Nampula (IKWELI) – Parte do equipamento agrícola distribuído aos produtores dos distritos da província de Nampula, no norte do país, no âmbito do projecto SUSTENTA, está sendo utilizada na exploração ilegal e tráfico de madeira.
O projecto SUSTENTA materializa os objectivos e metas do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável e consiste na gestão Integrada de agricultura e recursos naturais e promete estimular a economia e melhorar a qualidade de vida das famílias rurais. O objectivo do SUSTENTA é estimular a economia rural, através da integração das famílias rurais no desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis, com base agrícola e florestal, de forma a melhorar a sua renda e qualidade e vida, com respeito pela conservação ambiental.
O Ikweli apurou que um tractor, recentemente, entregue a um dos beneficiários do distrito de Ribáuè, foi apreendido pelas autoridades florestais por se ter envolvido no transporte de madeira de proveniência ilegal.
Nossas fontes naquele distrito apontam que um grupo de exploradores furtivos dirigiu-se a uma concessão de um cidadão nacional, cuja identidade omitimo-la, e com a ajuda de meios do SUSTENTA, depois de corte, tentaram transportar o produto.
A apreensão do tractor, o qual encontra-se no comando local da Polícia da República de Moçambique (PRM), foi graças a um trabalho de inteligência e coordenado dos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia de Nampula.
Outras informações em nossa posse indicam que camiões, também, com o timbre do projecto SUSTENTA tem sido vistos a retirar madeira ilegal na reserva de Mecúburi.
Entretanto, o director provincial da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Nampula, Francisco Sambo, em contacto telefónico com o Ikweli, disse desconhecer estas ocorrências.
Inconsistente, o dirigente disse que tomava a chamada como uma denúncia, prometendo trabalhar no assunto. Alias, Sambo disse que se encontrava em serviço no distrito de Ribáuè, exactamente, local onde se encontra apreendido o tractor em alusão. (Aunício da Silva)
Nampula (IKWELI) – O partido Renamo submeteu a Comissão Provincial de Eleições (CPE) de Nampula, ao fim da tarde de hoje, terça-feira (30 de Julho) uma reclamação dando conta da ilegibilidade do cabeça-de-lista do partido Frelimo e candidato a governador da mais populosa província do país.
O documento na posse do Ikweli refere que “incide a causa de pedido, a verificação da elegibilidade do candidato a governador pela lista do partido Frelimo”.
A Renamo socorre-se do artigo 10 da Lei nº3/2019, de 31 de Maio, que preconiza que “é eleitor, o cidadão nacional, residente na circunscrição territorial da província a data de eleição, tenha idade igual ou superior a dezoito anos, regularmente recenseado e não seja abrangido por incapacidade prevista no artigo 13 da mesma lei”, para reclamar a ilegibilidade de Manuel Rodrigues.
“Salvo melhor entendimento este dispositivo legal ilustra de forma clara de que, a figura do cabeça-de-lista pelo partido Frelimo para província de Nampula, enferma de irregularidade, em virtude deste, ter recenseado em outra província, neste caso no distrito Kampfumo com o nr de inscrição 06010-1504-19088261-04/56, na província de Maputo que é diferente aquela, a quem é candidato, ou seja estamos perante um espaço em termos de circunscrição territorial diferente e põe em causa o espírito e letra do legislador ordinário”, fundamenta a Renamo na reclamação, cuja cópia está em nossa posse.
Por fim, a perdiz concluiu que “neste sentido e na qualidade do partido Renamo, comprometido pela legalidade dos actos eleitorais, reclama e exige a reposição da legalidade”. (Aunício da Silva)
Nampula (IKWELI) – As eleições de 15 de Outubro próximo já começaram a atestar a tolerância e boa convivência política na província de Nampula, maior círculo eleitoral do país. Na última quarta-feira (24), o partido Frelimo viu-se obrigado a abandonar a apresentação da sua candidatura junto da Comissão Provincial de Eleições (CPE), alegadamente, para não colidir com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Segundo uma mensagem enviada, pelo Gabinete de Imprensa do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), aos órgãos de comunicação social com sede e/ou representação na cidade de Nampula, os camaradas tinham agendado a deposição da candidatura da Frelimo para a Assembleia Provincial e de Manuel Rodrigues, cabeça-de-lista e candidato a governador para as 14 horas do mesmo dia, mas, quis o partido de Daviz Simango anteceder o acto do partido de Filipe Nyusi.
