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Na fase final dos Jogos Escolares 2026: Nampula vence Niassa por 3-2 no Voleibol feminino

A seleção feminina de Voleibol de Nampula, derrotou nesta quinta-feira (03), a seleção feminina do Niassa por 3-2, no sexto dia dos jogos desportivos escolares em Inhambane.

Carlito Paulo, treinador interino da seleção feminina de voleibol de Nampula, mostrou-se satisfeito com a vitória considerando um passo importante para a victória, “é uma alegria que tínhamos que cumprir e vencer, e nos primeiros dois setes nós não saímos bem, entramos nervosos e acabamos sofrendo os primeiros dois setes, mas depois tive que motivar as meninas e explicar os motivos deste torneio.”

Ainda em entrevista ao Ikweli, aquele treinador deu a conhecer que o maior segredo da vitória dentro do campo é foco e determinação, concentração e trabalho em coletividade, “Mas conseguimos vencer o terceiro, quarto e o quinto sete, totalizando estamos a falar que Nampula vence por 3-2, mas porque adotamos o nosso maior segredo que é a concentração e espírito de compartilhamento e coletivismo, no campo.”

Por sua vez, a campeã da seleção feminina de voleibol de Nampula, Assia Assane, disse, “no início foi difícil o jogo, porque não mantemos a calma, agora com essa vitória me sinto feliz, por saber que finalizamos o nosso jogo vencendo o adversário.”

A seleção feminina de voleibol de Niassa, reconheceu que o jogo foi difícil, “foi uma derrota, mas nós fizemos de tudo para a nossa província, apesar de que faltou concentração e colaboração entre as atletas de Niassa, mas acredito que das próximas vezes poderemos recuperar a vitória para a nossa província, e não será desta vez que vamos perder esperanças.”

“O Lado Desconhecido da Moeda,” já é lido em Mocuba

 A escritora Edma Murapata lançou recentemente em Mocuba, o Lado Desconhecido da Moeda, um livro de estórias que segundo revela a autora busca entrar em lugares muito profundos da condição humana.

Falando ao Ikweli, Edma Murapata, de 28 anos de idade, casada e mãe de 02 filhos, disse que a paixão pela literatura começou desde muito cedo, “Profissionalmente a literatura começou a fazer parte da minha vida, em 2023 que foi o momento em que eu decidi profissionalizar aquilo que já fazia parte da minha vida.  Eu entendo que todo dom é dado por Deus, mas também entendo que este dom precisa ser activo por alguma situação ou por alguém, o meu dom não é excepção, por não concordar com muita coisa que actualmente normalizamos que na verdade não são coerentes, porque nem tudo que   lícito, nos convém então. Foi daí que tirei inspiração para começar a escrever, mas oque verdadeiramente me inspirou, foram as memórias da infância que via, o que acontecia com os mais velhos e as histórias dos relacionamentos que acompanhamos no nosso quotidiano.”

Murapata diz ter enfrentado desafios para lançar o livro, mas a vontade de vencer permitiu que alcançasse seu objectivo, “o maior desafio na escrita não foi só escrever, mas escrever como se eu mesma fosse a leitora e não a autora, e ver o que isso vai agregar para nossa sociedade, foram muitas escritas descartadas e outro desafio foi com a chegada do livro, aonde encontrar um bom editor, mas graças a Deus tive um bom Editor, este livro abrange todo tipo de leitor, porque o livro não fala só de amor, fala também dos desafios que enfrestamos no nosso quotidiano,  o livro enfatiza também a questão do diálogo,” acrescentou Edma.   

Para terminar, a Escritora lamentou o facto de muita gente não ter o hábito de leitura, e apelou que a sociedade comece a incutir a leitura no nosso quotidiano. (Fátima Mugaveia)

Inhambane: Detectados mais de 30 casos de falsificação de idade nos jogos desportivos escolares

Inhambane (IKWELI) – As províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Zambézia e Cabo Delgado constam entre as que falsificaram a idade de 31 atletas, nas diversas modalidades, abrindo deste modo espaço para a desqualificação imediata da XVIª edição dos jogos desportivos escolares para os atletas envolvidos.

A denúncia foi feita, nesta quarta-feira (02), durante uma conferência de imprensa, convocada pelo ministério da Educação, através da diretora Nacional de Saúde Escolar e porta-voz do evento, Arlinda Chaquisse, para fazer o balanço dos primeiros quatro dias do evento.

Arlinda Chaquisse deu a conhecer que as atletas em questão aparentavam idades que variam entre 18 e 19 anos de idade, acrescentando que neste momento o ministério da Educação tem estado a trabalhar com a direção nacional da identificação civil, com vista a combater o fenômeno.

