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Perto de 12 mil habitantes de Tchaiane obrigados a percorrer mais de 15 km para ter acesso a saúde

Nampula (IKWELI) – Pelo menos 11. 500 (onze mil e quinhentos) habitantes da localidade de Tchaiane, no distrito de Rapale, clamam pela alocação de meios de transporte para aliviá-los dos mais de 15 km percorridos a pé para a unidade sanitária de Saua-Saua ou para o Hospital Distrital de Rapale em busca de cudiados médicos.

O chefe da localidade de Tchaiane, Silvano Rassul, explica que para a população beneficiar de cuidados médicos, tem recorrido a um programa de saúde promovido pelo governo distrital, designado “Estrela da Manhã” que funciona duas vezes por semana, o que chega a não atender totalmente a necessidade da população.

A nossa fonte acrescentou que devido a distância percorrida pela população vivendo distante dos centros de saúde, alguns optam pela medicina tradicional e o parto a nível das comunidades, por isso pede a rápida construção de um centro de saúde. (Virgínia Emília)

Professores de Nanhupo Rio denunciam transferências arbitrárias

Nampula (IKWELI) – Um grupo de professores em exercício no posto administrativo de Nanhupo Rio, no distrito de Mogovolas, província de Nampula, denunciou, no último fim-de-semana, alegadas transferências arbitrárias.

A denúncia foi apresentada durante um comício popular orientado pelo governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, ocasião em que os participantes foram convidados a expor as principais dificuldades que enfrentam.

Entre os cinco professores insatisfeitos com a situação, o governador convidou um deles a explicar publicamente as preocupações da classe.

“Nós submetemos uns documentos ao governo distrital sobre uma certa preocupação ligada a transferências massivas dos nossos colegas para as zonas mais periféricas, quando fomos reclamar nossos direitos, somos ameaçados, existe um cenário de intimidação.”

Em resposta, Eduardo Mariamo Abdula assegurou que acompanhará o caso, com vista a apurar os factos e identificar a razão das queixas apresentadas.

“Uma vez que o documento já entrou, daqui a quinze dias, irei tomar algumas decisões. Vou mandar uma equipa para vir trabalhar aqui, eu vou levar a vossa preocupação.” (Malito João)

Nampula: 40 Rapazes violados sexualmente em 6 meses

Nampula (IKWELI) – O Gabinete de Atendimento Integrado as Vítimas de Violência (GAIVV) diz-se preocupado com a prevalência e aumento de casos de abuso sexual contra rapazes e adolescentes, protagonizados por mulheres adultas, algumas delas caracterizadas como consumidoras de drogas.

Só nos últimos seis meses do ano em curso, foram assistidos um universo de 40 rapazes e adolescentes e 170 raparigas violadas sexualmente.

A informação foi avançada, ao Ikweli, pelo psicólogo clínico do Gabinete de Atendimento Integrado as Vítimas de Violência (GAIVV), no Hospital Central de Nampula (HCN), Armando Cumbe, quem explicou que a maioria das vítimas é da idade compreendida ente os 10 e 14 anos.

Esta fonte explicou que a tendência é de os casos subirem por alegada falta de denúncias, e o acto pode concorrer para sequelas graves no psíquico dos rapazes, além do risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

“Pode prejudicar o desenvolvimento psicológico daquele rapaz, porque já não passa a ver aquela violadora como uma mãe, madrasta, irmã, e acaba por quebrar aquela relação que deveria existir, passa a ver como um objecto sexual, porque estamos a introduzir uma experiência que não é adequada para o estágio de desenvolvimento que se encontra aquele rapaz, que antes de 15 anos tenha uma experiência sexual,” explicou o psicólogo clínico do HCN, Armando Cumbe.