Segundo apurou o Ikweli, o MDM tinha marcado o mesmo acto para as 13h do mesmo dia, 1h antes do partido Frelimo, mas a intolerância política e convívio pacífico entre partido políticos, por parte do batuque e da maçaroca, não permitiram esta sucessão de actos.
“Senhores jornalistas, a entrega da candidatura do partido FRELIMO já foi cancelada e será para amanha quinta-feira (neste caso ontem) ”, disse um representante da CPE de Nampula, minutos depois de o órgão ter recebido a candidatura do MDM.
Instantes depois, com a retirada de alguns de jornalistas, o presidente da CPE de Nampula, Daniel Ramos, anunciou que acabava de ser informado que a apresentação da candidatura do partido Frelimo tinha sido adiada para uma data a anunciar. “Acabo de receber uma informação sobre o adiamento da entrega de candidatura do partido FRELIMO, que tinha sido agendada para amanha, para uma data a anunciar. Comuniquem vossos colegas para não virem amanha aqui”, disse Ramos.
Esta fonte não revelou os motivos que fizeram com que a Frelimo desistisse de efectuar a entrega da sua candidatura na data em alusão, mas os murmúrios apontam para a falta de cultura de boa convivência com outras formações partidárias.
MDM considera-se organizada
Todavia, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) é o primeiro partido que manifestou interesse em concorrer nas eleições provinciais de 15 de Outubro próximo ao submeter a sua candidatura junto da CPE de Nampula.
Segundo informação em nosso poder, nos próximos dias espera-se a submissão de mais sete candidaturas de partidos políticos diferentes para as eleições provinciais no maior círculo eleitoral do país.
Quanto ao MDM, o partido fez-se presente a CPE através de diferentes membros que acompanhavam o seu mandatário político, incluindo o seu cabeça-de-lista e candidato a governador de Nampula, Mussa Abudo. O partido do Galo deposição candidatura composta por 94 cidadãos que pretendem ocupar os assentos dispostos na Assembleia Provincial de Nampula.
Para Vasco Napaua, delegado político provincial do MDM em Nampula, o facto de o seu partido ter sido o primeiro a submeter a candidatura revela um nível de organização interna superior ao dos seus potenciais rivais.
“Com este acto, o sentimento é de mais um dever de missão cumprido. Para nós o mesmo prova o nível de organização do partido em participar nas eleições de Outubro próximo, como forma de alcançar o poder”, disse, apontando que “o trabalho continua, junto das bases, na mobilização dos nossos membros e cidadãos, em geral, de modo a participarem massivamente no dia de votação, com vista a assegurar a nossa vitória”.
Num outro desenvolvimento, não obstante de forma tímida e inconfortável, Mussa Abudo, o cabeça-de-lista do MDM a governador da província de Nampula, naquela que se pode considerar a primeira aparição a jornalistas, após a sua confirmação a aquela posição, disse que um dos desafios da lista na qual concorre é de transformar a província rumo ao progresso assinalável.
“Pretendemos desenvolver a província, criando mais escolas, estradas e água potáveis às comunidades”, disse Abudo. (Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – Uma equipa do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Nampula escalou, na manhã da última quarta-feira (24), à Escola Primária e Completa 25 de Junho para uma visita de trabalho, cujos objectivos não foram tornados claros.
A visita acontece dias depois de o Ikweli ter publicado uma notícia dando conta de várias situações de má-governação que tem palco naquele estabelecimento de ensino público, incluindo a prática de cobranças ilícitas e abuso de poder protagonizados pela respectiva directora, Carlota Julião.
Sobre Carlota Julião pesam acusações que incluem má gestão do pessoal administrativo e docente.
