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Nampula: ANAMOLA diz-se confiante em vencer as próximas eleições

Nampula (IKWELI) – O partido Aliança Nacional para um Moçambique livre e Autônomo (ANAMOLA) diz-se confiante em vencer as próximas eleições e assegura estar a trabalhar arduamente para assumir a liderança do país.  

As declarações foram feitas no sábado (11), durante uma visita efectuada pelo coordenador provincial do ANAMOLA em Nampula, Castro Niquina ao posto administrativo de Natikiri, na cidade de Nampula.

“Estamos ainda a engrandecer aquilo que é o nosso partido, não medimos esforços de passar em várias partes da província de forma a se preparar rumo à nossa batalha política em Moçambique,” disse Niquina aos jornalistas.

“Estamos na fase de mobilização e consolidação, porque já estamos implantados nos postos e nos distritos da Província de Nampula,” frisou.

Niquina aproveitou a ocasião para revelar que o partido ANAMOLA processou o cidadão moçambicano Dércio Alfazema “por causa das mentiras que tem promovido, é para ele responder em tribunal, vir apontar quais são essas pessoas que foram afastadas do partido por não contribuírem para a convenção. Portanto, levamos à barra do tribunal para que possa responder, porque Alfazema fabrica informações sobre Nampula, pois sabe que Nampula é uma província que não está a brincar, Alfazema tenta fabricar mentiras para a província cair, o que não vai acontecer,” elucidou Castro Niquina. (Francisco Mário)

Corações Reconstruídos: REPSSI Muda Mentes em Nanhupo Rio

Nampula (IKWELI) – No coração do distrito de Mogovolas, posto administrativo de Nanhupo/Rio, comunidade onde a gravidez precoce associada a pobreza e a desinformação constituem um dos principais cartões de visita, a Iniciativa Regional para o apoio Psicossocial (REPSSI) encontrou, através de rodas de conversa e sessões de mentoria, uma estratégia para libertar mentes e transmitir esperança a rapazes e raparigas que se encontram envolvidos em uniões prematuras.

A nossa equipa de reportagem percorreu mais de 100 km de estrada da cidade de Nampula até a comunidade de Namilapa “A”, situada no distrito de Mogovolas, posto administrativo de Nanhupo-Rio para entender as estórias por trás das cerca de 35 mil crianças citadas por uma organização não-governamental moçambicana em seu relatório datado de 2021, que casaram antes dos 15 anos, e 130 mil que se encontram casadas antes dos 18 anos a nível da província de Nampula.

Já no terreno, cânticos de celebração e palavras de aclamação cruzaram ainda de longe os vidros empoeirados pela viagem do Mahindra que transportou a nossa equipa, num gesto que denota gratidão por uma visita que de longe veio conhecer as belezas que esconde a comunidade de Namilapa “A”.

Numa breve vista, pudemos ver um povo alegre pelos ensinamentos recebidos ao longo das sessões de mentoria, mesmo diante das paredes de construção precária, do fecalismo a céu aberto, da falta de energia elétrica, da água ainda partilhada com o gado, entre outros desafios característicos de quem vive longe dos holofotes da cidade.

“Crianças sendo mães de outras crianças” e o alívio trazido pelo REPSSI

Na comunidade, as raparigas sonham alto, o professorado, a enfermagem e o comércio em grande escala figuram entre os principais desejos por ali, mas o que se pode ver por agora, são crianças amamentando outras crianças e enfrentando os ditames da maternidade precoce.

Em meio aos desafios, surge o apoio psicossocial do REPSSI que, entre várias intervenções, garantiu que as raparigas compreendessem que nem tudo o que existe é o que podem ver, existe um mundo maior e os sonhos não precisam ser relegados ao esquecimento.