Durante a sua intervenção, aquela diretora ameaçou responsabilizar os professores que estiverem envolvidos no esquema. “Nós estamos a tentar mostrar o seu melhor, aqui no nosso festival, temos as nossas delegações para resolver essas questões. A comissão de honra pode tomar alguma ação para poder meditar essa acção.”

Sobre os técnicos que ameaçam boicotar a actividade por suposta falta de pagamento de ajudas de custo, Chaquisse esclareceu que o caso já está a ser encaminhado junto dos supostos lesados.

Na ocasião, a nossa fonte apelou aos profissionais da educação a trabalharem com vista a colaborar e garantir que aquele evento desportivo possa decorrer sem nenhum obstáculo e garantir melhor logística, como alimentação, alojamento para os atletas selecionados naquela cerimónia de jogos escolares em Inhambane. (Virgínia Emília)

Governo quer impulsionar sector privado e actores económicos no meio rural

Nampula (IKWELI) – O governo moçambicano pretende reforçar o papel do sector privado e dos actores económicos no desenvolvimento das zonas rurais, através da criação de melhores condições de acesso ao financiamento e do fortalecimento das cadeias de valor.

A posição foi defendida esta quinta-feira, (3) em Nampula, pelo ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, durante o seminário de divulgação da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais (LFER).

Segundo Salim Valá, a LFER constitui um instrumento estratégico para aproximar o financiamento dos produtores, empreendedores e empresas que desenvolvem actividades económicas no meio rural, permitindo transformar o potencial existente nestas zonas em produção, emprego, rendimento e melhoria das condições de vida das famílias e comunidades.

O governante destacou que a iniciativa deverá contribuir para dinamizar as economias locais e criar oportunidades para micro, pequenas e médias empresas, empresas agregadoras e outros actores das cadeias de valor rurais. Para Valá, a transformação económica exige uma intervenção articulada entre o Estado, sistema financeiro, empresas, comunidades e parceiros de desenvolvimento.

“A inclusão financeira e a transformação estrutural da nossa economia não são tarefas para uma única instituição,” afirmou Salim Valá, defendendo maior coordenação, confiança, capacidade técnica e de gestão entre os diferentes intervenientes para garantir resultados concretos no meio rural.

Para impulsionar o sector privado rural, a LFER prevê três pilares, nomeadamente crédito bancário, mobilização de investimentos através de subvenções e assistência técnica e capacitação empresarial.

Valá apelou ainda às instituições financeiras a expandirem a sua presença territorial e criarem produtos ajustados à realidade da economia rural. “O rigor na análise do risco deve ser acompanhado pela procura de soluções que reduzam barreiras e permitam que projectos viáveis acedam ao financiamento.”

Às empresas agregadoras e de fomento, o ministro pediu a apresentação de projectos sólidos capazes de integrar pequenos produtores, criar emprego, introduzir tecnologia, facilitar o acesso aos mercados e gerar benefícios concretos para as comunidades. Já às instituições de base comunitária e de desenvolvimento local, atribuiu um papel importante na aproximação do financiamento aos grupos de poupança, associações de produtores, pescadores, agricultores e outros agentes económicos rurais.

O ministro sublinhou que o sucesso da LFER não deverá ser medido apenas pelo volume de dinheiro desembolsado, mas pelo impacto económico e social dos investimentos, incluindo empregos criados, participação de mulheres e jovens, produtores integrados, encadeamentos produtivos e melhoria das condições de vida. “O financiamento só cumpre a sua função de activador do desenvolvimento quando se converte em mais produção, maior produtividade, empresas sustentáveis, emprego digno e rendimento para as famílias,” concluiu Salim Valá. (Malito João)

HCQ dá nova esperança a 115 pessoas com problemas oculares

Quelimane (IKWELI) – O Hospital Central de Quelimane (HCQ) iniciou uma campanha massiva de cirurgias oftalmológicas destinadas a devolver qualidade de vida a 115 pessoas com diferentes problemas de visão, entre as quais 40 crianças e 75 adultos.

De acordo com Isaac Vasco Da Gama, director do Serviço de Oftamologia do HCQ, entre os adultos abrangidos pela campanha estão pacientes com catarata, glaucoma, entre outras patologias oculares que afectam a capacidade visual e condicionam a realização de actividades do dia-a-dia.

Para as crianças, a atenção estará centrada sobretudo na correcção cirúrgica do estrabismo, uma condição que caracteriza-se pelo desalinhamento dos olhos e que  segundo o especialista, continua a ser pouco reconhecida e, em muitos casos, negligenciada pelas famílias por falta de informação. “É uma doença negligenciada por falta de conhecimento por parte da população,” explicou Isaac Vasco Da Gama, sublinhando que o estrabismo pode ser operado e corrigido.

