Foram a enterrar na segunda-feira (28) na cidade de Quelimane, província da Zambézia, os restos mortais do conceituado artista plástico Kumalemo, de nome de nascença Aly Ismael Sumal.
Uma homenagem de reconhecimento teve lugar no salão nobre da autarquia local e no momento foram apresentadas mensagens diversas de reconhecimento da contribuição do artista na sua sociedade.
Cândido Supião, vereador dos Transportes e Frota municipal, que representou o autarca Manuel de Araújo no evento, destacou a dupla dimensão do percurso de Kumalemo, como sendo um funcionário público dedicado às suas responsabilidades e o artista que encontrou na arte uma forma de expressar e preservar a identidade cultural.
Supião afirmou igualmente que a produção artística do finado ultrapassou a dimensão pessoal, contribuindo para dar visibilidade a elementos da cultura de Quelimane e da Zambézia.
“A arte é um dos elementos fundamentais da cultura e permite expressar, preservar e transmitir valores, histórias, tradições e formas de vida,” disse o vereador.
De acordo com Supião, o legado de Kumalemo deve ser visto também como parte da memória cultural da cidade, uma vez que a sua obra ajudou a manter vivas referências da identidade zambeziana e a projectar a riqueza cultural local.
Aly Ismael Sumal, ou simplesmente Kumalemo, era natural de Muxoro, posto administrativo de Maquival, província da Zambézia. Perdeu a vida aos 79 anos de idade depois de seis décadas nas artes. (Francisco Mário)
Mocuba (IKWELI) – A procura por terrenos para construção de habitações aumentou no povoado de Namaga, no regulado de Loubua, posto Administrativo de Mocuba-Sede, na província da Zambézia, uma realidade que aconteceu poucos dias após o anúncio da construção da nova sede da Assembleia da República naquela região.
Uma fonte ouvida pelo Ikweli, nesta terça-feira (29), afirmou que a procura por espaços para construção cresceu significativamente desde o anúncio do projecto, provocando também uma subida no preço dos terrenos.
“Desde o anúncio da construção do edifício, a procura aumentou e os preços também já não são os mesmos. Antigamente, um terreno custava entre 30.000,00Mt (trinta mil meticais) e 40.000,00Mt (quarenta mil meticais). Agora é difícil encontrar terrenos por aqui, porque a maioria já tem donos”, explicou.
Segundo a mesma fonte, a expectativa dos moradores é de que a implementação do projecto contribua para aproximar a cidade de Mocuba daquela zona e impulsionar o desenvolvimento local. “Para nós, moradores desta zona, é uma boa notícia. A cidade de Mocuba estará mais perto e isso é sinal de desenvolvimento”, afirmou.
De acordo com a fonte, alguns dos moradores que venderam terrenos utilizaram o dinheiro para construir casas de alvenaria e adquirir motorizadas.
Apesar dos benefícios imediatos, o residente aconselha os moradores a fazerem uma gestão cuidadosa do dinheiro resultante da venda dos seus terrenos. “Vamos fazer planos ou alguma poupança. Esta oportunidade não aparece duas vezes. É necessário ter juízo com esse dinheiro”, apelou.
Refira-se que o lançamento da primeira pedra para a construção da nova sede da Assembleia da República está previsto para 19 de Outubro de 2026, na cidade de Mocuba, província da Zambézia.
O projecto enquadra-se numa iniciativa que tem como objectivo desconcentrar instituições do Estado actualmente centralizadas em Maputo e criar capitais temáticas no país.
Além da nova sede parlamentar, conforme foi anunciado nos dias passados pelo secretariado da Assembleia da República, o projecto prevê, segundo as informações avançadas, a construção de um aeroporto internacional em Mocuba, bem como a melhoria das vias de acesso e de pontes regionais.
No entanto, de acordo com a fonte, expectativa entre os residentes de Namaga é de que a concretização destas infra-estruturas estimule a expansão urbana, aumente a actividade económica e valorize os espaços naquela zona. (Fátima Mugaveia)
Mumbai (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, participa a partir de hoje [terça-feira, 29 de setembro] na conferência GLOBOIL 2026 na cidade de Mumbai, na Índia, onde leva na manga o estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento agrário na província, sobretudo na transformação local de produtos.
Em Mumbai, a margem do mesmo evento, Abdula participará de um painel denominado Aliança Agrícola Ásia-África, onde apresentará as potencialidades da província e assinará memorandos de entendimento.
Segundo apurou o Ikweli, a equipa do Conselho Executivo Provincial de Nampula que acompanha o governador tem vindo a trabalhar para que do evento a província colha resultados de praxe e no primeiro dia do evento, vários investidores têm estado a entrar em contacto.