Fátima Carlos, agora com 19 anos de idade, contou ao Ikweli que engravidou aos 14 anos e não se deu conta logo a primeira. “Sou de Namilapa A, engravidei quando tinha 14 anos, quando engravidei não sabia que estava grávida, e aquilo me assustou, na época, o meu marido tinha 19 anos, ele assumiu minha gravidez.”

Apesar do marido tê-la apoiado, a nossa fonte revela que não escapou dos desafios da gravidez na adolescência, e foi o apoio do REPSSI que a ajudou a compreender que era possível ter uma gravidez e um parto tranquilo. “Quando o projecto entrou, aprendi que eu deveria ir ao hospital para abrir a ficha pré-natal, depois que dei parto, me ensinaram que deveria tomar banho e dar banho bebé antes de ir ao Hospital e isso me ajudou muito, além de me ensinarem receitas com aquilo que tem na machamba para poder me alimentar bem e ter bom leite para o meu bebé,” declarou  

Com a voz trémula e os olhos quase lacrimejantes, Zainabo Abílio, rapariga agora com 19 anos de idade, disse ao Ikweli que tudo o que sabe é o que lhe foi apresentado desde a nascença, a machamba e a vida do campo. “Nasci e cresci nesta localidade, os meus pais também são daqui eles são agricultores, nossa vida sempre foi ir a machamba e comer o que tiramos de lá, nunca fui a cidade e minha infância sempre foi cuidar dos meus irmãos,” declarou

A menina de origem simples que carrega o sonho de ser professora, relata que a intervenção do REPSSI foi importante para que ela enfrentasse os ditames de uma gravidez na adolescência, “Engravidei com 16 anos de idade, o meu marido já vinha me apreciando, e depois foi falar com a minha família, eles aceitaram e casamos. Antes de chegar o projeto não sabia que uma mulher grávida deveria abrir uma ficha pré-natal e o meu marido a seguir todo o processo até ao nascimento. Depois do projecto ter entrado na comunidade, aprendi a dar banho bebé, porque antes só ia ao Hospital sem nenhum cuidado.”

Quem também reconhece os esforços do REPSSI naquela comunidade, é Isabel Armando, quem engravidou com 15 anos de idade, agora mãe de 2 filho. “Sou natural de Namilapa A, antes de chegar o projecto, comportava-me muito mal e discutia em frente dos meus filhos, nada me interessava, agora, quando o projecto entrou na comunidade, já não discuto com o meu marido, não crio problema em frente dos meus filhos, tenho uma mente aberta, quando me estresso, não respondo logo.”

A educação nutricional naquela comunidade, transformou a confecção de alimentos num verdadeiro combate a desnutrição crónica. Sofia Miguel fala de mudanças significativas na saúde do seu filho. “Desde que o projecto entrou, aprendi a fazer papinha com ovo, amendoim, o meu filho está a crescer mais rápido.”

Homens também falam de mudanças trazidas pelo REPSSI

De Namilapa A, rumamos a comunidade de Namuca, localizada há 13 km da vila de Nametil, local onde homens testemunham mudanças em sua interação familiar.

Munhaco Manuel, por exemplo, fala de uma transformação em seu comportamento trazidas pelas rodas de conversas do REPSSI. “Antes de entrar no projecto, eu humilhava a minha esposa, ela ficava magrinha devido a humilhação, a tratava como se fosse uma escrava, o projecto me ensinou que quando estiver a voltar da machamba com minha esposa, devo ajudar a carregar as coisas, levo minha esposa para o hospital, quando minha esposa fica grávida, dou acompanhamento, converso com a enfermeira, acompanho minha esposa ao peso, agora faço tudo para que minha esposa fique confortável.”

Uma “advocacia” que deve se expandir

O Chefe do Posto Administrativo de Nanhupo-Rio, Abacar Matável, defende a expansão das sessões de aconselhamento para outras comunidades. “Ao nível do nosso posto, notávamos uma situação muito alarmante antes do projecto entrar, mas quando entrou, escalou três comunidades que são Namilalapa A, Namizene e Namuka.

