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Selecção feminina de futebol 11 de Nampula vence Zambézia por 2-1

A Seleção sénior feminina de futebol 11 de Nampula derrotou a Zambézia por 2-1, num dia em que passam 4 dias desde o início da XVIª edição dos jogos desportivos escolares 2026.

Regina Omar foi a responsável pelo primeiro e quando faltavam apenas 10 minutos para o téermino do jogo, Ivonilde Cartos fez as honras da casa, selando o jogo com a pontuação 2-1.

Fando a imprensa, Regina Omar, disse estar satisfeita com o resultado alcançado por sua equipa, “não esperava isso, e não foi fácil, mas com ajuda de Deus consegui marcar faltando poucos minutos, e estou a carregar a minha província então não tenho que disistir até o fim.”

O Treinador da seleção de futebol 11 em feminino, delegação de Nampula, Tadeu Albino, por sua vez referiu, “com este resultado temos a classificação para outra fase, ainda continuaremos a trabalhar no sentido de carregar o título para a zona norte, sobretudo a província de Nampula, porque o que queremos é carregar as medalhas e taças.”

Muss Manuel, representante da equipa da Zambézia destacou a falta de concentração dos atletas como um dos factores que incentivaram a derrota, “respeito o adversário, veio bem para ganhar o jogo, e a Zambézia veio na derrota, mas estamos para encarar o jogo, conseguimos empatar logo na primeira parte, e perdemos na segunda parte, por causa da emoção e falta de concentração dos atletas da Zambézia, mas também não viemos para competir mas sim para divertir tudo isso é nacional.”

Enquanto isso, houve um empate de 1-1 na seleção masculina de futebol 11, entre Zambézia e Nampula. (Virgínia Emília)

Nampula na mira das medalhas

Créditos: https://jornalrigor.co.mz/artigo/atletas-de-nampula-encaram-longa-viagem-de-olho-no-titulo-dos-jogos-escolares

A delegação Provincial de Nampula, região norte do país, encontra-se na lista das províncias apuradas que vão levar medalhas nas modalidades de atletismo, futebol 11 e salto em comprimento em femininos e masculinos, no XVI⁰ Festival dos Jogos Desportivos Escolares Nacional de 2026, que decorre na província de Inhambane.

A informação vem contida num comunicado datado de 1 de Setembro da delegação provincial de Nampula que espelha expoe estas possibilidades.

O mesmo comunicado refere que a seleção feminina de atletismo, que no primeiro escalão de salto em cumprimento para pessoa com deficiência, foi apurada a atleta Beatriz Ricardo na terceira posição com 6 pontos e para o primeiro dos 60 metros a mesma ficou na sétima posição com dois pontos.

Na modalidade de basquetebol masculino na série A, Nampula derrotou Gaza, por 66-50 Gaza, e em femininos Nampula venceu Gaza, por 34-18. (Virgínia Emília)

Jogos Escolares: entre a festa do desporto e os desafios da escola moçambicana

Por: Adelino Inacio Assane

Desde sábado, a província  Inhambane acolhe o Festival de Jogos Escolares, um dos momentos de maior expressão do desporto escolar em Moçambique. O evento reúne estudantes de diferentes pontos do país, colocando em evidência não apenas o talento, a disciplina e o espírito de competição da juventude, mas também a importância da escola enquanto espaço de formação integral. Com efeito, mais do que uma competição desportiva, os Jogos Escolares constituem uma oportunidade para reafirmarmos que educar não significa apenas ensinar a ler, escrever, calcular ou dominar determinados conteúdos científicos. Educar significa, igualmente, formar o corpo, desenvolver a criatividade, cultivar valores, aprender a conviver, respeitar regras, trabalhar em equipa e preparar o indivíduo para participar activamente na sociedade.

Neste sentido, a realização do Festival de Jogos Escolares deve ser saudada e valorizada. Num contexto em que as crianças e os jovens enfrentam múltiplos desafios sociais, tecnológicos e culturais, promover a prática desportiva e as actividades lúdicas representa uma estratégia educativa de grande relevância. O desporto ensina a ganhar, mas também ensina a perder; estimula a perseverança, mas igualmente a humildade; desenvolve a autonomia, mas exige responsabilidade colectiva. Por conseguinte, quando uma criança participa numa actividade desportiva, não está simplesmente a correr, saltar, lançar ou disputar uma partida. Está a aprender a estabelecer relações com os outros, a respeitar normas, a gerir emoções, a lidar com a frustração e a reconhecer que o sucesso individual muitas vezes depende da cooperação com os demais.

