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Empresários de Nampula esperam ganhos económicos com o XIIIº congresso da FRELIMO

Nampula (IKWELI) – Os empresários da província de Nampula garantem o seu envolvimento na preparação de condições para realização XIIIº do partido FRELIMO agendada para o mês Julho de 2027, nesta parcela do país.

A garantia foi feita pelo respectivo presidente do Conselho Empresarial Provincial de Nampula (CEP/CTA), Shakeel Ahmad, na reunião que a classe manteve com quadros da FRELIMO e do governo, durante a visita a Nampula do Secretário-Geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, entre os dias 28 e 30 de setembro de 2026 para avaliar os preparativos do evento.

Ahmad disse que os empresários estão expectantes em ganhar experiência na prestação de serviços aos congressistas e tirar ganhos económicos.

“Os empresários têm uma expectativa muito boa, porque em Chimoio a conferência nacional de quadros moveu muito a economia e todos empreendedores tiveram a chance de expor seus produtos, com esta atitude queremos acreditar que seja igual a província de Nampula,” disse.

Entretanto, Ahmad assegurou igualmente que “Nampula tem uma gastronomia muito diversificada e será uma oportunidade de negócio.” (Nelsa Momade)

IPOBEM gradua 400 técnicos de saúde em Nacala

Nacala (IKWELI) – O Instituto Politécnico Boa Esperança (IPOBEM), delegação de Nacala, província de Nampula, graduou na última quarta-feira (30.9) mais 400 técnicos de saúde, somando um total de 1.100 profissionais de saúde apenas na terceira cerimónia de graduação naquele ponto do país.

Os graduados são dos cursos de Enfermagem Geral, Saúde Materno-Infantil, Técnico de Medicina Geral e Nutrição.

De acordo com Ali Uatabo, vice-director-geral do Instituto Superior Boa Esperança, com os 400 graduados em Nacala, o IPOBEM conta com mais de 5 mil profissionais de saúde que estão e poderão apoiar o sistema de saúde no país.

Uatabo disse ainda que não é só no número que a Boa Esperança está a apostar, mas também na qualidade dos profissionais recém-formados para servir com dignidade e ética aos pacientes.

Ali Uatabo disse que, para os graduados, já está acautelado todo o processo de certificação para que, dentro de poucos dias, cada um tenha o seu documento para que possa merecer a busca de oportunidades de emprego. “Esses nossos estudantes que hoje terminaram a formação já estão todos devidamente regularizados e, assim, quando fizerem o levantamento do seu certificado a partir da próxima semana, todos eles terão os seus documentos.”

Na mesma ocasião, a mesma fonte revelou que “acabamos de migrar para o ensino superior, que efectivamente iniciaremos com as inscrições a partir do próximo mês. Isso significa que estamos a dar um passo significativo na área da saúde.”

O presidente do município de Nacala, Faruk Nuro, disse que a cidade portuária conta com cerca de 600 mil habitantes, um número que tanto precisava do reforço dos serviços de saúde. Daí que está em carteira um plano de construção de um centro de saúde de Mathalane.

“Caros graduados, o vosso diploma chega num momento oportuno. O Conselho Autárquico está empenhado em aproximar os serviços de saúde aos munícipes e é nesse contexto que se enquadra, entre outras iniciativas, a construção do centro de Mathalane, que nós, como Conselho Municipal, estamos a construir e gostaríamos que desta sala saíssem alguns enfermeiros que fossem fazer parte da equipa que vai trabalhar neste centro de saúde, que deverá beneficiar aquele bairro e outros bairros circunvizinhos ao bairro de Mathalane. Esperamos que amanhã muitos profissionais aqui formados possam estar onde Nacala mais precisa, a cuidar, a servir e a salvar vidas.”

Por seu turno, Morchido Momade, administrador do distrito de Nacala, recordou que os profissionais de saúde estão a lidar com vidas e não “sacos de amendoim”, por isso a sua orientação é no sentido de esquecer a corrupção, por entender que mina o desenvolvimento sustentável e o futuro que se deseja.

