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PR exorta novo Governador do Banco de Moçambique a trabalhar para melhorar acesso a divisas no País

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, encorajou o novo Governador do Banco de Moçambique Felisberto Dinis Navalha a trabalhar para ultrapassar a actual falta de divisas no país, com vista a financiar matérias-primas, equipamentos e outras operações indispensáveis a economia.


O PR falava durante a cerimónia de empossamento do novo Governador Felisberto Dinis Navalha, nesta Quarta-feira (02.09), tendo referido ser importante a transformação da economia através da compreensão do papel histórico do Banco de Moçambique, “preservar a estabilidade e transformar a economia, que devemos compreender a missão do Banco de Moçambique no novo ciclo que hoje iniciamos. Distinguimos, portanto, a questão relacionada não só com o crescimento económico, mas do desenvolvimento.”


O Estadista Moçambicano igualmente referiu que a economia deve traduzir-se em acções concretas para o beneficio de toda a população, “Queremos um Moçambique aberto ao investimento externo, ao comércio interno e externo, à tecnologia e à cooperação internacional, mas progressivamente mais capaz de produzir aquilo que consome, transformar aquilo que produz, acrescentar valor aos seus recursos, exportar mais e gerar emprego, principalmente para as mulheres e os jovens, que são a maioria do povo moçambicano. Queremos estabilidade, mas queremos, igualmente, que os benefícios dessa estabilidade sejam sentidos na economia real da República de Moçambique.”
“Estamos, portanto, a colocar, pedra sobre pedra, os alicerces da Independência Económica.

Mas nenhuma transformação económica sustentável será possível, sem estabilidade macroeconómica e financeira. É aqui que o Banco de Moçambique assume particular importância na nossa economia,” acrescentou o PR Daniel Chapo ainda estabeleceu que a nova liderança deve trabalhar para a estabilidade da Moeda nacional e do mercado cambial, “Queremos igualmente uma moeda nacional estável e credível, um sistema bancário sólido e instituições financeiras responsáveis.”

Felisberto Dinis Navalha é um nome conhecido nos meandros da economia nacional, tendo exercido cargos relevantes no Banco de Moçambique, destacando-se o de Director de Estudos Económicos e Estatística, Administrador e Membro do Conselho de Administração.Foi igualmente Consultor na Autoridade Tributária e docente na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane. (Felismina Maposse)

Dez anos de silêncio e saudade: Jornalistas de Nampula resgatam memória dos colegas mortos em Monapo

A classe jornalística de Nampula voltou esta terça-feira, (1), a olhar para uma das páginas mais dolorosas da sua história sobre o acidente de viação ocorrido em Monapo, em 2016, que matou quatro jornalistas e o motorista que integrava a equipa em missão de serviço.

Para assinalar a década desde a tragédia, editores e jornalistas sobreviventes decidiram lançar um movimento de homenagem aos profissionais que perderam a vida enquanto exerciam a sua profissão.

A iniciativa foi anunciada durante uma conferência de imprensa promovida pelo Grupo de Editores de Conteúdos Informativos e Audiovisuais da província de Nampula, que pretende transformar a data numa jornada de memória, reconhecimento e solidariedade com as famílias das vítimas. O grupo defende que a tragédia não deve ser esquecida, sobretudo porque as vítimas estavam em cumprimento de uma missão profissional.

Luís Alberto Rodrigues, ponto focal do Grupo de Editores de Conteúdos Informativos e Audiovisuais e um dos decanos da classe jornalística em Nampula, explicou que o objectivo é recordar o acidente ocorrido a 1 de Setembro de 2016, no distrito de Monapo, e manter viva a memória dos profissionais que tombaram naquele dia.