Todavia, se os Jogos Escolares nos convidam à celebração, também nos devem conduzir à reflexão. É necessário perguntar: em que condições as nossas escolas estão a promover, no quotidiano, a prática do desporto escolar? Será que todas as instituições educativas possuem campos, materiais e equipamentos adequados para que os alunos pratiquem regularmente actividades físicas? E, sobretudo, que lugar ocupa a Educação Física na organização curricular e na cultura das nossas escolas?

Estas perguntas são particularmente importantes porque existe, em muitas escolas, uma tendência para considerar a Educação Física como uma disciplina secundária, frequentemente subordinada às chamadas disciplinas de maior peso académico. Em determinadas situações, a Educação Física é a primeira actividade a ser sacrificada quando faltam salas, professores, materiais ou quando a escola precisa de reorganizar o seu horário. Por vezes, a própria comunidade escolar olha para esta disciplina como um simples espaço de recreação, ignorando a sua dimensão pedagógica, científica e formativa. Entretanto, esta visão precisa de ser ultrapassada.

Na realidade, a Educação Física desempenha um papel insubstituível no desenvolvimento integral do educando. O corpo não é um elemento separado da aprendizagem, é parte constitutiva do sujeito que aprende. O desenvolvimento motor relaciona-se com aspectos cognitivos, afectivos e sociais. Uma escola que educa somente a dimensão intelectual corre o risco de produzir uma formação fragmentada. Por isso, a Educação Física deve ser entendida como componente essencial de uma educação de qualidade e não como uma actividade complementar destinada a preencher os tempos livres dos alunos.

Além disso, a prática regular de actividades físicas e lúdicas pode contribuir para a construção de ambientes escolares mais saudáveis, inclusivos e participativos. O jogo, enquanto instrumento pedagógico, permite desenvolver competências que dificilmente se constroem apenas através da exposição oral ou da transmissão de conteúdos. Através dele, a criança experimenta, cria, toma decisões, resolve problemas e aprende com os outros. Daí que o investimento em actividades lúdicas não deva ser interpretado como uma diminuição da seriedade do processo educativo, pelo contrário, significa reconhecer que existem múltiplas formas de aprender e de desenvolver capacidades humanas.

Entretanto, quando observamos as condições concretas de muitas das nossas escolas, encontramos uma realidade que merece atenção. Há instituições onde faltam campos apropriados, balizas, redes, bolas, equipamentos de atletismo, espaços cobertos e outros recursos básicos para a prática desportiva. Em algumas escolas, a Educação Física realiza-se em espaços improvisados, muitas vezes inadequados para garantir a segurança e a qualidade das actividades. Noutros casos, o número de alunos por turma e as limitações de infra-estruturas tornam difícil organizar actividades que permitam a participação efectiva de todos. Assim, torna-se evidente que não podemos exigir resultados expressivos no desporto escolar sem criar condições mínimas para que ele aconteça de forma regular.

Por outro lado, importa reconhecer que a falta de recursos não pode constituir uma razão absoluta para a ausência de actividades físicas e lúdicas. A criatividade pedagógica permite desenvolver muitas actividades com recursos simples e disponíveis localmente. Jogos tradicionais, actividades recreativas, atletismo adaptado, caminhadas, danças, ginástica e diversas modalidades podem ser organizados com baixos custos, desde que exista planificação, acompanhamento pedagógico e vontade institucional. Todavia, esta capacidade de improvisação não deve servir para naturalizar a precariedade. Uma coisa é utilizar a criatividade como estratégia pedagógica, outra é transformar a falta de condições numa característica permanente da escola.

Neste quadro, os Jogos Escolares deveriam ser entendidos não apenas como um evento periódico, mas como o culminar de um processo que começa todos os dias nas escolas. Não faz sentido celebrar talentos desportivos durante um festival nacional se, durante grande parte do ano, milhares de crianças não dispõem de oportunidades para praticar desporto. O verdadeiro sucesso dos Jogos Escolares não deve ser medido apenas pelo número de modalidades disputadas, medalhas conquistadas ou recordes alcançados, mas também pela capacidade do sistema educativo de democratizar o acesso à prática desportiva.

