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Mumbai: Nampula encontra parcerias para desenvolver plataforma de oleaginosas e óleos vegetais

Mumbai (IKWELI) – A jornada do governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, na cidade de Mumbai, na Índia, segue com conquistas que vão reposicionar a província no quadro de implantação de indústrias transformadoras, assim como o aumento da produção e produtividade.

Nesta quarta-feira (30.09), o governador rubricou uma carta de intenções para o desenvolvimento de uma plataforma de oleaginosas e óleos vegetais na província, com três grandes organizações que trabalham no sector, nomeadamente a Solvent Extractors’ Association of India (SEA), Solidaridad Network Asia Limited e a Solidaridad Southern Africa.

Segundo sabe o Ikweli, “a carta tem como objectivo dar seguimento prático a um Memorando de Entendimento, através do desenvolvimento de uma plataforma de cooperação que aproxime o potencial produtivo de Nampula da experiência industrial, tecnológica e de mercado da Índia e de outros parceiros internacionais,” e “a iniciativa pretende contribuir para transformar as oportunidades identificadas no âmbito do Memorando de Entendimento em diálogo estruturado, parcerias, investimento e criação de valor, com particular atenção às cadeias de valor de oleaginosas e óleos vegetais.”

A iniciativa, de acordo com o documento assinado, “deverá proporcionar um espaço de aproximação entre os principais actores das cadeias de valor, de Moçambique, Índia e outros mercados, promovendo o diálogo, o intercâmbio de experiências e a identificação de oportunidades de cooperação e negócio.”

Na ocasião, Abdula disse que aquele acto constitui a implementação “clara das orientações do Presidente da República, Daniel Chapo,” na procura de soluções para os problemas da população, “fazendo diferente para obter resultados diferentes.” (Aunício da Silva, em Mumbai)

Chapo apela confissões religiosas para reforçar formação moral dos moçambicanos

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou, na segunda-feira (28), a necessidade de uma maior colaboração entre o Estado e as confissões religiosas na promoção de valores éticos, paz, reconciliação e coesão social durante a 9ª Conferência Nacional Religiosa realizada na Matola, província de Maputo.

O encontro decorre sob o lema “Celebrar a Diversidade Religiosa, promovendo os laços da fraternidade entre os moçambicanos” e reúne representantes de diferentes confissões religiosas e outros intervenientes para reflectir sobre o papel da religião na promoção da convivência pacífica e do respeito mútuo.

Durante o seu discurso, o chefe do Estado destacou que desde o início da sua missão à frente dos destinos de Moçambique, tem defendido que o poder seja do líder religioso, líder político ou de qualquer outra liderança, só encontra a sua verdadeira grandeza quando é colocado ao serviço do povo.

Daniel Chapo destacou ainda a importância dos valores transmitidos pelas comunidades religiosas na compreensão da responsabilidade de governar, defendendo que estes devem contribuir para uma liderança orientada pelo serviço ao povo.

O presidente salientou que a Constituição da República consagra Moçambique como um Estado laico, e as confissões religiosas são livres na organização e no exercício das suas funções e de cultos, no entanto, frisou que a separação entre o Estado e a religião não deve ser entendida como indiferença ou hostilidade à fé.

Para Chapo, embora o Estado e as confissões religiosas tenham responsabilidades próprias, ambos podem convergir na defesa da dignidade da pessoa humana e na construção do bem-estar do povo moçambicano.

“Separação não significa indiferença, laicidade não significa hostilidade à religião,” afirmou, acrescentando que o respeito pela autonomia de cada uma das partes não impede a cooperação em matérias de interesse nacional.

Neste sentido, o chefe do Estado defendeu uma parceria estratégica, acente no diálogo considerando o único caminho para a consolidação da paz, reconciliação e estabilidade social, económica e política do nosso país

Chapo apelou, por isso, ao reforço do diálogo nacional inclusivo baseado no respeito mútuo e na cooperação, em benefício da nação moçambicana e do povo moçambicano.

O estadista defendeu ainda que alguns dos problemas que afectam a sociedades podem ser enfrentados através das leis e das instituições do Estado, enquanto outros exigem uma intervenção mais profunda, centrada na transformação da consciência humana.

Segundo o presidente, desafios como a corrupção, consumo e tráfico ilícito de drogas e o crime não são combatidos apenas com tribunais e leis, é preciso que a religião ajude a transformar plenamente a consciência humana.

No caso da corrupção, Chapo afirmou que, embora o Estado possa aprovar leis para combater o fenómeno, a prevenção passa igualmente pela formação de homens e mulheres que reconheçam como moralmente inaceitável apropriar-se de recursos pertencentes ao povo.

