Nampula (IKWELI) – O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO, IP), em Nampula, pretende continuar a expandir os seus serviços com a instalação de novos centros de prestação de serviços no distrito Ribáuè, com o objectivo de aproximar os serviços às populações que procuram os trabalhos daquela instituição.
De acordo com Samuel dos Santos, delegado do INATRO em Nampula, depois de um estudo aprofundado em Ribáuè, o distrito de Mogovolas poderá ser o próximo destino para a expansão dos serviços da instituição que dirige.
Dos Santos explicou que, com a expansão destes serviços, a instituição pretende minimizar o sofrimento das pessoas que percorrem longas distâncias à procura dos mesmos.
O delegado do INATRO afirmou ainda que, em relação a primeira experiência, que será implementada em Nacala, todas as condições já estão criadas para o funcionamento do novo centro de serviços.
“Nós achamos que valia a pena aproximar esses serviços para a população, não só de Nacala, mas também de grande parte dos distritos circunvizinhos. Podemos destacar Mossuril, Monapo, Ilha de Moçambique, Memba e Nacala-à-Velha. Esses distritos todos passam a encurtar as distâncias e passam a dirigir-se a Nacala para os serviços do INATRO”.
Dos Santos garantiu que “está tudo a postos para essa representação do INATRO em Nacala. Neste momento, temos o edifício já montado, temos o ar condicionado já instalado, o balcão no local já está montado e temos toda a identificação necessária para uma instituição normal”, concluiu Samuel dos Santos. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – Perdeu a vida nesta terça-feira (26) a autarca da cidade de Angoche, Dalila Ussene, eleita pela lista da FRELIMO nas autárquicas de 2023.
Segundo sabe o Ikweli, Ussene encontrava-se doente e ausente daquele centro urbano localizado a sul de Nampula há meses, cumprindo tratamento médicos entre a capital provincial e a do país.
E em nota de pesar, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, endereçou condolências à família da finada.
“É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento da Sra. Dalila Ussene, Presidente do Município de Angoche, vítima de doença. Neste momento de dor, inclino-me perante a memória de uma mulher que dedicou a sua vida ao serviço público e ao bem-estar da população de Angoche. A sua entrega, coragem e compromisso com o desenvolvimento do município ficam como legado para todos nós que acreditamos no poder da gestão local para transformar vidas,” escreve o governador em sua mensagem, concluindo que “em nome do Governo da Província de Nampula e em meu nome pessoal, apresento as mais sentidas condolências à família enlutada, aos membros do Conselho Municipal, aos funcionários do município e a toda a população de Angoche.”
Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reuniu, no princípio da noite desta segunda-feira (25), com o presidente da Associação Provincial de Basquetebol (APBN), Albino Dimene, para discutir a vida da modalidade.
Dimene tornou-se no centro de atenções nos últimos dias em consequência de ter anunciado a retirada das tabelas da modalidade nos recintos desportivos pertencentes aos clubes ferroviários.
Abdula explicou ao presidente da APBN que é sua intenção retratar a situação negativa com que tem vindo a ser tratada a imagem do mesmo.
“Quero que me ajudes a encontrarmos um indivíduo que nos os dois vamos ter vontade de continuar com o basquetebol,” pediu o governador ao presidente da APBN, no contexto das eleições por este convocadas.
Há mais de 21 anos e meio em frente dos destinos do basquetebol em Nampula, Dimene entende que tem de se dedicar ao outro projecto, mas com garantia que a modalidade continue a ter vida, por isso pediu que os locais onde foram colocados as tabelas pelo seu elenco sejam acessíveis a todos os clubes.
Depois da conversa com o governador, Dimene garantiu que as tabelas do Pavilhão dos Desportos do Clube Ferroviário de Nampula não serão retiradas, até solução melhor para continuidade da modalidade.
E o presidente da APBN explicou que “fui eu que pedi as eleições.”
Mais cedo, o governador tinha garantido resolver a situação, aproximando as partes.