Consequentemente, é necessário repensar a política de investimento no desporto escolar. A construção e manutenção de espaços desportivos, a disponibilização de equipamentos, a formação contínua dos professores de Educação Física, a organização regular de competições inter-escolares e a valorização das actividades recreativas devem fazer parte das prioridades de desenvolvimento do sector da educação. Mais do que investir somente na fase final das competições, é fundamental criar uma cadeia de desenvolvimento que permita identificar talentos, estimular a participação massiva e garantir oportunidades para rapazes e raparigas, incluindo alunos com deficiência.

De igual modo, é necessário fortalecer a articulação entre escolas, comunidades, governos locais, clubes desportivos, universidades e outras instituições. A escola não pode carregar sozinha toda a responsabilidade pelo desenvolvimento desportivo dos jovens. Existem recursos humanos, infra-estruturas e conhecimentos dispersos pela sociedade que podem ser mobilizados para apoiar o desporto escolar. As universidades, por exemplo, podem desempenhar um papel relevante na formação de professores, investigação sobre actividade física e desenvolvimento de metodologias adequadas aos diferentes contextos escolares.

Por conseguinte, o Festival de Jogos Escolares que decorre em Inhambane deve ser visto simultaneamente como celebração e como espelho. Celebra o talento, a energia e a esperança dos nossos jovens, mas também reflecte as condições que o país oferece para que esse talento possa desenvolver-se. Cada atleta que entra em campo representa uma escola, uma comunidade e uma possibilidade de futuro. Mas, por detrás de cada atleta, existe uma realidade escolar que precisa de ser interrogada: houve espaço para treinar? Houve professor para orientar? Houve equipamento? Houve tempo curricular? Houve apoio da família e da comunidade?

Finalmente, a grande lição dos Jogos Escolares talvez seja a necessidade de compreendermos que o desporto não está fora da educação. Ele é educação. O jogo não é o oposto da aprendizagem, pode ser uma das suas formas mais poderosas. A Educação Física não deve ser vista como uma disciplina de menor importância, porque educar o corpo, as emoções, a cooperação e a disciplina é também educar para a vida.

Assim, enquanto Inhambane vive a festa do desporto escolar, seria importante que o país aproveitasse este momento para olhar para além das medalhas e dos resultados. É necessário perguntar que escola queremos construir e que lugar pretendemos reservar ao corpo, ao movimento, ao jogo e ao desporto nessa escola. Se queremos jovens mais saudáveis, disciplinados, criativos, resilientes e capazes de trabalhar em equipa, então precisamos de escolas onde correr, jogar, brincar, competir e cooperar sejam experiências educativas quotidianas. Os Jogos Escolares devem, por isso, deixar de ser apenas um acontecimento que ocorre de tempos em tempos e transformar-se numa expressão visível de uma política permanente de valorização da Educação Física, do desporto escolar e das actividades lúdicas. Só assim a festa de Inhambane poderá transcender os dias da competição e converter-se numa verdadeira agenda para a construção de uma escola moçambicana mais integral, inclusiva e humanizadora.

                                                                                                                      Até breve!!

Eduardo Abdula convida investidores a apostar na província durante a FACIM

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, convidou o empresariado nacional e estrangeiro a investir na província, destacando o potencial económico, a localização estratégica e os progressos registados na consolidação da estabilidade institucional e da segurança.

O apelo foi feito na tarde desta quarta-feira (2) durante 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), onde Nampula apresentava as suas oportunidades de investimento. Segundo Abdula, a província reúne condições para se afirmar como um importante centro de negócios no Norte de Moçambique, devido à sua localização e ligação com os mercados regionais.

″É nesta Nampula estável, previsível e aberta ao investimento que convidamos o empresariado nacional e internacional a investir e a crescer connosco. Quem investe em Nampula pode contar com instituições empenhadas em proteger as pessoas, a actividade económica e a confiança de todos aqueles que escolhem a nossa província para investir, produzir e criar oportunidades.″

O governante destacou igualmente a segurança institucional como um dos factores fundamentais para a atracção de investimentos, assegurando que o Governo Provincial trabalha no reforço das instituições, na prevenção e na aproximação às comunidades.

″É nesta Nampula segura e de oportunidades que assenta a nossa aposta em 4 Pilares Estratégicos de Desenvolvimento: Turismo, Agronegócio, Infra-estruturas Rodoviárias e Energia. Todos concorrem para um fim comum: transformar potencialidades em oportunidades de negócio, garantindo o desenvolvimento económico e social de Nampula. Disse Eduardo Mariamo Abdula.”