“Recordem o que o Bispo Dom Manuel Vera disse durante a sua intervenção, aquele juramento que vocês fizeram aqui tem que ser demonstrado na prática. Não basta apenas levar o juramento para casa, não basta apenas terem demonstrado ou terem jurado nesta sala, que esse juramento deve ser concretizado na prática e exactamente lá, fazendo aquilo que vocês estudaram e promovendo a dignidade humana.”

Os graduados prometem levar em consideração o seu papel de bem-servir. “Estamos muito felizes por este passo que marcamos com a formação profissional. Já sabemos que o emprego não está fácil, mas vamos lutar até conseguir, e agradecemos a Deus em primeiro lugar pela graça, e aos nossos formadores e nossos pais e encarregados de educação por nos ajudarem nessa caminhada que parecia não ser fácil. Hoje já conseguimos e tenho certeza de que seremos orgulho da família, porque vamos saber como medicar os nossos bebés e também vamos ajudar a nossa comunidade com boas práticas de saúde. Se conseguirmos emprego, vamos também fazer o nosso máximo para contribuir com honestidade no sistema de saúde,” disse Maria Justino. (Malito João)

DPOP reforça preparação de técnicos para melhorar acompanhamento do Projecto Água Segura

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial de Obras Públicas (DPOP) está a capacitar directores dos Serviços Distritais de Planificação e Infra-estruturas (SDPI’s) e técnicos de planificação dos 11 distritos abrangidos pelo Projecto Água Segura, numa iniciativa que pretende melhorar a forma como as actividades são planificadas, acompanhadas e avaliadas.

A formação decorre no distrito de Nacala-à-Velha, e vai até 2 de Outubro corrente, juntando responsáveis que acompanham directamente a implementação das acções do projecto nos diferentes distritos da província de Nampula.

Segundo Albertina Liala, chefe do departamento de Água e Saneamento, a iniciativa procura preparar melhor os profissionais envolvidos, para que possam acompanhar as actividades com maior organização e identificar atempadamente os desafios que surgem durante a execução dos projectos.

“A formação pretende igualmente contribuir para o fortalecimento dos mecanismos de acompanhamento das actividades ao nível distrital, melhorar a qualidade da informação produzida e utilizada na tomada de decisões e promover maior articulação entre os diferentes intervenientes do Projecto Água Segura.”

A capacitação pretende ainda aproximar diferentes intervenientes do projecto e melhorar a circulação de informação entre os distritos e a DPOP, permitindo que as decisões sejam tomadas com base nos resultados e nas necessidades identificadas durante a implementação.

“A DPOP reafirma, desta forma, o seu compromisso com o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais dos profissionais envolvidos na implementação e acompanhamento das acções do projecto Água Segura, visando contribuir para uma execução mais organizada, monitorada e orientada para resultados.”

Durante a capacitação, os participantes estão a aprofundar conhecimentos sobre planificação, acompanhamento das actividades, monitoria dos progressos e avaliação dos resultados, além da partilha de experiências sobre os principais constrangimentos encontrados no terreno. (Malito João)

Giquira continuar a “namorar” informais para abandonarem as ruas

Nampula (IKWELI) – O autarca da cidade de Nampula, Luís Giquira, saiu às ruas nesta quinta-feira (01) para pedir novamente aos vendedores informais que se retirem dos passeios, com destaque para os que exercem a sua actividade na avenida Paulo Samuel Kankhomba [Mercado Novo].

Segundo disse, aquela situação não é digna para a cidade de Nampula e, por isso, os comerciantes devem abandonar as ruas. “Há um mercado que nós já estamos a construir e queremos que lá seja um centro comercial. Para isso acontecer, precisamos da ajuda dos comerciantes informais para nos juntarmos neste processo.”

