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CMCN vai formar um universo de 300 mulheres na área de produção verde

Nampula (IKWELI) – O Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN), através do pelouro de Actividades Económicas, prevê formar, após a época de colheita do presente ano, cerca de 300 mulheres produtoras de hortícolas em quintais inteligentes, em matérias relacionadas com técnicas de produção, educação alimentar e outros conhecimentos ligados à agricultura urbana, incluindo práticas de adubagem para hortícolas caseiras.

A formação será direcionada a mulheres selecionadas nos postos administrativos municipais de Napipine e Namicopo.

Trata-se de uma iniciativa a ser levada a cabo pelo Conselho Municipal da Cidade de Nampula, em coordenação com um total de 20 associações municipais que englobam 600 produtores.

As 300 mulheres abrangidas já beneficiaram de kits de produção hortícola, formação sobre educação alimentar e de um apoio financeiro no valor de 3.000,00Mt (três mil meticais), com o objectivo de adquirirem sementes e outros insumos para a produção, uma actividade que antecipa a formação.

Estes dados foram avançados nesta terça-feira (26), durante uma conferência de imprensa, orientada pela vereadora das Actividades Económicas do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Cláudia Marques. Na ocasião, ela explicou que numa primeira fase, além dos kits de produção hortícola distribuídos às associações abrangidas, com vista ao aumento da renda familiar, produção de alimentos de qualidade serão treinados no mesmo âmbito em técnicas de redução do uso de produtos químicos, geração de emprego e expansão das áreas de produção hortícola, promovendo igualmente a diversificação alimentar e uma dieta equilibrada.

A fonte assegurou que o projecto teve início em Dezembro do ano passado e inclui assistência técnica baseada em metodologias de escola na machamba do produtor.

Revelou que dos kits distribuídos constam enxadas, regadores, sementes, baldes, tambores, balanças, cordas, fitas métricas, entre outros materiais, acrescentando que o projecto contempla igualmente a construção de um viveiro municipal com material local, com capacidade para 14 mil plantas, sendo que neste momento, já foram produzidas cerca de 1.500 plantas fruteiras e outras espécies arbóreas. (Virgínia Emília)

Perto de 60 casos de acidentes de viação deram entrada no HCN no fim-de-semana

Nampula (IKWELI) – No último fim-de-semana, o Hospital Central de Nampula (HCN) registou a entrada de 58 pacientes envolvidos em acidentes de viação, num universo de 1.100 casos com diferentes patologias que deram entrada naquela unidade sanitária no período.


Carlos António, porta-voz do HCN, disse em colectiva de imprensa, na manha desta terça-feira (26), que ainda no mesmo fim-de-semana, deram entrada no Banco de Socorro aproximadamente 800 pacientes vítimas de agressão física e queimaduras.


“Mais uma vez, apelamos aos automobilistas para que conduzam com prudência quando se fazem à estrada. O fim-de-semana registou muita agitação. Tivemos pacientes com infecções das vias aéreas, como tosses, gripe e outros problemas. Também registámos 134 entradas de pacientes que procuraram os serviços de maternidade.”


A fonte destacou que o serviço de maternidade registou maior afluência de pacientes gestantes comparativamente ao mesmo período do ano anterior.


“No fim-de-semana, tivemos cerca de 9 ropturas e 90 partos, sendo 45 por cesariana. Estes números estão a aumentar, tendo em conta que a nossa maternidade beneficiou de reabilitação e está renovada”, concluiu. (Nelsa Momade)

A edilidade da cidade de Nampula acusa vendedores ambulantes de poluir o meio ambiente

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, disse, recentemente, numa colectiva de imprensa que os vendedores informais têm estado a contribuir na poluição do meio ambiente na autarquia que dirige, o que o preocupa.

Segundo disse, este seguimento de comerciantes produz muito lixo, cujo manuseamento pela edilidade torna-se difícil, exigindo mais meios e tempo.

Giquira está na campanha de retirar dos vendedores informais das ruas, cuja primeira tentativa falhou e agora o prazo foi redefinido.

As avenidas do Trabalho, Paulo Samuel Kankhomba e as ruas conexas, incluindo o mercado grossista do Waresta e o improvisado na zona do bispo têm sido os principais pontos de produção do lixo pelos informais.

