Início Site Página 115

XVI edição de Jogos Desportivos Escolares: Lalaua vence na secretária e hoje disputa a final diante de Nampula

Nampula (IKWELI) – A comissão técnica do XVI edição do festival dos jogos desportivos escolares, fase provincial de Nampula, decidiu desqualificar a delegação distrital de Mogovolas na disputa da final em futebol masculino, por alegada utilização de um jogador com falsificação de idade.

Nesta quarta-feira (27), Lalaua perdeu em jogo jogado diante de Mogovolas, por 3-0, em partida das meias-finais realizada no campo da Texmoque, tal como publicado na edição 1942 do Ikweli. 

Entretanto, após desconfiar a faixa etária de alguns atletas, a delegação de Lalaua protestou o jogo, e após contacto com a secretaria da escola secundária de Nametil, constatou-se que no livro de turma teria sido preenchido que um dos atletas nasceu no ano de 2000, o que viola as regras da competição que estabelecem a idade máxima os atletas que nasceram em 2010. 

Segundo apuramos, os outros documentos do referido atleta, como o processo individual, consta que o mesmo é de 2010, tal como aparece no seu bilhete de identificação. A delegação de Mogovolas até fez a questão de apresentar as evidências, mas já era sem tempo, porque a comissão técnica baseou-se na informação do livro de turma, a qual se supõe que tenha sido o erro de preenchimento, por parte do respectivo director de turma.

A decisão está a gerar desconforto emocional por parte dos atletas de Mogovolas, após uma campanha bem conseguida, desde a fase de grupos, onde defrontou e conseguiu sobreviver diante das delegações de Nacala, Liupo e Angoche.

A falsificação de idades é um assunto que sempre dominou os festivais dos jogos desportivos escolares, sendo que este ano voltou a ser motivo de discussões nos locais de jogos. A primeira delegação fortemente contestada é a masculina de futebol do distrito de Nampula, que possui atletas com altura e massa muscular acima do normal, para indivíduos de 16 anos de idade. A situação, tal como reportamos nas edições anteriores, contribuiu para a não conclusão do jogo entre Moma e Nampula, e atraso no início do jogo entre Nampula e Mecubúri.

Hoje é dia reservado para o encerramento desta XVI edição dos jogos desportivos escolares, fase provincial de Nampula, com o palco montado no Estádio 25 de Junho. A cerimónia de encerramento contará com a presença do governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula e outros membros do governo provincial.

Segundo o programa que o Ikweli teve acesso, para além de apresentação de mensagem de atletas e outros intervenientes, será apresentada a pré-selecção de atletas que vai representar a província mais populosa de Moçambique, na fase nacional a ter lugar em Inhambane, em Agosto do ano em curso. (Constantino Henriques, colaboração)

Dalila descansa no Lourenço

Nampula (IKWELI) – Foram a enterrar, na tarde desta quarta-feira (27), no cemitério municipal do Lourenço, na cidade de Nampula, os restos mortais da autarca de Angoche, Dalila Ussene, falecida na noite de segunda-feira (25) vítima de doença prolongada.Durante a cerimónia de homenagem, o Governador da Província de Nampula, Eduardo Abdula, manifestou solidariedade à família enlutada e à população de Angoche pela morte de uma servidora pública considerada comprometida com a causa pública e com o desenvolvimento daquele município.

Na mensagem de homenagem dirigida aos familiares e ao povo de Angoche, o Governo Provincial reconheceu o contributo da malograda no serviço público, destacando a dedicação prestada à cidade e à população local ao longo da sua vida.“Partiu uma servidora pública que escolheu dedicar parte relevante da sua vida ao serviço da Cidade de Angoche e da sua população.

Independentemente das diferenças naturais que a vida pública sempre comporta, a verdade que hoje se impõe é simples. Moçambique perde uma cidadã comprometida com a causa pública, e Angoche perde uma das suas filhas”, afirmou.

Na mesma mensagem, o Executivo provincial considera que a perda representa um momento de dor colectiva, mas também de união entre os cidadãos de Angoche, apelando ao fortalecimento dos laços de solidariedade entre a comunidade.

“Nenhuma palavra elimina a dor da perda, mas espero que encontrem conforto na memória, no legado e nas marcas humanas que a malograda deixa”, afirmou Eduardo Abdula na sua nota de condolências.

O Governo da Província de Nampula endereçou ainda palavras de encorajamento à população de Angoche, sublinhando que é nos momentos difíceis que a comunidade demonstra grandeza, união e capacidade de honrar os seus. (Malito João)

Governador de Nampula volta a avisar traficantes de drogas que ameaças não o vão fazer recuar

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, voltou a denunciar, nesta quarta-feira (27), que traficantes de drogas continuam a ameaçá-la por ele estar a liderar uma campanha de combate ao tráfico e consumo de drogas na província.