“Queremos fazer um equilíbrio aqui na rua. Temos moradores que estão a reclamar porque não conseguem dormir nem trabalhar por conta do barulho dos vendedores. Vamos ser compreensíveis. Nós não queremos forçar nada, queremos criar condições juntos e trabalhar juntos. Eu penso que, se a gente se apoiar, teremos uma cidade bonita,” expressou o edil no contacto com os comerciantes.

Para o presidente do conselho municipal da cidade de Nampula, aquela situação também contribui para o afastamento dos turistas, facto que faz com que o Município perca receitas provenientes do turismo. “Creio que ninguém de nós gostaria de ver os turistas a afastarem-se daqui. Neste momento, como estamos organizados, aqueles turistas fogem. Eles preferem chegar à cidade de Nampula e ir para Nacala, Chocas Mar ou Ilha de Moçambique, porque aqui têm receio de circular. E estamos a perder dinheiro. Mas, se estivermos num sítio organizado, eles poderão vir para cá”.

Na mesma ocasião, anunciou o lançamento das obras de construção de um novo mercado. “Amanhã [hoje] vamos fazer o lançamento da primeira pedra para a construção do mercado e, daí, vamos atrair o movimento para lá. Há espaço suficiente para fazermos isso. Vamos ter fé, porque o trabalho é nosso. Nós é que podemos organizar a nossa cidade; não podemos esperar que alguém de fora faça isso por nós”, frisou Guiquirito.

Por sua vez, os comerciantes informais, sobretudo os vendedores de telemóveis e acessórios, pedem ao presidente Luís Giquira que a iniciativa não abranja apenas aquele grupo.

“Senhor presidente, a iniciativa é boa, mas gostaríamos que a nossa retirada não abrangesse apenas as pessoas que vendem telefones, assim como aquelas que fazem reparações. Queremos que isso abranja todos aqueles que vendem na rua, independentemente do tipo de negócio.” (Hermínio Raja)

OTHOLA quer reforçar combate das uniões prematuras em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Associação Procurar Esgravatar, que traduzido do macua significa OTHOLA, procedeu, nesta quinta-feira (1), a assinatura de um memorando de entendimento com a Faculdade de Direito na Universidade Rovuma, iniciativa que se prevê que contribua na redução de uniões prematuras na província de Nampula.

Abdulfatahe Ija, oficial de programas da associação em alusão, destacou que o memorando será de grande valia para as raparigas, assim como outras pessoas vulneráveis na província de Nampula, numa altura em que a capital do norte de Moçambique regista elevados números relacionados com as uniões prematuras e violência doméstica.

“Este memorando significa um grande avanço no tratamento dessa problemática, quando necessitarmos trabalhar directamente com a faculdade de Direito, porque formam os profissionais do amanhã na componente da justiça. Temos o nosso quadro legal do país que é bastante promissor, mas com problemas de materialização daquilo que são princípios legais a nível das comunidades quando o assunto é união prematura, e que ficam sem resolução. Temos meninas a adiarem os seus sonhos, rapazes que não se engajam na componente de educação,” disse Ija.

“As uniões prematuras são foco principal desta nossa intervenção porque trabalhamos com mulheres trabalhadoras de sexos e na sua maioria essas são adultas. Um dia elas foram crianças, então, trabalhando com as raparigas a nível das comunidades, estamos a contribuir para prevenir futuras mulheres trabalhadoras de sexo,” frisou o oficial.

Por sua vez, Melquisedeque Muapala, director da Faculdade de Direito da Universidade Rovuma, argumentou que a conjugação entre uma faculdade e a associação resultará em bons resultados na prestação de serviços a comunidade. “A associação tem trabalhado muito na área dos direitos humanos, área de tutela da mulher, da criança e todas as camadas vulneráveis e aí nós temos a componente jurídica, assim sendo, a faculdade poderá contribuir enormemente na materialização dos objetivos, quer do nosso lado, tanto como para a associação,” disse. (Francisco Mário)

Para o ano lectivo 2027: Nampula prevê matricular perto de 400 mil novos ingressos

Nampula (IKWELI) – A província de Nampula, a mais populosa do país, prevê matricular, para o ano 2027, um total de 397.759, dos quais 198.191 do sexo feminino, um crescimento de 0,7%, quando comparado com o ano anterior.