Giquira quer uma convivência pacífica com os vendedores informais, por isso limita-se em apelar a eles para o respeito e cumprimento do código de postura camarária, de forma a manterem a urbanidade da cidade. (Virgínia Emília)

Taça de Moçambique: Sporting de Nampula complica aos Axinenes, mas fica em terra

Nampula (IKWELI) – As equipas do Ferroviário de Nampula e Sporting de Nampula voltaram a se defrontar no último domingo (24), desta vez para as meias-finais da Taça de Moçambique em futebol, fase provincial, tendo os chamados Axinenes de Nampula vencido a partida por 1-0.

A última vez em que os dois rivais se encontraram, nesta época, foi a quando da disputa da Supertaça provincial, um jogo em que o Ferroviário de Nampula, também, foi vencedor, mas por 4-1.

No jogo do último domingo, o Sporting de Nampula entrou com tudo para dentro das quatro linhas para vencer e liderar a rivalidade, numa tarde desportiva em que o Ferroviário de Nampula não esteve nos seus melhores dias.

A primeira parte do confronto terminou com nulo no marcador, e só foi na etapa complementar em que surgiu o único golo da partida, apontado por intermédio de Estêvão Novela que acabava de entrar na equipa dos Axinenes.

Depois do golo, o Sporting de Nampula continuou acreditando na possibilidade de virar o resultado, mas o desgaste físico dos atletas contribuiu para a não concretização dos objectivos dos antigos Namutequeliuas, para o alívio dos donos da casa.

Nacir Armando, treinador do Ferroviário de Nampula, apontou a fadiga dos seus atletas, bem como a falta de treinos para aquele jogo, como que influenciou no fraco desempenho da sua colectividade.

Segundo justificou o mister Nacir, a equipa vinha de uma desgastante viagem de Maxixe, na província de Inhambane, onde dias antes disputou um jogo do Moçambola.

O timoneiro dos Axinenes fez saber que havia manifestado um pedido para o adiamento da partida, para dar espaço de recuperação da equipa, mas que a Associação Provincial de Futebol de Nampula não lhe deu ouvido, situação que o treinador lamentou.

Por conta disso, Nacir Armando parabenizou a postura dos seus atletas, que culminou com a vitória sobre o rival Sporting de Nampula.

“Penso que nós fomos adversário de nós mesmos, porque na primeira parte tivemos oportunidades muito claras mesmo de golos, mas não finalizamos e quando é assim a equipa pequena cresce e procura dificultar. O Sporting foi-se fechando muito bem, custou na verdade fazer o golo porque ia se fechando, mas penso que se tivéssemos finalizado, na primeira parte sairíamos a ganhar por aí 4 golos, sem sombras de dúvida”, começou por analisar a partida, o mister Nacir Armando.

“Na segunda parte já tivemos o jogo connosco, dominamos e conseguimos marcar um golo, o Sporting acabou indo atrás do prejuízo e criou alguma dificuldade”, referiu o timoneiro dos axinenes, para quem “tivemos jogos atrás dos outros, agora é que vamos ter uma semana longa em que a equipa vai conseguir recuperar para os desafios subsequentes.  É certo que vínhamos de uma longa viagem de autocarro e avião para aqui, e acabaram nos marcando o jogo, inesperadamente, mas, correspondemos e conseguimos passar a eliminatória, o que era o nosso objectivo”, disse Nacir Armando.

“É verdade que o objectivo não era esse, nós sabíamos quais seriam as dificuldades que teríamos neste campo, mas jogamos aquilo que planificamos durante a semana, mas chegou um momento infeliz e consentimos um golo”, lamentou Nira Augusto, treinador adjunto do Sporting de Nampula. (Constantino Henriques)

Liupo leva M’Pale para a fase provincial dos jogos desportivos escolares

Nampula (IKWELI) – O distrito de Liupo partiu confiante para a fase provincial dos Jogos Desportivos Escolares, que decorre de 24 a 28 de Maio, na cidade de Nampula, com atletas determinados a lutar por resultados positivos nas diferentes modalidades em competição.

Na despedida da delegação, o administrador distrital, César Nacuo, felicitou aos pais e encarregados de educação pelo acompanhamento dado as crianças e jovens atletas, sublinhando que muitos deles representam hoje motivo de orgulho para o distrito.

Dirigindo-se particularmente as equipas de futebol 11 e jogos tradicionais, com destaque para o Ntxuva (M’Pale), Nacuo apelou ao espírito de disciplina, união e entrega total durante a competição.