“Para a classe jornalística, este dia serve como um dia de memória e tristeza, porque foi nesse dia que nós perdemos os nossos colegas num acidente cuja missão era mesmo profissional. Nós perdemos um jornalista do então jornal A Verdade, o Leonardo Gasolina; no mesmo acidente perdemos dois jornalistas, sendo a Esperança e o Archene, da extinta TV Gêmeos; também perdemos um colega da Rádio Moçambique, Inocêncio, e também perdemos o motorista Fernando Duarte. Então, significa que foi um trágico acidente. Para além das mortes, o mesmo acidente causou ferimentos graves a outros colegas. Quero me referir ao Sitoí Luxeque, ele é um dos sobreviventes; o Alberto Júnior, que agora trabalha para a HAQ TV; o Diz Robate, que agora já se deslocou da classe jornalística, mas ainda é parceiro; também o Mussa, da HAQ TV. Como podem ver, foi um acidente trágico, houve mortes, também houve feridos. Então, para nós, hoje é um dia de muita tristeza para recordar”, recordou Luís Rodrigues.

Entre as actividades previstas está a produção de um documentário no próprio local onde ocorreu o acidente, em Monapo. A produção deverá servir não apenas para preservar a memória das vítimas, mas também para destacar que os profissionais morreram no exercício da sua actividade.

“O Grupo de Editores de Conteúdos Informativos e Audiovisuais da província de Nampula vem preparando um rol de actividades. É primeiro um documentário em Monapo, no mesmo local onde ocorreu o acidente de viação, para servir de recordação e também de exaltação da classe, porque não foi um acidente casual, foi um acidente de trabalho. Então, para nós, é digno de recordação. É por isso que convocamos esta conferência de imprensa para recordarmos, mas, a partir de hoje, nós vamos lançar um movimento de exaltação da classe jornalística na província de Nampula, também homenagem às famílias enlutadas e àqueles profissionais que sobreviveram e que estão connosco”, explicou.

A iniciativa poderá culminar igualmente numa gala de homenagem, que deverá juntar jornalistas, familiares das vítimas, sobreviventes, entidades governamentais, organizações não-governamentais e outros parceiros da comunicação social. “Nos próximos tempos, a classe poderá lançar uma gala, onde espera contar com apoio de várias entidades do Governo e ONG para fazer face ao evento, que visa homenagear os jornalistas mortos e aqueles que vivem. Então, nós queremos, a partir desta gala que vamos lançar, praticamente, tem data, como disse, era para hoje, mas alguns parceiros, por causa de várias agendas, não foi possível. Será de homenagem e exaltação da classe, como disse anteriormente, e depois de agradecimento pela aprovação de mais um instrumento de comunicação que vai ajudar o nosso trabalho”, acrescentou Luís Rodrigues.

Com lágrimas no fundo dos olhos e a voz marcada pela emoção, Sitoí Luxeque, um dos sobreviventes do acidente, recordou os colegas que partiram e atribuiu a Deus o facto de alguns terem sobrevivido para contar aquela história. “O único que merece gratidão, em primeiro lugar, é Deus, por entender que, se não fosse por Ele, ninguém ficaria para contar o episódio. Quero aproveitar esta ocasião, no fundo do coração, para que todos apoiemos esta causa que parte dos jornalistas, editores e alguns parceiros que trabalham com a classe jornalística, que decidiram homenagear os jornalistas. Eu peço apoio, no fundo do coração, porque são dez anos que nós perdemos vozes, que nós perdemos escribas, e nós queremos recordar eles e abraçar as suas famílias e dizer de que nós, os sobreviventes, recordamos desses que partiram”, apelou Luxeque. (Malito João)

Nampula com dupla vitória no torneiro de futebol 11 em Inhambane

O terceiro dia dos jogos desportivos escolares 2026, foi marcado por mais uma victória da província de Nampula na modalidade de futebol 11 em masculino e feminino ao defrontarem a província de Gaza, amealhando 4-0 e 2-1, respectivamente.

Na primeira parte, a seleção feminina de Nampula ensaiou alguns lances, mas sem sucesso, tendo terminado a primeira parte com um empate, 0-0, resultando em algum desanimo por parte dos adeptos das duas seleções.