Cumbe acrescentou que na maioria das vezes são mulheres sexualmente carenciadas que se envolvem em tais actos, e outras são recomendadas por seus médicos tradicionais como tratamento de certas doenças. (Virgínia Emília)

SERNIC desdobra-se em Nampula: Pontas de marfim levam 3 indivíduos aos calabouços

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, deteve três indivíduos indiciados no crime de tráfico de espécies protegidas após uma operação realizada na passada quarta-feira (8).

A informação foi avançada na manhã desta segunda-feira (13) pela porta-voz da instituição, Enina Tsinine, em conferência de imprensa.

Segundo aquela responsável, as investigações permitiram identificar três suspeitos ligados ao caso. No decurso da operação, os agentes apreenderam quatro pontas de marfim que se encontravam na posse dos detidos, evitando a sua comercialização ilícita.

Enina Tsinine afirmou que “foi possível localizar e interceptar os suspeitos,” salientando que a pronta intervenção do SERNIC foi determinante para a apreensão do material e a recolha de elementos de prova.

A fonte disse que durante o interrogatório preliminar, os detidos alegaram ter adquirido os troféus numa feira de exposição de produtos na província de Cabo Delgado. “A mercadoria” seria posteriormente comercializada a um cidadão de proveniência até agora desconhecida pelo valor de 1.300.000,00Mt (Um milhão e trezentos meticais).

Um dos acusados, distancia-se da versão do SERNIC, alegando que um amigo teria facilitado o acesso ao marfim em 2011. “Tenho 38 anos de idade, não entrei em nenhum esquema, só tive um amigo da Alfândega que vivia na casa dos meus pais em Nampula, conheci ele porque eu fazia negócio de crédito naquele tempo, foi em 2011 quando ele perdeu emprego, acabou voltando para o bairro, porque antes vivia no centro da cidade, alugou uma casa vizinha, depois pensou em voltar a sua casa, carregou suas coisas para minha casa e o tal marfim que estava a se falar vinha raspado, como forma de embelezar, pintei, esse meu primo frequentava a minha casa e viu sempre essas coisas dentro e perguntou tio, isso o que é? eu disse que são coisas de dono, depois ele comentou com esse meu primo, veio em casa, eu lhe disse são coisas de dono, depois vieram novamente dizendo que conheciam um cliente, é isso que tenho a dizer.”

O SERNIC garantiu que diligências prosseguem para apurar a veracidade dos factos, identificar o alegado comprador e responsabilizar todos os envolvidos, reiterando o compromisso da instituição com a proteção da biodiversidade e o combate ao crime organizado transfronteiriço. (Malito João)

Imigrantes ilegais estão a “atentar” imagem de funcionários da Migração em Nampula

Nampula (IKWELI) – Certos cidadãos estrangeiros, sobretudo de nacionalidade nigeriana, residentes na cidade de Nampula, denunciam alegadas cobranças ilícitas praticadas por alguns agentes do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) durante acções de fiscalização dos documentos de permanência no país.

Estes indivíduos procuraram ao Ikweli para apresentarem a denúncia, mas sem prova material, tanto é que negam ser identificados na reportagem, nem para o arquivo do jornal, muito menos para a citação no que pretendem.

De acordo com os denunciantes, os agentes do Serviço Nacional de Migração em Nampula, para além de exigirem a apresentação dos documentos legais, alegadamente solicitam dinheiro, vulgarmente designado por “refresco”, para permitir que os cidadãos continuem a circular sem constrangimentos.

Uma das fontes afirmou que a prática tem sido recorrente e considera que a situação viola os princípios da legalidade e os direitos dos cidadãos estrangeiros previstos na legislação moçambicana.

“Somos obrigados a dar dinheiro sempre que há fiscalização por parte de alguns agentes, mesmo quando temos os documentos em dia. Isso deixa-nos muito tristes, porque temos de estar sempre preparados para dar ‘refresco’. Estamos muito agastados, até porque isso atrapalha o processo de legalização da nossa estadia”, declarou.

Na mesma linha, outro denunciante, relatou que as alegadas cobranças ocorrem sempre que são fiscalizados os Documentos de Identificação e Residência para Estrangeiros (DIRE).