A informação foi tornada pública na manhã desta quinta-feira (01) no distrito de Murrupula, durante a cerimónia de lançamento oficial de matrículas para os novos ingressos ao nível provincial.

Castelo Silvano, responsável pelo departamento pedagógico na direcção provincial de Educação de Nampula, apelou, na ocasião o envolvimento das lideranças comunitárias e tradicionais de forma a que a meta seja alcançada.

Por seu turno, o administrador do distrito de Murrupula, Salvador Talapa, descreveu que o processo de matrículas não representa apenas um número estatístico escolar, mas sim uma oportunidade de ensino e aprendizagem para as crianças, sobretudo em situação de vulnerabilidade.

Falando de modo específico para Murrupula, Talapa disse que está em curso o processo de construção de 14 salas de aulas do ensino primário para acolher 16.984.

Os pais e encarregados de educação mostraram-se satisfeitos com a iniciativa, porque poderá contribuir positivamente no desenvolvimento do futuro dos petizes, distanciando-os de acções criminosas e consumo de bebidas alcoólicas.

Os pais também pediram ao governo a ser mais vigilante no combate a casos de assédio sexual de crianças, cobranças ilícitas em troca de notas, protagonizadas por alguns professores afectos em diferentes estabelecimentos de ensino e aprendizagem. (Virgínia Emília)

Ministra das Finanças defende reformas para reforçar sustentabilidade das contas públicas

BEIRA, 1 de outubro de 2026 — A Ministra das Finanças defendeu, nesta quinta-feira (1), na cidade da Beira, a adoção de medidas para reforçar a sustentabilidade das finanças públicas, melhorar a gestão da despesa e acelerar a digitalização dos serviços do Estado.

Ao discursar na abertura do Segundo Conselho Coordenador do Ministério das Finanças, sob o lema “Finanças Públicas Sustentáveis e Digitais, em prol da transformação estrutural da economia de Moçambique”, a governante destacou os impactos dos choques climáticos e geopolíticos sobre a economia nacional.

Segundo a ministra, as cheias registadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 afectaram mais de 1 milhão de moçambicanos, provocaram mais de 100 mortes e representaram um impacto estimado em cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), pressionando as contas públicas com despesas de reconstrução e assistência às populações afectadas.

Perante este cenário, defendeu a incorporação do risco climático na elaboração do orçamento, bem como investimentos em infraestruturas resilientes, sistemas de drenagem e mecanismos de proteção social capazes de responder rapidamente às emergências.

No quadro macroeconómico, a ministra informou que o PIB cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026, depois das contrações registadas em 2025. Entre os sectores com crescimento destacou hotéis e restaurantes, eletricidade e serviços financeiros, enquanto a indústria transformadora e a indústria extrativa registaram contrações.

Sobre as contas públicas, referiu que o Estado arrecadou 183,3 mil milhões de meticais em receitas entre janeiro e junho de 2026, correspondentes a 45% da previsão anual. As receitas tributárias cresceram 11,9%, impulsionadas, entre outros factores, pelo aumento da arrecadação do IVA.

A governante alertou, contudo, para a pressão da dívida pública, estimada em cerca de 78% do PIB, e afirmou que o serviço da dívida absorve aproximadamente 30% das receitas. Defendeu, por isso, que o recurso à dívida deve privilegiar investimentos capazes de gerar retorno económico e social, evitando o seu uso para financiar despesas correntes.

A ministra anunciou ainda um conjunto de reformas no sector das finanças, incluindo o reforço dos mecanismos de controlo interno e uma linha verde para denúncias de pagamentos indevidos, através do número 1726, além de medidas de fiscalização do património público e das compras do Estado.

