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Nampula recebe material para montar 7 novas pontes metálicas

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, recebeu, na tarde de sexta-feira (24), material para a construção e montagem de sete (7) pontes metálicas, que serão erguidas em iguais pontos críticos na província.

As pontes serão instaladas sobre os rios Munhequere (ligando Liupo e Mogincual), Ampuesse (Monapo–Mogincual), Metucuti (Liupo–Angoche), Muchequesse (Namapa-Odineopa–Rio Lúrio), bem como na baixa de Milhana (ligando Imala e Milha, entre Muecate e Mecubúri), em Namioco (acesso a Aube, no distrito de Angoche) e sobre o rio Muhimite (Monapo–Mogincual).

“Se aceitamos o desafio de servir, foi para realizar acções como estas: mudar a vida das pessoas com obras que se veem, se usam e salvam vidas”, afirmou.

Eduardo Abdula sublinhou ainda o impacto prático das infra-estruturas, referindo que as pontes representam muito mais do que estruturas físicas. “Isto não é apenas cimento e ferro. São tempo que deixa de se perder nas travessias, crianças que passam a chegar à escola em segurança, ambulâncias que deixam de parar nos rios, produtores que voltam a ter acesso ao mercado e oportunidades de emprego que chegam onde antes havia isolamento”, explicou.

Segundo o governador, estas obras representam uma resposta directa às necessidades das comunidades. “Não são apenas obras do Governo para o povo, mas sim uma resposta do Executivo ao clamor da população. É uma governação que escuta, resolve e está próxima”, frisou.

Na ocasião, o dirigente reconheceu o papel do Presidente da República, Daniel Chapo, pelo apoio na materialização da iniciativa, bem como do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, pela rápida disponibilização das infra-estruturas. (Redação)

Governador de Nampula destaca limitações financeiras apontando que 791 milhões previstos no orçamento não chegaram a ser disponibilizados em 2025

Nampula (IKWELI) – O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, afirmou que o desempenho económico de 2025 foi condicionado por fortes limitações financeiras, destacando que 791 milhões de meticais previstos no orçamento não chegaram a ser disponibilizados à província pelo governo central.

A informação foi apresentada durante o encerramento da IV Sessão Ordinária da Assembleia Provincial (AP), realizada na cidade de Nampula na semana passada.

Segundo o governante, o cenário financeiro adverso teve impacto directo na execução de diversas acções programadas, reduzindo a capacidade de resposta do Executivo Provincial face às necessidades da população.

Além das limitações orçamentais, a província enfrentou condições climáticas severas e uma conjuntura económica difícil, factores que agravaram ainda mais a implementação de projectos estruturantes.

O dirigente esclareceu que o valor referido não corresponde a dinheiro efectivamente disponível, mas sim a uma previsão que não se concretizou aos longo do exercício económico.

No seu discurso, Abdula sublinhou que “o valor reportado de 791 milhões de meticais não usados em 2025 é um valor que não chegou de ser disponibilizado a favor da província, constituindo assim uma mera dotação orçamental e não necessariamente disponibilidade financeira.”

Ainda assim, Abdula disse que alguns sectores registaram progressos, com destaque para a educação, onde houve expansão da rede escolar, construção de novas salas de aula e contratação de professores, embora persistam desafios ligados ao rácio aluno-professor.

No sector da saúde, o governante revelou que foram reforçados os serviços com a construção e apetrechamento de unidades sanitárias, além da intensificação de campanhas de prevenção de doenças junto das comunidades.

Na agricultura, o governo provincial reportou aumento da produção e produtividade, apoiado pela introdução de tractores e outros meios de mecanização, numa iniciativa que se pretende estender aos 23 distritos da província.

O governador da província de Nampula reconheceu que os desafios enfrentados condicionaram significativamente os resultados alcançados, afirmando que “estes factores condicionaram, de forma inequívoca, o nível de execução de várias acções inicialmente planificadas.”

Para 2026, o Plano e Orçamento Provincial foram revistos devido a alteração do limite global aprovado, obrigando à redefinição de prioridades e ao reforço da disciplina na gestão dos recursos.

O Executivo Provincial reiterou a necessidade de maior rigor na execução orçamental, com vista a maximizar o impacto dos recursos disponíveis e garantir melhores resultados para a população.