Nossas fontes, na EPC de Junho, asseguraram que a visita da instituição pública vocacionada em investigações e acusações em matéria de corrupção deixou alegre aos funcionários afectos a entidade visitada.
“Apesar de a reunião ter excluído muitos funcionários, e só terem participado pessoas leiais a directora, que foram previamente seleccionadas pela direcção, achamos que é um bom começo. Nós julgávamos que poderiam ser abordados assuntos que já foram denunciados pela imprensa, mas não foi isso”, disse uma das nossas fontes, a qual protegemos a sua identidade.
Outrossim, novos dados em nosso poder indicam que a directora Carlota João terá adjudicado espaços pertencentes a escola, e neste caso públicos, para a montagem de contentores de venda de bens diversos, incluindo roupa, concretamente do lado da rua Daniel Napatima. Do lado da avenida Eduardo Mondlane, também, foi montado um contentor onde funciona uma livraria e papelaria, cujos frutos não beneficiam a escola, supondo que as receitas beneficiem directamente a directora da instituição. (Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – O partido Acção de Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI) exige que não haja dualidade de critérios no tratamento da apresentação de candidaturas para a presidência da República pelo Conselho Constitucional (CC).
De acordo com Hermínio Sumail, Secretário – Geral (SG) daquele partido com embrião macua, a formação política está a enfrentar dificuldades para fazer a entrega da candidatura de Mário Albino Muquissince.
Ontem, terça-feira (16), o partido convocou a imprensa para apresentar a sua indignação e insatisfação pelo desfavorecimento de que estão sendo vítimas diante do CC, órgão que, no seu entender, está assustado pelo nível de organização do AMUSI.
“Manifesto a nossa indignação perante o comportamento do Conselho Constitucional. Os nossos colegas estão lá há dois dias a tentarem remeter a nossa candidatura a Presidência da República, mas parece que o Conselho Constitucional está assustado com esse processo, porque a nossa candidatura é uma candidatura que está apoiada com 19.500 assinaturas de nossos apoiantes. Por lei, é recomendada a apresentação de um máximo de 20.000 mil assinaturas e um mínimo de 10.000 de suporte, e nós apresentamos quase o extremo máximo da exigência. Desde ontem que o nosso presidente está no Conselho Constitucional a tentar fazer a entrega do processo e a única coisa que tem como resposta é que os juízes não estão presentes”, disse Sumail.
Para garantir imparcialidade, transparência e justiça nos próximos pleitos eleitorais, o AMUSI exige que o CC haja de forma igual para com todos os partidos, alias, no entender do SG deste partido “é aqui que começam os conflitos pré e pós – eleitorais no país.
“Queremos apelar ao Conselho Constitucional a ser imparcial neste processo para que possamos ter um Moçambique justo e que tratem todos da mesma maneira. Contudo, o tratamento que estão a nos dar olhamos como um atentado a democracia e combate a cidadania pois, as leis são claras quanto ao tratamento dos partidos, coligações de partidos e movimentos de cidadãos que pretendem se inscrever”, concluiu o SG do AMUSI. (Elisabeth José)
Nampula (IKWELI) – A delegação política do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade de Nampula, no norte do país, foi vandalizada por desconhecidos na madrugada da última sexta-feira (12).
Segundo apurou Ikweli no local, o partido liderado por Daviz Simango perdeu, na investida dos malfeitores, 80 cadeiras, 150 lanternas usadas nas eleições autárquicas de Outubro de 2018, três ventoinhas e documentos diversos.
Na cidade de Nampula, a sede do MDM fica localizado no bairro de Namicopo, próximo a padaria Nampula, entre a avenida do Trabalho e a linha férrea. A zona é tida como sendo vulnerável a prática de crimes, sobretudo assaltos na via pública e a residências.
Vasco Napaua, delegado político do MDM na província de Nampula, disse ao Ikweli que a infra-estrutura era vigiada por um guarda, o qual não se apercebeu, por distracção da presença dos meliantes. “Os indivíduos aproveitaram-se da distracção do guarda para protagonizarem a sua acção”, disse Napaua.