Entre as reformas destacadas estão também o Sistema Nacional de Pagamentos, o novo regime jurídico de seguros, a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique e da Central de Aquisições do Estado, destinada a melhorar os processos de contratação pública.

No domínio da digitalização, a governante defendeu o uso de sistemas eletrónicos para aumentar a transparência, reduzir a burocracia e melhorar a prestação de serviços públicos.

Sobre o Fundo Soberano de Moçambique, a ministra afirmou que os recursos provenientes do gás devem ser geridos com transparência e visão de longo prazo, de modo a beneficiar também as futuras gerações, sem substituir o esforço de arrecadação interna.

A inclusão financeira foi igualmente apontada como um desafio. Segundo a ministra, apenas 44% da população possui contas bancárias, enquanto o sector de seguros representa cerca de 2% do PIB e o sistema de pensões cobre 11% da população activa.

Para os próximos anos, a governante apontou como prioridades a consolidação fiscal, o alargamento da base tributária, a racionalização da despesa pública, a sustentabilidade da dívida, a estabilidade do sector externo e a melhoria do ambiente para o investimento privado.

A ministra apelou ainda aos participantes do Conselho Coordenador para que as recomendações produzidas sejam acompanhadas por responsáveis, prazos e indicadores verificáveis, de modo a garantir a execução e a prestação de contas.

No encerramento do discurso, declarou oficialmente aberto o Segundo Conselho Coordenador do Ministério das Finanças, que decorre na cidade da Beira. (Aunício Avelino)

Gabinfo inicia campanha de divulgação das novas leis da Comunicação Social e Radiodifusão

Maputo (Ikweli) — O Gabinete de Informação (Gabinfo) iniciou, na cidade de Maputo, o processo de socialização e divulgação das novas leis da Comunicação Social e de Radiodifusão, com o objectivo de preparar os profissionais, órgãos de comunicação social, operadores e instituições do sector para a entrada em vigor do novo pacote legislativo, prevista para 22 de Novembro.

De acordo com o director do Gabinete de Informação (Gabinfo), Luís Canhenba, o processo inclui seminários provinciais, revisão de instrumentos regulamentares, harmonização de procedimentos administrativos e acções de capacitação.

Segundo explicou, a aprovação destas leis actualiza o quadro jurídico do sector, introduzindo mudanças nos procedimentos administrativos, nos registos e licenciamentos, nos direitos dos operadores e profissionais, bem como nas competências das instituições.

Para que estas mudanças produzam os resultados esperados, Canhenba considera essencial que as novas disposições sejam conhecidas e compreendidas por todos os seus destinatários.

“A aplicação das novas leis deverá, por isso, garantir os direitos constitucionais à liberdade de expressão e de imprensa, à independência editorial, ao acesso às fontes e ao exercício da actividade jornalística”.

O director do Gabinfo explicou que o seminário serve como espaço de socialização, esclarecimento, diálogo e preparação “serão apresentadas as principais disposições da Lei da Comunicação Social e da Lei de Radiodifusão, bem como alguns projectos de regulamento da própria Lei da Comunicação Social e também o regulamento das taxas”, explicou.

Canhenba recordou que o novo pacote legislativo entra em vigor no dia 22 de Novembro. Até essa data, as instituições e os demais intervenientes deverão preparar a implementação das novas normas de forma organizada e coordenada.

O período que antecede a entrada em vigor será marcado pela recolha de questões e preocupações, apresentação de contribuições, identificação de matérias que necessitam de esclarecimento ou preparação adicional e aprofundamento da compreensão sobre as novas disposições legais.

A preparação para a implementação deverá concentrar-se em quatro acções consideradas necessárias. A primeira passa pela divulgação e socialização nas províncias, com início na cidade de Maputo.

Para o efeito, o dirigente esclareceu que serão produzidos materiais informativos destinados a facilitar a compreensão das novas disposições. A divulgação contará também com o envolvimento dos órgãos de comunicação social e das plataformas digitais.

