, como é o caso dos salários,” disse o Prof. Brito dos Santos.

A reunião abordou ainda a gestão dos exames de admissão, com enfoque na melhoria da organização, rigor e transparência no processo de selecção dos novos estudantes. (Malito João)

Moçambique destaca-se na robótica industrial durante competição na Rússia

Maputo (IKWELI) – Moçambique alcançou o segundo lugar na área de Robótica Industrial no Campeonato de Habilidades Profissionais, que decorreu de 19 a 27 de Agosto de 2026, no Parque Tecnológico Federal, na Federação Russa.

A representação moçambicana está a cargo de Karson Fumo, formando do Instituto Industrial de Maputo, que participa na prova acompanhado pelo seu formador, Patrício Estera.

A presença dos dois na competição resulta da cooperação existente entre Moçambique e a Federação Russa, permitindo aos jovens moçambicanos testar as suas capacidades num espaço internacional.

O segundo lugar conquistado na Robótica Industrial demonstra o nível de preparação e as competências adquiridas pelos formandos moçambicanos no Ensino Técnico-Profissional.

Segundo uma nota do Ministério da Educação, o resultado também reforça a importância da aposta em áreas ligadas à tecnologia, automação e robótica, consideradas fundamentais para responder aos desafios actuais do mercado de trabalho.

Para além da participação nas provas, a delegação moçambicana esteve envolvida na Mesa-Redonda subordinada ao tema “Modelos Eficazes para a Formação de Trabalhadores Qualificados e Desenvolvimento do Potencial da Força de Trabalho”.

O encontro permitiu a especialistas e participantes de diferentes países partilharem experiências sobre a preparação de mão-de-obra qualificada.

A experiência poderá contribuir para o aperfeiçoamento das competências dos formandos e formadores moçambicanos, sobretudo em matérias relacionadas com as novas tecnologias aplicadas à indústria. (Malito João)

Motorizadas reforçam monitoria da educação em Liupo

Nampula (IKWELI) – O sector da Educação no distrito de Liupo na província de Nampula, passa a contar com três novas motorizadas para reforçar o acompanhamento das actividades nas comunidades e melhorar a monitoria do Processo de Ensino e Aprendizagem (PEA).

Os meios foram entregues esta sexta-feira, (28) pelo administrador do distrito, César Nacuo, e disponibilizados pela Save the Children, parceiro que apoia o sector.

No acto de entrega, César Nacuo reconheceu a importância do apoio da organização para responder aos desafios que ainda afectam o sector da Educação em Liupo, tendo manifestado o seu agradecimento à Save the Children pela contribuição.

O Administrador apelou aos técnicos beneficiários para que façam um uso prudente e responsável das motorizadas, garantindo que os meios sejam direccionados às actividades prioritárias e às necessidades concretas do sector.

César Nacuo advertiu, igualmente, contra a utilização dos meios para deslocações que não estejam relacionadas com o trabalho, destacando que as motorizadas devem servir para aproximar os serviços de Educação das comunidades e melhorar a fiscalização das actividades.

“Parabéns ao sector. Que as motorizadas sirvam como meios para acelerar o cumprimento das metas definidas, monitorar o aldeamento dos professores, a produção de mudas, o absentismo e a dinâmica do processo de ensino e aprendizagem,” afirmou o Administrador. (Malito João)

Zambézia quer aproximar universidades das comunidades para responder aos desafios Sociais

Quelimane (IKWELI) – A cidade de Quelimane acolheu, este fim-de-semana, um debate que colocou no centro das atenções a necessidade de aproximar as instituições de ensino superior das comunidades, através de uma maior colaboração com as organizações da sociedade civil.

A iniciativa juntou representantes da Academia, entidades públicas, organizações sociais e parceiros de desenvolvimento, numa reflexão sobre como o conhecimento produzido nas universidades pode contribuir para resolver problemas concretos da população.

Sob o tema “O Papel da Academia no Fortalecimento das Acções das Organizações da Sociedade Civil”, a mesa-redonda provincial procurou criar um espaço de diálogo entre sectores que, embora actuem em áreas diferentes, partilham o mesmo desafio, encontrar respostas mais eficazes para os problemas que afectam as comunidades da Zambézia.

