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EMUSANA nega qualquer vínculo com mulheres que limpam as ruas da cidade de Nampula

Nampula (IKWELI) – A Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA) decidiu comentar sobre a polémica de pagamento de 70,00Mt (setenta meticais) em compensação de 4 meses de trabalho das mulheres que dedicam o seu tempo na limpeza do maior centro urbano do norte de Moçambique.

Artur Afonso, director da EMUSANA, foi quem deu as caras, tendo esclarecido que todos que fazem limpeza nas vias públicas pertencem aos grupos de associações que trabalham junto com a instituição que dirige.

“As associações têm um responsável e nós procedemos, de forma regular, o pagamento ao responsável das associações e cabe a ele fazer a gestão dos fundos”, disse Artur Afonso, esclarecendo que a EMUSANA, por mês, paga, entre 250.000,00Mt (duzentos e cinquenta mil meticais) à 300.000,00Mt (trezentos Mil meticais), ao responsável das associações.

“Queremos deixar claro que ainda temos interesse em trabalhar com estas mamas, mas devem se organizar, é muito importante estarmos organizados para que elas continuem a fazer o trabalho que fazem. Queremos apelar aos responsáveis das associações que tenhamos clareza dos procedimentos para evitar que esses casos voltem a acontecer no futuro”.

Por sua vez, Feliz Bila, presidente da Cooperativa Lixo de Ouro, responsável por 30 associações, entende que há falta de transparência entre os membros de cada associação, admitindo que a EMUSANA tem cumprindo regularmente as suas obrigações. (Hermínio Raja)

Hospital Distrital de Larde entra na fase final de construção

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, manifestou satisfação com o avanço das obras de construção do Hospital Distrital de Larde, iniciadas em junho de 2023, financiadas pela Kenmare no âmbito da sua responsabilidade social, que já atingiram 95% de execução nos primeiros blocos a entrar em funcionamento.

Durante uma visita as obras, o representante do governo central foi informado de que a infra-estrutura contempla componentes essenciais para a prestação de cuidados de saúde, incluindo enfermarias, maternidade, casa-mãe espera, morgue e salas de consulta, algumas das quais se encontram na fase conclusiva.

O dirigente mostrou-se satisfeito com o empenho do empreiteiro e com o contributo da Kenmare, empresa multinacional irlandesa que explora areias pesadas na região. “É isso que queremos, estou muito satisfeito, penso que dentro de mais algum tempo já teremos o hospital ao serviço do cidadão, obrigado pela responsabilidade social que aqui se reflecte”, disse Bemane.

Na mesma ocasião, o Secretário de Estado na província de Nampula orientou a criação de jardins e a plantação de árvores de frutas no recinto hospitalar, defendendo que, além de fornecerem frutas, as árvores poderão proporcionar sombra aos utentes e aos profissionais de saúde.

Por sua vez, Rosa Mabuluco, responsável pela área de Relações com a Comunidade na empresa Kenmare, explicou que os blocos previstos para a primeira fase de funcionamento registam 95% de execução e deverão estar disponíveis para servir a população nos próximos dias, avançando que a construção do Hospital Distrital de Larde está avaliada em 400 milhões de meticais. A entrega final do Hospital Distrital de Larde está prevista para 2028. (Malito João)

HCN vai lançar campanha de avaliação da pele de pessoas com albinismo

Nampula (IKWELI) – O Hospital Central de Nampula (HCN) vai lançar, na próxima segunda-feira (19), uma campanha de avaliação da pele de pessoas com albinismo, com o objetivo de facilitar o acesso a cuidados médicos preventivos e ao rastreio do cancro da pele, tendo em conta a vulnerabilidade desta população à radiação solar devido à deficiência de melanina.

Segundo Márcia Bacar, delegada provincial da Associação Amor à Vida, uma organização que se dedica activamente ao apoio, proteção e sensibilização sobre os direitos das pessoas com albinismo em Nampula, a campanha visa reforçar a prevenção e o tratamento de problemas de pele nesta população.

“Na próxima semana, prevê-se o lançamento de uma campanha de observação médica e de realização de cirurgias para pessoas com albinismo que apresentem lesões pré-cancerosas. A iniciativa permitirá identificar os casos que necessitam de intervenção médica e garantir o acesso a protetores solares e a outros tratamentos necessários”, explicou.

