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Casas de banho na Paulo Samuel Kankhomba: Munícipes exigem transparência da edilidade

Nampula (IKWELI) – Os munícipes da cidade de Nampula exigem que a edilidade clarifique os valores envolvidos nas obras de construção de casas de banho públicas na avenida Paulo Samuel Kankhomba.

Segundo contaram ao Ikweli, a edilidade não tem sido transparente nesse quesito, muitas vezes não afixa placas informativas nas obras que executa.

Dionísio António, vendedor ambulante de telemóveis, diz estar satisfeito com a alocação dos sanitários, mas lamenta a ausência da placa com informações detalhadas sobre a construção.

“O trabalho está indo apesar de que não tem nenhuma placa de orçamento e a data de início e término da obra, e como nós munícipes temos medo de reclamar e quando aprofundamos corremos risco de cometer erros em frente dos nossos dirigentes, mas não me sinto bem em não saber o que realmente está a ser construído, apenas acompanhei que são sanitários para facilitar a nós que somos fleshadores de rua,” comentou esta fonte, 

Por outro lado, Mussa da Conceição, também vendedor informal de aparelhos de telemóveis, na mesma avenida, defende que “o governo [municipal] tinha que mostrar o que está a se fazer, mas isso através das placas que são colocadas nas obras de construção, porque muitos estão a dizer que é Takeaway, por falta dessas indicações que não foram colocadas.”

Benedito Jacinto, vendedor de aparelhos domésticos, acrescentou que “em qualquer rua que as obras de construção decorrem deve ter uma placa que diz tudo sobre a obra, para que o munícipe tenha alguma informação, mas se não tem, torna difícil saber o que realmente está a ser construído.”

Já Benedito Jacinto, também munícipe, defende que a não alocação da placa de identificação da construção representa uma falta de consideração pelos munícipes que pagam impostos. “Isso é falta de consideração para os munícipes, porque se nosso edil faz as coisas respeitando o exemplo das outras cidades, não poderia fazer isso, de começar com as obras e não prestar as contas as pessoas que pagam os impostos para esse trabalho acontecer, isso é não ser transparente com a informação, e por falta disso o munícipe já se sente burlado pelo seu presidente do município.”

O Ikweli contactou o Conselho Municipal da cidade de Nampula (CMCN), através da vereação de Manutenção e Obras, liderado por Mustafá Amisse, quem explicou que o projecto de construção dos novos sanitários públicos enquadra-se no plano de reabilitação da avenida Paulo Samuel Kankhomba.

De acordo com a fonte, as obras tiveram início no último mês de agosto, com previsão de término em Dezembro do ano em curso. “Nós temos um plano de construir cerca de três sanitários, então já iniciaram dois e falta mais um para construir ainda este ano e ainda estamos à procura de um local para alocar, enquanto isso já reabilitamos o sanitário dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), e o orçamento também está inserido no plano de reabilitação das estradas da mesma avenida.” (Virgínia Emília)

Governo reforça controlo e transparência no licenciamento mineiro

Maputo (IKWELI) – O governo moçambicano pretende modernizar os procedimentos de licenciamento mineiro, através da tramitação electrónica e da actualização do Cadastro Mineiro, visando reforçar a transparência, a eficiência e a segurança jurídica no sector.

A medida consta do pacote de instrumentos apreciados e aprovados na 29.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada a 13 de Outubro de 2026, em Maputo, que segundo o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, vai possibilitar a organização, gestão e actualização dos registos, bem como a utilização de meios electrónicos na tramitação dos pedidos de licenciamento, permitindo melhorar a rastreabilidade dos processos.

O Executivo pretende, igualmente, estabelecer mecanismos mais claros para a atribuição de direitos sobre minerais estratégicos e incentivar o processamento progressivo dos recursos minerais no território nacional.

As reformas enquadram-se na implementação da Lei de Minas e visam melhorar a gestão dos recursos, reforçar a fiscalização e criar condições para atrair investimentos alinhados com os interesses nacionais.

Na mesma sessão, o governo aprovou o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para o ano 2027, a ser submetido na Assembleia da República para a sua aprovação.