″No Turismo, temos a Ilha de Moçambique, Património Mundial, praias de águas cristalinas, cultura e hospitalidade. Queremos mais hotéis, mais resorts e mais rotas turísticas que gerem emprego para jovens e mulheres. No Agronegócio, temos terra fértil, água e gente trabalhadora. Temos cadeias de valor com grande potencial, castanha de cajú, feijões, hortícolas e frango. Precisamos de agro-indústrias, armazéns e mercados que comprem do produtor local e agreguem valor na província. Na área das Infra-estruturas Rodoviárias, Nampula ocupa uma posição estratégica. Somos atravessados por importantes corredores que ligam os centros de produção aos mercados, às zonas industriais, ao Porto de Nacala e às demais regiões do país e da região,″ explicou o governante.

Durante a sua intervenção, Abdula anunciou ainda a assinatura de três memorandos considerados estratégicos para a geração de emprego e rendimento, envolvendo o Gabinete da Esposa do Governador e a Nacala Logistics, a Cooperativa de Apoio ao Empreendedor (RECAE) e o Microbanco Sólido. Entre as iniciativas consta a construção de 40 lojas em contentores para o empoderamento económico das mulheres, além de programas de apoio à empregabilidade de jovens e mulheres e produtos financeiros destinados a pequenos empreendedores.

Perante investidores e expositores nacionais e estrangeiros, o governador reiterou a abertura do Governo Provincial para estabelecer parcerias com o sector privado e transformar as potencialidades existentes em oportunidades concretas de negócio. “Nampula está pronta. O Governo Provincial está de portas abertas para trabalhar com todos os que queiram investir, produzir e transformar Nampula.”

 “Somos o coração do Norte de Moçambique, a porta de entrada para os mercados da África Austral e dos Grandes Lagos,” afirmou o governador, sublinhando a importância estratégica da província para o desenvolvimento económico regional. (Malito João)

PT em Nampula parqueia 30 meios circulantes por infrações rodoviárias

Pelo menos 30 meios circulantes foram parqueados na manhã desta Quarta-feira (02) em Nampula, numa acção coordenada entre Polícia de trânsito (PT), a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (ANVIRO) e o Conselho Municipal de Nampula (CMCN) com vista a reduzir casos de acidentes de viação na via pública.

Carta incompatível, ausência de ficha de inspeção, problemas mecânicos, ignorância de regras de trânsito e outros são algumas das infrações praticadas por condutores e transeuntes no espaço rodoviário. 

O porta-voz da polícia de trânsito, Egídio Pedro, reafirmou que persiste o comportamento humano é que tem perigado vidas na rodovia, “em pouco tempo, a polícia de trânsito parqueou um número considerável de veículos por irregularidades ao longo da via pública, por isso, a polícia em colaboração com outras instituições tem vindo a levar a cabo uma atividade que vela pela segurança rodoviária, o trabalho de sensibilização é um acto contínuo para garantir a ordem e segurança na via pública,” disse o responsável.

Durante a fiscalização, alguns infractores foram multados, “como os jornalistas viram durante a sensibilização, há muitos condutores ilegais e por isso houve necessidade de educar e aplicar multas consoante a gravidade do assunto, mas o nosso objetivo principal é reduzir os casos de acidentes de viação e atropelamentos,” acrescentou Pedro.

Por seu turno, o chefe das relações públicas da polícia em Nampula, Dércio Samuel, ] referiu, “as cartas e outros documentos apreendidos, serão devolvidos quando os condutores estiverem altamente organizados para se fazerem a via. Os motociclistas não observam as regressas de trânsito e este é um cenário que temos vindo a reportar há longo tempo, as nossas acções serão contínuas e mais forças para pôr o fim da problemática que periga saúde.”

Enquanto isso, os motoristas interpelados sem documentação completa do veículo, transferem a responsabilidade para o patronato, que frequentemente ignoram as exigências legais e pressionam os trabalhadores a operar na ilegalidade. (Nelsa Momade)

Governo desafia instituições a tornarem formação profissional mais inclusiva

O Governo, através dos Serviços Provinciais de Representação do Estado em Nampula, desafia as 40 instituições de formação profissional existentes na província a adoptarem mecanismos e estratégias específicas para tornar a educação profissional mais inclusiva, sobretudo no domínio da educação especial e da participação da rapariga.

O desafio foi lançado na manhã desta quarta-feira (2), por Tabo Boavida Boaventura Mileya, chefe do Departamento de Educação nos Serviços Provinciais de Assuntos Sociais, em representação do Secretário de Estado em Nampula, Fernando Bemane, durante a abertura oficial da Semana da Educação Profissional.