Então, nestas comunidades, o projecto deixou boas mensagens, antes, as mulheres eram sobrecarregadas nas actividades, então o homem ficava atrás da esposa sem ajudar em nada, mas com esse projecto, achamos que significativamente as mentes começaram a mudar, conseguimos notar uma diferença, então para nós, como posto administrativo, desejamos que o projecto seja expandido a nível das outras comunidades, “asseverou.

Já a Técnica de Saúde Materno Infantil (SMI) no Centro de Saúde de Nanhupo-Rio, Catija Carlos, entende que a gravidez na adolescência carrega grandes riscos. “Uma rapariga tem grandes riscos no processo do parto porque a sua bacia não está pronta para expelir o fecto. Nós aconselhamos para que as raparigas entrem na unidade sanitária mais cedo, com vista a explicar os riscos.”

Carlos disse ainda que as raparigas que participaram vindas de Namilapa “A” não enfrentaram qualquer complicação e demostravam algum conhecimento prévio do processo. “Atendemos duas raparigas da comunidade de Namilapa, elas vieram com suas parteiras tradicionais, atendemos, e foi tudo tranquilo,” declarou. (Felismina Maposse; Foto: Belto Samuel)

Observatório termina com apelo à acção e parcerias para o futuro de Nampula

Nampula (IKWELI) – O Governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, encerrou, na quinta-feira (9), a 28ª Sessão do Observatório de Desenvolvimento Provincial destacando que o encontro consolidou o diálogo entre Governo, sociedade civil, sector privado e parceiros de cooperação em torno das prioridades de desenvolvimento da província.

Na ocasião, o governante sublinhou que a sessão ultrapassou a simples prestação de contas, tendo servido para reforçar consensos e o compromisso colectivo com a transparência, a inclusão e a coesão social.

“Este encontro foi mais do que um exercício de prestação de contas; foi um espaço de diálogo franco, de construção de consensos e de reafirmação do nosso compromisso colectivo,” afirmou.

Abdula assinalou igualmente que os debates permitiram avaliar os resultados alcançados pelos órgãos provinciais, ouvir os posicionamentos da sociedade civil, do sector privado e redefinir a visão estratégica para o futuro de Nampula. Entre as prioridades destacadas figuram a disciplina financeira, a participação inclusiva, o fortalecimento das parcerias estratégicas e a promoção da resiliência comunitária, com especial atenção ao protagonismo juvenil e ao desenvolvimento sustentável.

O Governador advertiu ainda que a província necessita de instituições credíveis e, sobretudo, de capacidade de execução. “Nampula não precisa apenas de mais recursos. Precisa de uma visão clara que dê rumo ao seu desenvolvimento,” declarou, apelando à transformação dos planos em resultados concretos para a população.

Ao declarar encerrada a sessão, Eduardo Mariamo Abdula manifestou confiança na capacidade da província de converter desafios em oportunidades e exortou todos os actores a manterem o empenho na construção de uma Nampula mais inclusiva, resiliente e próspera. (Malito João)

Luís Vasconcelos promete “mão dura” contra a proliferação de licenças falsas

Nampula (IKWELI) – O director provincial dos Transportes e Comunicações de Nampula, Luís Vasconcelos, manifesta preocupação com a alegada existência de uma rede de emissão e tramitação de licenças falsas, envolvendo indivíduos ainda não identificados que, segundo suspeitas, poderão integrar o próprio sector.

O pronunciamento foi feito na manhã de sexta-feira (10), durante uma reunião com associações e gestores de transporte da província de Nampula.

Na ocasião, Vasconcelos afirmou que há licenças falsas na posse das autoridades policiais e assegurou que o caso será encaminhado às instâncias judiciais até que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

Com vasta experiência na área dos transportes, o dirigente assume o cargo há menos de uma semana, após a sua nomeação pelo governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula.