De acordo com Impissa, o plano está alinhado ao Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 e constitui principal instrumento de programação econômica, social e orçamental do Governo, orientado para a consolidação da estabilidade macroeconómica, promoção do crescimento econômico, sustentável, inclusivo e fortalecimento dos alicerces da independência económica e da autossuficiência fiscal de Moçambique.

A estratégia visa a igualmente, a operacionalização do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, destinado a facilitar o financiamento de longo prazo aos setores produtivos, bem como a continuidade do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com cerca de 1,5 mil milhões de meticais e a introdução do programa Pro Mulher, com 500 milhões de meticais, visando promover o empreendedorismo, a geração de rendimento e inclusão econômica.

No quadro macroeconômico, o PESOE de 2027 prevê um crescimento real do produto interno bruto de 1,6% e uma inflação média anual de 7,0%. No contexto da recuperação gradual da atividade econômica e de implementação de medidas de consolidação fiscal.

Em termos orçamentais, de acordo com o dirigente, a proposta de lei do Plano Econômico Social e Orçamento de Estado de 2027 prevê receitas do Estado em cerca de 427 mil milhões de meticais, equivalentes a 23,5% do PIB. As despesas do Estado e operações financeiras estão previstas em cerca de 511 mil milhões de meticais, equivalentes a 28,1% do PIB. O déficit orçamental, nesta base, centra-se em cerca de 83 mil milhões, correspondentes a 4,6% do PIB.

A proposta reflete, assim, a orientação do Governo de conciliar a disciplina orçamental com o financiamento das prioridades económicas e sociais, promovendo a sustentabilidade das finanças públicas, o desenvolvimento da capacidade produtiva nacional e a melhoria das condições de vida da população moçambicana. (Antónia Mazive)

Lixo sufoca sepulturas no Mwaco Wanvela

Nampula (IKWELI) – O cemitério comunitário de Mwaco Wanvela, localizado na periferia da cidade de Nampula, está a ser transformado numa lixeira, situação que preocupa familiares que têm os seus entes queridos sepultados naquele local.

Os denunciantes consideram que a acumulação de resíduos sólidos junto das campas representa uma falta de respeito pelos falecidos e exigem uma intervenção urgente das autoridades municipais.

Segundo apurou o Ikweli, a situação tem vindo a agravar-se nos últimos tempos, apesar das alegadas intervenções do município para a remoção do lixo. Os moradores afirmam que, durante esses trabalhos, algumas campas acabam destruídas, agravando ainda mais a preocupação das famílias que visitam o cemitério.

Perante o cenário, alguns residentes reconhecem a complexidade do problema e perdem as autoridades municipais a colocação de contentores de lixo nas proximidades ou para a construção de uma vedação que impeça o depósito desordenado do lixo no recinto do cemitério.

Leonardo Raul considera que a situação deve ser encarada com seriedade, afirmando que várias campas terão desaparecido por causa da acumulação de lixo. “Estamos muito preocupados, precisamos de manter limpo esse local, eu tenho meu familiar aqui, mas um dia fiquei baralhado porque a campa estava cheia de lixo, mas depois conseguimos achar, para dizer que esse assunto precisa se resolver com muita seriedade, porque é lixo podre e cheira muito mal, mesmo quando chega um dia de se enterrar alguém, às pessoas não suportam o lixo, então queremos ajuda mesmo.”

Telma Dionísio, por sua vez, defende a construção de um muro ou a disponibilização de contentores para evitar que o cemitério continue a ser utilizado como local de deposição de resíduos. “Essa situação não é boa, até que o município quando tenta tirar lixo parte algumas campas, então estamos a pedir murro ou latas de lixo porque assim também não é bom, para quem tem seu familiar enterrado aqui é muito triste,” lamentou aquela moradora.

Sérgio Paulo afirma que o cemitério Mwaco Wanvela tem sido palco de sucessivos problemas, recordando que, anteriormente, haviam preocupações relacionadas com a alegada intenção de vender o espaço. “Não sei porque isso acontece, sempre nesse cemitério há confusão, antes o assunto era que seria vendido, agora estão a entornar lixo, estamos a pedir intervenção por muito das autoridades municipais,” declarou a fonte apelando à intervenção urgente das autoridades municipais para devolver a dignidade ao local. (Malito João)

OTM continuar a queixar-se de empresas que não canalizam descontos ao INSS

Nampula (IKWELI) – A Organização dos trabalhadores de Moçambique (OTM/Central Sindical) denunciou, nesta terça-feira (13) em Nampula, que um total de 15 empresas tem estado a descontar dos seus trabalhadores valores que supostamente são canalizados ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), mas quando os mesmos requisitam o extrato de contribuições, lhes é revelado que não houve qualquer depósito naquela instituição. 