Sobre a violência doméstica, defendeu a necessidade de se formar famílias onde o amor pelo próximo, o respeito e a dignidade sejam valores sagrados. Já em relação ao consumo e tráfico de drogas, defendeu à criação de referências morais e de esperança para os jovens, de modo a ajudá-los a encontrar um propósito para as suas vidas.

O chefe do Estado abordou também o combate ao terrorismo e ao extremismo violento, defendendo que, além da intervenção das Forças de Defesa e Segurança, é necessário que o extremismo violento não encontre espaço nos corações dos moçambicanos, tendo elencado que as confissões religiosas como actores estratégicos na formação da consciência moral da sociedade moçambicana, devido à sua presença junto das famílias e comunidades. (Antónia Mazive)

Mais de nove mil (9000) pranchas de madeira apreendida em Mocímboa da Praia a caminho da Tanzânia

Maputo (IKWELI) – O fenómeno não é novo, mas a fé pública acreditava com o terrorismo que assola a província de Cabo Delgado, determinados crimes já não tivessem a correr na região, sobretudo os que envolvem a natureza.

No último domingo do corrente mês, a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA, IP) apreendeu em sete quintais do bairro de Zalala, na vila de Mocímboa da Praia, o total de 9.117 pranchas de madeira nativa, correspondentes a 542.02 metros cúbicos.

Este produto tinha como destino o vizinho país República Unida da Tanzânia e a AQUA gaba-se que a apreensão é em resultado das suas acções de inteligência, segundo referiu em comunicado de imprensa.

“Nos termos do n.º 1 do artigo 77 da Lei n.º 17/2023, de 29 de Dezembro, os proprietários das residências onde a madeira se encontrava armazenada podem incorrer em pena de prisão de um a cinco anos, bem como em multa correspondente, caso seja comprovada a sua responsabilidade nos termos da lei,” refere o comunicado.

A instituição garante trabalhar para a identificação dos proprietários da madeira apreendida e reitera o seu compromisso com a fiscalização dos recursos naturais, a conservação do ambiente e a protecção do património florestal de Moçambique.

No mesmo comunicado, apelou a população para denunciar práticas e movimentações suspeitas de recursos florestais que tomarem conhecimento, com vista a permitir a actuação das autoridades em tempo real. (Antónia Mazive)

“Aviator” faz mais uma vítima mortal em Napipine

Nampula (IKWELI) – Um jovem, de aproximadamente 20 anos de idade, tirou a própria vida no bairro de Napipine, na cidade de Nampula, depois de perder 8.000,00 Mt (oito mil meticais) em um jogo de azar virtual conhecido por “Aviator”.

Segundo fontes próximas da família, o jovem recebeu 8.000,00Mt para comprar material de construção, mas decidiu usar o dinheiro no jogo, na expectativa de multiplicar o valor e, posteriormente, cumprir com a responsabilidade que lhe tinha sido confiada.

Depois de perder todo o dinheiro no jogo, o jovem teria comprado “Ratex” e recorrido à ingestão do produto, numa tentativa de fugir da responsabilidade perante os seus familiares.

“Esse jovem lhe entregavam dinheiro com os encarregados para comprar material de construção porque na casa dele estão a construir, depois não sei essa ideia onde lhe apareceu, levou o dinheiro, colocou no Aviator e lhe comeram todo dinheiro e depois quando viu que não tinha como se explicar mediante aos seus pais, o troco que ele tinha no bolso decidiu ir comprar Ratex e acabou se matando. É isso que aconteceu, assim nós todos estamos tristes, porque se ele comunicasse acho que ele poderia receber ajuda e não tirar a sua vida”, explicou uma fonte próxima à família. Os amigos aproveitaram o momento de tristeza para desencorajar a prática de jogos de azar, defendendo que as pessoas devem procurar alternativas para resolver suas dificuldades financeiras.

“Desde que esse jogo iniciou só estamos a ouvir que há pessoas que estão a se matar depois de perder, nunca ouvimos que ganhou. Então, com isso as pessoas não poderiam pensar em jogar isso, porque a pessoa pode ver que já ganhou uma vez, depois o sistema pode comer todo dinheiro. Então queria pedir às pessoas que jogam parar, porque isso traz frustração”, referiu Idelson João, um morador local.