Em termos numéricos, de acordo com a fonte, pelo menos 221 pessoas com albinismo foram identificadas com problemas de pele em 14 distritos da província de Nampula, no norte do país.

“A ideia é abranger toda a província de Nampula, para que as pessoas com albinismo tenham acesso ao tratamento. A campanha terá a duração de uma semana e pretendemos atender 50 pacientes por dia, entre adultos e crianças”, afirmou Márcia Bacar.

Aquela responsável reconheceu que o estigma e a discriminação contra as pessoas com albinismo continuam a ser uma realidade persistente, alimentada por mitos, superstições e falta de informação.

“O preconceito e a discriminação continuam a ser um desafio. Mesmo assim, continuamos a realizar palestras nas comunidades. Neste momento, 70% das pessoas têm conhecimento sobre o albinismo”, declarou.

Márcia Bacar acrescentou que persistem crenças, segundo as quais partes do corpo de pessoas com albinismo possuem poderes mágicos ou podem trazer boa sorte e riqueza.

“Esses pensamentos fazem parte de crenças e mitos que contribuem para a discriminação contra as pessoas com albinismo”, concluiu. (Nelsa Momade)

Para reduzir impacto de desastres: Governo defende investimento em sistemas de aviso prévio e infra-estruturas resilientes

Maputo (IKWELI) — O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, esta terça-feira (13), em Maputo, que a acção antecipada é essencial para reduzir os impactos humanos e económicos dos desastres naturais em Moçambique.

A posição foi apresentada na abertura da Conferência Internacional sobre a Redução do Risco de Desastres, ocasião em que apelou ao investimento em tecnologias de aviso prévio, infra-estruturas resilientes e capacitação dos mais de 1.500 comités locais de gestão do risco de calamidades.

O encontro, que assinala o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, decorre sob o lema “A Resiliência Começa em Casa” e tem como um dos principais destaques o lançamento do Quarto Relatório Bienal de África sobre a Implementação do Quadro de Sendai, referente ao período 2023-2024.

Segundo o Chefe do Estado, as cheias, os ciclones e as secas representam 90% dos danos provocados por desastres em África no biénio em referência.

Apesar de Moçambique figurar entre os dez países do mundo mais afectados pelos desastres naturais, o país foi eleito Campeão da União Africana para a Gestão e Redução do Risco de Desastres, em reconhecimento dos progressos alcançados na minimização dos impactos destes fenómenos.

De acordo com Daniel Chapo, uma parte importante dos esforços de prevenção e resposta aos desastres começa nas comunidades, através dos cerca de 1.500 comités locais de gestão do risco de calamidades, que actuam sobretudo nas zonas ciclicamente afectadas por cheias, ciclones e inundações.

“Quando acontecem cheias, quando acontecem ciclones, quando acontecem inundações, o nosso foco tem sido nestas senhoras e nestes senhores, nestes nossos soldados da linha da frente, nestes nossos líderes, heróis e verdadeiros campeões do povo moçambicano, que ficam no terreno 24 horas por dia, de segunda a segunda, faça sol, faça chuva, faça frio, concentrados em salvar vidas”, afirmou o Presidente da República.

O Chefe do Estado destacou igualmente o papel dos sistemas de aviso prévio difundidos em línguas locais, através de megafones e rádios comunitárias, na redução da mortalidade associada aos desastres naturais.

Segundo explicou, enquanto as cheias de 1977 e 2000 provocaram mais de 700 mortes, em 2026, apesar da ocorrência de cheias de grande magnitude, o número de vítimas mortais ficou abaixo de 200, resultado que atribuiu aos esforços de prevenção e aviso prévio.

O relatório relativo ao biénio 2023-2024 indica que o número de desastres em África aumentou de 612 para 738 eventos, causando mais de 74 mil mortes, afectando cerca de 64 milhões de pessoas e provocando perdas estimadas em oito mil milhões de dólares norte-americanos.

Perante este cenário, Daniel Chapo defendeu a modernização dos sistemas de aviso prévio, o reforço das infra-estruturas resilientes e a promoção de uma cultura de prevenção e prontidão.