Ao longo do encontro, foi defendida a necessidade de ultrapassar a distância existente entre o conhecimento produzido pelas universidades e a realidade enfrentada diariamente pelas populações. Para os participantes, a investigação académica deve estar cada vez mais ligada às necessidades locais, permitindo que estudos, dados e evidências sejam utilizados pelas organizações sociais e pelas instituições públicas na definição das suas intervenções.

A discussão destacou igualmente o potencial das universidades nas áreas de investigação aplicada, inovação social e extensão universitária. Através de parcerias com organizações que trabalham directamente com as comunidades, as instituições académicas poderão identificar melhor os problemas existentes, produzir conhecimento sobre essas realidades e participar na construção de soluções adaptadas ao contexto da província.

A mesa-redonda permitiu ainda identificar dificuldades que podem limitar a cooperação entre a Academia e a sociedade civil, mas também apontou oportunidades para o estabelecimento de novas parcerias. A partilha de experiências e boas práticas serviu de base para a procura de mecanismos capazes de estimular projectos conjuntos e uma produção de conhecimento mais próxima das comunidades.

A iniciativa enquadra-se no Projecto Pro-Cívico e Direitos, implementado por um consórcio formado pelo Instituto para Democracia Multipartidária, Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, Centro para Democracia e Direitos Humanos e Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil, com financiamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Finlândia. (Malito João)

Chapo exorta novos militares especializados a “escangalharem” estruturas do terrorismo em Cabo Delgado

Nampula (IKWELI) – O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, exortou na sexta-feira (28) aos militares do trigésimo primeiro curso da Escola de formação de forças especiais a destruírem as estruturas do terrorismo em Cabo Delgado que dura há quase uma década.

“Quando estiverem na missão de combate sejam firmes perante ameaças, batam duro no inimigo e sejam bravos com os terroristas, escangalhem a estruturas dos terroristas e mostrem musculaturas, mas sejam humanos e amáveis para com o povo, sejam sempre leais e fiéis à pátria moçambicana, protejam as comunidades e defendam os seus direitos, é necessário construir e consolidar confiança do nosso povo que é ponto de partida e de chegada do Estado moçambicano.” Disse Daniel chapo, Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.

Ainda durante o seu discurso, Chapo descreveu que a conclusão de um curso de comando não é um acto comum em qualquer parte do mundo incluindo Moçambique, é o culminar de um processo de subseleção, formação, disciplina, resistência física, pressão psicológica e aquisição de competências técnicas para um militar enfrentar situações difíceis e complexas no terreno. 

“Não é qualquer militar que consegue ser comando, não é qualquer um que enverga a boina que estes jovens possuem, isto é para homens e mulheres valentes, como se diz na linguagem do nosso povo, ser comando é só para homens e mulheres de fibra,” frisou.

Daniel Chapo, assegura que a atribuição de certificado de conclusão significa também, receber responsabilidades acrescidas perante a pátria amada, “a boina, a força e o distintivo, passam a ostentar não apenas um símbolo de uma especialidade militar, representam sobretudo, a disciplina, coragem, prontidão, lealdade, competência, responsabilidade, sacrifício e compromisso com Moçambique.”

O PR usou da ocasião para deixar um TPC a todos os graduados para a salvaguarda da honra da pátria, “A Pátria não tem preço e a defesa da Pátria não se delega, assim a partir de hoje, onde cada um de vós estiver, deve saber que está a representar a imagem das forças armadas de defesa de Moçambique-FADM, está a representar autoridades do estado, o respeito a constituição da República de Moçambique, a defesa da pátria moçambicana e a proteção do povo moçambicano.”

O chefe do estado, reafirma o compromisso de continuar a apostar na modernização das forças armadas na aquisição de equipamentos e formação de homens e mulheres, também desenvolvimento doutrina própria, investir na inteligência militar, fortalecer a logística e reforçar capacidade comando, um soldado não deve perder a sua arma nunca.

Enquanto isso, Cristóvão Chume, Ministro da defesa nacional, garantiu continuar a empreender medidas para a formação célere de militares no país, “Neste acto somente importa destacar que a preparação dos militares a todos os níveis é um processo contínuo de capacidade, de transmissão de valores, consolidação da cultura do serviço à pátria. Aproveitamos esta ocasião para reafirmar a nossa fidelidade a constituição da república de Moçambique e as demais leis, bem como reiteramos a nossa lealdade ao Presidente da República de Moçambique e comandante-chefe das forças armadas de defesa de Moçambique.”