Cálculos preliminares, segundo Napaua, indicam que o partido fica lesado em pouco mais de 70.000,00Mt (setenta mil meticais), mas a grande preocupação tem a ver com documentos subtraídos no gabinete do delegado da cidade e do chefe da bancada na assembleia autárquica local.
Vasco Napaua, delegado do MDM em Nampula
Este acto não é novo. Napaua conta que é a terceira vez que a delegação da cidade do Galo é alvo das investidas dos larápios. “Este é o terceiro roubo. O primeiro aconteceu no ano passado 2018, e o alvo dos malfeitores foi a sede da delegação provincial onde, também, subtraíram vários bens e levaram consigo vários documentos importantes do partido. O segundo deu-se aqui na delegação da cidade. Eles sempre que vandalizam as nossas sedes a preferência são documentos”, anotou a nossa fonte, mostrando preocupação por se estar num ano eleitoral e que documentos de candidatos a vários órgãos, como a Assembleia da República e Provincial, estavam na delegação.
Por outro lado, o nosso interlocutor acredita que o roubo pode estar ligado com pessoas de dentro do partido, por isso, o MDM, em Nampula, criou uma equipa para monitorar a situação.
Vasco Napaua disse, também, que os casos são sempre denunciados a Polícia da República de Moçambique (PRM), incluindo o da última sexta-feira.
Por seu turno, a PRM, por via do chefe do departamento das Relações Públicas no Comando Provincial de Nampula, Dércio Samuel, confirmou que a corporação teve conhecimento do incidente e que investigadores estão a trabalhar para esclarecer a ocorrência. (Texto Aunício da Silva e Celestino Manuel *Fotos: Hermínio Raja)
Nampula (IKWELI) – O autarca de Quelimane e cabeça-de-lista do partido RENAMO à governador da província da Zambézia, no centro de Moçambique, diz estar a ser alvo de ameaças de morte há mais de um ano, por indivíduos desconhecidos.
Manuel de Araújo fez saber que as intimidações acontecem desde Maio de 2018, mas ultimamente intensificaram-se depois de que foi eleito cabeça-de-lista a governador da província da Zambézia pela perdiz.
Falando a jornalistas em Nampula, Manuel de Araújo disse que na altura, ou seja em 2018, os indivíduos o desencorajavam a candidatar-se a cabeça-de-lista do principal partido da oposição, mas agora querem que ele abandone a ideia de prosseguir no desafio.
“Nós recebemos duas cartas. A primeira foi no dia 8 de Maio de 2018, que dizia que nós não devemos concorrer a posição de cabeça-de-lista da RENAMO na província da Zambézia, e as pessoas diziam que devíamos retirar a nossa candidatura. A segunda carta foi na quarta-feira e, também, foi distribuída em vários mercados da cidade de Quelimane com um conteúdo dizendo que já me tinham avisado de que não devia concorrer, mas que agora eu tenho de tomar cuidado porque ou morremos nós [os malfeitores] ou morre o senhor, portanto uma clara ameaça a minha integridade física”, disse o autarca.
Araújo entende que estas ameaças não sejam internas [do partido RENAMO], mas sim actos protagonizados por agentes ao serviço do partido FRELIMO.
Mas este assunto não ficará só, e Araújo prometeu perseguir até onde puder, até porque o caso já está nas autoridades. “Os meus assessores jurídicos estão a tomar conta deste assunto, do lado jurídico. Neste momento, não vou avançar quais são os caminhos que nós já tomamos para que atitudes como estas jamais voltem a acontecer no nosso país”.
“Não vou vergar”
No meio de todas as ameaças, o cabeça-de-lista do principal partido da oposição em Moçambique, na província da Zambézia, entende que as ameaças surgem para lhe obrigarem a desistir da pretensão de concorrer a governador e que isso, segundo ele, já mais vai acontecer.