O especialista explica que as causas do estrabismo podem estar associadas a determinadas doenças e alterações relacionadas com o cérebro e o sistema nervoso, sendo que, quando aparece durante a infância, pode comprometer a visão, a coordenação ocular e o desenvolvimento visual. (Malito João)

Monapo quer ser nova porta logística de Nampula e procura investidores para Porto Seco

Nampula (IKWELI) – O governo do distrito de Monapo está a intensificar a busca por investidores para a construção de um Porto Seco, empreendimento que poderá transformar o distrito num importante corredor logístico e numa alternativa ao Porto de Nacala no manuseamento e desembaraço de mercadorias.

A aposta está a ser apresentada na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro de 2026, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no município de Marracuene, Província de Maputo.

O administrador de Monapo, Emanuel Impissa, disse, em entrevista a imprensa, que o distrito procura aproveitar a maior montra empresarial do país para estabelecer contactos com potenciais parceiros.

Segundo o dirigente, a implantação de um Porto Seco em Monapo poderá aliviar a pressão actualmente existente no Porto de Nacala, além de criar novas oportunidades de negócio, emprego e arrecadação de receitas para o distrito e para a Província de Nampula.

“O Porto de Nacala encontra-se, de certa forma, abarrotado e já não dispõe de muito espaço para continuar a crescer. Monapo pode ser uma alternativa viável para o desembaraço de cargas e mercadorias diversas,” explicou Emanuel Impissa.

O Administrador considera que Monapo reúne condições para acolher o projecto, destacando a existência de extensas áreas de terra, disponibilidade de água e energia eléctrica, a ligação à Estrada Nacional Número 12 (EN12), já asfaltada, e a proximidade com a cidade portuária de Nacala. Na perspectiva do Governo distrital, estes factores podem tornar o território atractivo para investidores interessados no sector logístico.

Para além do Porto Seco, Monapo está a promover na FACIM outras oportunidades de investimento, com destaque para o sector mineiro. Emanuel Impissa explicou que actualmente apenas uma empresa desenvolve a actividade mineira de forma formal no distrito, enquanto outros operadores actuam informalmente, dificultando o trabalho de monitoria e o acompanhamento dos benefícios económicos provenientes da exploração dos recursos minerais. (Malito João)

SdE em Nampula convida advogados a envolverem-se na prevenção ao crime

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Fernando Bemane, exortou a Ordem dos Advogados a combater as diversas formas de crime organizado que têm assolado a província.

Bemane chamou atenção para o papel do advogado no combate a acções criminais, assegurando que “o advogado deve trabalhar com a comunidade e fazer perceber o que é errado. O advogado não é só para ir defender, mas também deve prevenir os crimes. Os advogados desempenham um papel duro e complexo quando o assunto é o combate e a prevenção ao crime organizado. A actuação da advocacia transita entre a garantia fundamental dos direitos dos cidadãos e os limites éticos que separam o exercício profissional da cumplicidade criminosa.”

Por outro lado, o presidente do Conselho Provincial da Ordem dos Advogados de Moçambique em Nampula, Plínio Mabombo, esclareceu que o encontro serviu para tirar lições de busca de coordenação para prevenção de crimes, mas também de resgate da dignidade do advogado. (Nelsa Momade)

“Mau uso do penso higiénico pode trazer complicações de saúde,” alerta especialista em Saúde

Nampula (IKWELI) – O gineco-obstetra e especialista em fertilidade, François Kisumbule Biombe, afirma que o uso inadequado do penso higiénico pode ser prejudicial para a saúde da mulher, e exorta para a busca por orientações médicas para evitar problemas graves. 

Falando em exclusivo ao Ikweli, Biombe destacou que o uso inadequado do penso higiénico pode criar infecções devido a humidade. “O contacto da pele com o penso também pode causar irritação, mau odor, e diante dos riscos é necessário que haja maior cuidado usando os pensos de uma forma correta, trocar regularmente de quatro a seis horas antes que esteja saturado, lavar as mãos, tomar banho e evitar produtos perfumados para o corpo,” disse.

O nosso entrevistado ainda considerou que as mulheres devem usar o penso apenas quando necessário. “Há muitos riscos, quando o nosso organismo tem o penso fica vulnerável para chamar microrganismos que podem trazer problemas, podem ser bactérias, fungos entre outros, e é por isso que nós devemos evitar usar sem necessidade,” realçou.