Este é segundo caso registado neste mês de Setembro envolvendo jovens. Recentemente, um professor que leccionava numa das escolas da província também morreu por suicídio depois de, segundo informações divulgadas nas redes na altura, recorrer aos jogos de azar como tentativa de resolver dificuldades financeiras. (Malito João)

Detido jovem acusado de agredir e violar sexualmente trabalhadoras do sexo no Axinene

Nampula (IKWELI) – Um jovem de aproximadamente 20 anos de idade foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, acusado de agredir, ameaçar, roubar e violar sexualmente trabalhadoras do sexo no Axinene, na cidade de Nampula.

O acusado admite ter agredido fisicamente uma das mulheres, mas nega tê-la violado sexualmente. Segundo explicou, decidiu fazer justiça pelas próprias mãos depois de entender que a vítima lhe teria faltado ao respeito.

“Ela começou primeiro a lançar insultos e depois bateu-me na boca. Eu também lhe devolvi a agressão. Não tranzei com ela, porque ela estava a ofender-me e eu estava a beber com os meus amigos. Por isso estou aqui.”

De acordo com alegações da PRM, o indivíduo é acusado de ameaçar, roubar e violar sexualmente algumas das suas vítimas, situação que levou à realização de uma operação policial com o objectivo de desmantelar a ele e outros membros do grupo.

A detenção ocorre numa altura em que algumas trabalhadoras do sexo denunciaram, recentemente, ao Ikweli casos frequentes de agressões, roubos e ameaças nos locais de prostituição do Axinene.

Dércio Samuel, chefe do departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, disse que o suspeito frequentava a zona do Axinene e ameaçava as mulheres, exigindo-lhes dinheiro e outros bens.

“Este indivíduo frequentava a área da 3ª Esquadra, no mercado da Descida. Ele ameaçava as suas vítimas, neste caso as mulheres que frequentam o Axinene, e exigia vários bens. No dia 28, por volta das 20 horas, a Polícia tomou conhecimento de que o indivíduo, juntamente com os seus comparsas, tinha-se apoderado de 2.100,00Mt (dois mil e cem meticais), um telemóvel e outros bens.”

Na explicação da Polícia, uma das vítimas recebeu uma guia para ser encaminhada ao hospital, onde deveria receber assistência médica.

Dércio Samuel acrescentou que as autoridades continuam a trabalhar com vista à neutralização de outros alegados integrantes do grupo, que têm ameaçado as mulheres apoderando-se de vários bens delas e de outras pessoas que frequentam aquele ponto conhecido por Axinene.

“Continuamos a trabalhar para neutralizar os outros indivíduos que têm ameaçado esta camada social e se apoderado de vários bens das meninas que frequentam aquele ponto, mais conhecido por Axinene.” (Malito João)

Na cidade de Nampula: Há jovens que obrigam seus pais idosos a praticarem a mendicidade

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social (DPGCAS) em Nampula continua preocupada com a prevalência de casos de mendicidade envolvendo um número significativo de idosos, que recorrem às principais vias de acesso e ruas para pedir esmola, como forma de garantir a sua sobrevivência e aponta que os mesmos têm sido obrigados pelos seus filhos.

Benvinda Maulana, que lidera o departamento de Assuntos para Idosos naquela instituição, afirma, que entre janeiro e setembro corrente, foram desenvolvidas acções com vista a combater o fenómeno, o que resultou na reintegração ao convívio familiar de cerca de 23 idosos, dos quais 17 mulheres e 6 homens, contra 22 casos registados no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a fonte, apesar dos desafios enfrentados pelos idosos, a responsável garantiu que continuam a decorrer acções de combate à mendicidade nas ruas, sobretudo nos distritos de Nampula e Eráti, considerados os principais pontos de concentração de idosos envolvidos nesta prática.

“Se eles vão a rua, não é por vontade própria, mas porque são os próprios filhos que obrigam os idosos a praticar a mendicidade para trazer sustento para casa. Quando descobrimos isso, tivemos de reintegrá-los no convívio familiar. Mas estamos a trabalhar para combater os casos de violação dos direitos dos idosos”, concluiu a nossa fonte. (Virgínia Emília)

No Centro de Apoio à Velhice de Nampula: Idosos já passam três refeições diárias

Nampula (IKWELI) – Depois de quase um ano marcado por denúncias de falta de alimentos e produtos de higiene, idosos acolhidos no Centro de Apoio à Velhice da cidade de Nampula dizem que a situação alimentar melhorou e que actualmente já recebem três refeições por dia.

Durante o ano passado, até Janeiro do corrente ano, o Ikweli reportou denúncias de idosos acolhidos no centro que afirmavam passar fome devido à alegada falta de abastecimento regular de alimentos e kits de higiene.