A segunda actividade será a elaboração, revisão e harmonização dos instrumentos regulamentares necessários para a aplicação das leis. A terceira será a revisão dos procedimentos administrativos e o reforço da articulação entre as instituições com responsabilidade no sector.

A quarta acção será a capacitação dos intervenientes “portanto, vamos capacitar as instituições, os profissionais, os operadores e os demais intervenientes”, afirmou.

O Gabinfo vai coordenar e articular o processo através de uma equipa técnica. A iniciativa contará ainda com a colaboração do MISA, do SNJ e do Conselho Superior da Comunicação Social.

O sucesso da implementação do novo pacote legislativo dependerá do envolvimento das instituições, órgãos de comunicação social, profissionais, organizações representativas e parceiros. (Antónia Mazive)

Governo continua preocupado com idosos que recusam-se a aderir ao Centro de Acolhimento

A Directora Provincial do Género, Criança e Acção Social em Nampula, Cedinha Mpila, disse na manhã desta Quinta-feira (1), durante as delebrações do dia do idoso, que continua preocupado com a recusa daquela classe, em aderir ao centro de acolhimento.

Sem avançar dados, Mpila referiu que mesmo com as palestras, os idosos preferem continuar praticar a mendicidade, “Nós temos um centro para receber a pessoa da terceira idade, mas é um trabalho conjunto de empresários, primeiro eles é que oferecem, o Conselho Municipal e nós como governo estamos a tratar e a ter reuniões e encontros, para que as pessoas saibam que existem um centro para esta situação de mendicidade, a nossa actividade verifica-se na cidade de Nampula mais nas sextas-feiras e quando chega sexta-feira ao invés de ir enfrente de uma loja, de um super mercado e nas ruas, me dirijo a um centro, recebo aquilo que os empresários e  as pessoas de boa fé trazem. Entretanto há uma teimosia por parte dos próprios idosos porque é um vício que vem desde e precisamos sensibilizar nossas comunidades porque para eles o centro é uma prática nova e já trazem isso há anos para chegarem esses hábitos não será do dia para noite e o governo está a trazer e acredito que teremos sucesso.”

Por sua vez, o representante do AMUCINA, congratulou a oportunidade e disse que desde a criação desta associação foram desenvolvidas várias actividades, ” Desde a criação desta associação várias actividades foram desenvolvidas, como a criação de Actividades Agrícolas, Gado Bovino, montagem de uma Moageira, terapia ocupacional e rendimentos para pessoa idosa e seus cuidadores.”

Para terminar, os idosos agradeceram pelo almoço que foram proporcionados para comemoração do dia. (Fátima Mugaveia)

“A nossa ambição é atrair investimento que nos permita processar mais localmente,” governador de Nampula intervindo na conferencia anual da Aliança Agrícola Ásia-África, em Mumbai

Mumbai (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, anunciou, nesta quarta-feira (30) na cidade indiana de Mumbai, que a província que dirige tem como ambição não só em tornar-se em ponto de atracção de investimento, como também de processamento local, ou seja, de efectivação da indústria extractiva.

Em Mumbai, Abdula participa da GLOBOIL Índia, evento organizado pela Aliança Agrícola Ásia-África.

“Eu venho da província de Nampula, no norte de Moçambique, uma província com mais de seis milhões de habitantes e uma forte base agrícola e comercial. Hoje, estou aqui para apresentar não só o que Nampula produz, mas também aquilo em que Nampula se pode tornar: uma plataforma regional para a transformação agrícola, o processamento, o comércio e o investimento,” começou por dizer Abdula na sua intervenção e um dos principais painéis do evento, prosseguindo que “Nampula tem mais de dois milhões de hectares de terra arável e uma forte base de produção de amendoins, algodão e gergelim. Ao mesmo tempo, a soja e o girassol estão a emergir como culturas estratégicas. Estas culturas são particularmente relevantes para a nossa ambição de desenvolver cadeias de valor agrícolas competitivas e estabelecer Nampula como um centro de produção e processamento de óleo alimentar.”