“Nunca verguei na minha vida e quanto mais cartas eu receber, mais firme me torno. Portanto, nós continuamos firmes e os zambezianos podem ter a certeza de que vão ter no dia 15 de Outubro uma opção, e estamos determinados a prosseguir com a nossa luta para que de facto consigamos tirar a Zambézia do buraco em que FRELIMO a colocou durante os últimos 44 anos [da independência de Moçambique] ”, apontou Manuel de Araújo.
O cabeça-de-lista da RENAMO para as eleições provinciais na Zambézia está, desde o último domingo na cidade de Nampula, uma outra autarquia, também, governada pelo seu partido. Terá se refugiado temendo a morte, cujas ameaças tem vindo a receber nos últimos dias? Questionamos a Manuel de Araújo.
“Refugiar-me? Nunca! Jamais me refugiarei! Vim cá para visitar o vice-presidente da Assembleia Autárquica da Vila de Alto Molócuè que foi violentado, espancando e lhe partiram as pernas. O senhor Txetxema está aqui no Hospital Central de Nampula em tratamento, e eu sai de Quelimane para puder prestar a minha solidariedade, mas também para prestar a minha ajuda naquilo que eu puder fazer”, respondeu o Professor Doutor e autarca do quarto mais importante centro urbano de Moçambique.
Manuel de Araújo não é o primeiro edil da RENAMO a ser ameaçado de morte. Ainda neste ano, Paulo Vahanle, autarca de Nampula, do mesmo partido, já foi, também, vítima de ameaças de mortes por desconhecidos. (Texto & Fotos: Sitoi Lutxeque)
Desta vez o filho do governador, Djuba Borges, atropelou três pessoas e ainda ameaçou populares que assistiram o incidente.
Nampula (IKWELI) – Djuba Borges, um dos filhos do governador da província de Nampula, Victor Borges, atropelou, na manha desta quinta-feira (04), três pessoas em dois acidentes diferentes, um ocorrido na zona do mercado grossista do Waresta e o outro nas imediações do Hospital Psiquiátrico de Nampula, vulgarmente conhecido por Clínica, tendo causado ferimentos, dentre graves e ligeiros, as suas vítimas.
Nossas fontes que testemunharam os acidentes confirmaram que observaram uma certa agitação no filho do governante, alegadamente, porque estava sob efeito de bebidas alcoólicas. Na ocasião, o autor exaltou-se quando a população quis socorre-lo, apontando que “é filho do governador”.
Djuba seguia numa viatura de marca Jeep, com a chapa de inscrição AGJ-300 MP, e fazia o percurso vila de Rapale – cidade de Nampula, na Estrada Nacional Número 13, EN13.
A luxuosa viatura onde seguia Djuba
O excesso de velocidade, segundo apurou o Ikweli, foi a causa do sinistro, aliado a violação das normas de trânsito, incluindo condução sob efeito do álcool.
No mercado do Waresta, as vítimas do Djuba Borges foram duas pessoas, e a segunda foi arrastada sem dó e nem piedade em frente ao Hospital Psiquiátrico de Nampula.
Sualehe Afonso, popular que assistiu o incidente e que aceitou gravar entrevista com o nosso repórter, disse que Djuba seguia em alta velocidade com as duas primeiras vítimas na sua viatura, com destino para o centro de saúde anexo ao Hospital Psiquiátrico de Nampula, quando no chamado cruzamento de Waresta atropelou uma outra vítima. “Ele vinha com duas pessoas no carro, em alta velocidade, e não conseguiu contornar para a entrada do Centro de Saúde, tendo atropelado mais um senhor que estava de motorizada”.
Já no segundo acidente, o filho do chefe do executivo de Nampula simulou uma fuga que não resultou porque foi barrado, segundo contou ao Ikweli Adelino Mário, munícipe que assistiu o incidente.
“Se não fossemos nós, ele não ia parar porque dizia que é filho do governador e não vai lhe acontecer nada”, contou-nos Adelino, para depois questionar: “quando alguém é filho de dirigente é para massacrar pessoas ou matar, como se fossem galinhas?”.
