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Governo de Nampula defende proteção dos oceanos para garantia da segurança alimentar e nutricional

Nampula (IKWELI) – O governo da província de Nampula, região norte de Moçambique, defende a proteção dos oceanos para garantia da segurança alimentar e nutricional da população, assim como a melhoria da renda familiar, através da pesca artesanal, processamento de pescado e comercialização.

A informação foi partilhada pelo director provincial da Agricultura e Pesca, Manuel Chicamisse, no distrito de Mossuril, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado, anualmente, a 08 de Junho.

Na ocasião, Chicamisse explicou que os oceanos são mais do uma extensão de água salgada. “O oceano é muito mais do que uma vasta extensão de água salgada. Ele é a base da vida na Terra. Os oceanos cobrem cerca de 71% da superfície do planeta e contêm aproximadamente 97% de toda a água existente no mundo. Sem os oceanos, a vida como a conhecemos não seria possível. Muitas vezes não nos apercebemos que cada segunda respiração que damos depende dos oceanos. Os organismos microscópicos marinhos, especialmente o fitoplâncton, produzem mais da metade do oxigénio que respiramos. Os oceanos absorvem uma parte significativa do dióxido de carbono emitido para a atmosfera, ajudando a regular o clima global e a reduzir os impactos das mudanças climáticas,” Explicou Manuel Chicamisse.

No entanto, a fonte aponta distritos costeiros como Mossuril, Memba, Nacala-Porto, Nacala-à-Velha, Angoche, Larde e Mogincual que representam importantes centros de produção pesqueira e de desenvolvimento económico ligado aos recursos marinhos.

“Na província de Nampula, a relação entre as comunidades e o oceano é secular. O oceano oferece-nos peixe, camarão, lagosta, caranguejo, algas marinhas e muitos outros recursos essenciais para a segurança alimentar e nutricional das nossas populações.”

Chicamisse também assegurou que apesar de toda a sua riqueza, os oceanos enfrentam desafios sem precedentes com destaque para a poluição marinha que se tornou uma ameaça global.

“Todos os anos, milhões de toneladas de resíduos, especialmente plásticos, chegam aos mares e oceanos. Estes resíduos prejudicam os ecossistemas, matam aves marinhas, tartarugas, mamíferos aquáticos e peixes. A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada continua a reduzir os estoques pesqueiros e a comprometer a sustentabilidade dos recursos marinhos. As mudanças climáticas provocam o aumento da temperatura das águas, a elevação do nível do mar, a intensificação de ciclones tropicais e a degradação dos recifes de coral. Os mangais, que funcionam como berçários naturais de inúmeras espécies marinhas e como barreiras de protecção contra a erosão costeira, continuam a sofrer pressão devido ao corte indiscriminado e à expansão de actividades humanas.”

Por outro lado, perante estes desafios, o governo reafirma que decorrem acções de conservação e gestão sustentável dos recursos marinhos, “O Governo de Moçambique tem vindo a implementar diversas iniciativas orientadas para a protecção dos ecossistemas marinhos e costeiros, incluindo Promoção da pesca sustentável, Conservação dos mangais, Fiscalização pesqueira, estabelecimento de períodos de defeso, criação de áreas de recuperação dos recursos pesqueiros, educação ambiental e literacia oceânica, entre outras.”

Para o presente ano, o dia dos Oceanos é celebrado sob o lema, “Imagine muito além do mundo que conhecemos, uma nova relação com o nosso oceano.” (Nelsa Momade)

Presença de pescadores de Angoche chateia os de Mossuril

Nampula (IKWELI) – Os pescadores de Mossuril mostram-se preocupados e denunciam invasão de zonas de pesca reservadas, acção alegadamente perpetrada pelos pescadores de Angoche, ambos distritos de Nampula, região norte de Moçambique.