GLOBOIL 2026 é organizado pela Associação de Extractores Solventes da Índia. (Aunício da Silva, em Mumbai)
Ilha de Moçambique (IKWELI) – A cidade de Nacala será o primeiro palco a realizar-se a 1ª edição do Festival Wamphula Noophiya, a decorrer de 20 a 21 de novembro próximo, tendo, no último domingo (27), sido lançado oficialmente o evento.
Domingos Nacohi, director provincial do Plano e Finanças de Nampula, que representou o governador Eduardo Mariamo Abdula no acto, aproveitou da ocasião para, também, efectuar ao lançamento do QR Code Visit Nampula, para serviços turísticos e da marca Wamphula Noophiya.
Nacohi explicou que, com estes lançamentos, Nampula pretende expor, além-fronteiras, as suas potencialidades turísticas e culturais, de modo a atrair visitantes e investidores para esta área, considerando que a região reúne condições para se desenvolver com investimentos. “Este evento visa reforçar e manter vivas as nossas cores e os nossos costumes, numa fusão de linhas contemporâneas e movimentos turísticos.”
Com isso, o dirigente apelou a todas as forças vivas da sociedade para abraçarem esta causa de divulgação das potencialidades turísticas e culturais da província, considerando que “a união da população, representada pelos 23 distritos que compõem Nampula, deve proporcionar um momento único de intercâmbio entre as diversas manifestações culturais que a província oferece.” (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – A Igreja Católica em Nampula mostra-se preocupada com a prevalência de casos de consumo de drogas, vulgarmente conhecidas como soruma e makha, bem como de bebidas alcoólicas e outras acções criminosas envolvendo jovens católicos da arquidiocese nos últimos tempos.
Perante esta situação, o líder da igreja em Nampula, dom Inácio Saure, voltou a exortar os fiéis a distanciarem-se dessas práticas, com vista a evitar danos humanos e materiais ao nível da sociedade, considerando que se trata de uma situação que tem estado a destruir o futuro dos jovens, sobretudo dos fiéis católicos, e da sociedade em geral.
Inácio Saure mencionou que actos de criminalidade que são praticados por grupos conhecidos como “Grupo 15”, “Nacatanas” e “Os que não comem”, bem como actos de feitiçaria envolve jovens cristãos.
A preocupação foi manifestada na manhã de domingo (27), durante uma celebração eucarística que culminou com uma cerimónia religiosa denominada Sacramento do Crisma, que os católicos consideram uma das fontes de fortalecimento da fé cristã. A celebração do Crisma realiza-se uma vez por ano em diversas paróquias.
Este ano, a cerimónia realizou-se na Paróquia de São João de Deus da Faina, na cidade de Nampula, e contou com cerca de 159 fiéis católicos, entre jovens e adultos de ambos os sexos, provenientes de três comunidades da mesma paróquia, nomeadamente Cristo Rei, São Pedro e São João de Deus-Sede.
Na ocasião, o líder religioso reforçou o apelo aos fiéis para que sejam verdadeiros e ajam de acordo com informações verídicas, como forma de colocarem em prática, na sociedade e na Igreja, os ensinamentos do sacramento que receberam. (Virgínia Emília)
Nampula (IKWELI) – O director executivo da associação Koshukuro, Gamito dos Santos, denuncia actos de suposta corrupção e abuso de poder perpetrados pelos gestores da autarquia da cidade de Nampula no concurso para a admissão de novos agentes na Polícia Municipal e de Fiscalização.
Segundo refere, sem apresentar razões, o vereador do pelouro de Recursos Humanos, Assane Ussene, ordenou o aumento do número de candidatos em 100%. O concurso com 60 vagas disponíveis correr desde o ano 2024.
“A Polícia Municipal, em 2024, publicou algumas vagas para o seu quadro de pessoal. Depois de algumas etapas do processo de selecção dos candidatos, foram realizados exames, nomeadamente exames médicos e de aptidão física. Após a realização desses exames, foi colocada a lista definitiva, e o Conselho Municipal tinha cerca de 60 vagas”, disse Gamito dos Santos, prosseguindo que tudo começou com a exoneração dos antigos vereadores e directores, assim como com a tomada de posse dos novos responsáveis.
Na perspectiva de Gamito dos Santos, Assane Ussene terá manipulado a lista definitiva dos candidatos para infiltrar pessoas da sua confiança nas vagas da Polícia Municipal.