Quando faltavam alguns segundos da segunda parte, a seleção feminina de Nampula, viu-se obrigada a entrar com maior energia física que teria culminado com 2 golos.

Falando a imprensa, a atleta responsável pela victória de Nampula, Yasmim Buanali de 15 anos de idade disse que o jogo não foi desafiador, “o jogo não foi fácil, tivemos muitas falhas, mas graças a Deus conseguimos marcar os golos faltando alguns segundos na segunda parte. A inspiração vem de Deus e o nosso mister, não deixando de lado, os nossos fãs internacionais, pOIs onde há união, determinação e foco sempre há bons resultados.”

A adolescente segredou ao Ikweli que guarda um sonho, “sonho em estar na seleção nacional de Maputo (Mambas) jogar fora do país, e no futuro espero ser uma médica, pra poder ajudar os futuros colegas do futebol.”

Por outro lado, o treinador da seleção feminina de Nampula, Artésio Saulino Valentim, mostrou-se satisfeito com a vitória, “o jogo foi difícil para nós, mas quase no final conseguimos a vitória, e assim vamos continuar a trabalhar para alcançar o nosso objectivo até o final. Assim que já apuramos para a fase final iremos cumprir com as nossas promessas,” disse o treinador. 

Por sua vez, o treinador da seleção feminina de Gaza, Júlio Max, reconheceu, “foi um bom jogo, as crianças aguentaram até ao fim, e depois houve essa situação de compensação, e depois com esse sol, era difícil manter o equilíbrio. Nós ainda estamos em condições de passar para outra frase temos 4 pontos, perdemos hoje, mas ainda temos mais dois jogos pra frente.” (Virgínia Emília)

Nampula derrota Gaza com 61-41 no basquetebol em Inhambane

A selecção masculina de Basquetebol delegação de Nampula, derrotou nesta terça-feira (01) o homónimo de Gaza, com 61-41, num jogo que marca o terceiro dia dos XVIII⁰ Festival dos Jogos Desportivos Escolares Nacional de 2026.

O treinador da seleccao masculina de Basquetebol de Nampula, António Orlando, congratula a victória, mas reconhece erros cometidos pela equipa que dirige, “Foi bom apesar de que tivemos duas derrotas no primeiro e segundo jogo, mas o terceiro a situação foi diferente, no primeiro perdemos porque tínhamos dificuldade de defesa, não estamos a defender e estamos a deixar o homem atacar ainda por cima cometemos muitas faltas desnecessárias, e quando são esses eventos de competições as exigências da arbitragem são diferentes, tivemos 5 cartões no primeiro jogo, no segundo nenhum e hoje também e cada vez mais estamos a melhorar,” Explicou António Orlando, treinador da seleção masculino de basquetebol. Os próximos adversários de Nampula, são Gaza e Tete, sendo que a delegação de Tete vai defrontar próxima quarta-feira (02), e Gaza quinta-feira (03). (Virgínia Emília)

Justiça Constitucional: Governo defende instituições fortes e respeito pela Constituição

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Maputo (Ikweli) – O presidente da Republica defendeu, esta terça-feira (01.09) a consolidação de instituições fortes, independentes e responsáveis como condição essencial para o fortalecimento do Estado de Direito, destacando a necessidade de colocar o cidadão no centro da justiça e garantir que os direitos consagrados na constituição se traduzam em resultados concretos na vida da população.

A posição foi apresentada na abertura da conferência sobre “Justiça Constitucional e Estado de Direito Global”, que decorre em Maputo e reúne juristas, magistrados e académicos.

Na sua intervenção, o chefe do estado considerou que a justiça não pode ser vista  como um exercício técnico de interpretação de normas jurídicas, mas  como uma das  garantias fundamentais dos cidadãos.