“Quando há fiscalização dos nossos documentos, temos de nos preparar para encher os tanques dos carros dos agentes afectos àquela actividade. Moçambique é um país irmão, mas somos tratados com indiferença, como se não tivéssemos direitos. Somos todos africanos. Temos sempre de ter dinheiro connosco, mesmo sabendo que temos direito ao documento. Estamos agastados e sentimo-nos pressionados. Assim é difícil viver. Ao fim de semana somos, por vezes, obrigados a pagar cerveja aos agentes para manter uma boa relação. Se não o fizermos, passamos a ser vistos como pessoas complicadas”, afirmou visivelmente agastado.

Contactada pelo Ikweli, a porta-voz do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) em Nampula, Enércia Nota, negou as acusações, classificando-as como caluniosas e difamatórias. No entanto, garantiu que a instituição irá averiguar a situação para apurar a veracidade das denúncias e tomar as medidas que se mostrarem necessárias. (Fátima Mugaveia)

PRM reforça patrulhamento para combater venda e consumo de “makha” em Muthita

Nampula (IKWELI) – A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Nampula, reforçou o patrulhamento para combater os esquemas de venda e consumo de drogas, com destaque para a substância conhecida por “makha”, na Unidade Comunal de Muthita, bairro de Mutauanha, no posto administrativo de Muatala.

O reforço foi manifestado no sábado (11), numa reunião de ligação entre a Polícia e a comunidade, cujo objetivo era reforçar a cooperação na denúncia e detenção de indivíduos indiciados na venda e consumo de “makha”.

“Há muita droga apreendida e diversos indivíduos encontram-se detidos por suspeita da prática deste crime. Estamos em Muthita para reforçar o patrulhamento e fortalecer a actuação da Polícia Comunitária”, disse Sérgio Age, comandante provincial da Polícia da República de Moçambique.

Por outro lado, o dirigente da PRM em Nampula reconhece que o consumo de drogas continua a crescer de forma preocupante, contribuindo para o aumento da criminalidade.

“Neste momento estamos a trabalhar para reforçar o patrulhamento. Este foi um pedido apresentado pela população do posto administrativo de Muatala. Queremos intensificar o combate à criminalidade e garantir a ordem e a segurança públicas. Este é o nosso principal foco”, afirmou.

Na ocasião, Sérgio Age explicou que a escolha do posto administrativo de Muatala para o reforço do patrulhamento deveu-se às denúncias apresentadas pelos residentes. Segundo o comandante, a Polícia continuará a desenvolver acções em diferentes bairros da cidade de Nampula até reduzir significativamente o consumo de drogas, sobretudo entre os jovens.

Enquanto isso, a população loca reconheceu a existência de focos de venda e consumo de drogas e apelou à intervenção urgente da Polícia para restabelecer a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas.

“Antes, a zona de Muthita era considerada calma e ordeira, mas atualmente o cenário mudou. Durante a noite já não conseguimos dormir porque as nossas casas são arrombadas. Estamos cansados desta situação”, disse o senhor Chale, residente da comunidade.

Outro morador de Muthita, António Morais, afirmou que a insegurança tem aumentado na região e a resposta da PRM deve ser urgente “Não temos segurança e vivemos constantemente inseguros. Muitas vezes a Polícia não está presente. Recentemente, uma menor foi vítima de violação sexual na sua própria residência, e esse episódio abalou toda a comunidade. Pedimos socorro”, lamentou. (Nelsa Momade)

SdE em Nampula pede maior engajamento das lideranças comunitárias no combate às uniões prematuras

Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Fernando Bemane, manifestou preocupação com os recorrentes casos de uniões prematuras, que continuam a privar as raparigas dos seus direitos fundamentais, por isso, apela para um maior envolvimento das lideranças comunitárias na proteção das crianças e das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fernando Bemane falava nesta sexta-feira (10), no distrito de Nacala, durante um encontro de saudação à população, onde destacou a necessidade de fortalecer a confiança e o respeito pelas instituições do Estado. Na ocasião, apelou ainda à denúncia de casos de corrupção e de uniões prematuras, para que os seus autores sejam responsabilizados, bem como ao afastamento de práticas que comprometem o desenvolvimento das comunidades e do país.