Na ocasião, Abdula reforçou o compromisso com a boa governação, declarando “Reiteramos o nosso compromisso com uma governação responsável, transparente e orientada para resultados”. (Malito João)

Educação impulsiona requalificação de escolas em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial da Educação de Nampula deu início a um conjunto de intervenções destinadas à melhoria das infra-estruturas escolares, com o lançamento das primeiras pedras em três escolas.

Entre sexta-feira e sábado, William Tunzine, director provincial da Educação em Nampula, esteve nas escolas básicas da Serra da Mesa, Mutauanha e Namutequeliua para testemunhar o arranque das referidas obras de requalificação.

Um dos momentos mais simbólicos foi a realização da “Makeya”, um ritual conduzido por líderes comunitários, que pediram protecção espiritual para o sucesso das obras e para que não haja interrupções durante a sua execução.

Durante as cerimónias, também foram manifestadas preocupações sociais que afectam o ambiente escolar, com destaque para os casos de desmaios entre alunas e o crescente consumo de drogas nas escolas.

As intervenções previstas incluem a construção de infra-estruturas essenciais como blocos administrativos, laboratórios, bibliotecas, balneários, novas salas de aula e sistemas de abastecimento de água.

Segundo o sector da educação, estas obras fazem parte de um plano mais amplo que visa transformar escolas primárias em escolas básicas, criando melhores condições para o ensino e aprendizagem.

Para além destas três escolas, está igualmente previsto o lançamento de obras em outras instituições da cidade e dos distritos da província, reforçando o compromisso com a melhoria da qualidade do ensino e o desenvolvimento das comunidades. (Malito João)

Vice-presidente do MCC visita Nacala apostada em infra-estruturas rodoviárias

Nacala (IKWELI) – A vice-presidente do Millennium Challenge Corporation (MCC) responsável do portfolio para África, Alicia Albright, visitou a cidade de Nacala, na província de Nampula, onde manteve encontro de cortesia com o governador Eduardo Mariamo Abdula.

Em Nacala, Abdula levou Albright e sua equipa para o mercado do Juma e o ponto de intercepção da via que será construída.

Segundo disseram na ocasião, o MCC, através do compacto de Moçambique, vai financiar a construção da estrada que começa do cruzamento de Nacala-à-Velha ao porto de Nacala.

E o governador de Nampula quer um pouco mais, fez lobbies e explicou a clareza da necessidade de se ter outras vias em condições, de forma a fazer com que, realmente, o trânsito esteja viável em Nacala.

“Isso vai trazer uma dinâmica muito boa para a região. Temos uma estrada de 1.5km que seria bom investir nela. Seria importante, para a humanidade, requalificar a ela,” disse o governador, referindo-se a estrada que passa pelo mercado do Juma.

Ao criar essas condições de mobilidade, segundo Abdula, estar-se-á a caminhar, largamente, para “a nossa pretensão de tornar Nampula na capital económica de Moçambique.”

Por seu turno, Albright recordou que após a redefinição das prioridades do governo americano, Moçambique ficou o único país na região austral de África a manter o compacto, o que demostra a importância do mesmo no mapa de interesses dos estadunidenses. (Redação)