“Este distrito vive na esperança de melhores dias. Queremos que representem os nossos bons apelidos e com eles tragam de volta resultados festejáveis. É tempo de Liupo levantar-se e avançar na proporção do mundo,” afirmou.

Num discurso marcado por um tom paternal, o dirigente pediu que cada atleta tenha uma postura exemplar dentro e fora dos campos, lembrando que toda a população deposita confiança na delegação. “Contudo, tenho a máxima certeza de que vocês vão trazer bons resultados da cidade de Nampula,” reforçou.

Aos responsáveis da comitiva, César Nacuo recomendou maior atenção e acompanhamento permanente aos atletas, de forma a garantir uma participação organizada e tranquila.

Um dos momentos que marcou a actividade foi a participação do administrador numa partida simbólica de Ntxuva (M’Pale), diante de uma das atletas seleccionadas, tendo acabado derrotado, numa demonstração de valorização e envolvimento com a modalidade tradicional.

O 28º Festival Provincial dos Jogos Desportivos Escolares reúne perto de mil participantes, entre atletas, treinadores, árbitros, juízes de linha e dirigentes desportivos de vários distritos da província de Nampula. (Malito João)

Maquival acolhe cinema na comunidade escolar em Quelimane

Quelimane (IKWELI) – A Escola Secundária de Maquival, no distrito de Quelimane, província da Zambézia, acolheu, no sábado (23), uma sessão de cinema na comunidade, com o intuito de consciencializar os alunos de que o cinema constitui uma ferramenta didáctica e pedagógica de transformação social, capaz de transmitir mensagens de educação patriótica e valores morais.

O evento representou uma oportunidade de aprendizagem e convergência, através da projecção de curtas e longas-metragens que retratam os efeitos dos boatos sobre o alegado encolhimento dos órgãos genitais masculinos, despertando debates e consciencialização entre os alunos sobre os perigos de acreditar em informações falsas.

Por outro lado, foi exibido um filme que retrata os efeitos negativos do consumo de drogas nas famílias moçambicanas, com destaque para as raparigas, assim como outro filme sobre a prática da corrupção e as suas implicações na esfera social e laboral.

Os alunos presentes confessaram ter tirado proveito da actividade, prometendo não se deixarem levar por atitudes inadequadas na sociedade.

“Assistimos a filmes que retratam comportamentos muito negativos, como o de uma pessoa drogada que agride sexualmente uma aluna, por exemplo. Uma estudante que antes tirava boas notas, quando sofre abusos perde a concentração, e isso não contribui para o desenvolvimento da sociedade”, disse Mateus Nelson, aluno da Escola Secundária de Maquival.

“O que assistimos aconteceu na semana passada no nosso bairro, onde uma moça discutiu com o namorado e acabou tirando a própria vida. Portanto, este comportamento não é bom, pois não há problemas que não possam ser ultrapassados. Não podemos tomar medidas erradas, porque, mesmo sofrendo, a vida continua a ser boa”, sublinhou Francisco Eulégio, outro aluno do mesmo estabelecimento de ensino.

Na ocasião, o chefe do Departamento do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga, na Zambézia, Segundo Salvador Roque, instou aos alunos a dirigirem-se ao gabinete sempre que presenciarem práticas ilícitas relacionadas com o consumo de drogas.

“Nós recebemos as denúncias e coordenamos com os sectores que ajudam a recuperar o consumidor, para que este volte a ser um estudante exemplar. No gabinete estão representadas várias instituições que combatem o consumo de drogas. Temos o sector da PRM [Polícia da República de Moçambique], que trabalha com situações de agressão, o sector da Acção Social, para ajudar vítimas de violação ou agressão, incluindo apoio psicológico e também o sector da Saúde, que presta acompanhamento clínico. Portanto, é preciso vigilância. Quando alguém sofre, não deve ficar calado”, exortou Roque.

Por sua vez, a direcção da escola saudou a iniciativa e comprometeu-se a replicá-la, de modo a evitar que os alunos se marginalizem.

O evento contou igualmente com a presença de representantes dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Quelimane. (Francisco Mário)

Padre insta africanos a viverem a ancestralidade

Nampula (IKWELI) – O escritor moçambicano Agi Padre, com o pseudónimo literário Yamwery Yaansuhoo, exorta aos africanos a não terem vergonha de mostrar as suas realidades, uma vez que as suas histórias foram supostamente apagadas pelo ocidente.