Durante uma entrega de medicamentos no Hospital Central de Nampula, Abdula convidou os profissionais daquela unidade sanitária a embarcarem na luta com ele. “Temos que aconselhar aos nossos filhos que estão a consumir, a dizer que estão a ser aproveitados por malandros, bandidos. Agora começam a fazer mensagens a ameaçar as equipes que estão na frente”.


“Se me estão a ouvir onde estão, estou pouco me li…do por vocês, quando vocês me quiserem acertar, só vos peço uma coisa, não falhem para não me darem trabalho, porque eu vou vos apanhar um a um, não acabo este mandato, sem acabar com vocês, não tenho medo de vocês e estou protegido por Deus, para poder safar. Não ando com colete de bala e não ando armado, estou sempre livre,” disse o governador, concluindo que “vou vos convidar para os cafés onde eu fico sentado, venham lá atirar para mim lá, por favor, eu estou a vossa espera, mas parem de vender na minha província, nesta província que eu sou o governador, parem de vender droga, eu vou ser vosso pesadelo, vou ser o diabo em pessoa para vocês, não vós vou largar até o último dia do meu respiro”. (Redação)

No meio de protestos sobre falsificação de idades Nampula vence frente Mecubúri

Nampula (IKWELI) – O jogo entre as delegações distritais de Nampula e Mecubúri, em masculino, no XVI festival dos jogos desportivos escolares, fase provincial, estava na eminência de não acontecer, por conta dos protestos de Mecubúri sobre alegada falsificação de idade dos jogadores adversários.

A delegação de Mecubúri entende que Nampula não cumpriu na integra o regulamento sobre as idades para os jogos escolares, o qual estabelece o limite máximo de 16 anos. O motivou à alegação do conjunto “mecubrense” é o físico dos atletas de Nampula, na sua maioria altos e com massa muscular incomum para meninos da idade dos 16 anos. Por outro lado, o que gerou suspeitas é a existência de um número significativo de atletas com bilhete de identificação emitidos no mesmo mês, portanto Março.

Inicialmente a partida estava prevista para às 9:00 desta terça-feira, mas devido a esse impasse, o jogo foi possível iniciar por volta das 11 horas, no campo2 da Texmoque, na cidade de Nampula, para a segunda jornada da série B.

Quanto ao jogo, apesar de possuir jogadores com estatura baixa, Mecubúri entrou confiante diante de uma delegação de Nampula visivelmente abatida psicologicamente. Foi uma primeira parte em que poucas foram as vezes em que visitou com perigo à baliza contrária.

A primeira parte terminou sem abertura de contagem, para a frustração do mister Nelito, treinador da delegação de Nampula.

Na segunda parte, depois de puxão de orelhas, os miúdos da capital provincial entraram com tudo, notando-se uma equipa com boa circulação da bola e com remates enquadrados à baliza, não fosse a postura do guarda-redes de Mecubúri.

Numa jogada de transições rápidas, a delegação de Nampula chegou ao primeiro golo, por intermédio de Cley Júnior, para alegria dos que torciam para os anfitriões. Minutos depois, apareceu Kusco Rafael a fazer o 2-0, resultado que selou a segunda vitória da colectividade.

“O jogo decorreu num ritmo normal, embora tenha algumas desavenças. Esse desentendimento derivou pelo facto de, supostamente, a cidade de Nampula não esteja a observar o regulamento da faixa etária, sabemos muito bem que para os jogos escolares o limite é de 16 anos. Nós tivemos a documentação deles, mas em termos da face, a postura dos atletas, simplesmente nós conseguimos notar que esses atletas superam os 16 anos”, entende Orlando Pires, técnico de desporto da delegação de Mecubúri.

Mister Nelito, técnico de Nampula, disse que foi um bom jogo, apesar da entrada fria da sua rapaziada.

“Estão de parabéns os meninos de Nampula por terem vendido o jogo, mas estão de parabéns, também os meninos de Mecubúri porque foi notória a forma como eles jogam, você vê que é uma equipa coesa. A minha rapaziada também jogou bom futebol e conseguiu marcar dois golos,” começou por dizer o mister Nelito.

Sobre a alegada falsificação das idades nos seus atletas, Nelito não quis entrar em detalhes. Disse que as delegações quando têm medo do adversário sempre invocam algum motivo para justificar possível derrota.