Por seu torno, o chefe do Banco de Socorro do Centro de Saúde Anexo ao Hospital Psiquiátrico de Nampula, Albino Maricoa, referiu que o estado dos três pacientes é crítico, o que fez com que os mesmos fossem, imediatamente, transferidos para o Hospital Central de Nampula.
Estado em que ficou uma das vítimas de Djuba
Entretanto, a chefe das Operações da Polícia de Transito, no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Lucília Chafete, disse que Djuba Borges não estava sob efeito de álcool, ainda que a olho desarmado o mesmo apresentava aspectos atinentes. (Aunício da Silva e Celestino Manuel)
Nampula (IKWELI) – Luís Trinta Mecupia, de 59 anos de idade, foi eleito cabeça-de-lista do partido Renamo na província de Nampula, maior círculo eleitoral do país, para as eleições provinciais de 15 de Outubro próximo.
Antigo director da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), área de distribuição de Nampula, a luz do advento da democratização de Moçambique, Mecupia venceu a votação interna com 19 pontos, contra 17 de Maria Anastácia Xavier, candidata derrotada. Apenas estas duas figuras concorriam para serem cabeça-de-lista à governador de Nampula pela perdiz.
Luis Trinta Mecupia e Maria Xavier
A reunião que elegeu Luís Trinta Mecupia, de 59 anos de idade, decorreu na cidade de Nampula, e participaram apenas 38 dos 50 membros que compõem o Conselho Provincial da Renamo.
“Esperava a minha eleição, na qualidade de quadro do partido, e pela confiança que eu sinto haver pelos membros deste partido. Para a frente, o desafio é me juntar com o meu grupo para delinearmos as estratégias que vão nortear a nossa campanha eleitoral”, disse Mecupia, minutos após ser eleito.
Luís Trinta Mecupia, casado e pai de 7 filhos, entrou no partido Renamo quando ainda guerrilha aos 26 anos, 1986. Depois do Acordo Geral da Paz (AGP) foi deputado da Assembleia da República, onde foi membro da Comissão Permanente.
Dentro da Renamo, o cabeça-de-lista já foi chefe do Departamento Nacional de Estudos e Planeamento, delegado político provincial em Nampula e assessor do governador de Nampula no período 1992-1994 no âmbito do AGP.
“Entrei na Renamo em 1986, na clandestinidade. O processo foi de facto muito complicado, porque havia grande risco na altura, mas deu para avançar e em 1992, depois dos Acordos Gerais da Paz (AGP), o presidente Afonso Dhlakama [já falecido] chama-me à Maringue, na primeira digressão a civis para conhecer a base central do partido”, disse a fonte, reconhecendo a confiança que o partido desde sempre manteve nele.
O cabeça-de-lista do partido Renamo para as eleições provinciais do corrente ano é engenheiro electrotécnico e psicólogo social. (Aunício da Silva e Sitoi Lutxeque)
Nampula (IKWELI) – O fenómeno de gravidezes indesejadas tem sido uma das grandes e principais lutas que o governo moçambicano e parceiros trava no seio das comunidades de todo o país, e o advento da expansão dos serviços de planeamento familiar tem vindo a mobilizar muitas jovens e adolescente para a utilização de anticonceptivos.
Por planeamento familiar entende-se o conjunto de acções que têm, como finalidade, contribuir para a saúde da mulher e da criança, permitindo, às mulheres e aos homens, escolher quando querem ter um filho, o número de filhos que querem ter, o espaçamento entre o nascimento dos filhos e o tipo de educação, conforto, qualidade de vida e condições sociais e culturais que seus filhos terão.
A reportagem do Ikweli conversou com várias adolescentes que aderiram a este serviço, as quais revelaram alguns constrangimentos na utilização dos métodos e meios anticonceptivos.
É preocupação das adolescentes e jovens prevenirem-se das gravidezes indesejadas e, a todo o custo, tentarem estudar para garantir um futuro melhor.
Segundo especialistas na matéria a utilização dos métodos anticonceptivos garante uma eficácia na casa dos 98%.