Segundo pescadores de Mossuril, tem sido recorrente a falta de peixe naquele distrito, devido a invasão de pescadores de Angoche. “A nossa maior preocupação é a falta do peixe no mar e nos últimos tempos é recorrente, porque há pescadores do distrito de Angoche sem licenciamento e mesmo assim praticam a pesca em Mossuril,” disse Orlando Mahate, pescador artesanal há 5 anos em Mossuril.

Esta fonte destaca ainda que a “actividade da pesca é a principal fonte de renda familiar aqui distrito de Mossuril, mas estamos preocupados ainda porque há pescadores e desconhecidos que praticam a actividade pesqueira na calada da noite e esta situação tem afugentado o Peixe,” referiu.

Amisse Momade, outro pescador de Mossuril, também mostrou-se preocupado com a suposta invasão dos pescadores vindos de Angoche. “A pesca é importante para muitas famílias e por isso existem locais reservados para a reprodução do peixe que garante a alimentação da população e a economia do distrito, mas enfrentamos desafios, porque há pescadores que saem do distrito de Angoche e invadem áreas conversadas, no entanto, esta situação é do conhecimento das autoridades competentes e ainda sem solução.”

Face a problemática, os pescadores de Mossuril, também, denunciam fraca fiscalização pesqueira.

Enquanto isso, a chefe do posto administrativo-sede de Mossuril, Carolina Cainato, fala do uso de material inadequado e ilegal para a pesca no distrito de Mossuril, “O uso de rede mosquiteira para captura de peixe, camarão, entre outras espécies marinhas constitui uma grave ameaça aos ecossistemas marinhos e à saúde pública, por isso resolvemos esta situação através de notas de aviso próximo ao mar e culmina com uma campanha de sensibilização.” (Nelsa Momade)

Jornalistas capacitados sobre ébola para reforçar cobertura e sensibilização pública

Maputo (IKWELI) – Pelo menos 20 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação participaram, esta terça-feira (9), de uma capacitação sobre a ébola, promovida pelo Ministério da Saúde (MISAU), com vista a fortalecer a qualidade da cobertura mediática e a divulgação de informação correta sobre a doença.

Durante a sessão, os participantes receberam esclarecimentos sobre a transmissão, sintomas, prevenção e medidas de resposta ao vírus, num contexto em que Moçambique reforça a vigilância sanitária devido ao risco de propagação na região.

Durante a formação Fino Massalamba, Médico no Centro Operativo de Saúde Pública do MISAU, explicou que a ébola é uma doença viral grave e com uma taxa de letalidade de 50% e se não for tratada com antecedência a probabilidade de sobrevivência é menor.

Explicou igualmente que o vírus é transmitido aos seres humanos através do contacto com animais infectados e pode espalhar-se entre pessoas por meio do contacto directo com o sangue, secreções e outros fluidos corporais.

Disse ainda que os sintomas principais da doença incluem, fadiga, febre subida, dores musculares, dor de cabeça e dor na garganta, seguido de vômitos e diarreias. Acrescentou que o período de isolamento varia entre 2 e 21 dias, durante os quais a pessoa infectada não transmite o vírus até ao aparecimento dos sintomas.

O formador destacou que até ao momento foram identificadas seis espécies Orthoebolavirus, três das quais associadas ao surto, lembrando que o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em surtos registrados simultaneamente no Sudão e na República Democrática do Congo.

Segundo o especialista a prevenção continua a ser a melhor medida de combate a doença. No entanto alertou para o risco de consumir carnes de origem duvidosa e sem a devida inspeção.

Na ocasião apresentou recomendações para fazer face ao surto, das quais estão, evitar o contacto com animais selvagens doentes ou mortos, e adoptar rigorosas práticas de higiene e proteção em caso de contacto com pessoas infectadas.