“O senhor Assane Ussene, que foi transferido do pelouro da Salubridade para o pelouro dos Recursos Humanos, assumindo as funções, mandou anular os dois últimos exames da Polícia Municipal, que são o de aptidão física e o exame médico, para que as pessoas pudessem realizar novamente os referidos exames. O que poderia acontecer era serem chamados apenas os 222 antigos candidatos admitidos, mas ficámos surpresos ao ver mais 10 pessoas. Isso quer dizer que são pessoas que não iniciaram o processo desde o princípio até esta última fase.”
Segundo o defensor dos direitos humanos, entre as pessoas que aparecem na lista dos candidatos aprovados no concurso, apresentada pela Polícia Municipal, há pessoas que frequentavam a 10.ª classe na altura e que, por isso, não teriam direito de concorrer.
“A lei é clara: para ser agente da Polícia Municipal, a pessoa deve ter, no mínimo, a 10ª classe. Como é que uma pessoa que ainda está na sala de aula pode ter tido acesso a concorrer àquelas vagas? Estamos a falar do ano de 2024 e, até então, já se passaram dois anos.”
“A outra inquietação que nos aparece é que, após a divulgação da lista, no dia 11, até ao dia 13 já havia cerca de quatro listas paralelas. Era normal chegar às 12 horas, encontrar uma lista com o seu nome como aprovado e, noutra hora, encontrar o mesmo nome como reprovado. Esta divergência de informações gera-nos uma suspeita de corrupção, o que efectivamente pode ter acontecido.”
Por sua vez, Gamito dos Santos manifesta indignação com a alegada coincidência dos nomes das pessoas aprovadas, por estas terem, segundo ele, ligações com membros do partido da bandeira vermelha.
“O que aconteceu neste processo todo deve-se ao facto de que a maior parte dos que foram aprovados, cerca de 90%, são pessoas ligadas à formação política que dirige o partido. Não estamos a dizer que o filho de um camarada não tem direito, mas essa coincidência é demais.” (Hermínio Raja)
Beira (IKWELI) – Cinco indivíduos munidos de quatro armas de fogo do tipo pistola e AK-47 assaltaram, na noite de sábado (26), uma bomba de combustível localizada na zona do Esturro, na cidade da Beira, em Sofala.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Sofala, os suspeitos chegaram ao estabelecimento por volta das 21h45, fazendo-se transportar numa viatura do tipo Toyota Ractis, de cor branca como se de clientes se tratasse.
Mediante ameaças, os indivíduos neutralizaram o trabalhador da caixa e dois seguranças, tendo subtraído duas armas de fogo do tipo caçadeira, cinco munições e telemóveis pertencentes ao funcionário e a um dos seguranças, explica a nota.
A Polícia deslocou-se ao local, lavrou o auto de denúncia e iniciou diligências para localizar os suspeitos e recuperar os bens roubados.
Na mesma nota, a PRM informa que um homem, de aparentemente com 25 anos de idade, morreu atropelado por um comboio de mercadorias na manhã de sábado, na passagem de nível da Manga, no bairro Chingussura. O acidente ocorreu por volta das 06h00, no quilómetro 9, quando o comboio seguia no sentido Beira-Machipanda.
A vítima, cuja identidade não foi apurada por não portar documentos, que supostamente estava sob efeitos de álcool, encontrava-se sobre a linha férrea, quando foi atingida pela composição.
Na ocorrência que faz balanço das ocorrências da semana passada, a PRM na província de Sofala, avançou que várias pessoas foram detidas por envolvimento de acidentes de viação e cometimento de várias infracções durante a condução. (Aunícia Avelino)
Ilha de Moçambique (IKWELI) – Os processos burocráticos, a morosidade no licenciamento e o aumento dos custos de transporte estão a dificultar a entrada de investidores e a reduzir o fluxo de turistas na Ilha de Moçambique, na província de Nampula.
A preocupação é apresentada pela Associação de Hotelaria e Turismo da Ilha de Moçambique, que denuncia constrangimentos operacionais e administrativos que, segundo a agremiação, limitam o aproveitamento do potencial turístico da região.
Segundo a presidente da associação, Ámina Cassimo, a demora nos processos administrativos e de licenciamento continua a constituir um dos principais obstáculos à dinamização dos investimentos e ao crescimento do sector.
“Em relação ao turismo na Ilha de Moçambique, neste momento estamos a enfrentar fraco movimento de turistas devido ao aumento do preço dos autocarros e dos voos ao nível nacional. Para os estrangeiros, não há acessibilidade dos vistos. É uma situação bastante complicada, numa altura em que Moçambique concorre no turismo com o país vizinho, a Tanzânia, que também tem uma ilha.”
A dirigente considera que a actuação dos agentes de Migração e da Polícia nas fronteiras terrestres e nos aeroportos pode igualmente influenciar a experiência dos visitantes e, consequentemente, a imagem do destino turístico.