Na ocasião, Abdula disse que “não podemos só fazer galas para distribuição de diplomas para cumprir calendário, temos de reconhecer em vida as pessoas que estão a dar pelo desporto. Das várias chamadas que eu recebi dizem que o Dimene deu muito por esta província. Confesso que não conheço, tive numa reunião dos desportistas, mas vamos ouvir com calma, vamos ver. Se há uma lei que diz que ele não pode continuar, a lei deve ser respeitada, mas não pode ser tratado de forma negativa. Depois da nossa conversa vamos a uma conferência de imprensa”. (Malito João e Redação)
Nampula (IKWELI) – Os docentes e estudantes da Universidade Rovuma (UniRovuma), em Nampula, reuniram-se, nesta segunda-feira (25), para debaterem os problemas que o continente africano enfrenta e de forma particular em Moçambique, no âmbito das celebrações do Dia da África.
O Professor doutor Alfredo Munquela afirmou, na ocasião, ser preciso valorizar as figuras moçambicanas que contribuíram para a elevação do país, e que cada um seja uma inspiração no seu meio social onde convive.
“Utilizemos a ciência e o saber, vamos combater com papel e a caneta, reflectindo, estudando, dialogando em conjunto, aprimorando o conhecimento através das tecnologias. Para o desenvolvimento do continente africano, tal como se pensava com os primeiros nacionalistas, devemos aceitar que nos tempos modernos, o nosso continente precisa de lideranças humanizadas que não se distanciem dos seus povos,” disse.
A fonte sublinhou que é preciso odiar aqueles que permitem que não haja a liberdade de expressão, os direitos humanos e lutar com aqueles que instalam perseguições nas instituições, sobre tudo aqueles que expressam que esse não é nosso.
“Se queremos dar continuidade aos ideais do Eduardo Mondlane, Kwame Nkrumah, Leopold Senghor e outros que deram suas vidas para libertar os seus povos e nações, consideremos o outro como aquele que vem dar mais cadencia o nosso desenvolvimento e não hostilizemos. Se se pretende alcançar o desenvolvimento sustentável, deve se apostar no investimento educacional, pois a educação é o pilar de qualquer nação,” frisou Munquela.
Para o Professor Doutor Óscar Namuholopa, a África resulta de ambições colonialistas que colocaram o continente em pedaços criando “fatias” como Moçambique, Angola Tanzânia e por aí em diante e aponta de que a África passou das independências para dependências, porque ainda persiste a dominação estrangeira.
Esta dominação, de acordo com a fonte, “aparece em forma de expansão do mercado e a exploração capitalista. Esse novo imperialismo manifesta nas transferências de capitais dos países periféricos onde a nossa riqueza vai para os chamados países de capitais centrados, ou seja, os exploradores,” lembrou.
No entender do Namuholopa, o Fundo Monetário de Internacional (FMI), o Banco Mundial (BM), assim como as Nações Unidas são os assassinos económicos e exploradores actuais que o continente africano enfrenta, porque esta última organização só intervém quando lhe convém, “portanto, estão simplesmente para defender os interesses dos mais fortes. O FMI intervém para casos mais imediatos, age como bombeiro, enquanto o Banco Mundial faz investimentos estruturais. Por exemplo, FMI e Banco Mundial aconselharam Moçambique a não fazer investimentos estruturais após a Guerra civil no nosso país sob alegacão de que isso criaria custos enormes e desnecessários. Porém, a situação mais grave aconteceu em 1995 quando o salário mínimo era de 15 dólares e aqui havia necessidade de fazer o reajuste, o FMI aconselhou ao governo moçambicano a não fazer reajustamento, o que o Presidente Chissano não acatou,” realçou.
Carlos Augusto, estudante do curso de Sociologia, disse na ocasião que o Dia da África serve para reflectir o que era África antigamente e na modernidade, pois traz a consciência de ser africano, viver de acordo com a identidade negra.
Entretanto, Augusto aponta como desafios “a globalização porque apesar dos benefícios dela, há destruição da identidade africana, ela faz com que traga um modelo do que seria a sociedade actual e nós não podemos olhar áfrica como um continente abandonado porque Africa tem a sua história, tem cultura e suas tradições. Portanto, deve se fazer o casamento com a modernidade e o tradicional,” disse. Já Juliana Faustino, outra estudante de Sociologia, comentou que a África não se encontra desenvolvida na sua totalidade uma vez que existem desafios da empregabilidade e a corrupção, sendo necessário procurar políticas que envolvem os jovens. (Francisco Mário)
Nampula (IKWELI) – Um total de novecentos e vinte e dois (922) atletas, dos quais quatrocentas e quarenta e oito (448) raparigas, provenientes dos 23 distritos de Nampula, participam, desde esta segunda-feira (25), na XVI edição do Festival dos Jogos Desportivos Escolares, fase provincial.