Questionado sobre a capacidade do país em fazer face ao surto, Massalamba assegurou que o país está preparado e dispõe de equipas qualificadas para a vigilância tanto área como terrestre e reposta rápida a eventuais casos suspeitos, contudo, aponta que o maior desafio é a disseminação de informação em língua locais. (Antónia Mazive)

UNICEF e ICS formam perto de 60 Agentes de Saúde

Nampula (IKWELI) – O Instituto de Ciências de Saúde (ICS) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), em Nampula, estão a capacitar 58 Agentes Polivalentes Elementares (APE,s) em matéria de cuidados básicos sanitários na comunidade, com vista a responder a procura de serviços primários de atendimento antes dos pacientes se deslocarem às unidades sanitárias.

A iniciativa é financiada com fundos do Banco Mundial e espera-se que todos os 23 distritos beneficiem do mesmo treinamento.

Fernando Henriques, formador do Instituto de Ciências de Saúde (ICS) de Nampula, um dos responsáveis pela formação, afirmou que a iniciativa tem duração de seis meses e visa doptar os APEs de técnicas para igualmente reduzir a desinformação sobre os problemas de saúde nas comunidades.

Sem avançar os montantes envolvidos, a fonte sublinhou que os trabalhos decorrem normalmente destacando a boa participação dos formandos durante o processo numa altura em que já passaram três meses de formação.

Entretanto, um dos formandos, Rildo António Silvano, do distrito de Ribáuè, posto administrativo de Iapala, comunidade de Nacarrauani, avaliou que os assuntos administrados são de relevância, por isso promete fazer uso depois da formação.

“No terceiro mês da formação está tudo bem. Todos os módulos são importantes devido à sua relevância para a comunidade. Sem a formação era muito difícil lidar com a comunidade. No final da formação, espero poder ajudar a minha comunidade com o que aprendi,” garantiu.

“Há desafios. Sendo mulher, é difícil lidar com colegas homens por serem machistas. Com a formação, espero ajudar as mulheres na comunidade e em certos ensinamentos. Encorajar as outras mulheres a não desistir. Antigamente, este tipo de formação era só para homens, mas hoje em dia é para todos e isso é bom. A comunidade deve esperar uma filha e amiga disposta a ajudar na saúde,” afirmou Angelina Verónica Favorito, do distrito de Meconta, posto administrativo de Corrane.

Já Sérgio Massuco, formando proveniente do distrito de Meconta, posto administrativo de Nacavala, revelou que se trata de uma experiência única, por isso, tal como outros, disse estar pronto para atender a população da sua aldeia.

“Estou feliz pela oportunidade. Tenho um tema favorito, que é o da violência doméstica. A minha comunidade não tem centro de saúde, digo, então com esta formação posso ajudar muito na minha comunidade. Espero poder marcar a diferença com os ensinamentos que aqui aprendi,” assegurou.

A organização do evento acrescentou que dos 58 Agentes Polivalentes de Saúde que estão na formação, estão divididos em 3 turmas, dos quais 47 homens e 11 mulheres. (José Pinto)

Padaria Ayaan faz o inesperado e consegue a 3ª vitória consecutiva

Nampula (IKWELI) – A equipa da Padaria Ayaan Futebol Clube derrotou na noite do último domingo a Moznaf, por 5-4, em jogo da 3ª jornada do campeonato provincial de futsal de Nampula, da presente edição, partida disputada no pavilhão de desportos do clube Ferroviário de Nampula.

A Padaria Ayaan entrou mal defensivamente dentro das quatro linhas, abrindo espaço para manobra do adversário, por sinal um dos fortes candidatos ao título desta edição. Na sequência, a Moznaf conseguiu apontar 2 golos ao longo da primeira parte, sem qualquer resposta do adversário, com golos de Zinho e Adefonso.

Na segunda parte, Padaria Ayaan voltou com lição estudada e conseguiu sair vitorioso daquele jogo de cartaz da 3ª jornada, por 5 a 4. Nesta partida o destaque vai para o jogador Ecan que fez toda diferença ao apontar 4 dos 5 golos da Padaria Ayaan. O quinto golo foi de autoria de Estêvão, e o Adefonso foi o responsável para marcar outros dois golos da Moznaf.