Segundo o PR a constituição deve estar acima dos interesses circunstanciais ou particulares, por ser o vínculo que une o estado e cidadãos e estabelece as regras que orientam a atuação dos governantes, governados, instituições públicas e privadas.

Ninguém está acima da Constituição da República de Moçambique e acima da lei, afirmou, defendendo o respeito pelos órgãos de soberania e pelas instituições do estado como elementos indispensáveis para a consolidação democrática.

O chefe do estado manifestou ainda a necessidade de se aproximar a justiça dos cidadãos, alertando que força de uma lei fundamental mede-se pela sua capacidade de transformar a vida das pessoas.

Na ocasião, o chefe do estado orientou as instituições de justiça para continuar a colaborar e a colocar o cidadão no centro da sua atuação.” Uma justiça que chega tarde, pode deixar de ser justiça. Devemos trabalhar para reduzir a morosidade processual, simplificar procedimentos, aproveitar as oportunidades de transformação digital e aproximar os serviços de justiça das comunidades.”

Orientou igualmente aos magistrados e demais servidores públicos, para que façam da integridade uma regra de vida profissional. “Não existe nenhuma instituição séria, íntegra e confiante, sem pessoas sérias, íntegras, com ética, moral e ideologia profissional.”

Chapo orientou também a academia, para que não se limite a observar os problemas nacionais à distância. “Precisamos de universidades que investiguem os nossos desafios e problemas, proponham soluções que contribuam ativamente para a formulação das políticas públicas. ” (Antónia Mazive)

Governo quer usar gás natural para acelerar industrialização e criar empregos

Maputo (Ikweli)- O Presidente da República defendeu esta segunda-feira (31) que o gás natural deve deixar de ser apenas uma fonte de exportação e passar a alimentar fábricas, impulsionar a industrialização e gerar empregos no país. Na abertura da 61ª edição da FACIM 2026, o Executivo destacou os investimentos previstos no sector do gás, estimados em 50 a 60 mil milhões de dólares nos próximos cinco a dez anos, como uma oportunidade para financiar e dinamizar áreas como agricultura, indústria, energia, turismo e transformação digital.

A aposta no gás surge, como um dos principais pilares da estratégia de transformação económica do país. O Executivo espera ainda que a ExxonMobil tome, este ano, a decisão final de investimento num projecto avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares.

Para efetivar esses investimentos, o executivo assegura que está a trabalhar nas pequenas e médias empresas moçambicanas para que estejam preparadas para participar nas cadeias de fornecimento associadas aos grandes projectos.

O governante considera que o impacto económico do gás será maior se os investimentos contribuírem para o crescimento de empresas nacionais, criação de empregos e retenção de maior valor dentro do país.

Neste sentido, segundo a visão do chefe do estado, as receitas provenientes do gás devem ser canalizadas em outros sectores considerados fundamentais, “o que nós queremos é pegar nas receitas do gás e investir nas outras áreas da nossa economia como a agricultura, indústria, recursos minerais, energia, turismo, transformação digital e economia azul e infra-estruturas.”

Chapo defendeu que a FACIM evoluiu, e já não é apenas uma feira de exposição é uma plataforma de negócios e também uma ponte entre ideias e capitais, produtos e mercados e entre Moçambique e o mundo. (Antónia Mazive)

Nampula amealha victórias sucessivas no XVI⁰ Festival dos jogos desportivos Escolares

Inhambane (IKWELI) – A delegação de Nampula tem vindo a amealhar victórias nos jogos desportivos escolares, tendo, até ao momento, tomado espaço nas modalidades de Andebol, Voleibol, Basquetebol Feminino, entre outras. 

Ao defrontar a seleção feminina de Basquetebol da Cidade de Maputo, Nampula marcou 23 pontos contra 7, no Voleibol feminino venceu a Maputo Cidade pela marca de 3 a 0, no futebol 11 feminino venceu Manica por 2-0 e no Basquetebol feminino levou a melhor a Maputo cidade com a pontuação de 39-34.