Coca-Cola gelada: O ingrediente que não deve faltar na comida caseira

Nampula (IKWELI) – Os dias começam antes mesmo do raiar do sol para a dona Flora Mafalda, uma vendedeira de comida que encontrou a zona da Central Elétrica, Bairro Mutauanha, ao pé do único viaduto do norte do país, província de Nampula, em local propício para a demostração do amor através da confecção de diversas receitas de comida e venda do refrigerante que se tornou o atractivo principal dos seus clientes, a Coca-cola.
Com 30 anos de idade, a dona da Delícias da Mafalda, um mini restaurante que “socorre” desde trabalhadores de organizações não-governamentais, funcionários públicos, e até desempregados, conta que herdou o apreço pela confecção de alimentos da sua falecida mãe.
“Este trabalho foi uma herança, porque minha mãe também era uma comerciante, tinha um estabelecimento em Nacala que chamava-se Faísca, então fui gostando, e segui este ramo porque é algo que eu gosto de fazer, e não havendo emprego, a vida é difícil, invés de ficar em casa, acabei vindo aqui.”
No seu dia-a-dia, Mafalda, como é mais conhecida, conta que tem vindo a enfrentar desafios devido a concorrência desleal, os seus pratos partem de 250,00Mt (duzentos e cinquenta meticais), quando os seus concorrentes têm pratos de até 50,00Mt (cinquenta meticais). “Eu agradeço porque as pessoas já me conhecem, e tenho encomendas, apesar de não ser satisfatório, mas dá para aguentar, o desafio que enfrento é com os concorrentes, estipulas um preço, e eles de repente começam a baixar, então isso é constrangedor, porque um frango compras mais de 300,00Mt (trezentos meticais), e me questiono como eles conseguem fazer as contas para colocar esse preço de 50,00Mt”.
Em média, a dona Mafalda conta que atende 20 clientes diários, e a maior parte dos mesmos exigem o ingrediente principal, uma Coca Cola bem gelada. “Eu gosto de Coca-cola e a maior parte das pessoas gostam de coca-cola, o único refresco que tomo é coca-cola, penso que a coca para mim é o melhor refresco, a coca-cola faz parte de um dos principais atrativos no meu estabelecimento.”
Júlia Raúl, outra vendedeira de comida no viaduto, contou a nossa reportagem que formou os dois filhos e construiu sua casa graças a venda de comida nas bermas do viaduto.
Há 30 anos a praticar a actividade, dona Júlia explicou que maior parte dos seus clientes não dispensam suas refeições, principalmente quando estão acompanhados do refrigerante. “Meus clientes gostam de coca-cola, todos os dias a coca-cola não pode faltar, por dia vendo uma caixa de refresco, mas a maior parte dos meus clientes gosta daquele refresco.”

Entre uma e outra garfada, encontramos Juvêncio Geraldo, taxista de motorizada nas principais artérias da cidade de Nampula, quem escolheu o tradicional arroz com feijão na companhia de uma coca-cola, bem gelada para dar-se o merecido descanso e recarregar as energias, “A Coca-cola completa minha refeição, tomar uma refeição sem coca cola não me sinto bem, assim a comida está a entrar. Nos convívios com a família e amigos, cada um pede o que prefere, mas eu fico sempre com Coca-Cola.” (Felismina Maposse)

Educação impulsiona requalificação de escolas em Nampula

Nampula (IKWELI) – A Direcção Provincial da Educação de Nampula deu início a um conjunto de intervenções destinadas à melhoria das infra-estruturas escolares, com o lançamento das primeiras pedras em três escolas.

Entre sexta-feira e sábado, William Tunzine, director provincial da Educação em Nampula, esteve nas escolas básicas da Serra da Mesa, Mutauanha e Namutequeliua para testemunhar o arranque das referidas obras de requalificação.

Um dos momentos mais simbólicos foi a realização da “Makeya”, um ritual conduzido por líderes comunitários, que pediram protecção espiritual para o sucesso das obras e para que não haja interrupções durante a sua execução.

Durante as cerimónias, também foram manifestadas preocupações sociais que afectam o ambiente escolar, com destaque para os casos de desmaios entre alunas e o crescente consumo de drogas nas escolas.

As intervenções previstas incluem a construção de infra-estruturas essenciais como blocos administrativos, laboratórios, bibliotecas, balneários, novas salas de aula e sistemas de abastecimento de água.

Segundo o sector da educação, estas obras fazem parte de um plano mais amplo que visa transformar escolas primárias em escolas básicas, criando melhores condições para o ensino e aprendizagem.

Para além destas três escolas, está igualmente previsto o lançamento de obras em outras instituições da cidade e dos distritos da província, reforçando o compromisso com a melhoria da qualidade do ensino e o desenvolvimento das comunidades. (Malito João)

Vice-presidente do MCC visita Nacala apostada em infra-estruturas rodoviárias

Nacala (IKWELI) – A vice-presidente do Millennium Challenge Corporation (MCC) responsável do portfolio para África, Alicia Albright, visitou a cidade de Nacala, na província de Nampula, onde manteve encontro de cortesia com o governador Eduardo Mariamo Abdula.

Em Nacala, Abdula levou Albright e sua equipa para o mercado do Juma e o ponto de intercepção da via que será construída.

Segundo disseram na ocasião, o MCC, através do compacto de Moçambique, vai financiar a construção da estrada que começa do cruzamento de Nacala-à-Velha ao porto de Nacala.

