SERNIC desdobra-se em Nampula: Pontas de marfim levam 3 indivíduos aos calabouços

Nampula (IKWELI) – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Nampula, deteve três indivíduos indiciados no crime de tráfico de espécies protegidas após uma operação realizada na passada quarta-feira (8).

A informação foi avançada na manhã desta segunda-feira (13) pela porta-voz da instituição, Enina Tsinine, em conferência de imprensa.

Segundo aquela responsável, as investigações permitiram identificar três suspeitos ligados ao caso. No decurso da operação, os agentes apreenderam quatro pontas de marfim que se encontravam na posse dos detidos, evitando a sua comercialização ilícita.

Enina Tsinine afirmou que “foi possível localizar e interceptar os suspeitos,” salientando que a pronta intervenção do SERNIC foi determinante para a apreensão do material e a recolha de elementos de prova.

A fonte disse que durante o interrogatório preliminar, os detidos alegaram ter adquirido os troféus numa feira de exposição de produtos na província de Cabo Delgado. “A mercadoria” seria posteriormente comercializada a um cidadão de proveniência até agora desconhecida pelo valor de 1.300.000,00Mt (Um milhão e trezentos meticais).

Um dos acusados, distancia-se da versão do SERNIC, alegando que um amigo teria facilitado o acesso ao marfim em 2011. “Tenho 38 anos de idade, não entrei em nenhum esquema, só tive um amigo da Alfândega que vivia na casa dos meus pais em Nampula, conheci ele porque eu fazia negócio de crédito naquele tempo, foi em 2011 quando ele perdeu emprego, acabou voltando para o bairro, porque antes vivia no centro da cidade, alugou uma casa vizinha, depois pensou em voltar a sua casa, carregou suas coisas para minha casa e o tal marfim que estava a se falar vinha raspado, como forma de embelezar, pintei, esse meu primo frequentava a minha casa e viu sempre essas coisas dentro e perguntou tio, isso o que é? eu disse que são coisas de dono, depois ele comentou com esse meu primo, veio em casa, eu lhe disse são coisas de dono, depois vieram novamente dizendo que conheciam um cliente, é isso que tenho a dizer.”

O SERNIC garantiu que diligências prosseguem para apurar a veracidade dos factos, identificar o alegado comprador e responsabilizar todos os envolvidos, reiterando o compromisso da instituição com a proteção da biodiversidade e o combate ao crime organizado transfronteiriço. (Malito João)

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