“Toda equipa quando perde é assim. Mesmo eu já fui jogar com outras equipas e quando perdi disse o mesmo. São falácias, são coisas que não tocam connosco quando jogamos”, precisou.

Outros jogos da mesma jornada forneceram os seguintes resultados: Lalaua 2 – 0 Ilha de Moçambique, Eráti 0 – 2 Mossuril, Liupo 2 -3 Mogovolas, Angoche 0 – 2 Nacala, todos em masculino.

Em femininos: Liupo 2-3 Mogovolas, Ribáuè 0-0 Memba, Nacarôa 0 – 0 Eráti, Nampula 7-0 Muecate. (Constantino Henriques)

Estudantes da UniRovuma exibem criatividade na inovação

Nampula (IKWELI) – Os estudantes da Universidade Rovuma (UniRovuma), na província de Nampula mostraram suas criatividades em inovação, nesta terça-feira (26), no âmbito do Dia das Práticas Técnico-Profissionalizantes e Estágio, que decorreu sob lema “Inovar capacitando profissionais, construindo futuros”.

Os estudantes do segundo ano do curo de Licenciatura em Engenharia Civil expuseram uma produção de uma cadeira multifuncional, permitindo o utente de utilizar de acordo as suas necedades diárias.

“Está é uma cadeira com dupla função, serve de um assento normal, mas também serve de mesa de engomar, também para guardar seca-roupa. Portanto, depende da necessidade da pessoa,” disse a estudante Laura Graciano.

“Trouxemos aqui o sistema de radar que é aplicado nas traseiras dos carros para alertar quando um carro faz retaguarda para não bater um obstáculo. Este sistema tem lentes que mostra em que situação o obstáculo se encontra. Verde alerta que o obstáculo está em sessenta centímetros o vermelho indica o perigo,” explicou Domingos Chuva, outro estudante.

“Estamos a expor nossos livros, vendendo a preços promocionais para que aqueles que não conseguem comprar com os preços normais consigam hoje. Temos um desconto de 15% por cada livro. Na compra de um livro tem mais um prémio desse desconto,” disse Nélio da Costa, estudante daquela instituição.

Por sua vez, Denisse Omar, diretora da Faculdade de Ciências Sociais e Filosóficas da UniRovuma disse, na ocasião, que as práticas Técnico-Profissionalizantes representam um momento muito importante para os estudantes ilustrar o conhecimento adquirindo na sala de aula e sua aplicação no contexto do trabalho.

“As práticas Técnico profissionalizante e o Estágio é uma oportunidade de crescimento, aprendizagem e desenvolvimento de competências essências para a vida profissional. Vivemos numa sociedade em constante transformação onde os desafios exigem profissionais preparados, criativos e éticos capazes de responderem as exigências do trabalho,” disse.

Denisse sublinhou ainda que inovar práticas é muito importante, porque significa procurar novas formas de aprender, agir e solucionar problemas, “então, capacitar profissionais é muito importante para melhorar competências e excelência”, sustentou. (Francisco Mário)

Nauela: Produtores desapontados com práticas injustas de agentes económicos

Nampula (IKWELI) – Os produtores da localidade de Nauela, no distrito de Alto Molócuè, na província da Zambézia, denunciam existência de práticas injustas de alguns agentes económicos daquela parcela do país na fixação do preço do milho.

Estes alegam que os preços estabelecidos criam insatisfação e pedem as autoridades competentes para que possam fazer a devida fiscalização.

“Os compradores têm aplicado preços baixos, constituindo uma forma de exploração aos produtores, por isso pedem a quem é de direito para fiscalizar de modo que ninguém possa sair a perder,” denunciou o produtor Filipe António.

A fonte acrescentou que os produtores queriam que o quilo fosse vendido a 14,00Mt (catorze meticais), mas a proposta dos comerciantes é de apenas 8,00Mt (oito meticais). “Nós os produtores estamos a pedir para que os nossos produtos, de forma particular o milho, seja comprado com um preço significativo.”

“Este ano vejo que está pior porque é normal estarem a comprar por 7,00Mt (sete meticais) por o quilograma e subir vai até 10.00Mt (dez meticais) e isso não ajuda. Pelo menos se fosse 14.00Mt ou mais seria um pouco razoável,” denunciou outro produtor identificado por Patrício Afonso.

“A situação não está boa, somos roubados ao vivo, até chegou uma altura em que compravam 5,00Mt (cinco meticais) por quilograma. Mas não temos alternativas, porque também precisamos do dinheiro uma vez que apenas produtos não satisfazem todas as necessidades. Não há intervenção das autoridades para minimizar a situação, por isso pioram aplicarem o preço que acharem conveniente,” acrescentou o senhor Alexandre Ernesto, que pede intervenção das autoridades. (Francisco Mário)

Murrapaniua continua a sofre com o “G-15”

Nampula (IKWELI) – Os moradores da zona residencial 1º de Junho, no bairro de Murrapaniua, na cidade de Nampula, continuam preocupados com o aumento da criminalidade que se regista nos últimos tempos.