Outros resultados: União Desportiva de Nampula 7-1 AMSS FC, Muhala Expansão 3-6 Onena, Etoile de Guineé 3-1 DMS, Ferroviário de Nampula 15-4 Construções Auro. (Constantino Henriques, colaboração)

Nampulense 2026: Sporting de Nampula é travado na Subestação

Nampula (IKWELI) – Rolou no pretérito fim-de-semana a 6ª jornada do campeonato provincial de Nampula, o Nampulense da presente edição. O destaque vai para o primeiro deslize do Sporting de Nampula após registar um empate diante da Associação São Simão, sem abertura de contagem.

O jogo entre São Simão e Sporting de Nampula foi disputado no campo da EDM, concretamente na Subestação de Muatala.

A partida começou com sinais de ameaças de São Simão, colectividade que bem conhece o terreno do jogo, mas a defesa sportinguista valeu para não sofrer golo madrugador. Trata-se de uma tarde desportiva de pouca inspiração para o ataque leonina, situação que, de certa maneira, ia desmotivando aos sócios e simpatizantes que acorreram massivamente ao recinto de jogo.

Trata-se de um resultado que acaba sendo castigador ao São Simão, por aquilo que fez durante os 90 minutos, segundo também entende o treinador da equipa cristã, Benjamim Mabiala.

“Não conseguimos vitória porque não finalizamos, temos esse problema de finalização, por isso não me surpreendeu o empate.  O Sporting é uma equipa madura, jogou bem, o público que esteve aqui viu bom futebol, mas fazendo balanço, a equipa que merecia ganhar, com toda humildade é a minha”, entende o mister Benjamim Mabiala.

“Daqui para a frente é continuar a trabalhar a finalização, eles sabem fazer as movimentações, conhecem bem o futebol e podem fazer a leitura de cada jogo que estamos a fazer, agora é continuar a trabalhar na finalização, é continuar a trabalhar eles no aspecto psicológico”, acrescentou o mister.

O timoneiro de São Simão, convida às pessoas amantes do desporto a apoiar financeiramente aquela agremiação desportiva.

Mister Nelito, preparador físico do Sporting de Nampula, disse que foi uma boa partida de futebol, apesar dos golos que não surgiram para animar ainda mais a festa.

“Foi um jogo difícil com um adversário difícil. Eles vinham para jogar, nós também vínhamos para jogar e o resultado ficou assim empatado, são coisas de jogo. Dizer que as duas equipas estão de parabéns pelo empate. Nós tentamos puxar a rapaziada, mas entramos mal ao jogo, não conseguimos marcar num campo tão difícil como este. Mas cada jogo é um jogo, empatamos hoje, mas amanhã o resultado pode ser outro”, referiu o mister Nelito.

Águia Azul regressa às vitórias, Academia Militar continua equipa sensação

Depois de duas partidas a sofrer derrotas, a equipa de Águia Azul de Nampula regressou às vitórias no último fim-de-semana, ao receber e vencer as Águias Especiais de Nampula (PRM), por 2-0.

O jogo foi realizado no Está 25 de Junho, na cidade de Nampula. A equipa de Águia Azul teve o domínio total do jogo, mas a falta de finalização forçou a partida a ir ao intervalo sem abertura de contagem.

Na segunda parte, a equipa do autoproclamado clube do povo voltou a entrar com tudo para chegar ao golo que pudesse dinamizar o grupo de trabalho.

Foi Zinho o autor do primeiro golo da partida, numa construção de jogada bem elaborada junto dos seus colegas da equipa.

Minutos depois daquele lance, a equipa da Faina por pouco ampliava o resultado, num potente cruzamento de Malavi, mas a bola foi directo ao travessão.  O golo de vitória surgiu por intermédio de Joaquim que acabava de entrar.

Outros jogos da jornada forneceram os seguintes resultados: Khupula FC de Mogovolas 0-2 Academia Militar, Desportivo de Nacala 5-0 Benfica de Memba, Académica de Nacala-a-velha 2-2 Sporting de Monapo.

