Jornalistas capacitados sobre ébola para reforçar cobertura e sensibilização pública

Maputo (IKWELI) – Pelo menos 20 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação participaram, esta terça-feira (9), de uma capacitação sobre a ébola, promovida pelo Ministério da Saúde (MISAU), com vista a fortalecer a qualidade da cobertura mediática e a divulgação de informação correta sobre a doença.

Durante a sessão, os participantes receberam esclarecimentos sobre a transmissão, sintomas, prevenção e medidas de resposta ao vírus, num contexto em que Moçambique reforça a vigilância sanitária devido ao risco de propagação na região.

Durante a formação Fino Massalamba, Médico no Centro Operativo de Saúde Pública do MISAU, explicou que a ébola é uma doença viral grave e com uma taxa de letalidade de 50% e se não for tratada com antecedência a probabilidade de sobrevivência é menor.

Explicou igualmente que o vírus é transmitido aos seres humanos através do contacto com animais infectados e pode espalhar-se entre pessoas por meio do contacto directo com o sangue, secreções e outros fluidos corporais.

Disse ainda que os sintomas principais da doença incluem, fadiga, febre subida, dores musculares, dor de cabeça e dor na garganta, seguido de vômitos e diarreias. Acrescentou que o período de isolamento varia entre 2 e 21 dias, durante os quais a pessoa infectada não transmite o vírus até ao aparecimento dos sintomas.

O formador destacou que até ao momento foram identificadas seis espécies Orthoebolavirus, três das quais associadas ao surto, lembrando que o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em surtos registrados simultaneamente no Sudão e na República Democrática do Congo.

Segundo o especialista a prevenção continua a ser a melhor medida de combate a doença. No entanto alertou para o risco de consumir carnes de origem duvidosa e sem a devida inspeção.

Na ocasião apresentou recomendações para fazer face ao surto, das quais estão, evitar o contacto com animais selvagens doentes ou mortos, e adoptar rigorosas práticas de higiene e proteção em caso de contacto com pessoas infectadas.

Questionado sobre a capacidade do país em fazer face ao surto, Massalamba assegurou que o país está preparado e dispõe de equipas qualificadas para a vigilância tanto área como terrestre e reposta rápida a eventuais casos suspeitos, contudo, aponta que o maior desafio é a disseminação de informação em língua locais. (Antónia Mazive)

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