E o governador de Nampula quer um pouco mais, fez lobbies e explicou a clareza da necessidade de se ter outras vias em condições, de forma a fazer com que, realmente, o trânsito esteja viável em Nacala.

“Isso vai trazer uma dinâmica muito boa para a região. Temos uma estrada de 1.5km que seria bom investir nela. Seria importante, para a humanidade, requalificar a ela,” disse o governador, referindo-se a estrada que passa pelo mercado do Juma.

Ao criar essas condições de mobilidade, segundo Abdula, estar-se-á a caminhar, largamente, para “a nossa pretensão de tornar Nampula na capital económica de Moçambique.”

Por seu turno, Albright recordou que após a redefinição das prioridades do governo americano, Moçambique ficou o único país na região austral de África a manter o compacto, o que demostra a importância do mesmo no mapa de interesses dos estadunidenses. (Redação)

Nampula recebe material para montar 7 novas pontes metálicas

Nampula (IKWELI) – O governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, recebeu, na tarde de sexta-feira (24), material para a construção e montagem de sete (7) pontes metálicas, que serão erguidas em iguais pontos críticos na província.

As pontes serão instaladas sobre os rios Munhequere (ligando Liupo e Mogincual), Ampuesse (Monapo–Mogincual), Metucuti (Liupo–Angoche), Muchequesse (Namapa-Odineopa–Rio Lúrio), bem como na baixa de Milhana (ligando Imala e Milha, entre Muecate e Mecubúri), em Namioco (acesso a Aube, no distrito de Angoche) e sobre o rio Muhimite (Monapo–Mogincual).

“Se aceitamos o desafio de servir, foi para realizar acções como estas: mudar a vida das pessoas com obras que se veem, se usam e salvam vidas”, afirmou.

Eduardo Abdula sublinhou ainda o impacto prático das infra-estruturas, referindo que as pontes representam muito mais do que estruturas físicas. “Isto não é apenas cimento e ferro. São tempo que deixa de se perder nas travessias, crianças que passam a chegar à escola em segurança, ambulâncias que deixam de parar nos rios, produtores que voltam a ter acesso ao mercado e oportunidades de emprego que chegam onde antes havia isolamento”, explicou.

Segundo o governador, estas obras representam uma resposta directa às necessidades das comunidades. “Não são apenas obras do Governo para o povo, mas sim uma resposta do Executivo ao clamor da população. É uma governação que escuta, resolve e está próxima”, frisou.

Na ocasião, o dirigente reconheceu o papel do Presidente da República, Daniel Chapo, pelo apoio na materialização da iniciativa, bem como do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, pela rápida disponibilização das infra-estruturas. (Redação)

UniRovuma e ISCAM apostam em parceria estratégica para impulsionar investigação e ensino

Nampula (IKWELI) – A Universidade Rovuma (UniRovuma) e o Instituto Superior de Contabilidade e Auditoria (ISCAM) formalizaram, recentemente, na cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento (MdE) que visa reforçar a cooperação científica e académica entre as duas instituições públicas de ensino superior.

O acordo, assinado pelo Reitor da UniRovuma, Prof. Mário Jorge Brito dos Santos, e pelo Diretor-geral do ISCAM, Prof. Alfeu Jacinto Vilanculos, estabelece bases para uma colaboração orientada à partilha de conhecimentos, recursos e experiências, com foco no fortalecimento da qualidade do ensino e da investigação.

Entre as principais áreas de cooperação destacam-se a mobilidade académica de docentes e estudantes, desenvolvimento de projectos conjuntos, investigação científica, extensão universitária, publicações académicas, bem como a promoção do uso de tecnologias de informação e comunicação no processo de ensino-aprendizagem.

A parceria inclui ainda iniciativas nos domínios da pedagogia, desenvolvimento institucional, cultura e desporto, evidenciando uma abordagem abrangente que procura dinamizar diferentes vertentes da vida académica e institucional.

Com este entendimento, as duas instituições pretendem optimizar o uso de recursos humanos e materiais, promovendo uma atuação mais coordenada e eficiente, ao mesmo tempo que reforçam os laços de cooperação no panorama do ensino superior moçambicano.