Com estes resultados, Academia Militar lidera a série B com 18 pontos, Sporting de Nampula 16 pontos, Águia Azul 9 pontos, Khupula FC de Mogovolas 7 pontos, Académica de Ribáuè 7 pontos, Associação Desportiva de Angoche 6 pontos, Associação São Simão 6 pontos e Águias Especiais de Nampula 0 pontos.

Na série A, o líder é Futebol Clube de Memba com 10 pontos, Sporting de Monapo 10 pontos, Associação Desportiva de Namialo 9 pontos, Desportivo de Nacala 7 pontos, Académica de Nacala-a-velha 5 pontos e Benfica de Memba com 4 pontos. (Constantino Henriques, colaboração)

Na sua VII sessão: OTM discute precariedade Laboral e Salários baixos em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM) e a Confederação Nacional dos Sindicatos Livres e Independentes de Moçambique discutiram sobre a situação actual dos seus membros no que diz respeito à precariedade dos contratos e salários abaixo do mínimo, estabelecido pelo governo.

A discussão teve lugar nesta segunda-feira (8), na cidade de Nampula, na VII sessão ordinária que, igualmente, contou com representantes do Conselho Empresarial Provincial (CEP/CTA), membros do Governo entre outros.

Mário Mujela, secretário executivo da O.T.M em Nampula, disse que, apesar de tudo, a situação de violência aos trabalhadores e contractos precários.

“Nós, como OTM, levamos as nossas preocupações, das classes trabalhadoras ao empregador, para também o Estado. O ponto principal que nós levamos nessa sessão é a precariedade dos trabalhos e também os salários baixos, que temos constatados em muitas empresas dão salário muito bairro daquilo que está decretado pela lei”.

Outro ponto que deixa a desejar o secretário executivo da Organização dos Trabalhadores de Moçambique é a situação dos trabalhadores que são despedidos dos seus pontos de trabalho sem nenhuma justificação.

“No primeiro semestre tivemos um número de 28 casos de despedimento sem justa causa e foram resolvidos e agora só temos 3 que estão pendentes”.

“Maior parte do número de trabalhadores despedidos sem justa causa é no ramo de comércio, por causa dos contratos que não obedecem a lei, eles contratam funcionários por um período de 3 meses e depois acabam de ser substituídos com outros e muita das vezes os trabalhadores não têm contratos, mas os sindicatos destas áreas estão a trabalhar no sentido de acabar com estás situações”.

Por outro lado, o chefe do departamento de Trabalho e Segurança Social, Gildo Niconte, entende que há muito trabalho que deve ser feito para se ultrapassar esta situação de precariedade dos contratos de trabalho.

“Estávamos a realizar a 7° sessão do Fórum de Consulta e Concertação Social, que é um órgão da província que reúne o sector privado, estamos a falar dos trabalhadores, empregadores junto ao governo para discutir problemas candente em relativo ao sector laboral”.

Niconte apontou que despedimento tem haver com a precariedade dos contratos de trabalho. “Eles reclamam isso e falam que há pouca observância das formalidades legais que oferecem alguma garantia em relação aos contratos de trabalho, reconhecemos provavelmente há essa fragilidade, mas é algo que ainda vamos analisar”, concluiu a fonte. (Hermínio Raja)

INTIC entrega licenças a 16 operadores digitais e reforça confiança na economia digital moçambicana

Maputo (IKWELI) – No quadro da implementação dos regulamentos aprovados para o sector digital, o INTIC, I.P, procedeu esta segunda-feira (8) a entrega de licenças a 16 entidades, com vista a reforçar os mecanismos de supervisão, segurança da informação e protecção de dados.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração do INTIC, a medida integra os esforços do Governo para assegurar que os operadores actuem de acordo com padrões técnicos e legais adequados, acompanhando o processo de transformação digital em Moçambique.