Já na modalidade Muravarara, em feminino, Nampula bateu Tete, Maputo cidade e Cabo Delgado, todos pela marca de 1-0.

Enquanto que em masculinos, na modalidade de Andebol empatou Diante de Maputo Cidade por 26-26, no basquetebol caiu diante de Maputo cidade na marca de 50-66.

O Treinador Alberto, da selecção feminina de futebol de Nampula, entende que o jogo exigiu determinação da parte da equipa. “Foi um jogo decisivo e de determinação, e aconteceu da melhor forma, também reconhecer o esforço da selecção de Manica. Tivemos algumas dificuldades no campo, porque os atletas tiveram ansiedade desportiva e ficaram muito ansiosas, sobretudo no momento da pré-eleição, porque elas acham que carregam muita responsabilidade e isso, em algum momento, contribui no seu desempenho durante os jogos, mas mesmo assim conseguimos três pontos e vitória nas duas jornadas.” (Virgínia Emília, em Inhambane)

Camião perde travões e faz 14 feridos em Nampula

Um camião com deficiência mecânica e carregado de carvão vegetal embateu nesta Segunda-feira (31) contra um transporte semicolectivo de passageiros, causando 14 feridos entre graves e ligeiros, no mercado do matadouro, bairro de Muatala na cidade de Nampula.

Falando em conferência de imprensa, o porta-voz da Polícia de Trânsito em Nampula, Higídio Pedro esclareceu que o caso ocorreu por volta das 19 horas e a principal causa são deficiências mecânicas, “A polícia de trânsito registou um caso de acidente de viação do tipo choque entre viaturas em um automóvel pesado de mercadoria que saía do distrito de Meconta com destino a cidade concretamente no mercado Matadouro, uma situação que criou agitação com a população no local.”

Aquele porta-voz ainda secundou que, “O semicoletivo de passageiro batido, também embateu-se com outros veículos, casas próximas e alguns taxistas tiveram prejuízos face a situação. Nós como a polícia de trânsito estamos preocupados com a situação e queremos apelar aos demais condutores para que conduzam com prudência, resolvam situações mecânicas e respeitem as regras de trânsito de modo a evitar seminários que colocam em risco a vida dos cidadãos.”

A PRM em Nampula, assegura que ocorre um processo para responsabilização do motorista do camião que embateu contra o transporte semicolectivo.

Por outro lado, o Hospital Central de Nampula (HCN) confirma o ocorrido, afirmando que, as vítimas humanas causadas pelo acidente de viação, foram imediatamente evacuadas para aquela unidade sanitária para receberem cuidados médicos.

“De facto recebemos pacientes que estiveram envolvidos em acidentes uns graves e ligeiros, neste momento as vítimas foram observadas e uma parte receberam alta.”

Na mesma senda, o condutor do camião de carga pesada e por sinal indiciado, assume as consequências e reconhece a deficiência mecânica como principal causa do acidente.

” enquanto conduzia o carro perdeu travões e por isso embateu com a chapa, o camião transportava carvão vegetal e não posso aqui precisar quantos meticais estava avaliado. Dentro do camião estiveram 3 passageiros incluindo o motorista, porém, todos saíram ilesos, mas ninguém esperava que a situação desta natureza a acontecer e porque é pela primeira vez que o camião tem problemas na via pública,” disse. (Nelsa Momade)

“Naufrágio do sorriso” chegou à Nampula

Nampula (IKWELI) – O escritor moçambicano Arnaldo Sondiua apresentou, na segunda-feira (01), em Nampula, a segunda edição da sua obra intitulada “Naufrágio do Sorriso”, resultado de um percurso de experiências e da coleção de textos poéticos.