Com lágrimas nos olhos, algumas fontes relataram o clima de terror vivido durante a noite e pedem socorro às autoridades antes que aconteça uma tragédia.

Sidália André contou ter visto com os próprios olhos a actuação dos supostos criminosos e afirma que, além de roubos, os mesmos também praticam violações e assassinatos.

“Estamos neste bairro e chegou um tempo em que tudo estava calmo, mas agora todas as noites eles vêm roubar. Já não estragam portas, agora furam paredes das casas e roubam tudo sem receio. Se tiver azar, podem até dormir contigo e matar-te. Estamos a pedir socorro à polícia para reforçar a patrulha neste bairro”, disse.

Outra moradora, Letícia Alberto, afirmou que já não consegue dormir há dois dias devido ao medo constante dos malfeitores.

“Ontem vieram roubar o meu espelho, mas todos os dias passam aqui no bairro em grupos muito grandes, com ferros e catanas. Acho que estão à vontade porque as pessoas daqui já começaram até a queimar ladrões. Ouvimos dizer que isso é violência, mas o que eles nos fazem também é muito triste”, lamentou.

Por sua vez, Kelvi Mário espera uma intervenção urgente das autoridades policiais para evitar consequências mais graves. “Nós estamos a pedir ajuda para este bairro, porque quando começarmos a agir por conta própria algo coisa pode não correr bem. Ainda confiamos na polícia e por isso pedimos intervenção”, apelou.

A situação acontece numa altura em que, no mês passado, durante uma rusga policial, foi detido um cidadão apontado como suposto líder de uma quadrilha que actuava no bairro de Murrapaniua. (Malito João)

Peregrinos moçambicanos vivem momento mais sagrado do Hajj em Arafah

Nampula (IKWELI) – Os peregrinos moçambicanos encontram-se desde as primeiras horas desta terça-feira (26) em Arafah, na Arábia Saudita, onde decorre um dos momentos mais importantes da peregrinação anual à cidade sagrada de Makkah, conhecida como Hajj.

Vindos de Mina, os fiéis seguiram em grupos organizados rumo ao Monte Arafah, acompanhando milhões de muçulmanos provenientes de diferentes países do mundo. À chegada, os peregrinos ocuparam os espaços previamente preparados para acolher os participantes desta grande manifestação religiosa islâmica.

O Dia de Arafah é considerado o ponto mais alto da peregrinação, marcado por intensas orações, momentos de reflexão espiritual, pedidos de perdão e súplicas dirigidas a Allah. Durante este período, os crentes dedicam-se totalmente à fé e à busca de aproximação com Deus.

No local, a imagem de milhões de pessoas vestidas de branco simboliza igualdade, humildade e união entre os muçulmanos, independentemente da origem, raça ou condição social. O ambiente vivido em Arafah é descrito como de profunda paz, fraternidade e devoção.

A participação dos peregrinos moçambicanos neste ritual representa também a integração do país na comunidade islâmica mundial, num dos maiores encontros religiosos do planeta.

Entretanto, o Sheikh Abdulmagid António, Delegado Provincial do Conselho Islâmico de Moçambique em Nampula (CISLAMO), sem avançar o número dos peregrinos da província, espera que o evento possa servir como momento de oração para o fim do terrorismo em Cabo Delgado, boatos e doenças que apoquentam a sociedade.

“Não tenho número exacto, mas temos peregrinos que foram. Aqueles que foram espero que possam rezar para estabilidade do nosso país, o fim do terrorismo em Moçambique principalmente em Cabo Delgado, boatos, desinformação e as doenças”.

Sheikh Abdulmagid disse ainda que a oração deve ser no sentido da riqueza não ser um mal para a humanidade, “mas sim o desenvolvimento para o nosso país, que a riqueza não se transforme em uma maldição, mas sim algo muito bom para o país. E rezemos para fim das drogas”. (Malito João)

Parlamento moçambicano quer elaborar plano estratégico de 10 anos

Nampula (IKWELI) – O Conselho de Administração da Assembleia da República de Moçambique (AR) está em fase de auscultação, nas províncias de todo o país, com o objectivo de elaborar um Plano Estratégico de dez anos que vai orientar o funcionamento da Casa do Povo.