“Vamos ser implacáveis, se encontrarmos alguém com licença falsa não vamos mandar para esquadra, vamos levar para Procuradoria, vamos exigir responsabilização, levar para esquadra leva muito tempo até a pessoa acaba perdendo a sua viatura. Se o transportador recusar dar informação significa que ele mesmo que vai responder pelo crime,” considerou. 

Segundo Vasconcelos, a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações pretende divulgar, em breve, a identidade dos envolvidos na falsificação de documentos, em especial das licenças.

“Mas eu juro que dentro em breve teremos caras, vamos apresentar, já há uma equipa a trabalhar sobre esta informação, provavelmente voltarei a vos chamar para verem que as caras que já estão aí, quer da direção quer dos transportadores e não vou vacilar sobre isso, mesmo um amigo um conhecido da nossa praça, porque todos crescemos e vivemos aqui, eu vou entregar ao Ministério Público para que a justiça seja feita e melhorarmos a nossa imagem.”

O responsável advertiu ainda que a situação não deve ser encarada com leviandade, sublinhando que “esta coisa de você ter uma licença falsa, quer dizer, existir outra direção dos transportes e comunicação fantasma dentro de uma instituição legalmente instituída, enquanto eu estiver aqui como director eu juro que isto não vai acontecer.” (Malito João)

“Nenhuma unidade sanitária ou clínica privada tem condições de realizar testes de febre tifoide,” revela Munira Aboduo

Nampula (IKWELI) – A directora dos Serviços Provinciais de Saúde de Nampula, Munira Aboduo, revelou que nenhuma unidade sanitária, nem clínica privada da província, possui capacidade para realizar testes específicos de febre tifoide.

A fonte fez esta revelação no decurso da XXVIII Sessão do Observatório de Desenvolvimento Provincial, encontro que reúne diversos actores da governação em Nampula.

Segundo Aboduo, a única unidade hospitalar habilitada para efectuar a testagem da doença é o Hospital Central de Nampula, razão pela qual apela à população para não recorrer a exames inadequados.

“Com relação a febre Tifóide, dizer que a única instituição e estabelecimento que pode fazer testagem para a febre Tifóide é o Hospital Central de Nampula, tudo que for feito fora daquele estabelecimento é teste descontinuado e não é febre tifóide, pode ser outra coisa.”

A directora dos Serviços Provinciais de Saúde sublinhou ainda que qualquer exame destinado ao diagnóstico da febre tifoide deve ser realizado naquela unidade hospitalar de referência.

A responsável igualmente declarou que o resultado do teste específico requer um período mínimo de três a cinco dias para ser disponibilizado ao paciente. (Malito João)

“Sabemos do peso que recai sobre o tio Salimo, que recebe diariamente apelos de todos os cantos da província clamando por socorro,” reconhecem directores dos SDSMAS de Nampula

Nampula (IKWELI) – Os 23 directores de Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) de Nampula, que, neste domingo (12), foram recebidos pelo governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, e sua esposa, Nazira Abdula, na sua residência oficial, reconheceram os desafios por que o casal passa para atender as preocupações e apelos que diariamente recebem.

Em mensagem, os directores afirmaram que “sabemos do peso que recai sobre o Tio Salimo, que recebe diariamente apelos de todos os

cantos da província clamando por socorro.

Felizmente, o nosso Povo tem recebido respostas dignas.” “Estamos aqui reunidos, não apenas como gestores dos nossos distritos, mas como filhos.

Tio das crianças, das mulheres, dos idosos.

Tia das causas, das lágrimas enxugadas, das vidas salvas.”

Reconheceram, estes gestores públicos, que “a vossa luta [do casal Salimo] é pela criança que nasce, pelo jovem que sonha, pelo adulto que trabalha, pelo idoso que merece respeito. Em suma: a vossa luta e pela Familia Moçambicana.”