O evento é considerado um momento de troca de experiências, fortalecimento da unidade provincial e nacional, bem como de inclusão e igualdade de oportunidades.
A abertura do foi orientada pelo governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, com apelos voltados ao combate cerrado contra as drogas, as uniões prematuras e as gravidezes precoces.
Durante a sua intervenção, Abdula afirmou que Nampula não é apenas a capital da província, mas também a capital da esperança, da juventude, do talento e dos sonhos.
“É com enorme satisfação que participamos nesta cerimónia de abertura do XVI Festival Provincial dos Jogos Desportivos Escolares Edição 2026, uma celebração que une milhares de jovens em torno dos valores da disciplina, do respeito, da amizade, da excelência e do patriotismo. Mais do que uma competição, este festival é uma escola de cidadania. Mais do que vitórias desportivas, o que procuramos construir são homens e mulheres capazes de liderar o desenvolvimento da nossa província e do nosso país”, destacou.
Por outro lado, o governador da província disse que o governo continua a investir na educação, no desporto, na cultura e na formação da juventude, reafirmando que cada corrida, cada passe, cada salto, cada golo, cada partida de xadrez e cada demonstração de talento representam a determinação de uma geração que acredita num futuro melhor.
“Vivemos tempos marcados pelas mudanças climáticas, pelas dificuldades económicas, pelos efeitos do terrorismo, que afectaram algumas zonas da nossa província, e sobretudo pela ameaça silenciosa que continua a destruir sonhos e famílias: a droga. Permitam-me falar directamente aos jovens: a droga não oferece futuro, a droga não oferece sucesso, a droga não oferece liberdade. A droga rouba talentos, destrói carreiras e mata sonhos.”
Eduardo Abdula sublinhou ainda que “este festival é também uma poderosa ferramenta de prevenção e protecção da nossa juventude”. O governador exortou igualmente os pais e encarregados de educação, bem como os professores e treinadores, a continuarem a incentivar a prática desportiva.
Na mesma senda, William Tunzine, director provincial da Educação, explicou que a XVI edição do Festival Provincial dos Jogos Desportivos Escolares tem como principal objectivo seleccionar os melhores atletas, dentro da faixa etária recomendada, para melhor representar e posicionar a província de Nampula na fase nacional.
A XVI edição do Festival Provincial dos Jogos Desportivos Escolares que tem a duração de uma semana, decorre sob o lema: “Educação, investigação e cultura: vectores fundamentais para o desenvolvimento sustentável.” (Nelsa Momade)
Nampula (IKWELI) – O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, endereçou uma mensagem de felicitação a Dom Inácio Saure, por ocasião do 15° aniversário da sua ordenação episcopal, destacando o papel da Igreja Católica na promoção da paz, união e desenvolvimento social na província.
Na mensagem dirigida ao Arcebispo Metropolita de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), o governante expressou reconhecimento pela contribuição de Dom Inácio Saure na condução espiritual dos fiéis e no fortalecimento dos valores morais e humanos no seio da sociedade moçambicana.
“A sua liderança pastoral tem sido um farol de fé, diálogo e serviço para o povo de Nampula. O seu compromisso com a paz, a justiça social e o desenvolvimento humano inspira-nos a trabalhar juntos por uma província mais unida e solidária”.
Eduardo Abdula sublinhou ainda a importância da cooperação entre o Estado e a Igreja em áreas fundamentais para o bem-estar da população, como educação, saúde e promoção da convivência harmoniosa, reconhecendo o contributo da Arquidiocese de Nampula no desenvolvimento da província.
“Neste dia de celebração, renovamos o reconhecimento pela parceria entre a Igreja e o Estado na promoção da educação, da saúde e dos valores que sustentam a nossa sociedade. Que Deus continue a conceder-lhe sabedoria, saúde e força para cumprir a sua missão”. (Malito João)
Nampula (IKWELI) – Pelo menos cinco (5) pessoas perderam a vida vítimas de hemorroides, no Hospital Central de Nampula (HCN), durante o primeiro trimestre do corrente ano, contra 4 do igual período comparativo.