Segundo Mileya, o Governo reconhece a necessidade de um trabalho coordenado entre as instituições de ensino, famílias, formadores, sector produtivo e a sociedade em geral, com vista a promover boas práticas que permitam às mulheres conquistar maior equilíbrio e oportunidades na formação profissional.

“O nosso Governo tem trabalhado para reverter a baixa taxa de participação da rapariga em cursos tradicionalmente considerados masculinos, através de acções de sensibilização das famílias, formadores, sector produtivo e da sociedade no geral.”

A representante defendeu ainda que as instituições devem garantir um sistema de formação inclusivo, adoptando estratégias específicas de acordo com as suas áreas de intervenção, de modo a assegurar oportunidades de aprendizagem para todos os cidadãos, incluindo pessoas com necessidades educativas especiais.

Mileya, acrescentou que o Governo continuará a reforçar o ensino técnico-profissional através da supervisão pedagógica, divulgação da legislação e de outros instrumentos relacionados com o funcionamento e desenvolvimento das instituições de formação, apelando ao cumprimento rigoroso das orientações emitidas pelas autoridades competentes.

Actualmente, a província de Nampula conta com uma rede de 40 instituições de formação profissional, das quais 38 são do nível médio e duas são centros de formação profissional, localizados na cidade de Nampula e no distrito de Nacala. Em 2026, foram inscritos 11.186 formandos, dos quais 1.509 são raparigas.

A cerimónia de abertura da Semana da Educação Profissional decorreu sob o lema “Por uma educação profissional de qualidade, relevante e inclusiva, que responde às exigências do mercado de trabalho,” que orienta as actividades de promoção e valorização da formação profissional na província. (Malito João)

Governo aprova lei de política pesqueira 2026-2045

Maputo (Ikweli) – O governo aprovou esta terça-feira (01/09) em mais uma sessão de conselho de ministros a lei de política pesqueira 2026-2045 com vista a fortalecer a cadeia de valor no setor das pescas e da aquacultura para assegurar a oferta regular de produtos pesqueiros ao mercado nacional, bem como garantir a competitividade no mercado internacional.

Segundo o porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, a política pesqueira e a estratégia de implementação alinha-se à visão integrada de desenvolvimento assente em quatro pilares, nomeadamente; gestão e ordenamento das atividades pesqueiras, desenvolvimento da aquacultura, desenvolvimento de infraestruturas, equipamentos, reforço da governança e o desenvolvimento do capital humano

A medida surge num contexto em que o sector das pescas ainda apresenta uma contribuição reduzida para a economia nacional, e de acordo com Impissa, actualmente a pesca contribui com cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), podendo atingir, em alguns períodos, 1,5%, valores considerados abaixo da média regional e africana.

“Era preciso conceber um instrumento que nos permitisse valorizar toda a cadeia,” Explicou o porta-voz destacando a necessidade de reforçar a formação dos profissionais do sector garantir os meios de pesca sustentável, assegurar maior fiscalização e controlo sobre a produção e exportação.

A política pretende igualmente aumentar a capacidade produtiva do sector e melhorar a sua contribuição para segurança alimentar principalmente através de fornecimento da proteína animal a população.

Impissa revelou que cerca de 400 mil famílias dependem da pesca para a sua sobrevivem e defende, que a atividade pode ser melhorada para assegurar que ela não só continue a alimentar as famílias, mas também produza para o aumento da sua economia. (Antónia Mazive)

Mocuba: “De Deus” recebe cadeira de roda do governo

A administradora do Distrito de Mocuba procedeu a entrega nesta Terça-feira (01) de uma cadeira de rodas ao jornalista João de Deus, que terá sofrido um acidente quando se fazia transportar numa motorizada, no distrito de Mulevala, província da Zambézia.

No acto da entrega, a administradora do distrito, Adelina Tavares, explicou a acção visa reconhecer o trabalho do jornalista,  “Viemos aqui mais uma vez visitar o colega João de Deus, já estivemos em outras ocasiões, mas porque sabemos que a lesão que ele contraiu tem uma recuperação lenta, por isso temos essa obrigação de apoiar, procurarmos saber como está, e não através de terceiros mas também a nossa presença dá um alento ao doente e pessoalmente ver na verdade como está. Também é um funcionário público temos essa prorrogativa de prestar a devida assistência, e segundo a conversa que tivemos com o colega, se comparar com a primeira visita, dá pra ver que registam-se ligeiras melhorias.”