Anastácia Jacinto, adolescente de 16 anos de idade, aderiu ao planeamento familiar como forma de garantir que não esteja grávida e interrompa os seus estudos, depois de uma experiência de gravidez indesejada. “Eu conhece um jovem e começamos a namorar, ambos não sabíamos dos riscos que era fazer sexo sem prevenção. Dessa relação surgiu uma gravidez indesejada. Na altura eu frequentava a 8ª classe, meu corpo mudou, andava sempre doente. Como eu ainda queria estudar recorre ao aborto que reagiu-me muito mal. Fiquei muito doente, até pensei que não suportaria. Quando eu melhorei, procurei saber dos métodos contraceptivos, e hoje uso o implante, não entro de período menstrual há bom tempo, e no dia que eu for a entrar irei ficar muito tempo. É desconfortável, mas não tenho outra opção”, disse a menor.
De 14 anos de idade, Marta Lima é outra adolescente que recorreu ao uso de anticonceptivos para que não esteja grávida de forma indesejada. Esta menor aderiu ao Dispositivo Intra – Uterino (DIU). “Eu estou há 9 meses a usar o DIU. Desde que comecei a usar não entro de período menstrual, sinto muitas náuseas. De repente fico tonta, e sinto-me muito gorda. Não pretendo deixar de usar pois, isso me tem ajudado bastante”.
Estas histórias foram repetidas por várias outras adolescentes e jovens entrevistadas pelo nosso jornal. Umas mais satisfeitas e outras nem por isso.
“Eu estou há mais de um mês com o período menstrual que não passa porque estou a tomar pílulas. Estou a planear. Fui ao hospital e me disseram que vai passar, e que o meu organismo está a se adaptar”, conta Margarida Alfredo, de 18 anos de idade, aluna da escola secundária Marcelino dos Santos, nos arredores da cidade de Nampula. Esta fonte avança que “quando comecei a fazer o planeamento há seis meses fiquei muito tempo sem menstruar, mas agora até fico com medo”.
Uso de contraceptivos não prejudica a saúde
A Doutora Mayela Figia, médica ginecologista afecta aos serviços de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Central de Nampula (HCN), garantiu, em entrevista ao Ikweli, que “o uso de métodos contraceptivos não causa nenhum impacto na saúde da rapariga”, aconselhando para que “todas as adolescentes e jovens que já iniciaram a sua vida sexual façam planeamento familiar”.
“Ainda bem que as adolescentes estão a aderir aos planeamentos familiares. Digo isso por várias razões, primeiro porque estão na adolescência e o que nós não queremos é que hajam gravidezes precoces durante este período da adolescência, o organismo da menina não está adaptado para uma gravidez”, avança a medica, para prosseguir dizendo que “segundo essas meninas ainda estão no ensino primário e secundário. Uma gravidez vai estragar o percurso estudantil dessas meninas, porque a gravidez na adolescência é arriscado, e podem ter um trabalho de parto obstruído. Isso pode levar a outras complicações, tais como a fístula obstétrica e rupturas uterinas. Isso tudo vai complicar a fertilidade desta menina”.
Doutora Mayela Figia, médica ginecologista afecta aos serviços de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Central de Nampula (HCN)
A Doutora Mayela Figia garante que “o planeamento familiar não interfere na saúde da mulher seja ela adolescente, seja ela adulta. Não tem nenhuma complicação. Cada método contraceptivo tem um período de adaptação a cada organismo, e isso pode vir a ocorrer com algumas alterações transitórias”.
A fonte confirma que nos últimos tempos há cada vez mais aderência ao planeamento familiar, quer por parte de adolescente, quer das mulheres na fase adulta, as quais, muitas vezes são aconselhadas durante o serviço de parto.
“A preferência vária com a idade. Por exemplo, as adolescentes optam mais pela pílula e pelo implante, e as mulheres adultas optam pelo DIU, pelo implante e pelo método injectável. Tem outras que, por algum motivo, não pretendem ser mais mães e optam pelo laqueamento que, também, é um planeamento familiar”, concluiu a fonte. (Aunício da Silva e Elisabeth Tavares)