No período em referência (do ano passado a esta parte), foram registados 8 casos de hemorroides graves operados, dos quais 6 mulheres e 2 homens, num universo de 99 doentes submetidos à cirurgia electiva.
A maior parte dos casos de hemorroides é registada em mulheres, com idades entre 20 e 35 anos, devido a incapacidade de eliminar os dejectos, provocando lesões no orifício anal, tecnicamente chamadas de dilatação dos vasos hemorroidais e inflamação hemorroidária. Os dados partilhados ao Ikweli pelo médico residente no Departamento de Cirurgia Geral do Hospital Central de Nampula, Vanilton Acuna, que descreveu aquela doença como uma dilatação dos vasos sanguíneos localizados na região anal, a parte mais distante do órgão digestivo, por onde são eliminadas as fezes.
Acuna explicou que um dos principais e mais comuns sintomas daquela doença, apresentados na maioria das vezes pelos pacientes, é o sangramento associado à dor, hábitos alimentares inadequados, dieta geralmente pobre em fibras, estilo de vida e hábitos intestinais deficientes.
Entretanto, apontou como principais causas a falta do hábito de beber água e o baixo consumo de frutas. Vanilton Acuna diz estar preocupado com a maior procura de serviços médicos por parte de pacientes com problemas de hemorroides já em estados graves, apontando que, no bloco operatório, são atendidos diariamente, em média, de 2 a 3 pacientes entre casos graves e moderados.
Como forma de a comunidade precaver-se contra a doença, os profissionais de saúde têm levado a cabo várias acções, como sensibilizações e palestras de prevenção, com vista à redução dos casos alarmantes que dão entrada naquela maior unidade sanitária da região norte do país.
Na ocasião, a fonte aproveitou para deixar um apelo aos utentes com problemas daquela doença e à sociedade em geral, para consumirem muita fruta, alimentos ricos em fibras e bastante água, com vista a evitar complicações renais e outras patologias. (Virgínia Emília)
Maputo (IKWELI) – A Ordem dos Advogados de Moçambique tem recebido, com profunda preocupação, notícias de intolerância e assassinatos com motivação política, reveladoras de que o Estado enfrenta sérias dificuldades de cumprir com uma das suas responsabilidades inerentes, que é de garantir a segurança para os seus cidadãos. Estes actos constituem um atentado gravíssimo contra a vida humana, contra a democracia e contra os fundamentos essenciais e estruturantes do Estado de Direito Democrático em Moçambique. Não se trata apenas do assassinato de cidadãos ou de actores políticos, trata-se, isso sim, de um ataque frontal e inaceitável às liberdades políticas, ao pluralismo e à convivência pacífica entre moçambicanos. Na verdade, o recrudescimento da violência política no país revela um preocupante ambiente de intolerância, ódio e perseguição contra o pensamento divergente. A democracia não pode coexistir com a eliminação física dos adversários políticos, nem pode sobreviver quando o medo, a intimidação e o silêncio passam a substituir o debate de ideias. Quando um cidadão é assassinado pelas suas convicções políticas, todos os moçambicanos são atingidos, e o próprio Estado é ferido na sua dignidade institucional e moral. A política não pode ser um lugar de ódio e nem de vinganças. Estas manifestações são uma forma de enfraquecimento das instituições. É inadmissível que, décadas após a assinatura do acordo geral de paz e da reconciliação nacional, persistam práticas obscuras e criminosas que atentam contra a vida de cidadãos pelo simples facto de pensarem diferente. A intolerância política constitui uma negação absoluta dos valores constitucionais da liberdade, igualdade e dignidade da pessoa humana. Não haverá democracia plena e verdadeira, nem diálogo para a reconciliação nacional, enquanto a divergência de ideias e de ideais políticos continuar a ser respondida com violência, perseguição ou morte. Não é hora de narrativas, é hora de assunção de responsabilidades das instituições do Estado, com coerência real. A Ordem dos Advogados de Moçambique recorda que nenhuma ideologia, nenhuma disputa eleitoral e nenhum interesse partidário