“As lideranças comunitárias são agentes de mudança e devem pautar pela denúncia e pelo combate às uniões prematuras, pois são elas que têm maior conhecimento das situações que ocorrem nas suas áreas de jurisdição”, sublinhou Bemane.

O Secretário de Estado recordou que a união prematura constitui um crime público e apelou aos órgãos de administração da justiça para responsabilizarem os indivíduos envolvidos nesta prática. “A união prematura é uma das piores práticas que enfrentamos e deve ser combatida nas comunidades. Não podemos permitir que pessoas mal-intencionadas enganem as nossas crianças. É urgente que os autores deste crime sejam exemplarmente punidos e que os tribunais tratem estes casos com o rigor que a lei exige”, afirmou.

Por outro lado, o governante, sem avançar dados sobre a incidência das uniões prematuras na província, defendeu o envolvimento de toda a sociedade na prevenção e denúncia desta prática, que continua a colocar muitas raparigas e mulheres em situações de pobreza e exclusão social.

“O combate às uniões prematuras não deve ser responsabilidade apenas das lideranças comunitárias e do Governo. É necessário o engajamento de toda a sociedade para garantir um futuro melhor para as raparigas e mulheres da província de Nampula”, concluiu. (Nelsa Momade)

Autarquia de Nampula quer recuperar todos os furos de água de Napipine para aliviar crise de abastecimento

Nampula (IKWELI) – O conselho autárquico da cidade de Nampula pretende recuperar todos os furos de água existentes no posto administrativo municipal de Napipine, numa iniciativa que visa reforçar o abastecimento do precioso líquido, numa altura em que alguns bairros enfrentam, há cerca de dois meses, a crise de acesso à água, situação que expõe a população a sérios riscos sanitários.

Para concretizar o objectivo, a Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA), em coordenação com a administração local, iniciou visitas de campo para identificar os furos avariados e avaliar o seu estado de conservação.

Segundo o município, a recuperação das infraestruturas hídricas contribuirá para o cumprimento da meta traçada pelo presidente do Conselho Municipal, Luís Giquira, de elevar a cobertura do serviço de abastecimento de água no território autárquico.

Além de aumentar a disponibilidade do recurso, a reabilitação dos furos deverá reduzir as longas distâncias percorridas diariamente pelas famílias em busca de água, bem como os riscos de doenças associadas ao consumo de água imprópria.

Os trabalhos de diagnóstico decorrem em diferentes bairros de Napipine, enquanto a população aguarda que as intervenções avancem com celeridade para pôr termo a um período prolongado de carência que tem afectado o quotidiano das comunidades.

Paulo Silvério, residente em Napipine, olha a iniciativa como solução para minimizar o sofrimento da população na procura da água por entender que “na verdade, a iniciativa do conselho municipal é boa, porque nós temos muitos futuros que não saem água e estão estragados, então basta o município organizar vai ajudar muito,” disse.

Márcia Beloi, outro residente de Napipine, propõe que o município possa expandir furos de água até as zonas urbanas, por, alegadamente, constatar que “água sai, então essa iniciativa do município é boa, por isso seria bom também se colocasse furos de água até aqui na cidade também nós sofremos para ter água.” (Malito João)

Oficina de mecânica abre novas oportunidades para raparigas de Chiúre

Pemba (IKWELI) – A organização Access Mulher inaugurou, na quinta-feira passada, uma oficina de reparação de motorizadas no distrito de Chiúre, província de Cabo Delgado, destinada a raparigas, incluindo sobreviventes de violência baseada no género e deslocadas internas.

A iniciativa integra a segunda fase do projecto MOTORSKIL GIRL, que já capacitou dezenas de jovens em mecânica e promoveu a criação de negócios liderados por mulheres.

