Proliferação de ceitas religiosas preocupa Assembleia da República

Nampula (IKWELI) – A presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, Género, Tecnologia e Comunicação da Assembleia da República de Moçambique, Lucília Hama, considera que a auscultação da proposta de Lei sobre as confissões religiosas, que arranca nesta terça-feira (26), em todo o país, poderá contribuir para o reforço da moralização da sociedade.

Segundo a deputada, o processo de auscultação pública inicia numa altura em que persistem dúvidas em relação à actuação de algumas confissões religiosas, situação que, segundo afirmou, pode comprometer o ambiente de paz e convivência social no país.

“Nós vamos fazer auscultação em Nampula a partir de amanhã [hoje, 26], ainda não temos qual é o sentimento, mas nós queremos dizer que esta Lei vem mais reforçar a moralidade, porque nós sabemos qual é o papel de uma confissão religiosa. Hoje encontramos a proliferação de muitas igrejas e alguma tendência que deixa a desejar, mas nós queremos que as igrejas continuem com aquele papel.”

A deputada defendeu que as confissões religiosas devem continuar a desempenhar uma função relevante na sociedade moçambicana, promovendo valores éticos, união e convivência pacífica entre os cidadãos.

“Cada um de nós professa alguma confissão religiosa, nós queremos trazer aquele relevante das nossas confissões religiosas”, afirmou Lucília Hama, que com outros parlamentares vai dirigir a auscultação na província de Nampula.

Ainda em Nampula, a Comissão dos Assuntos Sociais, Género, Tecnologia e Comunicação da Assembleia da República encontra-se igualmente a fiscalizar a implementação do Plano Económico e Social de 2026, no âmbito das competências de acompanhamento das acções governativas.

“Como sabem, a Assembleia da República aprova o Programa Quinquenal do Governo e depois vai anualmente elaborar o Plano Económico e Social. É daí que, no tempo de transição, neste caso na primeira sessão, nós temos a oportunidade de verificar in loco o que está a acontecer ao nível das províncias e é nesse contexto que cá estamos”, explicou. (Malito João)

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