Para Ámina Cassimo, é necessário adoptar uma abordagem mais acolhedora e simplificar os procedimentos de entrada no país. “Os agentes da Migração nas fronteiras terrestres e aeroportos são o primeiro contacto do turista com o país. É necessária uma abordagem acolhedora que incentive o turismo, enquanto o excesso de burocracia gera desconforto,” recordou a fonte.
Falando em nome dos operadores turísticos locais, a fonte defendeu uma maior articulação entre o Governo e o sector privado, com vista à criação de condições que facilitem a entrada de turistas e investidores, apontando que a desburocratização dos processos e a facilitação dos procedimentos pelas instituições responsáveis pela tutela e fiscalização do sector são fundamentais para melhorar a competitividade da Ilha de Moçambique, enquanto destino turístico.
“Deve haver uma política mais abrangente, onde o Governo e o sector privado devem unir-se e abrir as portas para a afluência do turismo. Investir no turismo é garantir a promoção da cultura local e o desenvolvimento económico.”
Por seu turno, a directora provincial da Cultura e Turismo em Nampula, Jamila Bica, afirmou que o Governo está a implementar reformas para responder aos constrangimentos enfrentados pelo sector.
Segundo a dirigente, estão em curso reformas estruturais através da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico, incluindo a digitalização de processos e a introdução dos e-Visas, como parte das medidas destinadas a reduzir a burocracia e facilitar a entrada de visitantes.
A responsável avançou que estas reformas poderão contribuir para potenciar o turismo na Ilha de Moçambique, destino reconhecido pelo seu património histórico e cultural, e criar melhores condições para a atracção de turistas e investimentos. (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – Alguns clientes de bancários comerciais na cidade de Nampula continuam a queixar-se de morosidade no atendimento, lamentando a falta de melhorias mesmo com o aumento de denúncias.
Em entrevista ao Ikweli, estes afirmam que quando vão ao banco devem cancelar tudo porque o atendimento leva muitas horas o que tem criado cansaço e frustração.
“A lentidão está demais no atendimento em alguns balcões aqui na cidade de Nampula, mesmo sem que haja muitas pessoas leva muito tempo para o atendimento das pessoas e é lamentável,” disse Felisberto Tarcísio.
“Você vai pedir uma informação e nem estão por aí, pior no atendimento fica como ninguém está, mas tudo para ganhar tempo só. É preciso muita fiscalização para melhoria. Em caso de excepção a pessoa pode encontrar um balcão que tem uma ou duas pessoas com vontade de trabalho, mas encontra um que nem parece existe pessoas,” frisou o nosso entrevistado.
“Se a pessoa vai num banco, esquecer outras actividades. A única coisa que flexibilizam é quando a pessoa vai fazer um empréstimo, correm de um lado para outro, atendem como se fosse o último cliente, até abrem espaço só teu,” sublinhou Isac Cardoso.
Enquanto isso, há quem diz que tudo não passa de uma estratégia para ganhar horas extras “porque quando chegas 15 horas para a frente atendem até com flexibilidade, mas antes tudo fica parado.” (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – A população da unidade comunal 7 de Setembro, quarteirão 26, no bairro de Mutauanha, nos arredores da cidade Nampula, denuncia o consumo excessivo das drogas, sobretudo para os jovens, situação que depois perturba os moradores com relatos de crimes de agressão e roubos a residências.
De acordo com depoimentos dos moradores daquele ponto da cidade, trata-se de jovens que se envolvem no consumo de diferentes drogas e como consequência, criam desassossego, como assaltos e agressões, sobretudo na calada da noite.
“Alguns jovens se envolvem muito no consumo de drogas e depois começam a nos agredir nas noites. São os nossos filhos que vão se desviando pela onda dos outros, e isso é trise, porque, para além de perturbar a sociedade, também cria problemas de saúde para eles próprios. É preciso fazer alguma coisas para estancar este mal,” disse Álvaro José, morador da Unidade 7 de Setembro.
“Não dormimos à vontade por medo de arrombarem as nossas portas, não passa dois dias sem ouvir que na casa vizinha já roubaram, não dormimos tranquilo, por causa desses jovens que se envolvem nas drogas,” sublinhou a moradora Odete Felizardo, outra moradora.
Francisco Amisse, chefe da unidade comunal em destaque, disse que a situação é preocupante e pede a colaboração de todos no sentido de denunciar os jovens que se envolvem no consumo de droga, de modo a sensibilizá-los.
A unidade comunal 7 de Setembro está a cerca de dois quilómetros do posto policial da Faina que alegadamente os agentes deste não fazem patrulha na circunscrição administrativa em causa. (Francisco Mário)