O governante sublinhou ainda a necessidade de investir em tecnologias de aviso prévio, integrar a resiliência nos processos de planificação e desenvolvimento e reforçar a capacidade das comunidades, através dos comités locais de gestão do risco de calamidades, para responderem atempadamente às situações de risco e, sobretudo, aos alertas de desastres. (Antónia Mazive)

Para melhor performance na comercialização agrícola
PEA’s de Memba e Larde recebem novas viaturas do governador de Nampula

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, entregou, na manhã desta terça-feira (13), três viaturas aos Pequenos Agricultores Empresariais (PEA) dos distritos de Memba e Larde, no âmbito do projecto MozRural, um projecto do governo central implementado através do ministério de Agricultura, Ambiente e Pecas.
Segundo sabe o Ikweli, dos produtores que receberam as viaturas comparticiparam somente com 20% do valor estimado.
O projecto é implementado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS).
Falando na entrega dos meios circulantes, Eduardo Abdula confirmou que para os produtores a prioridade agora é o rápido escoamento dos produtos para o mercado, prometendo que vai controlar com rigor o usos dos meios. “Vou policiar esses carros, os carros não são para ficarem parados, nem para fazer chapa-100, é para transportar mercadoria.”
O governador lembrou que a entrega acontece numa altura em que o governo lançou, recentemente, um programa de 100 hectares com vista a proporcionar uma agricultura mais produtiva e virada para o mercado. “Já entregamos tractores e alfaias neste mesmo lugar, mas produzir não basta, o tractor prepara a terra, a viatura leva a produção para o mercado, é assim que a machamba vira rendimento para as famílias. Estas viaturas chegam no momento certo.”
O governante fez acreditar que o sucesso desta entrega será medido pela produção que gera ao mercado e rendimento que gera os empregos que serão criados com equipamento recebido. (Malito João)

PR reconhece professor como agente de transformação económica e social

Maputo (IKWELI) – O Presidente da República (PR), Daniel Francisco Chapo, defendeu, no âmbito das comemorações dos 45 anos da Organização Nacional dos Professores (ONP), que o professor é um agente essencial de transformação económica e social no país.

Através de uma nota enviada a nossa redação, o Estadista Moçambicano destacou o significado nobre que a ONP carrega ao longo dos anos desde a sua criação sob iniciativa do primeiro presidente de Moçambique independente.

“A celebração deste ano reveste-se de um significado especial, ao assinalarmos os 45 anos da Organização Nacional dos Professores (ONP), criada em 1981, sob a iniciativa do Primeiro Presidente de Moçambique independente, na altura República Popular de Moçambique, o saudoso Presidente Samora Moisés Machel, que reconheceu a educação como um instrumento fundamental de libertação do povo moçambicano, da libertação da consciência crítica e construção da identidade nacional,” cita o documento.

Chapo igualmente chamou atenção dos professores para o valor da profissão que exercem. “A vossa profissão é uma das mais distintas e nobres da sociedade, porque educar é muito mais do que transmitir conhecimentos: é despertar talentos, formar consciências, cultivar valores nobres da Nação moçambicana como o patriotismo e preparar cidadãos capazes de transformar o seu próprio destino e o destino da Nação moçambicana. É nas salas de aula que se lançam as bases da paz para Moçambique, da cidadania, da inclusão e do desenvolvimento nacional. O professor ensina a conhecer, a fazer, a conviver, a ser e estar contribuindo para uma sociedade mais justa, solidária e próspera que todos nós almejamos.”

O Estadista Moçambicano ainda reconheceu os desafios que afectam a classe docente, incluindo a gestão das carreiras, o desenvolvimento profissional dos nossos professores e o processamento das horas extraordinárias e garantiu trazer respostas responsáveis, transparentes e sustentáveis, assentes no

diálogo e na procura de soluções conjuntas. (Felismina Maposse)

ONP preocupado com professores que não aderem ao TARV

Nampula (IKWELI) – O secretário da Organização Nacional dos Professores (ONP) em Nampula, André Jana, diz estar preocupado com a situação de alguns professores que não querem aderir ao Tratamento Antirretroviral (TARV), situação que continua a colocar em risco aqueles profissionais de educação.

André Jana fez saber 1059 professores estão igualmente padecendo de várias enfermidades, um factor que coloca em alerta a classe que ele dirige.

