
Nampula (IKWELI) – O governo da província de Nampula, região norte de Moçambique, defende a proteção dos oceanos para garantia da segurança alimentar e nutricional da população, assim como a melhoria da renda familiar, através da pesca artesanal, processamento de pescado e comercialização.
A informação foi partilhada pelo director provincial da Agricultura e Pesca, Manuel Chicamisse, no distrito de Mossuril, por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado, anualmente, a 08 de Junho.
Na ocasião, Chicamisse explicou que os oceanos são mais do uma extensão de água salgada. “O oceano é muito mais do que uma vasta extensão de água salgada. Ele é a base da vida na Terra. Os oceanos cobrem cerca de 71% da superfície do planeta e contêm aproximadamente 97% de toda a água existente no mundo. Sem os oceanos, a vida como a conhecemos não seria possível. Muitas vezes não nos apercebemos que cada segunda respiração que damos depende dos oceanos. Os organismos microscópicos marinhos, especialmente o fitoplâncton, produzem mais da metade do oxigénio que respiramos. Os oceanos absorvem uma parte significativa do dióxido de carbono emitido para a atmosfera, ajudando a regular o clima global e a reduzir os impactos das mudanças climáticas,” Explicou Manuel Chicamisse.
No entanto, a fonte aponta distritos costeiros como Mossuril, Memba, Nacala-Porto, Nacala-à-Velha, Angoche, Larde e Mogincual que representam importantes centros de produção pesqueira e de desenvolvimento económico ligado aos recursos marinhos.
“Na província de Nampula, a relação entre as comunidades e o oceano é secular. O oceano oferece-nos peixe, camarão, lagosta, caranguejo, algas marinhas e muitos outros recursos essenciais para a segurança alimentar e nutricional das nossas populações.”
Chicamisse também assegurou que apesar de toda a sua riqueza, os oceanos enfrentam desafios sem precedentes com destaque para a poluição marinha que se tornou uma ameaça global.
“Todos os anos, milhões de toneladas de resíduos, especialmente plásticos, chegam aos mares e oceanos. Estes resíduos prejudicam os ecossistemas, matam aves marinhas, tartarugas, mamíferos aquáticos e peixes. A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada continua a reduzir os estoques pesqueiros e a comprometer a sustentabilidade dos recursos marinhos. As mudanças climáticas provocam o aumento da temperatura das águas, a elevação do nível do mar, a intensificação de ciclones tropicais e a degradação dos recifes de coral. Os mangais, que funcionam como berçários naturais de inúmeras espécies marinhas e como barreiras de protecção contra a erosão costeira, continuam a sofrer pressão devido ao corte indiscriminado e à expansão de actividades humanas.”
Por outro lado, perante estes desafios, o governo reafirma que decorrem acções de conservação e gestão sustentável dos recursos marinhos, “O Governo de Moçambique tem vindo a implementar diversas iniciativas orientadas para a protecção dos ecossistemas marinhos e costeiros, incluindo Promoção da pesca sustentável, Conservação dos mangais, Fiscalização pesqueira, estabelecimento de períodos de defeso, criação de áreas de recuperação dos recursos pesqueiros, educação ambiental e literacia oceânica, entre outras.”
Para o presente ano, o dia dos Oceanos é celebrado sob o lema, “Imagine muito além do mundo que conhecemos, uma nova relação com o nosso oceano.” (Nelsa Momade)





