
Nampula (IKWELI) – O Secretário de Estado (SdE) na província de Nampula, Fernando Bemane, manifestou preocupação com os recorrentes casos de uniões prematuras, que continuam a privar as raparigas dos seus direitos fundamentais, por isso, apela para um maior envolvimento das lideranças comunitárias na proteção das crianças e das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Fernando Bemane falava nesta sexta-feira (10), no distrito de Nacala, durante um encontro de saudação à população, onde destacou a necessidade de fortalecer a confiança e o respeito pelas instituições do Estado. Na ocasião, apelou ainda à denúncia de casos de corrupção e de uniões prematuras, para que os seus autores sejam responsabilizados, bem como ao afastamento de práticas que comprometem o desenvolvimento das comunidades e do país.
“As lideranças comunitárias são agentes de mudança e devem pautar pela denúncia e pelo combate às uniões prematuras, pois são elas que têm maior conhecimento das situações que ocorrem nas suas áreas de jurisdição”, sublinhou Bemane.
O Secretário de Estado recordou que a união prematura constitui um crime público e apelou aos órgãos de administração da justiça para responsabilizarem os indivíduos envolvidos nesta prática. “A união prematura é uma das piores práticas que enfrentamos e deve ser combatida nas comunidades. Não podemos permitir que pessoas mal-intencionadas enganem as nossas crianças. É urgente que os autores deste crime sejam exemplarmente punidos e que os tribunais tratem estes casos com o rigor que a lei exige”, afirmou.
Por outro lado, o governante, sem avançar dados sobre a incidência das uniões prematuras na província, defendeu o envolvimento de toda a sociedade na prevenção e denúncia desta prática, que continua a colocar muitas raparigas e mulheres em situações de pobreza e exclusão social.
“O combate às uniões prematuras não deve ser responsabilidade apenas das lideranças comunitárias e do Governo. É necessário o engajamento de toda a sociedade para garantir um futuro melhor para as raparigas e mulheres da província de Nampula”, concluiu. (Nelsa Momade)