″A nossa saúde não é das melhores, porque temos aproximadamente 2200 (mil e duzentos) professores que estão padecendo de várias doenças, como a malária, hipertensão e HIV que alguns colegas infelizmente não estão a dar o seguimento, e isso traz-nos alguns problemas.”

Jana disse que nunca faltou apelo e envolvimento de outros professores. “Os colegas que não seguem a medicação, nós temos feito tudo por tudo, porque a ONP está preocupada, com a mobilização, começa com o secretário para além do assistente que temos ao nível da Zona de Influência Pedagógica (ZIP), temos assistente ao nível do distrito, então esses têm feito o seu trabalho no sentido de fazer acompanhamento, mas os colegas nem sempre cumprem, alguns colegas as vezes recebem comprimidos e depois não tomam, então como educador quero deixar apelo para os colegas que devem seguir a medicação porque eles apenas são tantos os outros então temos que seguir a medicação.″ 

A outra situação apontada pelo secretário da ONP e que apoquenta os professores da província de Nampula tem a ver com “a situação médica e medicamentosa que não é das melhores também, temos dito, a assistência quase 50 %, os descontos não falham, mas a assistência falha. ″

A superlotação de turmas é apontada como um dos factores que comprometem a qualidade do Processo de Ensino e Aprendizagem.

“A média da nossa Província é 96 alunos por turma, mas o governo está a fazer esforço, porque no ano passado entre as escolas de construção convencional e condição precária, situava-se mais de 60%, este ano estamos em 50%, significa que metade das escolas convencionais e a outra metade soa de construções precárias. ″

André Jana, disse que o álcool também é droga, por isso deixou um alerta para os professores que se fazem a sala de aula embriagados no sentido de pararem com a prática, ″pode acontecer que o professor depois de consumir álcool vá a sala de aula, aquilo que é por lei não pode fazer isso, portanto quando consumir qualquer tipo de álcool não pode se fazer a aulas, deve ficar em casa. ″ (Malito João)

Segundo o governador de Nampula: Investidores exigem lei clara, decisão rápida e justiça imparcial

Nampula (IKWELI) – O Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, defende uma justiça mais clara com decisões justas por parte dos tribunais judiciais, para que haja regras e protecção de quem trabalha e dos investidores.

Abdula falava assim na manhã desta segunda-feira (12,) na cidade de Nampula, durante a abertura oficial do seminário de formação de Magistrados Judiciais e do Ministério Público em matéria de Processamento e Julgamento de casos de Violação de Direitos Sobre Terra e Biodiversidade.

O governante entende que uma decisão judicial bem fundamentada reforça confiança do camponês na sua machamba, protegendo a comunidade contra a usurpação, dando segurança ao investidor que pretenda criar postos de trabalho.

“É precisa saber se o seu DUAT [título do Direito de Uso e Aproveitamento da Terra] é legal, o mesmo se aplica a biodiversidade, proteger as nossas reservas e a nossa costa é proteger a economia local, o turismo e a vida das gerações futuras, por isso saúdo vivamente o projecto. Melhoria de justiça no norte de Moçambique.”

Abdula entende ainda que a capacitação é um investimento no Estado de direito. “O investidor não pede favores, ele pede três coisas, lei clara. Esta capacitação nos ajuda a garantir que a terra continue a ser factor de paz, e não de conflito, como aprendemos com sacrifício da nossa independência″. 

Amina Mariza Ibraimo Abudo, representante do Tribunal Supremo, disse que esta acção de formação visa consolidar o impacto das intervenções do sector da justiça local, em especial junto dos Magistrados Judiciais e do Ministério Público, reforçando os seus conhecimentos, habilidades e atitudes na aplicação prática do ordenamento jurídico relativo à prevenção e combate aos crimes contra a biodiversidade, aos crimes fundiários e aos crimes associados.

″É nesse contexto que a intervenção da justiça assume uma particular importância decisiva, a aplicação da lei nestas matérias requer capacidade, sensibilidade perante realidades sociais e ambientais, acima de tudo a imparcialidade e rigor na tomada de decisões. Esta capacitação deve por isso ser entendida não apenas como oportunidade de aprofundamento técnico, mas também um momento de reflexão sobre a responsabilidade inerente ao exercício da magistratura.”