ou poder pode valer mais do que a vida humana. Antes de pertencermos a partidos, movimentos ou grupos políticos, pertencemos à mesma pátria e partilhamos a mesma condição humana. A vida democrática exige maturidade, tolerância e respeito pelos adversários. O adversário político não é inimigo a abater ou eliminar, mas cidadão titular dos mesmos direitos e garantias constitucionalmente protegidos. Nenhuma democracia sobrevive sem liberdade, igualdade e justiça. A cultura de impunidade que se vai instalando no país é igualmente alarmante. Multiplicam-se episódios de violência política sem que hajam investigações sérias, responsabilização efectiva ou punição exemplar dos autores morais e materiais destes crimes. O silêncio institucional e a morosidade investigativa imperam e apenas, com esse modo de actuar, fortalecem redes clandestinas de violência e incentivam novas práticas de terror político contra cidadãos indefesos. Autoridade tem haver com seriedade e responsabilidade. A Ordem dos Advogados de Moçambique exige das autoridades competentes uma investigação célere, rigorosa, transparente e independente sobre estes assassinatos, devendo ser identificados, julgados e severamente punidos todos os envolvidos nestes crimes, sem protecção política, institucional ou partidária. O combate à criminalidade política não pode continuar refém de conveniências circunstanciais nem de cálculos de oportunidade. A celebração dos nossos (50) cinquenta anos de independência nacional não se pode resumir à exaltação do passado, mas também deve revelar-se no compromisso renovado com o presente e o futuro, em que todos têm lugar nesta sociedade e que o silêncio, e virar das costas, à injustiça e à falta de liberdade não devem, nem podem ser toleradas. Moçambique precisa urgentemente de reencontrar o caminho da reconciliação genuína, da convivência democrática e do respeito pela diferença. A paz não se constrói apenas através de discursos políticos floreados ou acordos formais ou informais, constrói-se, sobretudo, através da tolerância, do respeito mútuo, da garantia efectiva dos direitos fundamentais de todos os cidadãos, independentemente da sua filiação política, mas também e essencialmente, com verdade. Não haverá estabilidade duradoura enquanto persistirem práticas de intimidação, perseguição e eliminação física de adversários, políticos ou não. Muitas vezes esquecemo-nos de que violência gera ainda mais violência. Desejamos a natureza e a plenitude do regime democrático, mas não exercitamos a sua virtude. A Ordem dos Advogados de Moçambique reafirma o seu compromisso inabalável com a defesa da vida, da justiça, dos direitos humanos e do Estado de Direito Democrático, apelando à sociedade moçambicana para que rejeite firmemente a violência política, o ódio e a intolerância. Temos de fazer diferente. Temos de salvar a democracia antes que o medo e a impunidade destruam definitivamente os valores que nos unem como Estado, dentro das várias Nações que somos e que nos constitui como POVO. O Estado é o único instrumento que pode garantir a unidade nacional, por isso, os seus alicerces não podem e nem devem ser fragilizados. Há um futuro que deve ser oferecido aos Moçambicanos. Não somos uma sociedade acabada e nem unânime, mas temos a obrigação de definir prioridades. A Ordem dos Advogados de Moçambique continuará atenta, cumprindo o seu mandato constitucional e estatutário, denunciando e acompanhando estes e outros casos de violência e intolerância, seja política ou outra, interpelando as instituições para o apuramento e responsabilização dos infractores. Não podemos normalizar estas práticas odientas numa sociedade civilizada. A história de amanhã depende dos compromissos de hoje. (*Título da responsabilidade do Ikweli)
Quelimane (IKWELI) – Os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Quelimane, na província da Zambézia, lançou um concurso de poesia escolar denominado “OKWERETA”, com a duração de 3 (três) meses, com intuito de valorizar a expressão artística e literária, destinado a promoção da criactividade, oralidade e o pensamento crítico entre alunos de 22 escolas.