Segundo explicou o PCA, o processo teve início em 2023 com a aprovação do Decreto n.º 59/2023, de 27 de Outubro, Regulamento de Registo e Licenciamento de Provedores intermediários de Serviços Electrónicos e de Operadores de Plataformas Digitais e recentemente, com a aprovação do Decreto n.º 71/2025, de 31 de Dezembro, Regulamento de Centros de Dados e Decreto n.º 72/2025 de 31 de Dezembro, Regulamento de Computação em Nuvem.

Chemane destacou que, com a entrega de licenças a 16 entidades, entre as quais um operador de Centro de Dados, eleva para 170 o número de Provedores Intermediários de Serviços Electrónicos e Operadores de Plataformas Digitais registados pela a instituição

Enfatizou que a confiança é um dos pilares fundamentais da economia digital, por isso, apela os cidadãos e as organizações a adoptarão plenamente os serviços digitais se tiverem a certeza de que os seus dados estão protegidos, que as suas transacções são seguras e que os serviços que utilizam obedecem a requisitos técnicos e legais adequados.

“Neste contexto os regulamentos incorporam requisitos relacionados com a segurança da informação, a gestão de riscos, a continuidade dos serviços, a resiliência das infra-estruturas digitais e a adopção de mecanismos adequados de protecção de dados”.

“Estes requisitos procuraram assegurar que os operadores disponham de capacidades técnicas e organizacionais compatíveis com os desafios do actual ambiente digital”, reforçou.

Nesta senda os provedores intermediários de serviços electrónicos e os operadores de plataformas digitais são chamados a assumir responsabilidades acrescidas na promoção de práticas seguras, transparentes e responsáveis com vista a contribuir na redução de riscos associados à fraude electrónica, ao uso indevido de dados, à desinformação e a outras ameaças que caracterizam o actual contexto tecnológico.

Na ocasião foi destacada a colaboração da Associação Moçambicana de Bancos no processo de elaboração dos regulamentos de Centros de Dados e Computação em Nuvem, cujo contributo foi considerado relevante para o desenvolvimento de componentes do sistema e para o fortalecimento do quadro regulatório do sector.

Já a Secretária Permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Nilsa Miquidade, afirmou que a transformação digital é um dos principais motores do crescimento económico, da inovação e da inclusão social.

“Esta licença que hoje receberam, traz consigo, porém, uma responsabilidade acrescida: assegurar que as plataformas e os serviços disponibilizados mantenham elevados padrões de segurança, transparência, integridade e respeito pelos direitos dos cidadãos.” (Antónia Mazive)

HCN nega mortes massivas por falta de corrente eléctrica

Nampula (IKWELI) – Uma notícia não verificada agitou a cidade e província de Nampula no último domingo (7), pois circulava que mais de uma dezena de pessoas teria perdido a vida em consequência do corte de energia programado na mesma data.

Frederico Sebastião, director-geral do HCN, assegurou a imprensa que na data em alusão, infelizmente, 3 pacientes (duas crianças e um adulto), que se encontravam internados, perderam a vida por causas naturais.

“Infelizmente, tivemos 3 pessoas que faleceram, sendo que dois deles do berçário recém-nascidos por asfixia grave e um adulto que estava internado a nível do serviço de medicina,” disse, explicando que “nós tivemos um infortúnio do gerador por volta das 9h,  após a situação  articulamos com o Hospital Geral de Marrere, mas infelizmente também enfrentamos desafios  de gasolina, daí que o governador junto de parceiros, disponibilizou 200 litros de gasolina, e ao mesmo tempo tivemos um total de 8 parturientes que precisavam de serviços cirúrgicos e tivemos que mobilizar do Hospital Central de Nampula para o Hospital Geral de Marrere, tendo ocorrido com sucesso.”