Em conexão com o caso, o Secretário Provincial da OTM-Central Sindical da província de Nampula, Mário Mujala, que falava durante as cerimónias de comemoração dos 50 anos daquela organização, garantiu até então terem sido notificadas um total de 7 empresas. “Neste momento 7 empresas privadas foram notificadas por não cumprimento das suas obrigações como a canalização dos valores à segurança social, é daí que os respetivos secretários dos sindicatos estão a trabalhar, a OTM, também vela pela segurança dos trabalhadores.”

Ainda na ocasião, Mujala informou que a OTM Central sindical de Nampula registou cerca de 23 processos de conflitos laborais e, pelo menos, 8 foram encaminhados ao tribunal e tiveram o seu desfecho.

O dirigente da Organização dos Trabalhadores de Moçambique faz balanço positivo dos conflitos laborais, entendendo que “os empregadores precisam dos trabalhadores e vice-versa, a nossa luta é que haja harmonia entre as partes interessadas. Queremos que haja valorização e respeito porque a existência de trabalhador é que garante o desenvolvimento do país.” (Nelsa Momade)

“Mais Estradas 2031” só começa no primeiro trimestre do próximo ano

Maputo (IKWELI) – O governo prevê iniciar, no primeiro trimestre de 2027, com a execução das obras no âmbito do programa “Mais Estradas 2031”, que contempla intervenções em mais de três mil quilómetros de estradas, em um investimento estimado em 2,8 mil milhões de dólares norte-americanos por 15 anos.

A iniciativa integra as prioridades do sector dos Transportes e Logística, que incluem igualmente a reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), a expansão do transporte público urbano e rural e o reforço da eficiência dos portos e caminhos-de-ferro e corredores logísticos nacionais.

A informação foi avançada esta quarta-feira (14) em Marracuene, província de Maputo, durante o segundo Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística, encontro de dois dias, no qual se avaliam os progressos alcançados pelo sector, identificar os principais constrangimentos e definir prioridades para acelerar a execução dos programas em curso.

Segundo o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, o processo de implementação do “Mais Estradas 2031” já entrou numa fase concreta, com o lançamento de concursos públicos para a execução das obras, estando actualmente a decorrer a avaliação das propostas, uma etapa considerada fundamental para a adjudicação dos contratos e a preparação do início dos trabalhos.

O governante considera que a iniciativa representa um compromisso com a transformação da rede de estradas nacional, visando melhorar a ligação entre as províncias, os distritos, os centros de produção e os principais corredores de desenvolvimento do país.

“Não podemos continuar a intervir nas estradas apenas quando a degradação atinge níveis críticos. A conservação preventiva, a qualidade da execução das obras, o cumprimento dos prazos contratuais e a fiscalização rigorosa devem constituir princípios permanentes da atuação das instituições responsáveis ao nível do nosso sector”.

Paralelamente à implementação do “Mais Estradas 2031”, o Governo está a desenvolver um processo de reestruturação da Administração Nacional de Estradas (ANE) e de reorganização do Fundo de Estradas. Segundo o ministro Matlombe, pretende-se reforçar a capacidade de gestão, melhorar a coordenação entre as entidades, clarificar as responsabilidades e aumentar a eficiência na utilização dos recursos destinados às redes estradas.

No domínio da mobilidade, de acordo com o ministro, o Governo estabeleceu como meta assegurar, até Dezembro de 2027, a cobertura dos 65 municípios do país com serviços de transporte público urbano.

“Não basta alocar os meios ou colocar viaturas em circulação. É fundamental assegurar que os meios mobilizados cumpram efetivamente a sua função, prestem serviços regulares e respondam às necessidades concretas da população, tanto nos centros urbanos como nas zonas rurais”.