De acordo com Calisto Cossa, deputado da Assembleia da República e membro do Conselho de Administração, é pertinente realizar auscultações para ouvir a voz do povo, dos funcionários das delegações e da sociedade civil sobre aquilo que deverá constar do futuro plano estratégico da instituição.

“Decidimos que era importante ouvir a voz do povo, ouvir a voz dos funcionários das nossas delegações, ouvir a sociedade civil para colher sensibilidades daquilo que pretendemos que seja o nosso futuro plano estratégico. Há um grupo que está a fazer o mesmo trabalho na zona sul, outros na zona centro e nós na zona norte”.

O deputado explicou que o grupo da zona norte iniciou o trabalho na província de Cabo Delgado, seguindo depois para o Niassa e, neste momento, encontra-se em Nampula para continuar a recolha de informações e sensibilidades que deverão corporizar o plano estratégico da Assembleia da República.

“Iniciamos esse périplo na província de Cabo Delgado, entramos na província do Niassa e neste momento estamos aqui em Nampula exactamente para fazer o mesmo trabalho de colher informações, colher sensibilidades, colher aqueles aspectos que devem corporizar o nosso plano estratégico”.

Cossa acrescentou que o objectivo é garantir que o instrumento venha a ser aprovado nas próximas sessões da Assembleia da República, por se tratar de um documento orientador do funcionamento do mais alto órgão legislativo do país.

“A Assembleia da República, como sabeis, é o mais alto órgão legislativo e deve funcionar dentro de balizas constitucionalmente aceites. O plano estratégico será, de facto, um instrumento que ajudará a olhar para a nossa casa e saberemos onde estamos e onde queremos chegar”.

Cossa reconheceu ainda que os deputados precisam compreender melhor as formas de interacção com o povo moçambicano, defendendo igualmente a necessidade de reforçar aspectos ligados à elaboração das leis, infra-estruturas e funcionamento da instituição.

“Como deputados, precisamos entender e ser aconselhados sobre as formas claras para melhorar o processo de interacção com o povo moçambicano, que é o detentor deste poder que a Assembleia da República ostenta. Para além disso, temos que olhar para a nossa casa, como pretendemos que a Assembleia da República, como instituição, seja nos próximos dez anos, como queremos gerir em termos de leis e como podemos melhorar a elaboração das leis e de que forma essas leis devem impactar na vida do povo moçambicano. Tem também a componente das infra-estruturas. Nós temos de olhar como devemos funcionar em termos físicos e como o povo deve sentir que pertence a esta Casa do Povo. Então, são componentes que vão corporizar o nosso plano estratégico”. (Malito João)

Emanuel Impissa alerta sobre os riscos do consumo de “Makha” durante visita à Itoculo

Monapo (IKWELI) – O administrador do distrito de Monapo, Emanuel Impissa, efectuou uma visita de trabalho ao posto administrativo de Itoculo, no âmbito da governação aberta e inclusiva, marcada pela entrega simbólica de títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT’s), reconhecimento de líderes comunitários e encontros com diferentes segmentos da população.

Durante a deslocação, o dirigente orientou um comício popular, visitou a Escola Primária de Naworo, um campo de produção agrícola, um mutuário do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), além de manter sessões alargadas com líderes comunitários, religiosos, funcionários e agentes do Estado.

Falando perante a população, Emanuel Impissa manifestou preocupação com casos de vandalização e roubo de cabos das antenas de telefonia móvel registados em alguns pontos de Itoculo, situação que, segundo explicou, compromete o desenvolvimento social e económico da região. O administrador apelou à vigilância comunitária e à denúncia dos envolvidos para travar estas práticas.

Na mesma ocasião, o governante deixou um forte alerta sobre o consumo e comercialização de drogas, com destaque para a Metanfetamina, conhecida popularmente por “Makha”.

Segundo Emanuel Impissa, o consumo da substância está a destruir a mente e o futuro de muitos jovens, pelo que defendeu maior envolvimento das famílias, líderes locais e da sociedade no combate ao fenómeno.

O dirigente advertiu igualmente para os perigos da desinformação e propagação de boatos, afirmando que tais práticas contribuem para desestabilizar as comunidades e desviam atenções dos reais desafios de desenvolvimento.

Por isso, apelou à união e ao fortalecimento da convivência pacífica entre as populações.

A visita de trabalho ficou ainda marcada pelo anúncio do arranque do processo de candidaturas ao FDEL, pela divulgação da gratuidade do registo inicial de nascimento para cidadãos de todas as idades e pela disponibilização, na Secretaria do Posto Administrativo de Itoculo, de 635 registos de nascimento realizados em campanhas anteriores, para levantamento por parte da população. (Malito João)