Hoje, Nampula importa mais de 90 por cento do óleo alimentar que consumimos, situação que não agrada ao governador, por isso anunciou que “queremos mudar isto. A nossa ambição não é simplesmente produzir e exportar mercadorias. A nossa ambição é atrair investimento que nos permita processar mais localmente, criar valor localmente e posicionar Nampula como um centro agroindustrial competitivo para o Norte de Moçambique.”

Todavia, Abdula deu as razões para que investidores e financiadores apostem na província, precisamente pela sua “localização estratégica, infraestruturas e conectividade,” pois “Nampula está estrategicamente posicionada no centro do Corredor de Nacala, com acesso a autoestradas, caminhos-de-ferro, ao Porto de Nacala e aeroportos internacionais. Estes recursos ligam a província a importantes áreas de produção – incluindo Niassa, Cabo Delgado e Zambézia – bem como aos mercados nacionais, regionais e internacionais. O Porto de Nacala oferece uma porta de entrada direta para o comércio internacional. A conectividade aérea através da Ethiopian Airlines, Air Mozambique, Kenya Airways e Airlink facilita a deslocação de investidores e equipas técnicas.”

Igualmente, Nampula dispõe de “base agrícola e comercial,” traduzindo no facto de Nampula possuir “condições agroecológicas favoráveis, terras abundantes e um sector produtivo consolidado. Dispomos de agricultores comerciais e familiares, associações e cooperativas de produtores, revendedores de produtos agrícolas, serviços de extensão rural, comerciantes e agregadores. Isto proporciona uma base para a agricultura por contrato, mercados estruturados, agregação, processamento e parcerias de longo prazo.”

“O nosso compromisso com a parceria com o sector privado. O Governo Provincial considera o sector privado um parceiro fundamental. O nosso papel é facilitar o investimento, coordenar instituições, resolver entraves e criar condições para o crescimento do negócio,” recordou Eduardo Abdula, recordando que “a nossa relação com a Índia não é recente. Nampula possui longas relações comerciais e interpessoais com a Índia. Queremos levar esta relação para um novo patamar: do comércio ao investimento, das commodities ao processamento, das relações comerciais às parcerias de longo prazo.”

“Temos também a honra de acolher o Consulado da Índia em Nampula, um reflexo dos nossos fortes laços e uma importante ponte institucional para as empresas indianas.”

O governador, também, convidou investidores e empresários indianos a participarem na próxima edição da Feira Económica de Nampula (FENA).

“Entendemos que o investimento necessita de plataformas onde as empresas se possam encontrar. É aqui que a FENA – Feira Económica de Nampula – se torna importante. A FENA reúne empresas, produtores, investidores e instituições financeiras,” disse, referindo que “com base na cooperação que estamos a desenvolver com a Associação de Extratores de Solventes da Índia e a Solidaridad, vemos uma oportunidade para impulsionar ainda mais a agenda de oleaginosas de Nampula na FENA 2027, criando uma plataforma para diálogo, troca de conhecimentos e identificação de oportunidades práticas para o investimento e desenvolvimento da cadeia de valor,” por isso “gostaríamos de ver a SEA e a Solidaridad a liderar uma discussão dedicada sobre o futuro das cadeias de valor das oleaginosas e dos óleos vegetais, reunindo agricultores, comerciantes de commodities, processadores, investidores, instituições financeiras, fornecedores de tecnologia e instituições públicas,” assegurando que “esta discussão pode ajudar a explorar oportunidades e desafios relacionados com a produção sustentável, agregação, processamento, tecnologia, desenvolvimento de mercado e investimento, e identificar áreas práticas para colaboração futura.”

Abdula concluiu referindo que está acção que desenvolveu na Índia é em cumprimento das orientações do Presidente da República, Daniel Chapo, que apela ao trabalho mericrático para trazer soluções aos problemas que apoquentam a população. (Aunício da Silva, em Mumbai)