A medida confirme o ministro de Transportes e Logística, visa facilitar a circulação de pessoas, mercadorias e assegurar o escoamento da produção agrícola para as vilas, sedes, distritos e cidades, contribuindo para a redução das dificuldades de acesso aos mercados, a avaliação da produção nacional e o reforço das ligações entre as zonas de produção e os centros de actividade econômica. (Antónia Mazive)

No primeiro dia de campanha de uma semana: Oito pacientes beneficiam de cirurgias de correção da fenda labial

Nampula (IKWELI) – Pelo menos oito pacientes beneficiaram de cirurgias de correção da fenda labial, no âmbito de uma campanha que prevê abranger um total de 44 pessoas, com idades compreendidas entre 1 e 50 anos, durante o período de 12 a 16 de Outubro de 2026 no Hospital Central de Nampula.

A iniciativa visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes e contribuir para a sua inclusão social, conforme disse, nesta terça-feira (13), a coordenadora da organização Operation Smile, Neusa Fernão, a fenda labial é uma malformação congénita que ocorre quando os tecidos do lábio superior não se unem completamente durante o desenvolvimento embrionário.

“A fenda labial é um problema que ocorre durante a gestação e não é transmissível, como algumas pessoas pensam. Os estudos indicam que a deficiência de ácido fólico na mãe pode estar associada a alguns casos, mas não é a única causa. Muitas vezes, os pais têm medo do estigma, e as mães são acusadas de negligência, o que não corresponde à verdade”, esclareceu.

As cirurgias que são gratuitas estão a ser materializadas por uma equipa local reforçada por especialistas estrangeiros e profissionais moçambicanos.

Neusa Fernão explicou que a campanha obedece a critérios específicos de selecção dos pacientes, tendo em conta a existência de outros casos que aguardam pela oportunidade de tratamento “para esta campanha, temos critérios para a realização das cirurgias. Neste momento, há muitos outros casos na lista de espera para beneficiarem da correção. O trabalho é realizado em coordenação com a Direcção Provincial de Saúde e outras entidades”, esclareceu. (Nelsa Momade)

Promessa de ingresso no aparelho do Estado: Jovem formado em professorado burlado em 60 mil meticais

Nampula (IKWELI) – Formando em professorado no ano de 2023, um jovem, de 32 anos de idade, denuncia ter sofrido uma burla com promessas de ingressar no aparelho do Estado.

Esta vítima vive no bairro de Mutauanha, na periferia da cidade de Nampula, e ao Ikweli contou ter pago por uma vaga inexistente o valor de 60.000,00Mt (sessenta mil meticais) e que estaria em exercício no distrito de Mogovolas.

“Tudo começou depois de [eu] terminar a formação, em 2023. O meu tio disse que, no distrito [Mogovolas] em que trabalha, existiam vagas e que eu precisava apenas de ter um valor para facilitar o processo. Sem receio, porque se tratava de alguém que eu realmente conhecia, juntei as minhas economias e entreguei, com esperança de ver o meu sonho tornar-se realidade”, relatou, afirmando que nunca mais foi possível materializar.

Passado mais um ano, neste caso em 2025, a promessa para o alegado emprego continuou por concretizar, uma situação que se prolongou até ao presente ano, mas o que mais preocupa a vítima é o facto de o burlador não mostrar intenção de devolver o dinheiro.

“Já pedi a devolução do valor ao meu tio, mas ele diz que tenho de esperar”, acrescentou.

Entretanto, enquanto ao emprego no Estado não chega, o jovem professor recorre à prática de pequenos negócios para garantir a sua sobrevivência.

A nossa fonte apela aos seus contemporâneos para que procurem desenvolver actividades produtivas e não dependam exclusivamente de oportunidades de emprego formal, ou ainda a não se deixar enganar como no seu caso “muitos jovens têm sofrido este tipo de burla, tudo por conta do desespero de conseguir um emprego no aparelho do Estado. Infelizmente, há muitos jovens formados que ficam sentados nos bairros, alguns acabando por se marginalizar, porque pouco têm o espírito de empreendedorismo”, exortou. (Fátima Mugaveia)

Com o apoio do Banco Mundial: Mais de 14 mil raparigas vão receber 100 mil meticais

Maputo (IKWELI) – O Governo, com apoio financeiro do Banco Mundial, vai financiar 14.400 mil projectos de negócios de raparigas, no âmbito do programa Acredita Emprega, elevando o valor da subvenção de 65.000,00Mt (sessenta e cinco mil meticais) para 100.000,00Mt (cem mil meticais), por projecto.