No entanto, o director-geral do HCN afirmou que o hospital recebeu um gerador alocado pelo governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula. “Com o gerador conseguimos alcançar alguns desafios, embora infelizmente registamos 3 óbitos, nenhum desses doentes teve falta de oxigênio terapêutico, ao nível do nosso serviço de cuidados intermediários e isso não depende da corrente eléctrica,” sublinhou Frederico Sebastião.

Por outro lado, durante o fim-de-semana, o banco de socorro do HCN registou 459 ocorrências, das quais 18 por acidentes de viação, 18 por agressão física. A nível da maternidade, foram registados 103 partos normais e 31 cesariana, além de outros casos. (Nelsa Momade)

Sobre o projecto “lixo de ouro”: Catadores de lixo contestam tabela estabelecida pelo CMCN

Nampula (IKWELI) – Catadores de lixo na cidade de Nampula contestam iniciativa do projecto “lixo de ouro” promovido pelo Conselho Municipal de Nampula (CMCN), através da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), por alegadamente a tabela estabelecida pelo município compor valores muito abaixo do que já ganham com a actividade.

Trata-se de uma iniciativa promovida pela edilidade local, com vista a fazer a gestão de resíduos sólidos, como forma de consciencializar munícipes na promoção da limpeza urbana, preservação do meio ambiente e saneamento em diversos bairros periféricos.

A nossa equipe de reportagem deslocou-se, por dois dias, domingo e Segunda-feira, para alguns postos de depósito de resíduos sólidos, para entender dos catadores de lixo, qual é a sua opinião relacionada ao projecto lixo de ouro, já em operação.

Em entrevista ao Ikweli, os catadores de lixo na cidade de Nampula explicaram que tomaram conhecimento e congratularam a iniciativa, mas contestam a tabela estabelecida pela entidade governamental.

“Sim, já acompanhei essa informação do presidente de estar a comprar lixo, e tenho visto pessoas a levar os resíduos sólidos para os postos administrativos, e eu não levo porque para mim não é suficiente esse valor que compram, uma tonelada de lixo a 50,00Mt (cinquenta meticais) e há vezes que eles te dão 30,00Mt (trinta meticais), então não será suficiente para mim, uma vez que consigo vender e ganhar muito mais em um dia, é normal conseguir 500,00Mt (quinhentos meticais) ou 300,00Mt (trezentos meticais) e consigo sustentar meu filho.”

“E eles querem muita quantidade para depois darem pouco dinheiro, assim vou para a empresa de venda de cadeiras ou aqueles que vendem combustível na rua,” acrescentou ainda o nosso entrevistado.

Por outro lado, Alberto Mussagi, de 70 anos de idade, catador de lixo há 10 anos, contou que começou a trabalhar na área quando perdeu seus progenitores e a mãe dos seus dois filhos. “Até que 50,00Mt poderíamos aceitar, mas não vai nos ajudar, principalmente nós que temos filhos por cuidar, então pedimos que, pelo menos, aumentem esse valor para 100,00Mt (cem meticais), como fazem as outras pessoas para quem nós vendemos.”

Mussagi pediu a edilidade local a promover capacitações de empregabilidade, como forma de ajudar as pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade e desemprego, para além da venda de resíduos sólidos não tem sido algo suficiente, para suprir as necessidades básicas.

Enquanto isso, o director da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Nampula, Nuno Ibraimo, disse que numa primeira fase, o projecto firmou parceria com associações comunitárias para a agregação dos resíduos sólidos, sobretudo orgânicos.

Ibraimo fez saber, igualmente, que tem estado a registar maior aderência de munícipes provenientes de diversos bairros periféricos com grandes quantidades de lixo. O valor a ser desembolsado, é de 50,00Mt por tonelada de lixo orgânico, assegurando que em 15 dias foi possível comprar 300 toneladas. Na ocasião, a fonte pediu maior colaboração dos munícipes e catadores de lixo na gestão de resíduos sólidos, garantindo aumentar a taxa nos próximos tempos, e que neste momento estão apenas a iniciar com o projecto e identificação dos pontos de depósito e agregação do lixo. (Virgínia Emília)