A representante do Tribunal Supremo entende que a complexidade dos casos relacionados com a terra, recursos naturais e a biodiversidade requer decisões judiciais fundadas, tendo em conta os impactos económicos e ambientais de cada instituição, “sem perder de vista o cumprimento da lei. É esta capacidade de decidir com conhecimento e sentido de justiça. Assim é fundamental que estes dias de trabalho sejam aproveitados para partilhar experiência, analisar casos concretos, questionar práticas e consolidar competências aplicáveis para o exercício cotidiano”.

Na formação pretende-se, igualmente, fortalecer o compromisso destes actores no processamento e julgamento desses crimes, bem como a resolução de casos de violação de direitos sobre a terra e os recursos naturais.

A crescente incidência de conflitos de terra, casos de violação de direitos na exploração dos recursos naturais e de crimes contra a biodiversidade representa uma ameaça ao desenvolvimento justo, sustentável e equitativo de Moçambique, de África e do mundo como um todo. As usurpações de terras das comunidades locais, a fraca gestão dos benefícios para as comunidades e a devastação da fauna, da flora e do ambiente em geral impactam negativamente no desenvolvimento das comunidades locais ou rurais em Moçambique. (Malito João)

Eduardo Mulembwe exige estudos urgentes sobre o futuro de Mocímboa da Praia

Pemba (IKWELI) – O ministro na presidência para Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleia Provinciais, Eduardo Mulembwe, destacou, no sábado (10), na província de Cabo Delgado, a necessidade de se fazer um estudo minucioso sobre a situação da vila de Mocímboa da Praia, local que vem sendo fustigado pelo terrorismo há 9 anos e que nos últimos tempos vem se debatendo com acções das mudanças climáticas.

Mulembwe falava numa reunião com os presidentes de 7 autarquias, tendo referido que todas as forças vivas da sociedade devem engajar-se na recuperação daquela vila histórica. “A Autarquia da Vila da Mocímboa da Praia requer atenção de todos nós, também os órgãos de governação central, para que a população daquela vila possa dizer vale a pena continuarmos a ter aquele município e, para isso, deve haver envolvimento de todos. O município sozinho, pela dimensão do problema, não será capaz de resolver, temos de encontrar outras soluções para esta vila.”

Por sua vez, a autarca de Mocímboa da Praia, Helena Bandeira, diz não haver receitas para reconstrução da Vila. “O município ainda não tem receitas, ainda estamos numa fase de construção, temos que reerguer a nossa vila, estamos também com dificuldades de funcionamento e necessidade de investimento de vulto, a nossa vila precisa de apoio para voltar a ser como era. Os ataques terroristas deixaram-nos na desgraça.”

Na mesma senda, o autarca do município de Chiúre, Alcora Intutunha, lamentou o momento catastrófico que seu distrito viveu na época ciclónica. (Fátima Mugaveia)

Em apenas seis meses: Consumo de drogas leva mais de dois mil jovens ao Centro de Saúde Mental de Nampula

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 2.097 jovens de Nampula foram internados, durante o primeiro semestre do corrente ano, no centro de saúde mental de Nampula, também conhecido por Hospital Psiquiátrico de Nampula, em consequência de perturbações mentais causadas pelo consumo de droga.

As vítimas são da idade compreendida entre os 15 e 24 anos.

De acordo com o médico-chefe provincial de Nampula, Geraldinho Avalinho, a prevalência do consumo de drogas entre adolescente e jovens é preocupante, sobretudo nos distritos de Nacala e Nampula.

Entre as doenças mentais citadas por aquele profissional, destaca-se a epilepsia, a ansiedade, a depressão, o trauma, tentativas de suicídio, transtornos de humor e casos relacionados com situações de violência.

Por outro lado, o psicólogo clínico da maior unidade sanitária da região norte do país, Hospital Central de Nampula (HCN), Ibraimo Manuel, confirma a procura massiva de docentes mentais nos últimos tempos.

Ainda em entrevista ao Ikweli, aquela fonte explicou que os principais factores que os pacientes com doenças mentais apresentam são transtornos de humor antecedidos por transtornos neuróticos e outros, como suicídios relacionados a relacionamentos passionais, jogos de azar, pressão social, e referiu que a maior entrada de pacientes na província, tem sido o distrito e a cidade de Nampula. (Virgínia Emília)