Catorze mil raparigas moçambicanas poderão beneficiar de subvenções de 100 mil meticais cada para desenvolver os seus próprios negócios, no âmbito do programa Acredita Emprega, uma iniciativa do Governo de Moçambique, implementada pelo Ministério da Juventude e Desporto, com apoio financeiro do Banco Mundial.

O financiamento será disponibilizado após a conclusão, com aproveitamento, de cursos de formação profissional e a submissão de projectos de negócio elegíveis, numa iniciativa que visa promover o auto-emprego e reforçar a autonomia económica da rapariga.

A medida representa um aumento do valor da subvenção, que na edição anterior era de 65 mil meticais por projecto, passando agora para 100 mil meticais, com vista a proporcionar melhores condições para o arranque e desenvolvimento de pequenos negócios.

Criado em 2019, o Acredita Emprega tem como objectivo dotar os jovens de competências técnico-profissionais que facilitem a sua integração no mercado de trabalho e a criação de oportunidades de rendimento.

Na edição de 2026, o processo de candidaturas às bolsas de formação decorreu de 13 de Março a 20 de Junho, depois de uma prorrogação de sete dias em relação ao prazo inicialmente previsto.

O processo registou 145.400 candidaturas de jovens de todo o país, das quais 72 mil foram aprovadas, obedecendo a uma distribuição de 70 por cento para raparigas e 30 por cento para rapazes.

A cerimónia central de entrega das bolsas aos jovens apurados teve lugar no distrito de Nicoadala, província da Zambézia, sob direcção do Presidente da República, Daniel Chapo, e contou com a presença de mais de três mil jovens e respectivos encarregados de educação, bem como de representantes do Banco Mundial, incluindo o director da instituição em Moçambique, Fily Sissoko.

Os beneficiários terão acesso a cursos profissionais em áreas como carpintaria, culinária, serralharia, mecânica, refrigeração, condução, artesanato, corte e costura e extensão agrária, entre outras, durante um período de três meses.

Concluída a formação, será aberta uma nova fase para a submissão de projectos de negócio, que serão avaliados para efeitos de atribuição das subvenções.

No caso das raparigas, um dos requisitos fundamentais será ter sido seleccionada para a bolsa formativa e concluído com sucesso o respectivo curso.

O financiamento das subvenções resulta do apoio do Banco Mundial, não sendo proveniente do Orçamento do Estado moçambicano, segundo a informação disponibilizada pelo programa.

Com o aumento do valor por projecto e a aposta na formação profissional, o Governo pretende reforçar o empreendedorismo juvenil, com particular atenção à participação económica das raparigas, criando condições para que possam transformar as competências adquiridas em iniciativas sustentáveis de geração de rendimento.

O programa acredita-emprega que já transformou milhares de vida dos jovens, vai encerrar em 2029. (Redação)

HCQ prevê realizar até 70 cirurgias de hérnia e hidrocele por dia

Quelimane (IKWELI) – O Hospital Central de Quelimane (HCQ), na província da Zambézia, realizou as primeiras quatro cirurgias de hérnia inguinal, envolvendo uma criança e três adultos, no arranque de uma campanha cirúrgica que prevê efectuar entre 60 e 70 intervenções por dia, a decorrer de 12 a 18 de outubro corrente.

A iniciativa visa reduzir a lista de espera e melhorar o acesso da população aos cuidados cirúrgicos especializados, abrangendo pacientes com hérnia e hidrocele, condições de saúde que podem exigir tratamento cirúrgico.

A capacidade diária de atendimento poderá atingir 70 operações, dependendo do número de pacientes elegíveis, das condições clínicas e da capacidade operacional do hospital.

A médica cirurgiã Adelina Tualo, proveniente do Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, explicou que as intervenções são relativamente rápidas, podendo cada cirurgia demorar menos de 30 minutos, dependendo das características de cada caso.