Na altura, alguns residentes disseram chegar a passar dois ou mais dias sem comer, sendo obrigados a procurar ajuda junto de moradores das zonas circunvizinhas, igrejas, associações e outras pessoas de boa-fé.

Actualmente, porém, os relatos dos idosos são diferentes. Durante uma visita da nossa reportagem ao centro, alguns residentes mostraram-se satisfeitos com a melhoria das condições alimentares e disseram que já conseguem fazer as principais refeições diariamente.

“Agora estamos a comer”, disse a idosa Deolinda Momade, de aproximadamente 60 anos, natural do posto administrativo de Namina, distrito de Mecubúri, que vive há bastante tempo no centro.

“Agora agradecemos ao Governo por se lembrar de que nós existimos, porque os nossos familiares vivem longe e outros não nos querem. Por isso estamos aqui no centro.”

Artur Muruha, de 65 anos, natural do distrito de Mogovolas, concretamente do posto administrativo de Nanhupo-Rio, também afirmou que a situação melhorou. “Aqui já estamos bem. Já não temos problemas de falta de comida. Já temos mata-bicho, almoço e jantar. Isso agradeço muito.”

Segundo Muruha, além da alimentação, também foram melhoradas algumas condições de acomodação.

O director do Centro de Apoio à Velhice, Otílio João, confirmou que a instituição enfrentou dificuldades no abastecimento alimentar, mas afirmou que a situação foi, entretanto, ultrapassada.

Segundo o responsável, o INAS [Instituto Nacional de Acção Social], em coordenação com parceiros de cooperação, abasteceu o centro com produtos alimentares e kits de higiene.

Entre os produtos recebidos estão farinha, arroz, óleo de cozinha, açúcar, massa esparguete, massa de tomate e diferentes variedades de feijão. O abastecimento inclui igualmente produtos de higiene e limpeza, como sabão e detergentes.

João disse que o stock existente poderá garantir o funcionamento alimentar do centro até Dezembro deste ano.

“O INAS estava desde o mês de Fevereiro sem abastecer e só começou a fazê-lo no mês de Março. Demorou um pouco devido à requisição, mas o fornecedor já estava a par da mesma.” (Virgínia Emília)

Na zona verde da cidade de Nampula: Vendedores de vegetais não estão a pagar produtores de couve

Nampula (IKWELI) – Alguns produtores de couve que desenvolvem a sua actividade no bairro de Napipine, na cidade de Nampula, estão preocupados com o aumento de vendas a crédito a algumas clientes, que, segundo os agricultores, levam verduras sem efectuar posteriormente o pagamento das dívidas.

Os produtores dizem que a situação está a afectar o rendimento dos seus pequenos negócios e poderá comprometer a capacidade de aquisição de sementes, fertilizantes e outros insumos necessários para a produção.

Em declarações ao Ikweli, os agricultores afirmaram que decidiram tornar pública a preocupação para chamar a atenção das próprias clientes para o cumprimento dos compromissos assumidos.

David Regula, um dos produtores, afirma que o problema se agravou nos últimos tempos. “Nós estamos sempre a dar dívidas, mas não pagam. Quando elas vêm, para além de não pagar a dívida, dizem que não têm dinheiro. Nós não podemos cultivar couve para ficar sem receber. Por isso, estamos aqui a dizer que não queremos dívida, queremos dinheiro.”

Segundo os produtores, o incumprimento dos pagamentos tem afectado os planos de investimento e dificultado a continuidade normal das actividades agrícolas.

Jaime Cândido, produtor de couve há mais de dez anos, também manifestou preocupação com o cenário

“É normal alguém vir logo nas primeiras horas só para pedir dívida, sabendo que nós às vezes também pedimos crédito para comprar os insumos agrícolas. Assim não temos como pagar, porque a couve não está a sair. Isso nos preocupa muito. Queremos ajuda para que essa mensagem chegue a todas as mulheres, principalmente àquelas que fazem isso.”

A denúncia surge depois de os mesmos produtores terem relatado anteriormente ao Ikweli outros episódios envolvendo algumas clientes. Na altura, os agricultores alegaram que determinadas mulheres recebiam verduras em troca de relações sexuais. (Malito João)

SG da Frelimo reconhece esforços do governador de Nampula na resolução da crise de combustível

Nampula (IKWELI) – O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, reconheceu o acompanhamento do governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, à situação da crise do combustível na província, destacando o diálogo com taxistas e as reuniões com retalhistas, na tentativa de minimizar o problema.