A informação foi avançada em exclusivo ao Ikweli, na sexta-feira (22), pelo técnico daquela instituição, Cliff Fahardine, que destacou que o concurso é dedicado a produção poética que reflicta sobre as múltiplas dimensões dos problemas que afectam a comunidade escolar, como o consumo de drogas entre os jovens, abandono e desistência escolar, boatos, violência baseada no género no ambiente escolar e comunitário, raptos e outras formas de crime que afectam a comunidade escolar, desinformação e ausência de referências culturais positivas.
“A participação é individual e destina-se exclusivamente a alunos que ainda não tenham seus textos publicados, cada participante poderá apresentar um poema com um máximo de 40 versos. A participação do candidato no concurso será em seis fases de concorrências, onde na primeira fase serão conhecidos os 6 (seis) primeiros candidatos, dos quais três poderão passar para fase do lote dos apurados. Na mesma fase, serão selecionados mais 6 (seis) candidatos para a segunda fase que poderão ser apurados apenas 3 (três) concorrentes,” disse o nosso entrevistado.
Aquele responsável acrescentou que na segunda fase serão conhecidos os concorrentes por via de seleção para a terceira fase e assim sucessivamente, na quinta fase haverá apenas dez concorrentes que saem todos do lote dos apurados para disputarem cinco lugares. Por fim, na última fase, apenas serão classificados os três primeiros que e destacarem.
“Depois das apresentações de todos os candidatos, os prémios serão atribuídos aos primeiros três classificados. Os prémios consistirão em um valor monetário, kit de material escolar, bolsa de estudo num curso de informática e um livro. Em primeiro lugar serão 5.000,00Mt (cinco mil meticais), um livro, curso de informática e 1Kit de material escolar, em segundo lugar 3.000,00Mt (três mil meticais), curso de informática e Kit de material escolar, em terceiro lugar vai receber 2.000,00Mt (dois mil meticais) e um kit de material escolar,” sublinhou Fahardine.
Todavia, o concurso é organizado e é da exclusiva responsabilidade do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Quelimane em coordenação com o Clube de Leitura de Quelimane, Associação dos Escritores Zambezianos e Curso de Português da universidade Licungo. (Francisco Mário)
Maputo (IKWELI) – A Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) e a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) assinaram, na semana passada, um memorando de entendimento para o provimento de apoio àquela instituição cultural nacional.
Samaria Tovela, ministra moçambicana da Educação e Cultura, que testemunhou o acto, recordou que a cultura é um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.
Na ocasião, a governante destacou o papel das artes e da criatividade na transformação social e económica do país, sublinhando que a aposta na cultura pode contribuir para a geração de oportunidades e fortalecimento da identidade nacional.
“A cultura e a criatividade são factores fundamentais do desenvolvimento pessoal, da coesão social, do crescimento económico, da criação de emprego, da inovação e da competitividade”, afirmou Samaria Tovela.
O memorando assinado entre as duas instituições estabelece uma parceria de cooperação voltada para a promoção e valorização da cultura moçambicana, através de iniciativas artísticas e acções de sensibilização comunitária.
O acordo prevê, igualmente, a realização de actividades culturais em diferentes pontos do país, utilizando manifestações artísticas como ferramenta de educação social e aproximação entre a EDM e as comunidades.
Além da promoção cultural, o entendimento entre as partes permitirá que a Companhia Nacional de Canto e Dança participe em campanhas de divulgação de serviços prestados pela EDM, incluindo acções ligadas ao consumo responsável de energia, atendimento ao cliente e educação cívica, recorrendo à música, dança e outras expressões culturais para transmitir mensagens à população.
Durante o acto, Tovela destacou que Moçambique possui um vasto património artístico e cultural reconhecido internacionalmente, apontando a Ilha de Moçambique, a Timbila e o Nyau como exemplos do potencial cultural do país.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da EDM, Joaquim Ou-Chim, assegurou que a empresa continuará a apoiar iniciativas culturais no âmbito da sua responsabilidade social.
“Vamos manter o nosso compromisso de valorizar e divulgar o talento nacional, porque acreditamos que a cultura faz parte do desenvolvimento sustentável do país”, declarou Joaquim Ou-Chim.
A cerimónia terminou com manifestações de agradecimento à EDM pelo apoio prestado ao sector cultural, num momento considerado pelas partes como estratégico para aproximar a cultura das comunidades e reforçar o papel das artes no desenvolvimento de Moçambique. (Malito João)