Os 23 directores distritais ofereceram bens alimentares ao Gabinete da Esposa do governador, para as comunidades e as famílias vulneráveis. (Redação)

Taekwondo de Nacala segue à Porto com benção do governador de Nampula

Nampula (IKWELI) – A academia de Taekwondo de Nacala despediu-se, neste domingo (12), do governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, entidade que mobilizou apoio para que este ensejo fosse possível.

Recebida na residência oficial do governador, a equipa recebeu benção do governador e sua esposa, Nazira Abdula, tendo desejado sucesso na caminhada que termina com a participação de um torneio no Porto, em Portugal.

“A grande vitória que nós temos é conseguir chegar lá,” recordou o casal aos atletas, recomendado o cumprimento das regras da modalidade. 

“Obrigado por acreditarem e confiarem nesta equipa,” disse André Cumbe, o mister da equipa.

O grupo comprometeu-se a elevar bem alto o nome da província e da sua marca Wamphula Noopiya. (Redação)

“Não haverá desenvolvimento, não haverá nada se não estivermos unidos,” governador de Nampula dirigindo-se aos jovens do 4 Caminhos em Mogovolas

Nametil (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, manteve um encontro ocasional com jovens da comunidade de 4 Caminhos, na vila de Nametil, sede do distrito de Mogovolas, a sul da província, onde os apelou para a necessidade da manutenção da união, consistência pacífica e respeito mútuo.

É nos 4 Caminhos que parte da população da circunscrição reivindica uma indemnização, alegadamente porque parte de suas benfeitorias poderão ser afectadas pelo projecto de atribuição de talhões para jovens locais.

“Não haverá desenvolvimento, não haverá nada se não estivermos unidos,” recordou o governador aos jovens, explicando que “estar unidos não significa estarmos no mesmo partido, significa nos respeitarmos.”

Por outro lado, Abdula referiu que “aquele que te quer bem não ha-de dizer vai lá queimar ali, vai lá partir ali.”

Henrique Vitorino, residente da mesma comunidade, mostrou-se feliz com a iniciativa do governo em prover terra para jovens erguerem suas obras e pediu para que seja expandida energia eléctrica para aquele ponto. 

Por outro lado, aquela população pediu o melhoramento de serviços básicos de saúde, educação, assistência técnica para o aumento da produção e produtividade, bem como a melhoria das vias de acesso. (Redação)

No Dia Mundial da População: Governador de Nampula desafia líderes de Nanhupo Rio a travar uniões prematuras

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, voltou a advertir, neste sábado (11), no posto administrativo de Nanhupo Rio, distrito de Mogovolas, que os responsáveis pelas uniões prematuras serão responsabilizados criminalmente.

O pronunciamento foi feito durante as cerimónias provinciais do Dia Mundial da População, celebradas sob o lema: “Empoderar Jovens para que constituam a família que desejam num mundo justo e cheio de esperança”.

Na ocasião, o governante dirigiu-se aos líderes comunitários e encarregados de educação, reiterando o compromisso do Executivo provincial na defesa dos direitos da criança. 

“Criança é para ir na escola, não é para casar. Porque quando um jovem está bem a família também está bem, então quem fazer casar uma criança vou meter na cadeia, podem não me gostar, mas não isso aqui em Nahupo rio e outros pontos da província de Nampula”, declarou.

Eduardo Abdula destacou ainda que o empoderamento juvenil começa pelo acesso à educação e pela criação de oportunidades económicas, sublinhando que o emprego no Estado não é a única via para a realização profissional dos jovens.

Abordando sobre o Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), o governador apelou à transparência na sua gestão, defendendo que os recursos beneficiem cidadãos e associações com projectos viáveis e não interesses particulares.

“Esse dinheiro não é mahala, mas é para todos, para as associações, para agricultores, porque não há nenhum Governo que vai dar emprego a todos, por isso o governo de Moçambique criou esse fundo para o nosso desenvolvimento. Nenhum dirigente deve levar esse dinheiro para seus amigos, mas aqueles que têm projecto. Por isso, para o distrito de Mogovolas temos mais de 14 milhões de meticais para o FDEL. Não é receber esse dinheiro para ir casar, é para o desenvolvimento, para isso apresentem Projectos sério”, afirmou.

