1º de Junho já agita Nampula

Nampula (IKWELI) – Na aproximação do 1º de Junho, Dia Internacional da Criança, as ruas da cidade de Nampula começam a registar um movimento desusado. Pais e mães levando os seus filhos para as lojas, a fim de adquirirem peças de roupa para garantir uma passagem tranquila da data.

Para além de roupa, calçado e bijuterias, também, procura-se por produtos da primeira necessidade.

Mãe de 2 filhos, Ana Mateis, residente do bairro de Muahivire, contou ao Ikweli, quando interpelada numa das ruas da urbe, que “vinha comprar roupa para os meus filhos, para que possam passar bem o dia deles, no próximo 1 de Junho”.

E Abílio Jorge Mussa, também pai e encarregado de educação, residente no bairro de Namicopo, mostrou-se satisfeito com a data especial que se aproxima, apontando que “estou aqui para comprar roupa para as minhas crianças, porque elas merecem, uma vez que esta data é comemorada apenas uma vez por ano”.

Enquanto as lojas lucram com o aumento da procura, o 1 de Junho surge também como uma oportunidade para lembrar que a infância exige compromisso social. Muitos pais pedem mais acção do governo na protecção dos direitos das crianças, sobretudo no acesso à educação, saúde e segurança.

Entretanto, vendedores informais de roupa infantil e brinquedos, instalados no mercado dos Bombeiros, explicam que, nos últimos dias, tem-se registado uma grande aderência de clientes às suas bancas, correndo o risco de ficarem sem mercadorias nos próximos dias. Segundo os mesmos, os locais de abastecimento já enfrentam falta de stock.

Apesar da forte procura e da escassez de mercadorias infantis, os vendedores garantem estar preparados para responder à demanda dos seus clientes até ao fim da festa infantil que se avizinha. “Apesar de ainda não termos atingido a meta esperada, estamos optimistas de que iremos conseguir e preparados para manter mercadoria disponível até ao dia 1 de Junho”, afirmaram dois comerciantes.

Em entrevista ao Ikweli, Jorge Mustafar, gerente de uma das lojas da cidade de Nampula, lamentou enquanto outros estão satisfeitos que não há falta de clientes.

Mustafar acrescentou, igualmente, que “os vestidos e laços para meninas são os produtos mais vendidos. Nota-se que os pais estão a fazer um esforço para garantir alguma lembrança para os filhos, mas esperamos uma maior aderência de clientes ao longo desta semana, uma vez que muitos ainda não receberam os seus salários”. (Virgínia Emília)

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