No sábado (23), o Clube de Leitura Olhar Literário organizou um Café Literário, que juntou escritores locais, e foi nessa ocasião que Padre fez estes pronunciamentos.

Na ocasião, o escritor afirmou que a África carrega consigo ciência que são espirituais e que ao andar do tempo foi abusada como se o mito fosse algo pejorativo quando é o alicerce da pesquisa científica.

No entender do escritor, actualmente a ciência do africano é desprezada até pelos próprios africanos que têm medo de dizer que estava num curandeiro, por exemplo.

Este considera que este procedimento não deveria constituir o motivo de vergonha, pois telefonar sem ter crédito, viajar sem apanhar chapa constitui a realidade do africano. “Fomos roubados a nossa identidade, e precisamos de resgatar isso. Nós temos uma ciência muito grande na África, essa ciência é espiritual e não científica. O nosso futuro não está naquilo que o ocidente nos enganou, portanto, é preciso trazer a nossa raiz, modernizando em tempo que estamos.”

Para a fonte, na África ninguém morre, “a pessoa passa para outro mundo, nós vamos para ancestralidade, passamos nesta terra e vamos para ancestralidade. O que se roubou foi os africanos, mas o seu conhecimento ficou ainda para o ouvido do africano. Nossas memórias lembram ainda o nosso passado, não temos como fugir.”

Por outro lado, a fonte questiona o porquê de um africano não aceitar invocar seus antepassados no embondeiro, porquê ocultar que há confianças de certas promessas dadas nos curandeiros. “Porque vou dar um nome Deus e aceitar. Será que Deus vai ouvir a língua portuguesa? Será que se continuar a acreditar num Jesus pregado nos tabernáculos a minha evolução moral e espiritual vai continuar? Será que quero chegar no Deus europeizado?”

Segundo disse Padre, temos vindo a citar a invocação dos antepassados como a coisa mais essencial porque para quem tem uma certa identidade, sabe que terá muita moral se conseguir ir num curandeiro e alcançar os objectivos através de uma palavra.

“Hoje porque é que sinto vergonha quando as pessoas dizerem que isso é mito? Mas o que constitui mito é ciência não questionável. A ciência que hoje não consideramos mitos são passageiras ou falíveis. Ao passo que a nossa mitologia é patente, vai continuar,” frisou a fonte. (Francisco Mário)

SdE em Nampula defende a necessidade de África explorar seus recursos em benefício próprio

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Plácido Pereira, defende que África deve começar a explorar os seus recursos em benefício do próprio continente, sublinhando que cabe a cada cidadão levantar-se para contribuir no desenvolvimento africano.

Nesta segunda-feira (25), assinalou-se o Dia de África.

A exploração dos recursos africanos pelo ocidente foi também uma das preocupações manifestadas pelo SdE de Nampula, que apelou a uma reflexão profunda sobre o futuro do continente e a necessidade de maior autonomia no aproveitamento das riquezas naturais. “A África é nosso continente, nós temos que levantar para desenvolver este continente. África tem imenso recursos, mas muitas vezes esses recursos são explorados pela Ásia, pela Europa, é importante que África possa começar a usufruir o benefício do próprio continente”.

O dirigente falou da breve contribuição que Moçambique deu para o crescimento da África, destacando “uma referência especial é a última reforma da União Africana. Antes nós tínhamos as conferências africanas e elas eram dirigidas por ministros ou eram constituídas por ministros. Apanhávamos conferência africana da descentralização, eram ministros do território, tínhamos outras conferências ligadas à educação e saúde. Com a reforma que foi feita pela União Africana, essas conferências foram transformadas em comités técnicos especializados”, explicou Pereira, destacando que as mudanças visam melhorar a capacidade de resposta às necessidades dos países africanos.

Segundo o governante, Moçambique deu um grande contributo para a União Africana, sobretudo durante a presidência moçambicana na Conferência Africana da Descentralização e Desenvolvimento Local. “Vários instrumentos importantes para África foram elaborados sob pilotagem de Moçambique e aprovados pela União Africana”, declarou.

Pereira destacou, igualmente, a criação do Alto Conselho das Colectividades Territoriais, com sede no Senegal, órgão que engloba entidades descentralizadas africanas. “Isso também foi um passo importante na contribuição de Moçambique”, concluiu. (Malito João)

Proliferação de ceitas religiosas preocupa Assembleia da República

Nampula (IKWELI) – A presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, Género, Tecnologia e Comunicação da Assembleia da República de Moçambique, Lucília Hama, considera que a auscultação da proposta de Lei sobre as confissões religiosas, que arranca nesta terça-feira (26), em todo o país, poderá contribuir para o reforço da moralização da sociedade.