Por fim, o coronel da escola de formação de forças especiais, Francisco Aximo, explicou que o trigésimo primeiro curso de comando, teve o seu início a 26 de janeiro do ano de 2026, composto por homens e mulheres de todas as províncias.

“Durante o processo de formação, houve os que não conseguiram avançar por vários motivos a destacar, aptidão técnica, mérito   Pessoal e doenças, aqui estão vários que conseguiram superar os desafios e razão pela qual podemos lhes confiar no cumprimento de várias missões que lhes foram incumbidas no âmbito da defesa nacional,” anotou. (Nelsa Momade)

Novas leis da comunicação social entram em vigor em Novembro

Maputo (IKWELI) – A directora de Registro e Licenciamento no Gabinete de Informação de Moçambique, Elizabete Mchola, disse, na última sexta-feira (28), que o novo pacote legislativo da comunicação social, mormente a lei da Comunicação Social e da Radiodifusão aprovadas em Março último, entram em vigor a 22 de Novembro de 2026, data que marca uma nova etapa no enquadramento jurídico do sector.

Segundo esta fonte, o período que antecede a entrada em vigor dos instrumentos deve ser aproveitado para preparar os diferentes intervenientes e instituições. “O período de vacatio legis não deve ser entendido como um período de espera,” afirmou, defendendo que seja encarado como “um período de trabalho, preparação, coordenação e mobilização.”

O processo prevê a socialização das leis, elaboração e harmonização dos regulamentos, preparação institucional, capacitação técnica e monitoria.

Mchola destacou ainda a necessidade de uma participação inclusiva, envolvendo instituições públicas, órgãos de comunicação social, jornalistas, organizações profissionais e sociedade civil na preparação da implementação do novo quadro legal.

Por seu turno, a Chefe do Departamento Jurídico do GABINFO, Silvia Nyaduat, disse que a nova lei de radiofusão estabelece que as rádios e televisões nacionais deverão assegurar que 80% dos conteúdos produzidos e difundidos sejam de origem nacional.

Nyaduat explicou que a medida constitui uma das principais inovações da nova legislação, que introduz igualmente o horário-família, das 06:00 às 20:00 horas, período em que os órgãos de radiodifusão deverão observar maior atenção aos conteúdos transmitidos. “A lei da radiodifusão e da comunicação social prevê que 80% do conteúdo produzido deve ser conteúdo nacional,” afirmou.

A responsável referiu que o pacote legislativo prevê ainda vários instrumentos regulamentares, incluindo o registo e licenciamento dos órgãos de comunicação social, bem como regras específicas para as rádios comunitárias.

Outra inovação é a atribuição de licenças de rádio através de concurso público, tendo em conta que estas utilizam o espectro de radiofrequência, considerado bem de domínio público. (Antónia Mazive)

Moradores de Namalungo veem máquinas de costura como porta para o autoemprego

Nampula (IKWELI) – As famílias da comunidade de Namalungo, no distrito de Mogincual, em Nampula, mostram-se satisfeitas com a recepção de máquinas de costura, que consideram um passo importante para iniciarem o autoemprego e melhorarem as condições de vida.

Os equipamentos foram entregues no último final de semana pelo Governo do Distrito, através do Administrador, João Bento Zampula, no âmbito do Projecto Wilipihera, promovido pela organização Livaningo.

A entrega das máquinas acontece depois de uma formação de três meses em corte e costura, permitindo que os beneficiários passem da aprendizagem para a prática e possam transformar os conhecimentos adquiridos numa fonte de rendimento para as suas famílias.

Uma das beneficiárias disse estar particularmente feliz por receber, pela primeira vez, uma máquina de costura depois de aprender a profissão. “Estou muito feliz, porque desde que aprendi a coser nunca tive uma máquina. Com esta máquina vou organizar a minha vida e será um emprego garantido para mim,” afirmou.

Para o Administrador do Distrito, João Bento Zampula, a criação de actividades alternativas de rendimento nas comunidades costeiras ajuda a reduzir a dependência exclusiva dos recursos marinhos e contribui para a sua conservação.

A iniciativa enquadra-se nos esforços de promoção do empreendedorismo comunitário e na visão do governo de Moçambique incluindo a meta de protecção de 30% dos espaços marinhos até 2030. (Malito João)