“Queremos ser mais flexíveis e assertivos, garantindo que os pacientes saiam bem e rentabilizando o tempo para conseguirmos operar o maior número possível de pessoas”, afirmou a profissional de saúde.

Segundo a médica, o tempo de recuperação pode ser relativamente curto em determinados casos, permitindo que alguns pacientes regressem a casa no mesmo dia, desde que apresentem condições clínicas favoráveis e tenham autorização da equipa médica.

Tualo apelou ainda a população para que procure atempadamente as unidades sanitárias sempre que identificar sinais ou sintomas sugestivos de hérnia ou hidrocele. A responsável destacou que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são importantes para determinar o tratamento adequado e prevenir possíveis complicações.

A campanha representa um esforço do Hospital Central de Quelimane para ampliar a capacidade de resposta às necessidades cirúrgicas da população da Zambézia e de outras regiões do país, permitindo que mais pacientes tenham acesso ao tratamento de que necessitam.

Com a previsão de realizar dezenas de intervenções por dia, a iniciativa poderá contribuir para acelerar o atendimento dos pacientes que aguardam por cirurgia, reforçando a prestação de cuidados de saúde especializados na província. (Malito João)

Para jovens de Memba e Larde: Viaturas entregues pelo governador de Nampula vão gerar mais empregos

Nampula (IKWELI) – Os Pequenos Agricultores Empresariais (PEA) dos distritos de Memba e Larde, na província de Nampula, acreditam que as viaturas entregues, esta terça-feira (13), pelo governo Eduardo Mariamo Abdula vão melhorar o escoamento e a comercialização dos seus produtos agrícolas.

Com estes meios de transporte, os produtores esperam também expandir as suas actividades e criar mais oportunidades de emprego para os jovens.

Inicialmente, parte destes PACE’s recebeu tractores com respectivas alfaias.

Os beneficiários garantem que vão cuidar das viaturas com responsabilidade, de modo a assegurar a sua utilização nas actividades agrícolas.

Moisés Paulo, produtor do distrito de Memba, concretamente no posto administrativo de Chipene, considera que a viatura vai melhorar as condições de trabalho dos agricultores, que anteriormente enfrentavam dificuldades para transportar produtos como amendoim, alho, pimento e tomate até aos mercados.

“Tenho produzido muita coisa em quantidade, como amendoim, alho, pimento e tomate, mas não tinha como transportar. Hoje, já recebi esta viatura e os meus problemas estão resolvidos. Vou poder transportar os produtos para o mercado. Há muito tempo, carregava os produtos numa motorizada até determinado ponto e, depois, esperávamos por um carro para os levar ao mercado. Isso não era fácil para nós, porque, às vezes, os preços cobrados pelo transporte eram muito altos e, noutros casos, os carros nem sequer apareciam. Esta situação era muito preocupante para mim”, relatou.

O produtor acredita que a disponibilidade deste meio de transporte vai reduzir os constrangimentos na comercialização, permitindo-lhe levar a produção directamente aos mercados e melhorar as condições da sua actividade agrícola.

Por sua vez, Agostinho Saravaja, produtor do distrito de Larde, afirma que já emprega 32 trabalhadores e espera aumentar o número de jovens envolvidos nas suas actividades agrícolas, graças à melhoria das condições de transporte e comercialização.

“Lá em Larde, tenho 32 trabalhadores. Hoje, estou a receber esta viatura, que me vai permitir transportar ervilha e feijão-bóer para vender no distrito de Mogovolas e noutros distritos. Antes, estávamos numa situação muito difícil. Nem esperava que um dia o Governo nos entregasse estas viaturas; pensava que era apenas uma promessa. Hoje, estou muito feliz e agradeço ao tio Salimo, que aceitou este projecto em Nampula e me entregou esta viatura”, disse.

Com a veículo, Saravaja prevê transportar ervilha e feijão-bóer para Mogovolas e outros distritos, ampliando o alcance da sua produção e facilitando o acesso a novos mercados.

Os agricultores esperam que os novos meios de transporte contribuam para aumentar o rendimento das suas actividades, reduzir as dificuldades de comercialização e impulsionar a criação de mais postos de trabalho para os jovens nos distritos abrangidos pela iniciativa.   (Malito João)