Segundo a deputada, o processo de auscultação pública inicia numa altura em que persistem dúvidas em relação à actuação de algumas confissões religiosas, situação que, segundo afirmou, pode comprometer o ambiente de paz e convivência social no país.

“Nós vamos fazer auscultação em Nampula a partir de amanhã [hoje, 26], ainda não temos qual é o sentimento, mas nós queremos dizer que esta Lei vem mais reforçar a moralidade, porque nós sabemos qual é o papel de uma confissão religiosa. Hoje encontramos a proliferação de muitas igrejas e alguma tendência que deixa a desejar, mas nós queremos que as igrejas continuem com aquele papel.”

A deputada defendeu que as confissões religiosas devem continuar a desempenhar uma função relevante na sociedade moçambicana, promovendo valores éticos, união e convivência pacífica entre os cidadãos.

“Cada um de nós professa alguma confissão religiosa, nós queremos trazer aquele relevante das nossas confissões religiosas”, afirmou Lucília Hama, que com outros parlamentares vai dirigir a auscultação na província de Nampula.

Ainda em Nampula, a Comissão dos Assuntos Sociais, Género, Tecnologia e Comunicação da Assembleia da República encontra-se igualmente a fiscalizar a implementação do Plano Económico e Social de 2026, no âmbito das competências de acompanhamento das acções governativas.

“Como sabem, a Assembleia da República aprova o Programa Quinquenal do Governo e depois vai anualmente elaborar o Plano Económico e Social. É daí que, no tempo de transição, neste caso na primeira sessão, nós temos a oportunidade de verificar in loco o que está a acontecer ao nível das províncias e é nesse contexto que cá estamos”, explicou. (Malito João)

1º de Junho já agita Nampula

Nampula (IKWELI) – Na aproximação do 1º de Junho, Dia Internacional da Criança, as ruas da cidade de Nampula começam a registar um movimento desusado. Pais e mães levando os seus filhos para as lojas, a fim de adquirirem peças de roupa para garantir uma passagem tranquila da data.

Para além de roupa, calçado e bijuterias, também, procura-se por produtos da primeira necessidade.

Mãe de 2 filhos, Ana Mateis, residente do bairro de Muahivire, contou ao Ikweli, quando interpelada numa das ruas da urbe, que “vinha comprar roupa para os meus filhos, para que possam passar bem o dia deles, no próximo 1 de Junho”.

E Abílio Jorge Mussa, também pai e encarregado de educação, residente no bairro de Namicopo, mostrou-se satisfeito com a data especial que se aproxima, apontando que “estou aqui para comprar roupa para as minhas crianças, porque elas merecem, uma vez que esta data é comemorada apenas uma vez por ano”.

Enquanto as lojas lucram com o aumento da procura, o 1 de Junho surge também como uma oportunidade para lembrar que a infância exige compromisso social. Muitos pais pedem mais acção do governo na protecção dos direitos das crianças, sobretudo no acesso à educação, saúde e segurança.

Entretanto, vendedores informais de roupa infantil e brinquedos, instalados no mercado dos Bombeiros, explicam que, nos últimos dias, tem-se registado uma grande aderência de clientes às suas bancas, correndo o risco de ficarem sem mercadorias nos próximos dias. Segundo os mesmos, os locais de abastecimento já enfrentam falta de stock.

Apesar da forte procura e da escassez de mercadorias infantis, os vendedores garantem estar preparados para responder à demanda dos seus clientes até ao fim da festa infantil que se avizinha. “Apesar de ainda não termos atingido a meta esperada, estamos optimistas de que iremos conseguir e preparados para manter mercadoria disponível até ao dia 1 de Junho”, afirmaram dois comerciantes.

Em entrevista ao Ikweli, Jorge Mustafar, gerente de uma das lojas da cidade de Nampula, lamentou enquanto outros estão satisfeitos que não há falta de clientes.

Mustafar acrescentou, igualmente, que “os vestidos e laços para meninas são os produtos mais vendidos. Nota-se que os pais estão a fazer um esforço para garantir alguma lembrança para os filhos, mas esperamos uma maior aderência de clientes ao longo desta semana, uma vez que muitos ainda não receberam os seus salários”. (Virgínia Emília)