O Director de Saúde, Mulher e Acção Social em Mocuba Dionísio Maitor esclareceu que a Direcção que dirige procedeu logo nas primeiras horas a prestação dos primeiros socorros para o jornalista, “Nós tomamos conhecimento do incidente, logo na primeira hora e como sector de saúde atendendo e considerando como aconteceu num distrito vizinho nosso fomos comunicados e foi recebido no nosso hospital prestamos os cuidados necessários e dada a gravidade da lesão teve que ficar internado por alguns dias para poder monitorar. Igualmente, isso houve a necessidade de passar pelos serviços do UTAO  e como  recomendação depois  dos exames de imagiologia  no caso concreto do raio x que revelou  a contusão e a fratura foi recomendado repouso.”

Por sua vez, João de Deus mostrou-se emocionado com o apoio do governo, ” Eu agradeço bastante e como bem disse a senhora administradora, não é a primeira vez que recebo visitas como esta e penso que estes gestos ajudam porque a recuperação não é feita só de medicamentos, mas também de apoio deste género então estou sem palavras principalmente por ter recebido este meio de locomoção, muito obrigado ao governo do Distrito de Mocuba pelo apoio que me tem dado desde o momento do incidente.” (Fátima Mugaveia)  

“Proteção de dados não pode travar liberdade de imprensa,” alerta MISA

O MISA Moçambique defende que a futura Lei de Proteção de Dados Pessoais não deve transformar-se numa barreira ao exercício da liberdade de expressão, de imprensa e do direito à informação, apelando à criação de um quadro legal que proteja os cidadãos sem limitar direitos fundamentais.

A posição foi apresentada semana finda, em Maputo, durante uma mesa-redonda dedicada aos desafios da proteção de dados pessoais e à construção de um espaço digital seguro, aberto e livre.

O Director Executivo do MISA Moçambique, Ernesto Nhanale, defendeu que o processo de regulamentação deve encontrar um ponto de equilíbrio entre a salvaguarda dos dados pessoais e o exercício das liberdades fundamentais.

 Nhanale garantiu ainda que a organização continuará a acompanhar a implementação da legislação, em articulação com o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC).

Para o Presidente do Conselho de Administração do INTIC, Lourino Chemane, a aprovação da legislação representa apenas o início de um processo mais complexo. Segundo Chemane, será necessário reforçar a capacidade das instituições, a fiscalização e os mecanismos de responsabilização, além de ampliar o conhecimento dos cidadãos sobre os seus direitos no ambiente digital.

A representante da União Europeia, Deborah Capela, considerou, por sua vez, que a proteção de dados pessoais é fundamental para criar confiança no ecossistema digital. Capela defendeu uma transformação digital baseada na segurança, transparência e responsabilidade, mas igualmente no respeito pelos direitos e liberdades fundamentais. (Malito João)

Munícipes de Napipine continuam a clamar pela alocação de uma ponteca sobre o rio Nicutha

Munícipes do bairro de Napipine, arredores da cidade de Nampula pedem as autoridades municipais a colocação de uma ponteca sobre o rio Nicutha para aliviar o sofrimento de quem atravessa aquele rio para chegar à zona do areal e vice-versa, sobretudo no tempo chuvoso.

De acordo com a população, não tem sido fácil atravessar o rio no tempo chuvoso por conta da fúria da água, o que faz com que a população fique sem possibilidade de travessia até que a corrente de água reduza.

“Estou a pedir as autoridades municipais para fazerem algo em relação a ponte sobre este rio, pedimos há muito tempo, mas, a solução não chega, passamos mal quando chove porque não conseguimos atravessar. É um grande sofrimento que enfrentamos para chegar a outra margem do rio,” pediu o cidadão Tomé Simão.

“Morresse-se muito, se existe um rio que muita gente morre no tempo chuvoso é Nicutha. Sentimo-nos obrigados a esperar até que a água reduza. Agora é normal porque não está a chover, mas quando chegar a época, a situação é muto triste. Os nossos filhos que atravessam o rio ficam dias sem irem para escola, por isso uma ponte vai ser muito útil para a população,” clamou Isac Cândido

“Para chegar no hospital é complicado, por isso seria melhor haver intervenção antes mesmo que a época chuvosa chegue, pedimos para podermos sobreviver porque é muito arriscado atravessar por aqui,” sublinhou uma das nossas entrevistadas. (Francisco Mário)