O governador exortou ainda  a população a celebrar a data em espírito de união, colocando o bem-estar colectivo acima das divergências político-partidárias. “Hoje é dia de festa porque é dia da população, a nossa missão é a população por isso estamos aqui. Vamos deixar as nossas diferenças políticas”, disse.

As celebrações incluíram a entrega, por sorteio, de motorizadas, congeladores e televisores plasma à população, além de actuações de músicos de renome da província de Nampula, num ambiente de confraternização e festa popular. (Malito João, em Nanhupo-Rio)

UniLúrio gradua 126 estudantes na Ilha de Moçambique: Governador destaca papel da Universidade no desenvolvimento do país

Nampula (IKWELI) – A Universidade Lúrio (UniLúrio) graduou, esta sexta-feira ( 10), 126 estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), na Ilha de Moçambique, numa cerimónia marcada pelo reconhecimento do papel da instituição na formação de quadros para o desenvolvimento nacional. 

Durante o acto, o governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, a madrinha da Universidade, Dra. Nazira Abdula, e o reitor, Eusébio Macete, desafiaram os novos licenciados dos cursos de Turismo e Hotelaria e de Desenvolvimento Local e Relações Internacionais a colocarem o conhecimento adquirido ao serviço da transformação das comunidades e do progresso de Moçambique.

Na sua intervenção, o governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, afirmou que a UniLúrio se consolidou como uma instituição estratégica para o desenvolvimento do país, formando profissionais capazes de responder aos desafios económicos, sociais e culturais de Moçambique. Recordou igualmente a sua ligação à Universidade desde os primeiros anos da sua implementação e enalteceu a capacidade da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de manter as actividades académicas, mesmo perante os danos provocados pelos ciclones que afectaram a Ilha de Moçambique.

Dirigindo-se aos graduados, Eduardo Abdula defendeu que o diploma representa o início de uma nova responsabilidade para colocar os conhecimentos ao serviço da sociedade. Destacou ainda a importância dos cursos graduados para o desenvolvimento da província, sublinhando que os novos profissionais terão um papel relevante na promoção do desenvolvimento local, na valorização do património histórico e cultural e na dinamização de um turismo de qualidade gerador de emprego e rendimento.

Por sua vez, a madrinha da Universidade Lúrio, Nazira Abdula, felicitou os 126 licenciados pela conclusão da sua formação e destacou o empenho, a dedicação e a resiliência demonstrados ao longo do percurso académico. Reconheceu igualmente o contributo dos docentes, pais, encarregados de educação e familiares, apelando aos novos quadros para colocarem os conhecimentos adquiridos ao serviço do desenvolvimento sustentável de Moçambique e da melhoria das condições de vida das comunidades.

Na mesma cerimónia, o reitor da Universidade Lúrio, Eusébio Macete, afirmou que a missão da instituição vai além da atribuição de diplomas, defendendo que o ensino superior deve formar profissionais livres, críticos e capazes de construir soluções para os desafios do país. Incentivou os graduados a abraçarem a inovação, a tecnologia e a inteligência artificial, sublinhando que o sucesso profissional dependerá sobretudo do carácter, da ética e da capacidade de servir a sociedade.

Em nome dos graduados, os estudantes afirmaram que deixam a Universidade Lúrio levando muito mais do que um diploma, destacando que a formação lhes proporcionou conhecimentos, valores, espírito crítico e um profundo sentido de responsabilidade para servir Moçambique. Recordaram que os anos vividos na Ilha de Moçambique foram marcados por desafios, incluindo a passagem de ciclones, mas também por experiências de solidariedade, convivência e aprendizagem que fortaleceram o espírito de união da comunidade académica. (Redação)