Monapo quer ser nova porta logística de Nampula e procura investidores para Porto Seco

Nampula (IKWELI) – O governo do distrito de Monapo está a intensificar a busca por investidores para a construção de um Porto Seco, empreendimento que poderá transformar o distrito num importante corredor logístico e numa alternativa ao Porto de Nacala no manuseamento e desembaraço de mercadorias.

A aposta está a ser apresentada na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro de 2026, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no município de Marracuene, Província de Maputo.

O administrador de Monapo, Emanuel Impissa, disse, em entrevista a imprensa, que o distrito procura aproveitar a maior montra empresarial do país para estabelecer contactos com potenciais parceiros.

Segundo o dirigente, a implantação de um Porto Seco em Monapo poderá aliviar a pressão actualmente existente no Porto de Nacala, além de criar novas oportunidades de negócio, emprego e arrecadação de receitas para o distrito e para a Província de Nampula.

“O Porto de Nacala encontra-se, de certa forma, abarrotado e já não dispõe de muito espaço para continuar a crescer. Monapo pode ser uma alternativa viável para o desembaraço de cargas e mercadorias diversas,” explicou Emanuel Impissa.

O Administrador considera que Monapo reúne condições para acolher o projecto, destacando a existência de extensas áreas de terra, disponibilidade de água e energia eléctrica, a ligação à Estrada Nacional Número 12 (EN12), já asfaltada, e a proximidade com a cidade portuária de Nacala. Na perspectiva do Governo distrital, estes factores podem tornar o território atractivo para investidores interessados no sector logístico.

Para além do Porto Seco, Monapo está a promover na FACIM outras oportunidades de investimento, com destaque para o sector mineiro. Emanuel Impissa explicou que actualmente apenas uma empresa desenvolve a actividade mineira de forma formal no distrito, enquanto outros operadores actuam informalmente, dificultando o trabalho de monitoria e o acompanhamento dos benefícios económicos provenientes da exploração dos recursos minerais. (Malito João)

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