Aboobacar reconheceu os desafios que a população de Nampula tem enfrentado nos últimos dias devido à escassez de combustível, mas afirmou que o Governo não cruzou os braços perante a situação. “Acompanhamos a situação do combustível, temos consciência dos desafios que a província tem enfrentado, mas essa questão do combustível não é um problema de Moçambique. Como sabem, Moçambique não produz, tem que comprar e, no sítio onde se compra, há guerra e, para o combustível chegar, chega com muita dificuldade, chega mais caro, por isso, em algum momento, temos escassez, mas nunca houve roptura de stock”, afirmou.

O secretário-geral da FRELIMO reconheceu igualmente a prontidão do governador Eduardo Abdula em esclarecer a situação e apelou à população para confiar nos governantes e evitar situações de pressão. “Por isso, logo que a situação foi colocada, o vosso governador, camarada Salimo, comunicou tempestivamente e procurámos para a província de Nampula, mas não pode ser hábito nós encontrarmos um problema e logo haver confusão. Não pode ser hábito. Temos que ter paciência e confiar nos nossos governantes, porque não pode ser assim: amanhã, qualquer coisa que tomarmos é através de confusão. O nosso desenvolvimento depende da paz”, disse.

Aboobacar apelou ainda aos cidadãos e munícipes da província de Nampula para reforçarem a vigilância e defendeu que os problemas devem ser resolvidos através do diálogo. “Então, caros camaradas e munícipes da província de Nampula, vamos reforçar a vigilância, porque essas atitudes não são normais. Temos que ter muita atenção para resolvermos esse problema de instabilidade. Sempre que há um problema, como viram, dialogou-se, encontrou-se solução. Não pode ser através da pressão. Então, temos que ser vigilantes contra situações para não termos aquela manifestação que atrasou o nosso desenvolvimento e destruiu bens”, acrescentou.

O secretário-geral da FRELIMO reconheceu a existência de várias dificuldades que afectam a população da província de Nampula e do país em geral, mas defendeu ser necessário compreender a motivação de cada situação e voltou a mencionar as manifestações de 2024. (Malito João)

Após três anos sem subsídio: INAS paga um mês a idosos em Nampula

Nampula (IKWELI) – Idosos em situação de vulnerabilidade na província de Nampula ficaram entre 2023 e 2025 sem receber regularmente o Subsídio Social Básico. Este ano, o Instituto Nacional de Acção Social (INAS) retomou os pagamentos, mas, até ao momento, apenas conseguiu pagar um único mês.

Dos seis distritos abrangidos pelas representações do INAS na província, apenas Nampula e Rapale receberam pagamentos. Segundo o delegado provincial do INAS, Assane Juma, cerca de 4,5 milhões de meticais foram disponibilizados para beneficiar 5.890 idosos no distrito de Rapale, enquanto 7.000 idosos de Nampula receberam o subsídio em Janeiro.

O Subsídio Social Básico é pago de acordo com o número de membros do agregado familiar. O primeiro escalão recebe 540,00Mt (quinhentos e quarenta meticais), e os restantes recebem 640,00Mt (seiscentos e quarenta meticais) 740,00Mt (setecentos e quarenta meticais) e 1.000,00Mt (mil meticais), respectivamente.

Entretanto, alguns beneficiários entrevistados pelo Ikweli em Rapale consideram insuficiente o valor recebido, tendo em conta o aumento do custo de vida e as necessidades das suas famílias.

Sofia Paulino, de aproximadamente 60 anos, mãe de cinco filhos, disse que “esse subsídio não vai me ajudar, porque não chega para fazer o meu rancho básico semanal, comprar roupa e pagar a escola. Só vai servir para comprar uma refeição”.

Joaquina Manuel, de 65 anos, também beneficiária de 540,00Mt, lamenta o longo período que ficou sem receber o subsídio e afirmou que tem sobrevivido com o que consegue produzir na sua machamba.

Outro beneficiário, Armando Cintura, de 70 anos, que recebe 640,00Mt, considera o valor insuficiente perante a subida dos preços dos produtos alimentares.

INAS diz que pagamentos dependem do orçamento

O delegado provincial do INAS, Assane Juma, disse que a intenção da instituição é efectuar os pagamentos mensalmente, mas que isso depende da disponibilidade financeira do Estado.

“A nossa ideia é pagar mensalmente, mas tudo depende da disponibilidade financeira do Estado. Neste momento, vamos pagar um mês, porque são os recursos que estão disponíveis.”

Juma acrescentou que, caso o Governo Central disponibilize novos recursos, os restantes distritos abrangidos pela delegação do INAS em Nampula poderão receber os pagamentos nos próximos meses. (Virgínia Emília, Foto: Higino Carlos)