O memorando terá uma vigência inicial de cinco anos, renovável por igual período, estando as partes comprometidas em mobilizar os recursos necessários para a implementação das actividades acordadas, através de instrumentos complementares a serem definidos futuramente. (Malito João)

Fraco investimento literário preocupa escritores de Nampula

Nampula (IKWELI) – Celebrou-se nesta quinta-feira, 23 de Abril, o Dia do Livro e Direitos Autorais, uma data instituída pela UNESCO, como forma de reconhecer o poder dos livros como ponte entre gerações e culturas e este ano, a efeméride é comemorado sob lema: “Livros como pontes entre culturas”.

Na Província de Nampula, as cerimónias centrais tiveram lugar na Escola Secundária de Napipine onde foram discutidos a importância do livro e da leitura, assim como os desafios enfrentados por aqueles que produzem.

Wilson Assumane, escritor e professor da escola em alusão, disse na ocasião que ser escritor é deixar um testemunho, um legado ou uma herança para servir várias gerações, no entanto, aponta como grandes constrangimentos o acesso ao livro, porque não existe uma ponte que liga os leitores e aos escritores uma vez que o escritor lança o seu livro e acaba apodrecendo na prateleira.

“Tem pessoas que querem ler, mais não sabem onde encontrar um livro, não temos livrarias, se temos bibliotecas, estão vazias, portanto, não está a existir um sistema de marketing para colocar o livro no mercado. Não estamos a conseguir divulgar as nossas obras’” disse, sublinhando que “sem querer acusar, não está a existir um incentivo a leitura, seja nas escolas, seja o Ministério da educação.” frisou a fonte.

No entender do nosso entrevistado, o Ministério da Educação deve arranjar formas para que os livros cheguem aos leitores, pois tem capacidade de fazer.

Para o escritor David Ossufo, ser escritor é ser intermediário daqueles que não têm coragem de falar, e também destaca como preocupação, a fraca procura dos livros aliado às instituições que fornecem o material literário, no entanto, de acordo com o nosso entrevistado, “estamos a fazer um esforço criando clubes de leituras para minimizar a problemática.”

As celebrações foram acompanhadas por alguns concursos de leitura, declamação de poemas, e questões sobre cultura geral, actividades que culminaram com alguns prémios, como forma de incentivar os alunos a procurarem sempre a informação.

Erson Mafuda, aluno da 12ª classe na escola Secundária de Napipine, disse depois de ganhar um livro que a leitura “ajuda-me na fonética, a não ter o medo de se expressar, porque quando você lê aprende muitas palavras novas, portanto, todos os jovens devem ler porque com a leitura a pessoa desenvolve muitas habilidades. Se a possa não fala na turma e quando começa a ler automaticamente você já tem palavras porque, muitos alunos que não têm intervenção na turma, é por medo de errar dai que quando você começa a ler tem muitas palavras para dizer,” afirmou.

Em representação dos Serviços Distritais da Educação, Juventude e Tecnologia, Anselmo Joaquim, sublinhou que o livro constitui um instrumento de conhecimento, cultura e transformação social, sendo pertinente proteger os direitos daqueles que dedicam suas vidas na criação do livro.

“O livro é mais que um conjunto de páginas, pois é uma fonte entre gerações, uma janela para o mundo e uma ferramenta para a educação. Em Moçambique, o livro desempenha um papel crucial na preservação da nossa identidade e formação da cidadania,” disse o representante.

Joaquim realçou ainda que não se pode falar do livro, sem os seus autores, pois os direitos dos autores são fundamentais para garantir que os escritores, poetas e outros criadores tenham o reconhecimento e a proteção.

“Infelizmente, práticas como a pirataria e o desrespeito dos direitos dos autores ainda representam desafios significativos, para tal, precisamos como sociedade promover cultura de respeito a propriedade intelectual incentivando a compra do livro original e apoiando os autores nacionais,” realçou a fonte.

Por seu turno, Baptista Júlio, em representação da Direcção Provincial de Cultura e Turismo em Nampula, referiu que o livro é uma ferramenta essencial para educar, mobilizar, inspirar as acções sustentáveis.

“Os livros transbordam conhecimentos, transmissões, histórias e perspetivas de um grupo cultural para o outro promovendo empatia e valorização da diversidade. A leitura é importante para o desenvolvimento humano tanto a nível individual quanto colectivo,” disse sublinhando que a protecção dos direitos autorais para evitar que grandes ideias e criações sejam descredibilizadas pela pirataria. (Francisco Mário)