O normal, de acordo com a fonte, é que a mulher procure se informar sobre o tipo de penso que se adequa ao seu organismo, porque existe um penso apropriado para evitar problemas, deixar de se apegar muito com as publicidades que em certo momento causam complicações.

“Como sintomas do mau uso do penso, há comichão na parte superior e interior da mulher, urina frequentemente e também dói, começa a ver líquidos a sair na sua parte íntima, dor na coluna e quando assim for, é necessário que aproxime um médico,” afirmou o nosso entrevistado. 

Para o especialista, a mulher deve cuidar da sua higiene para prevenir problemas futuros, ” a coisa mais importante que existe, é que a mulher não precisa lavar o órgão genital por dentro, mas por fora. Há muitas pessoas que pensam que lavar por dentro é tirar sujidade, mas estamos a estragar, a mulher lava-se por fora, de frente para trás e não o contrário,” disse. (Francisco Mário)

Nampula quer transformar financiamento rural em negócios e empregos

Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, quer aproveitar a Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais, dotada de mais de 726 milhões de meticais, para transformar o potencial produtivo das zonas rurais em negócios sustentáveis, emprego e aumento de rendimentos.


O desafio foi lançado na manhã desta quinta-feira (3) pelo chefe do executivo provincial durante o lançamento do Seminário Nacional de Divulgação da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais, realizado na província.


Segundo Eduardo Abdula, o acesso ao financiamento continua a ser uma das principais barreiras ao desenvolvimento das comunidades rurais, apesar do potencial existente em Nampula, caracterizado pela disponibilidade de terra e água, mão-de-obra, juventude, associações, cooperativas e pequenas e médias empresas.


“Para Nampula essa oportunidade tem um significado maior, não apenas temos a honra de acolher este encontro de âmbito nacional, mas estamos a falar de uma linha de funcionamento dirigida ao espaço onde vive, trabalha, que produz parte significativa da nossa população no meio rural sempre foi meu sonho como governador da província recuperar a rede comercial rural. Mas muito antes disso nos últimos 10, 15 anos sempre discuti com Salim Valá na elaboração dos seus livros o desenvolvimento rural. Entre ter potencial e transformar esse potencial em riqueza, existe ainda uma distância muito grande que precisamos de encurtar. Uma das principais barreiras continua a ser o acesso ao financiamento. Este tem sido um dos grandes problemas para que as nossas comunidades possam desenvolver-se. É precisamente por isso que esta linha merece toda a nossa atenção.”


O Governador defendeu que os recursos devem contribuir para a criação de verdadeiros empresários rurais, deixando para trás uma visão limitada à agricultura de subsistência e apostando na transformação e valorização da produção local.
“Queremos que esta linha ajude a mudar a forma como olhamos para o produtor rural. Que este deixe de ser visto apenas como um produtor de subsistência e tenha condições para se transformar num verdadeiro empresário rural. Por isso, a nossa prioridade não pode terminar na produção, mas deve abranger toda a cadeia de valor,” explicou.


Abdula salientou ainda que o financiamento, por si só, não será suficiente para resolver os constrangimentos que afectam os produtores, defendendo uma intervenção integrada que inclua estradas, energia, água, assistência técnica, armazenamento, transporte, transformação e acesso aos mercados.


Para o dirigente, esta abordagem permitirá que os produtos de Nampula sejam processados localmente e alcancem os mercados nacionais e internacionais com maior valor acrescentado. (Malito João)

Nampula reconhece dificuldades na disputa com Inhambane no voleibol feminino

O quarto dia dos jogos desportivos escolares 2026, foi marcado pela derrota de Nampula diante do homónimo de Inhambane, por três bolas sem resposta.

A pesar da derrota, os atletas garantem trabalhar arduamente, com vista a não cometer os mesmo erros nos próximos eventos desportivos.

“foi um jogo bem disputado e Inhambane foi bem, mas o que faltou pra nós é a questão de união m, estivemos um pouco nervosos, e o público influenciou uma vez que Inhambane está em casa, e as nossas meninas não conseguiram concretizar o nosso objectivo, como os jogos anteriores que foram positivos,” destacou o treinador substituto da seleção feminina de voleibol de Nampula, Carmuto Paulo.

Por outro lado, o treinador da seleção feminina de voleibol da delegação vencedora (Inhambane), Moisés Cuambe, mostrou-se satisfeito com a vitória, “nenhum jogo é fácil porque cada um vem da sua forma, mas agradecer a concentração das meninas pela concentração, esforço, animação, foco e incentivo e também dar força as crianças para poderem implementar. E o maior segredo é o trabalho.” (Virgínia Emília)