Falando na ocasião, Sondiua destacou que a ideia de escrever “o naufrágio do sorriso,” surgiu da constatação de que a vida é resultado de tristezas e felicidades, sendo necessário um equilíbrio para poder viver. “Naufrágio do Sorriso traz a reflexão sobre a nossa vida, que as vezes o sorriso fica naufragado e muitas vezes sem se aperceber. Na vida, quanto mais queremos ser felizes, chega uma altura que vem a tristeza, queremos ter mais dinheiro, mas depois o mesmo nos escraviza, lutamos para a vida, mas depois a vida perde-se, lutamos para termos coisas mais agradáveis e sentimos que precisamos de coisas simples. Há quem deseja andar de bicicleta, mas com tantos carros,” afirmou o autor.

Ainda segundo o autor, a vida não é feita simplesmente de alegria ou daquilo que o ser humano pensa que lhe faz feliz, como os valores culturais, paisagens, praias, “é preciso que a convivência social seja boa, valorizando o nosso semelhante e para tal, é preciso autoconhecimento porque assim será possível dar valor ao outro.  Não se pode dar valor ao outro sem primeiro respeitar aquilo que tu és porque acabamos exigindo demais sem primeiro nos conhecer,” frisou Sondiua.

No entender do nosso entrevistado, nos tempos passados as pessoas conviviam com as danças tradicionais entre outras diversões educativas, mas hoje parece que a tecnologia divide o ser humano, a globalização vem unir o mundo, mas também vai distanciando a convivência a comunicação. “Vai unindo o que antes não era possível, mas a convivência com o outro fisicamente vai se distanciando,” sublinhou. (Francisco Mário)

CCP de Quinga conta com novas instalações

Nampula (IKWELI) – O posto administrativo de Quinga, no distrito de Liupo, a sul de Nampula, conta com um novo edifício do Conselho Comunitário de Pesca (CCP), formalizado na segunda-feira (30.08), num evento com contou com a presença do administrador local, César Nacuo.

Com o apoio da Associação do Meio Ambiente (AMA), o edifício deverá funcionar como um centro de encontro e debate entre os intervenientes do sector, permitindo a comunidade discutir, de forma segura e organizada, os desafios relacionados com a pesca, conservação dos recursos marinhos e melhoria das condições de trabalho.

Durante a cerimónia, Nacuo apelou aos gestores e membros do CCP de Quinga para que pautem pelo cumprimento da legislação e pela protecção das espécies, alertando que os recursos naturais não são inesgotáveis e que a sua exploração descontrolada pode comprometer o futuro das comunidades que deles dependem.

“Este distrito que é parte do antigo Mogincual era conhecido como uma das maiores potências faunísticas da província de Nampula, havia aqui elefantes, leões, impalas e gazelas. Mas hoje mesmo os ratos estão em extinção, mostra isso que quando a exploração é abusiva, os recursos acabam,” disse o administrador, minutos depois do corte da fita inaugural.

O dirigente deixou, igualmente, um vigoroso apelo aos membros do Conselho Comunitário de Pesca para que respeitem os boletins meteorológicos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM), entidade que é um importante parceiro dos pescadores que frequentam o mar.

Entre os vendedores de pescado de Quinga, a entrada em funcionamento do novo edifício é recebida com satisfação, por representar uma oportunidade para melhorar a organização da actividade e criar um espaço onde possam ser discutidos os principais problemas enfrentados no comércio do pescado.

″Estamos muito felizes com essa nossa casa que o governo nos entregou hoje, porque nos dava muito falta, assim estaremos sempre aqui para vermos como podemos viver com essa nossa actividade de pesca, não temos muita coisa a dizer se não agradecer mais uma vez. Assim, se não trazemos muitos peixes a culpa não será do nosso governo de Liupo,” explicou um dos membros do Conselho Comunitário de Pesca de Quinga.

Os comerciantes acreditam ainda que uma gestão mais organizada dos recursos pesqueiros poderá garantir maior disponibilidade de pescado e melhores condições para o desenvolvimento dos seus negócios. (Malito João)