Erguida num terreno cedido pelo governo local, a oficina dispõe de loja de peças, armazém e área de atendimento e reparação. O empreendimento foi financiado pelo programa IGUAL, no âmbito das Iniciativas Juvenis Renovadas, implementadas pela Access Mulher em parceria com o CESC, com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos.

Na cerimónia de inauguração, a administradora distrital de Chiúre salientou que o projecto representa um passo importante para o desenvolvimento local, ao proporcionar às jovens uma profissão e uma fonte sustentável de rendimento.

As beneficiárias foram encorajadas a aplicar os conhecimentos adquiridos para fortalecer a sua autonomia económica.

Além da infraestrutura, as participantes receberam kits completos de ferramentas e equipamentos de protecção individual. Também beneficiaram de formação em cooperativismo, literacia financeira e comunicação empresarial, preparando-as para uma gestão eficiente da futura oficina.

Para muitas jovens, a iniciativa simboliza um recomeço. Histórias como as de Augusta Manuel e Sabina Calisto mostram como a aprendizagem da mecânica está a transformar vidas, devolvendo esperança e dignidade a mulheres que enfrentaram violência, deslocação e dificuldades económicas. (Malito João)

Sobre as obras da ponte sobre rio Muetazi: Governo Provincial diz que será implacável com o empreiteiro para cumprimento do prazo

Nampula (IKWELI) – A Direção provincial de Obras Públicas (DPOP) garante que será implacável e rigoroso com o empreiteiro responsável pela obra de construção da ponte sobre o Rio Muetazi, na localidade de Tchaiane, distrito de Rapale, com vista a garantir o cumprimento do prazo estabelecido.

Trata-se de uma obra que terá sido abandonada há 2 anos, pela empresa ADEM, alegadamente por falta de pagamento, degradação acentuada da via, subida do caudal do Rio, entre outras alegações.  

A infraestrutura que vai beneficiar 11,500 habitantes da localidade de Tchaiane, prevê um investimento de 3.990.207,00Mt (três milhões, novecentos e noventa mil, duzentos e sete meticais), tem uma extensão de 14 metros, e as obras deverão arrancar no dia 13 do corrente mês até Outubro do presente ano.

O Director Provincial das Obras Públicas, Faquira Massalo, explica a obra tinha sido executada abaixai dos 50%, tanto é que apelou ao novo empreiteiro para que seja célere no sentido de cumprir com os prazos estabelecidos.

Aquele dirigente acrescentou, igualmente, que “o empreiteiro já recebeu os pagamentos, e neste momento não existe nenhuma dívida, então estamos a persuadir o empreiteiro a dar essa continuidade antes dessas chuvas iniciarem, porque devem entregar a obra num período de três meses.”

Por sua vez, o representante da obra da ponte sobre o rio Muetazi, Chande Camilo, prometeu acatar as exigências do governo provincial, garantindo entregar a infraestrutura dentro do prazo previsto.

Por outro lado, o chefe da localidade de Tchaiane, Silvano Rassul, mostrou-se satisfeito com a iniciativa, alegando que poderá reduzir vários riscos de ataques de crocodilos que as famílias daquela circunscrição enfrentam durante a travessia da ponte para outra margem. “Estamos satisfeitos e esperamos bons resultados este ano na construção da ponte, porque passamos mal aqui, principalmente nos tempos chuvosos, o caudal do rio enche e nós ficamos isolados da outra margem, não conseguimos chegar na cidade e nem na sede do distrito, os alunos ficam sem aulas, porque não tem como atravessar o rio”, explicou o responsável da localidade.

Igualmente, aquele responsável explicou que como forma de ajudar a população a atravessar o rio, sobretudo na época chuvosa, tem se disponibilizado um grupo de jovens que ajuda no uso de uma canoa, em troca de um valor monetário que varia entre 20,00Mt e 30,00Mt cada passageiro. (Virgínia Emília)